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História Tudo que eu preciso - Capítulo 7


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Notas do Autor


Dessa vez foi rápido kkk logo posto Rumors, prometo. Sem mais desculpas, vamos para a fic. ♥️

Capítulo 7 - Coisas Difíceis de Explicar


 

-Mas Helia, não tem como combater com a quimioterapia? 

Sim, estava desesperada. Então, toda aquela palidez e falta de energia era por conta de sua doença. Como foi estúpida em nunca ter o procurado, teve que esperar ele aparecer depois que a doença surgiu em seu corpo.

-Os médicos não acreditam mais, eles acham que a quimio não combate pelo estado avançado da minha doença. 

-Não pode ser! Você é saudável! -Argumentou, sentindo os olhos marejar um pouco. 

-Eu era, Flora. -Sorriu para a mulher que parecia ficar cada vez mais desesperada com a informação que recebera.

A morena suspirou. 

-Me desculpa. 

-Pelo o que? -Helia desmanchou o sorriso, ficando sério. 

-Por não ter te procurado antes, eu deveria ter tentado entrar em contato com você...Mas é que a gente se afastou e eu...

-Flora. -A chamou suavemente, a fazendo lhe encarar. -Está tudo bem...vamos viver o agora. -Pediu, sem soltar suas mãos das da mulher em sua frente. -E o que o presente nos trás no momento.

-Você não vai mais ficar sozinho, eu prometo. -Disse seriamente e Helia teve que controlar a vontade louca de beija-la naquele estante, pois, não sabia se iria ser rejeitado e podia não parecer, mas era muito inseguro quando se tratava de relacionamento amoroso.

-Eu quero que você saiba que eu não tenho nada com a Krystal, eu já tive um relacionamento sexual com ela no passado, mas...hoje, é como se tudo tivesse mudado em minha vida, é como se eu tivesse outro propósito para viver.

Flora sorriu contente com o que havia ouvido do mestiço. -Tudo bem. -Se levantou e o ajudou a fazer o mesmo. -Vem, você tem que tomar banho de água gelada, acho que vai ajudar a abaixar a sua febre. 

Helia entrou dentro da parte do box de vidro e retirou a camiseta e a calça de moletom que estava vestido e jogou em um canto do banheiro. Como o chuveiro ligava através de sensor de movimento, o homem acabou se molhando ainda vestido com a cueca que usava. 

Flora, naquele momento, ficou sem reação diante da situação. Fazia muito tempo em que não via um homem daquele jeito. De repente, lembrou-se do que Chatta havia dito para si, “Deve aproveitar, Flora, vai que o menino bata as botas, pelo menos teve uma noite de puro dopamina...”, chacoalhou rapidamente e discretamente a cabeça. Deus! Que homem era aquele? Agora entendia o porquê da Vogue contrata-lo à mais de anos. Helia era lindo! Ou como diria a chata, era um baita gostosão.

-Está tudo bem, Flora? -Perguntou, arqueando uma sobrancelha para a morena. Flora se endireitou e tratou de sair imediatamente do banheiro sem emitir uma palavra se quer. 

Ao chegar ao lado de fora, corou violentamente de vergonha com sua atitude anterior. Estava agindo como uma grávida pervertida! Rapidamente, tratou de acalmar o coração que parecia que ia saltar para fora de seu corpo e foi em busca da empregada para limpar o chão do banheiro, enquanto ligava para a verdadeira médica de Helia. Pois, ao que tudo indica, a empregada havia se confundido e ligado para ela ao invés da médica que trabalhava no hospital de particular de Magix. 

-Dona Matilda, faz favor aqui! -Caminhou em busca da empregada que havia se enfiado sabe-se Deus onde.

 

——

 

 

-Olha, gente! O cantor Riven foi finalmente resgatado! -Exclamou Stella, correndo para mostrar a notícia posta em seu celular para Bloom e Lockette que estavam mais à diante, sentadas no banco da lanchonete. Fazia alguns dias que haviam reiniciado as aulas na faculdade e estavam dando muito duro em todas as matérias propostas para cada uma das amigas, em seus diferentes cursos. -Diz aqui que ele foi resgatado à uma da manhã pela FBI italiana. Agora, ele e a cantora japonesa Musa estão bem, ela não é uma graça? -Perguntou Stella, mostrando a foto da artista nipônica sorridente para ambas as amigas, que logo concordaram com a loira. A aparência de Musa se assemelhava muito à uma integrante de algum grupo de K-pop, seu rosto era suave e sua pele era clara, parecia até porcelana, o que combinava muito com sua feição angelical. 

