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História Tu me Encantas - Capítulo 18


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Notas do Autor


E agora o ultimo gente...

Capítulo 18 - Capítulo 17


Juliana sabia que parte da culpa por estar naquela cama de hospital era sua, pois havia sido extremamente irresponsável se metendo em meio ao tiroteio. Mas ultimamente o que mais a assombrava era que quisessem terminar o serviço.

 Claro que a chances de ela ser atacada dentro do hospital, guardado por diversos seguranças, era mínima. Mas só quem sente sabe o que o medo podia fazer com a cabeça. Ela tinha aquele medo constante de que a pegassem, de que pegassem sua mãe, de que pegassem Valentina novamente.

 Por isso sua decisão foi tomada tão incisivamente, mesmo a mãe insistindo para que pensasse bem. Mas para Juliana não havia mais nenhuma dúvida, a lista de prós pesava bem mais que os contras e agora, ela precisava decidir contar a Valentina.

 Valentina...

 Juliana amava tanto aquela mulher. Tudo o que ela despertava em si, sua dedicação, seu carinho, seu amor. Amava como sempre podia encontrar esperança naqueles olhos tão lindos. Como sempre se sentia a pessoa mais importante do mundo entre seus braços. E mesmo antes de ter o que seria a conversa mais importante da vida delas, Juls já podia sentir seu coração apertar.

 Escolhas. A vida de todo mundo era baseada em escolhas. Mas Juliana sempre precisou tomar as mais difíceis e agora, elas pareciam massacrar seu coração. O amor ou sua carreira? O amor ou sua segurança? O amor ou sua chance de criar uma nova vida? O amor ou o sonho? Eram tantos ou que nem conseguia pensar direito.

 Mas realmente precisava ser um ou?

 Juliana a cada dia foi adiando mais a conversa. Valentina sempre ia visita-la e sempre perguntava se estava bem e a morena sabia que não era apenas pelo ferimento, sabia que Vale começava a perceber seu desconforto e certo afastamento.

 Foram os sete dias da semana assim. Valentina indo visita-la e Juls pensando uma forma de tirar o tal banda ide logo e falhando miseravelmente cada vez que Vale se despedia.

 Até que sua mãe trouxe a notícia de que dentro de alguns dias ela receberia alta e elas precisavam resolver a situação delas, principalmente com Valentina.

 

 Valentina entrou mais uma vez no hospital assim que foi liberado o horário das visitas. Estava se sentindo estranha desde que havia acordado, uma angústia esquisita, e só pensava que precisava ver Juls logo, pois somente ela conseguiria aquecer seu coração e talvez a acalmar.

 Mesmo que há alguns dias viesse percebendo certa inquietude na namorada, e por mais que questionasse se havia qualquer problema, ela sempre negava e se concentrava em algum assunto diferente. Vale achava no começo que fosse por conta de tudo que passaram, mas vinha percebendo ultimamente que ela parecia cada vez mais dispersa. Ainda assim, esperava o tempo de Juls. Não podia forçar algo quando não tinha nada de concreto para questionar.

 Vale bateu na porta do quarto de Juls e foi recebida por Lupe que abriu espaço para que a jovem entrasse se despedindo para deixar as duas a sós.

 — Hey amor – cumprimentou sorrindo ao ver Juliana fora da cama, sentada no sofá. Aquilo mostrava que ela estava ao menos um pouco melhor, saindo da cama.

 — Oi Vale – respondeu Juls e recebeu os lábios da mais velha no seus. – Senta aqui comigo.

 Vale logo obedeceu e começou a fazer as perguntas de sempre, como ela estava, se havia alguma atualização dos médicos...

 — Eles disseram que provavelmente serei liberada em poucos dias – contou Juls e sorriu com a reação imediata de alegria que Vale teve.

 — Isso é maravilhoso Juls! – Gritou e beijou as mãos da namorada. – Você pode ir lá para casa e eu cuido de você, ou, talvez sua mãe me deixe ficar na casa de vocês?

 Juliana suspirou e fez um leve carinho nas mãos que seguravam as suas.

 — Vale, eu preciso conversar sobre uma coisa importante – disse Juliana finalmente.

 Valentina engoliu seco. Ela sabia que tinha algo por vir, mas não tinha certeza se estava preparada para lidar com qualquer coisa que fosse.

