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História Tudo bem não ser normal - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Tudo bem não ser normal - Capítulo 2 - Capítulo I

[ Clínica Psiquiátrica da Grã Bretanha ]

 

❝ – Em Yoko..hama..  eu não.. poderia.. por favor.. não use.. ❞ 

 

Yasu abriu os olhos, aquele pesadelo atormentava sua mente desde que Celina faleceu. Atordoada a albina levantou e ficou sentada na cama até a enfermeira entrar.

– Bom dia! – A enfermeira Mary abriu a porta e arqueou uma sobrancelha – Outro pesadelo?

Deixou as palavras escaparem sem querer, a resposta era tão óbvia pois em dias tranquilos a paciente dormia até que a acordassem.

– Me desculpe. - Mary sussurrou envergonhada e logo ouviu um "tudo bem" e isso aliviou seu coração. – Então.. ficarei aqui enquanto você.. 

Yasu concordou silenciosamente e se dirigiu até o banheiro, não precisava de auxílio para tomar banho mas sempre estava sob supervisão dos enfermeiros. 

– Seu estado melhorou muito, fico feliz que.. minha nossa, suas roupas!

A atrapalhada enfermeira correu para pegar as roupas de Yasu e assim que voltou encontrou a mesma esperando nua na porta do banheiro, antes que a enfermeira pudesse se desculpar novamente ela foi interrompida.

– Não precisa se desculpar por cada ação sua.

Ela pegou a toalha da mão de Mary e secou seu corpo.

– Aaa! Certo, hoje é sua alta. Você sabe o que dizemos a nossos pacientes quando eles recebem alta?

Yasu negou com a cabeça.

– Esperamos nunca mais ver você! – Mary respondeu alegremente enquanto ajudava a paciente a se vestir – Prontinho.

Vestida em trajes masculinos ela era o centro das atenções na clínica psiquiátrica, principalmente entre as mulheres mais velhas que costumavam dizer que Yasu é um garoto lindo em todos os ângulos. 

– Mary, o diretor quer falar com o bonitão aí – O enfermeiro William abriu a porta e avisou – A, certo.. Yasu, espero nunca mais ver você – Ele sorriu.

Logo Yasu se dirigiu até a sala do direitor e bateu três vezes antes de entrar. O diretor era viúvo e sua falecida mulher se chamava Celina, a mulher que cuidou de Yasu até seus últimos momentos de vida e ele guardava uma certa mágoa da menina, mesmo diante desses acontecimentos ele ainda permitiu uma vaga em sua clínica psiquiátrica para que Yasu pudesse se tratar.

– Parabéns pela alta, Yasu! Ou deveria dizer.. Yuki? – Petter se referiu a "outra personalidade" da garota – Você ainda acha que vai obter mais controle da sua peculiaridade com essa falsa aparência? Em todas os visuais você vai continuar sendo você mesma, um dia vai se dar conta disso.

– Eu sou mais bonito que você, e não estou careca – Ele(a) balançou os cabelos e esticou um sorriso debochado – Vai continuar com isso ou devolver meus pertences?

– Ora.. sua cobra.. quando está vestida assim você tem uma língua afiada – O diretor jogou a mochila para a garota – Suas roupas e acessórios estão ai e naquela mala no seu canto direito, do que mais precisa? De um abraço de despedida?!

– Você não faz o meu tipo – Yasu virou de costas – Mas eu vou sentir sua falta.

– Yokohama, não é? – Petter fingiu ajustar os óculos e limpou suas lágrimas – Minha amada Celina mencionou sobre Yokohama, não é? Eu coloquei bastante dinheiro e vales alimentação na sua mochila, se alimente direitinho e por favor.. não use mais..

Um silêncio se estabeleceu.

– Por favor, não use mais sua habilidade - O diretor disse por fim.

E aquela foi sua despedida, e antes de embarcar para Yokohama Yasu resolveu ir até o memorial de Celina para se despedir.

 

–╌────═❁═────╌

 

[ Local: Navio Grã Bretanha - Yokohama ]

 

– Todos a bordo – Yasu cantarolou ao finalmente dar um grande passo para seu objetivo.

Seu próximo passo era: dormir até chegar ao local desejado. Então caminhou até sua cabine e no caminho algo lhe chamou atenção, vários papeis voando e um homem ajoelhado que parecia desesperado.

