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História Tudo por um namorado - imagine Blackpink - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Um por todas, todas por uma


Fanfic / Fanfiction Tudo por um namorado - imagine Blackpink - Capítulo 9 - Um por todas, todas por uma

Depois e muito rodas pelas pequenas ruas adjacente, encontraram enfim uma vaga numa travessa.

S/N quicava de ansiedade no banco de trás, Afonso não era exatamente um bom motorista. Na verdade, o pai de lisa era o que se convencionou chamar de domingueiro, aquele sujeito que só tira o carro da garagem aos domingos e dirige lentamente, estabanadamente, avoadamente, desatinadamente. Barbeiro mesmo.

Ninguém merece domingueiro atravancando o transito. E ninguém merece domingueiro estacionando. Na vaga em que caberia um caminhão, Afonso demorou 14 idas para frente, 14 de macha a ré, entre o carro da frente e a picape de trás, cinco longos minutos que as deixou ainda mais atrasadas, e o pessoal do clube não era muito de esperar (a rigidez começava desde a partida).

Afoitos e apressados tiraram a bagagem do porta-malas e andaram alguns cansativos metros sob as arvores da simpática travessa que dava na rua do colégio carregados de mochilas, bolsas, malas, sacolas. Tudo pesadíssimo, claro. Alguma duvida? Três meninas com bagagem para sete dias. Eram quilos e quilos de roupa, gloss. maquiagem, escova, secador de cabelo, revistas, livros, bobagens femininas.

- essa viagem esta sendo uma mala desde agora - reclamou rose, para não perder o halito, atolando-se com a bagagem.

Estavam bem atrasadas. Beeeem atrasadas, e os pais de lisa terminaram por deixa-la ainda mais atrasada com tanto beijo esmagado, com tanto abraço apertado, como se ela fosse passar sete anos na Tailândia sem nenhum contato com o mundo.

 A mãe de lisa, boca inchada, chegou ate a ensaiar um choro. Mas chorar doía. E que aproveitando a ida a dermatologista, Maria clara pediu que a medica desse uma "levantada em seu olhar". Resultado, olhar cinco anos mais novos, mas sem direito a lagrimas. Muito menos a sentimentos. O botox da testa (sim, ela também botou na testa) a deixou sem expressão. Na fisionomia de Maclá, estar triste era igual a estar alegre, que era igual a estar cabreira, que era igual a estar com medo, que era igualzinho a estar eufórica. Sempre a mesma cara. E ela pagou para isso! Para levar injeção! Para ficar com cara de cirurgia plástica! Conversava consigo mesma Lisa no silencio do seu quarto.

Plastificada e botocada, Maclá só queria saber de beijos.

-beijo, S/N!

-beijão, tia! Obrigada pela carona!

- beijo, rose!

- beijo, tia, beijo tio! - despediu-se rose

- beijo filhonaaaa! 

-beijo, mãe! Beijo, beijooo! Caramba! - disse lisa,esquivando-se das garras maternas. - agora chega de beijo! A gente precisa ir! E melhor correr, gente - apressou-se a loirinha.

Quando olhou para o lado, percebeu que a S/N não estava com elas. Era só o que faltava! Naquela muvuca, perderam S/N de vista. Assim, num piscar de olhos. Mas como?

- cadê a S/N? - perguntou Maclá.

- foi para o ônibus... - mentiu rose, para não preocupar a mãe de lisa. - a gente pediu para ela guarda lugar para a gente, um do lado do outro.

- então, esta bem. Ótima viagem, meninas, aproveitem! Beijoooo!

Assim que Maclá e Afonso foram embora, as duas partiram a procura da apaixonada chata, que evapora sem deixar pista. Esquivando-se de grupinhos que batiam papo animadamente e de pais e mães e avós chorosas, elas andaram um bom tempo carregando suas tralhas. Anda daqui, anda de lá, anda mais um pouco. Suas malas pareciam cada segundo mais pesadas. Onde se meteu a mala apaixonada? Perguntava-se rose e lisa.

- será que ela entrou num ônibus? - indagou rose 

- melhor checar. Eu entro nesse primeiro daqui e você dá uma olhada no segundo da fila - disse lisa

Ambos os ônibus estavam uma zona. Gente saindo pelo ladrão, um falatório que beirava o insuportável, musica alto. Não tiveram alternativas a não ser meterem-se no meio da cabeçada. Procuraram nas poltronas, no banheiro... nada!

Desceram do ônibus desoladas. Entraram em dois apenas e tinha mais seis para vasculhar! Mas por que S/N entraria num ônibus e sequer avisaria a elas?

- será que ela não foi comprar alguma coisa para beber? - sugeriu lisa, com preguiça assumida de entrar em todos os ônibus para procurar à amiga.

- no começo da rua tem uma conveniência da Lu e da Cris, que vende aquele doce de nozes que a S/N adora - lembrou-se rose. 

- boa! Vamos ver se ela esta lá - comandou lisa.

No caminho, emburradas e suando ate a alma de tanto carregar para cima e para baixo aquele trambolho de bagagem, avistaram uma pequena multidão logo adiante, com crianças, adolescentes, mães, avós, cachorros, gatos, bichos de pelúcia... Era a fila para assinar a presença e também o espaço de rua escolhido pelos pais para o ultimo aceno, o ultimo beijo, o ultimo afago nos filhos.

