História Tudo o que você deixou para trás (Karamel) - Capítulo 40


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Categorias Arrow, Legends of Tomorrow, Legião dos Super-Heróis, Supergirl, The Flash
Personagens Alex Danvers, Barry Allen (Flash), Cat Grant, Cisco Ramon (Vibro), Dr. Harrison Wells, Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Eliza Danvers, Felicity Smoak, Iris West, James "Jimmy" Olsen, John Diggle, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Mick Rory (Onda Térmica), Oliver Queen (Arqueiro Verde), Raymond "Ray" Palmer (Átomo), Sara Lance (Canário Branco), Wally West (Kid Flash), Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Agentcanary, Arrowverse, Crossover, Família, Heróis, Karamel, Longfic, Melwood, Olicity, Snowschott, Westallen
Visualizações 515
Palavras 7.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii amores ❤

Capítulo longo com overdose de Karamel e do super baby ❤
Tentei ao máximo escutar as dicas e sugestões recentes de todos vocês então espero que gostem ❤

Ps: Ele começa pouco tempo após o casamento.

Obrigada @claramel13 pela foto pra ser o Mike eu adorei de verdade ❤

Boa leitura!

Capítulo 40 - Capítulo 40


Fanfic / Fanfiction Tudo o que você deixou para trás (Karamel) - Capítulo 40 - Capítulo 40

Oh I know that this love is pain (Oh, eu sei que esse amor é doloroso)

But we can't cut it from out these veins, no (Mas não podemos tirá-lo de nós, não)

So I'll get the lights and you lock the doors (Então vou apagar as luzes e você vai trancar as portas)

We ain't leaving this room 'til we both feel more (Não vamos sair desse quarto até sentirmos algo mais)

Don't walk away, don't roll your eyes (Não fuja, não role os olhos)

They say love is pain, well darling (Dizem que o amor é dor, então, querida)

Let's hurt tonight (Vamos nos ferir esta noite) - Let's Hurt Tonight - OneRepublic.

P.O.V Kara

Os olhinhos de Mike se mantinham atentos aos meus enquanto eu o amamentava. Estavamos ali a um bom tempo, já que tudo parecia ser uma distração pra que ele não pegasse no sono. Olhei para o relógio no criado mudo ao lado da cama e naquele horário ele já deveria estar dormindo a muito tempo, mas o motivo para estar acordado era claro: Mon-El.

Era com o pai que ele sempre passava as últimas horas do dia antes que eu o amamentasse e colocasse para dormir recentemente, e como naquele dia Mon-El estava ocupado com o trabalho no D.O.E, Mike que estava totalmente cheio de manias por sua culpa resistia ao sono, mesmo que inconscientemente, na espera dele.

- Sabe que não adianta me olhar com essa cara não é? - Perguntei e ele piscou os olhinhos parecendo entender que era repreendido. - Hoje ele não vem, desculpe, mas tudo que tem sou eu. - Continou a me encarar atento a minha voz. - Sabe que é um pouco de ingratidão da sua parte não é? Antes éramos só eu e você, e você parecia satisfeito, e agora se recusa a dormir em um único dia que ele não vem? - Não tinha ciúmes da relação dos dois, na verdade achava a coisa mais encantadora do mundo se apegarem um ao outro tão rápido, a ligação entre eles era linda. - Tudo bem, eu confesso que também não gosto quando ele deixa de vir, tem sido mais divertido com ele não é? - Segurei sua mãozinha e Mike apertou firme meu polegar. - Pra você eu não preciso mentir, eu o amo tanto, e amo o fato de sermos uma familia agora. - Ri feito uma boba e Mike pareceu querer me acompanhar, mas estava muito empenhado em se alimentar. - Consegue acreditar na bagunça que era quando você chegou e em como as coisas estão agora? O papai está aqui, a titia Alex se casou, eu não sou mais aquela chata chorona que não sabia o que fazer com você. Okay eu ainda choro bastante as vezes, mas é porque ainda existem algumas complicações. - Beijei sua mão que segurava meu polegar. - Talvez eu devesse mesmo melhorar ainda mais as coisas e dizer "sim" para seu pai, mas como ficariamos depois? Acha que ele está mesmo pronto para não ser o Mon-El que me decepcionava? - Suspirei pensativa. - No fundo ainda tenho medo, não é porquê ele está sendo um pai maravilhoso que não vai mais me machucar. Entende como é difícil? Eu sinto o tempo todo que no momento em que voltar pra ele tudo vai se complicar outra vez. Como seria se a gente estragasse essa nossa boa relação? Somos bons cuidando de você assim, separados, mas e juntos? E se der tudo errado e machucarmos você em algum momento? Você já lida com tantas coisas, eu não posso ser a responsável por mais problemas. - Mike pareceu finalmente estar saciado então o acomodei melhor em meu colo. - Existiu uma época em que eu não dava a mínima para correr riscos, na verdade era até divertido, mas agora as coisas são diferentes, agora eu tenho você, e é por isso que cada ação minha deve ser pensada mil vezes. - Me deitei na cama o colocando ao meu lado. Pensei que talvez deitado comigo ele dormisse com mais facilidade. - Eu falo demais não é? - Mike levou sua mão ao meu rosto rindo um pouco sonolento. - Você deveria estar dormindo, vamos, pare de lutar contra o sono. - Ri imitando os toques na ponta do nariz dele com o dedo indicador, Mike pareceu levar tudo na brincadeira, e se revirou na cama como em uma afronta se levantando, se agarrando ao meu rosto e, fazendo uma verdadeira bagunça em meus cabelos. - Já entendi que não quer dormir, o que acha de ligarmos pra ele e ver se ele vem nos ver ainda hoje então? - Sugeri pegando o telefone e discando o número de Mon-El.

