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História Tu t'appelles comment? - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


E bora de mais um clichê MarkSon! Amo não nego, por isso está aqui, espero que aproveite.

Boa leitura♡

Capítulo 1 - Je m'appelle Jackson Wang


Era o começo de mais um semestre e Mark ainda não estava habituado com certos costumes dos franceses, contudo não era isso que mais lhe preocupava. Havia uma prova que todo estudante estrangeiro tinha de fazer relacionado a aprendizagem da língua do país. Em cada semestre era avaliado os avanços de cada aluno na língua francesa – algo que fazia parte da grade curricular do curso de Mark. 

 

Mark não tinha dificuldades com as demais matérias, uma vez que elas eram lecionadas em inglês, conseguia completá-las normalmente, porém as aulas de francês estavam mais complicadas de entrar em sua cabeça. 

 

O americano estava cansado de sempre ter que voltar nas mesmas aulas para poder entender os sujeitos, verbos, artigos, etc. Às vezes, estudava mais de sete horas por dia só pra poder colocar as matérias em ordem e focar nas aulas de francês. 

 

Não que não soubesse falar nada, afinal, estava a seis meses em Paris e tinha que se virar, mas acontecia que quando tinha de conversar com as pessoas as coisas não fluíam tão bem quanto gostaria. Era cada mico um atrás do outro que estava começando a achar que nunca conseguiria aprender realmente. Em grande parte do tempo usava o inglês mesmo, aproveitando que muitas pessoas na cidade falavam o idioma. 

 

Em situações mais específicas, Mark tinha a ajuda de seu amigo e colega de quarto Daniel – outro americano, que tinha a nacionalidade francesa também – para ir a bares, restaurantes, padarias, supermercados e outros lugares públicos. Geralmente, eles saiam após algum teste estressante e passavam horas conversando com outros estudantes estrangeiros e franceses.

 

Daniel ajudava sempre que podia e Mark agradecia por isso, mas ele precisava aprender a se virar sozinho. 

 

Sentado em frente ao computador, Mark tentava terminar um seminário para o final do semestre, apesar da data ainda está longe achou melhor começar mais cedo para nada ficar em cima da hora. 

 

— Mark, você pode me ajudar aqui? – pediu Daniel, trazendo consigo uma caixa enorme. — Isso aqui está pesado demais. 

 

Mark correu para ajudar o amigo e juntos colocaram a caixa em cima da cama do francês. 

 

— É seu aniversário? Para que uma caixa tão grande? 

 

— Minha mãe mandou algumas coisas minhas para cá já que meu pai quer transformar o meu quarto em uma sala de jogos – riu baixo. — Ela não queria jogar nada fora, então mandou para cá. 

 

— E, agora somos nós que temos que lidar com suas tralhas? – riu também. — Espero que essa sala de jogos seja realmente muito boa. 

 

— Eu também espero. 

 

Daniel voltou a atenção para a caixa e automaticamente lembrou de algo muito importante que ia falar para o amigo. 

 

— Mark, eu preciso te pedir um grande favor. Será que teria como me ajudar? 

 

— Claro! Do que você precisa? 

 

Daniel correu até a sua mesa e procurou pelas gavetas o que tanto queria, achando um pouco depois e sorrindo mais aliviado por achar os recibos. 

 

— Final de semana é aniversário da Elise e eu encomendei um bolo em uma loja no centro. Provavelmente, eu estarei bem ocupado com a preparação da festa e não lembrarei de fazer isso – entregou os recibos. — Eles disseram que fazem a parte de cima personalizada, mas pediram para que eu fizesse em um papel especial em uma outra loja. Resumindo: eu preciso que você pegue esse papel especial e leve até a loja de bolos para que eles confeccionam com a foto. Já está tudo pago, é só pegar e levar lá. 

 

Mark ficou meio confuso com toda a história que o amigo contou, mas não podia dizer que não estava acostumado já que quando se tratava de Elise, Daniel ficava completamente perdido. 

 

— Quer que eu pegue o papel especial e leve até a loja de bolos para que eles coloquem a foto de vocês em cima, certo? – Daniel assentiu, agradecendo que o amigo estava o compreendendo mesmo com toda a desordem. — Ok, e quer que eu pegue o bolo quando estiver pronto também? 

 

Daniel espantou-se e colocou as mãos nos ombros de Mark, olhando bem nos olhos dele para poder lhe agradecer. 

 

— Eu não ia pedir, mas se você puder fazer isso, eu serei eternamente grato, Tuan.