-Ainda bem que ele foi resgatado e saiu dessa com vida. -Comentou Bloom. -Não é fácil ter que lhe dar com essa rotina de famoso, tendo sua vida sempre exposta ao público. 

-Você e o Sky já se acertaram? 

-Oi? -Questionou novamente. Ela havia ouvido direito?

-Se você e o Sky já estão se dando bem?

-Não, né! Eu não sei qual é desses artistas, eles só querem saber de dinheiro.

-Mas vamos dar um crédito, Sky foi criado com pessoas de alta sociedade e eles sempre falam a respeito de dinheiro. -Ponderou Stella. 

-A família dele é tão rica, assim? -Perguntou Lockette, curiosa.

-Eles herdaram o império Eraclyon. 

-Qual é, Lockette? Faltou às aulas de história? -Indagou Bloom, recebendo uma risada em troca. -Existem outros impérios além de Eraclyon, como Solaria, Dominó, Andros, e outros...-Informou. -Mas, queria muito ver a cara dele quando souber que usamos o dinheiro da indenização para começar a estudar. 

-Acho que ele não vai se surpreender...-Comentou Lockette.

-Será mesmo que não? Eu me surpreendi. -Argumentou Stella. -Nós, pessoas de alta sociedade, nos surpreendemos com pessoas esforçadas como vocês. 

-Parece até que você também herdou um império. -Comentou Lockette risonha e nem percebeu quando a amiga loira fechou o sorriso brilhante e iluminado, ao se lembrar de seu pai, o rei herdeiro de Solaria.

-Está tudo bem, Stella? -Perguntou Bloom para a loira, enquanto posava sua delicada mão no ombro da amiga mais velha. Esta, logo tratou de sorrir novamente, escondendo o descontentamento ao se lembrar de seu velho.

-Está tudo ótimo! -Exclamou de repente. -O único problema é que ainda temos que trabalhar na boate, hoje. 

-Logo, isso vai acabar, vocês vão ver. -Confirmou Bloom, positivamente. -Agora deixa eu ir, porque ainda tenho mais uma aula. 

-Vamos te esperar na lanchonete. -Avisou Stella, puxando Lockette pelo braço. -Ou na loja de roupas que tem aqui perto. -Sussurrou para si.

No fim da última aula, Bloom descia as escadas em formato de espiral na faculdade de Magix ao lado de sua prima Amore, quando ouviu seu celular chamar. Desesperadamente, o alcançou e viu que havia um número desconhecido na tela. 

-Alô. -Atendeu imediatamente, imaginando ter acontecido algum problema com sua matrícula ou com o de suas amigas. 

-Senhorita Bloom? 

Ouviu uma voz masculina do outro lado da linha.

-Sim, sou eu. -Franziu o cenho. Só poderia ser dívida! Ninguém ligava do nada já sabendo seu nome.

-Boa tarde, eu me chamo Jacques Valtor...

-Hm...

-E sou o novo empresário musical de vocês. 

A ruiva parou de andar, chamando a atenção de Amore que lhe lançou um olhar confuso.

-O que? -Perguntou e se recompôs. -Não. -Soltou uma risada irônica. -Olha, moço, nós somos uma banda que faz shows em barzinhos e discotecas. Nós não temos dinheiro para bancar um empresário...

-Mas o dinheiro só entra a partir do momento em que vocês fizerem shows grandes, para mais de cem pessoas. 

Silêncio.

-Os Especialistas já lançaram vocês na mídia, divulgando o trabalho da banda Winx...Você acha mesmo que ninguém vai querer comprar um ingresso para assistir vocês cantarem ao vivo? -Soltou um meio riso, enquanto Bloom o ouvia em silêncio. -E se eu disser que já tenho Show marcado para vocês? Nos dois dias nesse final de semana, vocês vão fazer show no festival de rock de Millão, o mais famoso da Itália e querem mais? Pois, vai ter mais.

