História Tudo bem - Capítulo 16


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Violencia, Yuri
Visualizações 48
Palavras 1.035
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, LGBT, Orange, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


eae

Capítulo 16 - Morte


- Louise Santiago!

- Não tem necessidade alguma de você gritar assim, meu sol.

 

Lou acabou ficando de recuperação em algumas matérias e precisou fazer provas. Para quais eu a fiz estudar.

Por incrivel que pareça ela alcançou boas notas em todas.

Estava esperando no portão. Ela veio saltitando de felicidade.

Ao ver seu resultado fiquei tão feliz que pulei em seu colo.

- Manu... eu também te amo. Mas a gente ainda tá na escola.

- Ah verdade.

Desci e a vi coçar a cabeça.

- Que foi? Tá com caspa?

Vic disse quando nos alcançou. Ela também ficou de recuperação e demorou um pouco mais para sair.

- Teu cu.

Riram.

Tudo voltou a ser como era. Lou e Vic amigas de novo. Nós quatro juntas novamente.

Está tudo como sempre foi.

 

- Só acho que a gente devia comemorar o inicio das férias.

- “Vou dar uma festa”- Lou a imitou.

- Deixa de ser ridícula. Só um pouco.

- Me ame menos.

Riram novamente.

Lou estava mais alegre esses dias. Era como se estivesse livre novamente. E vê-la assim me trazia muita paz.

Mas essa alegria não durou muito.

Lou tateou a calça e puxou seu celular. Sua expressão mudou radicalmente. Lou estava tensa quando saiu de perto.

A observei gesticular de longe. Sua expressão corporal era de pura frustração.

Falou mais alguns minutos no celular e voltou.

-Algum problema?- perguntei.

- Não é nada.

Seus olhos marejavam. E se apressou em juntar suas coisas.

- Lou?- Vic chamou- Olha para mim. O que aconteceu?

- Não é nada. Eu só... preciso ir.

- Amor?

Lou me deu um beijo na bochecha, montou na bicicleta e se foi.

- Manu, onde ela vai?

- Também gostaria de saber.

....................................................

Fui para casa depois daquilo. Pretendia fazer, como ela diz, “um almoço top” para ela.

Para comemorar o bom desempenho.

Mas ela nem me deu a chance de a chamar para vir aqui.

Bem... não sei o que aconteceu.. mas tudo bem.

 

Fiz strogonoff para mim mesma.

 

Estava deitada no sofá vendo um filme quando ela ligou.

 

- Oi amor. Por que foi embora daquele jeito? Eu ia fazer um “almoço top” para você.

- Me desculpe. -sua voz estava embargada.

- Por que está chorando? Aconteceu alguma coisa?

- É a minha mãe.

- Ela acordou?

- Não... ela não está melhorando. Eu não sei mais o que fazer.

- Fica calma. Me mande o endereço que eu vou até ai.

- Tudo bem.. obrigada.

 

Lou mandou o endereço e eu peguei um uber até o local.

Ela me esperava na porta.

Seus olhos estavam inchados de tanto chorar.

Me abraçou forte.

Ficamos nessa por muito tempo.

Ela soluçava e não dizia nada que fizesse sentido.

Conseguiu, com dificuldade, se acalmar depois de um tempo.

Se sentou na calçada e respirou fundo.

Me juntei a ela e a abracei novamente.

- Eu preciso desligar os aparelhos.

Pude sentir sua dor ao dizer essas palavras. Sei como ela não quer isso.

- Você tem certeza disso?

- Não... Eu só... tenho que aceitar que ela não vai acordar...

- Lou...

- Tá tudo bem... ela precisa descansar.

Consegui não chorar. Precisava estar ao lado dela agora. Precisava ser forte por ela.

 

Os médicos a aguardavam no quarto.

Lou era emancipada desde que sua mãe entrou em coma.

Assinou todos os papéis e autorizou que os aparelhos fossem desligados.

 

- Eu te amo, mamãe.

Sussurrou na vaga esperança que ela escutasse suas palavras.

Observei as enfermeiras chorando com a cena.

Todos os médicos e enfermeiros se retiraram quando os aparelhos foram desligados.

Lou segurou a mão de sua mãe até o seu último minuto.

Tudo que pude fazer foi ficar do seu lado o tempo todo.

Ficamos por horas naquele quarto.

Lou não disse mais nada.

Seus olhos permaneciam fixos.

Seu corpo permanecia firme.

 

Foram quatro horas ate Lou decidir que era o fim.

 

Julia organizou um velório naquela noite.

Vic e Mariana compareceram, mesmo Lou insistindo que não precisava.

Pessoas que conheciam sua mãe também estavam lá.

 

O enterro foi pela manhã.

Houve muita comoção e choro.

Mas Lou não derramou nenhuma lagrima desde que saiu do hospital.

Eu sei que ela não quer chorar na frente de todo mundo.

 

.......................................

Insistir para ela comer algo quando chegamos na minha casa.

 

- Eu não estou com fome, obrigada.

- Mas você não comeu nada ainda.

- Não se preocupe. Eu só... preciso dormir um pouco agora.

 

Ela se deitou e logo pegou no sono. Estava exausta.

 

Dormiu até o outro dia.

Não tive coragem de lhe acordar.

Parecia tão serena enquanto dormia.

Ela estava tão bem dormindo.

Não poderia lembra-la da vida real.

Enquanto ela dormia, tudo bem.

Ela precisava descansar.

 

- Amor?

- O quê?- resmunguei.

-Acorde.

- Algum problema?

- Não foi nada. Já é tarde. Desculpe te acordar.

- Não tem problema.- bocejei.

- Eu vou tomar um banho, okay?

- Vai lá. Te espero.

Fui até a cozinha.

Pude ouvir seu choro.

Eu sei como ela está sofrendo agora. Eu sei como é quando suas esperanças se vão de uma hora para outra.

Tudo que posso fazer é ficar ao seu lado agora.

 

Esquentei o strogonoff que estava na geladeira.

No tempo exato de Lou sair do banheiro e trocar de roupas.

 

- Coma. Por favor.

Lou passava o garfo com desinteresse em seu prato.

- Desculpe. Parece bom, mas não estou com fome agora.

- eu sei que não está. Mas coma um pouco, por favor. Se não comer nada pode ficar mal.

- Eu vou ficar bem. Preciso ir para casa.

Lou se retirou da mesa e foi em direção ao quarto. Já tinha recolhido suas coisas na bolsa quando entrei.

- Você não precisa ir. Dorme aqui hoje.

- Não, já lhe dei trabalho de mais. Eu preciso ir para casa.

- Mas por quê?

- Eu preciso ficar sozinha, caramba!

- Lou...

- Eu..- respirou fundo- desculpe.

 

Não fiz nada mais para impedi-la. Ela precisa de um tempo só para si. É o melhor que ela pode fazer por si mesma.

- Mande mensagem quando chegar, okay?

-Okay.

Beijou minha testa e foi embora.


Notas Finais


flw


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...