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História Tu Me Causas Mesto Quando Deixa Teu Postergar Em Manifesto - Capítulo 1


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Notas do Autor


Desejo-te uma linda leitura e que te deem a atenção que tu mereces sempre que necessitá-la!

Capítulo 1 - Simplesmente Me Entristece Que Facilmente Tu Me Esquece


Eu sou a rainha do drama, eu sei. Por vezes eu exagero, eu sei. Eu sou demasiadamente sensível, eu sei. Tenho conhecimento e estou mais do que ciente dos meus defeitos.

No entanto, há essa vozinha no fundo que me sussurra:

"Mas tu és a rainha do drama sempre? Tu exageras sempre? És demasiadamente sensível sempre? — ela questiona, me confundindo. — Ora, pois! — reclama e eu reviro os olhos pelo drama. — Nada é sempre. Não existe isso. Então me digas: tu estás sempre errada, meu bem?"

Ah, como ela é gentil às vezes... Por mais brutas que sejam suas verdades, ela é, sim, gentil comigo. E eu desejo todos os dias, do fundo do meu coração, que ela seja eu.

"Oh, não! — a escuto negar. — Não queiras que eu sejas tu e tu sejas eu. Queria que nos tornemos uma (na outra). Só não esqueças-te dos teus outros companheiros, aqueles que estiveram contigo, mesmo que a maltratando e matando, enquanto tu não conseguias me ouvir em nenhum momento. Maltratada ou não, tu jamais estavas sozinha.

E parte de mim eram eles. E parte de ti também. Na verdade, querida, só tu não percebes: somos um só."

Bem, sim, cara voz que preenche meus pensamentos, eu tinha dúvidas sobre isso... e não tinha certeza se todos éramos um e um éramos todos. No entanto, me encanta a divisão de nossos nós, pois assim posso nos aprimorar juntamente, mas em cada particularidade nossa. E é assim que tem que ser.

Quando falo de "nós" me refiro aos demônios, monstros que dormem embaixo da minha cama e muitas vezes (quase sempre - mas nada é sempre) adentram minha cabeça. Suas visitas nunca são passageiras, raramente os pude questionar e corrigir. Porque sim, eles me foram maus. Mas nunca me deixaram. É mais lealdade do que podemos contar, por vezes, não é?

Eu não quero expulsá-los, oh, não me entendas mal. Eu quero que sejamos amigos, quase como cúmplices. Quero que estejam ali para me corrigirem, não para maltratar-me. Quero trabalhar com eles nossos defeitos e erros. Quero tanto, tanto, tanto. E preciso acreditar que conseguirei. Preciso acreditar que sou capaz para fazê-los capaz. E a verdade é que é assim que tem que ser.

Mas tudo vai por água abaixo e agora me refiro a ti, amor, quando tu te vais sem explicação. Quando somes sem satisfação. Quando tu não estás e eu preocupada com teu bem-estar fico a agonizar. Eu penso em ti às 17:58 e logo estou a perceber que os minutos passam sem parar e então, às 20h ainda estou a te pensar.

E tu me afirmas: "eu penso e quero estar contigo o tempo todo."

Ora, pois — e aí está uma pequena demonstração de que aquela vozinha que citei no início também sou eu —, eu queria tanto acreditar-te.

Eu não entendo também. Porque minha confiança em ti esvaiu-se tão facilmente (ou foi difícil e estou apenas me deixando maltratar?); contudo, sei que quebraste meu coração, pouca coisa não foi então. Há de ter um motivo além dos meus dramas, exageros e sensibilidades, sim?

Ou é só isso que se trata(va) nosso relacionamento? De meus defeitos? Meus erros?

Não existe relação amorosa unilateral saudável. Quando se coloca uma balança no amar, ele se perde no ar. E então, tudo se esclarece. Tu percebes que estás a esforçar-te sozinho; estás a lutar sozinho. E pior percepção não há.

Então, posso me afirmar sem sufocar, que tu também cometes erros. Oh! É tão doloroso. É tão doloroso, pois sinto como se estivesse te humilhando. Te machucando. Somente por não negar tua humanidade. O quão patética eu sou?

Eu sei que tu também és humana, meu amor. Eu juro que sei. Só não posso admitir-te sempre, pois feri-la fere a mim. Eu me machuco tanto com a ideia dos outros se doerem como já me aconteceu, como me acontece diariamente. Então, eu busco desesperadamente agradá-los. A todos. Mas a ti... ah, a ti eu quero ir sempre além. Porque tu mereces o universo inteirinho e muito mais.

E dentre as coisas que eu acredito que não mereço e o que de fato eu tenho por direito há uma infinita linha que os separa. Devo clarear as ideias de que eu estou abaixo de todos os seres, que a nada sou digna. Só que ter o que me é merecido não pode ser nenhum pecado.

E as pessoas são diferentes, devo lembrar-me. Não devo comparar-te, repito até ficar sem fôlego. E volto ao fato de que eu ter a atenção que desejo, que não extrapola os limites humanos, não é uma coisa ruim.

Então sim, simplesmente me entristece que facilmente tu me esquece. Que há tanto de mais relevante, importante, emocionante; seja qual "ante" for, eu não me sinto digna. Eu me sinto abaixo. Fundo, fundo, fundo. E te grito de lá, tu vês e por alguma razão, decide ignorar.

Oh, por que me posterga tanto, amor?

Se amas, eu te imploro, me dê este amar.

Me deixe vivê-lo, senti-lo, tocá-lo.

Me deixe livre no teu sentimento.

Há tantos problemas, traumas e dores que envolvem ser abandonada, ser trocada, ser substituída, ser postergada...

Problemas fazem parte da vida, então há de tê-los todos nós; traumas como afogamento e abandono; dores que se provém de inseguranças, tristezas, falta de sentido de vida.

E eu sei, eu sei que devo saber que esses problemas, traumas e dores são meus. E não teus.

Entretanto, não faz parte do amar o cuidar?

Não faz parte do amar saber que não é tua obrigação estar lá, mas tu o fazes porque queres? Porque ver aquela pessoa com um vazio te causa um também.

Oh, por que não me cuidas, meu doce?

Por que coloca-me de lado, mesmo sabendo o mesto que me causas?

Eu preciso sentir que tu me enxergas. Me queres. Me vives também!

Eu preciso saber, é preciso ver com os olhos do coração que tu me desejas; seja a companhia, as verdades, os problemas, os traumas, as dores e a mim mesma.

E não há certezas além de que não existem certezas. No entanto, quando tu és amado, tu sentes. Tu não necessitas de certezas, porque elas se tornam miúdas perto da dimensão do que sentes.

Oh, mas a verdade é que eu não mais sei se tu me amas, amor...



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