-O que está acontecendo, Bloom? -Perguntou Amore, já preocupada com a feição no rosto da amiga.

-Shh, espera só um minuto. -Pediu.

-Já sei, deve estar duvidando da minha capacidade, né? -Ironizou, rindo mais um pouco. -Eu sou Jacques, dou conta de quatro artistas, um DJ e uma banda e todos disputam para estar em primeiro lugar no ranking dos artistas mais seguidos e tocados na Itália e alguns deles em outros países...Ainda acha que não tenho capacidade de administra-las? -Perguntou. 

-Não. 

-Ótimo, vou marcar uma reunião para começar a falar de negócios com vocês.

-Negócios?

-Sim, além do show, vou fechar contrato com uma gravadora de desenhos animados.

-Como é? 

-Vocês logo vão saber o que vão fazer e vão adorar a ideia de trabalhar para eles, pois, pagam muito bem. 

-Eu não sei não, Jacques, vou conversar com as meninas e ver o que elas acham primeiro. -Lançou um olhar para Amore, que continuava confusa.

-Mas, pensem com carinho...Já chega de trabalhar em uma boate noturna com um monte de magnatas bebados dando em cima de vocês. 

A ruiva mais velha arregalou os olhos. Seria essa a oportunidade de tirar suas amigas e prima do vermelho? Lembrou-se do que prometeu a Stella mais cedo. Era hora de pensar em suas companheiras, mesmo algo lhe dizendo que aquilo não era tão seguro quanto parecia. Mordeu o lábio inferior, demonstrando confusão.

Deveriam mesmo confiar em Jacques Valtor? 

 

——

 

-É claro que devemos confiar nele. -Argumentou Stella. -Bloom, essa é nossa chance de conseguirmos ganhar dinheiro com a música, que é algo que você, a Amore e a Lockette sempre quiseram. 

-Tem algo errado aí, algo me diz que não vai dar certo. -Rebateu, demonstrando preocupação na voz.

-Como assim? -A loira bebericou seu café expresso que havia pedido minutos antes da ruiva chegar.

-Não sei! E se ele nos passar a perna? 

-Então, não vamos nos encontrar com ele. 

-O que?

-Se você não se sente bem, Bloom, então nenhuma de nós vai embarcar nessa. 

-A Stella tem razão. -Confirmou Lockette, procurando a chave de casa dentro da bolsa, pois, ficava sempre consigo. -Não faz sentido, irmos sem você. 

-Que dia é a reunião? -Perguntou Amore.

-Amanhã no horário do almoço, ele vai estar aqui nos esperando. 

-Então, vamos mandá-lo pastar. -Disse simplesmente. 

-Não, gente, vamos dar uma chance para ele. -Cortou Bloom, tomando uma decisão. -Eu sei que é o que realmente querem. 

-Mas, o que você quer, Bloom?

-O melhor para vocês, Stella. 

-Então, vamos aceitar. 

-É isso aí. -A ruiva sorriu. Mas, ainda assim, sentia algo desagradável em relação à Jacques Valtor.

 

—-

 

Um suspiro. Mais um dia naquele inferno de boate. Pensava a ruiva, enquanto arrumar-se em frente ao espelho de seu quarto. Toda a vez era aquele ritual para não se estressar logo no começo da noite. 

-Stella, já está pronta? -Gritou de onde estava para a melhor amiga. A loira pareceu logo em seguida diante da porta com um grampo preso entre os lábios e ambas as mãos enterradas no longo cabelos loiros, tentando finalizar o coque que havia começado no topo da cabeça.

-Só mais alguns minutinhos. -Avisou, enquanto perdia o equilíbrio e quase ia de encontro com o chão. Quando finalmente  conseguiu concluir o penteado, se olhou no espelho do quanto da ruiva e disse: -Agora sim, estou pronta. 

-Ótimo. Agora, vamos, porque estamos atrasadas. -A puxou pelo braço, tomando cuidado para não fazê-la cair novamente. -Lockette! -Chamou, porém, a amiga já estava pronta e sentada no sofá, à esperava das duas.

-Vamos para a senzala. 