 — Pode falar Juls – respondeu se arrumando no sofá, o cenho franzido.

 — Vale, há algumas semanas eu recebi uma proposta de emprego e estudo em New York, mas com tudo o que estava acontecendo eu nem mesmo comentei com você. – Começou Juls, sentindo a mudança na postura da outra. – Só que na semana que dei entrada no hospital, eles me ligaram querendo saber minha decisão e eu aceitei.

 Valentina abriu a boca para responder, mas nada saiu. O que Juliana estava dizendo? Ela estava indo embora? Estava deixando-a?

 — Você está terminando comigo, é isso? – Perguntou por vez, o coração batia disparado dentro do peito.

 Juls pegou as mãos de Valentina, percebendo o quão geladas elas estavam.

 — Eu preciso que entenda que eu estou com muito medo, um medo constante de tudo aquilo acontecer novamente. Eu demoro horas para cair no sono e acabo sempre tendo esse pesadelo horrível de tudo acontecendo novamente. Eu...

 — Juls, não vai mais acontecer nada com nenhuma de nós – Valentina tentou assegurar.

 — Eu entendo isso, mas é difícil Vale – a mais alta podia ouvir a angustia na voz da namorada. – E eu também sei que é uma oportunidade imperdível e que abre um caminho grandioso para os meus maiores sonhos. Você precisa entender que mesmo antes de nos conhecermos o que eu mais queria era sucesso profissional e eu não posso abandonar isso.

 — Mas pode abandonar a gente? – Valentina já tinha muitas lágrimas escorrendo pelo rosto.

 — Não precisa ser assim. – Juliana sentia seu peito apertar. – Vem comigo Valentina.

 Valentina ficou por alguns instantes encarando a morena, o lábio sendo massacrado pelos dentes nervosamente.

 — Você não pode tomar uma decisão que afete a nós duas assim, sem nem conversar comigo e esperar que eu mude minha vida toda baseada nisso, Juliana.

 Juls fechou os olhos, a conversa seguindo o caminho que ela mais temia.

 — Mas eu devo esquecer meus sonhos?!

 — Você devia ter me contado, discutirmos o assunto como um casal normal! – Valentina se levantou do sofá andando em um vai e vem nervoso.

 — Nós não somos casadas – Juliana pontuou, enquanto os olhos seguiam nervosamente a outra. – E eu não vou pôr a oportunidade da carreira que escolhi para minha vida à baixo de qualquer coisa.

 — Qualquer coisa?!

 — Você nasceu com sua vida pronta Valentina, eu não vou e nem posso deixar essa oportunidade passar.

 Vale encarava Juliana sem acreditar nas palavras que saiam da boca dela. Não era possível que a morena estivesse rebaixando todo amor que construíram a nada.

 Juliana levantou com dificuldade tentando alcançar Vale, que se afastou magoada.

 Valentina levantou as mãos para que Juliana não se aproximasse.

 — Eu estou te pedindo para ir comigo!

 Valentina negou com a cabeça novamente, as lágrimas embaçando totalmente sua visão, não podia nem mesmo conter os soluços. Então deu as costas para Juliana e saiu correndo pela porta.

 — Foi a Valentina que vi sair correndo daqui chorando? – Perguntou Lupe entrando no quarto e encontrando sua filha caída no chão também aos prantos. – Ah meu Deus, Juli. Você contou a ela?

 Era uma pergunta retórica, mas mesmo assim a morena confirmou com a cabeça, se agarrando à sua mãe assim que ela se aproximou e deixando as lagrimas molharem seu ombro.

 — Ela... Ela está muito magoada – contou Juliana soluçando. – E eu acho que não vai ir com a gente mama.

 Lupe puxou o corpo da filha para cima.

 — Vamos para a cama primeiro, Juli.

 — Eu a amo tanto, mama. Mas como posso deixar meu maior sonho escapar por entre meus dedos assim?

 

 Juliana tentou ligar para Valentina todos os dias da semana que seguiu, mas a namorada (se fossem namoradas ainda), não atendeu a nenhuma das chamadas.

 Não recebeu nenhum sinal sequer até quando foi liberada do hospital e seguiu para a própria casa. Em desespero e como última alternativa ligou para Eva que acabou contando que Valentina não estava em casa, havia ido passar alguns dias na casa de Guille.

