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História Tudo o que resta de nos - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olha eu aqui de novo! Era pra ter postado ontem mas... Quando eu lembrei já era tarde aí eu deixei pra postar hoje mesmo kkkkkkk

Espero que gostem do cap!!!

Boa leitura <3

Capítulo 2 - Estado atual.


Fanfic / Fanfiction Tudo o que resta de nos - Capítulo 2 - Estado atual.

Depois do meu fracasso como ser humano minha vida virou de cabeça pra baixo. Como eu não tinha emprego também não tinha dinheiro, mas isso é óbvio, o problema é que eu tenho um apartamento e sem dinheiro sem moradia não é mesmo? Bom eu também pensava que seria assim mas não, não foi. Minha dignidade já não era das melhores e depois das ajudas constantes do meu padrasto e do meu meio irmão ela ficou... Não ela não ficou, ela simplesmente não existe mais.


Eu sei que não deveria estar pensando de forma tão negativa mas ser a pessoa mais fracassada da família não é uma experiência muito interessante. Então o sistema é esse, enquanto eu choro e tento me mutilar até a morte, minha família como tíos, tías e primos me criticam e dizem o quão mal agradecido eu sou, eles não estão errados mas isso me dilacera mais que a navalha suja de sangue na minha mão...merda...


 


Escuto alguém bater na porta do banheiro de modo desesperado chamando meu nome enquanto eu choro e sangro...de novo. 


 


-Izuku! Abre a porta, por favor, por favor!


 


-...


 


-Izuku abre a porta. Eu imagino o quanto tá sendo difícil mas por favor, não faça o que você tá tentando fazer,  por favor! 


 


É o meu irmão, ele é sempre tão gentil, tão amoroso, gosto muito dele mas agora não é uma boa hora.


 


-Mirio me deixa em paz!- grito de forma desesperada buscando calma, calma que obviamente nenhum de nós tinha nessas horas.


 


-Abre a porta vai- ele diz de forma surpreendentemente calma.- Vamos conversar.


 


Eu sei o que ele quer fazer, e esta funcionando, ele sempre teve uma influência muito grande sobre mim.


Com a mãos ensanguentadas e tremulas giro a chave e abro a porta. Minha visão está embaçada, eu chorei demais. 


Sinto ser abraçado forte chorando ainda mais, eu estou  despedaçado. De repente minhas pernas pedem socorro e acabam cedendo me jogando de encontro ao chão, se não fosse pelo meu irmão me segurando para que eu não caísse. Tudo escurece...


 


Acordo desnorteado olhando para os lados. Fico assustado ao olhar pela janela do quarto vendo meu pai e meu irmão falando com uma senhora pequena e gentil. Eles estão falando coisas que eu não consigo escutar. "Ah meu velho companheiro", penso sentido o cheiro de hospital e o incomodo do acesso. Eu perdi muito sangue.


Ultimamente eu tenho vindo muito no hospital, não por ter feito algo e ter parado no hospital, antes fosse, minhas vindas tem sido mais frequentes, minha mãe está no mesmo hospital. Ala 6 quarto 23. A ala 6 é famosa por seus quadros de difícil recuperação. Eu odeio pensar nisso mas eu sei, todos sabem, o estado da minha mãe não é bom e dificilmente melhoraria da noite para o dia. Sinto uma, duas, três, várias lágrimas percorrendo minha face, eu só queria voltar no tempo, podia dizer pra minha mãe o quanto eu a amo e ter dito pra ela ficar mais um pouco, com tudo a única coisa que eu fiz foi discutir com ela e sair pela porta com raiva. Me lembro perfeitamente das últimas palavras que eu disse a ela "eu odeio quando você faz isso!".     