Aquele dia estava super corrido e a boate estava lotada. Haviam muitas celebridades no local, Bloom chegou a ver até mesmo o casal Nabu e Layla posando mais juntos do que nunca no cenário que havia sido construído para os artistas famosos tirarem fotos para a imprensa. O DJ Timmy também estava no local, acompanhado de várias pessoas igualmente ruivas e provavelmente, eram seus parentes. O ruivo gentilmente, pedia bebidas alcoólicas fortes pra si, enquanto conversava animadamente com o cantor latino e com Sky. 

Bloom arregalou os olhos. O que Sky e os integrantes da banda Especialistas faziam ali? Suspirou, só lhe faltava essa para completar sua noite maravilhosa. Direcionou seu olhar para Stella que conversava com Brandon, mas, sabia perfeitamente que ele estava flertando e a mesma se esquivava das investidas pesadas do rapaz que sempre era eleito como colírio de capa de revista Teen italiana. 

-Oi. 

Bloom’s pov - on

Virei meu o rosto e dei de cara com Sky virando um copo com Wiske e fechando os olhos com força ao ingerir o líquido. 

-Oi. -Respondi um pouco aérea. Nesse momento, eu percebi que ele havia cortado o cabelo e seus olhos azuis claros estavam cobertos por uma longa franja dourada. Preciso dizer que esse corte me agradou? Acho que não, porque ele estava distribuindo charme por onde passava. -Como está se sentindo?

-Cansada. -Respondi e sorri. Estava contando os segundos para ele me fazer ficar brava, porém, isso não aconteceu. 

-Dia cheio, hoje? -Perguntou, pegando mais um copo cheio com Lockette, que também me lançou um de seus olhares confusos para mim. A olhei e sorri, tentando passar tranquilidade. 

-Bastante. -Suspirei, demonstrando meu cansaço corporal.

-Trabalhar e estudar não é fácil, né? 

Ergui meu olhar surpreso para o loiro. 

-Então você sabe?

-Sim. Sei que vocês pegaram o dinheiro da indenização e investiram nos estudos, porque não tinham condições de pagar faculdade para todas. -Tomou mais um gole e me olhou.

-É...

E pela primeira vez o vi abrindo um sorriso em minha direção. Ai, Sky...Se você soubesse o que esse sorriso causa nas pessoas.

Também ouvi alguém me chamar para atender a mesa e me movi com a intensão de ir ao local, porém Sky voltou a falar e não é certo deixar uma pessoa falando sozinha. 

-Me desculpa. -Pediu. -Talvez eu seja muito arrogante com as pessoas, talvez eu seja bem mimado também, mas, a minha intenção não era te deixar frustada comigo.

-Está tudo bem. 

-Eu não sou assim, Bloom, tive uma ótima educação vinda de meus pais...Mas, depois de um tempo, nós deixamos a fama subir pela cabeça e acharmos que podemos tudo, mas na verdade, não podemos nada...

Ouvi novamente alguém me chamar e dessa vez, com mais estupidez na voz. 

-Não está me ouvindo lhe chamar, garota? -Perguntou o homem, jogando o copo de qualquer jeito sobre o balcão do bar e apontando o dedo em direção da minha face. Já havia o visto em revistas de música e também como jurado no The Voice Italiano. 

-Me desculpe, senhor, eu...

-Eu nada! Há que horas eu estou esperando você? Sua preguiçosa, descarada! -Bateu na mesa, chamando a atenção de algumas pessoas em volta, principalmente de Sky. 

-Fica frio aí, irmão. A garota já pediu desculpas. -Lembrou Sky, afastando o homem de cima de Bloom com as mãos. 

-Não encosta em mim, seu problemático. -O homem tirou a mão de Sky de seu ombro de maneira ríspida. 

 

-Segurança. -Chamou, fazendo o mais velho se afastar do loiro com cara de poucos amigos, enquanto dois homens vestidos de ternos negros se aproximavam do pequeno tumulto. 

-Obrigada, Sky. -Agradeci e sorri, voltando ao trabalho, pois, minha patroa me chamava para servir os coquetéis nas mesas da frente. 

-Eu te espero. -Avisou, passando a mão na franja e a jogando para trás. Foi então, que percebi que Sky não precisava de nada para ser sedutor, apenas, seu olhar azul. 

