História Tudo de Mim - Clace, Sizzy, Malec - Capítulo 7


Escrita por:

Postado
Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Artifícios Das Trevas (The Dark Artifices), Os Instrumentos Mortais, Peça-me o que quiser
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Anna Lightwood, Camille Belcourt, Céline Herondale, Clary Fairchild, Clary Fairchild (Clary Fray), Elaine Lewis, Eric Zimmerman, Imogen Herondale, Isabelle Lightwood, Ithuriel, Jace Herondale, Jace Herondale (Jace Wayland), James "Jem" Carstairs, Jem Carstairs, Jem Carstairs, Jocelyn Fairchild, Jonathan Christopher Morgenstern, Jordan Kyle, Kaelie, Kieran, Lady Camille Belcourt, Luke Graymark, Magnus Bane, Magnus Bane, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Ragnor Fell, Rebecca Lewis, Robert Lightwood, Robert Lightwood, Sebastian Morgstren, Sebastian Verlac, Sebastian Verlac (Jonathan Christopher Morgenstern), Simon Lewis, Stephen Herondale, Tessa Gray, Tessa Gray, Tessa Gray, Valentim Morgenstern, Will Herondale
Tags Alec, As Peças Infernais, Blackthorn, Carstairs, Cassandra Clare, Celine, Clace, Clary, Crônicas De Bane, Fairchild, Herondale, Imogen, Izzy, Jace, Jem, Jocelyn, Lightwood, Magnus Bane, Malec, Morgenstern, Mundo Das Sombras, Os Artifícios Das Trevas, Os Instrumentos Mortais, Sebastian, Simon, Sizzy, Stephen, Tda, Tessa, Tid, Tmi, Valentim, Wayland, will
Visualizações 374
Palavras 4.002
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hi guys!
Cheguei!
Espero que gostem.
Novos personagens chegando por aí hein.
😈
Kkkkkk

Boa leitura 🖤📚

Capítulo 7 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Tudo de Mim - Clace, Sizzy, Malec - Capítulo 7 - Capítulo 6

P.O.V. CLARY.

Dias se passaram depois do final de semana em Los Angeles. Dias em que eu e Jace nos aproximamos bem mais. Ao longo de três semanas saindo pra jantar umas cinco vezes. Um final de semana ele teve que ir para Washington pra uma reunião com o pai e eu aproveitei para sair com Izzy e algumas colegas dela. Fizemos a festa num barzinho, bebendo e saindo de madrugada aos risos bêbadas. Hoje era sábado e eu não veria Jace novamente. Só no dia seguinte e já estava ansiosa. Terminava de fechar o bar quando meu pai apareceu da porta de seu escritório.

- Clarissa, pode vir aqui um instante?

Eu assenti e de imediato entrei fechando a porta. Meu pai tirou uns papéis brancos de uma pasta papel pardo e com um sorriso me entregou.

- Recebi uma proposta semanas atrás. Todo mundo daqui da rua recebeu uma igual. Outros comércios serão vendidos, mas querem investir no nosso.

“No nosso”

Meu pai sempre dizia que tudo o que ele tinha era nosso. Sempre batalhou para dar o melhor pra mim desde que minha mãe fora embora. E isso me emocionava.

- Como assim investir?

- Vão comprar o hotel aqui em cima. Reformar tudo e querem que nossa lanchonete permaneça. Querem que continuemos com o ponto. Mas que trabalhemos como sócios dele. A lanchonete em parceria de um hotel mais luxuoso.

- Uau. Nossa. Isso é incrível. Já falou com seu advogado?

- Sim, sim, mas não aceitaria nada sem o seu consentimento querida. O que acha da proposta? Pode ler se preferir.

Então eu fiz. Não deixaria meu pai ser enrolado por nada. O nome da empresa era Montclaire o que me deu uma sensação de reconhecimento mas não lembro de onde era. Então reli as propostas. O comércio de meu pai assim como a academia vizinha virariam lojas de luxo. Toda a rua iria ser reformada pela mesma empresa! Minha nossa! Quanto dinheiro investido! Estavam refazendo o quarteirão todo! Seria ótimo para meu pai. De acordo com a cláusula 7 e 16 seria 50% de lucro para cada um,mas uma coisa me preocupou.

- Mas, pai... Muita gente vem aqui... É um ambiente familiar e... Não são tão bem de vidas pra curtir um lugar assim.