Desconfiaram da muvuca e se embrenharam nela para conferir o bafafá. E quem estava lá? Quem? Quem? S/N, claro. Fisionomia tensa, ruga de preocupação entre as sobrancelhas, estalando todos os dedos da mão, o que fazia quando estava nervosa, mordendo a boca a cada dos segundos, andando de um lado para outro.

- assina lá, gente, assina logo! Temos problemas. Temos problemas graves!

Ô-ou! Como assim aquela viagem nem começou e já estava com cara de pior viagem do mundo? Como assim?

Lisa e rose entraram na fila, procuraram as listas de suas respectivas turmas e seus nomes e assinaram o mais rápido que puderam. S/N não estava nada bem, parecia ligada numa tomada, de tão elétrica e ansiosa.

- o que foi que ouve? - perguntou rose

- também quero saber,mas conta andando, vamos procurar um ônibus para entrar, a gente precisa ver se ainda tem lugar bom para sentar - disse lisa.

- não, mesmo! Vamos ficar aqui fora esperando o kook chegar.

O quê? Hum... Como? Assim... Dá para repetir?

- como e que você sabe que o kook não esta aí? 

- vi na lista da turma dele. Por favor, meninas, esperem aqui comigo, por favor!

Um minuto de silencio se fez. Os semblantes de lisa e rose transformaram-se. Parecia visivelmente consternadas com o drama da amiga. S/N estava apaixonada, precisava delas. Urrava por elas. Lisa, a primeira mosqueteira, carregada de mala e cuia, verbalizou:

- não tem a menor condição de eu ficar aqui com esse peso todo nas costas esperando o Jungkook chegar. O Jungkook e seu você que espere sozinha.

- Ei! Cadê o companheirismo? Cadê o "um por todas, todas por uma"? 

Xi! O clima esquentou. E a muvuca a volta sentia o mesmo, tanto que parou para prestar atenção no aumento de tom das envolvidas no bate-boca nada escolar.

- a lisa esta certa, S/N. se o Jungkook esta atrasado, o problema não e nosso - rosnou rose

Uau! Elas estavam suuuupersinceras naquela manha.

- eu te ajudei a escolher a roupa para a festa da Ana na semana passada e é isso que você me da em troca, lisa? Por causa daquele vestidinho azul- piscina que combina com o seu olho que o Miguel ficou com você.

Golpe baixo, S/N! 

- ta bem, ta bem! - irritou-se lisa. - eu fico aqui com você, sua chatona. Mas depois você devia carregar as malas para a gente ate o ônibus, como forma de gratidão.

- beleza, eu vou para o ônibus - decretou rose.

-se você ficar eu te dou um skate novo - gritou S/N 

- proposta tentadora, mas... não, obrigada. Estou muito feliz com o meu - disse, virando-se para tomar rumo do ônibus mais próximo.

- se você ficar aqui comigo eu, eu, eu... Bordo numa camiseta os dizeres sou linda, sim, e daí? E te dou de presente!

-eu, hein! - espantou-se rose

- então eu te dou o CD novo do Jimmy Low Sugar Bakers.

- comprei ontem.

- ai, rose de cássia, como você e difícil! Então eu peço para a minha mãe fazer aquela farofinha de alho que você gosta e mandar todos os dias para sua casa

- vem cá, S/N! Tu acha que eu to passando fome e? Não quero! 

- te dou o que você quiser, então. 

- quero que você me ensine a andar de patins.

Não! Tudo menos isso! Pensou S/N, em pânico. Rose era a pessoa mais desajeitada quando o assunto era se equilibrar sobre patins. Toda a sua destreza no skate ia para o ralo quando ela calçava os patins.

- mas você não leva jeito, você e péssima patinando!

- e você e péssima amiga. Se fosse boa amiga, me apoiava e começava a me ensinar agora.

- Mas...

- você que sabe... E pegar ou largar...

- a gente já tentou e deu errado, rose! Você cai. Você simplesmente cai - disse S/N, desolada. - toda hora!

- então tchau. Espero vocês no ônibus.

No desespero a S/N gritou:

- fechado! Eu ensino! 

Rose suspirou, irritada - ela jurava que S/N jamais aceitaria sua proposta. Não fazia muito tempo, S/N passou uma semana indo diariamente ate a casa de rose para ensina-la a patinar. Os tombos e os micos foram inesquecíveis e incontáveis, sem contar que S/N ganhou varias manchas roxa pelo corpo por conta das vezes que a afobada e estabanada da rose caiu em cima dela. 

As aulas acabaram quando a caçula do trio de amigas perdeu o equilíbrio e empurrou sem querer S/N de cara no chão. Saldo dessa historia sobre rodinhas: queixo roxo, sangue escorrendo no rosto,eu dente lascado e S/N traumatizada.

Lisa e rose acabaram se conformando com a situação mala e S/N empolgou-se por ter a companhia das duas melhores amigas naquele momento de angustia passional. Puseram-se a esperar.







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