Blom’s pov - off

 

——

 

Após Bloom se afastar do alcance do loiro, Brandon se aproximou de Sky junto à Kevin e Alfredo. 

-Você fez o que pedi? -Perguntou Brandon para Sky que concordou discretamente.

-Sim, já paguei para o investigador ficar de olho no Jacques e no Codatorta. -Respondeu baixo para o restante dos integrantes.

-Nada me tira da cabeça que Jacques foi quem pegou a música das meninas e pois para tocar-mos. -Comentou Alfredo. Este estava acompanhado por seu namorado, que não compartilhava do mesmo universo de celebridade que os rapazes. 

-O Codatorta tinha dito que foi ele. -Informou Brandon, cruzando os braços. -Mas, se for mesmo, acho que devemos desculpas à algumas pessoas. -Olhou para Stella, Lockette e Bloom pelo canto dos olhos. Estas seguiam trabalhando, como se o mundo fosse acabar naquele momento. 

-Tem razão. -Concordou Sky. 

-Que confusão foi aquela, agora pouco? -Perguntou Brandon curioso para o amigo.

-Um filho da puta ficou bancando o ignorante e eu resolvi ajudar. 

-Ó, Sky, você é tão bonzinho, né? -Ironizou e o amigo lhe fuzilou com seus olhos azuis. 

-É sério, ela precisava de ajuda.

-Agora as coisas estão ficando boas. -O moreno sorriu malicioso.

-E você, o que fazia com a Stella, ali atrás? Pensa que eu não vi? 

Viu Brandon diminuir o sorriso e olhar para baixo, depois, levantou o olhar novamente para o amigo.

-Estamos tratando de um caso.

-Caso de puro pegação.

-Não, mano, é um caso muito sério. 

-Sei.

-É sério, porra. 

-Não pode me contar, não é? -Tomou o resto de seu Wiske.

-Não. -Respondeu, também tomando sua bebida que Stella havia trazido para si e que ele gentilmente agradeceu. -Ela me pediu. 

-Quero ver se ela aparecer grávida.

-Acho que Jacques iria gostar disso. -Disse. -Não é ele que é casamenteiro? -Comentou, fazendo Sky soltar uma risada sarcástica. 

-Casamenteiro e plagiador...

-Ainda não temos certeza sobre isso. -Lembrou Kevin, que até o momento, estava ouvindo toda a conversa de ambos amigos. 

-Bem lembrado.

Sky e Brandon trocam olhares sérios. 

 

——

 

Já eram dez da noite, Helia havia acordado e percebeu que sua empregada e sua cozinheira já haviam ido embora. Ambas já tinham feito todo o trabalho e seu apartamento estava muito bem limpo e organizado. Sentiu que sua febre já havia passado, pois já estava sentindo calor com o moletom que usava no momento. Tirou a peça de roupa e ia jogando em cima do sofá, quando viu uma figura deitada sobre o mesmo, dormindo. 

Helia se deparou com Flora deitada em uma posição desconfortável. Ela havia voltado do serviço para sua casa, pois estava preocupada consigo? Indagou-se e tratou de pegar a mulher no colo e levá-la ao seu quarto. Esta, porém, acordou quando o mestiço a pois sobre sua cama. 

-Voce está melhor? -Perguntou sonolenta. 

-Estou. -Respondeu e Flora pois a mão em sua testa, para se certificar que a febre havia abaixado e havia. 

-Eu fiquei preocupada, então, decidi ficar aqui depois do serviço. Tem algum problema?

-De jeito nenhum. -Respondeu, puxando seu edredom para cobrir a morena. -Dorme aqui, eu durmo no quarto de hóspedes.

-Helia...-Chamou, quase fechando os olhos. -Eu queria muito um iogurte com frutas vermelhas...-Pediu, já de olhos fechados novamente.

-Eu vou buscar para você, tá bom? -Avisou, vendo Flora dormir novamente e não lhe responder. Sorriu, achando graça da mulher que dormia tão lindamente sobre sua cama. Quem via de fora, acharia que realmente era o pai do bebê. O pai. Este era alguém que lhe intrigava, por que foi largar Flora e o filho bem no começo da gravidez? Trocou de roupas e pegou as chaves de seu carro da cor branca, quando, ouviu seu telefone tocar e atendeu. 