Enquanto meus soluços ecoavam pelo quarto e meu choro se intensificava meu peito doia por emoções maiores do que minha razão podia suportar. Sinto medo do futuro inserto, nojo das minhas próprias decisões, raiva de mim mesmo e dessa covardia que me impregna me deixando sujo, vergonha pela ingratidão, de não ter coragem. Estou trêmulo e provavelmente suando frío. É tão patético... de repente uma pressão me chama a atenção me deixando assustado. É meu pai me abraçando, eu não quero esse abraço, eu não mereço esse abraço, me deixa sozinho. É isso que eu diria se meus lábios não estivessem tremendo e minha voz estivesse saindo entrecortada por soluços incessantes. De repente sinto essa pressão diminuindo... eu não estou mais chorando como antes, parei de tremer e suar. É, o Yagi sempre foi teimoso.


 


-Izuku meu filho.- ele chama daquele jeito doce, controlado e envolvente que só ele sabia fazer. Enquanto uma de suas mãos tocava minhas costas da forma paternal de sempre ele olhava pra mim esperando que meus olhos se encontrassem com os seus. Eu não queria encarar aqueles olhos azuis tão profundos, eu estava tão assustado, eu sei que ele não está com raiva e é isso que mais me assusta. Saber que ele e meu irmão não me olham com total desprezo e nojo é a pior coisa do mundo, eu odeio o fato de que a morte, a minha morte, pode colocar tanto peso nas costas deles... eu sou tão egoísta, tão covarde.


 


-Izuku tá tudo bem.- ele afirma dando a entender que fosse verdade.


 


-NÃO TÁ BEM, NADA TÁ BEM.- Vocifero de forma desesperada.- Queria que estivesse mas não esta- queria que minha voz fosse firme mas na verdade eu também queria acreditar em suas palavras. - Tá tudo desmoronando pai.- Não queria mas sinto minhas lágrimas lavarem minha face mais uma vez.


 


-Se não está vai ficar, sei que tá tudo desabando mas de nos três você acaba sendo o mais forte meu garoto.- Sua voz dizia.


 


Como ele sabe disso? Como ele pode afirmar algo assim? Força? Ah não me faça rir! Não tenho força nem pra viver imagina pra aguentar tudo isso! Eu tô chorando parecendo uma criança, como isso demonstra força? 


 


- Desde de quando meu desespero virou força? Isso parece uma piada... que piada de mau gosto!


 


- Você puxou toda essa força da sua mãe.- Ele diz ignorando completamente o que eu acabei de dizer.- Você se parece muito com a sua mãe filho.- Desabafa de forma delicada. Isso me fez parar de chorar.


 


Como assim? Ele sabe o que ele acabou de dizer? Tristeza se transforma em indignação.


 


- Eu não me pareço com ela!- protesto.- Ela era muito diferente do que eu sou, pare de dizer coisas só pra me agradar, não diga coisas sem pensar! - Alego muito nervoso. Como ele pode sujar o nome dela de um jeito tão...


 


- Eu me lembro da primeira vez que te vi garoto.- Ele está me ouvindo?


 


- Não estamos falando disso pai!- porque ele não me escuta? 


 


- Ainda lembro como se fosse hoje. Era uma sexta feira eu acho, o dia era chuvoso e você era tão pequeno mas tão corajoso. Foi a primeira vez que eu vi alguém tão corajoso.- Coragem? Aquilo foi pura burrice da minha parte.


 


□ Era uma quarta feira e sim era um dia muito chuvoso. Ensino médio. Eu estava no primeiro ano e não tinha muitos amigos além da Uraraka e do Mirio. Sim naquela época eu tinha poucos amigos, não por ser tímido ou coisa do tipo mas poxa era um colégio novo cheio de gente nova. Não demorei muito pra interagir com as pessoas. O Mirio foi a primeira amizade que eu tive naquele colégio e por ironia do destino por causa de uma baita confusão conheci não só uma colega de classe mas uma amiga pra vida toda, minha melhor amiga. 


 


- E então ele pegou uma doença e quase morreu- Contei de um jeito tenebroso. Era meu primo ele teve coqueluche isso quase matou ele.


