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História Tudo começou por uma traição - Capítulo 22


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Notas do Autor


Desculpa a demora, eu estava com um bloqueio criativo, consegui terminar esse capítulo e parei na metade do outro, se demorar muito me desculpem!

Capítulo 22 - Capítulo 22


- Amor! - Kirishima me chamou. Estávamos no apartamento sozinhos, estamos preparando as coisas para nos arrumarmos para o casamento, seria daqui duas horas.

- Sim? - Fui até o quarto.

- Eu vou mais cedo como você sabe, então queria saber qual dos carros você quer ostentar, eu dei duro naquelas coisas, temos que usar. - Sorriu.

- O Bugatti La Voiture Noire. - Falei rápido. - Deixe em um canto visível, mas tente chegar muito cedo no local, deixe algumas pessoas irem se sentando nas cadeiras e depois você aparece como se tivesse acabado de chegar. - Expliquei.

- Okay. - Se aproximou e me puxou para um abraço. - Eu tô tão feliz!

- Eu também. - Ri baixo. - Mas estamos parecendo riquinho assim com esses carros, a casa...

- Bem, o dinheiro veio do nosso bolso, com o nosso trabalho duro. Ninguém pode reclamar. - Ele sorriu. - Agora eu vou indo, o pessoal já vai vir pra te ajudar com as coisas. Quero te ver gatão, okay?

- Okay!

. . .

- Vamos Katsuki! Já estamos atrasados! - Meu pai chamava. - Yuri está me ligando desesperado dizendo que o Eijiro tá quase chorando! - Reclamou.

- Ah... - Corei. - Vamos!

Corremos para o carro do mais velho e entrei rápido. Eu vestia uma calça social vinho, um cinto preto, uma camisa social branca com a gravata preta também, um paletó vinho e tinha um brinco na orelha esquerda. Sim, eu furei a pouco tempo, mas estou bem. Cortei um pouco os fios do meu cabelo e comprei um óculos, na verdade foi meu pai, eu normalmente uso lente, por isso poucos seres humanos sabem que tenho míope. As roupas estavam soltas, nada muito arrumadinho, não gosto disso, tanto que eu estava com o paletó apenas nos ombros.

- Chegamos! - Meu pai disse. Descemos do carro e a primeira pessoa que vi foi minha mãe nervosa ao lado da minha futura sogra.

- Oi... - Murmurei.

- Você está lindo, agora vejo o porquê do atraso. Mas vá logo pelo amor de Deus, Eijiro está quase tendo um ataque! - Sakura disse.

- Okay. - Meu pai estendeu o braço para mim e o peguei. 

Ouvi uma música clichê de casamento e suspirei entendiado, mas sorri quando ela mudou para algo mais moderno e animado, mas ainda bom para um casamento. Finalmente apareci no tapete vermelho e pude ver Kirishima me olhando fixamente. 

Ele usava um terno totalmente preto mudando apenas o tom, um preto claro ali e mais escuro no outro ali. Mas a gravata reconheci do dia do casamento do meu pai, era a mesma gravata vermelha que combinava com ele.

Quando estava no altar improvisado, por estarmos na praia, o padre começou a falar. Eu não prestei atenção em nada, notei que meu futuro marido também não. 

- Katsuki Bakugou, você aceita Eijiro Kirishima como seu marido...? - Eu só ouvi até ali, não me importei com o resto.

- Aceito. - O padre fez a mesma pergunta a Kirishima. Esse ficou quase dois minutos olhando para o chão. - Eijiro? - Chamei desentendido, será que ele desistiu?! 

- Hum? - Me olhou. - Que foi? 

- Responde. - Pedi.

- Responder? Responder o quê? - Perguntou.

- Meu Deus... - Comecei a rir igual a todos os outros do local, até mesmo o padre riu. 

- Você aceita o Bakugou como seu esposo? - O padre perguntou novamente.

- Ah! Sim! - Gargalhou baixo. Trocamos as alianças e...

- Eu vos declaro marido e esposo! Pode beijar o noivo! - O velhinho disse animado.

- Ah não, não vou te beijar. Você me fez esperar quase duas horas em pé, eu quase enfartei. - Kirishima começou a andar pelo tapete vermelho e todos me olharam. 