-Oi, Timmy. 

-Perdeu a hora? -Perguntou e Helia pode ouvir o barulho de música eletrônica alta atrás de si. Estava passando tão mal mais cedo, que nem lembrou da festa que devia comparecer naquela noite.

-Não. -Riu, se dirigindo para fora e trancando o imóvel. -Eu estava passando mal. 

-Febre?

-Unhum...-Entrou no elevador.

-De novo? Cara, o que é que você tem?

-Nada. -Mentiu e soltou um pequeno riso. -Como está aí?

-A mesma coisa de sempre, meus primos enchendo a cara e pagando mico em frente aos fotógrafos. -Respondeu o ruivo. -Mas, você está estranho para caralho. 

-É que eu estou tendo que cuidar de um problema...

-Jacques disse que você terminou com a Krystal. 

-Ele resolveu ser fofoqueiro, agora? - Perguntou Helia, ouvindo uma risada como resposta de Timmy. Passou na recepção do prédio e pediu para o chofer guardar o carro da Flora que estava estacionado ao lado de fora do condomínio. -E você, já deu um jeito de encontrar a garota do CD?

-Sim, mas ela é minha, capiche? -Ameaçou e Helia sorriu com tamanha audácia do amigo ruivo.

-Capisco e eu já tenho uma pessoa. 

-Agora está explicado o motivo por não ter comparecido. 

Riu, querendo no fundo, com toda a sua vontade que o amigo estivesse certo, mas não estava e sua doença só criava forças dentro de si. 

-E a Tecna é legal?

-Ela é maravilhosa, você tem que conhecê-la! Só é um pouquinho agressiva, mas dessa parte eu consigo me dar. -Helia ouviu o tom malicioso do DJ tomando conta no final da frase.

-Não contou ao Jacques, né?

-Não. -Respondeu, como se fosse o óbvio. -Quer que ele acabe com a nossa alegria? Porque é isso que ele adora fazer e além disso, eu estou esperando o contrato acabar daqui a alguns meses e vou despedi-lo. 

-Sabe que vai comprar briga, né?

-Desde o momento em que inventei de gravar essa musica, eu sabia. Eu sou um homem que arrisca, Helia, você me conhece! Sabe que vim de baixo e tive que batalhar muito. Não vou cair, só porque vou despedir um velho empresário importante no mundo da música.

-Você quem sabe. -Comentou, entrando no carro dando partida. -Eu vou ter que dirigir agora, então, depois nos falamos. Afinal, eu tenho que ir no escritório do Jacques amanhã. 

-Levar bronca, né?

Riu e concordou. Logo se despediram e Helia partiu em busca de comprar o que  Flora havia desejado.

 

——-

 

Aisha, mexia em seu notebook, enquanto Nabu dormia tranquilamente na enorme cama de casal. A moça olhou o homem dormindo apenas de roupa íntima e suspirou. Estava cada vez mais difícil de fugir dos encantos do cantor que insistia em lhe beijar, cada vez que trocavam olhares cúmplices. 

Voltou sua atenção ao computador e passou a verificar as gravações das câmeras de segurança no tempo em que não se encontrava em casa e pode ver que o bonitão de cabelo azul esteve por lá mais de cinco vezes e tocara a campainha. Girou os olhos. Havia descoberto o nome do inquilino à um tempo atrás e ele se chamava Nex. Este, trabalhava como modelo de roupas íntimas para a Victoria Secrets e tirava fotos no mesmo estúdio onde Layla trabalhava. Passando um pouco as gravações, se deparou com alguém vestido com um conjunto de roupas pretas e capuz cobrindo-lhe a face. Estava tentando destrancar a porta do apartamento do casal. Tentou ampliar a imagem da gravação, porém, não conseguiu. 

Tratou de enviar a gravação para a central, qual Piffy poderia verificar para si e identificar o invasor suspeito. Além disso, estava preocupada com o sequestro de Riven e Musa que ocorreu em frente ao público. Ao que todas suas investigações indicavam, aquilo foi armado. Um dos sequestradores trabalhava como segurança para o próprio Riven e nunca teve passagem pela a polícia, já, os outros dois eram atores e se quer, sabiam disparar as armas de fogo que seguravam no momento. 

