História Tudo bem ter medo - Capítulo 1


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Categorias The Flash
Personagens Cisco Ramon (Vibro), Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Hartley Rathaway (Flautista - Pied Piper)
Tags Cisco Ramon, Cisco X Hartley, Hartley Rathaway, Hartmon
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Palavras 5.358
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Científica, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey ya xD
Por que eu insisto em postar fanfics desse ship floppado? Porque eu só tenho inspiração pra escrever ele kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (cada k é uma lágrima)

Confesso que essa fanfic tá meio grande, mas eu gostei do resultado porque me lembrou muito o formato da série: luta contra meta humanos, drama pessoal, um pouco de romance e ciência, mas se está lembrando a dinâmica da série serão vocês que vão conseguir me dizer ;)
Se passa após o fim da 4th temporada de e tem algumas participações da série Supergirl
Glossário: The suit is sick. Sick significa doente ou enojado, mas também é uma gíria pra “legal” então a tradução aqui é: “O traje é legal.”

Espero que vocês gostem :)

~Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


O alarme de metas humanos tocou pela primeira vez naquele dia. Caitlin virou-se pra trás ao ouvir passos, viu que Cisco e Hartley entravam no córtex com uma correria desnecessária. Algumas semanas atrás seria curioso ver Hartley ali, mas depois de quase um mês já ela havia se acostumado.

Após o Team Flash derrotar DeVoe, um problema gigantesco apareceu, um problema chamado Nora Allen. Também conhecida como a futura filha do casal West-Allen. Barry e Iris viajaram pro futuro com Nora. Ralph e Wally havia se juntado a eles. A equipe ficara desfalcada e mesmo sob os protestos de Cisco, Barry decidiu chamar o físico.

— Hartley, você está vestindo... — Caitlin olhou para o corpo do homem de óculos.

— Cisco fez pra mim, não é, Cisquito? — Hartley disse sorrindo e sentou-se à mesa, em frente a um dos monitores. — Com o que estamos lidando?

Caitlin ficou um segundo olhando a roupa que o físico usava, uma calça de cintura alta e a parte de cima tinha mangas compridas, o traje terminava com botas de cano alto. Todas as peças eram pretas feitas de couro. Parecia que após dias de insistência Cisco havia convencido Hartley a deixá-lo fazer um novo uniforme. Hartley ficava bem na roupa nova, mas Caitlin achava que todo aquele couro parecia um pouco exagerado... Ela desviou o olhar do traje colado de Hartley e virou-se pra uma das telas.

— O de sempre... — Caitlin começou. — Ataque em um banco de Central City. Só que tem um meta humano. Ao que tudo indica ele controla de alguma forma a mente das pessoas.

— Hart... — Cisco que continuou em pé, chamou o físico. — Acho que isso é um trabalho pro Vibe e pro retorno do Pied Piper!

— Você falou de si na terceira pessoa? — Caitlin perguntou.

— Vibe é um alter-ego. Tecnicamente ele é outra pessoa — Cisco respondeu.

— É sério que vocês estão discutindo isso agora? — Hartley questionou colocando as luvas. — Vamos logo, Cisco!

— Vibe — Cisco corrigiu pondo os óculos.

— Eu não vou te chamar assim, Cisco!

— Quem é que tá discutindo agora? — Caitlin deu um sorrisinho.

— Ok, não vamos discutir... — Cisco disse. — Agora só falta eu fazer uma máscara pra você.

— Se você não percebeu, Cisco, eu uso óculos — Hartley falou configurando as luvas.

— Posso dar um jeito nisso — Cisco se prontificou.

— Os óculos já disfarçam.

— Você não é a Supergirl. E você usa óculos no dia a dia. Então não disfarça.

— Supergirl? — Hartley franziu as sobrancelhas.

— Gente! O assalto! — Caitlin avisou.

Será que aqueles dois nunca iriam parar de discutir?

— Eu deixei meu casaco lá na oficina, eu vou buscar. — Hartley se levantou, mas Cisco colocou a mão no peito dele para impedi-lo de sair.

Em seguida abriu uma mini brecha no rumo da barriga de Hartley e retirou de lá o casaco do físico. Era a única peça do seu antigo traje que tinha sobrado além das botas.

— Isto é assustador, Cisco — Hartley disse. Dava a impressão que Cisco estava enfiando a mão dentro do corpo dele. — Mas é legal!

— Eu sei. — Cisco sorriu de canto e ajudou Hartley a vestir o casaco, como geralmente fazia com KillerFrost. — Vamos, Piper! — Cisco abriu uma brecha grande o suficiente pra eles passarem.

Hartley segurou no braço de Ramon, atravessaram a fenda e os dois pularam pra dentro do banco. Havia dois criminosos: um com um revólver. O outro possuía olhos brancos e as mãos estavam estendidas pronto pra atacar. Todas as pessoas estavam deitadas ou sentadas no chão, chorando ou gritando. Pareciam aterrorizadas.