 

Mark sorriu, achando a reação do amigo uma coisa muito fofa. Elise era uma ótima pessoa e fazer favores para ajudar a organizar seu aniversário seria divertido. 

 

— Ok, ok, ok chega! Me dá o endereço. Quando vai está pronto esse papel especial?

 

— Amanhã cedo, a loja abre às oito – respondeu, pegando o endereço no celular e mandando para o ruivo. — Já te mandei o endereço das duas lojas. Elas ficam até que relativamente perto. 

 

— O que quer dizer com relativamente perto? Da última vez, o seu relativamente perto me fez caminhar até o Arco do Triunfo. 

 

— Admito que foi um erro meu, mas elas realmente são próximas. 

 

— Eu vou confiar em você, Daniel – sorriu, pegando o celular e olhando os endereços. — Uh, relativamente perto mesmo. 

 

— Eu disse! 

 

— Tudo bem, tudo bem! Agora, eu vou voltar para o meu trabalho. E você, por favor, não deixe nenhuma das suas tralhas por aí, eu não quero me acidentar. 

 

— Isso aconteceu só uma vez, Mark. E, eu pedi desculpas. 

 

Mark riu, lembrando da cena do amigo correndo dentro do hospital lhe pedindo desculpa por ter deixado seu boneco do Homem-Aranha jogado pelo quarto, fazendo-o cair e machucar as costas na quina da cama. 

 

— Que seja, apenas não deixe nada, pois eu valorizo a minha vida. 

 

Daniel revirou os olhos e deu as costas para Mark, que ficou rindo do jeito do francês. Daniel era sem dúvidas o melhor amigo que poderia ter. 

 

×××

 

No dia seguinte, Mark acordou mais cedo e foi até a loja para pegar o papel especial, conseguindo sair depois de alguns minutos do estabelecimento já que acabou se enrolando com a atendente na recepção. O problema com a língua estava ficando mais sério do que ele imaginava. 

 

Com um suspiro baixo, entrou na loja de bolos e foi até o balcão de atendimento esperando alguém vim o atender após apertar o sininho. Mark observou alguns detalhes da decoração do lugar, achando tudo muito acolhedor e agradável. Daniel nunca havia lhe falado daquele lugar. 

 

— Ça va! Je suis faire! (Tudo bem, eu vou fazer isso!) – gritou o funcionário, para que sua patroa ouvisse. — Bienvenue! (Bem-vindo!)

 

— Bonjour! Je suis Mark (Bom dia! Eu sou Mark) – disse um pouco tímido, vendo que o garoto a sua frente parecia ter sua idade, não dava mais que vinte e cinco anos para ele. E assim como ele também era oriental. 

 

— Bonjour Mark. Comment je puis vous aider? (Bom dia Mark. Como posso ajudá-lo?) – perguntou, percebendo que o garoto de cabelos ruivos estava um pouco nervoso para falar. 

 

— J’ai un gâteau… mon ami… (Eu tenho um bolo… meu amigo…) – Mark odiava quando travava daquela forma e era algo tão simples. — Ici (aqui) – disse, entregando o recibo para o atendente, que sorriu. 

 

Apesar do garoto ser enrolado, ele era até que bonitinho aos olhos do atendente. 

 

— Un minute, s’il vous plaît (Um minuto, por favor) – pediu, levando o recibo para que a patroa visse o que era. 

 

Mark continuou olhando a decoração, pois queria esquecer que tinha passado aquela vergonha na frente de um carinha tão bonito. O americano tinha de admitir que desde que chegou à Paris não tinha tido tempo para pensar em coisas como namoro ou apenas uma ficada com alguém, estava tão focado em tirar boas notas que acabou esquecendo sua vida social. 

 

— Ici! (aqui!) – disse o atendente, voltando com as instruções de sua patroa. — Vous avez la photo? (Você está com a foto?).

 

— Oui! (sim!) – sorriu, pois pelo menos conseguia compreender as coisas. 

 

O garoto analisou o material que a foto tinha sido feita, pois para confeccionar em cima do bolo era preciso que estivesse com sua qualidade em cem por cento. Ele sabia que a loja que indicavam para os clientes fazia um bom trabalho, mas era sempre bom conferir. 

 

Enquanto verificava o papel, percebeu alguns atos do ruivo. Ele parecia bem nervoso. 

 

— Vous n'êtes pas français. Vous parlez anglais? (Você não é francês. Você fala inglês?).