- Oi! - Falei sendo interrompida em seguida por Mike que queria alcançar o telefone de qualquer forma. O segurava longe do aparelho e ele gargalhava tentando se soltar.

- Oi, aconteceu algo pra me ligar essa hora da noite? - Perguntou Mon-El preocupado. Conseguia ouvir o barulho de sirenes ao redor dele.

- É só o Mike que não dormiu até agora. - Novamente ele se grudou em mim tentando pegar o telefone e Mon-El riu do outro lado da linha ouvindo sua voz balbuciar as palavras desconexas de sempre. - Acho que sabe o porquê.

- Acabei de impedir um assalto a banco daqueles, com diversos reféns, mas dessa vez nada de apenas um ladrão. - Contou aparentemente caminhando entre algumas pessoas que aplaudiam.

- Ah eu sinto tanta falta disso, pode contar que a supergirl ainda os ama? - Perguntei e ele riu.

- Acho que vão mesmo gostarem de saber. - Rimos e Mike finalmente alcançou o telefone. Aumentei o volume pra que ele ouvisse a voz do pai. - O que foi filho? Ainda não deixou sua mãe descansar? - Perguntou e Mike se empolgou ao reconhecer a voz do pai. - Talvez eu devesse passar por ai pra te dar um abraço ainda hoje, é o que você quer?

- Acho que o fato dele esfregar os olhos é um "sim". - Avisei. - Ele está morrendo de sono não demore.

- Okay, chego em vinte minutos. - Desligamos a ligação e permaneci brincando com Mike. Mon-El chegou entrando pela janela e nos encontrou no meio de gargalhadas. Mike estava com meu óculos que ele mesmo tirou de mim e eu coloquei em seu rosto.

- Não está muito cedo para começar a se disfarçar mocinho? - Mon-El perguntou entrando no quarto e Mike engatinhou até a beira da cama ansioso para ser pego pelo pai. - Eu também senti sua falta. - Disse dando um abraço em Mike e se sentando na cama ao meu lado.

- Ele está ficando mal acostumado. - Reclamei tirando os ocúlos de seu rosto pra que ele finalmente se acomodasse para dormir.

- Acho que eu também. - Mon-El riu iniciando carinhos nos cabelos de Mike que a essa hora já estava totalmente aconchegado em seus braços, se entregando ao sono. - Existe coisa melhor que ficar assim grudado nele?

- Acho que não. - Concordei me aproximando mais e ajudando nas caricias pra que ele dormisse logo.

- Por quê não canta? - Perguntou Mon-El e eu assenti. Mesmo sem jeito comecei a cantar uma música de ninar que Mike amava. Ambos pareciam gostar do som da minha voz. Com o tempo Mike adormeceu completamente e Mon-El pareceu relaxar também. Nos acomodamos na cama e acabamos adormecendo logo depois.

O dia seguinte começou com o choro de Mike se espalhando pelo quarto. Despertamos sonolentos e Mon-El foi o primeiro a se sentar na cama e pegá-lo no colo.

- Bom dia filhão! - Observei os dois ainda sonolenta e sorri ao ver Mon-El o tranquilizando enquanto distribuia beijos por seu rosto. - Por quê está tão nervoso? Isso tudo é fome? - Ria enquanto Mike continuava a chorar. - Acho que agora é com a mamãe.

- Só mais cinco minutos. - Pedi me revirando na cama.

- Bebês não esperam, não era você quem me dizia isso?

- Não é justo usar o que eu falo contra mim. - Reclamei me sentando na cama e estendendo os braços para pegar Mike. - Bom dia meu amor! - Dei um beijo nele e rapidamente o acomodei começando a amamentá-lo.

- Eu não ganho um beijo de bom dia também? - Mon-El perguntou fazendo charme.

- Claro que ganha. - Afirmei fazendo um gesto com a cabeça pra que ele se aproximasse e quando ele foi em direção a minha boca desviei o fazendo beijar minha bochecha, devolvi o beijo no rosto dele em seguida. - Bom dia!

- Está vendo como ela brinca comigo não é Mike? - Perguntou revirando os olhos e eu ri.

- Por que não prepara o café da manhã? Eu vou tomar um banho e dar um banho nele também. - Pedi e ele assentiu.

- O que vão fazer hoje? - Perguntou se encaminhando para a sala.

- Não temos planos, porquê?

- Quero que vocês conheçam minha casa, por que não vão comigo pra lá? - Sugeriu.

- É eu estou mesmo curiosa pra ver como ficou, nós vamos, mas antes pode fazer nosso café da manhã? - Pedi novamente.

- Acho que não me restam opções. - Ele gritou da cozinha.

(...)

- Não tinha reparado no quanto a casa é bonita. - Disse olhando a fachada antes de entrarmos.

- Digamos que na última vez que esteve aqui estava muito ocupada com raiva de mim. - Brincou e eu senti minhas bochechas queimarem ao passar pela sala e me lembrar dos momentos ali.

- A decoração ficou incrivel, você tem bom gosto. - Afirmei sorrindo ao reparar os detalhes.

- Espera só pra ver meu quarto. - Disse animado e o repreendi com o olhar. - Não leve tudo para o lado errado. - Riu tirando Mike do carrinho e apontando as escadas. - Vamos ver como ficou seu quarto filho? - Subimos as escadas em direção ao corrredor e Mon-El abriu o primeiro quarto.

- Esse ainda não está pronto, vai ficar vazio até termos nosso segundo filho. - Afirmou com naturalidade e eu engasguei com o ar que respirava.

- O quê? Outro filho? - Perguntei incrédula, ele não estava mesmo planejando mais um bebê. Será que tinha ouvido mesmo meus relatos ou lido o diario da gravidez do Mike?