— Sua mãe não te ensinou que roubar é errado? — Vibe questionou dando alguns passos em direção aos bandidos.

Hartley olhou na direção de Cisco e deu um sorrisinho orgulhoso.

Naquele pequeno momento em que baixou a guarda o meta humano jogou uma rajada de poder em Cisco e um tiro foi disparado. Cisco conseguiu se defender, mas viu o físico cair no chão.

O latino sentiu um nó formar-se na altura de sua garganta ao notar algo:

— Hartley foi baleado — Cisco avisou a Caitlin.

— Traz ele pra cá, rápido! — ela falou nos comunicadores com uma voz tremida.

Cisco viu que a dupla estava fugindo. Além de Hartley ter sido atingido pela arma de fogo, também fora vítima do meta humano. Agora ele estava caído no chão chorando em posição fetal e pedindo, repetidas vezes, pra seus pais não irem embora.

— Mas o meta humano... — Cisco parou de falar ao perceber que o mais importante era cuidar de Hartley. — Isso vai doer um pouco, Hartie...

Cisco se agachou, pegou o homem do chão e o colocou nos ombros. Ouviu um gemido de dor que despertou no latino uma sensação incômoda, uma vontade de protegê-lo de todo mal, mas ignorou isso e abriu uma fenda.

Entrou na MedBay e depositou Hartley na cama gentilmente enquanto via Caitlin subindo a rampa. Ela começou a examinar Hartley a procura do local onde a bala o atingira.

O físico continuava pedindo desculpa aos seus pais e implorando pra eles não abandoná-lo.

— Cisco, por favor, pegue um calmante pra ele — Caitlin pediu ao achar a ferida.

Cisco fez o que Caitlin pediu. Quando injetou o sedativo, finalmente Hartley parou de chorar e gradativamente apagou. Cisco teve ímpeto de secar as lágrimas do físico e saiu da MedBay.

Sentou-se em frente ao monitor, a nova roupa de Hartley mostrava seus sinais vitais e seria possível ver exatamente o que tinha acontecido no corpo dele quando foi atingido pelo meta humano.

Cisco ficou tentando achar o que tinha de errado naqueles gráficos e tabelas, mas não era nenhum médico e teve que esperar por Caitlin.

— Ele foi atingido por um tiro de raspão. O projétil não se alojou. Acho que ele caiu por causa do ataque do meta humano — Caitlin saiu da MedBay falando e sentou-se ao lado de Cisco.

— Mas temos que saber o que este meta humano faz! — Cisco disse quase afoito, com certa gravidade na voz.

— Graças ao traje que você fez pra ele nós vamos saber. — Caitlin sorriu naquela sua expressão tranquilizadora de médica e começou a olhar os dados.

Cisco ligou pra Joe pra saber o que tinha acontecido com as pessoas no banco. Segundo Joe o efeito do meta humano só se mantinha se ele estava por perto. Depois que a dupla fugiu todos do banco aos poucos acordaram. Uns demoravam mais que outros. Quando Cisco desligou o celular Caitlin olhava pra ele.

— E então? — Cisco perguntou arqueando a sobrancelha.

— Esse meta humano estimula as amígdalas cerebrais.

— Ok... Agora traduza.

— As amígdalas, Cisco, é uma parte do cérebro ligada ao medo. Então, esse meta humano “entra” na cabeça da vítima e a pessoa vive os seus maiores medos.

— Se ele é um psíquico por que ele não entrou na minha cabeça? — Cisco perguntou, intrigado.

— Acho que por causa do seus poderes ou talvez seus óculos criaram uma barreira — Caitlin deduziu.

— Então eu vou precisar construir um dispositivo pra bloquear os ataques telepáticos e capturá-lo será fácil.

Caitlin já estava tão interessada nos dados que apenas murmurou “ser uma boa ideia” enquanto a olhava pro monitor.

Cisco ficou quieto por um tempo, apenas pensando...

— Você viu o que Hartley falou? — Cisco perguntou minutos depois quando Caitlin já estava concentrada. — O maior medo dele é ser rejeitado de novo pelos pais.

— Todos nós sabemos que isso foi um grande problema pra ele, Cisco, não me surpreende... — Caitlin disse levantando-se. — Acho que você devia conversar com o Hartley quando ele acordar.

— E por que eu?! — Cisco reclamou.

— Admita, Cisco, você gosta do Hartley! Você até fez um traje pra ele. Você admitindo isso ou não, vocês já são amigos.

Cisco revirou os olhos, mas não discordou de Caitlin. Ela disse que iria pra casa dormir, mas que talvez voltasse mais tarde. Cisco despediu-se e ficou brincando com um cubo mágico, depois levantou-se e foi até à MedBay.

