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História Tudo que não teremos - Capítulo 1


Escrita por: Sasukezinha-sama

Notas do Autor


Bom meus amores cheguei com essa fic, minha primeira angst.
Espero que vocês gostem, se não gostarem não precisa dar hate, eu amo o que faço e não vou desistir tão fácil assim só porquê vocês se irritaram.

Antes de iniciar eu quero agradecer novamente ao meu amigo @theblueb0y e também é minha amiga @unholylase sem eles eu não teria ganhado forças pra amar minha escrita como é.

Capítulo 1 - Viva Sasuke


Lá estava eu, deitado em minha cama olhando para o teto, sim ele parece ser a única coisa interessante que tenho para admirar já que minha vida é cinza, sem vida e triste. Sim, óbvio que eu estou desanimado, mas por quê? Por quê eu estaria desanimado?


O motivo é um ser de 1,78 de altura, cabelos compridos, um olhar penetrante, anti social, mas uma pessoa incrível. Itachi é seu nome, este que a beleza é extremamente sedutora e me faz tremer só em ficar no mesmo lugar que ele, seu sorriso, um dos mais lindos que já vi, porém não é muito mostrado, este que até foi extinto de seu cotidiano após o dia em que ele começou a trabalhar.


Olho para o relógio na parede, este que marcava 14:00 PM. Me remexo em minha cama com meus pensamentos longe, bem longe; sei que você deve estar sozinho novamente em sua casa, pois sua namorada não se importa em te deixar ai sozinho, e isso sinceramente é horrível, você merece muito mais do que ser um simples animalzinho que fica em casa a espera de seu dono, porra Itachi, você não era assim, se você soubesse metade do que eu sei com certeza vocês não estariam juntos, mas eu não consigo, não consigo te dizer o que ela faz eu tenho pena de você. 


Eu te amo, porém você não sabe disso, eu tenho medo de dizer e você se afastar ainda mais. Tudo que eu queria era poder tocar-lhe o rosto e beijar cada canto de sua face com carinho e cuidado. Mas infelizmente não posso, você sempre disse com todas as palavras de todas as formas possíveis que odeia, acha repugnante e nojento o relacionamentos entre familiares, é irônico imaginar como você reagiria ao saber que eu te amo, você me chamaria de doente, e mandaria eu me foder com meu amor doentio. 


Dói, dói tanto saber que eu não sou mais importante em sua vida e que você vai se casar daqui a alguns dias. 


As vezes eu me pego desejando que eu não tivesse nascido seu irmão, seria mais fácil, porém você não gosta de homens, isso machuca, mas o problema não é nada disso, o problema é eu ser só um fracassado que mesmo vendo tudo que acontece, não consigo avisar, eu fico estático, parado igual um poste sou um embuste que fez nossos pais gastarem uma fortuna em psiquiatras e remédios, mas tudo que eu queria era você, eu queria poder te abraçar ouvir sua voz dizendo "está tudo bem otouto" mesmo que doesse ouvir o "otouto" eu estaria satisfeito. 


Sabe, ser fodido psicologicamente não é nada comparado ao meu corpo. Meus braços estão com diversas cicatrizes, pelas crises que já tive, mas você não sabe, ninguém ousou lhe contar, porque eu mandei que não o fizesse. 


Quando você ficou doente, e teve que ir para o hospital, eu que cuidei de você, porque sua "namorada" estava ocupada demais para se preocupar com seu bem estar. E foi naquele dia, naquele maldito dia você me expulsou do quarto, porque eu disse que sua namorada não queria te ver. Foi nesse mesmo dia que você me xingou e que nunca mais queria ver minha cara, é assim mesmo, eu te ajudo, cuido de tudo e no fim só consigo seu ódio.


Me sento na cama esfregando meu rosto com minha destra, meu corpo está doendo, mas eu preciso levantar, preciso cuidar das coisas em casa, já que eu não faço nada, ao menos isso eu tenho que fazer.


Levanto da cama com minha cabeça doendo mais que o próprio inferno, a noite anterior não foi muito justa comigo, chorar por você está sendo a cada dia uma coisa mais normal, nossos pais desistiram de tentar me fazer sair de casa, pois sempre que eu saio as pessoas se assustam com meu rosto pálido e minhas olheiras fundas todos dizem que é por causa disso e daquilo, mas ninguém sabe que é sua culpa ninguém sabe que você quem me causa tanta dor. Talvez se eu morresse seria um alívio para todos, mas isso magoaria a nossa mãe e eu não quero ver ela chorar; talvez isso tudo estivesse menos doloroso se naquele dia eu tivesse te beijado, mesmo eu levando um soco, meu corpo estaria mais leve.


