História Tudo terminou no Caldeirão Furado - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Lucius Malfoy
Tags Arthucius, Arthur, Arthur Weasley, Lucius, Lucius Malfoy, Luthur
Visualizações 250
Palavras 1.903
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Avisos: Contéudo sensível. Brincadeira, teremos linguagem imprópria. É yaoi também, para quem ainda estiver em dúvida.

Notas da Autora: Fazia, sei lá... meses que eu queria escrever uma história Arthucius (ou Weafoy, ou Luthur, ou qualquer nome de shipper que resolverem adotar para Arthur e Lucius). Vamos a fanfic. Ela é bem bad-sad, perdoem meus momentos depressivos. Mas é fluffy, então compensa :D

Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo Único


❝Não somos quem costumávamos ser

Somos apenas dois fantasmas no lugar de você e eu

Tentando nos lembrar de como é sentir o coração bater❞


— Two Ghosts, Harry Styles


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O beco diagonal, sem dúvida alguma, era o local mais mágico da Grã-Betanha, cheio de logros e objetos para comprar, além de vendedores gentis e muito alegres para lhe atender.


Quase no final de Beco existia um 'pet-shop', administrado por uma família bruxa muito simples e alegre. Os Weasley eram carismáticos e o mais novo deles, o pequeno Arthur, era o mais travesso, por isso Septimus Weasley, o patriarca da família, gostava de manter seu filho à sua vista, sempre o trazendo para o pet-shop. 


Hoje seria um dia normal na vida do ruivinho de óculos quadrados e sardas no rosto, se não fosse pela entrada de um menino na loja de sua família. Septimus sorriu para o rapaz que aparentava ter por volta de seus nove anos. O menino, por sua vez, ignorou a demonstração de afeto e correu para as gaiolas dos animais, quase grudando seu rosto no ferro recém-limpo por Arthur.


— Que tal ajudar o cliente? Estou ocupado com os selos. — Weasley-pai explicou e Arthur assentiu, pulando do banco por trás do caixa e andando até o garotinho.


O mesmo estava observando a gaiola das doninhas com certa adoração. O rosto fino e pálido estava escondido pelos fios loiros que quase chegavam na altura dos ombros. Ele parecia irritado com a franja, jogando-a para trás de vez em quando; Arthur não assumiria, mas achou engraçado a maneira como as expressões do rosto do garoto ficavam quando uma doninha de pelagem branca pulava animada para cumprimentá-lo.


— Ela gostou de você. — o ruivinho disse e o menino deu um pequeno pulo para o lado indicando que tomou um susto. — Você quer adotá-la? Acho que ela te escolheu.


O loirinho olhou para a doninha que agora estava grudada na grade da gaiola com a intenção de chegar até ele. Soltou um sorriso tristonho.


— O meu pai não me deixa ter bichinhos de estimação. — explicou cabisbaixo. Arthur deixou os ombros caírem, os olhos do mesmo encararam o loiro com certa pena por debaixo dos óculos quadrados.


— Qual é o seu nome?


— Luci-Lucius Malfoy. — ele hesitou em falar o sobrenome. Arthur sabia quem eram os Malfoy, seu pai havia comentado com ele sobre o parentesco distante que tinham, algo do ano de 1870 ou coisa assim, porém, Lucius não parecia ser malvado ou querer amaldiçoá-lo (na verdade, o menino nem varinha tinha). 


— Quer pegá-la no colo?


Lucius olhou para Arthur como quem havia ganhado um baú de ouro. Balançou a cabeça de maneira rápida e se afastou da gaiola quando o ruivinho se adiantou para abrir e pegar o animal. A doninha pulava desesperada em seu colo, animada demais com a ideia de poder ser adotada. Lucius pegou-a no colo e riu divertido com a animação do animal.


— Ela é uma garota? — perguntou curioso. 


— Sim, e é uma doninha-albina. São bem raras. — comentou Arthur. — Quer dar um nome para ela?


— Eu não posso adotá-la, já disse. — murmurou o Malfoy com um tom um tanto impaciente. Arthur suspirou, assoprando uma mecha de cabelo ruivo que caiu sob seus olhos.


— Eu vou para Hogwarts esse ano, sabe? E ainda não escolhi meu bichinho. Se quiser, eu posso cuidar dela e quando você puder, pode adotá-la. — sugeriu e Lucius abriu a boca, em seguida dando um sorriso brilhante. Um sorriso que Arthur jamais esqueceria. — Que tal a gente chamar ela de Lucy? Combina com o seu nome.