Soube que teve uma indenização de muitos dólares em cima desse sequestro. Mas, se for armação...Quem estaria por trás isso? Riven? Musa? Ou ....Jacques?

Procurou por Riven no programa que Piffy usava para investigar a vida dos cidadãos suspeitos. 

“Riven Santoro. Idade: 24 anos. Quando adolescente, participou de uma banda famosa de rap-rock e metal como vocalista até seus 19, quando decidiu seguir carreira solo. Hoje, mora sozinho em uma casa, parte de uma vila de luxo construída para sua família. Foi convidado diversas vezes para ser modelo da Vogue, mas, todos os convites foram negados.”

Aisha arqueou uma sobrancelha, surpresa. 

“Tem a fama de fazer o que quer em cima dos palcos, de ser arrogante e esnobe. Por isso, seu nome sempre sai estampado nas revistas de fofoca. Contudo, muitas ONGs e casas de apoio a crianças carentes já foram ajudadas por Riven que foi pessoalmente prestar a ajuda. O artista esbanje uma vida de altos gastos e publicamente, namora a cantora japonesa  Musa. No passado, havia acumulado algumas multas por ultrapassar a quilometragem das ruas de Venegas. “

-Nada. -Passou a pesquisar mais a fundo e não achou algo que lhe surpreendesse ou suspeitasse do artista mal humorado. Não teria jeito. Iria ter que interrogar pessoalmente o sequestrador que se atende pelo nome de Carlos. Mas, como faria isso, se estava se passando por Layla? 

 

——

 

Riven se levantou de sua cama bagunçada. Havia dormido com Darcy na noite anterior, porém, não fizeram nada. Tiveram uma briga feia assim que chegou em casa, após ser resgatado do cativeiro pelo FBI e isso, simplesmente, lhe desanimou por completo. Darcy por um estranho acaso, ficou sabendo que Musa também foi sequestrada junto consigo e mesmo estando ciente da situação do falso casal, perdeu o controle de seus atos e acabaram brigando. 

Sabia que para pessoas que possuíam o diagnóstico de borderline, receber esse tipo de notícia lhe causavam bastante sofrimento e descontrole emocional. Mas, ele havia sofrido também! Foi humilhado e espancado, além de estar com uma trinta e oito apontado para sua cabeça todo o tempo. Será que ela não conseguia entender? 

Bufou, abrindo a porta de casa de uma vez. Por que raios as pessoas tinham o costume de lhe encher o saco às sete horas da manhã? Será que ninguém pensava em sua saúde biológica ou mental? Estava traumatizado, porra!

-Bom dia, Riven. -Saudou Musa, parada diante da porta. A mestiça vestia um vestido curto tomara que caia e seus cabelos tingidos de azul, estavam ondulados e bagunçados. Parecia que ia à uma festa. Sua presença, porém, fez com que amenizasse um pouco seu mal humor matinal. 

-O que a princesa da música faz aqui? -Perguntou, se escorando no batente da porta. 

-Vim ver como está. -Respondeu, arqueando as sobrancelhas e inclinando um pouco a cabeça para a direita. Este ato da moça fez com que o homem quase abrisse um sorriso com tamanha fofura. 

-Eu estou bem.

-Eles te machucaram, não foi? -Questionou, levando sua mão ao rosto alvo de Riven, mas precisamente aos seus machucados já tratados. 

-Isso já passou, Musa. -Disse ele, pegando em sua mão. Nesse momento, aconteceu o que o homem mal humorado nunca imaginou, estava hipnotizado pela mestiça.

-Mas você não me disse nada. -Reclamou, acompanhando os olhos brilhantes do rapaz com quem mais se preocupava nos últimos dias. Olhos que ao mesmo tempo em que demonstrava maldade, demonstrava compaixão e doçura. Riven era isso. Uma mistura de céu e inferno, era um anjo negro. 

-Eu não queria te preocupar....