- Também pensei isso querida. Porém conversei com Joaquim da academia e os outros. Todos acharam a proposta irrecusável. Se formos o único ambiente sem... Tudo isso. Eles não irão vir de jeito nenhum. O hotel aqui em cima uma hora dessas já foi comprado e já devem estar preparando os papéis pra reforma. Não iremos lucrar sendo um lugar, probetão, no meio dos gigantes.

Pensei naquilo, ele tinha razão. Eu suspirei e assenti concordando. Não podíamos correr o risco de falir só pra prevalecer o costume do bar. O quarteirão iria mudar assim como os clientes. Pensei em que seriam transformados os outros comércios. E que tipo de gente frequentaria nosso ambiente. Seria um caminho longo a percorrer.

- Você tem razão, pai. Eu acho que vai ser um ótimo investimento então.

- Me encontrarei com o comprador de verdade e seus advogados semana que vem. Se você concorda fecharei negócio.

- Se é o que quer e vai te agradar, faça pai. Eu te apoio.

- Obrigado querida. Queria te perguntar mais uma coisa.

- Diga.

- Lilith nos chamou pra jantar. Seu filho vai estar fazendo uma visita. O que acha?

Sorri para meu pai. Estava namorando com Lilith a duas semanas e tudo estava dando certo desde então. Ele já tinha comentado um pouco sobre o filho dela, e eu a achei agradável, se fazia meu pai feliz estava mais do que aprovada. Ambos eram adultos muito bem vividos e deveriam sim curtir.

Eu peguei a mão de meu pai e assenti.

- Claro, papai. Quando vamos?

- Eu passo pra te buscar em sua casa.

Eu assenti e conversei algumas balelas com meu pai antes de sair dali. Pegando um táxi direto pra casa. Aquele jantar sairia tarde. Me troquei rapidamente depois de um banho e esperei por meu pai na sala com Simon e Izzy que assistiam um filme.

Estava tão feliz por minha amiga. Ela me dizia que não estavam namorando sério, mas dava pra ver como Simon era caidinho por ela e quanto ela gostava dele. Já era meu casal preferido. Meu pai por fim chegou e desci entrando em seu carro. A casa de sua namorada não era longe da dele e quando chegamos me surpreendi.

Não seria um jantar formal, de jeito nenhum, meu pai carregava um fardo de cervejas. E sua namorada. Uau! Nas fotos eu não via tudo aquilo.

Lilith era um pouco mais baixa que meu pai e magra. Seus cabelos negros assim como seus olhos, e céus ela usava um colar em formato de serpente. Assim como seus braços haviam uma em cada pulso, tatuadas. Eu seu ombro esquerdo umas rosas bem vermelhas e no outro braço uma caveira com uma rosa na boca. Suas roupas... Meu Deus! Uma regata preta que tinha um decote bonito em seus peitos tatuados com dois trevos de quatro folhas. Uma saia de couro que ia um pouco acima do joelho, maior na parte traseira. A mulher era um espetáculo e parecia ser agradável. Guardou meu casaco e deu um beijo sem vergonha alguma em meu pai na minha frente eu dei uma risadinha e acompanhei eles até a cozinha da casa.

- É muito bom finalmente conhecer você de verdade, Clary disse. – a voz diferente pra uma mulher de 46 anos. Eu sorri agradeci.

- Digo o mesmo Lilith. – Eu respondi aceitando uma cerveja que meu pai ofereceu.

- Nos daremos muito bem, tenho certeza. Seu pai fala muito bem de você.

- Ah, graças a Deus! – Eu ri e eles também. Eles deram mais um beijo.

Eu desviei meu olhar na hora e arregalei os olhos ao ver um homem parado no arco que dividia a cozinha da sala. Tinha pacotes de comida japonesa na mão e uma caixa de pizza na outra. Ótimo, eu odiava comida japonesa. Mas o que me impressionou foi seus braços fortes e tatuados, fechado e os desenhos eram incríveis. Iam até seu pescoço. Seus cabelos eram platinados e seus olhos verdes como os meus. Me fazendo lembrar de meu pai mais jovem. Ele enrugou o nariz e entrou na cozinha.

- Mãe! Pelo Anjo, por favor.

E Só então me dei conta de que Lilith e meu pai ainda se beijavam. Uau!

- Ah! Sebastian! Chegou querido.

Lilith disse pomposa. E se levantou do colo do meu pai. Do colo! E foi abraçar o filho. Incrível!

- Clary, este é Sebastian. Meu filho. Sebastian, essa é Clary, a filha de Valentim.