 


- Credo!- Mirio exclamou com puro terror.- Por isso eu não gosto de morar no campo... pera mas ele tá bem né? 


 


- Táaaaaaa mano- Quase gargalhei- Hahaha!


 


- Que foi!? Por que você tá rindo cara?! Ele quase morreu! 


 


Olho pra ele e coloco minha mão em seu ombro. - Isso já vai fazer quase 4 anos cara, hahaha calma!


 


- Puts!- ele começa a rir junto comigo, eu começo a me curvar como se minha vida dependesse disso. Eu tenho que fazer isso! Não tenho culpa se minha barriga começa a doer como se eu estivesse com hemorragia interna. - Não me assusta assim cara! Fiquei preocupado droga!- Ele fala me dando um soquinho no ombro e colocando o seu braço em volta do meu pescoço. 


 


- Ah agora deu pra ser viado?


 


Olhamos quase imediatamente pra trás. Oxi dois moleques totalmente randômicos me aparecem. Eu olho para o Mirio que ao contrário de mim não tocou o "F".


 


- Foda - se!- Eu digo me virando pra ir embora- Bora Mirio.


 


- E-e vamos- Ele olha pra mim com um rosto pálido quase perguntei se ele tinha visto um fantasma.


 


- Mirio tudo bem?!- Olho pra ele que me olha em seguida. 


 


- Claro.- não foi um claro "tá tudo bem" foi um claro "esquece essa história".


 


Damos meia volta e fomos para as nossas salas. Mirio era do segundo ano então nos despedimos. Não diria que foi a melhor das despedida, com certeza ele estava desconfortável com alguma coisa. Eu tinha minhas dúvidas mas deixei passar. Será que ele tinha brigado com eles ou algo assim? Não é como se fossem desconhecidos já que ele se importava tanto com aqueles dois. 


 


Depois das 2 aulas de matemática e 1 de história meu período de aula tinha acabado, as quartas sou eu que arrumo e limpo a sala junto com a Ochaco, ela era um ano mais velha que eu e já estudava nessa escola ano passado quando ela reprovou e isso facilitou minha familiarização com o colégio. Ela era gentil e super pra cima com tudo mesmo sendo meio a voada as vezes!


 


- Oh Ochaco você pode ir organizando as carteiras enquanto eu pego os produtos Okay?


 


- Pode ser!- Confirmou super animada como sempre.


 


Passei na coordenação do ensino médio e peguei a chave reserva do armário de vassouras. No meio do caminho tomo um encontrão com um dos idiotas do intervalo. Eles são gazelas pra ficar andando em grupo agora?


 


- Olha por onde anda porra!- o segundo de olhos cinza me adverte me jogando contra a parede.


 


Eu revidaria se fosse só um mas são dois e como um velho ditado diz: Não brigue com mais de um valentão ao mesmo tempo se não tú se fode bonito!


 


-...


 


- O que, o gato comeu sua...- Ele ia terminar de falar mas foi surpreendido pela diretora Toru que passava quase invisível pelo corredor. A capacidade que ela tinha pra ser imperceptível me assustava, meus colegas e quase a escola toda faziam apostas e teoría de que ela fosse um fantasma ou não. Aposto que ela ganharia uma boa grana dando aulas pro Drax! 


 


- Minha sala, agora.- Ordenou olhando nos três. 


 


♤♡♢♧


 


Chegando na sala fomos nos sentando nas cadeiras que lá estavam. Eu só queria sair de lá o mais rápido possível! Não acredito que vou levar advertência no meu primeiro bimestre. Um novo recorde senhoras e senhores! 


 


- E então vão me dizer o que aconteceu ou vamos continuar sentados aqui?- Ela perguntou dissipando o silêncio sepulcral da sala.


 


- Ele nos atacou no intervalo, a gente só queria dar o troco...- O de olhos castanhos falou. 


 


- UMA OVA QUE FOI! ELES... -fui interrompido pela diretora com um aceno.