Cisco sentou-se numa cadeira ao lado da cama. Pegou o celular e viu que eram meados das 6h da noite. Planejava se entreter com um joguinho, mas acabou colocando o aparelho de lado e ficou observando Hartley.

Caitlin havia feito a blasfêmia de cortar o traje pra fazer o curativo. Mas era apenas um corte no ombro que poderia ser facilmente arrumado depois.

Tanto a calça quanto a parte de cima do traje eram justas e Cisco se pegou um segundo olhando pros músculos suaves que se destacavam sob o tecido.

Cisco olhou pro rosto de Hartley. Geralmente o que mais chamava a atenção eram os olhos azuis, mas agora que ele estava adormecido era mais fácil olhar pra outros detalhes. Os lábios de Hartley eram de uma coloração rosada clara, sua boca estava entreaberta enquanto ele dormia. Dava pra ver seus dentes, ele possuía os dois dentes da frente ligeiramente maiores em relação ao resto, isso fazia Cisco pensar em um coelhinho. O rosto tinha algumas pintas, mas a maioria delas se concentrava no pescoço. O cabelo de Hartley sempre estava penteado, mas agora os fios castanhos jaziam desordenados.

Cisco suspirou pensando no passado. Sabia que Barry havia feito algumas mudanças na linha do tempo e pensava como seria se ainda odiasse o homem adormecido. De vez em quando, tinha vibrações quando tocava no físico. Depois de ver Hartley explodindo a pipeline o latino havia decidido considerar as vibrações como sonhos, afinal eram variações. Coisas que foram ou poderiam ter sido. Não era mais real...

Cisco sugou mais ar, era fácil ignorar a beleza do físico quando ele era um canalha, mas agora que Hartley havia se tornado um cara legal... É, era uma tarefa difícil.

Lá pelas 9h Hartley acordou e tentou se levantar. Cisco lhe impediu empurrando-o suavemente de volta aos travesseiros.

— Tá tudo bem, Hartley. Calma.

— O que houve, Cisco?!

— Eu vou te contar tudo, mas antes se acalme — Cisco pediu e pegou um litro de água. Colocou um pouco em um copo descartável. Sentou-se na beirada da cama e colocou os dedos embaixo do queixo de Hartley, auxiliando-o a beber. — Nós fomos ao banco. Você foi baleado no ombro, mas só foi de raspão e o meta humano controlou você.

— Você conseguiu pegá-lo?

— Eu tive que trazer você pra Caitlin te olhar. Os bandidos fugiram.

— Por que não foi atrás deles?

— Era eles ou você, Hartley. — Cisco franziu o cenho à simples menção de deixar Hartley machucado pra trás. — Eu escolhi você.

— É. Você tá certo... — Hartley murmurou. — Eu também escolheria você, Cisco.

Cisco desviou a vista ao sentir o olhar intenso do outro ao proferir aquela frase. O sangue queimava sob a bochecha do latino.

— Você se lembra de quando estava sob efeito dele?

— Não.

— Então, esse meta humano estimula as amígdalas cerebrais—

— Uma das partes mais primitivas do cérebro, responsável pelo processamento do medo e pelo estado de alerta — completou Hartley.

— Sim... — continuou Cisco, comprimiu os lábios por um segundo, um pouco incomodado com aquela mania irritante que o físico tinha de sempre o interromper. — Como você sabe disso?!

— Eu sofri um traumatismo craniano, Cisco. Eu tive que estudar bastante sobre isso pra construir meus implantes.

— Enfim, Caitlin me explicou que as pessoas sob efeito desse meta humano revive seus piores medos e... — Cisco iria perguntar sobre o ataque de pânico de Hartley. Sabia que não era sua culpa, mas não podia deixar de se sentir incomodado por saber de algo tão profundo e pessoal quanto o pior medo de alguém.

— É por isso que as pessoas do banco choravam e pareciam aterrorizadas.

— É... Você se lembra do que falou sob efeito do meta humano? — Tornou Cisco a perguntar.

Surgiu um brilho nos olhos de Rathaway, era uma mistura de curiosidade e apreensão.

— Não, Cisquito... — Hartley murmurou. — O que foi que eu fiz?

— Você pedia desculpas aos seus pais e implorava pra eles não te abandonarem de novo.

Ao ouvir isso, Hartley virou a cabeça pra outro lado, permaneceu em silêncio parecendo não olhar pra nenhum ponto específico, como que encarando o vazio. A bochecha ficando um pouco rosada. Depois sentou-se abruptamente, gemeu por causa do movimento brusco e fez uma careta quando olhou pro seu ombro.

— Hey. Calminha aí, você foi baleado — Cisco avisou, pensou em empurrá-lo de volta pra cama, mas sabia o quanto Hartley podia ser teimoso. — Você tem medo disso, Hart? — questionou.