Eu ri balançado a cabeça e corri até o mais novo, ele se virou segundos antes de eu pular no seus braços o beijando com vontade. Aos poucos senti meu pé tocar o chão, nos separamos enquanto os aplausos aos poucos deixavam de existir e começamos a receber os parabéns. Fomos para o local da festa e a música começou a tocar. Depois de algumas poucas horas o pessoal sentou na mesa e Mari veio chamar Kirishima e eu, estávamos andando pela praia. Voltamos para o salão e todos nos olharam, sentamos em duas cadeiras e nossas mães subiram no palco.

- Desculpem interromper a festa, mas queremos que vocês prestem atenção na gente. Vamos apresentar uma pessoinha para os amigos do meu filho e depois vamos ver um vídeo que eu, Masaru, Kim, Yuri e Sakura preparamos. - Mitsuki disse no microfone. - Aiko, pode vir aqui? - A criança passou correndo por todas as mesas e subiu no palco. Quando estava ao lado das avós sorriu com as bochechas coradas. - Essa aqui é nossa neta. Aiko Kirishima Bakugou. É adotada e sabe disso a um tempo, aceitou bem e ama os pais. Que falar algo pequena? - Deu o microfone a menor.

- Eu tô com fome. - Todos começaram a rir nessa hora.

- Eu também! - Gritei e a menina riu descendo do palco e vindo até mim.

- Bora fugir papai! Quero comer! - Sentou no meu colo.

- Calma, espere mais um pouco, okay? - Dei um beijo na testa dela.

- Tá, vou brincar com a Hina. - Deu um beijo na minha bochecha e na de Eijiro, logo saiu correndo.

- Fofa! - Mina gritou.

- Agora, vamos ver um vídeo. Espero que gostem, deu muito trabalho pra fazer. - Minha sogra disse e as luzes se apagaram, todos ficaram em silêncio. 

Uma risada ecoou pelo local, logo depois outra. Parecia aquela risadinha de bebê. Aos poucos um vídeo apareceu na tela branca do palco. Pude ver eu e Kirishima brincando no tapete da casa da minha mãe. Ele estava com o macacão de tubarão e eu com o de gatinho. Até que ele me olhou e parou de rir ficando com um bico.

- Ué, o que será que ele tem? - Era o meu pai.

- Dá dá! - Eijiro pegou meu brinquedo e o eu bebê fez uma cara indignada impagável. Meus olhos marejaram e comecei a chorar querendo o brinquedo de volta. Kirishima me olhou e devolveu o brinquedo, depois sorriu banguela como se me pedisse desculpa. Eu parei de chorar na mesma hora e começamos a rir, depois estávamos brincando juntos. 

O vídeo mudou, agora eu estava no parquinho brincando de pega-pega com Eijiro, tínhamos por volta dos seis anos. Eu acabei caindo de cara no chão, comecei a chorar e Kirishima veio até mim preocupado.

- Tá doendo? - Perguntou olhando para o meu joelho que estava sangrando um pouco, assim como minha bochecha.

- Tá. - Fiz um biquinho.

- Lambe o sangue. - O ruivo disse. Ouvi algumas risadas do pessoal.

- Eca! Não! Que nojo. - Fiz uma careta.

- Fresco. - Resmungou, pegou meu queixo e lambeu minha bochecha, logo depois meu joelho. - Tá vendo? Não é nada de mais.

- Tia! O Eiji é um vampiro! - Saí correndo. Todos riram novamente. O vídeo mudou novamente, agora eu estava com uns dez anos. Eu segurava uma Saori bebê nos braços e o ruivo estava atrás de mim emburrado.

- Não gosto dela. - Kirishima disse.

- Por quê filho? - Meu pai perguntou.

- Ela vai roubar o Baku de mim. - Começou a chorar.

- Não vai não. - Eu falei. - Sabe por que? 

- Por que?

- Porque eu te amo, e você é muito importante pra mim. - Sorriu.

- Okay, agora eu gosto dela. - O ruivo me abraçou por trás e apoiou a cabeça no meu ombro, nessa época éramos do mesmo tamanho. - Tá vendo só, puxou a mim, é bonita igual o irmão. 