Eu estendi a mão para o cumprimentar ele apertou e se aproximou beijando meu rosto.

- De boa? – Perguntou e eu assenti dando uma risadinha. Ele olhou pro meu pai apertando a mão dele. – De boa Morgenstern?

- De boa, Talto.

Meu pai respondeu e eu imaginei que fosse esse o sobrenome dele e da mãe. Era estranho ver meu pai com pessoas tão... Intensas... Mas ele estava tão feliz, eu via em seus olhos. Lilith, era totalmente diferente da minha mãe pelo que eu me lembrava. Jocelyn era pomposa, cheia de não me toques.

O jantar por fim foi muito agradável, Lilith tinha seu próprio estúdio de tatuagem no centro da cidade e vivia daquilo, era uma artista e tanto. Já Sebastian tinha uma oficina de motos e morava no seu próprio dúplex. Era um cara inteligente e cheio de ambições. De longe dava pra ver sua paixão por motos e ele fez questão de mostrar sua tatuagem nas costelas. Tirando a camisa! Eu vi as motos tatuadas em suas costelas. Seu peito tatuado com alguns símbolos e do outro lado da costelas alguns mantras. Pediam proteção. Lilith e Sebastian haviam viajado por muitos países. Apesar do trabalho simples que exerciam eles eram muito bem de vida.

Fiquei sentada no banco de fora na frente da casa com Sebastian tomando algumas cervejas enquanto meu pai e sua namorada ficaram na sala assistindo e dando alguns beijos... Hum... Intensos. Era incrível e engraçado ver meu pai desse jeito. Eu e Sebastian conversávamos sobre o que fazíamos, ele era um cara interessante. Tinha feito faculdade, mas não seguira o caminho de pedagogia. Não era seu “lance”, ele disse. E adorava a oficina que tinhas. Eu contei sobre o fracasso de minha carreira e ele disse uma coisa que me marcaria com certeza.

- Você não deve desistir de seus sonhos, Clarissa. Por mais demorados que eles venham a se tornar realidade. Se você desistir jamais vai acontecer.

Eu eu concordava claramente com aquilo. Não desistiria por nada. Ainda mais quando na quinta feira passada tinha recebido uma ligação da assistente pessoal de Jia Penhallow o que foi uma surpresa e tanto. Eu lembro como senti.

A assistente de Jia Penhallow tinha me ligado perguntando se eu tinha interesse numa entrevista. Como iria recusar? Pedi mais informações e Helen Blackthorn sua assistente me disse que Jia estava me indicando ao sócio arquiteto da empresa. O que era uma surpresa. Eu aceitei é claro. Marcando uma entrevista para segunda feira ás 09h00. Seria mais um sonho pra se realizar, meu começo e eu faria tudo pra dar certo. Não perderia essa chance. Às 19h00 daquele mesmo dia Jia me ligou, pra conversar melhor sobre o que ela propusera o que era incrível. Me explicou que seu sócio, Victor Aldertree, estava precisando de uma assistente. E decidira me indicar, levamos uma conversa profissional. Jia era uma pessoa ocupada e eu não sabia como agradecer a oportunidade que estava me dando.

Às onze da noite eu decidi ir pra casa, meu celular tinha descarregado fazia uma hora. E meu pai me perguntou diversas vezes se eu não queria que ele me levasse pra casa, mas Sebastian se ofereceu, dizendo já ser seu caminho pra casa, eu quis deixar meu pai a vontade com a namorada. Mas me surpreendi ao ver que teria que subir na moto de Sebastian. Fiquei meio nervosa mas aceitei o capacete que ele me deu e andamos rápido pelas ruas de Manhattan e Brooklyn antes de parar em frente minha casa. Sebastian era um cara divertido e eu ria fácil com ele. Me deixou em frente ao meu prédio e me ajudou a descer da moto.

- Obrigada pela carona. – Disse sorrindo e lhe entregando o capacete.

- Foi um prazer Clarissa. – Sebastian baixou o pezinho da moto ainda ligada e tirou a carteira do bolso e de lá um cartão de sua oficina.

- Meu número pessoal está aí. Pode me ligar se quiser. – Ele disse dando uma piscadela que me fez arrepiar. Eu sorri pegando o cartão.

- Beleza.

Eu me Inclinei pra beijar seu rosto, mas ele virou o rosto bem na hora e quase demos um selinho. Meu beijo foi no canto de sua boca.

- Oh, nossa. Desculpe. – Ele disse afagando meu braço.