 

— Non, je ne suis pas français. Je suis américaine et oui je parle anglais (Não, eu não sou francês. Eu sou americano e sim eu falo inglês)

 

O garoto sorriu, colocou a foto sobre o balcão e apoiou um dos cotovelos analisando o outro em sua frente. 

 

— Bem que eu percebi logo que te vi – disse, usando o idioma nativo de Mark. — Eu consigo reconhecer um americano de longe. 

 

— Oh, você fala inglês também, isso é ótimo. Geralmente, eu sempre pergunto para as pessoas se falam inglês, mas fiquei um pouco sem jeito. 

 

— Por quê? Eu intimido você? – brincou, vendo Mark esconder o rosto por conta das bochechas coradas. — Sempre me disseram que sou um pouco intimidador, mas nunca pensei que fosse verdade. 

 

— Não, eu não estou intimidado, é só que… eu ando com uma trava para falar com as pessoas. Ainda não me acostumei com a língua daqui – confessou. 

 

Mark não sabia porquê tinha dito a um desconhecido que tinha problemas para falar, com toda certeza, estava perdendo o juízo com aquilo. 

 

— Está tudo bem – disse compreensivo. — Quando eu cheguei aqui também tive problemas para me adaptar com a língua, mas com o tempo fui pegando o jeito. Há quanto tempo você está aqui? 

 

— Uns seis meses – mordeu o lábio, desviando o olhar do rapaz. 

 

— Seis meses? Uau! Deu sorte que fala inglês, senão seria ainda mais catastrófico – o rapaz sorriu, mas Mark não compartilhava do mesmo sentimento. Ele estava envergonhado com aquilo. — Me desculpe, você deve está passando por uma fase bem complicada. Mas se quer um conselho ficar com a cara enfiada nos livros não vai te ajudar muito. Tem que sair mais e viver as experiências. Vai aprender muito com os nativos se você começar a se misturar e sair da sua zona de conforto. 

 

— Não consigo falar com as pessoas direito, como vou conseguir me misturar com elas? – disse a si mesmo, mas o rapaz também escutou. 

 

O atendente costumava ter dias bem monótonos, ainda mais na parte da manhã, contudo aquele em questão estava sendo um dia bem diferente e interessante, para ser mais específico, alguém estava tornando aquela manhã mais interessante. 

 

— Eu não costumo fazer isso, mas poderia me passar seu número de telefone? 

 

— Se não costuma fazer isso, por que está me pedindo? – perguntou desconfiado. 

 

— Levando em consideração que terei que ligar para você quando o bolo estiver pronto e que eu também gostaria de te ajudar com sua trava, seria bom saber onde poder te encontrar – sorriu, fazendo Mark sorrir também. — Que é, tem jeitos piores de dar uma cantada em alguém. 

 

— Então admite que está me cantando? Eu nem sei o seu nome. 

 

O rapaz sorriu, pegou a foto de cima do balcão e levou para o lado de dentro. Voltou com o celular na mão já engatilhado para que o ruivo colocasse seu número. 

 

— Me passa seu número, eu posso te ajudar.

 

Mark estava relutante em dar seu número ao desconhecido, mas estava até gostando do charme que ele esbanjava pedindo daquele jeitinho. Pensou mais um pouco e decidiu que daria uma chance, se ele começasse a encher muito o saco o bloquearia e seguiria em frente. 

 

— Se me ligar no meio da noite, eu não vou atender – riu baixo, devolvendo o celular para o rapaz. Mark mordeu o lábio de leve, queria parecer interessante também. — Não me disse seu nome ainda. Tu t’appelles comment? (Qual o seu nome?) 

 

Foi impossível não sorrir com aquele sotaque americano mesclado ao francês. 

 

— Je m’appelle Jackson Wang (Meu nome é Jackson Wang)

 

— Jackson, j'ai besoin d'aide ici! (Jackson, eu preciso de ajuda aqui!).

 

Ambos acabaram rindo com o grito da patroa, às vezes, ela esquecia que comandava um lugar onde clientes entravam e saiam. 

 

— Eu tenho que voltar agora, e não se preocupa, eu não vou ligar para você na madrugada – sorriu, deixando Mark sem jeito. — Ligarei quando se sentir mais confortável e quando o seu pedido estiver pronto, ok?

 

— Tudo bem – sorriu, agradecendo o atendente. — Estou indo agora, obrigado. 

 

— Por nada – lançou um sorriso, pois sabia que Mark não ia esquecer dele, porque ele também não ia o esquecer tão cedo. — Bonne journée Mark (Tenha um bom dia, Mark).

