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História Tudo que eu (não) precisava - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Planos do Próximo Crime


É né, capítulo passado foi o próprio casos de família, talvez nesse o amor comece a ser reinado. Aí, verdade ainda tem uma pequena confusão para continuar então vamos lá.

- Tá, tá. - suspirou novamente e engoliu a seco para contar o tal segredo - Seu pai vai organizar um casamento arranjando com a filha do Young Sook, ele até me passou as redes sociais dela para te ajudar a se aproximar mais. - o Lucas já olhava com ódio enquanto passava a língua entre os dentes se contendo para não ligar para o pai naquele momento e xingar em 300 idiomas diferentes - Basicamente em algumas semanas ou dias você vai ter um jantar com ela, por isso também eu tinha que te ajudar a se preparar para não ficar bravo com tudo que tá acontecendo. - se sentia culpada, mas encurralada e o único jeito era contar.

- Beleza, agradecido. Agora vamos, vou encontrar meu amigo no café aqui perto, aliás faz o favor de marcar o encontro com ele pelo meu celular que está ai do seu lado, o nome dele é Mark - saía do estacionamento indo em direção ao seu novo destino com sangue nos olhos, entretanto tentando manter a calma no coração.

-Ham? Mas iriamos ao parque - se expressava confusa mesmo que obedecendo o que falava e buscando o celular. 

- Iriamos ao parque do verbo não vamos mais, eu preciso desabafar e como não quero te ferrar de vez ainda fui bonzinho de só querer ir na cafeteria - como era bem perto em poucos minutos podiam avistar a cafeteria distante.

- Okay - não queria mais discutir nem bater  tanto papo com ele, sabia que aquilo só iria afundar ela ainda mais em mentiras e outras confusões. Enquanto isso mandou a mensagem para o  colega do Lucas que estava entre os favoritos.

Logo chegaram na cafeteria que era aconchegante e bem bonita parecia cena de filme, Yuqi não conseguia esconder sua expressão de surpresa e felicidade, nunca tinha ido a algo tão chique com pessoas conversando tranquilas a um som agradável de bossa nova. Lucas acompanhou ela até uma das mesas para esperar o Mark chegar.

- É melhor que o parque, não é? - viu seu rosto e percebeu que havia gostado bastante do local - Alias você vai pedir o quê?

- Nada, não se incomode, por favor. - agiu sem graça e percebendo aos poucos que talvez mesmo o Lucas sendo uma peste ele era apenas um jovem normal, provável que todos fossem meio teimosos lá no fundo e digamos que ele era meio raso nesse caso.

- E lá se foi a pessoa normal que conversei a três minutos. - notou que estava em seu modo formal novamente - Vou pedir o mesmo que o meu, torça aí para que goste. - levantou e foi até a bancada deixando a garota balançando as pernas de nervoso na cadeira.

Na espera ela resolveu observar a movimentação do lado de fora do café para não entrar em desespero, se perdeu no meio de vai e vem de pessoas, pensava na borrada que fez em seu primeiro dia de trabalho e quanto isso ia prejudicar ela no futuro.

- Oi, o Lucas pediu pra eu esperar ele aqui - um garoto nunca visto apareceu sentando exatamente do lado da Yuqi que logo se assustou com um metro e setenta de voz robusta do nada em meio ao seus pensamentos. - Desculpa não queria te assombrar - riu enquanto ela ainda se mantinha sem palavras - Você é a a babá do Lucas, né? Eu sou o Mark, o melhor amigo dele. Deve ter ouvido várias coisas sobre mim, mas não se preocupe se ouviu opiniões do Jin-Young são verdades contadas em linhas tortas eu juro que sou um cara legal.

- É, eu não sou babá, mas tudo bem - a menina se encontrava toda quentinha por dentro, era do tipo que se apaixonava fácil e Mark era o rapaz que fazia ela ficar como uma boba em apenas dois minutos de diálogo e logo seu susto virou uma paixonite. - Eu sou a Yuqi! - sorriu animada, talvez até demais - na verdade eu  ouvi falar, mas não gosto de julgar as pessoas antes de conhecer, não se preocupe. - disse a mesma que tinha feito a carcaça viva do Lucas há algumas horas  pelas coisas que o pai dele havia dito, mas aquele era o garoto do sorriso Colgate que fazia seu coração bater mais rápido acabou perdendo todo o pré julgamento que tinha feito. 

- Ai que bom. Pelo menos você parece ser legal, ia ser um horror o Lucas ter um chaverinho robô do pai dele por perto vinte quatro horas - e logo se aproximava o citado a mesa. 