Eu ri nervosa e me afastei me despedindo. Subi até o andar do meu apartamento, meio tonta pelas cervejas que tomei e abri a porta de casa. Mas estaquei na entrada depois de trancar a porta de volta, olhando para o homem de frente a janela. Com as mãos no bolso. Seu olhar sério e dourado encontrou o meu. Jace.

P.O.V JACE.

Na quinta feira tive que fazer uma viagem de uma última hora para Washington de novo. E já não bastava ter perdido meu final de semana passado com Clary parece que ia perder outro. A viagem durara mais do que o esperado. Várias reuniões com meus advogados, e com os advogados do meu pai. Diretores financeiros e etc. Por vontade própria eu decidi fazer uma parceria com meu pai. Nossas empresas trabalhariam juntas na grande reforma do quarteirão e como era de meu interesse, claro, ficaria com um pouco mais da metade do lucro da compra do comércio do pai de Clary. Não queria meu pai sendo dono daquilo que pertencia a ela. Colocando suas garras em minha garota. Só de pensar nisso já me assustava. Não gostava de admitir mas Stephen Herondale causava... Medo em mim. E toda vez que tinha que assinar meu nome e sobrenome meu peito queimava. Era puro jogo de Marketing. Apesar da maior empresa que meu pai comandava ter o sobrenome de minha mãe, Montclaire – de onde ela depositara um terço de sua fortuna – Era só o nome de uma rede de empresas. O Herondale comandava. E usei o sobrenome para benefício próprio. Então eu era Jace Herondale. Filho de Stephen Herondale. Enquanto isso minha mãe não era nem lembrada. O que me doía. Mas voltando. Fechamos negócio. Eu só me interessei por dois pontos daquele quarteirão que meu pai investira. A lanchonete e bar do pai de Clary e outro edifício no fim daquela rua. Milhões de dólares envolvidos e fizemos um acordo. 50% de lucro para cada um, as reformas ficando por conta própria de cada empresa.

Porém Stephen me segurou por mais um dia em Washington. Me fazendo participar de uma entrevista de rádio a qual ele daria para esclarecimento de suas propostas como próximo senador. Tive que aparecer como bom moço é ótimo filho, passando aquela visão fajuta de pai e filho feliz uma total farsa que me causava náuseas. Depois fomos jantar, em sua mansão, o que não era nada confortável.

- Me conte sobre o que anda fazendo Jace. Nos distanciamos tanto... – Falou com uma falsa dramatização.

- Negócios. Pai. Nos fazem ser ocupados.

- De verdade. – ele assentiu com um sorriso forçado dando seu gole no vinho. – Como meu neto está?

Gelei quando ele me perguntou isso e o encarei sério, minhas narinas dilatando.

- Não que seja da sua conta. Meu filho está ótimo. Mas ele não é seu neto.

Falei rancoroso. Thomas nunca teria nenhum laço com um homem que propusera abortá-lo, o rejeitara antes mesmo de nascer. Eu morreria antes de permitir qualquer aproximidade.

- Acho que devíamos esquecer aquela situação. – ele disse me encarando.

- Não vai acontecer. – Falei mais sério ainda.

- Sabe que eu só queria o melhor pra você não sabe? Se eu soubesse como... Seria de verdade. Sabe que te daria apoio. Você deveria ser mais experiente Jace. Viver mais. Não ficar preso a uma criança.

- Não vejo meu filho como impedimento algum. E dispenso qualquer ajuda ou desculpas sua.

- Não vou me desculpar se ainda acho que era o certo a se fazer. – ele disse sucinto me encarando.

Eu respirei fundo olhando em seus olhos azuis. Engoli em seco e o joguei meu guardanapo na mesa me levantando. Um erro. Tinha sido um erro enorme aceitar aquele jantar. Ouvi sua voz me chamando mas ignorei pegando minha coisas e saindo da mansão indo pra casa. Arrumar minhas coisas, já estava farto daquilo. De tudo aquilo. Dele todo. Um peso na minha vida e eu tinha que me livrar.

Ainda tinha que resolver algumas coisas e passei a manhã de sábado e um pouco da tarde fazendo minhas coisas. Às 16h00 tinha pegado o vôo de volta para Nova Iorque resolvendo fazer uma surpresa para Clary. Tinhamos combinado de nos ver no domingo apenas, mas a saudade era imensa e eu precisava da minha ruiva. Cheguei em seu apartamento mas ela não estava lá. Quem me atendeu foi Izzy que estava arrumada pronta pra sair. Ela sorriu me mandando entrar e logo vi Simon atrás dela. Cumprimentei meu amigo e perguntei por Clary.