 A morena agradeceu a Eva, com a voz mais que chorosa, pelo aviso. Mas agora sua cabeça tentava encontrar alguma forma de fazer Valentina entender que faria de tudo para correr atrás dos próprios sonhos sim, mas que queria que ela estivesse ao seu lado. Mas como poderia fazê-lo se nem mesmo suas ligações Vale atendia?

 

 Valentina só queria tirar todos aqueles pensamentos de sua cabeça. Queria poder pausar a própria vida por algumas horas para que não precisasse sentir nada do que vinha sentindo. Como saber o quão perto se está de um colapso mental?

 Porém, mesmo querendo tanto, não podia deixar de sentir. E sentia, sentia muito.

 Uma parte de si, aquela pequena e racional tentava lhe falar sobre as razões práticas da decisão de Juliana. Mas a maior parte de si sempre foi muito mais emocional e seu coração gritava em desespero por Juliana estar desistindo da história que tinham, da história que podiam ter.

 Ela havia pedido que Vale a acompanhasse, mas como podia deixar a empresa de seu pai, os irmãos. A promessa que fizera há alguns meses atrás (lhe parecia tanto tempo mais) de que daria orgulho ao seu pai, estava intrinsecamente ligada ao seu crescimento na empresa, ao seu compromisso com a família. Como podia deixar tudo isso para trás?

 Juliana não entendia que sua decisão vinha acompanhada de uma pedra no relacionamento delas?

 Vale secou as lágrimas que voltaram a rolar pelo rosto, enquanto encarava a piscina da casa de Guille. Queria gritar, gritar para o mundo parar. Só alguns minutos já estava bom.

 Então sentiu a presença do irmão ao seu lado. Ele lhe estendeu uma xícara e pode logo perceber a fragrância do chá calmante.

 — Como está indo? – Perguntou o homem, levando uma das mãos ao ombro da irmã e sentindo a tensão dos músculos.

 Valentina apenas suspirou com os olhos ainda fixos na água azulada.

 — Olha Vale, eu não sei o que aconteceu e respeito que não queira falar. Renata também me pediu que não insistisse – ele deu um suspiro baixo que atraiu finalmente o olhar da irmã caçula. – Mas eu falei com Eva e Mateo e eles disseram que você precisa voltar, foi confirmado o envolvimento de Johny na morte do papai. O julgamento foi marcado e será aberto para a imprensa.

 Valentina engoliu seco, nem mesmo a xícara quente em suas mãos foi capaz de tirar a sensação congelante que tomou seu corpo.

 

 Juliana empurrou sua última mala até a porta de entrada do apartamento para que Panchito a ajudasse a levar até o carro. Como sua mãe estava indo para NY consigo, o casal decidiu que manteriam o relacionamento à distância até que o homem se organizasse com o trabalho e os filhos que teria de deixar no México com a mãe. Eles estavam confiantes em fazer tudo funcionar.

 Juliana sentia uma pontada de inveja quando pensava que Valentina não ousou ao menos tentar.

 Balançou a cabeça, como se pudesse tirar os pensamentos dela. Estava exausta daquela situação. A ausência de qualquer resposta de Valentina estava abrindo um grande buraco em si e Juls não queria encara-lo. Não sentia forças mais para isso.

 — Olha só, vão transmitir o julgamento na tv aberta – comentou Lupe, que estava prestes a desligar o aparelho, mas se deteve ao ver a família Carvajal.

 Juliana voltou os olhos ágeis para a tv e logo encontraram a figura de Valentina entrando no prédio cercada de seguranças e dos irmãos. Ela usava óculos escuros, por isso Juls não pode ao menos procurar pelos olhos claros, que deviam estar assustados, talvez cansados?

 — É melhor irmos meninas, chegar ao aeroporto com uma boa margem de tempo para o voo é sempre melhor – lembrou Panchito parado à porta.

 Lupe olhou para a filha que tinha os olhos fixos na tv.

 Juliana então saiu do transe em que seus pensamentos sobre Valentina a colocaram.

 — Vamos – concordou, a voz fraca. – Vamos logo então.

 O casal fechou o apartamento e seguiram todos para o carro de Panchito.