 


- Sei que sua versão deve ser tão interessante quanto a deles mas por favor espere a sua vez mocinho.- Ela tem razão não posso ir entrando na frente dos outras mas porra que puta mentira velho!


 


- Me desculpe diretora...- respondo cabisbaixo pela vergonha.


 


- Tudo bem querido!- Ela indica me fazendo ficar um pouco menos nervoso.- Podem continuar.- ela diz seca.


 


- Então a gente 'tava no intervalo e ele e o loirinho...


 


- Toshinori- Corrijo irritado.


 


- Toriyama- ele diz só pra me irritar e funciona- estavam lá conversando, a gente só tava passando como sempre e o Toriyama deu um empurrão em um de nos a gente ia revidar mas esse aí...- Aquele verme aponta pra mim, PRA MIM! Velho eu vou virar bruxão e voar no pescoço desse bosau!- Me deu um chute na canela e me empurrou pra cima do Hinata e saiu correndo com o outro desgraçado!- Ele disse de um jeito que poderia até convencer a diretora mas a mim? Hahaha ele arrumou um inimigo pro resto daquela sua vidinha de merda! Tive muito medo do veredito daquele mini julgamento, sai do antigo colégio por conta de vários fatores um deles o fator briga excessiva, o motivo sinceramente não vem ao caso e é irrelevante agora. Nesse momento a única arma que eu tenho é a verdade, nada mais nada menos.


 


- Senhor Mizuna você tem provas concretas disso?- A diretora questiona me fazendo soltar uma risada nasal. É impossível que ele tenha...


 


- Sim senhora.- Oi moleque?!


 


-Oi moleque?!- Acabo deixando meu pensamento escapar dos meus lábios. Mas como? 


 


- Senhor Midoriya espere sua vez, objeções serão bem vindas no término da história deles.- Ela defende me fazendo com um olhar frio sentar na cadeira que eu me levantei momentos antes com um misto de raiva e incredulidade.


Então o menino de olhos castanhos me fitou, se levantou e colocou seu pé na cadeira pedindo licença para a diretora que encarava a situação com interesse. Ele levanta a barra da causa que surpreendentemente tem um machucado que está sangrando! 


 


-Okay é o bastante para mim.- A diretora diz simplesmente.- Agora senhor Midoriya explique - se.


 


- Olha eu não sei como caral...hum, quero dizer, não sei como ele forjou esse machucado mas eu te dou a minha palavra e a do Mirio que não está aqui presente que...- fui interrompido pela diretora. 


 


- Pelo que eu posso ver no calendário de tarefas senhor Togata fica as quartas feira para arrumar a sala do Segundo "A" com seu colega de sala Tamaki.- Ela lembra.


 


- É verdade!- Exclamo- diretora posso ligar 'pro Mirio?- Pergunto esperançoso. Essa pergunta causou uma estranha comoção nos desgraçados do outro lado da sala


 


- Se isso reforçar seu lado da história por mim tudo bem.- Ela concorda calmamente. 


 


- Então com licença.- Ligo para o número do Mirio e... de forma quase combinada o celular de um dos garotos começa a tocar... Não pode ser! Pode?


 


O celular está tocando e o garoto em posse do mesmo fica vermelho e muito nervoso...


 


-O QUE VOCÊS FIZERAM COM O MIRIO SEUS RESTOS DE ABORTO!!!!!? Vocifero puto da vida indo em direção dos meliantes. 


 


- Midoriya se acalme.- Ela pede quase ordenando. Saio do meu lugar indo em direção aos dois, com a paciência que eu não tinha estendo a mão e o garoto de cabelo cinza me entrega com relutância o celular do meu amigo... puta que pariu eles 'tão fudido, penso dando um sorriso vingativo de canto de boca, fito os dois desgraçados com um olhar sanguinário e volto para o meu lugar. Eu poderia estar rindo de me acabar se eu não estivesse puro e preocupado com o Mirio...


 


- Continue a sua história Midoriya- A diretora diz me olhando com firmeza, sinto que ela também está enraivecida.