- Claro, temos que ter uma menina também, e o Mike não pode ser filho único como nós erámos. - Disse seguindo em frente como se nada estivesse acontecendo. Não falei mais nada, apenas continuei até o próximo quarto ainda em choque.

- Esse é o seu quarto Mike. - Entramos pelo comôdo encantadoramente bem decorado. O tema era o mesmo que escolhemos no meu apartamento. Constelações, galaxias e fases da lua por toda parte, e na parede o símbolo da casa de El, tudo perfeito, Mike parecia adorar tudo, provavelmente por azul ser a cor predominante.

- Ficou incrivel! - Afirmei.

- Só falta comprar o berço, e mais alguns movéis, mas quem sabe você diga "sim" e trazemos os que foram feitos especialmente pra ele. - Riu a encarando e ela revirou os olhos.

- Você não perde uma chance. - Se aproximou da janela olhando do lado de fora. - Ah o jardim está ficando tão lindo, você está fazendo um bom trabalho.

- Que bom que gostou, ainda falta bastante, mas a vista dos quartos já é bem privilegiada. - Disse orgulhoso.

Mike adormeceu antes que pudessemos continuar andando pela casa. Então o levei para o carrinho e voltei com Mon-El para a parte de cima da casa. Passamos por mais um quarto e por fim chegamos a suite no fim do corredor. Tudo tão aconchegante que eu poderia me deitar ali naquele mesmo instante e dormir pelo resto do dia.

- Gostou do nosso futuro quarto? - Perguntou sério.

- Seu quarto ficou ótimo. - Afirmei dando enfase a palavra "seu" pra que ele entendesse e ele apenas riu.

- Tem uma hidromassagem aqui, você gosta? - Perguntou e dei de ombros.

- Sim, mas por quê não voltamos logo para o andar de baixo? Ainda falta ver a cozinha, a sala de jantar, a varanda, a piscina, o jardim. - Sugeri e ele assentiu rindo provavelmente entendendo que eu queria me livrar logo da área de perigo que era o quarto dele.

Passamos por mais alguns comodos, igualmente bem decorados e aconchegantes e caminhamos um pouco pelo jardim e pela varanda. Voltamos para dentro e Mike ainda dormia pronfundamente.

- Quer me ajudar a preparar nosso almoço? - Mon-El sugeriu quando estávamos de volta na cozinha.

- Só se você fizer alguma massa. - Pedi e ele concordou abrindo a geladeira e tirando de lá alguns ingredientes.

Comecei a picar algumas coisas enquanto ele comandava o fogão dando sabor a tudo. Tinhamos aberto um vinho e já estávamos na segunda taça enquanto Mon-El contava como era cozinhar no século XXXI. Me sentei sobre uma bancada da cozinha esperando seus próximos comandos enquanto o observava concentrado. Não poderia negar o quanto ele era sedutor daquela forma. Seu olhar caiu sobre mim quando percebeu que eu já o obserava a um tempo e tomei um gole do vinho tentando disfarçar.

- O que foi? - Ele perguntou com um sorriso bobo, mas sabia o motivo de observá-lo. Se tinha uma coisa que Mon-El sempre soube era o quanto eu o achava atraente.

- Só te observando trabalhar, é proibido? - Perguntei.

- Não, mas achei que tinha vindo para cozinha me ajudar, certo? - Perguntou se aproximando e se encostando em um armário ao meu lado.

- Talvez tenha sido só uma desculpa. - Provoquei sorrindo maliciosa.

- Uma desculpa pra que? - Perguntou se fazendo de desentendido.

- Eu não sei, você fica sexy cozinhando. - Respondi e ele riu surpreso por me ver assumir tão fácil.

- Não é apropriado me provocar assim sabia? - Disse se aproximando mais.

- Ah não? - Perguntei e ele encaixou sua cintura entre minhas pernas levando suas mãos as minhas coxas. - Me mostre as consequências então. - Sussurrei em seu ouvido e vi um arrepio percorrer seu corpo.

Adentrei seus cabelos com meus dedos e o trouxe para perto em um beijo intenso. Suas mãos percorreram meu corpo e eu já podia sentir a excitação começar a me dominar. Sabia que não era uma boa ideia ir ajudá-lo. Levei uma das mãos a sua camisa e passei a acariciar seu abdomen sob a peça. Suas mãos me trouxeram ainda mais para perto dele e já estavamos prontos para começarmos a nos livrar das roupas quando o choro de Mike nos trouxe a realidade.

- Ah não, péssimo momento para acordar filho. - Mon-El reclamou parando o beijo e jogando a cabeça para trás como uma criança pirracenta.

- Me lembre de colocar ele de castigo em algum momento quando ele for maior por isso. - Pedi rindo e Mon-El levou as mãos a minha cintura me descendo da bancada.

- Pode deixar. - Riu deixando um beijo leve na minha boca e voltou para o que estava fazendo, enquanto eu me encaminhei a sala.

(...)

Era fim de tarde e estavámos no jardim com Mike. Era encantador ver como ele se divertia. Conseguia imaginar perfeitamente uma vida ali, tomando todos os dias o sol de fim de tarde com Mike e Mon-El depois de um dia cansativo de trabalho, ou nos verões quentes de National City me divertindo na piscina com eles. Era tão bom fantasiar uma rotina em familia, mesmo que aquilo de certa forma ainda parecesse distante.

- Quarto dia de treinos por aqui, será que vai ser dessa vez que o super bebê vai andar? - Mon-El perguntava enquanto se gravava na câmera, estava fazendo isso todas as vezes em que colocavámos Mike para aprender seus primeiros passos, não queria correr riscos de não registrar o momento.