- Espero que não estejam falando mal de mim - entregou os copos de café - tenho muito a contar... - sentou do outro lado enquanto bufava e ficava largado sobre o banco.

- Obrigada - disse baixinho pegando devagar e envergonhada o copo de café dando um gole se surprendendo com o sabor gostoso do cappucino. - e acho bom ajeitar a postura isso vai acabar com sua coluna, senhor.

- Viu? É sobre isso que eu queria falar, meu pai deu a louca e me fez de The sims, a missão de hoje foi contratar essa babá e a de algumas semanas vai ser me casar! - respirava fundo tomando um pouco de café e se ajeitando antes que a sua acompanhante reclamasse novamente- Casar! Você tem noção do que é isso? - O Lucas nunca foi de relacionamentos piorou casamentos, tinha na verdade até um pequeno trauma por causa de seus pais que brigavam, eram as poucas memórias que ficaram guardadas sobre sua mãe.

- Casar? - ria quase engasgando, não acreditava no que tinha acabado de ouvir - Meu amigo se casando? Mas isso é uma coisa que eu nunca pensei que iria acontecer, mas a parte da babá vai dar certo sua coleguinha aqui é gente boa - ele sorriu olhando em direção a ela que logo desviou o olhar e ficou envergonhada.

Após  ficar vermelha como um pimentão, caiu a sua ficha do que estava acontecendo.

- Ei! O senhor disse que não iria fazer nada com segredo se eu te contasse. - estava levemente irritada, mas ainda sim parecia só uma pessoinha adorável.

Antes da sua babá mirim te dar uma bronca, Lucas havia notado um cheirinho de tinta, pois estava pintando um clima entre Yuqi e Mark e logo ficou sorridente em relação a isso, pois faria desse amor mais um álibi para chantagem.

- Relaxa, queridinha. Meu amigo é de confiança e sabe guardar um segredo, não é?

- Eu nem tava aqui hoje de tarde.

- Viu só? Você é muito cabeça quente, bebe mais café e relaxa.

- Mas então Lucas? O que vai fazer? Se casar? - ria novamente voltando ao assunto inesperado.  

- Mas nunca nessa vida.- abria sua boca com orgulho para falar aquelas palavras - Eu só queria ter a chance de sair daquela casa, mas eu não terminei os estudos como ia me sustentar? Meu pai não iria deixar nada pra mim. 

Depois de alguns minutos pensativo o Mark usou da sua caixola e as histórias que o amigo contava para ajudar o Lucas.

- Usa sua avó! - disse a todo ânimo, como um grande eureka

- Minha avó? Tá louco? Não sou tão baixo dessa forma, deixa ela fora dos meus problemas, não quero ocupar sua cabeça. - a avó era uma das únicas pessoas que ele tinha um laço extremamente forte, então ele sempre protegia dos problemas que aconteciam na casa. 

- Não, bestão.- deu um peteleco em sua orelha - Sua avó sempre que tá na sua casa deixa o seu pai sentimental, usa os poucos sentimentos do coração de pedra do seu pai pra convencer de você não se casar.

- Caramba, Mark você era tudo que eu precisava.- tinha realmente achado a ideia genial, era pelo menos uma das poucas que talvez desse certo - Por que meu pai não deixou você ser meu babá?

- É uma pena que isso não vá rolar - riu fraco tomando mais um gole de café

Depois de muito gargalhar e mais algumas conversas soltas no ar, a quieta e silenciosa garota finalmente resolveu comentar sobra algo, mas esse algo não era de agradar a todo mundo.

- Com licença, desculpa interromper, mas baseada no trânsito de hoje se não voltarmos agora é provável  passar do horário do senhor chegar em casa. - começou a se preocupar, já estava muito encrencada com as mentiras que disse e chegar atrasada a deixaria em um pico de ansiedade.

- O quê? Tem horário pra chegar em casa? - indignado com todas as novidades daquele dia resolveu olhar no relógio - Mas eu acabei de chegar aqui, são só seis horas!

- Exatamente, se não formos agora não vamos chegar às oito que é o horário que seu pai ordenou.

- Escuta a menina, ela só tá fazendo o trabalho dela. - novamente o Mark troca poucos olhares com a garota ao lado.

