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História Tudo Que Eu Mais Desejava - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Eae pessoal! ❤
Demorou muito, mas aqui está, desculpaaa! ;w; <3
Espero que gostem, e tenham uma boa leitura!

Capítulo 3 - Um Certo Sonho


 

"Sua presença me dá uma sensação boa"... Cheguei, finalmente, em casa com esse pensamento estranho e sinistro em mente, eu diria. Ocupava meus pensamentos escandalosos tentando me lembrar do garoto, pois se eu não lembrasse disso, com total certeza me lembraria de minha irmã... "Ah, Tsutako... Que você esteja em lugar melhor", suspirei enquanto  tirava minhas roupas e às jogando em um cesto de roupa suja, tudo o que mais desejava era de um simples banho, depois de tudo aquilo. Como se minha mente achasse pouco, resolveu me lembrar novamente no meio da água corrente e fria do banho - sempre gostei de banhos frios, os olhos azulados exóticos daquele estranho garoto. 

"Sabito... Sabito é seu nome..." Recordei-me de seu nome em meio de meus pensamentos intranquilos. Não é como se fosse algo ruim ficar se lembrando dele, mas... Por que justamente ele? Seria seu jeito, sua aparência ou sua gentileza? Uma conexão diferente, eu diria. De tantas pessoas que conheci, essa é primeira vez que me vem esses tipos de reflexões, e ainda veio algo mais característico que eu desconhecia: uma queimação em meu peito esquerdo.

Sabendo que estava pensando demais e gastando minutos a mais no banho, resolvi sair rapidamente, - também pelo fato de que meu pai poderia reclamar comigo - e coloquei minha toalha. Me sequei rapidamente e coloquei meu pijama de mangas compridas e azul com alguns botões brancos, fui para minha escrivaninha, já apresentada, e resolvi escrever esses pensamentos confusos e turbulentos dentro de meu caderno de anotações. Escrevia agressivamente tudo no papel, tudo o que pensava e o que havia pensando durante o banho: o quanto o meu peito aquecia e meu coração acelerava e batia fortemente enquanto pensava no garoto, como sua voz dócil ecoava em minha memória em apenas alguns minutos de conversa e como nunca havia sentido algo assim antes, com ninguém. 

Resolvi cessar as anotações logo, com a seguinte frase: "Com certeza, não foram minutos jogados fora conversando com aquele garoto... Ele é diferente dos outr-" Essa última parte foi, bruscamente, interrompida com o estrondo da porta de meu quarto sendo aberta, e adivinha por quem? Meu pai, de novo. Olhei emburrado para o mesmo, pelo fato de ter me feito borrar a anotação com caneta, enquanto sentia meu coração acelerado pelo susto. Bufei e voltei a encarar meu caderno, com o intuito de finalizar, ou rasgar a folha e reescrever tudo de novo. 

⁃ Filho. - disse meu pai friamente, rompendo o silêncio entre nós. Sem olhar para o mais velho, - como um simples sinal de desrespeito que ele com certeza pensaria nisso, disse um mero "hum?".
 Meu pai suspirou profundamente logo, sentou em minha cama. 

⁃ Sabe, Giyu... Eu gosto muito de você. 
Senti uma gota de tensão descendo lentamente pela minha testa enrugada pela minha carranca atual, revirei meu corpo para poder olhar o mais velho, cujo agora estava me encarando com uma certa curiosidade.

 ⁃ O-o que você quer dizer com isso? 
Meu pai encarou-me um pouco, logo olhou para a janela com uma certa solidão resplendida em seus olhos azuis, eram como cristais repletos de tristeza. Se levantou e senti sua mão pesada tocar em meu ombro esquerdo.

 ⁃ Não quero perder você... Não quero perder mais ninguém que amo, Giyu...! - Encontrei meus olhos com do meu pai, apenas para ver a cortante imagem de uma lágrima carente descer de sua bochecha esquerda. Sem hesitar, levantei-me e abracei-o fortemente, desejando que tudo pudesse ficar bem... Infelizmente, sabia que não iria ficar. Sabia bem com o que ele quis dizer com aquilo. Meus pais se divorciaram há cinco anos atrás, um fato até que recente que, consequentemente, marcou a família Tomioka inteira. Meu pai após isso ficou muito inquieto e seguro a respeito de minha irmã Tsutako, e de mim, como esperado de um pai que acabara de "perder" sua esposa. Acredito então, que meu pai esteja realmente muito desolado. Então apertei mais um pouco o abraço, em um simples gesto de tentar reconfortar o meu pai. 