- Clary foi a um jantar com o pai. Mas ela não deve demorar.

- Posso esperar por ela aqui?

Perguntei e Izzy disse um “claro” animado. Ela e Simon iam sair pra festa de noivado de Becky, irmã de Simon. Muitas vezes nas últimas semanas eu ouvi Simon dizer o quanto estava feliz por ter encontrado Izzy. O que era ótimo!

Eles saíram e eu fui para o quarto de Clary que o contrário de mim que gostava de tudo organizado, Clary tinha suas roupas espalhadas pela cama e chão. Separei uma roupa e fui tomar um banho em seu banheiro. Horas passaram e nada de Clary chegar, liguei em seu celular mas deu caixa postal. Eu não sabia onde seu pai morava e de qualquer jeito não poderia chegar assim do nada.

Todos os meus momentos com Clary vinheram a minha cabeça. Seus sorrisos, o jeito como acordava irritadiça e desengonçada pela manhã. O modo como cantarolava, tínhamos passado muito tempo juntos a ponto de eu ter que trabalhar em meu escritório e Clary ficar no sofá escutando suas músicas ou me fazendo o chocolate quente – era ótimo por sinal. Apreciava cada segundo de sua companhia e cheguei a um momento que já não me via afastado dela. A queria na minha vida. Queria viver uma vida com ela. Percebi que, a muito tempo, a pessoa que eu procurava era Clary. Por isso eu quis fazer a parceria com meu pai no estabelecimento do pai dela. Garantir que ela nem ele saísse perdendo em cada esquema de meu pai. Eu havia contado a Clary por que mal falava dele e por que não gostava. Clary ficara irada quando disse que ele propôs que Aline abortasse Thomas. E me disse palavras lindas, sobre como eu era um ótimo pai, e que ficara muito orgulhosa sobre minhas escolhas. Soube naquele momento o quanto estava apaixonado por aquela mulher. Acontecera rápido e eu mal percebi, mas já estava de joelhos por ela. Que era tudo o que queria. Mas não disse a ela ainda. Talvez não fosse ainda o momento.

Preparei algo pra comer, meu estômago já estava roncando e nada de Clary. Depois de terminar o sanduíche ouvi um barulho na rua e fui olhar pela janela. Era Clary, descendo da moto de um cara que claramente não era seu pai. O ciúme subiu pelo corpo e fiquei ainda mais furioso quando vi eles se beijarem e sorrirem, ele entregou algo a ela e tudo o que eu tinha vontade de fazer era descer e gritar na cara daquela maldito que Clary era minha. Então ela entrou no prédio e me virei pra porta a esperando.

Clary estacou ao me ver, seus olhos se arregalando e eu permaneci do mesmo jeito, mesmo quando ela se aproximou e me deu um selinho casto ao qual não retribui.

- Quem era aquele cara?

Perguntei com a voz séria ao mesmo tempo que esganiçada. Então enquanto eu estava longe Clary saía com outros? E nosso acordo de exclusividade? Ela também preferira isso, pelo que me disse. E agora enquanto eu estava longe ela saiu em altas aventuras de moto com um idiota por aí?

- Ah, hã, Sebastian ele...

- Por que estava com ele, Clary?

Ela me olhou franzindo o cenho e tirou a blusa deixando no sofá se afastando de mim.

- Ele me deu uma carona, é só um amigo, Jace. Não sabia que viria hoje.

- Quis fazer uma surpresa. Mas parece que você já tinha planos. – Dei de ombros me virando sem desviar o olhar dela que agora tirava as botas.

- Meu pai me chamou de última hora pra um jantar com a namorada dela. – ela sorriu me olhando. – Tô tão feliz de te ver aqui. – Veio me abraçar mas segurei seus braços. – Jace...?

- Por que estava com aquele cara, Clary?

- Foi só uma carona, Jace. – Ela disse puxando os braços. – Isso é ciúmes? Sério? – Nos encaramos por um tempo. – Ele é o filho da namorada do meu pai! Não viaja Jace.

Instantâneamente me senti aliviado, mas não completamente. Eu percebi, de longe, mas vi o olhar daquele idiota em Clary. Minha garota era linda e já estava na hora de saberem que ela pertencia a mim. Mesmo que meu pai fosse saber também. O enfrentaria. Mas viveria com Clary, do jeito que queria.