 

— Au revoir (tchau)

 

E, após deixar a loja com as coisas resolvidas, Mark parou um pouco para pensar sobre o que Jackson havia lhe dito sobre começar a se misturar com os nativos. Ele sempre pensava nisso, mas estava na hora de colocar em prática. Bom, pelo menos ir avançando bem devagar nisso. 

 

      

×××

 

Passados dois dias, Mark recebeu uma ligação de um número desconhecido.

 

— Alô.

 

— Bonjour Mark. Je suis Jackson (Bom dia, Mark. É o Jackson)

 

Mark estava confiante de que Jackson ligaria, mas apesar disso não queria demonstrar que estava ansioso para isso. 

 

— Ah, bom dia Jackson. Notícias do meu pedido?

 

— Usando esse tom de voz me faz pensar que não gostaria de está falando comigo.

 

— Não é isso, eu só não estou em um bom dia – disse sem emoção, estava ansioso e o dia realmente não andava muito bem. — Eu tive um começo de manhã difícil. 

 

— Algo relacionado com a sua trava? Eu disse que posso te ajudar se quiser. 

 

Mark suspirou, não queria lembrar do acontecido, mas não podia ficar guardando as coisas e sofrendo por isso. 

 

— Eu fui fazer um pedido para o almoço agora pouco e acabei pedido veneno ao invés de peixe para a recepcionista no restaurante*. 

 

Jackson teve que rir, mas claro, com todo respeito do mundo. 

 

— Não fique assim, não foi o primeiro e nem será o último a cometer esse erro, ainda mais com palavras tão parecidas. Você vai aprender com os erros. 

 

— É fácil dizer né – suspirou. — Então, por que me ligou? 

 

— Ah sim! O bolo vai ficar pronto no final da tarde, mas pode vir buscar mais para a hora de fechar, acho que será mais conveniente já que a festa do seu amigo vai ser lá pelas nove da noite. 

 

— Daniel mudou o horário da festa, mas acredito que não interfira nisso. Posso buscar uma hora antes de vocês fecharem, tudo bem? 

 

Jackson ficou em silêncio por alguns segundos, estava pensando nas possibilidades. 

 

— Ellene vai ficar na loja até umas nove horas hoje, pode falar diretamente com ela. 

 

— E quanto a você? 

 

Mark queria enfiar a cabeça no primeiro buraco, pois fazer uma pergunta daquela e usando o tom que usou demonstrava o total interesse dele em Wang. 

 

— Estou de folga hoje, Ellene trabalha com a filha nos finais de semana e eu aproveito para colocar minha vida em ordem. Estou indo até a Praça da Concórdia. 

 

— Praça da Concórdia? O que vai fazer lá? 

 

Novamente, uma pergunta com um tom muito elevado. 

 

Jackson estava adorando o rumo que aquela conversa tomava.  

 

— Gosto de andar por lá quando preciso pensar. E também, é um ótimo lugar para encontrar pessoas para conversar. Uma vez, encontrei uma senhora que me perguntou se eu queria ficar com o gato dela, porque ele iria ficar com toda a herança dela e ela não confiava em ninguém da família – riu baixo, ouvindo a risada abafada de Mark. — Você ri, mas é verdade. Ela insistiu tanto que acabei ficando com o gato. 

 

— Ficou com o gato que tinha a herança? Como assim? Isso é loucura!

 

A vergonha nem existia mais, falando com Jackson as coisas pareciam mais leves. 

 

— Fiquei, mas passei a guarda do bichano para uma mulher dona de um orfanato. Aparentemente, o gato gosta mais de lá do que da antiga casa e os moradores do orfanato adotaram ele como mascote. Um final feliz para todos.

 

— Sabe que essa história é surreal né. 

 

— Se saísse mais de casa saberia que em Paris existem muitas pessoas peculiares e gentis. Essa senhora era uma pessoa muito simpática e aceitei o presente para que ela partisse em paz – silêncio novamente. Jackson tinha que tomar coragem logo. — Você pode conhecer a minha Paris, eu sei que ela é diferente da sua, mas acredito que vá gostar. 

 

— Jackson, isso foi um…

 

— Um convite – interrompeu, era a hora perfeita. — Sai comigo hoje? Eu prometo que sumo da sua vida se não gostar do passeio – disse brincando. — Aceita, por favor, eu sei que não tem o que fazer hoje. O seu amigo disse que seria bom também te chamar para sair. 