Mike esteve próximo várias vezes, mas sempre caia quando nos empolgavamos e acabavamos o assustando. Dessa vez fizemos diferente, estavamos apenas deixando que ele brincasse a vontade, incentivando que ele mesmo buscasse os brinquedos perdidos e viesse nos entragar. Mike já ficava em pé, mas não era confiante o suficiente ainda para andar. Parte de mim era grata por isso, temia que em um belo dia após aprender a andar ele simplesmente descobrisse que a gravidade não existe pra ele, mas Mon-El continuava a me dizer que isso não aconteceria tão cedo.

- Vamos lá Mike, leve o brinquedo para a mamãe. - Pediu Mon-El o levantando e  me indicando, eu não estava muito longe, qualquer um de nós poderia fácilmente pegá-lo antes de cair.

- Vem filho, você consegue. - Incentivei o chamando e Mike pareceu entender o que queriamos, porém não se moveu dos braços do pai.

- Não é difícil vá! - Mon-El disse o soltando e ele cambaleou tentando se equilibrar.

- Ele está em pé de novo! - Comemorei batendo palmas e Mike ao tentar me acompanhar se desequilibrou caindo de volta dos braços do pai. - É melhor evitar as palmas. - Mon-El concordou o posicionando outra vez e peguei o brinquedo de sua mão. Talvez buscar o brinquedo o motivasse mais.

- Você consegue, respire, se lembre que é um futuro heroi e busque seus brinquedos Mike. - Mon-El disse e rimos os três, Mike tinha o hábito de nos acompanhar nas gargalhadas, mesmo que na maior parte do tempo não entendesse do que se tratava.

Mon-El o soltou mais uma vez, mantendo as mãos perto pra que ele desse o passo com mais segurança. E assim Mike fez, me encarando como quem buscava segurança. Tentei não me empolgar dessa vez e pareceu funcionar já que ele deu um passo a frente.

- Mon-El ele está andando. - Falei olhando pra ele que observava emocionado também. - Vem filho você consegue! - Mike deu mais dois passos a frente e acabou caindo. Se recompôs novamente e continuamos tentando pelos momentos seguintes.

- Vamos lá só mais essa vez. - Mon-El disse e demos mais distância para Mike caminhar. Ele já estava bem mais confiante.

Esperei por ele sem brinquedos dessa vez, não precisava deles, notei que Mike se importava mesmo era com a festa que eu fazia toda vez que ele quase chegava em meus braços. Mon-El o deixou em pé dessa vez, mas não observou atrás dele, se juntou a mim e ficamos os dois chamando por ele. Mike carregava o sorriso mais lindo do mundo, vê-lo tão feliz e confiante daquela forma me dava um orgulho imenso. Ficamos apreensivos ao vê-lo balançar e quase cair, mas Mike deu um jeito e foi em frente, com passos lentos a principio que de repente ganharam mais velocidade, estendeu os bracinhos em nossa direção enquanto caminhava e em alguns segundos estava finalmente nos nossos braços em um abraço apertado a três.

- Você é nosso heroi! - Mon-El o jogou para cima comemorando e Mike gargalhou animado. A felicidade daqueles dois me deixava cada vez mais boba, eu tinha a família perfeita, não precisaria de mais nada.

P.O.V Kara OFF

Um mês depois...

No começo do dia Kara recebeu uma ligação de Lena para passearem naquela manhã e fazerem compras. Por mais que soubesse que acabaria tendo que escolher entre vários vestidos igualmente maravilhosos para Lena usar na comemoração de valentine's day com James, Kara aceitou. De qualquer forma achava que deveria presentar Mon-El também, só não sabia como, e talvez Lena poderia ajudá-la com isso.

Se arrumou e arrumou Mike também, tomou um café da manhã reforçado e se certificou de colocar os inibidores de audição em Mike antes de sairem. Chamou um taxi e se encontrou com Lena no shopping pouco tempo depois.

- Fiquei surpresa por me ligar logo hoje, achei que teria um longo dia com James. - Kara disse enquanto caminhavam. Lena segurava Mike no colo e ela guiava o carrinho vazio.

- Optamos por termos uma longa noite. - Ela riu. - James vai ter um longo dia na Catco e eu também tenho coisas da L Corp para resolver no fim da tarde. - Explicou. - Mas e quanto a você? O que vai fazer nesse valentine's day?

- Mon-El me convidou para um jantar, não estou certa de que deveria ir, não quero deixá-lo cheio de esperanças. - Afirmou observando as roupas nas vitrines.

- Fala sério, como se ele já não tivesse todas as esperanças do mundo. - Lena riu balançando negativamente a cabeça. - Com quem Mike vai ficar?

- A Eliza está na cidade, ela se ofereceu para cuidar dele por quanto tempo eu precisasse, acho que não vê a hora de me ver junto com Mon-El outra vez. - Riu sem jeito.

- A torcida de vocês é mesmo grande. - Lena disse e parou por um momento olhando alguns vestidos.

- Já sabe o que vestir essa noite? - Perguntou.

- Sim, Mon-El me mandou um o presente adiantado, um vestido vermelho incrivel, acompanhado de flores e um cartão listando as coisas que ele mais gostava em mim. - Contou sem jeito.

- Isso é tão fofo, como ainda não se casou com ele Kara? Eu não sei o que eu faço com você. - Lena a repreendeu impaciente voltando a caminhar.

- Temos passado o dobro do tempo juntos no último mês, Mike está cada vez mais dependente da presença do pai. Quando não estamos na casa dele, estamos na minha.

- É por isso que a titia adora você. - Lena sussurrou para Mike que riu. - Já pensou em algum presente pra ele? - Perguntou parando na porta de outra loja.

- Não eu nunca faço ideia do que... - Entendeu finalmente o que Lena estava pensando quando viu do que era a loja que estavam. - Esse definitivamente não vai ser o presente, é um encontro Lena, não estamos juntos dessa forma, pra você ter uma ideia eu não tenho uma recaida desde o casamento. - Contou tentando tirar Lena dali.