Hartley encarou Cisco por alguns segundos, depois desviou o olhar. Dobrou os joelhos e os abraçou com o braço do ombro bom.

Só quando olhou diretamente pros reflexos dos óculos de Hartley foi que Cisco percebeu como estavam próximos um do outro agora que Hartley havia se sentado.

Custou mais alguns segundos, mas ele finalmente migrou a atenção do joelho e olhou na direção dos olhos castanhos.

— Eu tenho esses pesadelos, sabe? — Hartley confessou. — Onde meus pais mudam de ideia e me expulsam da vida deles de novo.

— Entendi... — Cisco murmurou e trabalhou com seu cérebro pra conseguir pensar em algo brilhante pra dizer, mas ultimamente sentia-se nervoso perto do outro. Mesmo sendo tão inteligente, às vezes, tinha a impressão que Hartley possuía o raciocínio milhares de vezes mais rápido que o seu. — Não tem problema ter medo, Hartie. Quer dizer, eu, por exemplo, morro de medo de abelhas.

— Todo mundo têm medo de abelhas, Cisco — Hartley disse, mas acabou por sorrir.

Cisco sentiu seus batimentos cardíacos ficarem um pouco mais rápidos. Arrancar um sorriso de Hartley fez o latino sentir seu coração ser preenchido por uma alegria inexplicável que deixava seu peito aquecido.

— Eu sei! — Cisco deu uma breve risada. — Mas o que eu quero dizer, Hart, é que tudo bem ter medo — continuou. — Mas até onde eu sei, você vai continuar sendo o filho perfeito que seus pais adoram! — Cisco disse lembrando-se da vez que ele e Caitlin se encontraram com os pais do físico. Tinha sido apenas uma conversa rápida semanas antes, mas agora sabia bem porque Hartley costumava ser arrogante e mimado, a cada dez palavras de Osgood e Rachel, onze eram elogios ao filho.

Cisco pensou em continuar a bajular Hartley, iria falar: “E mesmo que seus pais te deixassem eu estaria aqui com você.” Mas pensou duas vezes, não parecia algo certo de se dizer.

Hartley que já sorria expandiu o sorriso ainda mais. Suas bochechas tornaram a ficar vermelhas e seus olhos voltaram a ter brilho.

— Obrigado, Cisco — Hartley disse olhando diretamente para o latino.

Cisco notou que realmente era uma curta distância entre eles, isso porque Hartley só precisou esticar o braço pra colocar sua franja atrás da orelha. Cisco lançou um olhar confuso pra Hartley, ele não era de fazer carinhos. Sentia sua pele arrepiada com o contato dos dedos do outro em sua orelha.

— Eu acho que eu devo superar outros medos também. — Hartley aproximou-se cobrindo o espaço entre eles.

Cisco foi pego de surpresa, não esperava um beijo assim tão de repente. Apesar de ter sido um movimento rápido, Hartley juntou sua boca ao do latino de maneira suave. Cisco seguia os movimentos do físico, e enquanto sentia a textura macia dos lábios alheios pensava nas últimas semanas.

Agora aquela apreensão, aquele nervosismo e aquela vontade de agradar Hartley... Tudo tornava-se tão claro pra Cisco que ele se perguntou como não tinha percebido antes que começara a gostar de Rathaway. Talvez seu cérebro só estivesse tentando lhe proteger dessa descoberta. Afinal, Hartley sempre fora visto como uma ameaça. O mesmo havia acontecido com Caitlin quando ela reprimiu as memórias sobre a KillerFrost. Memórias traumáticas eram bloqueadas, descobertas podiam ser perigosas, mas ao menos aquela era boa...

O beijo seguiu-se lentamente até que os dois se separaram e olharam-se nos olhos. Hartley estava radiante, Cisco pensou ao ver as bochechas ruborizadas e os olhos brilhantes.

— Eu sempre quis fazer isso, mas eu tinha medo — Hartley confessou.

Cisco não falou nada, em vez disso, só puxou delicadamente o queixo do maior e juntou seus lábios de novo.

Continuaram se beijando por alguns minutos, às vezes se afastavam, trocavam sorrisos e olhares, ao mesmo tempo envergonhados e felizes, juntavam as testas e voltavam a pressionar a boca do outro.

Só pararam quando Caitlin interrompeu os dois.

— Desculpa, meninos... — Caitlin disse com a bochecha vermelha. — A caminho pra cá eu comprei um lanche pra vocês.

Caitlin entregou o lanche a Cisco e saiu rapidamente em direção ao córtex.

Cisco só conseguiu dar uma risada que contagiou Hartley.

— Posso me deitar aqui com você?

Hartley sorriu ao ouvir a pergunta e foi mais para o outro lado da cama. Cisco deitou-se e Hartley apoiou a cabeça no braço do latino. — Como vamos pegar o meta humano?

— Depois a gente pensa nisso, Hart. Agora, você precisa comer e depois descansar.