 

— Sério, eu não estou acreditando nisso – riu, não tinha porque ficar bravo com a situação. — Daniel devia cuidar mais da vida dele, mas dessa vez eu vou deixar passar. Eu aceito sair com você, Jackson. Onde eu te encontro?

 

— É só você descer, eu estou em frente ao seu apartamento. 

 

Mark correu para a janela do quarto e abriu as cortinas, vendo Jackson acenar para ele em cima de uma Harley Davidson, e ele tinha que admitir que o chinês combinava perfeitamente com a jaqueta de couro e aquela moto. 

 

— Eu não estou acreditando… Espera, eu vou descer. 

 

Mark estava com sorte em pelo menos uma coisa naquela manhã, pois vestido adequadamente para sair ele estava.

 

Desceu as escadas quase que correndo, encontrando com Jackson na frente do portão de entrada do pequeno conjunto de apartamentos.

 

— Deixa eu adivinhar: Daniel te deu meu endereço.

 

— Caso seu amigo não pudesse ir buscar o bolo, alguém teria que entregar e eu também ouvi ele falando com a Ellene que ele morava com um amigo que poderia receber a encomenda. 

 

— Ou seja, você ligou os pontos e me achou. 

 

— Me fez parecer um stalker com tão poucas palavras – riu. — Vamos?

 

Mark não tinha palavras para definir o que estava sentindo, mas sabia que queria sentir sensações como aquelas mais vezes. 

 

Do apartamento para a praça levava aproximadamente vinte minutos, sem muito trânsito um pouco menos, mas Jackson era um ótimo piloto e conhecia atalhos pela cidade. 

 

Depois que Jackson encontrou um lugar para deixar a moto, caminharam até a Praça da Concórdia e por lá começaram a viver as experiências que Jackson tanto relatava. O lugar era incrível e a diversidade de pessoas que passavam por ali era de encantar qualquer um, principalmente um certo estudante de artes. 

 

— Eu nunca tinha parado para ver esse lugar, pelo menos não desse ângulo. É tudo incrível – sorriu, vendo algumas pessoas fazendo malabarismo e divertindo crianças e adultos. — Nunca parei para observar as coisas assim. 

 

— E ainda se diz um artista? Mark, você não pode viver só de teoria – disse, puxando Mark para a fonte de Jacques Hittorff no meio da praça. — Aproveita o momento! 

 

O dia estava começando a esquentar e por conta disso algumas crianças brincavam em volta da fonte, algumas até jogavam água uma na outra, ocasionando em uma grande diversão. Mark também estava se divertindo e até chegou a jogar um pouco de água em Jackson, após o chinês o provocar também lhe jogando água. 

 

A manhã passou, Mark e Jackson já tinham feito de quase tudo tanto na praça quanto ao seu redor, até mesmo comprar livros. 

 

Mark estava com um livro de poesias junto do corpo o abraçando, o sorriso era tão grande que fazia com que Jackson sorrisse também. Wang não acreditava em amor a primeira vista, mas estava começando a rever seus conceitos depois que Mark entrou na loja, ele era tão diferente de todos que tinha conhecido antes. 

 

Como já era tarde, o céu estava começando a ficar mais escuro e tomando uma coloração completamente magnífica. O sol começava a se pôr mesclando o céu com o azul, deixando uma pintura perfeita para quem quisesse admirar. 

 

— Já fizemos quase tudo, o que mais tem em mente? – perguntou Jackson, mas calou-se quando viu Mark parado a margem do Rio Sena olhando para a coloração do céu. — Acho que já encontrou algo para fazer – sorriu. 

 

Juntos pararam por alguns minutos, ignorando completamente o barulho externo e focando somente nas cores do céu contrastando com o rio. Era magnífico, perfeito e simplesmente uma beleza da natureza que enchia os olhos e o coração.  

 

— É a mesclagem perfeita – disse Mark, sem tirar os olhos do céu. — É lindo demais. 

 

— Eu não tenho dúvidas. É completamente lindo – referiu-se ao artista, tirando a atenção do mesmo. — Não só a paisagem, mas você também Mark. Você e essa paisagem formam a cena perfeita. 

 

Foi impossível não corar com aquele comentário, afinal, Jackson não estava procurando ser discreto. 

 

— Não sou tão bonito assim. 

 

— Você é o artista aqui, devia saber reconhecer verdadeiras obras de arte, porque você é uma delas – sorriu, vendo o americano corar ainda mais. — Deixarei que pense sobre isso. 