Me arrastar igual a um rato está sendo cada dia mais difícil, meu corpo dói, minha mente está vazia, minha alma está podre, e isso tudo é minha culpa, por que dentre tantas pessoas eu fui me apaixonar logo por você? Meu irmão mais velho a pessoa que me fez ter uma crise ao dizer palavras tão cruéis enquanto eu só tentei te ajudar, que me chamou de nojentinho de merda só porque nosso primo me roubou um selinho, que nem um beijo pode ser considerado. Mas claro eu sou o único errado nisso eu sou o único que erra, mas naquele dia você não viu eu me esquivando de várias tentativas de beijo que foram falhas. 


Eu cansei de ser um capacho que só serve para você limpar seus pés, sabe você é um escroto e eu tenho vergonha em lhe chamar de irmão, esse título Shisui merece mais que você, pois ele me ajuda em mais coisas do que poderia contar, eu só queria o agradecer de alguma forma. 


Dedilho a maçaneta da porta, abrindo lentamente, fazendo com que a luz entre em meu quarto aos poucos ofuscando minha visão. Saio daquele cômodo indo até a cozinha esta que tinha um cheiro maravilhoso emanando, com certeza era Shisui fazendo algo para mim comer já que minha mãe está trabalhando junto de meu pai.


Ao me aproximar da cozinha minha vista se mantém focada ao Uchiha que fazia tudo que eu mais gostava de comer, não sei o porque ele gasta tanto tempo de sua vida cuidando de um sórdido igual a mim, mas confesso que sua companhia, me faz ficar menos mal com minha vida.


Me aproximo do rapaz que estava distraído; contorno sua cintura com meus braços, sustentando meu queixo em seu ombro o que fez ele sobressaltar com o susto que provavelmente eu lhe causei.


— Kon'nichiwa Sasuke… estava fazendo algo pra você comer… ── sorri de forma doce se virando para que ele possa ver meu rosto lânguido — está melhor hoje? Como se sente? ── retira minha franja da frente dos meus olhos acariciando meu rosto com extremo zelo.


Me esquivei de seu toque colocando minha cabeça na curva de seu pescoço o que fez sua mão ir diretamente até meus cabelos, dando início a um carinho gostoso ali, o que fez meu coração ficar mais aliviado.


— Meu corpo dói Sui… mas ter você aqui alivia, obrigado por ser um irmão que eu não tenho. ── Aleguei tocando seu rosto o que o fez rir. Levanto minha cabeça aproximando nossas testas as unindo de forma carinhosa que fez meu coração se esquentar deixando aquele gelo por um momento.


— Depois que você comer nós podemos aproveitar o dia que tal? ── beija minha testa voltando sua atenção às panelas que estavam no fogão.


E foi dito e feito. Após eu me alimentar a contragosto nós fomos para a sala assistir um filme, mas eu não estava interessado tanto assim naquele filme, o que vagava em minha cabeça era algo bem diferente daquilo. Eu queria ir ver você, te pedir desculpas, mesmo essa fala não sendo minha e sim sua, eu queria ir atrás de você. 


Então é isso que irei fazer, eu vou atrás de você, e espero que eu não tenha que te dar um soco para descontar todas minhas frustrações.


— Shisui… eu vou sair… se quiser pode ir pra sua casa, eu vou entender. ── Depositei um selinho em sua bochecha fazendo ele me olhar focando sua visão em mim.


— Tá… se cuida viu! ── se levantou do sofá indo até a porta saindo pela mesma a fechando em seguida.


Subo as escadas indo em direção ao banheiro com minha vista pesada e meu corpo cansado, sinceramente não sei o porque estou correndo atrás de alguém que nem se importa, mas eu quero dizer as palavras não ditas, e esfregar na cara dele de que o Shisui é melhor que ele, isso sim vai ser gratificante. Mas a dor que ele me causou nunca vai se cicatrizar, meu coração sempre vai ser amargo e doente, não importa o quanto eu tente, isso sempre vai me perseguir.


Após ter meu banho tomado eu vou até meu guarda roupa e pego qualquer peça que seja confortável e larga para poupar minha preguiça de me arrumar corretamente. Depois de tudo pronto eu resolvo sair de meu quarto, sigo pelos corredores até chegar na sala, eu pego a chave do carro indo até a garagem.


Pego o carro indo até a casa do meu irmão com meu coração na mão, eu sei o que me espera… ou talvez não, mas mesmo assim eu quero o ver e despejar tudo que sinto, quero me libertar, pelo menos em uma parte.


Chego em frente a casa do mais velho, desço do carro e observo aquela casa… era grande pra quem não iria ter filhos com aquela mocreia, vagabunda. Respirei fundo fechando o carro enquanto, caçava coragem para ir o ver.