- Vai ser divertido Kara, esqueça um pouco a vida e tenha uma noite legal, eu vou comprar uma pra mim, James vai adorar, Mon-El também adoraria você em uma dessas. - Insistiu e Kara fez um bico se negando a entrar.

- Não vou me oferecer de presente pra ele em uma dessas, me recuso a comprar. - Afirmou decidida.

- Ótimo, eu compro uma pra você então. - Entregou Mike pra ela. - Suas medidas são simples eu já volto. - Disse se encaminhando para a loja antes mesmo que Kara tivesse chances de argumentar.

Voltou após algum tempo com várias sacolas em mãos e entregou duas delas para Kara.

- Eu não sabia se Mon-El gostava mais de vermelho ou preto. - Disse voltando a caminhar com Kara. Mike agora estava no chão, andando na frente delas se sentindo o mais independente dos bebês.

- Ele gosta mais de preto. - Kara afirmou e só então se tocou que já havia pegado as sacolas. - Mas do que isso importa? Eu não vou usar isso, pegue de volta. - Estendeu as sacolas mas Lena recusou.

- Tenho certeza que vai sim, quando olhar o que tem dentro dessas sacolas e imaginar o olhar de Mon-El sobre você usando isso vai acabar se rendendo. - Disse convencida daquilo.

- Você é uma péssima influência, na última vez que te ouvi terminei grávida. - Kara disse fingindo irritação.

- É um mal que os Luthor's não controlam. - Ela riu abraçando a amiga. - Mas olhe só acabou sendo a melhor coisa da sua vida. - Apontou Mike que permanecia a caminhar na frente delas e Kara sorriu concordando.

(...)

A noite chegou e Kara foi se arrumar para o encontro. Não entendia bem porquê estava tão nervosa, era Mon-El, quantas vezes já estiveram em um jantar? Naquela noite iriam para um restaurante em um mirante muito conhecido em National City, a vista do céu de lá era perfeita e a música ao vivo deixava o ambiente ainda mais acolhedor.

Escolheu os sapatos, arrumou os cabelos, os deixando soltos e fez uma maquiagem leve complementando com um batom vermelho. Finalmente olhou o conteúdo das sacolas de Lena e quis matar a amiga, de forma nenhuma usaria aquilo. Olhou novamente o vestido que Mon-El a deu e sorriu pelo seu bom gosto, era lindo. Se vestiu e se despediu de Mike e Eliza, partindo em seguida para o encontro.

O lugar era mesmo fantástico, e o clima da cidade inteira naquela noite parecia apaixonante. Avistou Mon-El de longe e sorriu, ele estava lindo, e totalmente ansioso, as batidas do seu coração o entregavam. Caminhou em direção a ele que sorriu quando finalmente a viu se aproximar. 

- Uau! - Suspirou ao passar os olhos por Kara, ele estava perfeita como nunca antes.

- Não me deixe envergonhada eu não... - Começou a dizer ao observar a roupa em seu corpo.

- Você está perfeita! - Disse se aproximando mais e deixando um beijo em sua testa.

- Obrigada. - Sorriu sem jeito e o observou. - Você também está incrivel. - Mon-El sorriu agradecendo e se sentaram.

- Isso me faz lembrar nosso primeiro encontro. - Gargalharam quando as lembraças invadiram suas mentes instantâneamente. - Eu nunca tinha ido em um cinema, se lembra que eu derramei refrigente no casal do nosso lado quando me assustei?

- Perfeitamente, mas foi totalmente minha culpa, te colocar para assistir um filme de ação 3D na sua primeira experiência no cinema não foi boa ideia. - Gargalharam novamente e Kara pareceu se lembrar de mais coisas. - Mas é claro que isso não supera aquela vez no parque de diversões com nossos amigos, se lembra que você achava que deveriamos buscar as pessoas que gritavam no alto da roda gigante? - Perguntou perdendo o folego de tanto rir.

- Eles gritavam feito loucos. - Argumentou rindo.

- Você também gritou, e olha que nenhum daqueles brinquedos era um risco real pra gente.

- Pareciamos dois adolescentes naquela época não é? - Disse nostálgico e Kara concordou rindo. - Tudo aqui era tão estranho e novo pra mim. - Tomou um gole de água e notou o olhar de Kara sobre ele.

- No futuro deve ter sido ainda mais assustador. - Ela disse séria dessa vez.

- No futuro foi solitário, aqui eu tinha você comigo em cada uma dessas coisas, lá eu era só um cara de outro planeta, outro tempo, com saudades da namorada. - Seu olhar ganhou um peso diferente, talvez aquilo tivesse sido bem mais doloroso pra ele que pra ela afinal.

- Eu sinto muito. - Disse sem jeito.

- Não sinta, acha mesmo que hoje estariamos tão maduros se tudo não tivesse sido assim? Provavelmente teriamos feito tudo errado e acabado com raiva o suficiente um do outro para não conseguirmos nos olharmos. Eu era um idiota, eu cresci exatamente por tudo que passamos. - Disse fazendo Kara se sentir orgulhosa por ter certeza que tudo aquilo era verdade. Sua mudança era evidente.

- Parece que foi a uma vida. - Disse suspirando com certo alivio e Mon-El concordou. Todas aquelas coisas pareciam um pesadelo, mas acabaram sendo superadas.

- O que a rainha Rhea diria ao ver que tinha um neto metade kriptoniano? - Perguntou e Kara deu de ombros rindo, realmente não saberia dizer qual seria a reação da sua nada querida ex sogra vendo que ela a deu um neto.

- Ainda bem que ela não está mais aqui. - Disse aliviada e riram.