– Aqui – Yasu se aproximou – Eu consegui pegar esse – Ele(a) se abaixou e levou a mão até a testa do desconhecido onde subiu seus cabelos que cobriam os olhos – Sinto muito, todos os outros voaram. 

Extremamente tímido o homem se afastou.

– E-eu havia conseguido essas ilustrações aqui por meio de um a-amigo e.. – Ele apontou para o céu, no fim ele acabou deixando as ilustrações voarem.

– Não se preocupe, eu posso ajudar você. Sou um artista e tanto! – Se gabou – Meus desenhos são ótimos, não fique triste meu bom amigo, farei isso inteiramente grátis!

Houve um momento de silêncio até que o homem se pronunciou:

– Me chamo Edgar Allan Poe – Falou em uma tonalidade baixa.

Poe é um jovem com cabelo preto na altura do pescoço, seu cabelo cobre seus olhos. Yasu percebeu que ele tem olheiras, ele usava uma camisa de botão branca de gola mandarim com uma fita branca amarrada em volta do pescoço. Trajava também um colete preto sob um paletó branco aberto que é rasgado na parte inferior, com caudas e lapelas coloridas, sobre ela usa uma capa preta que vai até a coxa presa por um fecho de corrente. Ele usava um cinto com uma grande fivela quadrada e sua calça tem uma coloração escura com listras claras, suas botas têm sola preta e são dobradas na parte superior e terminam logo abaixo dos joelhos. 

– Me chame apenas de Yuki – Yasu estendeu a destra para um aperto de mãos. Vale lembrar que "Yuki" é o apelido que a mesma prefere usar quando está vestida como um rapaz. Em relação a aparência Yasu/Yuki usava um conjunto social masculino.

– É um prazer – Edgar sussurrou e concretizou o aperto de mão.

– Ei, fale mais alto – Yuki se levantou e puxou a mão do rapaz que não teve outra opção além de levantar.

Poe era mais alto com seus 1,82 centímetros, enquanto Yuki possuia 1,68.

–  E-EI KARL! – Poe viu seu Guaxinim sendo carregado por crianças e correu na mesma direção. 

Estava há mais ou menos uma hora nesse pega pega com as crianças o que acabou resultando em suas ilustrações indo para o ar, nessa correria ele esbarrou em um grandalhão e derrubou a bebida que o homem estava prestes a beber, em questão de segundos Poe foi empurrado e caiu no chão, o homem de porte grande reclamava sobre o quão caro era seu terno enquanto Poe parecia apenas querer seu Guaxinim. Yuki vendo aquela situação respirou fundo e correu até lá.

– Ei, seu filho da puta mesquinho – Ele(a) chamou atenção –  Vai chorar por causa dessa coisa que você chama de terno?

–  O que você disse pirralho? – O homem esbravejou voltando sua atenção para Yuki.

– Eu disse que até um pano de chão faz um terno melhor que esse trapo ridículo que está usando.

Sem mais delongas o homem partiu para cima de Yuki, o que não lhe faltava era força bruta, porém Yuki era rápido e habilidoso e foi questão de tempo até conseguir derrubá-lo, pessoas se aproximaram para ver a situação do homem desmaiado e Yuki aproveitou para puxar Edgar Poe para longe, em meio ao tumulto até Karl conseguiu escapar das crianças e seguiu a dupla que parou num local mais calmo do navio.

– Você.. como? – Poe estava surpreso com a situação – Ele praticamente tinha o dobro do seu tamanho e..

– Força não é tudo, e ele parecia ser menos experiente do que eu em relação à combate corpo a corpo – Yuki tentou fazer carinho em Karl mas hesitou e acabou reprimindo a vontade.

– Capaz de derrotar um brutamontes mas incapaz de tocar em Karl? Ele não vai morder seu dedo. De toda forma, para um garoto pequeno você até que é forte.

– Bom, em relação a isso.. – Yuki levantou as mãos para o alto – Vamos ter que conversar outra hora.

A segurança do navio era rápida e logo encontraram Yuki, em média três seguranças surgiram.

– Sendo honesto eu que não sabia o que fazer quando chegasse em Yokohama, qual seria meus primeiros passos – Yuki caminhou em direção ao segurança com a algema em mãos – Eu não tenho noção como funcionam os costumes, embora eu seja excelente falando japonês. Estou apenas indo a cidade que Celina me contou, e agora tenho certeza de algo.

Ela estendeu as mãos para o segurança que algemou seus pulsos.

– Tenho certeza que meus primeiros passos serão até a delegacia de Yokohama.



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