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História Tudo e todas as coisas - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oieeeeee!!!!!!!!! Voltei com mais um história pra vocês! Eu não sei exatamente de quanto em quanto tempo vou postar os capítulos eu tenho que estudar para a prova bimestral ( sim a meu colégio resolveu fazer uma prova online ) e ainda tenho que estudar pro enem.

A fanfic é baseada no filme: Tudo e todas as coisas

Capítulo 1 - Vizinho novo


            

Hoje eu faço dezoito anos. Dezoito anos sem saber o que é viver. Dezoito anos sem sentir o "gosto" da liberdade. Dezoito anos sem ter contato com ninguém do lado de fora da casa. Nunca fui à escola, nunca me relacionei com outras pessoas a não ser a minha mãe, minha enfermeira e a sua filha.

Eu sofro de imunodeficiência combinada grave ( SCID ),vou explicar. Scid é uma doença que afeta o sistema imunológico. É o seguinte, em cada gota do nosso sangue existem os glóbulos brancos, esses que fazem parte do sistema imunológico que cuida das nossas defesas como pro exemplo quando estamos com alguma doença, os glóbulos brancos cuidam de curar o nosso corpo desse vírus. No meu caso eu não tenho glóbulos brancos suficientes, e os que eu tenho não dão conta de curar meu corpo o que me faz super sensível a qualquer tipo de coisas, em outras palavras: Eu sou alérgica a tudo e caso eu saia para o lado de fora eu posso morrer.

Bem, caso você sofra de uma doença mortal, é quase lógico que sua mãe seja médica. Na parte da frente da casa antes de entrar completamente a pessoa tem que passar por um processo de esterilização, lavar as mão e toda e qualquer toalha usava para secar as mesmas tem que ser descartada. Minhas roupas também são todas esterelizadas e todas são brancas ou de cores extremamente claras.

Estava olhando o lado de fora pela grande e enorme janela de vidro, até ver um caminhão de mudança estacionar na casa ao lado o que me fez olhar curiosa na mesma direção vendo um garoto alto de cabelos um pouco claros, pele branquinha feito leite e roupas escuras que combinavam muito com ele, o mesmo estava sentado na ponta do caminhão, ele levantou um pouco a cabeça e ficou de pé no caminhão, pegou o skate e desceu o automóvel andando com o skate. Ele me viu e sorriu minimamente acenando com a mão, eu apenas sorri em retribuição e desci ate a cozinha ouvindo o barulho da porta; minha mãe entrou check up em mim, sorrindo logo que acabou.

 

- É seu aniversário, o que quer fazer o hoje? - dou de ombros sorrindo 

- O de sempre 

 

Fizemos um bolo muito bem gostoso, jogamos alguns jogos em seguida assistindo um filme antigo que gostávamos. O filme estava muito bom e engraçado, estava tudo na mais perfeita paz até a campainha tocar, minha mãe levanta e sai indo até a porta. Me levanto e vou até um monitor que mostrava imagens da câmera no lado de fora me dando a visão do novo vizinho asiático e uma garota um pouco menor que o mesmo, a qual deduzo ser sua irmã já que tinham uma certa semelhança. Ativei o áudio do monitor para escutar a conversa 

 

- Hum... A nossa mãe mandou esse bolo, é quase como uma tradição, sempre que nos mudamos nossa mãe manda um bolo para os vizinhos - o mais alto de cabelos escuros diz estendendo o bolo 

- Tá mais para um pedido de desculpas - a que me parecia ser sua irmã retrucou 

- E por que ela estaria se desculpando? - a voz da minha mãe ecoa no aparelho 

- Por ter se mudado pra cá - o garoto estende o bolo 

- Agradeçam a ela por mim, e sejam bem - vindos ao bairro - ela responde e vejo o garoto parar de estender o bolo 

- A-ah sua filha ta ai? - o asiático pergunta me fazendo sorrir 

- Então foi por isso que você veio - a menor pergunta baixinho me fazendo rir 

- Não, ela não está - ouço minha mão responder e em segui a porta de vidro fechar. Corro até o meu quarto olhando os dois brincando e o bolo cair quebrando o prato, e o bolo apenas saiu rolando, o de cabelos escuros pegou o bolo e entrou.