Ando em passos lentos até a porta da casa dele, bati na porta esperando alguém vir me atender. Estava a longos minutos ali e pronto pra desistir dessa ideia estúpida até que ouço o som das chaves girando naquela maçaneta, após isso abrindo a porta, me revelando a face lânguida de meu irmão, parece que ele não dorme a dias e isso fez meu peito doer.


Recuei alguns passos para trás receoso com sua reação, sim eu estou preocupado com ele, porra ele está todo pálido com olheiras fundas e magro, o que houve aqui? O que fizeram com meu irmão? 


Estava tão perdido em meus pensamentos que mal pude notar um sorriso de canto rápido que foi substituído novamente por aquela inexpressão costumeira, esta que me deixa no pico de um surto.


— Entre… ── Diz curto dando-me passagem para que eu possa entrar, foi o que fiz sem dizer uma palavra sequer.


— Itachi… eu quero conversar com você! Sei que você mandou eu nunca mais te ver, mas hoje, eu resolvi falar com você de uma vez por… ── sou silenciado com uma crise de tosse o que me preocupou, ele sempre teve essas crises de tosse, mas de alguns anos pra cá está se tornando frequente, mesmo ele tomando remédios, indo em vários médicos, ele nunca conseguiu descobrir o que é.


Me aproximo dele vendo seu corpo despencar em câmera lenta. Aquilo não pode estar acontecendo, justo hoje que eu iria pedir desculpas e iria lhe contar sobre o que sinto, mesmo recebendo seu ódio.


Antes que ele pudesse cair no chão eu o seguro como se minha vida dependesse daquilo, daquele momento, daquele bendito momento. O virei em minha direção, fitando assustado todo aquele sangue que saia se sua boca e nariz. 


Por que ele nunca contou sobre isso? Como ele tossia sangue e ninguém se preocupava? Como eu odeio você Uchiha Itachi, sempre esconde algo importante, sempre fica em silêncio, prezando por sua imagem e orgulho, essa merda de orgulho.


Retiro seu cabelo de seu rosto vendo seus olhos me fitando profundamente. Pelo jeito sua namorada não está aqui, mas por que ele não gritou comigo? Me xingou? 


Sasuke… ── sussurra em um fio de voz se esforçando para que algo saísse, estava nítido isso. Ele está pálido, eu tenho que o levar para o hospital, se não ele não vai aguentar.


Pego ele em meu colo saindo de sua casa as pressas, quebro a distância entre eu e o carro em segundos, parecendo que minha vida dependesse disso, e sim minha vida depende, se ele não aguentar e morrer em meus braços eu vou me culpar pelo resto da eternidade, minha alma nunca vai descansar, e aí sim, eu vou ser amargurado por completo.


Meu coração estava a mil, igualmente ao meu carro, este que produz um som alto de pneus sendo derrapados, mas nada mais importa, eu preciso chegar a tempo eu não quero perder meu irmão, a razão de meus surto, e a pessoa que eu amo.


— Aguenta nii-san! Você vai conseguir! ── paro em frente a um hospital mais próximo, saio às pressas do carro com ele em meus braços todo ensanguentado e com seus olhos pesados, ele quer dormir, mas se isso acontecer ele não vai resistir. — Não durma Ita… por favor fica comigo.


Entro no hospital correndo com ele em meus braços até a sala de urgência, onde ele foi levado até um quarto para que cuidassem dele.


E foi nesse momento que meu coração parou, e toda minha volta começou a ser um imenso vazio, as pessoas estavam distantes e a única coisa que me vinha naquele momento era meu irmão, eu não consigo o ver naquela forma, mesmo depois de tudo que ele me fez eu não consigo o odiar, eu só queria conseguir, mas por ironia do destino, ele se tornou minha existência.




(…)




Horas se passaram e nada de notícias, eu já estava a ponto de enlouquecer, mas minha culpa é maior, aquilo estava pesando em meu peito, tantas palavras mal faladas estavam me cortando o coração. Ao escutar o médico se pronunciar, eu gelei, não estava pronto para notícias ruins, eu queria acreditar que ele estava bem, mas minha mente diz outra coisa e isso me mata.


— Uchiha Sasuke! Alguém o viu? 


Respiro fundo finalmente criando coragem para me pronunciar; me levanto com receio indo até o médico com o coração na mão, mas ao ver ele se afastar e voltar por onde veio fez uma chama de esperança se acender em meu interior.


Sigo o de jaleco branco passando por diversos quartos até chegar onde meu irmão estava. Aquela cena foi dolorosa de se ver; ele estava acamado, com uma bomba de oxigênio em seu rosto o ajudando a respirar. Levanto meu olhar para o médico este que nada disse só meneou a cabeça negativamente, jogando indiretamente um balde de água fria em minha cabeça.