***

— O que você acha de me deixar viajar pra Terra-38? — Cisco questionou entrando no córtex e sentou-se ao lado de Caitlin.

— E por que você quer ir pra lá? — Caitlin olhou pro latino.

— Eles lidam com alienígenas que têm poderes psiônicos. Tipo, os Dominadores se comunicavam telepaticamente. Com certeza eles têm um inibidor que podem emprestar pra gente.

— Você mesmo pode construir um inibidor, Cisco... — Caitlin disse. — Francisco... — Caitlin semicerrou os olhos, como uma mãe que sabe as segundas intenções do filho.

— Ok! — Cisco ergueu as duas mãos num gesto de rendição. — Eu falei sobre a Supergirl pro Hartley e agora ele quer conhecer “a garota de aço” — Cisco admitiu. — E aposto que eles têm mesmo os inibidores, por favor, Cait...

— Tudo bem, Cisco. Mas seja cuidadoso, certo? — Caitlin pediu. — Você e o Hartley, hein...? — Caitlin falou movendo a cadeira giratória de modo a ficar de frente para o latino.

Cisco sorriu retirando as mãos que antes estavam entrelaçadas atrás da cabeça. Sabia que Caitlin iria acabar perguntando, estava surpreso por ter demorado quase duas semanas desde que ela flagrou o beijo.

— É... — Cisco coçou a nuca e olhou pro lado sentindo as bochechas esquentarem. — Eu sei que parece uma reviravolta daquelas fanfics que a autora quer que dois caras que se odiavam comecem a se gostar — Cisco começou —, mas desde a Cynthia...

Caitlin sorriu e levou a mão até o joelho do menor.

— Você gosta dele?

— Desde a Cindy... Bem, eu acho que tô gostando dele. — Cisco não conseguiu impedir o sorriso que apareceu em seu rosto.

— Sempre soube que havia uma tensão entre vocês! — Caitlin provocou.

— Idiota... — Cisco revirou os olhos, levantou-se e pegou no rosto da melhor amiga. — Stay safe, Cait. — Cisco depositou um beijo na testa dela e deixou o córtex.

O latino foi em direção ao seu laboratório. Hartley estava diante de um dos quadros transparentes repleto de fórmulas matemáticas. Ele já vestia seu traje, exceto pelo casaco de capuz e as luvas. Isso deixava as costas bem visíveis e Cisco ficou um segundo encarando a bunda do físico. Ter feito aquele traje foi sua melhor ideia!

Hartley parecia concentrado nos cálculos. Pois sequer pareceu notar a presença de Ramon. Cisco andou silenciosamente e abraçou Hartley por trás quase possessivamente, o físico deitou a cabeça pra trás e mergulharam em um ósculo intenso.

— Nunca mais chegue assim, Cisquito! Eu me assustei — Hartley reclamou quando o beijo terminou.

Cisco rolou os olhos e apertou a cintura do outro, começou a distribuir selos e chupões na nuca de Hartley. Era de enlouquecer ouvir os gemidos do maior.

— Cait deixou a gente ir pra Terra-38.

— Desde quando Caitlin manda em alguma coisa? — Hartley questionou sentindo as mordidas de Cisco em sua nuca.

— Desde que a Iris passou o comando pra ela, idiota — Cisco disse.

Hartley virou-se de frente pra Cisco e semicerrou os olhos.

— Isso é por você me xingar! — Hartley beijou Cisco com volúpia e começou a puxar os fios longos pela raiz.

— Acho que vou te xingar mais vezes... — Cisco provocou quando separou-se dos lábios de Hartley. — Vou vestir meu traje — disse e se desvencilhou dele.

— E eu vou assistir — Hartley zombou.

Mesmo com um pouco de vergonha Cisco vestiu sua roupa na frente de Rathaway. Quando foi vestir a parte de cima Hartley o abraçou por trás, Cisco ficou com cada pelo do corpo arrepiado ao sentir o corpo de Hartley contra o seu. As mãos do físico acariciaram da barriga até o peito de Cisco.

O latino deitou a cabeça no ombro do maior e sorriu ao vê-lo tão perto.

— Nós temos que ir, Hartley — Cisco avisou.

Hartley beijou Cisco outra vez, mas por fim afastou-se e deixou Cisco terminar de se trocar.

Quando estava tudo pronto Cisco abriu uma brecha. Hartley imediatamente pegou na mão de Cisco e atravessaram o portal.

— Você sempre segura em mim — Cisco comentou quando chegaram do outro lado.

— Não sei se isso é possível, mas eu não quero cair em outra Terra por acidente. — Hartley olhou ao redor. — Por que paramos num local tão movimentado?

— É o centro de National City. Quanto mais pessoas nos ver, mais rápido a Supergirl vai ficar sabendo que estamos aqui.

— Por que você não fecha a brecha? — Hartley questionou.