 


- E-então aonde eu estava?- Pergunto gaguejando por puro ódio. Caralho eu não sabia que podia ficar tão puto.


 


- Você estava me contando que a versão do senhor Mizuna não era verídica, se defendenda com sua versão da história.- A diretoria lembra.


 


- Ah sim, bem nos dois estávamos andando pelo pátio na hora do intervalo e do nada esses dois brotaram dizendo pra gente "que a gente deu pra ser viado"- digo fazendo aspas com as mãos- a gente não revidou nem nada só fomos 'pra sala e...- sou interrompido com barulhos de passos, em seguida a porta antes fechada se abre com hesitação.  Revelando um garoto de cabelos pretos e rosto ensanguentado. 


 


- Tamaki! O que ouvi?- A diretora pergunta assustada se levantado de sua cadeira, com uma expressão que eu nunca tinha visto se formar eu seu rosto. Então ele estava com o Mirio se ele está assim qual deve ser a situação do meu amigo. 


 


- D-diretora...- o garoto diz se voltado completamente 'pra parede... ele deve ser muito tímido pra agir assim.


 


- Ei se acalme e me conte o que aconteceu. - ela pedi com calma me assustando já que por poucos segundos atrás ela estava tão horrorizada com a situação quanto eu.


 


- B-b-bem- ele começa e para.


 


- Se acalme e me conte querido- sua voz fica tão baixa que mal da pra nos ouvirmos. 


 


-...


 


- uhum e o que mais- a diretora perguntava enquanto escutava os murmúrios do garoto de cabelos pretos.- Okay entendi. Obrigada querido.- ela fala finalmente e olha para todos os presentes na sala. Ela se vira para os meliantes e pergunta com uma voz nada convidativa- Aonde ele está?


 


♤♡♢♧


 


Depois fomos para o armário de vassouras que me fez lembrar que a Ochaco estava limpando a sala sozinha, droga me desculpa Uraraka... prometo que te compro um Udon quando eu puder. Ao abrir o armário de vassouras vejo um Mirio ferido e quieto. Ele olha para todos nos e se levanta muito cabisbaixo. 


 


- Mirio tudo bem?- eu pergunto muito preocupado olhando suas feridas. - Deveríamos te levar para a enfermaria, isso tá feio.- A única coisa que ele faz é tocar meu ombro trêmulo e passar por mim logo em seguida indo de encontro a um Tamaki super preocupado, o mesmo o abraça e começa a chorar sendo reconfortado por um Mirio visivelmente abalado. É acho que depois dessa eu não preciso de provas concretas ou argumentos conviventes, só quero que aqueles dois queimem no inferno.


 


- senhor Mizuna e senhor Hinata na minha sala por favor... tenho gravações interessantes para mostrar.


 


♤♡♢♧


 


Eu poderia perguntar ao Mirio se ele está bem mas eu deixei essa idéia de lado, ele é meu melhor amigo e saber sobre coisas como essa acabam sendo muito embaraçosas no primeiro momento. Vou apenas dar um tempo até que ele se sinta confortável pra conversar sobre esse assunto. Eu nunca vou perdoar aqueles dois por apagar o sorriso de alguém tão brilhante quanto ele. Quero que eles queimem no inferno. Chegando na sala vejo uma cena inesperada e reconfortante, pelo menos ela não está sozinha não é mesmo...


 


-Uhum- tossir é uma boa tática em situações como essa. Olho para os dois que se separam de um beijo apaixonado... e muito inusitado por sinal, nunca achei que vería a Uraraka beijando o Representante de sala do segundo ano... puts que dia ein...


 


♤♡♢♧


 


Depois desse dia cansativo de surpresas e reviravoltas me encontro sentado no banco do colégio esperando, Mirio, Tamaki, Uraraka e o representante do segundo ano Iida Tenya. Cara que dia... Tá chovendo canivete, espero que todos tenham trago guarda chuva... Olho para o lado e vejo dois idiotas saindo do colégio, merda, em dias normais eu não faria algo tão insano... mas hoje não é um dia normal é? 