Jantaram entre risadas, conversas sobre o passado, o futuro e sobre Mike. Já era tarde, estavam ali a horas sem nem perceberem o tempo passar. Pediram a sobremesa e quando terminaram ir embora parecia uma péssima ideia levando em conta que o assunto entre eles pareciam cada vez mais divertido e empolgante. Aproveitaram um momento de música lenta e se juntaram a outros casais para dançarem.

- Isso teve cara de um segundo primeiro encontro. - Mon-El disse enquanto dançavam.

- É, e foi ainda mais divertido que o primeiro. - Inalou seu perfume se mantendo próxima ao seu pescoço enquanto se balançava.

- Estamos sempre nos superando Kara Zor-El. - Disse a afastando, girando e puxando de volta para perto.

- A noite foi perfeita, obrigada. - Sorriu o abraçando mais forte.

- Eu também me diverti muito. - Afirmou a fitando e Kara se aproximou mais, deixando a tensão se estabelecer antes de selar seus lábios em um beijo lento, suave e demorado.

Foram embora não muito depois e foram ambos para suas respectivas casas. O dia tinha sido longo, mas em nenhum momento Kara se sentia cansada. Tentava conter as borboletas no estomago e o sorriso bobo que a tomava, enquanto bebia uma última taça de vinho daquele dia. Se sentia mais apaixonada que nunca, e dessa vez não era assustador, era totalmente reconfortante.

Mike dormia profundamente e Eliza também, se perguntava o que estava fazendo ali afinal, deveria estar com ele, aproveitando aquela madrugada da maneira mais insana possivel como Lena sugeriu. Olhou o relógio e pensou se realmente ainda teria tempo para conseguir achá-lo acordado, mas decidiu que o acordaria se necessário, não perderia aquela noite. Pensou em sair exatamente como estava levaria menos tempo, mas encarou por uma última vez as sacolas de compras de mais cedo. Gargalhou internamente e encarou a aliança no dedo, decidiu que seria uma noite memorável. Sem fazer barulho algum se trocou o mais rápido que podia e voou em direção a sua casa.

P.O.V Mon-El

O sofá da sala parecia confortável o suficiente para pensar desde que cheguei. Não me preocupei em ir para o quarto ou até mesmo me livrar de parte das roupas que vestia. Eu queria apenas ficar ali pensando em tudo. Kara estava diferente, eu estava diferente, sentia agora uma sintonia nova entre nós. E a sensação de estar finalmente tão perto era maravilhosa.

Fui tirado dos meus pensamentos quando ouvi a campainha e chequei o relógio preocupado, quem viria a essa hora me ver? Deveria ser engano. Caminhei até a porta e a abri me deparando com Kara com um enorme sorriso no rosto.

- O que faz aqui essa hora? - Perguntei confuso a dando passagem.

- Vim trazer seu presente. - Explicou entrando pela casa e nos encaminhamos para a sala. Tinha algo de errado com aquilo, Kara não tinha nada em mãos, na verdade suas mãos estavam nos bolsos de seu sobretudo bege.

- Presente? Se esqueceu de me entregar mais cedo? Onde está? - Perguntei a analizando.

- Mon-El as vezes você é bem lento. - Riu e mordeu os lábios cobertos pelo mesmo batom vermelho sangue de mais cedo. Seus cabelos agora estavam presos em um coque e não usava o óculos como de costume.

- Por quê eu sou... - Não consegui terminar a pergunta, fui empurrado contra o sofá que balançou pelo impacto da minha queda. Levou o dedo a boca me mandando ficar calado e eu apenas obedeci. Aquilo estava ficando interessante.

- Como eu vinha dizendo... - Levou as mãos aos cabelos desfazendo o coque e eles cairam sobre seus ombros quando ela balançou levemente a cabeça. Abriu o sobretudo devagar e o deixou cair revelando uma langerie preta que em um segundo me fez perder toda minha sanidade mental. - Seu presente. - Completou ela em um sussurro. Suas bochechas estavam coradas, talvez por insegurança. Quando ela entenderia que era a mulher mais linda que existia?

Ela estava incrivel, um sutiã rendado valorizava seus seios, usava meias calças até pouco acima dos joelhos e cinta liga. Eu estava perdido, já não conseguia pensar em nada, e quando ela pareceu finalmente ver que eu gostei do que vi me lançou um olhar sugestivo, que eu conhecia bem, ele queria dizer que ela estaria disposta a tudo naquela noite. Balancei negativamente a cabeça enquanto encarava aquele corpo vidrado, louco pelo que viria em seguida. Observei enquanto ela caminhava até mim com calma e se sentava no meu colo. Levou as mãos aos meus cabelos os acariciando e me beijou lentamente, movimentando seu quadril devagar, me excitando cada vez mais.

- Não acha esse sofá pequeno demais? Deveria me apresentar sua cama. - Sugeriu em um sussurro e se levantou. Apenas sorri assentindo, não tinha dito nenhuma palavra desde que a vi naquela lingerie, mas quem disse que eu precisava?

Kara caminhou em minha frente até o quarto sem pressa em uma tortura maravilhosa já que eu tinha a visão previlegiada de seu corpo. Entrou e se sentou na beira da cama de pernas cruzadas esperando algo de mim.

- Por quê ainda está vestido? - Perguntou  indicando as peças em meu corpo. Arranquei a camisa e os sapatos em um segundo e ela riu me observando. - Quer uma ajudinha com o resto?

- Claro! - Falei e ela caminhou até mim devagar, o barulho de seus saltos no chão eram como um relógio que faziam a contagem para algo maravilhoso.