- Obrigada por me entender, mas parece que seu amigo não pensa da mesma forma. - deu um breve sorriso, mas ainda olhando de forma levemente ameaçadora ao Lucas 

- Aí seu puxa saco, agora ela tá toda felizinha e eu vou ter que ir embora. - levantou irritado enquanto o colega só vivia rindo

Jogou o copo fora quase fazendo ele sangrar de raiva que estava e foi em direção a porta da loja, os outros dois foram logo atrás.

- Tchau, Yuqi! - disse Mark acenando parado esperando a vinda de um táxi

- Tchau, se... - ficou confusa como deveria trata-lo enquanto ainda seguia atrás andando com o Lucas - senhor Mark?

- Assim vou ter que chamar você de senhora também. - já gritava mais distante 

- Não, por favor - riu, pela primeira vez depois de um longo dia.

- Então me chame de Mark. Não sou uma das suas chefias relaxa. - se preparava para entrar em um dos táxis.

- Então, até mais Mark! - estava quase saltitante e acenando enquanto também se preparava para entrar no carro.

O Lucas estava a muito tempo apenas esperando os dois coleguinhas se despedirem, não acreditava que aquela menina durona que veio no carro com ele tenha se apaixonado tão rápido.

- Ui, olha ela toda derretidinha pelo Mark. - ria falando de forma debochada enquanto ligava o carro.

- Eu não tô derretidinha pelo Mark. - falava sem muito sentimento, novamente agindo de forma formal, ou robótica, mas deixou um sorriso escapar no final.

- Olha lá abriu até um sorrisinho. - começou finalmente a dirigir, porém não perdia a oportunidade de perturbar sua nova companhia - Se vc não fosse chata e insuportável como é comigo vocês seriam um casal muito fofo.

- Eu não sou chata e insuportável, eu só respeito o ambiente de trabalho. 

- O quê? - ironizava - Você parece o tipo de pessoa que fica trancada no quarto jogando xadrez com o computador o dia todo.  Aliás você nem reclamou do casal fofo o que quer dizer que você concorda, checkmate! 

- Não concordo não - estava inflada de raiva e não queria se irritar mais  então resolveu terminar de uma vez com a conversa, não gostava de falar sobre sentimentos e principalmente com uma pessoa que conheceu hoje - Acho melhor pararmos de conversas pessoais e eu vou voltar a vestir com meu profissionalismo. Seu pai havia me avisado que o senhor tentaria se aproximar de mim em forma de amizade ou até mesmo de namoro, então prefiro que a partir de agora possamos apenas falar de assuntos profissionais.

- Beleza então Tramontina toda trabalhada no corte rápido, se é pra mudar de assunto vamos falar sobre amanhã, buscar minha avó as nove tá tudo bem pra você? - falava com toda tranquilidade do mundo enquanto a Yuqi estava do lado borbulhando sem entender como entraria naquela história.

- Isso não esta na lista de desejos de seu pai e seria muito arriscado fazer. - o medo de dar cagada estava por perto.

- Sabe o que mais não tava na lista de desejos dele? Eu saber antes do tempo sobre o casamento, então ou você concorda ou aquele trato da gente está cancelado, por acaso eu sei dá meus jeitos pra levar a culpa, então relaxa que eu planejo tudinho.

- Tudo bem - suspirou aceitando de qualquer forma a manipulação do garoto, torcia para que conhecesse logo sua futura noiva e parasse de sofrer nas mãos dele - Não tenho outra escolha.

O silencio se manteve durante muito tempo, até que o Lucas decide ligar o rádio e estava tocando uma das suas músicas preferidas da Ariana Grande e começou a acompanhar. 

-Sua voz é muito bonita. - a menina se impressionou com as capacidades dele, havia mesmo um talento escondido.

- Obrigado, mas eu não falo sobre assuntos pessoais no trabalho. - riu arfado e continuou dirigindo enquanto terminava a canção.

- Checkmate - disse ela fazendo voltar o silêncio.

Chegaram em casa a exatamente as oito, nunca Lucas foi tão pontual e isso o irritava.

- Olha só meu filho cedo em casa, parece até um milagre. - contente sobre o acontecimento, achou que depois dos dezesseis era quase impossível ver essa cena

-Olha só eu chegando em casa por ser controlado pelo meu pai - sorria sem graça sem fazer muito contato visual - Ah é verdade não há nada de novo sob o sol.

- É, seu comportamento ainda é agressivo, mas essa menina não é nenhum anjo para fazer você virar uma pessoa decente do dia pra noite. - bom dessa vez até a Yuqi se sentiu um pouco ofendida, mas aguentou calada.