— Sugiro que faça companhia para ele esta noite… vou liberar sua entrada. ── Disse abrindo a porta liberando minha passagem, esta que eu não exitei.


Entrei naquele quarto vendo seu estado mais de perto, era de partir o restante de meu coração, vê-lo daquela forma, tão frágil, me fez arrepender amargamente por tudo que pensei, e disse sobre ele. Ando por aquele quarto opaco até chegar na poltrona que fica em seu lado esquerdo; me sento ali segurando sua mão. Entrelaço nossos dedos trazendo sua mão até meu rosto me permitindo depositar um selar em seu dorso afagando ali em seguida.


— Nii-san… eu queria te pedir perdão… eu fui um pé no saco com você… eu queria tanto que tivéssemos mais tempo, eu queria dizer o quanto te admiro e que você sempre foi meu ídolo, eu sempre te amei… sim amei, mas não como meu irmão… eu sei que você deve estar pensando "isso é doentio" mas não para mim, meu coração só tem olhos pra você, eu sinto muito por ter que acabar assim… ── digo a ele tudo que eu estava guardando, até aquilo que eu tinha sufocado em meu coração, eu só teria esse momento com ele, só teria esse último momento, então ele teria que ser bom.


Sasuke… ── chama meu nome fazendo com que meu olhar se levante para o fitar, e eu acabo por me surpreender, ele não estava zangado, nem nada, ao contrário, em seus olhos lágrimas estavam escorrendo incessantemente o que me fez quase chorar junto dele. — Eu… peço perdão… por ter sido um péssimo irmão… mas saiba… que o motivo para eu ter sido assim com você… não era nada relacionado a ti, e sim a mim… eu estava gostando de você otouto… ── diz fazendo meu queixo cair, ele estava realmente se assumindo para mim, mas por que dói tanto? 


Realmente dói saber que ele está dizendo tudo isso quando está acamado no fim de sua vida, contudo eu estou feliz. Estou feliz em saber que ele nunca me odiou. 


Mas eu me recusei a aceitar isso, porque você não merece alguém assim como eu, você merece o melhor… eu não conseguia imaginar você sofrendo preconceito por me ter como seu amante… meu orgulho nunca deixou eu contar que te amava… sinto muito por tudo… mas agora você está em boas mãos, sabe, o Shisui te ama e ele sabe que eu gosto de você… por isso ele nunca tentou nada, sabe aquela vez que nosso primo te beijou, eu disse aquilo, porque eu estava com ciúme de você. ── Explicou fazendo meu peito se aliviar, e uma enorme vontade de chorar se fazer presente, mas eu não quero chorar, eu quero ouvir tudo que ele tem a me dizer eu quero ouvir sua voz pela última vez.


— Mas e sua namorada?


Ela é só uma pessoa que contratei pra encenar comigo, eu nunca tive uma namorada… acho que o único que eu sempre quis tocar e ser tocado era você, mas infelizmente… não era pra ser… ao menos, você pode me beijar… quero ao menos isso de você otouto ── assenti retirando aquele aparelho respiratório. Me levanto e observo seu rosto guardando aquele sorriso em minha memória. 


Aproximei nossos rostos mesclando nossas respirações finalmente envolvendo sua boca em um beijo, este que tanto ansiava por 8 longos anos. Nossas línguas dançavam em uma sincronia perfeita, era tão bom sentir a textura de seus lábios unidos aos meus, mas nós tivemos que nos separar pela maldita falta de ar que atingiu nossos pulmões. Me afasto dele sendo seguido por seus olhos, que estavam opacos, mas cintilantes o que me aliviou.


Eu te amo e estarei sempre com você, não importa onde e nem o que você faça, eu sempre irei te amar pois meu amor por você é único… viva por mim… eu… te… amo… Sa… suke ── escuto o som estridente do monitor cardíaco sinalizar que ele havia ido, ido para sempre, e me deixou aqui, mas não foi em vão, ele havia pedido desculpas e eu havia o perdoado, assim consecutivamente, meu coração não estava mais pesado, e estava em paz.


Me sento na poltrona deitando minha cabeça em seu braço fechando meus olhos. Eu quero descansar, porque finalmente consegui ser perdoado e o perdoei, não foi o final feliz que sempre me imaginei, porque a vida não é contos de fadas, mas esse foi um final que eu nunca sonhei ter; o fim eo novo começo, eu vou viver por ele como ele me pediu, no fim vou viver por tudo que não teremos.


Eu te amo Itachi.




☆.*・。 Fim ☆.*・。



Notas Finais


Então foi isso espero que tenham gostado.
Erros seram corrigidos
Kissus bye bye


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