História Tudo bem - Capítulo 18


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Violencia, Yuri
Visualizações 11
Palavras 1.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, LGBT, Orange, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 18 - Dor


Senti o celular vibrando em meu bolso e havia mensagem de Vic.

 

- Oi, Manuzinha. Vem aqui em casa. O pessoal da turma vem para cá também.

- Okay.- respondi

Bloqueei o celular e fui me arrumar.

Talvez também esteja precisando me distrair.

 

Cheguei na casa de Vic e estranhei a falta de barulho no local.

Fui entrando.

- Vic?- chamei

Não houve resposta. Andei pela sala e cozinha.

- Manu, corre!

- O que?

 

Nem tive tempo de escutar sua resposta.

Alguém me surpreendeu por trás e me acertou com algo na cabeça.

Desmaiei.

 

Quando acordei estava confusa. Só via Vic amarrada a minha frente.

Seu rosto possuía diversos hematomas. Mas que porra está acontecendo aqui?

 

- Olha quem acordou.

 

Essa voz. Não, não pode ser.

- Sentiu minha falta, Manuzinha.

 Guilherme sorria.

 

- O que você quer de mim?

- Eu?- se fez de desentendido- Eu só quero lhe causar a mesma dor que a filha da puta da sua namorada me causou.

- Me solta!

Guilherme ria com meus esforços para me livrar das cordas.

- Grite o quanto quiser, garota. Ninguém vai te ouvir aqui.

 

Olhei para os lados e só então me dei conta de que eu não estava na casa da Vic.

- Onde estou? Que lugar é esse?

- Um lugar bem longe.

-Louise vai te matar, desgraçado.

 

Guilherme riu mais ainda. Não entendo o motivo disso. Mas meu coração doía.

 

- Sua Louise já deve estar morta uma hora dessas.

 

Tudo parou. Não pode ser verdade. Lou não pode estar morta. Lou.... não.. por favor.

 

- O QUE VOCÊ FEZ COM ELA? EU TE MATO!

Tentei ir para cima dele, mesmo amarrada a uma cadeira. Guilherme acertou seu punho em meu rosto no mesmo instante. Cai para o lado.

- Eu? Nada. Não sujaria minhas mãos com aquela vadia. Agora, você vai se impressionar com o que o dinheiro pode fazer por você. Até mesmo contratar alguém para tirar a vida de um ser tão insignificante quanto aquela bastarda.

Não.

Louise.

Por favor.

Não.

 

Guilherme acertou um chute em meu rosto. Cuspi sangue.

Seus chutes foram em direção ao meu estomago.

Gritei de dor.

 

- Grite mais. Eu adoraria que Louise estivesse aqui para ver essa cena. Talvez devêssemos gravar tudo isso. O que me diz?

- Vai pro inferno!

- Sabia que você gostaria.

Montou a câmera em um tripé e a ligou.

Veio até mim e se abaixou.

- Eu vou me divertir muito brincando com vocês três.

Três. Só temos eu e a Vic aqui.

Guilherme colocou a cadeira de volta no lugar e me analisou de cima a baixo.

Pôs sua mão na minha coxa nua.

- Você é tão linda, sabia? Vou adorar brincar com você.

Suas palavras de causavam ânsia. Não quero imaginar o que esse maluco é capaz de fazer comigo.

Lou, onde quer que esteja, eu preciso de você agora.

Guilherme foi interrompido pelo toque do celular

- O que foi?- ouviu com atenção- Ótimo. Pode trazer.

Um homem alto e musculoso entrou no quarto.

Trazia Mariana desacordada em seus ombros.

Qual o proposito dele, afinal?

Ele a amarrou em uma cadeira e saiu.

- Que maravilha! Ver essas grandes amigas reunidas de novo.

Guilherme fez questão de nos filmar. Uma por uma. Enquanto dizia coisas repugnantes que poderia fazer conosco.

- Alguma palavra, Manu?

- LOU VAI TE MATAR!

- E você ainda acredita nisso? Sua fé é admirável. Mas- se ajoelhou na minha frente- ninguém virá. Se contente com isso. Em breve você entrara a Louise. No inferno.