— Porque eu quero chamar a atenção dela.

Hartley assentiu. Várias pessoas estavam ao redor dos dois numa distância segura, tirando fotos ou correndo com medo. Cisco notou que Hartley parecia impaciente.

— Hey, Hart — Cisco chamou enquanto Hartley olhava pras pessoas que olhavam pra eles.

— O que foi? — Hartley arqueou a sobrancelha e fitou Cisco.

— Essa roupa fica boa em você. Você combina com couro. — Cisco deu um sorriso de canto e olhou descaradamente pra bunda do físico.

— Eu sei... — Hartley mordeu o lábio inferior e lançou um olhar sugestivo pra Cisco.

— Você é idiota — Cisco disse rindo nervosamente, ver Hartley mordendo o lábio fez Cisco imaginar coisas.

— Eu sou idiota e tenho dois PhDs — Hartley falou. — Quantos você têm?

Cisco e Hartley nunca seriam Cisco e Hartley se não discutissem durante vinte quatros horas seguidas. Cisco iria dar continuidade à discussão, mas Kara apareceu.

A Supergirl voou até parar diante deles. Cisco fechou a brecha enquanto Hartley olhava embasbacado pra garota de aço.

— Eu conheço você? — Kara franziu o cenho olhando pra Cisco.

— Você se lembra do Flash? Eu sou amigo dele.

— Cisco Ramon, certo? — Kara questionou. — O que me deu o extrapolador interdimensional, o dispositivo de viajar entre as dimensões. Barry está bem?

— Sim, sou eu mesmo e sim o Barry está bem. Mas nós precisamos de uma ajudinha. Mas antes deixa eu te apresentar, este aqui é o Hartley ou Flautista, ele faz parte do Team Flash agora.

— Flautista? — Kara semicerrou os olhos, intrigada. — Achei que ele fosse um criminoso.

— Ele foi no passado, mas agora ele está do nosso lado — Cisco explicou.

— Você me conhece? — Hartley entreabriu os lábios, surpreso.

— Barry mencionou você quando ele nos ajudou com uma “maníaca do som”. Já que agora está do nosso lado, é um prazer te conhecer, Hartley. — Kara estendeu o braço para um cumprimento.

Hartley apertou a mão dela.

— Ai! Você tem um... — Hartley balançou a mão enquanto era alvo de risadas de Cisco. — Aperto de mão forte.

— Desculpa... — Kara coçou a nuca. — Às vezes uso força demais.

— Nós podemos ir pra um lugar mais reservado, Kara? — Cisco perguntou olhando pras pessoas ao redor.

— Podemos ir pra sede da DOE.

Cisco bufou quando Hartley pediu pra Supergirl voar com ele até lá. Teve que lidar com Hartley no colo de uma mulher voando pra longe.

Suspirou e seguiu as coordenadas de Kara e abriu uma fenda. Foi parar num prédio cheio de agentes armados que imediatamente apontaram armas pro herói, mas Kara apareceu segundos depois e o mal entendido foi desfeito.

— Uau! — Um homem parou diante de Cisco e olhou pra seu uniforme. Ele usava roupas sociais e o cabelo preto era curto. — The suit is sick!

— Fui eu que fiz — Cisco disse orgulhosamente.

— Eu fiz o traje da Supergirl! — ele disse como um fã de alguma banda indie underground quando conhece outro fã, sorrindo abertamente e estendendo o braço. — Winn Schott.

— Cisco Ramon. — Cisco retirou uma das luvas e apertou a mão de Winn.

— Agora que os costureiros se encontraram que tal irmos ao que interessa? — Hartley sugeriu rolando os olhos.

Eles se reuniram ao redor da mesa redonda no centro daquele andar e Cisco explicou o que precisava. Rapidamente J’onn concordou em ceder alguns inibidores contra psíquicos e disse que era comum alienígenas com tais poderes.

Depois Kara e Hartley ficaram conversando assim como Cisco e Winn. Eles também fizeram um tour pelas instalações da organização. Cisco e Hartley com os olhos brilhando a cada nova tecnologia que colocavam os olhos.

Mas após um tempo decidiram que precisavam voltar.

— Não acredito que eu conheci a garota de aço! — Hartley falou quando já estavam no Star Labs. Ele olhava pra tela do celular, pras fotos que havia tirado com a Supergirl.

— Sim, você até voou no colo dela! — Cisco comentou revirando os olhos.

— Espera! — Hartley desviou o olhar do celular pra encarar Cisco. — Você está com ciúme?

— Não seja ridículo! — Cisco riu pelo nariz e coçou a nuca. — Mas eu deveria perguntar por que você não gostou do Winn?

— Ele só é um chato mesmo — Hartley esclareceu. — Se você está insinuando que eu fiquei com ciúme… Não se ache, Cisco Ramon. Acha mesmo que eu ficaria com ciúme por causa de um cara como Winn? Eu sou muito mais interessante que ele.