- Desculpe... Mas... Ele estava te tocando. – disse baixando os ombros.

- Não seja bobo, Jace. – ela sorriu. – Estamos juntos não estamos?

Eu assenti e ela veio me abraçar. A abracei de volta cheirando seu pescoço e logo levando meus lábios aos seus. Ergui ela em meu colo e a levei pro quarto, meu pau já duro contra a coxa dela quando a deitei e Clary resmungou.

- Sinto muito, não vai rolar. – a olhei confuso. – Estou naqueles dias.

Meu queixo caiu e Clary deu um sorriso de desculpas eu balancei a cabeça e beijei seus lábios com toda paixão que sentia.

- Então vamos deitar e dormir juntinhos. -  Sorri me deitando ao seu lado.

Alguns minutos de conversa depois Clary foi tomar um banho e logo estávamos deitados de conchinha debaixo de seu edredom laranja. Adormecemos enquanto eu acariciava sua coxa. Só me lembro de acordar ouvindo os gritos de Clary.

- Não. Mamãe por favor... – Clary chorava enquanto dormia! – Por favor não me deixe.

Ela repetiu aquilo diversas vezes enquanto eu tentava acordá-la.

- CLARY! Amor. Acorda!

Clary se sentou na cama de supetão e eu fui junto com ela abraçando de imediato quando ela engasgou com seu próprio soluço.

- Está tudo bem, anjo. Foi só um pesadelo.

Clary chorou em meu peito e consegui a fazer deitar de novo, a cobrindo e a apertando em meus braços. Clary soluçou por mais alguns minutos antes de começar a falar enquanto eu lhe fazia um cafuné.

- Eu tinha quatro anos quando minha mãe foi embora com o melhor amigo do meu pai.

Arrepiei ouvindo aquilo. Como uma mãe podia fazer uma coisa dessas? Afaguei seu ombro beijando o topo de sua cabeça.

- Não precisa falar sobre isso, se não quiser. – Mas ela quis.

- Me deixou sozinha com meu pai. Eles começaram um relacionamento novos demais. Ela tinha 18 anos quando nasci. Suas expectativas diferentes das do meu pai. Não fui planejada, beleza, eu não pedi pra nascer. Mas meu pai foi o único que sempre lutou por mim. Ela tinha um caso com o merda do melhor amigo do meu pai! – Clary soluçou apertando o edredom e minha camisa. – E na primeira chance que teve mudou de país, me deixando sozinha com meu pai. Abandonando tudo aqui. Não tenhos notícias dela desde então. Meu pai a amava com todas as forças e ficou... Ficou muito abalado, mas ficou comigo. Sou grata a tudo que meu pai faz por mim Jace. Mas minha mãe... Minha mãe ainda me pertuba em sonhos e pesadelos como este. Eu me importo com alguém que na verdade nunca se importou comigo! Droga!

- Sshh. Não é errado amarmos pessoas que não nos ama. – Respirei fundo. – Pessoas fazem escolhas erradas o tempo todo, e você não tem que sofrer pelo que essas pessoas fizeram a você. Bem ou mal, siga a sua vida. Você é uma mulher incrível, anjo! E eu admiro muito você... – sorrimos juntos. – Seu pai, tenho certeza se orgulha demais de você. Se importe só com o que importa e ama você.

Clary ergueu a cabeça me olhando, com seus olhos verdes e vermelhos pelo choro, abaixei a cabeça ao mesmo tempo que ela trouxe sua boca a minha. A beijei com todo carinho, amor e admiração que sentia por ela. A abracei e me afastei colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

- Preciso te falar uma coisa. – já não podia mais esconder sobre meus negócios que envolviam seu pai.

- Hum, podemos conversar amanhã? – Clary me perguntou com medo nos olhos e franzi o cenho mas assenti.

- Podemos. Está tudo bem? – Perguntei curioso e preocupado.

- Sim, eu, só tenho que por a cabeça em ordem.

Ela sorriu nervosa e eu a olhei um tempo antes de assentir e beijar seus lábios. Logo nos aconchegamos e voltamos a dormir. Agora com Clary ainda mais colada a mim enquanto eu enterrava o nariz em seu pescoço, enchendo meus pulmões com seu cheiro.


Notas Finais


Então galerys? O que acharam?
Bãozinho esse capítulo né? Kkkk espero que tenham gostado hahaha

Até semana que vem amores.
Me desculpem a demora. Mas faculdade e trabalho me deixa sem tempo kkkkk

Bjs 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...