— Lucy... — disse o loiro pensativo e olhou a doninha. — Você gosta? — perguntou animado e a doninha fez um som estranho que Lucius entendeu como um sim. — Tudo bem, vai ser Lucy. 


— Oi Lucy. — Arthur chegou perto e acariciou a doninha, que parecia familiarizada com a atenção que as duas crianças estavam dando a ela, contudo, o sino da porta soou e por ela entrou um homem de rosto sério e que segurava uma bengala elegante e cara.


Arthur se afastou imediatamente de Lucius, que não pareceu notar isso e se aproximou mais do recém-amigo. O Malfoy apertou Lucy sobre si e encarou seu pai com medo do que viria a seguir.


— O que faz aqui, Lucius? — Abraxas Malfoy disse em uma falsa calmaria. Septimus agora havia se levantado e estava em alerta. — Largue esse animal asqueroso e vamos. Nunca mais saia de perto de mim, ouviu? 


— Boa tarde, Abraxas. — Septimus se pronunciou, tentando tirar a atenção do homem após ver os olhinhos do loirinho se encherem de lágrimas. — Não o vejo a um bom tempo.


— Weasley, está mais acabado do que me lembrava. — disse de maneira venenosa. Abraxas então finalmente conseguiu notar Arthur, que agora abraçava os ombros de Lucius e o apertava contra si. Malfoy-pai crispou os lábios para aquela cena. — Vejo que criou um mini-você. Tão sujo com poeira e cheirando a produtos de limpeza. Lucius, saia de perto dele e devolva esse bicho.


O loirinho fez um mumucho e se afastou, entregando Lucy para Arthur que sorriu compreensivo e piscou para o menino, deixando claro que estava tudo sob controle. Mas não, não estava, pelo menos não para Lucius, que pela desobediência iria levar uma surra quando chegasse em casa. Era sempre assim e com Abraxas gritando o quanto ele era um irresponsável e rebelde. Lucius sentia vontade de chorar.


— Ora, Abraxas! — Septimus exclamou. — Leve um bichinho para seu filho. Ele parece querer muito a doninha-albina.


— Lucius não tem tempo para ficar cuidando de animais como você faz, Weasley. Ele tem outros propósitos. 


— Os seus propósitos, quer dizer? — retorquiu e viu os olhos cinzas de Abraxas brilharem perigosamente em direção ao ruivo.


— Os propósitos da família Malfoy, que são dignos e honrosos, ao contrário dos traidores de sangue que são. 


Septimus Weasley riu bem humorado, como quem apenas se divertia com o descontrole de Abraxas. Arthur e Lucius observavam a discussão em silêncio.


— Falar de honra é perigoso, Abraxas. — soltou no ar e se virou para Lucius. — Você é bem vindo aqui quando quiser, pequenino.


— Ele não vai voltar. — garantiu Abraxas com os olhos brilhando perigosamente em direção ao filho. Lucius abaixou a cabeça e andou até o pai, os dois saindo da loja em seguida com Abraxas apertando os ombros de Lucius fortemente.



Uma semana depois, é claro, Lucius havia retornando ao pet-shop para cuidar de Lucy e conversar com seu mais novo melhor amigo, Arthur Weasley.


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— Uma árvore? — a voz indignada de Lucius Malfoy soou naquela manhã fria de dezembro. — Você quer me fazer subir na droga de uma árvore, Arthur Weasley?!


— Tem uma casa aqui em cima. — respondeu divertido e sorriu brilhantemente, apenas como ele sabia fazer. — Coragem, querido. Se cair, eu te seguro.


— Se eu cair e morrer, eu vou te matar. — respondeu zangado, as bochechas estavam vermelhas pelo tempo frio e ele usava o típico cachecol da Sonserina. Arthur riu bem humorado, achando graça na reação do loiro. — Não ria!


— Não estou. — garantiu com um sorriso divertido. Lucius resmungou como um velho de oitenta anos e escalou a escadinha que daria para a casa da árvore. Quando chegou e pisou na varanda de madeira, quase caiu, mas como havia sido prometido, foi segurado por Arthur.



Os dois sorriram um para o outro e se olharam furtivos, quase correndo para dentro do esconderijo que Arthur havia construído na Floresta Proibida. 



— Você sabe, eu vou me formar. — disse o ruivo, retirando do bolso algum tipo de doce trouxa. Lucius adorava os doces que os trouxas faziam; mesmo sendo simples, eram gostosos e muito bem elaborados. — Que tal? É uma bala de caramelo e chocolate.