 


- Oh filhos de chocadeira!- berro chamando a atenção dos dois desgraçados que se viram, se encaram e começam a correr na minha direção, a cortina de chuva impede uma visão perfeita mas quem olhasse de longe vería uma cena memorável, uma mochila amarela sendo arremessada na cara do panaca maior em quanto eu dava uma voadora no peito do da direita... aí que vontade eu tava de fazer isso, puta que pariu! Comecei dando socos no cara ruivo de olhos castanhos. O mesmo se encontrava no chão sendo esmurrando, logo sinto um chute pela esquerda. Rolo na lama enquanto tento recuperar o fôlego de ser acertado na cintura por um brutamontes, antes de abrir os olhos sinto um puxão do maior de olhos cinza que me acerta um, dois, três socos do nariz. 


 


- Ah!!!- exclamo enquanto sou esmurrado na boca do estômago. Olho para o lado e vejo o segundo pegar minha mochila abri - lá e JOGAR MINHAS COISASNA LAMA!- EU VOU COMER SEU FÍGADO DESGRA... puf..ah!!!- Mais um soco na barriga. Olho pra cima e aproveito a posição dando uma joelhada entre as pernas do castanho que fecha os olhos com dor, solto meu braço de sua mão e empurro sua cara, dando um chute no seu peito logo em seguida. Vejo ele cair pra trás, a brecha que eu precisava. Levanto-me pronto pra chutar a cara dele mas acabo sendo segurado pelo ruivo que me joga no chão mais uma ver. Porra! Me deixa caralho! Meus olhos estão embaçados pela água e lama... lama! Pego um punhado de lama com a mão e taco nos olhos do desavisado, acabo rolando para o lado e ficando de pé com dificuldade. Olho ao redor e não vejo o castanho... merda cadê ele? Antes de pensar sou preso em uma chave de braço que me sufoca. Começo a perder o fôlego tentando me soltar daquilo. O ruivo se levanta do chão tentando limpar os olhos cheios de lama. Minha visão começa a ficar turva... isso não é bom. Pronto pra receber um gentil soco no estômago fecho os olhos mas nada acontece. Abro os olhos mais uma vez me deparando com algo incrível, Uraraka em cima de um ruivo ordinário toda molhada com um guarda chuva em punhos deferindo vários golpes no adversário. O ruivo se levanta empurrando a garota com dificuldade ficando em cima dela logo em seguida, vejo que seu supercílio foi aberto. Boa Uraraka! Dou uma cotovelada do castanho que afrouxa o aperto me permitindo sair. Olho pra frente e vejo a Ururaka se defendendo com o guarda chuva dos socos do ruivo, antes de poder me mexer vejo um garoto de óculos e cabelos escuros indo pra cima do ruivo... nunca achei que veria isso acontecer.  Tsc...Tsc...Tsc... representa que tipo de imagem você quer passar com essa violência. Por um minuto me esqueci do desgraçado castanho olho pra trás em posição de ataque mas encontro outra cena épica. Mirio 'tá saindo no soco com o brutamonte de cabelo castanho. Minha mochila! Aonde ela foi parar? Procuro e vejo Tamaki tirando minhas coisas da lama... antes de poder ajudar sou atingido em cheio por um chute nas costas me fazendo cair de cara no chão... aí meu nariz... rolo pra direita vendo um ruivo apavorado correndo de um Iida sanguinário. Cara que dia bizarro! Tô amando isso. Dou um impulso pra sair da lama corro do castanho que me persegue a todo vapor. Entre tropeços e derrapadas chego a fonte do colégio dou impulso e caio por cima do castanho que se assusta com o feito me dando a oportunidade perfeita pra socar a cara desse desgra...


