História Tudo pode ser - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Bucky, Dr. Bruce Banner (Hulk), Loki, Natasha Romanoff, Steve Rogers, Thor
Tags Brutasha, Stucky, Thorki
Visualizações 40
Palavras 1.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem!
Boa leitura!
:)

Capítulo 1 - O cara de pijama


STEVE’S POV

 

Era madrugada. O relógio de parede da cozinha marcava 02h57min. Lily, minha filha, estava sentada no carrinho de bebê choramingando. E eu? Eu estava completamente desesperado. Era difícil ser pai de primeira viagem, os seis primeiros meses de Lily confirmaram isso para mim. No entanto, ser pai de primeira viagem e ainda ser abandonado pelo suposto grande amor da minha vida era ainda mais difícil. Agora somos apenas eu e Lily. Estamos há três semanas sem a Peggy e eu ainda não consigo acreditar que ela fugiu de casa. Dói, dói muito e, caso me perguntassem em qual dos 5 estágios do luto emocional eu me encontro, eu responderia, sem titubear, que continuo na negação e, cá pra nós, às vezes, eu acho que nunca vou conseguir atingir a próxima fase: raiva.

Lily continuava choramingando e o meu desespero não cessava. O termômetro utilizado para aferir a temperatura dela apitou, retirei-o cuidadosamente e, após visualizar o instrumento, quem ficou com vontade de choramingar fui eu. O termômetro indicava a seguinte temperatura: 38ºC. Socorro! Comecei a andar de um lado para o outro, sem saber o que fazer. Como assim, logo eu, sempre tão seguro, sem saber como proceder?

Primeiro pensei em ligar para Pepper, com certeza ela e Tony já vivenciaram essa situação várias vezes com a pequena Morgan de quatro aninhos, eles devem saber o que fazer, mas aí olhei para o relógio de novo e eram 03h01min. É tarde, não posso ligar para eles agora nem para a pediatra da Lily…

Ahhh, já sei! Abri um dos armários da cozinha, peguei a caixinha de remédios e procurei rapidamente um antitérmico que Peggy havia comprado quando a nossa filha teve febre pela primeira vez, há uns três meses. Achei! Eu juro que até pensei em ler todas as instruções redigidas em letras minúsculas que constavam na bula, mas estava nervoso demais para realizar essa árdua tarefa. Então, só verifiquei a validade e tentei resgatar da memória a dosagem administrada pela Peggy da outra vez, mas falhei. E por fim não houve jeito, tive que consultar a bula. Meus olhos liam agilmente as denominadas “Informações ao Paciente”. Resolvi pular o tópico “Quais os males que este medicamento pode causar?”, afinal o que os olhos não “leem”, o coração não sente. Aqui, esse é o item que procuro: como devo usar este medicamento? Finalmente achei a dosagem: 5 gotas. Pinguei cuidadosamente a substância em uma colherzinha e corri na direção do carrinho de bebê.

- Filha, o papai leu na embalagem que esse remédio tem sabor tutti-frutti, então não deve ser assim tão ruim. Agora eu quero ver aquele bocão de jacaré banguela que só a minha garota sabe fazer! Issooo! – finalizei a frase tentando transmitir um pouco de otimismo, enquanto Lily engolia o líquido.

Carreguei Lily, acalentando-a em meus braços, e juntos fomos para a sala. Ela chorava de um lado e eu chorava do outro.

- Shhhhh, vai ficar tudo bem! Papai está aqui com você… – falava baixinho para tentar acalmá-la e, é claro, para tentar me acalmar também.

Então se passaram 10, 15, 20 minutos e, pelos meus cálculos, estava na hora de o termômetro entrar em cena novamente.  

- Lily, o papai vai precisar colocar o termômetro de novo em você, está bem? Só para a gente ter certeza que a febre baixou.

Esperamos ansiosamente os 10, 20, 30, 40, 50, 60 segundos se passarem, até que o aparelho soou e… COMO ASSIM? COMO ASSIM 38,5ºC?

- Vamos agora para a emergência. – peguei a chave do carro e a carteira que estavam em cima da mesa e corri para a garagem com a minha filha nos braços.

