História Tudo que eu Sempre Quis - Capítulo 27


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Categorias Naruto
Tags Gaaino, Hentai, Lua, Sakura Guerreira, Sasosaku, Sasuke Rei, Sasusaku
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Palavras 2.812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Incesto, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 27 - Capítulo 27


Capítulo 27

Escrita por Lua Paiva

Tudo que Eu Sempre Quis

 

X

X

 

     Quando nome de seu pai foi proferido, Sakura sentiu um calafrio passar por sua espinha, claro que ali mesmo em frente ao Rei, Obito, A, e todos os outros, ela levaria uma grande bronca do senhor Haruno, mas agora, quem seria ele para dizer o que ela deveria ou não fazer? Já não podia mais contar com sua ajuda, afinal, agora, ela fazia parte do manto dourado, não voltaria para casa, tão pouco se colocaria a disposição das ordens daquele homem.

     Kizashi entrou na sala, Sakura ficou de costas para o Rei o e Obito e fora para o lado de Gaara e Ino. A, não quis se aproximar, com certeza, sabia o efeito que o pai daquelas crianças faria, claro. Os olhos de Kizashi pararam em cima de Sakura quando este cruzou toda a sala e parou diante dos filhos, Gaara sabia que uma hora ou outra teriam que enfrentar aquele homem, mas... Queria que fosse tarde.

     - Como... Como você chegou aqui? – ignorou todo o resto. O Rei não importava, nem o comandante dos Mantos Dourados, ninguém, nada era mais importante que seus filhos no momento. – Sakura, eu ter avisei.

      - Eu sei que me avisou, e peço perdão por não o obedecer, papai – Ela disse, e foi séria, verdadeira, se sentia mal por ele, claro que desobedeceu a ordem de seu progenitor, mas como podia ela ficar em casa, sabendo que o mundo a acolheria quando vissem seu valor? Tinha mesmo que sair e ir buscar seus sonhos, mostrar do que era capaz, apenas isso.

     - Você... Você arriscou sua vida, Sakura. Tem ideia do quanto àquela arena era perigosa? E o pior de tudo, - ele se aproximou de Ino – Ainda trouxe Ino com você?

     - Perdão senhor Haruno, mas eu vim por conta própria – Ino se meteu, chamando atenção do homem de belas vestes – Sakura sabia o que queria, e eu também. Tu sabes que Gaara não sobrevivia à arena, mas eu, Sasori, Gaara, todos sabiam o que ela podia fazer.

     - Oh – Kizashi colocou as mãos na cintura e fitou Sakura – Sasori, onde estas?

     - Não o culpe. Ninguém podia me parar – Sakura contou e sorriu ao final, Kizashi se aproximou dela, furioso, totalmente pronto para fazer qualquer coisa.

     - Você vai voltar para casa comigo.

     - Eu não vou – Sakura deu um passo para trás, e esbarrou no degrau para chegar a Sasuke e caiu neste, se apoiou ali mesmo, mas não deixou de olhar para seu pai – Finalmente eu pude conseguir o que sonhei. Tudo que eu sempre quis foi me tornar uma guerreira, um soldado, um manto dourado, e agora que consegui, não vou voltar para casa.

     - Você é uma mulher – Kizashi foi severo, duro, acido na verdade, encarou os olhos verdes de Sakura ao falar isto, e mesmo não querendo, aquilo a atingiu tão profundamente que as lágrimas vieram ao seu rosto, o banhando rapidamente. – O seu lugar não é com os soldados, o seu lugar é dentro de uma casa, casada, esperando por seu esposo – Sakura abaixou os olhos, as lágrimas não paravam de vir. Por quê? Por quê? – Meu Rei, me perdoe por tudo isso.

     - Não tem porque pedir – Sasuke disse de cima, e Sakura continuou calada, pensando no que faria. Fugiria? Correria para longe? Diria que não sairia até que o Rei mandasse? Mas e se ele mandasse?

     - Eu peço minhas sinceras desculpas pelo modo com qual minha filha se apresentou; eu devo não ter lhe ensinado o lugar correto a qual devia estar, a culpa é minha.

     - Sim, a culpa é sua, mas quem deve pagar por tudo isso é ela – A voltou a falar, e Sasuke revirou os olhos dessa vez. – Sua filha interrompeu um momento único, a luta na arena para os novos guerreiros do Manto Dourado, como diz o livro, as regras são claras e estão ali para serem seguidas. Qualquer um que interrompa as lutas deve ser executado, além disso, ela nos trouxe outro crime, desde quando uma mulher pode se apresentar desta forma?