 

 Não parecia justo para Valentina que tivesse que passar por tudo aquilo. Reviver todo o processo, encarar os acusados.

 Johny manteve todo o tempo os olhos maníacos em si. Não parecia em nada o homem que havia conhecido. Na verdade, nunca havia conhecido o homem realmente. Só que ao encará-lo percebia como a loucura havia subido à borda, ficando visível para todos finalmente. Os olhos refletiam como estava fora de si, como nem mesmo ele podia se reconhecer.

 Valentina já havia dado seu testemunho quando decidiram pausar o julgamento por uma hora. Ela permanecia sentada em uma cadeira afastada na sala separada para ela e a família. Guille conversava com os advogados que explicavam como o processo estava andando conforme a promotoria esperava.

 — Oi – chamou Eva, sentando ao seu lado acompanhada de Lucía.

 Vale lançou a ela seu agora costumeiro sorriso sem vida, mas logo voltou os olhos para a janela em busca de algum ponto fora do prédio. Eva lembrava bem a última vez que vira a irmã carregando a mesma expressão e fora na época da morte do pai delas. Eva também se lembrava como a irmã havia lidado com todos aqueles sentimentos e não estava disposta a deixar acontecer novamente, quando sabia exatamente de qual luz Valentina precisava.

 — Juliana está viajando hoje – lembrou Eva, conseguindo a atenção da mais nova. Claro que foi dor o que capturou nos olhos claros.

 — Eu sei – respondeu com a voz embargada. – Você pode desligar meu sistema hoje para que possa passar por ele?

 Eva lançou um olhar para Lucía que gesticulou com a cabeça para que a morena fosse em frente no que precisava fazer.

 — Não precisa ser assim Vale. Por que não vai atrás dela?

 Valentina já havia explicado suas razões. Quantas vezes precisaria repeti-las?

 — Eu não posso deixar tudo o que a família construiu, eu não posso deixar vocês...

 — Quem disse que não Valentina – interrompeu Eva.

 Vale engoliu em seco.

 — Eu já pensei o suficiente para saber disso Eva – respondeu finalmente.

 — Vale, você nunca quis realmente estar à frente da empresa. Você sabe do fundo do seu coração que não. – Eva segurou o rosto da irmã e a olhou no fundo dos olhos. – Valentina, eu acho que nunca te vi tão feliz em toda sua vida, desde Juliana. Você sempre foi festeira, brincalhona, esperta, mas nunca realmente feliz. Sempre havia essa melancolia que eu sei que vinha da falta de nossa mãe e então só piorou com a falta de nosso pai.

 ‘Eu não estou dizendo que você precisa de Juliana para viver, mas você nitidamente vive melhor com ela. Juliana desperta em você o que ninguém é capaz, ela te desperta o amor pela vida, te desperta amor Vale. Eu posso dizer com todo conhecimento de causa que nós até podemos tentar, mas não somos nada sem amor – levou uma das mãos para trás em busca da de Lucía.’

 — Eu quero dar orgulho ao nosso pai, quero que a revista continue crescendo – explicou Vale sussurrando. – Não sei viver longe de vocês...

 Eva sorriu, talvez estivesse mais perto do que pensava em ganhar a batalha.

 — Você ama Juliana?

 — Com todo meu ser – respondeu Valentina, rápida.

 — Então não se preocupe, papai estará orgulhoso o suficiente por você ser feliz minha irmã. E eu continuarei comandando a empresa com a ajuda de Lucía, de Mateo e até mesmo Renata, não há o que temer. Nós nunca vamos te deixar, eu sempre estarei aqui Valentina.

 Vale sorriu, agora verdadeiramente. Ela gostava demais daquela Eva. A irmã estava mais confiante, feliz e amorosa. Ela quase podia brilhar, principalmente acompanhada de Lucía.

 — É tarde demais – Vale lembrou, baixando a cabeça. – Tem o julgamento que vai levar horas e eu acho que o voo dela já deve até ter saído.

 Foi então que sentiu um papel deslizando em sua perna e tomando sua visão.

 — Não é tarde demais – disse Eva, empolgada. – O voo sai daqui uma hora e eu falei com Lupita essa semana, me adiantei e comprei sua passagem.

 — Você não precisa participar do restante do julgamento, Valentina – explicou Lucía. – Eu já confirmei com os advogados.