Fui empurrado até uma parede e a puxei para um beijo naquele mesmo instante. Nossas linguas se buscavam de forma afobada enquanto Kara levou suas mãos ao ziper da minha calça e a abriu se livrando dela com meu auxilio em seguida. Acariciou meu membro sobre a cueca me olhando nos olhos, e mordeu meu labio inferior. Iniciou um caminho lento de mordidas por meu pescoço e barriga até chegar a peça que tirou calmamente me torturando, revelando aos poucos meu membro ereto e o segurando fazendo movimentos lentos de vai e vem. Joguei a cabeça para trás arfando, levando as mãos aos cabelos buscando algum controle, mas já o havia perdido assim que a vi daquele jeito. Senti sua lingua por toda minha extensão e ela começou a chupar logo em seguida enquanto permanecia com os movimentos com as mãos.

- Kara! - Gemi e agarrei seus cabelos, dando ainda mais liberdade pra que ela agisse. Estava em êxtase, ela me levava a outra dimensão. Aquilo poderia ficar melhor? Sim poderia, com Kara sempre poderia. A cada segundo ela deixava isso mais evidente, até que eu gozei algum tempo depois, certo de que era só o começo, e seu olhar só confirmava isso.

Voltamos a nos beijar, e dessa vez minhas mãos percorriam seu corpo com muito mais posse, a tornando cada vez mais entregue. Poderia deixar que ela me guiasse pelo resto da noite, mas aquele era meu presente não era? Supostamente eu poderia aproveitar como eu quisesse. Apertei sua bunda a trazendo para mais perto perto de mim, sentindo sua intimidade ainda tampada pela calcinha, contra meu membro. Segurei seus cabelos com firmeza pela nuca, trazendo seu pescoço para perto dos meus lábios deixando mordidas e chupões pelo local que a arrepiavam cada vez mais. Se aquilo fosse uma competição para saber quem estava mais excitado e entregue daria um bom empate.

Virei a nos dois e a coloquei contra a parede. Kara apoiou suas mãos nela e voltei a beijar seu pescoço enquanto minha mão a tocava por cima da calcinha completamente molhada. Uma de suas mãos saiu da parede e alcançou meu rosto enquanto eu mordia seu ombro e continuava a provocá-la. Kara gemia baixo em súplica, ansiosa pra que meus dedos a tocassem logo, mas a sensação de ouvi-la daquela jeito me fazia querer prolongar seu "sofrimento".

Adentrei a peça com a mão com calma indo de encontro a sua intimidade e ela gemeu quando meu dedo estimulou seu clítoris. Usei a outra mão para deixar um tapa em sua bunda e Kara pareceu enlouquecer ainda mais, empinando seu corpo suficientemente para se encostar ainda mais a mim enquanto gemia apenas pelo trabalho dos meus dedos, que agora se movimentavam rápidamente.

Parei o que fazia a deixando ainda mais ansiosa enquanto abria seu sutiã que logo se juntou as minhas roupas no chão. A virei de frente a mim novamente e a peguei no colo em uma pressa que pareceu a animar. Nos beijamos com urgência enquanto eu nos guiava para cama. Praticamente nos joguei gerando um forte impacto e ela riu, provavelmente feliz assim como eu pelo movél não ter se quebrado.

- Não estrague a cama daxamita, onde iriamos nos divertir? - Perguntou balançando negativamente a cabeça.

- Como se o lugar importasse pra nós dois. - Prendi suas mãos sobre sua cabeça explorando seus seios e seu pescoço com meus lábios. Kara gemia a cada toque, dando o melhor de seus sorrisos enquanto sentia prazer.

Me afastei de seu corpo para tirar o resto de suas roupas. Levantei sua perna esquerda tirando seu salto enquanto ela me observava atenta, ansiosa e extremamente excitada. Me livrei dele e deixei beijos e mordidas em sua perna enquanto tirava sua meia, repetindo o ato na perna direita até que finalmente a última peça restante fosse sua pequena calcinha preta. Levei a mão a peça e a olhei com certeza de que ela sabia o que eu faria em seguida.

- Não! Fala sério, eu acabei de comprar essa. - Ela reclamou fingindo irritação.

- Tudo bem, mas só dessa vez. - Tirei com calma a peça do corpo dela a deixando de lado em seguida.

Meus olhos passearam por seu corpo mais uma vez até irem de encontro a sua boca que beijei antes de virar seu corpo na cama. Não precisei esperar, Kara empinou seu quadril se encostando na cama sobre os antebraços, fazendo o mais pervertido dos sorrisos surgir em meu rosto. Posicionei meu membro em sua entrada, segurei sua cintura e a penetrei de uma vez a fazendo gemer alto, levei minha mão aos seus cabelos segurando para levantar seu rosto pra que ela me visse.

- Você é perfeita! - Afirmei e ela arfou sorridente.

Comecei a estocá-la devagar dando força e velocidade aos movimentos aos poucos, delirando de prazer e gemendo junto a ela. Seu corpo delicado estava em chamas, ela chamava meu nome, pedia por mais e eu obedeci até chegar a um ritmo frenético e alucinante. Kara era apaixonante, aquele corpo era apaixonante, cada curva dele, cada reação dele em contato com o meu.

Sentia nossos corpos queimando, estremecendo, o suor escorrendo por ambos, chegando ao limite em sintonia. Dei o máximo de mim, a vendo gemer ainda mais alto que antes e alcançar seu ápice junto a mim. Sai de dentro dela caindo ao seu lado em seguida ofegante, exausto, mas satisfeito, assim como ela que sorria enquanto seu coração visivelmente pulsava no peito. Ficamos assim por uns segundos até que ela virou seu rosto para mim, me encarou por algum tempo e começamos a rir.

- Os melhores juntos. - Afirmei.

- Com certeza. - Concordou se aproximando de mim e se deitando sobre meu peito. Levei minhas mãos aos seus cabelos acariciando, enquanto ela fazia o mesmo na minha barba. - Tem mesmo uma hidromassagem aqui?