     - Todos vocês, saiam – Sasuke falou, chamando atenção de todos, logo deu as costas voltando a sua mesa e parou atrás da cadeira grande que outrora estava sentado. Sem dizer nada, todos foram acatando a ordem do rei, porém. – Sakura... Fique – A rosada parou no momento.

     Já estava de pé logo atrás de Kizashi que mantinha uma expressão terrível, e ao falar isso, todos viraram em sua direção, mas não puderam dizer nada. A ordem do rei veio como um trovão cheio de poder, e quem seria o louco a desobedecê-la? Sakura limpou as lágrimas enquanto via todos passaram ao seu lado, ergueu a cabeça e focou seu olhar naquele que ainda estava de costas.

     O que será que aconteceria? Algum problema? Ele voltaria atrás com sua palavra? Mas por quê? Ela tinha conseguido tudo aquilo que ela sempre quis. As lágrimas quiseram voltar novamente, mas ela se manteve firme. Quando a porta fora fechada, completamente, o silêncio reinou entre eles. Sasuke sabia o que queria, e não perderia uma pessoa como Sakura. Não estava ligando muito para o fato de aquela ser uma mulher, mas esse era um dos motivos maiores por querê-la por perto.

     Sakura tinha uma beleza incrível, tão meiga, gentil, com um sorriso lindo e uma postura feminina, mas a força em seus braços, a destreza em seus movimentos, o brilho no olhar de uma guerreira imbatível, mostrava que aquela mulher não era apenas um rosto bonito a ser admirado. Ele podia estar louco, mas enquanto a via sorrir em direção a Obito, uma chama de desejo surgiu lá no fundo, e por incrível que pareça, ter outro homem a mandando, dando ordens, o deixou invejado, completamente invejado.

     - Acho que você... Armou uma confusão muito grande, não? – Ele virou em sua direção, contornou a mesa novamente e Sakura mantinha os olhos sob o homem, seu rosto um pouco molhado, mas ela jamais deixaria aquela postura. – Ainda chora?

     - Sim, porque ainda sou mulher – Sasuke sentou no primeiro degrau, e ao ouvir aquelas palavras de Sakura, riu. – Eu sempre soube que meu pai nunca deixaria isso acontecer, me escondeu de qualquer luta, arma, espada que eu pudesse ter por perto, e ainda assim, eu pude treinar das madrugas, sozinha, ao menos, ou com ajuda do meu irmão, mas este também não acreditava em mim, ninguém fizera isso por toda minha vida – Ela abaixou os olhos. – Quando o capitão Obito apareceu em nossa casa, eu achei que era o momento certo de mostrar o que vim treinando, mas mesmo assim, ninguém acreditou.

     Sakura descruzou os dedos e passou a caminhar de um lado para o outro.

     - A ideia da arena foi minha, e todo o plano também foi meu, eu não queria prejudicar ninguém. Apenas mostrar o meu valor. – Ela parou de andar bem a frente de Sasuke – me desculpe por ter entrado daquele jeito, por ter estragado o seu torneio como o senhor A, disse.

     - Quando os nomes foram chamados, lembro-me de haver apenas sobrenomes, e você é uma Haruno, não? – Sakura assentiu. O Uchiha levantou devagar, desceu os degraus lentamente e fora se aproximando e Sakura, naquele curto tempo, ela pode sentir suas pernas tremeram, o coração acelerar tão rapidamente que entreabriu os lábios para arfar, ele era bonito, mais alto, muito mais alto, dez centímetros, quinze. O olhou de baixo se sentindo uma nanica, mas jamais deixaria de olhar para aquele homem, era lindo, como um príncipe, mas em pele de Rei, o Rei de tudo aquilo que conheceu. – Eu não vou deixar que seu pai, ou qualquer pessoa te leve – Sakura arregalou os olhos, surpresa com suas palavras. – Você foi aclamada como parte da tropa dos Mantos Dourados, achas mesmo que alguém tem poder para lhe tirar dela sem minha permissão?

     Sakura tentou desviar os olhos, mas acabou parando em cima dos lábios grossos que falavam tudo que um dia ela quis ouvir; ser reconhecida, mesmo sendo uma mulher, ela fora reconhecida como uma guerreira, capaz de lutar em uma guerra, capaz de lutar para proteger o reino, retornou para os olhos rapidamente, no que ela estava pensando?