Cisco moveu a cadeira giratória e ficou próximo de Hartley.

— Eu admito.… fiquei com um pouquinho de ciúme sim — o latino confessou beijando levemente o pescoço do maior.

— Já que você está admitindo... fiquei com ciúme também.

Cisco deu uma risada pensando em como Hartley era idiota e em como gostava dele, e outra vez se beijaram.

— Eu havia me esquecido como era trabalhar com vocês! — Caitlin entrou no córtex e disse a mesma coisa que Cisco dizia quando pegava ela e Ronnie em flagrante. — Eu estava investigando e descobri que este meta humano era um neurocientista. Ele estava fazendo um experimento com adrenalina, no exato momento em que ele se expôs a adrenalina houve o acidente causado pelo DeVoe com o ônibus. — Ela se sentou e pousou o tablet na mesa.

— Adrenalina + matéria negra... — Cisco falou antecipadamente. — Meta humano que induz ao medo!

— Exatamente! — Caitlin disse. — Mas agora temos que fazer um plano para capturá-lo.

— Eu já pensei nisso, Cait. — Cisco arrastou sua cadeira pra ficar ao lado de Hartley. — Quer dizer, eu e o Hartley pensamos — o latino corrigiu-se abraçando Rathaway pelos ombros. — Nós iremos colocar os bloqueadores psíquicos, vamos até o meta humano, ele vai tentar usar os poderes psiônicos, mas não irão funcionar por causa dos inibidores. É claro que ele ainda será capaz de soltar raios, mas sem o controle de mente nós vamos conseguir derrotá-lo. Não é, Hart? — Cisco questionou ao homem do seu lado.

— Com certeza, Cisquito! — Hartley sorriu na direção do latino parecendo satisfeito com aquela proximidade.

Cisco retribuiu o sorriso, só parou ao ver que Caitlin olhava pra eles. A mulher tinha um sorrisinho indecifrável no rosto.

— O que foi? — Cisco perguntou sem entender aquela expressão sapeca.

— Nada, só é bonitinho quando vocês não estão brigando.

Tanto Cisco como Hartley reviraram os olhos e se afastaram.

— Será que o meta humano vai atacar logo? — Caitlin mudou de assunto.

Quando Cisco foi responder, o alarme de meta humanos soou.

— Essa é a deixa de vocês.

Cisco e Hartley levantaram-se, após pôr o acessório Cisco abriu uma fenda e foram pro local de ataque do psíquico.

Outra vez se encontraram com a mesma dupla. Ao verem os dois heróis, o homem armado atirou, mas Cisco abriu uma mini brecha e a bala acabou por atingir o próprio atirador.

— Thanks, Cisquito.

O meta humano de olhos brancos ao notar que seus poderes psiônicos não funcionavam ergueu as duas mãos e começou a emitir ondas de poder. Prontamente Cisco também lançou suas rajadas.

Hartley assistiu a batalha por um tempo, sorria satisfeito ao ver o latino em ação e a melhor parte era que os poderes do meta realmente não venciam os inibidores.

— Abra uma brecha, Cisco — Hartley pediu.

Ao mesmo tempo que Cisco fazia isso, Hartley usou suas luvas pra atingir o criminoso, Hartley lançou ondas sônicas na frequência do meta humano que e o fez cair na brecha, em seguida Cisco a fechou.

— Hey, por que você fechou? — Hartley questionou andando até Cisco.

— Esta última brecha que eu abri levava direto pra pipeline, só precisava da Caitlin trancar a cela — Cisco explicou abrindo outra brecha. — Agora vamos ir pro lado de fora da cela.

Cisco segurou a mão de Hartley. Já podia se ouvir as sirenes da polícia chegando. Agora que já tinham capturado o meta humano deixaria o outro criminoso pra CCPD.

Quando entraram no acelerador de partículas notaram que a cela ainda estava aberta e Caitlin estava completamente paralisada.

— O que aconteceu?! — Cisco questionou com a preocupação instalando-se no seu rosto ao ver sua melhor amiga daquele modo.

— O meta humano deve ter usado os poderes telepáticos em Caitlin antes dela conseguir fechar a pipeline — Hartley deduziu. — Fecha a cela, Cisco. Precisamos levar a Cait pra MedBay.

Cisco voltou-se pro monitor da cela, o meta humano não conseguira fugir porque as ondas sonoras de Hartley havia incapacitado-o fisicamente. Tanto que ele estava deitado no chão da cela, mas ele ainda devia estar consciente. Caitlin não usava um dos bloqueadores psíquicos...

Hartley andou até Caitlin notando os olhos dela arregalados. Levou as mãos até os ombros da maior e começou sucudi-la e chamá-la.