Dirigi disparado durante 15 minutos até chegarmos ao hospital mais próximo. Estacionei o carro, saltei e retirei a Lily da cadeirinha de segurança, correndo para a recepção logo em seguida.

- Boa noite! – cumprimentei ansioso a recepcionista, que me olhou séria.

- Boa noite, senhor. Em que posso ajudá-lo?

- A minha filha está queimando de febre, preciso que um médico a atenda com urgência.

- Vou precisar dos documentos de identidade e da carteirinha do plano de saúde dela, por favor.

Abri a carteira desesperado e entreguei os documentos solicitados para a atendente, que pediu para eu aguardar. 10 minutos depois ela me chamou e, devolvendo os documentos, disse:

- Sr. Rogers, o médico irá atender a sua filha no consultório 4, segunda sala à direita no final do corredor à esquerda.

Então lá fomos nós, seguindo as coordenadas da recepcionista.

 

BUCKY’S POV

 

Sorri aliviado ao verificar o horário na tela do monitor. Faltam 11 minutos para o meu plantão terminar. Hoje até que foi suave, sem acidentes graves, portanto sem sangue, sem fraturas, sem torções e sem ingestão de objetos miudinhos. Do jeito que o doutorzão aqui gosta! Tudo dentro da normalidade, uma criança com febre aqui, um bebê com cólica ali…

Eu estava tão cansado, era a quarta madrugada seguida que estava dando plantão no hospital. Dormindo e me alimentando mal, daqui a pouco quem vai precisar de um médico sou eu. A ansiedade me levou a checar mais uma vez o relógio em minha frente. Faltam 10 minutos e sinceramente acho que nada vai acontecer nesse finalzinho de plantão e como o bonitão aqui tem muitas horas extras no banco de horas da instituição, vou dar uma escapulida mais cedo hoje. Não quero saber de nada, eu preciso descansar.

Eu me levantei da cadeira para retirar o jaleco e eis que…

(TRIIIIIIIM TRIIIIIIIM TRIIIIIIIM)

- É sério isso? Telefone? Logo agora? Aff, espero que seja apenas alguém ligando errado… – reclamei sozinho antes de tirar o telefone do gancho. – Alô!?

- Dr. Barnes, chegou uma paciente para o senhor: Lily Rogers, seis meses, veio acompanhada do pai. Vou só terminar de cadastrar os dados dela no sistema e em 5 minutos peço para eles entrarem, ok?

Após ouvir a voz da recepcionista do outro lado da linha, interrompendo o meu plano de fuga, a minha vontade era de responder da seguinte forma:

“Querida, agora faltam 9 minutos para o meu plantão encerrar, menos os seus 5 minutos vão restar só 4 minutos, logo… COMO É QUE EU VOU ATENDER ALGUÉM EM QUATRO MINUTOS? Eu estou cansado, só quero ir embora, então me deixe ir. Tchau, passar bem!”

Mas como expectativa e realidade são universos completamente diferentes, respirei fundo e disse:

- Ok! Obrigado, Betty! – e coloquei de volta o telefone no gancho, indignado.

Betty prometeu, Betty cumpriu, pois 5 minutos depois de finalizarmos a ligação eu ouvi três batidinhas na porta.

Abri rapidamente a ficha da minha futura paciente no sistema e caminhei em direção à porta, ao abri-la me deparei com a seguinte cena: um cara forte e barbudo, usando uma camisa branca do Mickey e uma calça de moletom xadrez, claramente um pijama, ele deve ter saído às pressas de casa para estar usando esse traje, e uma adorável bebê que se encolhia nos braços do pai. E foi nela que eu foquei para adiantar logo o meu serviço.

- Olá, eu sou o Dr. Barnes! E essa mocinha aqui nos braços do papai deve ser a Lily, não é mesmo? – falei simpático para disfarçar o meu cansaço. – Podem entrar…

Mas eles não entraram, porque o pai da garota ficou inerte e boquiaberto olhando para mim. Estou começando a achar que quem precisa de atendimento é ele e não ela.

- Bucky? – o cara de pijama perguntou.

Espera aí, como é que o cara de pijama sabe o meu apelido?


Notas Finais


E então, o que acharam?
:)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...