     - Quero apenas saber se... Tu queres ficar de verdade – Sakura mesmo com a cabeça a mil, o coração acelerado, as pernas trêmulas e podemos desmaiar a qualquer momento, ela fora abrindo um sorriso devagar, até está totalmente aberto. Estava feliz, completamente feliz, assentiu com a cabeça, e não podendo contar as lágrimas, ela as deixou cair. – Queres ficar? Preciso ouvir de sua boca.

     - Sim. Sim, eu quero – não gaguejou, foi firme. O mais alto riu, levantou uma de suas mãos chegando ao rosto, e seu polegar pousou entre os lábios dela, Sakura arfou, entreabriu os mesmo e por instinto, fechou os olhos. Se aquilo levasse a um beijo, ela não saberia o que fazer ao final disso. Todo seu corpo pegava fogo, e o toque dele deixou-a abalada; completamente, totalmente abalada.

     Não apenas ela.

     Sasuke estava próximo, e podia beijá-la, a intenção era limpar as lágrimas que caiam dos olhos lindos, mas a cada expressão, a cada brilho diferente, até mesmo quando ela fechou os olhos, como se esperasse pelo beijo, ele quis beijá-la, ele queria beijá-la. No entanto, apenas limpou suas lágrimas trouxe seus lábios para um beijo no rosto, aquele contato mexeu com ambos, Sasuke, pela primeira vez, sentiu o aroma doce surgir de repente, permaneceu com os lábios ali por alguns segundos e então separou de sua pele, Sakura estava corada, e virou o seu rosto para o lado, não queria olhá-lo nos olhos daquela forma...

     Como olhar? Estava tão próxima, suas mãos caídas ao redor corpo, coçavam para tocá-lo. Era como estar com Sasori... Não... Não... Muito melhor, não sentia o corpo quente perto de Sasori, não sentia suas pernas tremerem, tão pouco escorrer um liquido entre suas pernas e molhar sua calcinha. Ela estava excitada, e sabia disso. Quando abriu os olhos, deparou-se com os de Sasuke bem à frente, ele ainda estava perto, sua boca também. Aquilo, de fato... Era real?

     - Tudo bem? – Aquele mover de lábios fez Sakura se arrepiar. Olhou para os olhos negros e então para os lábios novamente – faça. – Sakura voltou para os olhos de Sasuke e ele riu.

     No momento seguinte, ela ergueu suas mãos chegando ao pescoço dele e o trouxe para seus lábios. Podia ser condenada depois, mas isso não lhe tiraria a vontade de beijar o homem em sua frente. Sasuke não fez nada, suas mãos que estavam no rosto dela ficaram ali, e a trouxe para mais perto, iniciando um beijo calmo, doce... Era bom, simplesmente bom, logo as mãos foram deixando o rosto dela para pararem sob a cintura e ele a trouxe mais perto, seu cheiro, seu gosto. Era bom, muito bom.

     - Majestade – Sakura o empurrou na mesma hora virando em outra direção. Logo tampou os lábios com as duas mãos, e fechou os olhos. Aquilo era droga, o que ela fez? – Eu... Senh-

     - O que foi, Sai? – A voz de Sasuke estava falha, ofegante talvez, Sakura abriu os olhos quando notou isso, mas não virou para olhá-lo.

     - Eu não queria atrapalhar, majestade, mas... A, e Kizashi, eles entraram em combate – Sakura girou no lugar quase que no mesmo segundo.

     Seu pai em combate? Claro que isso daria uma grande confusão. Correu para fora da sala de Sasuke tão depressa que não se lembrou do vestido longo, o puxou de qualquer coisa e já podia avistar no final do corredor, o grande A, avançar contra seu pai e entre eles, Gaara e Ino tentavam impedir. Ela ofegou e parou na frente do casal olhou para cima totalmente, A, era muito mais alto que Sasuke, mas ela não se rebaixou.

     - Não se aproxime – levantou as mãos o parando, e A riu, claro que riria.

     - E quem irá me impedir? A vadia desobediente que em breve irá morrer? – A reclamou, e Sakura engoliu a seco. – Você sabe que este será seu destino, pois o Rei tem o dever de seguir as regras dos seus ancestrais. Todos os Reis Uchiha foram assim. Mulher que não sabe seu lugar, não deve viver.