— Me deixa em paz, Quatro-Olhos! — Uma voz fria ressoou da boca da médica e Hartley gritou ao encarar aqueles olhos quase brancos.

Cisco virou-se assustado para trás e notou que Hartley estava sendo empurrado contra a parede por Caitlin. Mas o cabelo quase branco indicava que não era mais Caitlin.

— Frosttie! — Cisco gritou sorrindo.

A meta humana virou a cabeça para trás e ao olhar pra Cisco sorriu e soltou Hartley. Foi na direção do latino e o abraçou.

— Senti sua falta, garota! — Cisco disse durante o abraço.

— Eu também! — KillerFrost sorriu, porém se afastou. — Mas agora chega de melação.

— MAS QUE PORRA TÁ ACONTECENDO?! — A voz de Hartley ecoou chamando a atenção de Cisco e KillerFrost.

— Esta é a segunda personalidade da Caitlin.

— Caitlin que é minha segunda personalidade — KillerFrost corrigiu.

— Ok... — Cisco não se aventurou a discutir com ela. — Este aqui é o Hartley, KillerFrost. KillerFrost, Hartley.

Hartley permaneceu paralisado, com os olhos arregalados por trás dos óculos. Cisco levou a mão até o ombro dele notando que ele estava com a respiração descompassada.

— Caitlin vai voltar. Vejo você em breve, Cisco e você também, Quatro-Olhos. — Ela deu uma piscadela.

— Idiota… — Hartley disse a KillerFrost, mas agora ela já era Caitlin.

Ela piscou algumas vezes e encarou os dois homens.

— Você se lembra do que aconteceu? — Cisco perguntou.

— Na verdade, não... — Caitlin pareceu desorientada.

— KillerFrost voltou.

Caitlin arregalou os olhos, uma espécie de brilho tomou os olhos dela.

— Como?!

— O meta humano te afetou antes de você conseguir fechar a cela. Acho que você deve ter sofrido um aumento muito grande de adrenalina e puff!, ela voltou.

— Como ela está? — Caitlin perguntou com curiosidade, mas antes de ser respondida ela própria falou: — Estou a ouvindo, Cisco! — Caitlin disse sorrindo. — Estou ouvindo a KillerFrost! E posso conversar com ela, igual o Ronnie e o Stein conversavam.

Hartley não falou nada, pois estava boiando. Mas sorria ao ver Caitlin tão feliz e Cisco fazia o mesmo.

Cisco foi até a melhor amiga e a abraçou. Hartley acabou por fazer o mesmo e abraçou os dois amigos. Quando separaram do abraço em grupo os três trocaram sorrisos.

Depois Cisco olhou pra Hartley:

— Esqueci de dizer, mas você foi incrível lá, Piper! — Cisco elogiou.

Hartley e Cisco deram um toque de mãos e um abraço em comemoração.

— Tanto quanto você, Vibe! — Hartley devolveu o elogio.

Depois do abraço, Cisco pegou nas laterais do rosto do físico e o puxou para um beijo.

— Por favor, meninos... — Caitlin revirou os olhos ao ser totalmente ignorada. — Eu vou voltar pro córtex.

Assim que ela sentou na cadeira viu nas imagens das câmeras de segurança Cisco e Hartley se atracando um contra o outro em um dos corredores. Hartley estava empurrando Cisco contra a parede e parecia que iria engoli-lo ali mesmo.

KillerFrost queria assistir, mas Caitlin não queria ficar traumatizada.

Caitlin apenas sorriu e fechou a tela.


Notas Finais


Vocês fechariam a tela ou veriam? Team Caitlin ou Team KillerFrost?
Confesso que tenho um carinho muito especial por esse trio: Cisco & Caitlin & Hartley ♡
Winn e Cisco, meus nerds favoritos desde de sempre <3 Que eu me lembre eles só estiveram juntos no crossover musical… então, se a CW não junta eles, eu junto
A ideia pra essa fanfic veio enquanto eu lia o livro Insurgente, exatamente quando a Jeanine manda o Tobias descrever como funciona o soro do medo. Aí eu lembrei da Psi e revi o episódio 3x2 de Supergirl, pois a Psi fazia exatamente o que eu queria que o meta humano fizesse. Então eu juntei os poderes da Psi com o embasamento científico de Insurgente.
Nota: caso estejam se perguntando eu considerei SIM o universo de Supergirl da terceira temporada, mas ANTES da season finale, já que o Winn viajou pro futuro e o J’onn saiu da DOE. (Além de que a Kara seguiu os passos de Barry Allen kkkkkk e fodeu com o tempo).
Eu não tou acostumada a escrever cenas de ação, então se a luta tiver ficado estranha me perdoa…
Vamos rezar a Rao pra que o Hartley apareça nessa 5th season (sou otária iludida mesmo).

Não se esqueça: cuide bem de você mesmo, você é muito importante ♥

Até a próxima!


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