 


- IZUKU MIDORIYA O QUE É ISSO!- Essa voz... meus ossos tremiam junto com todo o meu corpo, saio de cima do castanho que se encontra desnorteado. Sabe quando sua vida está por um triz e tudo que te resta é pedir ajuda a divindades ou forças da natureza ou do universo se você não acreditar em outras coisas? Bom foi isso que aconteceu quando eu vi a silhueta de uma enfermeira de cabelos e olhos verdes me olhando de cima a baixo com um guarda chuva na mão e ódio nos olhos.


 


-O-oi mãe.- É eu tô morto...


 


♤♡♢♧


 


Na diretoria o caos reinava


 


-Achava que o representante de classe servisse para apartar brigas e não juntar - se a elas...- o coordenador disse com ar de ironia e divertimento. 


 


- Mil perdões, mesmo não sendo uma conduta correta me vi no direito de ajudar a senhorita Ochaco e o senhor Midoriya.- Iida dizia se curvando de joelhos no chão.


 


- O que é isso não precisamos de desculpas tão formais vindas de nenhum de vocês quatro.- o coordenador dizia apontando para mim, Iida, Uraraka e Mirio. Enquanto vocês dois temos muito que conversar...


 


- O que?! Nos já levamos essas malditas suspensões o que mais você quer da gente?!- o castanho gralhou daquela forma irritante que só ele era capas de fazer.


 


- Queremos Desculpas...- Intervi- Por tudo o que fizeram!- Gritei me sentindo afoito, eu queria bater mais naqueles desgraçados.- sinto uma mão segurar a minha, olho para o lado e vejo minha mãe me olhar de um jeito sereno me acalmar. 


 


- Pronto agora eu tenho que pedir desculpas por te chamar de viado sendo que é isso o que você e aquele outro são?!- o garoto de olhos cinzentos, todo molhado, sangrando e enlameado rebate, ele não estava tão diferente de mim.


 


- Esse não é o ponto! Onde já se viu chamar duas pessoas desconhecidas assim e ainda por cima ataca-las por rumores idiotas que podem ou não ser reais, e mesmo se fossem qual teu argumento pra isso!- Olho horrorizado para eles, mostrando o meu estado.


 


- Mas isso é nojento pra caralho!- o ruivo cospe.


 


Me aproximo dos dois- Nojento é esse seu preconceito...- digo com meus olhos nos dele. Estamos perto o suficiente pra trocarmos outros socos desnecessários mas não, já cansei disso...


 


- Alguém me explica o que está acontecendo aqui?!- um homem alto e forte de cabelos loiros e olhos azuis profundos aparece na porta.


 


- Oi pai...- O garoto loiro sentado no chão se levanta. É esse só podia ser o pai do Mirio... Yagi Toshinori."■


 


Depois da conversa com a doutora decidimos procurar ajuda psicologia, ainda penso no que meu pai disse, como ele pode ser tão positivo em horas como essas? 


Meus machucados não foram tão fundos mesmo que eu tenha perdido muito sangue. Ainda me pergunto por qual motivo eu abri aquela porta...


 


- O obrigado- meu pai agradeceu a doutora que logo saiu do quarto.


 


- Descansa tá bom?- Mirio pediu gentilmente. 


 


- hum- eu estou muito cansado não sei se vou conseguir dormir, ultimamente ando com muita insônia.


 


- Ah preciso atender uma ligação, com licença- ele diz saindo do quanto.


 


- Vou buscar algo para você tomar- meu pai avisou.


 


-... como você tem tanta certeza?- questiono.


 


- Do que?- ele pergunta.


 


- De que tudo vai ficar bem?


 


- Bom, eu não sei.- meu pai admite se aproximando da cama.- mas de uma coisa eu sei, não importa o que você esteja passando ou em qualquer situação que você se encontre, eu estou aqui por você.- logo ele sai do quarto me deixando sozinho com meus pensamentos




Notas Finais


É a primeira vez que eu escrevo uma "luta"!!! Espero que tenha ficado bom!
Dúvidas e sugestões deixem aí em baixo!! Vlw flw!


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