     - Tu és um estupido – Sakura falou, e ao fim da frase, A, a olhou furioso, seu braço fora mais rápido que os movimentos de Sakura, acertando seu rosto tão depressa, Sakura tocou no lugar que ardeu, mas sua outra mão não ficou parada, simplesmente devolveu a tapa que levou com um soco no nariz do outro mais alto. Ambas cambalearam para trás, e Gaara segurou a irmã - Seu estupido – sua voz saiu fraca, a lágrimas estavam de volta ao rosto agora mais do que antes, a tapa ainda ardia, dolorida.

     - Su-

     - Cala-se – A voz de Sasuke veio mais alta, mais grossa, A logo o olhou, mesmo com o nariz sangrando não sairia dali até ter o que queria. – Tu, pegues seu filho, e desças as montanhas para suas terras, não volte ao reino até que eu ordene – O tom que fora usado assustou até mesmo Kizashi que temeu o pior para si e seus filhos, trouxe Ino Gaara e Sakura para mais perto, querendo os proteger.

     - E quanto a ela? – Apontou para Sakura que ainda chorava, sua mão ainda estava sob o rosto, e a raiva que crescia dentro de si apenas era regada pelas palavras daquele ser.

     - Eu cuido dela – Sasuke foi mais feroz, A, olhou para Sakura, para sua família e deu as costas limpando o nariz que sangrava. Sasuke esperou que este sumisse no fim de corredor e mandou que Sai o escoltasse até o fim das montanhas junto ao filho agressivo.

     Quando nem mesmo o barulho dos passos daquele homem Sasuke pode ouvir, ele voltou a olhar para Kizashi e seus filhos. Os olhos negros estavam cobertos por uma áurea negativa, e isso afastou o Haruno quando o Uchiha avançou contra, Kizashi ficou de lado e assistiu em primeira pessoa o Rei segurar a mão livre de Sakura a colando de pé novamente. Os olhos de Sakura estavam fechados, mas ela abaixou a cabeça quando Sasuke abaixou a mão que mantinha sob o rosto agora marcado por cinco dedos de um homem que apenas o fez ter mais raiva.

     - Eu quero que tu, Kizashi Haruno, volte para suas terras com seu filho e a noiva deste. – Sasuke puxou a rosada para que a mesma descansasse seu rosto no peito dele, assustando todos os presentes.

     - Meu Rei... – Kizashi engoliu a seco, não deixaria sua filha ali, - Sakura não podes ficar não a quero morta, é a minha única filha mulher. Ainda é nova, e todos a quer morta.

     - Sakura ficará no castelo do Reino. Passará duas semanas na prisão. Ela infligiu às regras, tem que pagar por elas e darei a mesma punição que daria a qualquer um. Embora não veja o momento correto em que ela atrapalhou a luta, apenas mostrou que os Haruno podiam lutar. Não importa o sexo. – Kizashi ergueu o rosto.

     - Sakura – Kizashi chamou, e devagar, ela abriu os olhos, o ferimento que tinha na cabeça voltou a sangrar, mas ela mínimo, e Kizashi engoliu a seco, mesmo não desejando, ele chorou pela filha. Não a queria ali, por mulher, por não querer vê-la lutando, por ser sua princesa, por prometer a esposa falecida que sempre a manteria segura, e salva de qualquer coisa ruim. – Filha... Eu sinto muito não... Não.

     - Está tudo bem – Ela murmurou chorosa, mas não pela despedida, e sim pela dor em seu rosto. Estava dolorido, e se não fosse pelos braços de Sasuke ao redor de seu corpo, ela já teria caído. – Isso é tudo que eu sempre quis.

     Kizashi abaixou os olhos, olhou para Gaara e Ino juntos, ambos choravam também, mas não diriam nada, ele voltou a olhar para Sasuke que também o fitava, sério, raivoso, furioso talvez, então assentiu, acatando a ordem igualmente a, A.

    - Ino, Gaara, vamos! – Foi o que disse, viu Sakura voltar a fechar os olhos sem largar a mão de seu rosto e respirar melhor nos braços do Rei que não a soltou. Deixou seu filho passar na frente junto à noiva e seguiu atrás, sem dizer nenhuma palavra.

     Novamente sozinhos naquele corredor, Sasuke apenas olhou para frente. Ele sentia as lágrimas de Sakura cair em sua mão, já que esta tomou liberdade de cobrir a dela. Não demorou muito para sentir o corpo dela pesar de vez, sabia que ela desmaiaria em algum momento, esperou quieto, e apegou no colo levando-a para um dos quartos daquele lugar, no caminho, mandou que preparassem tudo para a volta ao castelo principal do reino, já não havia mais razão para continuar nas montanhas.



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