- Tenho. - Confirmei e ela sorriu sugestivamente.

- O que acha de vinho e um banho? - Perguntou me surpreendendo. A essa hora ela já deveria estar arrumando um jeito de fugir de mim. - O que foi? Não quer? - Perguntou quando notou meu estranhamento.

- Mas é claro que sim, vá preparando tudo, vou pegar o vinho. - Disse e ela assentiu indo em direção ao banheiro.

Voltei depois de alguns minutos com a garrafa e duas taças. Kara já estava deitada na banheira de olhos fechados, ela não imaginava como mesmo assim em momentos tão simples era incrivelmente sexy. Servi nossas taças, coloquei uma música para tocar e me juntei a ela. Kara deu um gole na bebida e deixou a taça de lado, e eu fiz o mesmo antes de ir até ela. Levando as mãos aos seus cabelos molhados e iniciando um beijo em seguida. Dessa vez lento e carinhoso, mas extremamente excitante. Paramos o beijo e ficamos abraçados por um tempo, relaxando enquanto tomavamos o vinho.

- O que foi? - Eu perguntei notando seu sorriso bobo.

- Nada, eu estou feliz de estar aqui, só isso. - Afirmou levantando a cabeça para me encarar.

- Se quiser a gente fica aqui até o próximo valentine's day - Sugeri.

- Quem sabe? - Kara riu se afastando de mim e se virando, se sentou em meu colo com uma perna em cada lado e eu a puxei para mais perto. A beijando com calma a principio, mas depois dando mais intensidade ao beijo enquanto suas mãos passeavam calmamente por meus braços e abdomen. Parei o beijo e segurei seu rosto com as mãos, mantendo seus olhos fixos nos meus.

- Tem noção do quanto eu te amo? - Perguntei e um sorriso surgiu em seu rosto.

- Ouvir isso nunca fica chato. - Afirmou encostando sua testa na minha e mantendo seus olhos nos meus. Acariciava meu rosto enquanto isso e sorria. - Eu te amo! - Sussurrou e foi minha vez de sorrir. 

Voltei a beijá-la, colando seu corpo ainda mais ao meu. Ela levou meu membro a sua entrada e se movimentou devagar até me sentir completamente dentro dela. Gememos baixo pelo contato e ela continuou a se movimentar sem pressa. Apenas deixando que nossos corpos se colidissem enquanto o prazer aumentava cada vez mais. Sorriamos entre os beijos e permaneciamos a trocar caricias, sentiamos cada segundo daquilo, deixando nossos corpos se transportarem para nosso mundo particular novamente. Beijava seu pescoço, levando uma mão ao seus seios enquanto a outra segurava seus cabelos delicadamente. Poderia ficar ali pelo tempo que ela quisesse, vendo seu corpo se arrepiar pelas sensações, seus olhos brilharem de prazer e os gemidos sairem livremente de sua boca, enquanto eu me sentia o homem mais sortudo do mundo por esses privilégios. Eu começaria tudo zero, faria tudo novamente, perderia a cabeça quantas vezes fosse preciso, e continuaria a esperar até a eternidade se preciso, por ela, apenas por que a amava mais que a mim mesmo, apenas por que ela era meu lar.

(...)

Naquela madrugada, algum tempo depois da nossa terceira vez, retornei ao quarto após sentir sede e ir buscar água, Kara estava deitada dormindo, completamente nua e a vontade na cama, tão linda, me encostei na porta e a admirei, tenso por não saber como seria no dia seguinte, mas feliz por ainda tê-la ali.

- Mon-El? - Chamou sonolenta.

- Sim? - Respondi prontamente, surpreso por saber que ela ainda estava acordada e que notou meu olhar sobre ela mesmo estando de costas pra mim.

- Sim! - Ela falou me deixando confuso.

- O quê? - Perguntei tentando chegar a algum lugar, ela estaria no meio de um sonho?

- Sim! - Reafirmou dessa vez mostrando o dedo que carregava a aliança que eu dei.

- Está dizendo que... - Não conseguia controlar meu sorriso, mas meus olhos a essa altura já lacrimejavam.

- Eu me caso com você. - Confirmou e eu levei a mão a boca incrédulo.

- Tem certeza? - Perguntei rindo.

- Tenho, eu te amo, e só quero te ter por perto, mesmo que isso signifique me machucar em algum momento. Estou feliz por ser corajosa o suficiente pra me arriscar outra vez. - Ela disse e virou o rosto em minha direção, sorrindo ao me ver estático sentindo o efeito daquelas palavras ainda. - Não fiquei ai parado, venha logo se deitar com sua futura esposa. - Ordenou e eu obedeci prontamente. Kara se virou na cama e se ajeitou em meus braços, a abracei e nos cobri ainda perplexo pela resposta que veio em um momento tão inesperado, ela mal ligava para minhas reações devido a estar quase dormindo, mas eu sentia vontade de acordá-la e fazer com que me explicasse se aquilo era mesmo real, poderia gira-la por aquele quarto enquanto a abraçava e fazer uma verdadeira festa.

- Eu vou te fazer a mulher mais feliz do mundo, eu prometo. - Sussurrei beijando sua testa.

- Vai mesmo, ou ficarei viúva, e eu não quero isso. - Rimos e ela fez um leve carinho em meu rosto. - Eu te amo! - Disse e após ouvir o mesmo vindo de mim se entregou ao sono.


Notas Finais


Ela disse "sim" ❤👏😭
Esse capítulo foi um dos meus preferidos, e acho que poderia ter sido o último da historia tranquilamente, mas precisamos da parte empolgante, então aguardem que no próximo começamos ofialmente a parte final.
Beijos ❤😘


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