- Já estou disponível para falar sobre tudo, assim que o senhor quiser. - se curvou levemente e torceu para ter um tempo para descansar, estava um caco.

- Quando terminar o jantar te chamarei, pode ir descansar um pouco.

- Obrigada, com licença. - foi devagar até onde eles pudessem ver e assim que não estava avista saiu correndo pra o seu quarto.

- Bom eu num quero nem saber o que foi que rolou, mas eu vou te contar - falava com a boca cheia - a comida tá uma delicia! - a Jennie não estava por dentro de nada que havia acontecido, mas continuava lá a comer e assistir TV na sala de estar.

Finalmente depois de um grande corredor a Yuqi chegou ao quarto das empregadas tomou de uma boa ducha foi logo fofocar a Sandara.

- Caramba tia, eu tava me segurando pra não xingar o moleque e ele ainda me aprontou cada uma- deitou de uma só vez em sua cama - Eu tô mentindo tanto para o senhor Park que eu nem sei o que vou falar com ele quando entrar na sala. - ficou encarrando o teto pensando em algo para inventar em dizer. 

- Melhor pensar logo, porque aparentemente a cozinheira que estava aqui antes de mim não era uma das melhores apesar daquela cozinha maravilhosa, eles tão comento bem rápido. - olhava eles jantando distante pela brecha da porta.

- Ai desculpa, acabei não perguntando como foi seu dia - se deitou para que pudesse ver sua tia.

- Foi tranquilo e sem muitas novidades diferente de você, não tem problema continuar falando de seus estresses. - realmente o dia dela foi o mais calmo possível, todos saíram deixando ela sozinha em casa para que preparasse apenas a janta estava onde sempre quis, era quase um sonho.

Bom, mas parecia que sua sobrinha estava mesmo em um pesadelo e se perdeu novamente em seu transe pensando no que iria falar quando entrar no escritório, Sandara apenas riu negando com a cabeça.

- Não teve mesmo nada de bom hoje? - tentou puxar um papo novamente

- Teve o colega do Lucas ... 

Foi interrompida pela batida na porta, era a Jennie que abriu a porta devagar em seguida

- Ele disse que pode ir agora. - se retirou rapidamente.

Yuqi apenas respirou fundo e saiu com a cara desesperante, é quase como seus olhos estivessem escrito ajuda. Chegou a porta do escritório tão nervosa quanto estava quando foi bater na porta do Lucas aquela tarde.

- Lá vou eu - abriu depois de engoli seco. - Olá boa noite, senhor - sorria simpática, mas tremia na base.

-Então como foi hoje? - olhava algumas papeladas do trabalho.

- Tranquilo, fomos ao parque como prometido e voltamos a tempo, ele reclamou bastante como havia avisado, mas obedeceu direitinho. - tentava olhar para ele, mas parecia não receber muita atenção e sorriu de verdade por essa sorte. 

- Que bom, começamos muito bem. Gostei do trabalho de vocês - sorria finalmente levantando o rosto e mostrando a Yuqi que felicidade de pobre dura pouco - Mas espero que amanhã reaja com o dobro de esforço, quero que ele se comporte devidamente, pois logo haverá o grande jantar e ele não pode agir dessa maneira. 

- Tudo bem, farei o possível - ela estava morta de raiva por dentro, só de lembrar o trabalho que foi e ainda receber esse tanto de crítica não foi agradável aos ouvidos, ao menos ela conseguiu engana-lo.

- E o impossível também se puder. Não se esqueça do que combinamos de manhã do período noturno. - voltou a suas papeladas e agora com um óculos - Pode se retirar, não quero ouvir muitos detalhes, parece que ocorreu tudo bem.

- Até, senhor. Vou cumprir as ordens - deveria então agora olhar o quarto do Lucas, esse era o trato, até ele entender que não poderia sair para farrear a noite ela devia vigiar de hora em hora até as duas da manhã o quarto do menino.

- Lucas? - bateu na porta algumas vezes - Posso abrir? Eu preciso saber se está mesmo ai dentro - ele demorou a resposta, então ela resolveu invadir mesmo- Lucas?!

Só que o que ela não queria aconteceu, assim que abriu a porta era tarde demais para caçar o cabeludo, observando da janela ainda podia ver ele entrando em um carro preto.

- Não acredito! - correu até a garagem onde já havia um motorista disponível, entrou no banco no passageiro depressa e sem hesitar - Rápido, rápido preciso que persiga aquele carro!

- Era tudo que eu queria ouvir na minha vida. - nunca tinha visto um motorista tão feliz.



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