- Não acho, ela é mais bonita. Igual a tia Sakura, você e o tio Yuri são feios. - Nesse instante todos riram. Então o vídeo mudou novamente.

- Mamãe. - Era Saori. - Cadê o Baku e o Kiri?

- Lá em cima, vamos dar uma olhada? - Sakura perguntou.

- Uhum. - Depois disso o vídeo foi cortado e elas apareceram na porta do quarto do ruivo. A menininha abriu a porta e a imagem que tiveram foi de um Kirishima agarrado a mim escondendo o rosto na minha barriga. - O que aconteceu?

- Coisa de adolescente, quando você crescer vai entender.

Já em outro vídeo apareceu Eijiro assistindo alguma coisa na televisão. Ele estava todo coberto, foi alguns dias antes do acontecimento do vídeo anterior. Foi então que eu apareci, eu estava com um moletom do outro e uma calça moletom, sem contar o fato de que eu estava tremendo de frio. Kirishima levantou o cobertor, esticou um dos braços e eu quase pulei nele. Sentei no seu colo e escondi o rosto no seu pescoço, ele nos cobriu e ficou afangando meu cabelo enquanto assistia. E então a cena mudou novamente.

- Eijiro! Vá chamar o Katsuki! - Me surpreendi ao ouvir essa voz.

Era a minha avó Yuki, ela faleceu quando eu e Kirishima estávamos na Coreia, não pude me despedir. Meus olhos marejaram instantaneamente, o ruivo me colocou no colo sobre o olhar de todos e não tive vergonha de chorar, Eijiro estava na mesma situação, ambos éramos muito apegados a vovó.

- Tá bom vovó... - O garoto de uns treze anos murmurou. Ele virou de costas e vi Yuki tapar os ouvidos. - BAKUGOU! - Gritou alto e eu ri abafado.

- O que é cacete?! - Eu finalmente apareci.

- Olha a boca garoto. - Vovó repreendeu.

- Desculpa vó. - Fiz um biquinho. - Tá fazendo bolo? - Cheirei o ar.

- Uhum, venha me ajudar, Eijiro ainda não aprendeu. Você sabe, ele é burro. - Deu uma colherada leve na cabeça do ruivo que resmungou.

- Sabe vó, eu sonhei com algo estranho... - O loirinho disse.

- Com o quê? - Ela perguntou.

- Uma casa sendo invadida, tinha apenas duas pessoas dentro da casa, era grande e bonita. Um dos caras se machucou e depois outro apareceu e lutou com os invasores. Depois a polícia a apareceu e eles foram presos, os caras foram pro hospital e depois eu acordei... - Olhei para Kirishima nesse instante, notei que os outros convidados me olharam também.

- Eu sou vidente! - Falei rindo.

- Não se preocupe com isso, foi apenas um sonho. Agora venha me ajudar. Ah! Já abriu o presente que te dei? - Perguntou.

- Sim, por quê me deu aquilo? - Corei.

- Combina com você, sem contar que seu corpo é perfeito para aquele tipo de roupa. - Sorriu. - Provou?

- Sim, ficou grande... - Olhei para qualquer lugar.

- Gostou?

- Uhum... - Eu parecia um tomate.

- Espera só até você namorar, se for com o Eijiro ele vai amar. Você sabe como ele é. - Riu. Meu marido me olhou desentendido.

- Ainda tô surpreso com o fato da senhora ter aceitado bem minha sexualidade. - Fiz um bico enquanto mexia a massa.

- Eu tô de boa com isso. Teve um época que eu pensei que sua mãe era lésbica. - Admitiu rindo.

- Sério?! - A olhei surpreso.

- Sim, peguei ela beijando umas garotas, mas depois vi que só tava treinando beijo. Foi engraçado. - Riu.

Por fim apareceu um vídeo em que eu estava na área de lazer do apartamento, esse vídeo faz pouco tempo que foi gravado.

Lovely

(Billie Eilish)

- Thought I found a way
Thought I found a way out (found)
But you never go away (never go away)
So I guess I gotta stay now. - Eu comecei a cantar e Aiko apareceu no salão, sentou no meu colo e ficou prestando atenção.