 — E nós preparamos uma mala para você, está no meu carro – continuou Eva ficando de pé. – Você só precisa dizer e nós corremos para o aeroporto agora Valentina.

 Elas haviam pensado em tudo, percebeu Vale. Conheciam-na tão bem que já sabiam o que Valentina decidiria.

 — Vai todo mundo ficar bem? – Perguntou com certa dúvida ainda.

 — Vamos estar bem quando soubermos que nossa garotinha está vivendo sua vida feliz – disse Guille dessa vez, já sabendo de todo o plano da irmã mais velha.

 — Você me leva? – Valentina pediu à irmã.

 — Vamos!

 

***

 

  Se você fechar os olhos nesse exato instante e se permitir recordar do momento mais feliz da sua vida, aquele momento em que só de pensar nele sente seu peito transbordar em gratidão e felicidade por tê-lo vivido, quem estaria lá? Quem você gostaria que estivesse lá?

 Em quem você confiaria para abrir seu peito e mostrar o seu melhor e o seu pior, suas alegrias e suas dores?

 Que tipo de pessoa você deseja que seja aquela que você compartilhará todas as suas alegrias, mas também se apoiará para ser mais forte em suas dores? Ela existe? Você tem buscado por ela?

 Você consegue ser a sua própria pessoa, alcançar a sua própria paz antes de repousar em outra?

 Juliana não estava procurando por ninguém, nem mesmo passava por sua cabeça que teria um dia o privilégio de sentir um amor tão bonito e grandioso em seu coração. E com certeza, Valentina passava bem longe do que ela pudesse ilustrar quando pensava em amor.

 Mas isso tudo havia sido muito antes. Tudo havia mudado.

 Todos os seus pensamentos corriam para a mais jovem Carvajal quando Juliana pensava em amor. Todos os outros sentimentos despertados em si estavam completamente atrelados ao amor que sentia pela outra mulher, que vivenciara com a outra mulher.

 Juliana conhecia o amor. Bonito. Forte. Mas agora também, dolorido.

 Valentina tivera todas as oportunidades na vida que uma pessoa da sua classe social podia ter. Vivera o que muitas garotas em sua pouca idade nem mesmo podia sonhar. Mas havia uma coisa que sempre aprendera com seus pais. O amor real. Ela o conhecia através dos olhos de outras pessoas, mas sempre se submetia a relações rasas, quem sabe pela vontade desesperada de viver algo. Algo que chegasse ao menos um pouco próximo daquele amor.

 Talvez por isso não tenha demorado tanto a perceber quando o amor chegou na forma daquela mulher de olhos negros e misteriosos. Talvez pela consciência da beleza do que podia ser aquele sentimento compartilhado, não hesitou em mergulhar por completo nele.

 E exatamente por isso, naquele momento, corria desesperada pelo aeroporto em busca do amor da sua vida.

 Valentina checou o relógio e percebeu que faltava pouco tempo para o voo ser liberado. Já havia feito check in e Lucía havia despachado sua mala.

 Chegou ofegante ao portão de embarque, era a última chamada e não havia ninguém ao redor. Provavelmente Juliana já estava dentro do avião.

 Voltou-se para sua irmã.

 — Eu vou ir, obrigada por tudo irmã – disse sorrindo e puxando Eva para um abraço.

 Eva apertou a caçula em seus braços.

 — Eu te amo Vale, vá ser feliz minha irmã.

 Valentina se desprendeu e acenou para Lucía mais atrás. Então seguiu para dentro do avião. Eva já havia lhe dito que sua poltrona era junto de Juliana e Lupe, então ela apenas procurou pelos números avistando os cabelos negros e bonitos de Juls.

 — Posso ficar ao seu lado? – Perguntou assim que chegou ao seu lugar.

 Juliana levantou os olhos e paralisou quando encontraram os de Valentina. Então abriu o maior sorriso que pôde.

 — Para sempre? – Perguntou de volta.

 — Para sempre!


Notas Finais


E então, como estão se sentindo? Me conta nos comentários.
Eu não vou me despedir agora, pois ainda pretendo voltar com o epílogo. Porém já adianto que foi um prazer enorme fazer essa jornada com todas vocês.

Um bjão e inté mais ver o/


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