        ! Não vem assistir o resto do filme? 

- Eu queria saber como era o bolo 

- Era seco, você não está perdendo nada 

- Tem certeza? Pelo contrário, estou perdendo tudo - digo a mim mesma me deitando na cama logo dormindo 

 

( ... )

 

Já era de tarde quando ouço movimento la embaixo vendo Marry minha enfermeira na cozinha. Vou até ela lhe dando um abraço 

 

- Feliz Aniversário! 

- Obrigada! - Ela abre sua bolsa tirando da mesma um livro - Nossa Marry, eu amei, obrigada 

 

Sorrio e subo pro quarto voltando aos estudos. Eu faço aula de engenharia online, e em todos os meus projetos eu coloco um astronauta dentro, eu me identifico muito com ele. Após lingas horas e mais um projeto completo, pego meu caderno e começo a desenhar na mais perfeita paz até ouvir barulho de pedrinhas sendo jogadas na minha janela; me aproximo da mesma sentando no sofázinho que tinha ali.

Avistei a janela do que seria o quarto de alguém vendo o bolo de hoje cedo na janela, Uma mão que estava coberta por uma luva preta derruba o bolo logo em seguida o novo vizinho aparece na janela com uma roupa totalmente preta, um capuz e uma lanterna aparentemente simulando um ladrão ou algo do tipo. O de olhos puxados direciona a lanterna no vidro da minha janela me fazendo rir um pouco; volto pra cama desenhando mais uma vez.

Passou - se algumas horas, já havia tomado banho, vesti mais uma roupa branca e coloquei um robe branco bem fininho logo escutando pedrinhas serem jogadas na minha janela novamente. Vou até o sofázinho vendo o bolo novamente, mas dessa vez tinha um soro improvisado ligado a ele, e o que era pra ser a bolsa do soro foi substituído por uma garrafa cheia de água. Ao lado direito do bolo havia um potinho de analgésicos e ao lado desse um copo com um liquido que me parecia ser refrigerante, o asiático aparece novamente tomando o liquido o copo logo em seguida sibilando algo como "isso é muito ruim" me fazendo rir, ele volta novamente ficando atrás do bolo, fez um gesto estranho com a mão e levou o bolo ligado ao soro improvisado para algum lugar dentro de seu quarto. Ele volta com um piloto escrevendo seu número em sua janela, peguei meu celular e anotei o número.

 

- Sinto muito pelo bolo 

- Realmente. Como se chama? 

       , e você? 

- Jungkook

- Nossa, que nome difícil, de onde você é? 

- Coréia do Sul e... Ei! Meu nome não é estranho 

- Kkkkkk tudo bem, o que te trouxe até oseu Estados Unidos?

- Meus pais se separaram e como minha mãe era daqui, voltamos 

- Entendi... Quem era a garota que veio junto com você hoje cedo?

- Minha irmã. Você está em prisão domiciliar? 

- O que? Não, claro que não, passou esse tempo pensando que eu estava presa?

- Por que não pode sair? 

- É complicado, eu estou doente 

- Você está morrendo

- Não ainda, quem sabe talvez se eu saísse, eu correria o risco de morrer 

- Entendi...

 

Passamos um tempo considerável conversando, Jungkook era o tipo de pessoa que você passa horas conversando sem que o assunto morra, perdíamos a hora na madrugada conversando coisas totalmente aleatória mas que por algum motivo fazia sentido para nós dois.Talvez esteja nascendo uma grande amizade daqui.


Notas Finais


Até a próxima, Armys!!! Gostaram? Deem muito amor a fanfic, espero que gostem


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