Musa, nesse momento, estava disposta a mandar todas as regras para o quinto dos infernos. Iria beijar Riven como nunca beijou homem nenhum em sua vida, bem em frente à família dele, dos paparazzis e de quem quisesse ver. Não iria ligar para mais ninguém, que não seja eles dois. Pois um braço em volta do pescoço do rapaz e o trouxe para mais perto. Não iria ligar se amanhã estaria chorando pelo mesmo não lhe amar, não iria ligar para nada...

-Que porra é essa aqui? -Perguntou uma mulher, aparecendo de repente ao lado de Riven que fechou a cara em questão de segundos. Olhou para Riven e olhou para Musa que pois ambas mãos na cintura, demonstrando impaciência.

-Algum problema? -Perguntou Musa de modo ríspido, batendo o sapato Prada no chão. 

-Era impressão minha, ou vocês iriam se beijar? 

-Quem é você?

-Eu perguntei primeiro. -Darcy levantou a voz, porém, Musa se quer se demonstrou intimidada com o tom da mulher de cabelos longos. -Eu sou Darcy, a namorada do Riven.

-Ah, então o Riven tem namorada? -Perguntou, lançando um olhar cheio de sarcasmo e mágoa para o homem que devolveu com um olhar repleto de culpa e desconforto. 

-Sim, sou a personal trainer dele. -Respondeu. -E você é a vagabundinha japonesa que foi sequestrada com o Riven, não é?

-Se enganou, querida. -Cruzou os braços, batendo o sapato com mais força no chão. -Eu não sou vagabunda alguma. -Riu, mostrando seus dentures perfeitamente alinhados e brancos dentro da boca. -Eu só vim avisar ao Riven que temos reunião com o nosso produtor musical às três horas da tarde, por isso, não se atrase. -Sorriu de maneira falsa para o homem e balançou delicadamente a mão em direção do casal que se encontravam com expressões mal humoradas. 

Ao entrar em seu carro, Musa soltou o ar, sentindo os olhos marejar. Estava envergonhada e novamente, sentia solidão dentro de si. Já havia passado tanto tempo sozinha em sua adolescência. 

Quando morava no templo dos Ishikawa e frequentava a escola, sofria bullying e discriminação por ter mistura de nacionalidades em seu sangue. Nunca foi capaz de fazer amigos e continuava seguindo do mesmo modo em sua vida atual, mesmo estando famosa e bem sucedida. Nem sua empresária ligava para saber de sua saúde ou bem estar. Pensou deprimida. Por algum motivo, havia encontrado em Riven, alguém para se apoiar e quem sabe, ter um real relacionamento amoroso. Porém, o idiota possuía namorada e não lhe contara. 

IDIOTA, era isso o que ele era. Um idiota muito lindo. Sua empresária tinha razão. Riven não possuía coração e gostava de brincar com os dos outros. Deu partida no carro, tomando o resto do café que havia comprado. Se produziu toda para que? Nada. Iria para casa, escrever alguma  música que preste.

A mestiça dirigia pela cidade de Magix, ainda se sentindo magoada pelo o que havia acontecido antes. Sua cabeça girava em torno de ideias para acabar com a raça de Riven e Darcy, porém, nenhuma fazia sentido e no fim, não iria mover um dedo para fazer mal a alguém. 

De repente sentiu seu carro bater em algo, mas precisamente, em alguém que atravessava a faixa de pedestre e ela não havia visto. Saiu do carro desesperada para ajudar a pessoa e se deparou com Lady Layla, mas, ela estava diferente. A modelo estava de cabelos cacheados e longo, além de também estar usando estranhas roupas de praticar esportes. Musa havia pensado que a mulher havia se acidentado feio, porém, Layla se quer adquiriu um arranhão. Parecia até que ela havia desviado da batida com movimentos reflexos. Impossível. Lady Layla nunca praticaria artes marciais.

-Você está bem? -Perguntou, segurando no braço de Aisha que até mesmo se encontrava em pé e apenas tentava tirar a terra da roupa que usava.

-Estou. -Respondeu, sem olhar para Musa. -Foi só um susto. 

-Lady Layla, é você?

Aisha levantou o olhar assustado, dando de cara com Musa em sua frente. E agora? Como sairia dessa?


Notas Finais


Oi gente! Dessa vez foi rápido né
Espero que tenham gostado e que continuem lendo minha humilde história ♥️

Até a próxima


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