História Tudo bem - Capítulo 19


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Violencia, Yuri
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Palavras 878
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, LGBT, Orange, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 19 - Não durma


- Manu? Acorde.

Ouvi Vic me chamando. Mas era tudo tão distante.

- Droga. Você não pode morrer assim. Por favor fique viva!

 

Tudo dói

Minha alma dói

Eu provavelmente morrerei aqui.

E tudo que eu penso é na forma como seu rosto fica quando está com vergonha.

Em como suas covinhas aparecem quando sorri

Como sua mão acaricia minha cabeça.

 

Eu não posso morrer agora

Eu preciso te sentir de novo.

 

Fiz tudo o que pude, e o que não pude, para ficar acordada.

- V-vocês estão bem?

- Não fale. Estamos bem. Pelo jeito você é o foco dele. Mas está tudo bem. Tenho certeza que vamos sair daqui. Seja lá onde estamos.

As palavras de Mariana ainda estavam distantes.

Mas eu estou acordada. Isso é bom.

Não sei que horas são.

O pequeno quarto não possui janelas. Apenas uma luz no teto nos permitia enxergar algo.

- O que será que ele realmente quer? - Vic perguntou

- Eu não sei. Só sei que é mais do que uma vingança. Se fosse por isso ele teria nos matado há muito tempo.

- E se Lou, como ele disse, pode estar morta agora... Quem ele quer atingir com isso?

- Eu não sei... Só sei que precisamos sair daqui o quanto antes. Esse cara é louco. Deus sabe o que ele é capaz de fazer...

Não conseguia dizer nada. As ouvi atentamente, numa forma desesperada de ficar acordada.

A porta se abriu em um estrondo.

- Meninas. Falando de mim? Sentiram minha falta.

- Você é louco!

- Ah.. querida Victoria. Nós seriamos um belo casal, sabia? Você é tão linda. Se tivesse me obedecido, quando disse para parar de ir a escola, estaríamos muito bem hoje.

Ele se abaixou para que pudesse contemplar algo. Passou seus dedos pela perna de Vic.

Guilherme segurou seu pé e girou para esquerda.

O som do estalo do osso, aparentemente sendo quebrado, ecoou pelo quarto.

Vic gritou em agonia.

-SOLTE ELA!-gritei

- Você ainda está viva? Você é mais forte do que eu imaginei.

- NÃO SE ATREVA A MACHUCAR ELA DE NOVO!

- Ou o que?

E antes que eu pudesse responder, seu outro pé já havia sido quebrado.

Guilherme ria. Para ele aquela seria a definição de diversão.

 

Vic havia desmaiado.

Mariana chorava intensamente.

 

-Eu adoraria ficar aqui. Mas eu preciso matar vocês logo. Por mais incrível que pareça, as vadias estão sendo procuradas. Enfim... lamento não poder me divertir mais.

 

E tudo aconteceu tão rápido.

Em um momento tinha uma arma apontada para minha cabeça.

Em outra a porta estava sendo arrombada.

 

-SE VOCÊ SE MOVER EU ESTOURO A SUA CABEÇA!

Julia...

Não sabe como estou feliz por te ver novamente.

- Como chegaram aqui?

- Você realmente achou que pudesse tentar matar um de nós e ficaria livre? Agora se afaste dessa menina.

Julia permanecia com a arma apontada para ele.

Não só ela. Havia cerca de seis ou sete homens ao seu lado. Todos bem armados e esperando um comando para atirar.

- Vou contar até três. Um...

- Ah vai se foder sua va....

Não deu nem tempo dele terminar a frase. Uma chuva de balas foi disparadas em sua direção.

Seu corpo caiu pouco longe de onde estava.

Tentei não olhar a cena.

- Chega!

E os tiros pararam no mesmo instante.

Julia veio até mim.

- Você está bem? Desculpe ter demorado tanto.

- Por que está aqui?

- Tá brincando? Você é da família. Vou proteger qualquer um que a Lou ame.

Julia me desamarrou. Não tinha forças. Então cai contra seu corpo.

-Desamarrem as outras. Vamos direto para o hospital.

Obedeceram as ordens de Julia.

Fomos carregadas até os carros estacionados do lado de fora da casa.

Mariana me ajudou a permanecer sentada.

Pela janela pude vê-los atearem fogo na casa.

-Podemos ir agora.

Julia entrou no banco do passageiro e gritou com o motorista para que fosse rápido.

Estávamos muito longe da cidade. Mesmo em alta velocidade, demoramos muito para sair dali. O fato de estar escuro também não ajudou em nada.

 

- Como a Louise está?- Mariana perguntou por mim.

- O estado dela ainda é grave. Mas ela vai sair dessa, eu sei que vai.

- O que aconteceu com ela?

- Não estava lá na hora. Mas, pelo o que me contaram, alguns caras iniciaram uma briga no bar em que ela estava. Ela correu mas eles a alcançaram e dispararam diversas vezes. A levaram para fora da favela e chamaram uma ambulância. Os caras fugiram, mas um foi pego. E eles nos trouxe até aqui.

Demorou mais um longo tempo até chegarmos ao hospital.

Vic permanecia desacordada.

O carro parou a poucos metros da entrada.

-Mariana, certo?- Julia perguntou

- Sim?

- Entre e peça ajuda. Diga que tem duas moças extremamente feridas, e uma está desacordada.

- Certo.

Mariana desceu do carro e correu até a entrada do hospital.

Logo duas macas e diversos médicos e enfermeiros saíram do hospital.

O que se sucedeu foi um borrão.

Não me lembro de tudo.

Lembro deles me colocando em uma marca e me perguntando alguma coisa.

Lembro de ouvir Julia de longe.

Minha última lembrança é a enfermeira me dando algo que me fez dormir.


Notas Finais


flw


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