 

Jackson voltou a atenção para o céu, porém Mark não, ele estava pensativo e sem saber o que dizer. De alguma forma, bem maluca, Jackson mexia com todo seu ser e a sensação era boa. E, tomado por essa sensação foi que Mark teve uma atitude que mudaria não somente sua vida, mas a do chinês também. 

 

Aproveitando que Jackson olhava para o céu, Mark virou-se para ele e aproximou seu rosto do rosto do chinês, que virou para acompanhar o movimento do ruivo. Quando os lábios se tocaram com delicadeza, Jackson puxou o americano pela cintura e fez com que seus corpos ficassem mais juntos, podendo assim, desenvolver o beijo com mais facilidade e intensidade. 

 

A cena tinha ficado perfeita agora. 

 

×××

 

Três meses depois

 

Mark acordou com o celular vibrando, bateu a mão para todos os lados antes de achar e atender. 

 

— Bonjour Mark! Je suis Antony! (Bom dia, Mark! Sou eu o Antony!) – disse a voz animada do outro lado da ligação. — Je vous appelle pour dire que votre tableau a été accepté pour participer à une exposition au Louvre! (Estou ligando para dizer que a sua pintura foi aceita para participar de uma exposição no Louvre). 

 

Mark praticamente pulou da cama com a notícia, acordando Jackson também que não sabia o que estava acontecendo. 

 

— Tu dis la vérité? Ne joue pas avec moi! (Está falando a verdade? Não brinque comigo!).  

 

— Je ne plaisante pas. L'Académie des Arts a adoré leur peinture et souhaite exposer lors de l'événement qui aura lieu au Louvre le mois prochain (Não estou brincando. A Academia de Artes adorou a pintura e adoraria expor em um evento que acontecerá no Louvre mês que vem). 

 

Jackson sentou na cama e observou enquanto o ruivo andava de um lado para o outro do quarto falando ao telefone. Ao mesmo tempo que estava alheio a conversa, ele estava todo admirado e abobado com o progresso do atual namorado para falar. Foram três meses cansativos e bem extensos para poder colocar na cabeça de Mark algumas coisas, mas no final os resultados começaram a surgir e o americano estava compreendendo e falando muito melhor o francês.

 

— Oui, j'irai dès que possible. Merci Antony (Sim, Eu irei o mais rápido possível. Obrigado Antony)

 

Quando desligou o telefone, Mark pulou de alegria e sem nem perceber estava soltando palavras e até frases em francês. Jackson não podia reclamar, estava feliz de ver o namorado tão animado e finalmente falando o idioma que antes parecia ser impossível. 

 

— Eu geralmente não gosto de ser acordado com uma bagunça dessa, mas você me parece muito feliz. Quer me dizer o motivo dessa felicidade? 

 

— Eu fui aceito, Jackson! J'ai été accepté! (Eu fui aceito!) – disse animado, pulando na cama e subindo no colo do namorado deixando beijos por todo o rosto do chinês. — Eles vão expor meu quadro em um evento que vai acontecer no Louvre mês que vem. NO LOUVRE! Eu estou mais do que feliz. 

 

— No Louvre? Sério mesmo? – sorriu animado. — Parabéns, meu amor! Estou muito feliz por você! 

 

Mark sorria feito uma criança e se tinha uma coisa que Jackson valorizava em sua vida – depois que conheceu o ruivo – era aquele sorriso encantador que o fez ficar perdidamente apaixonado. 

 

— Merci, Jackson. Je t'aime (Obrigado, Jackson. Eu te amo).

 

— Je t'aime, Mark (Eu te amo, Mark).

 

Sorriram um para o outro, uma forma silenciosa de dizer que estavam felizes com suas condições atuais. Mark ainda mais, pois tinha aprendido na prática como falar a língua francesa e porque o responsável por isso era sem dúvidas a melhor pessoa do mundo. 

 

É, morar fora sempre foi um desafio para qualquer estudante e Mark sabia disso, mas agora tudo era mais simples e desenrolado. Finalmente, ele conhecia a Paris de Jackson.


Notas Finais


*Em francês a pronúncia de peixe e veneno são bem parecidas, por isso ambas devem ser bem pronunciada para que não haja confusão (a mesma que aconteceu com o menino Mark kkk) → [poison= veneno / poisson= peixe]

Sim, eu amo Markson meu povo! Demais! E você uh? Curte o casalzinho? Conte-me tudo!♡

P.S.: Havendo erros de português e francês, por favor, me avisem ;)


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