História Tudo bem - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Violencia, Yuri
Visualizações 41
Palavras 1.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, LGBT, Orange, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 15 - Família


Não há palavras para descrever tudo o que aconteceu naquela tarde.

Permiti que Lou explorasse cada detalhe do meu corpo.

Me permitir sentir o mais puro prazer que seus toques me proporcionaram.

A sensação dos seus toques

 seu corpo nu colado ao meu

suas exclamações de prazer

Tudo

Me fizeram sentir mais viva do que nunca.

Seus olhos ficavam cada vez mais vivos a cada gemido meu.

Lhe ver tão entregue quanto eu me deixavam louca.

Gostaria que o tempo parasse.

E que pudéssemos desfrutar dessa luxuria um pouco mais.

Tudo parecia tão pouco.

Sempre querendo mais

Sempre precisando de mais.

Corações acelerados sem qualquer sincronia

Pele suada

Cabelo bagunçado

Voz rouca

Tudo

Tão perfeito

Porém insuficiente

Preciso de mais

Mais de tudo

Mais dela

....................................................

 

- Amor?

Já era noite.

Estou deitada em seu peito, observando ela inalar e soltar a fumaça sem pressa.

 

- O que?

- Por que ainda mantém sua mãe em um hospital?

Lou se virou e me encarou. Não encontrava sentido em minhas palavras.

- Como por quê? Ela é a minha mãe.

- Eu sei mas... Já tem tanto tempo que ela esta em coma que....

- Ela vai acordar. Eu sei que vai. Ela tem que acordar...

Disse com toda esperança que tinha. Ela faz tudo o que faz na minima esperança de que a mãe dela acorde um dia.

- Tudo bem.

 

Decidi não insistir. Não é o momento para isso.

- Quer que eu te leve para casa?

Olhei para o celular. 22:48

- Melhor não. Está tarde, e você não está em condições de pedalar até lá.

- Você quem sabe. Mas avise seus pais.

Acho que nunca percebi que Lou nunca perguntou sobre minha família. Bem.. ela não é muito de perguntar mesmo. Ela sabe o que sabe apenas por observar.

- Você nunca me perguntou da minha família.

- Quê?

- Você. Por quê não me pergunta as coisas sobre mim?

- Bem..- limpou a garganta- geralmente você fala as coisas sem eu precisar perguntar. E sobre família.. se eu te perguntasse teria que responder perguntas sobre a minha.

- E por quê nunca me contou sobre a sua?

- Você não perguntou, ué. Sendo assim.. me conte dos seus pais.

Acendeu outro cigarro preto.

- Não vejo o meu pai há um tempo. Quer dizer... só se eu virar a noite acordada. Ele tem dois empregos então quase nunca está em casa.

- Em que ele trabalha?

- Não sei ao certo. Ele é professor em uma escola, mas não sei sobre o outro emprego.

- Saquei. E sua mãe?

- Ela...-suspirei- ela morreu. Há uns anos. Um cara tentou assalta-la e ela se assustou. Ele descarregou contra ela. Até chegou a ir pro hospital, mas não resistiu. Foi no meu aniversário. A gente ia jantar fora depois que ela voltasse do trabalho. Mas.. bem.. aconteceu...

- E-eu sinto muito...

- Está tudo bem. Ela está bem agora.  

Lou me abraçou. Passou seus dedos pelo meu cabelo e me deixou chorar por alguns minutos.

- Ai desculpa. A gente estava tendo uma tarde maravilhosa e acabei estragando.

Sai dos deus braços e me sentei na cama.

-Eiii, não. Ta tudo bem. Estou feliz que você fale desse tipo de coisa comigo.

Não precisei dizer nada. Ela sabe o quanto sou grata por me ouvir. Era bom poder contar as coisas para ela.

- Eu amo você.

- Eu também te amo, meu sol.

- Enfim...

- Tá com fome?

- Mais ou menos.- ri.

-Um segundo. Eu já volto.

Lou catou suas roupas espalhadas pelo chão e as vestiu.

- Onde vai?

- Comprar comida, meu sol.

- De onde você tirou isso? E você não vai achar nada uma hora dessas.

- Tenho meus métodos. E “meu sol” é porquê você brilha muito.

- E o que isso significa?

- Descubra, meu sol.

Deu um beijo em minha testa e saiu porta a fora.

O que diabos ela quis dizer com isso?

.......................................................

Lou está fora há duas horas.

Estou ficando preocupada.

Não devia ter deixado ela sair daquele jeito.

Porém eu sei que não adiantaria. Ela sairia de qualquer maneira.

 

Ouvi a maçaneta da porta girar e Lou entrou com aquele sorriso de quem não tem culpa de nada.

- Caralho. Ta frio lá fora. - reclamou.

- Caralho digo eu Louise Santiago. Demorou um pouco, não acha?

- Ninguém usa Santiago. - riu.- Eu fui compra pizza ué. Mas só existe um lugar que vende a pizza do jeito que eu gosto. Peguei a moto de Julia emprestada e fui lá. Estava cheio. Mas eu trouxe duas.- Levantou as caixas e sorriu de felicidade.

- Desde quando você anda em outra coisa que não seja a bicicleta?

- Desde sempre. Eu só prefiro andar de bicicleta.

Decidi não discutir. Estava com tanta fome que depois brigo com ela.

Comemos na cama mesmo. Estava frio demais para sair das cobertas.

 

-Lou.

- Quê?- disse com a boca cheia.

- Me conta como era sua mãe.

Engoliu a pizza e tomou um grande gole do refrigerante em seu copo.

- Ela era incrível, sabe. A gente passava muito tempo juntas. O que a gente mais gostava era de fazer bolo de chocolate e comer pizza. Ela sempre fazia um bolo depois que meu pai... bem.. você sabe. No dia do acidente.. não sei.. ela sabia que algo fosse acontecer. Era sábado, e ela queria me levar para fazer pequinique no parque. Preparou todas as coisas que eu gostava de comer e brincou comigo de tudo que eu quis. Antes da gente voltar, ela disse “ Eu preciso que você seja muito forte, meu amor. A mamãe tem muito orgulho de você. E me prometa que, quando você crescer, nunca vai machucar alguém? Promete? A mamãe te ama”... E foram as últimas coisas que eu ouvi dela. Não me lembro se prometi ou não disse nada. Por isso... espero que ela acorde logo para que possa dizer isso. Eu sei que já faz tempo. E que talvez ela nunca acorde.. mas... ela tem que acordar... para eu poder dizer que prometo. E que a amo muito também.

- Ela sabe, Lou. Sabe que você nunca machucaria alguém. E sabe que você a ama muito.

- Como sabe?

- Ela sabe.

..................................................


Notas Finais


flw


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