- Oh, I hope some day I'll make it out of here
Even if it takes all night or a hundred years
Need a place to hide, but I can't find one near
Wanna feel alive, outside I can't fight my fear. - Cantamos juntos, Eijiro me pegou no colo e sentamos em uma espreguiçadeira enquanto eu voltava a cantar só.

- Isn't it lovely, all alone
Heart made of glass, my mind of stone.

- Tear me to pieces, skin to bone
Hello, welcome home. - Cantamos juntos novamente.

- Walkin' out of town
Lookin' for a better place (lookin' for a better place)
Somethig's on my mind - O ruivo cantou sozinho.

- Always in my headspace
But I know someday I'll make it out of here
Even if it takes all night or a hundred years
Need a place to hide, but I can't find one near
Wanna feel alive, outside I can't fight my fear. - O mais novo alisou minha bochecha sorrindo depois de cantarmos.

- Isn't it lovely, all alone
Heart made of glass, my mind of stone. - Sorri e por fim respiramos para votarmos a cantar.

- Tear me to pieces, skin to bone
Hello, welcome home
Woah, yeah
Yeah, ah
Woah, woah
Hello, welcome home... - No final Eijiro me beijou com vontade. Os aplausos no salão eram altos, eu estava tão corado que escondia o rosto no cabelo de Aiko.

- Vocês são muito bons juntos papai. - A menor disse animada.

- Eu sei. - Sussurrei.

- É isso pessoal! Vocês viram um pouco de como foi a vida desses dois pombinhos. - Sakura sorriu.

Assim que notamos que todos iriam se levantar para falar conosco novamente um celular tocou. Era o de Eijiro, ele atendeu e todos ficaram em silêncio, o que tá ficando assustador, parece que querem ouvir a conversa do ruivo.

- Alô?... Sim... Uhum, não se preocupe. Quero que deixe tudo arrumado... Resolvemos depois, deixa eu aproveitar minha vida mulher... - Riu baixo. - Obrigado... Não... Oh, mesmo? Onde colocou?... Sei, mas como tem a chave?... Você tá me dizendo que... Você é louca. - Me olhou sorrindo. - Okay. Ela quer falar com você. - Me passou o celular e o peguei apesar de estar desentendido.

- Oi?

- Oi! Prazer, sou a Yoko, uma colega de trabalho do Eijiro. Ajudei na construção da casa de vocês e nos aproximamos muito. Ninguém da sua família me conhece, muito menos os amigo, então não adianta perguntar. O ruivo me pediu para arrumar a mala de vocês para a lua de mel e já está tudo pronto, e também tem o meu presente de casamento lá. Está tudo na casa de vocês. Parabéns pelo casamento, espero que sejam felizes e aproveitem meu presente, espero que gostem. - Ela desligou sem esperar resposta.

- Essa mulher é louca! - Quase gritei olhando para o mais novo.

- Eu sei, ela fez faculdade comigo, mas não nós falávamos muito como agora. - Ele me abraçou e enxugou minhas lágrimas. - De que presente a vovó Yuki tava falando?

- Uma saia. - Sussurrei baixo.

- Mesmo? - Sorriu. - Eu quero ver você vestindo. Ainda guarda?

- Sim. - Falei baixo e ele afirmou.

- Vamos? Imagino o que Yoko tenha deixado pra gente, tô ficando animado. - Me deu um selinho. - Quer ser o motorista?

- Mesmo? - Perguntei animado, Kirishima me entregou a chave do carro e sorri. Fui até Aiko e lhe dei um beijinho na bochecha. - Nos voltamos em duas semanas bolinha, você vai ficar com sua avó, a tia Mari e a tia Yuna.

- Tá, tchau papais. - Me abraçou.

- Vamos Eijiro! - Chamei. - Quero ver a potência daquele carrinho lindo!

- Carro? - Meu pai perguntou. Todos nos seguiram até onde o carro preto estava estacionado. Destravei e entre no banco de motorista, Kirishima no de passageiro e olhamos para o pessoal.

- A festa acabou pra gente galera, espero que se divirtam. Até duas semanas! - Liguei o automóvel logo estava indo em direção a nossa casa.



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