Por que isso está acontecendo? Lou, o que aconteceu com você?

Meus devaneios foram retirados a força pelo soco de Guilherme.

Doía tanto que não consigo gritar.

- Ah, querida. Adoraria ficar aqui e conversar um pouco mais. Porém tenho coisas mais importantes para fazer. Lhe vejo amanhã.

 

Levou a câmera consigo quando saiu do quatro. Ouvi a porta sendo trancada, e outras coisas que me pareceram correntes.

As meninas permaneciam desacordadas.

Preciso dar um jeito de sair daqui logo.

Lou... cade você?

 ..........................................

- Manu? Manu acorda. Manu?

Ouvi Mariana me chamando e eu torcia para tudo aquilo ter sido um sonho ruim.

Mas não era. Estava presa nesse maldito pesadelo.

- Mariana?

- Graças a Deus. O que aconteceu?

- Você não se lembra de nada?

- Não.. eu só me lembro de estar indo para a casa da Vic.. e depois eu apaguei.

- Guilherme.

- O que?

- Ele é a razão de estarmos aqui. Ele quer se vingar pelo o que a Lou fez.

- Onde está ela?

- Morta, segundo ele.

- Não pode ser.

Mariana chorava baixo. Tentava compreender e acreditar que era real.

Nem eu mesma acredito nisso.

- Gente... me desculpa.

Vic havia acordado.

- Você acordou!- exclamei de felicidade.

- Manu.. desculpa. É tudo minha culpa.

- Está tudo bem. Você não tem culpa.

- E o que vai acontecer com a gente?- Mariana perguntou.

Ambas olhavam para mim na esperança de que eu soubesse de algo. Mas como dizer e descrever tudo que ele insinuou que faria conosco.

- Eu, sinceramente, não sei.

 O silêncio se estendeu por algum tempo.

Havia tanto sangue na minha roupa. E eu sabia o que se isso continuasse.. poderíamos morrer ali mesmo.

 

A porta se destrancou e Guilherme entrou.

Sua pose transmitia confiança e determinação.

- DESGRAÇADO!- Victoria gritou

- Bom dia para você também. Está radiante hoje, meu amor.

Passou os dedos pelo seu rosto. Era visível o nojo que Vic sentia.

- Me solta!- gritei

Ele se virou com um olhar surpreso.

- Continua atrevida.

Veio em minha direção e segurou minha mandíbula. Colocou tata força nesse ato que eu choraria, se não estivesse coberta de ódio.

- Mas tudo bem, meninas. Vocês estão seguras aqui comigo.

- Você é doente!- Gritei

- Culpe sua namorada. Ela me deixou assim. E quero que lembre disso quando eu fizer o que eu quiser com vocês. É tudo culpa da Lou. Ela é a culpada por ter que sofrer tanto aqui. Ah.. como eu gostaria que ela estivesse aqui agora. Adoraria ver a cara dela nesse exato momento. Porém ela já deve estar gelada no necrotério.

- EU MATO VOCÊ, DESGRAÇADO!

-VEM ENTÃO!

Me socou.

-ANDA! LEVANTA! EU TO MANDANDO!

Me chutou diversas vezes.

Pude ouvir as meninas gritando para ele para. Mas ele não as ouvia. Se divertia com a cena. Queria que sentíssemos o que ele sentiu quando Lou o espancou.

Lou...

Eu não sou tão forte quanto você.

Talvez nunca seja...

Por favor... me ajude.

Perdi a consciência durante o ocorrido.

Lou...

Chamei pelo seu nome.

Rezo para que esteja viva e bem.

Nos ache logo. Me salve.....

......................

-Manu?

Acordei tempos depois. Tudo doía. Não consegui responder ao chamado de Mariana.

- Vic, ela acordou.

- Manu? Pode nos ouvir?

Consegui me esforçar para fazer um sinal positivo com a cabeça.

Meus olhos estão se fechando novamente.

- Não durma!- gritou Vic- Por favor, fique acordada.

Mas era tarde demais. Já havia dormido.


Notas Finais


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