Lucius pegou a bala e abriu o pacotinho, colocando-a na boca. O chocolate estava no recheio, que derreteu em sua boca. Ah sim, ele moraria em uma Londres trouxa apenas pelos doces.



— Qual é o problema de você se formar? — perguntou Lucius confuso. Arthur inalou o ar, olhando para os seus pés e se sentando no chão. Lucius se aproximou, sentando-se no colo do mais velho, que sorriu de modo triste.



— Meus pais me apresentaram uma garota... Molly. 



Lucius encarou Arthur como se ele tivesse cometido um crime.



— O quê? — perguntou de modo incrédulo. — Eles não fariam... fariam?



Arthur abaixou o olhar e respirou fundo. Aquele simples gesto fez Lucius engasgar um choro. Ah sim, eles já fizeram. 



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O cheiro de bebidas e cigarro deixava Lucius enjoado. Arthur estava sentado no bar, alterado demais para ter uma conversa civilizada. O rapaz loiro se aproximou um pouco encolhido, era de seu feitio ser assim desde sempre. O ruivo parou o que estava fazendo para encarar o loiro a sua frente.



— O que faz aqui? — perguntou de maneira rude. Lucius viu a aliança no dedo de Arthur reluzir como uma chama prestes a queimá-lo.



— Vim avisá-lo do meu noivado. — disse de uma vez. A verdade é que havia ficado noivo de Narcisa Black ainda naquele ano, o impedindo de certos sonhos e o barrando de suas vontades "pecaminosas", como seu pai gostava de chamar. — E vim pedir perdão...



— Perdão?! — Arthur disse em meio a uma risada sarcástica. — Oh sim, eu te perdoo, Lucius. Te perdoo por ter me feito esperar como um idiota nesse bar. Te perdoo pelas esperanças que plantou em minha alma sobre abandonar aquela vida medíocre e infeliz que tenho! Eu te perdoo, Lucius!



O loiro soluçou pelas palavras de Arthur. A verdade era que os dois iriam fugir, juntos, como sempre foi. Mas lá estava Narcisa Black e sua família de loucos, as ameaças, as intrigas, tudo em cima dos ombros do jovem Malfoy.



— Eles disseram que se eu pensasse...  — Lucius engasgou com as lágrimas. — Se eu pensasse em fugir com você, eles o caçariam. Iriam matá-lo, Arth...



— Que deixasse eles! Mas iriámos ficar juntos! Achei que nosso amor superasse tudo. — falou o ruivo com a voz amargurada.



— Eu estava com medo! — Lucius gritou. — Eles iriam matá-lo! Eu não suportaria!



Arthur fitou Lucius de modo magoado. Não queria prolongar aquela maldita conversa. Se levantou e virou as costas para o que já havia sido a razão de sua vida. O que Lucius era agora? A última coisa que ouviu antes de sair do Caldeirão Furado foi o choro desesperado e engasgado do ex-amante.



Arthur parou ainda na soleira da porta e escutou os choramingos do loiro. Aquilo lhe partia o coração, mas eles haviam escolhido caminhos diferentes. Lucius ainda era um sonserino, medroso e precavido, ao contrário de Arthur, que era impulsivo e corajoso. Suspirou e pegou sua varinha no bolso, murmurando um feitiço ao qual não produzia desde que  recebeu a notícia que se casaria com Molly.



Um feixe de luz rompeu o local e Lucius ergueu os olhos para ver o Patrono em forma de doninha dançar a sua volta. Ele pôde ver Arthur saindo e correu para alcançá-lo, mas quando chegou, não havia mais ninguém nas ruas.



A doninha brilhante continuou a flutuar entre ele, trazendo conforto ao seu coração quebrado. Lucius sorriu, tentando passar a mão no feixe de luz azul.



— Você também é o meu pensamento feliz, Arthur. — sussurrou e a doninha sumiu em uma explossão brilhante.




Notas Finais


Um salve para quem achou que Lucius e Arthur iam ficar juntinhos and happys, nem tudo na vida é um conto de fadas (só se for drarry ou wolfstar rs)

Gente essa foi a one-shot mais meia boca que eu já escrevi. Um dia eu escrevo uma Arthucius melhor.

Para quem não sabe o patrono do Arthur é realmente uma doninha fica ai no ar rs

Bem, bem... desejo meu humilde "espero que estejam tendo um bom dia ou noite ou qualquer horário" e espero do fundo do meu coraçãozinho metade lufano metade sonserino que tenham gostado. Um beijo e até a vista!


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