⁃ Eu também não quero isso, pai... - disse, sentindo meus olhos embaçarem e se encherem de lágrimas - Não quero... Nunca mais te abraçar assim desse jeito! Desse jeito tão melancólico!! - deixei uma lágrima corrente escapar em meio de meu desabafo. Meu pai entendeu o recado, logo assentiu com a cabeça e o abraço permaneceu por mais alguns momentos de pura tristeza, porém em uma forte união. Depois desse longo abraço reconfortante, meu pai convidou-me para descer e ir jantar alguma coisa, apenas neguei e continuei em meu quarto, com a estranha sensação de culpa de ter desconfiado de meu próprio pai. 

Não quero dizer que meu pai é um cara mal ou algo assim, porém... Depois que meus pais se divorciaram, suas ações foram ficando cada vez mais "possessivas e ciumentas", sei justamente disso por conta de sua reação ao saber que Tsutako iria se casar. É normal que pais sejam ciumentos e cuidadosos de suas crianças; não é qualquer pai que deixa sua filha ou filho sair e namorar com qualquer um por aí, certo? Mas meu pai ficou diferente com o tempo, ele ficou até mesmo um tanto agressivo, mas tento pensar que ele é apenas assim por conta de solidão, e de pensar que tem apenas eu agora. Com o tempo sei que ficará mais difícil, pois meu pai acha até que bom que eu não tenha tantos amigos assim, ele acredita que eu não deva acreditar em qualquer um por aí... Mas e se agora mesmo eu estivesse ávido em reencontrar um certo garoto, que ambos nós desconhecemos, que eu já considero uma pessoa importante pra mim? Sei que ele não gostaria nada dessa ideia, mas tudo o que me vem à mente é este gentil rapaz, que foi um dos únicos a não me julgar a primeira vista. 

Finalizei finalmente a frase faltante, já que tinha resolvido não rasgar a página, já que daria um baita trabalho para reescrever tudo! Logo fechei o caderno, e fui cambaleando até minha cama com os lençóis bagunçados, e joguei-me nela mesmo assim. Me cobri devidamente e virei-me para encarar o teto. "Amanhã será meu primeiro dia de aula... Que tudo dê certo..." Fechei gentilmente meus olhos um tanto ansioso, mesmo já sabendo que não daria muito certo, pois teria que sentar nas últimas cadeiras restantes da sala; já que todas da frente já estariam ocupadas por aqueles bundões.

 "Espero que entre alguém novo na turma, alguém que seja legal comigo..." Pensava enquanto prensava meus olhos em um meio de tentar dormir, porém essa maldita ansiedade cortava o meu peito, fazendo-o doer internamente. Finalmente, caí no sono. E lá estava ele, até mesmo em meu sonho. Seu rosto levemente corado, com um belo sorriso aberto estampado em seu rosto harmonioso, com olhos delicadamente fechados, e ah... Seus lindos cabelos. Seus lindos cabelos rosados balançavam, parecendo que o vento estivesse presente ali. Sabito segurava minha mão esquerda, e logo atrás de ti, via a minha irmã, o que me fez ter um leve choque no meu próprio sonho; o rosto de Tsutako estava pacífico e sereno, assim como seu rosto quando havia falecido, todavia estava deveras mais vivo e limpo.

O ambiente por trás dos dois era lindo, com diversas flores e plantas, um vento calmo que batia em árvores rosadas pelos aos redores, assim como havia uma bela cachoeira cintilante por trás de ambos; onde era capaz de ouvir o seu barulho constante de água caindo. O garoto de cabelos rosado riu baixinho e sussurrou para mim: 
 

⁃ Vamos, Giyu. Eu ainda estou aqui. Eu estou bem! - Sabito disse entre sorrisos e fofos curtos risos.  

⁃ Sa-Sabito?! - disse tocando levemente seu rosto. 

 ⁃ Sim, Giyu, sou eu, lembra? Espero que fique bem depois de toda aquela tragédia, você é um homem forte, você consegue passar por isso! - o menino sorria tristemente para mim, mesmo sem eu saber o motivo.  

⁃ O-o quê...? Por que diz isso?! - perguntei terrivelmente curioso, apertando ainda mais nossas mãos coladas. Sabito apenas olhou de lado, desviando o olhar e por fim suspirou fundo, e suas órbitas me corroeram intensamente, o que me causou uma estranha sensação de tremor em meu corpo inteiro. 

⁃ Uma hora todos descobrem, Giyu... Chegará a sua hora, também, sabe? - o garoto ia tirando o encontro de minha mão com a sua - Só se lembre de mim, por favor... 
 

Sabito, por fim, deu um sorriso de canto, um tanto melancólico. “O que esse garoto esconde...?” perguntei em minha mente, enquanto via este se distanciar conforme o vento batia mais forte. Agora sabia de fato, que este garoto seria um inferno paradisíaco para mim, me importunando até em meus próprios sonhos... 
 

Bem, amanhã é outro dia, já não tenho mais tempo para sonhar. 
 


Notas Finais


Muito obrigada quem leu até aqui! sz sz
Perdão por qualquer erro também ksksk
Até a próxima, guys! ❤


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