História Tudo volta - Capítulo 6


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Categorias David Luiz
Visualizações 10
Palavras 1.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Cap.6


Depois de quase uma semana pra contornar a situação e fazer o público esquecer,tudo está calmo novamente.David não ligou e eu também não,pois como eu disse pra ele,eu faria meu trabalho e ele que ficasse na dele.Bem mandado!Depois de desligar o telefone na cara da minha mãe,ela não me ligou também,e não me atende mais,estou com o coração apertadinho,pois ela nunca fez isso comigo.

-Carol, ligação do David na linha três.

-Obrigada Sasá.-dei um sorriso pra ela e ela me devolveu, adoro ela.-alô.

-Oi,Carolina?-sua voz estava esganiçada,o que aconteceu agora?

-Aconteceu alguma coisa?

-Sim!-ele ficou mudo no telefone por alguns segundos-eu preciso que venha aqui em casa,por favor, não como assessora,mas como ouvinte.

-Eu tenho mais o que fazer David, não psso ficar a sua disposição!-mas o que ele pensa da vida?

-Por favor, não tem ninguém aqui,e eu não estou bem,hoje não é um bom dia-ele começou a chorar-eu vou enlouquecer,me ajuda,eu te suplico.

-Mas eu não...

-Acha mesmo que se tivesse alguém além de você pra eu ligar eu já não tinha feito?Vem,por favor.

-Chego aí em vinte minutos, e que não seja besteira!-desliguei o telefone e arrumei minha bolsa,saí da sala e avisei Sasá,que me lançou um olhar sapeca, revirei os olhos e ela riu.Peguei um trânsito suave,levei só quinze minutos pra chegar em sua casa.Desci do carro lentamente e atravessei o jardim, chegando em frente a sua porta, que estava aberta,entrei.

-David!Onde você está?-não escutava nada, onde será que anda esse cabeludo?-David,onde você está,se não responder eu vou...

-Estou indo, só um minuto!

-Acha que eu tenho tempo o suficiente pra...meu Deus!-ele estava descabelado,com o rosto vermelho e banhado em lágrimas, pé descalço e com uma garrafa de uísque em uma das mãos.-o que você pensa que está fazendo?-fui até ele e tirei a garrafa de sua mão.

-Eu sou um desgracado, eu fui um infeliz Carol,eu amo tanto mas não posso abraçar,nem beijar e ....

-Calma,do que você tá falando, você e a Bruna brigaram?-ele negou com a cabeça-me diz o que foi, não me diz que saiu pra rua assim?

-NÃO! Desculpa ter gritado, não foi nada com a Bru,meu Deus,eu sou um péssimo namorado-ele se sentou no sofá, não estava bêbado,estava desesperado,e eu já sei pelo que é.

-Que foi David,me diz que talvez eu possa te ajudar.-me ajoelhei em sua frente.

-Você pode trazer os mortos de volta?-neguei com a cabeça-então não pode me ajudar.

-Desabafa,estou aqui pra te ouvir.

-A Laura-meu coração deu um pulo-ela era minha namorada,eu amo ela até hoje,mas ela morreu por uma burrada minha, dói tanto Carol.

-Mas porque logo agora você se lembrou dela!-sabia que data era hoje, mas quero ouvir de sua boca.

-Hoje seria o aniversário dela,minha princesa,meu amor,eu queria tanto que ela estivesse aqui,se ela estivesse viva,hoje estaríamos juntos,felizes,mas eu matei ela.

-Você matou ela?-fiz minha melhor cara de surpresa que consegui.

-Não diretamente,mas minha raiva,minha ausência,minhas atitudes mataram ela.-e caiu no choro de novo, colocando a cabeça entre os joelhos,sorri de leve.-eu matei o grande amor da minha vida, como eu pude fazer isso,eu sou um monstro.

-É uma pena David,mas você é mesmo um monstro.-ele levantou a cabeça e me olhou estranhando minha reação.-você tem a Bruna,que nem sei onde anda agora, e chora por uma garota que morreu,fala sério!

-Eu amo a Luiza,eu vivo até hoje por ela,querendo encontrar alguém como ela,mas não achei.E a Bruna está comigo pelo contrato,nada mais, quando ele acabar ela volta pro Brasil.O que você entende de amor Carolina? Você é fria como um gelo,como acha que tem o direito de me julgar?

-Querido,eu não julgo ninguém, Deus te julga, fazendo você carregar essa dor,eu não.

-Quando eu te vi pela primeira vez,era tão parecida com a Laura, minha Laura,mas não,pois nem nos momentos mais difíceis ela era assim,amargurada,mal amada e...-dei um tapa na cara dele,que se atirou pra trás assustado,me levantei e alcancei a garrafa de uísque pra ele .

-Espero que você se afunde em sua mágoa e morra com seu veneno,passar bem.

Saí pela porta com o melhor sorriso de vitória nos lábios,ele merece o que está passando,e me alegra muito o que tem passado.Depois de entrar no carro meu telefone tocou,atendi quando vi que era minha mãe.

-Oi mãe, até que enfim me ligou,como vão as coisas por aí?

-Minha filha,preciso de você aqui-sua voz era chorosa-a Manu,ela está doente,precisa de você aqui.

-Como assim doente,o que ela têm?-me desesperei,minha filha,minha vida.

-Preciso de você, estamos no hospital, é urgente,vem pra cá,por favor.

-Vou pra casa arrumar minhas coisas e te ligo pra avisar que horas sai o vôo,me mantém informada por favor.

-Pode deixar que eu te aviso,mas eu te suplico, vêm pra cá minha filha.

-Já está mais do que na hora de voltar mãe,pela minha família, até.-desliguei o telefone e voei pra casa,no caminho liguei pra Sasá avisando que teria que resolver alguns assuntos no Brasil .Que Deus me ajude e que protega minha relíquia mais valiosa,minha filha.

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Depois de arrumar minha mala e deixar a casa arrumada pro meu regresso,fui até a impressora pegar minha passagem, coloquei dentro da bolsa e fui ao banheiro retocar meu batom,mas a campainha tocou,fui atender.Só pode ser a Sasá me trazendo algum papel importante pra assinar.

-Sasá, porque não me avisou...-abri a porta e levei um susto-o que faz aqui?

-Você me deixou, você me abandonou, porque?-era David, completamente bêbado, chorando e,me confundindo com a Luiza,ou melhor, comigo mesma.

-Como me achou aqui David?

-Eu sempre vou te achar Luiza,sempre,pra...

-Sempre!-não resisti e deixei uma lágrima rolar por meu rosto.-Vai embora,por favor.

-Me deixa entrar, você não faz idéia do quanto eu esperei por esse momento.-dei passagem a ele e voltei a ser Luíza,vou enlouquecer ele,nunca pensei que seria tão fácil acabar com ele.

-Como você me achou David, eu fugi pra longe mas não o bastante,pelo visto.-ele me abraçou forte, soluçando,e o seu perfume entrou em meu nariz, que homem cheiroso até bêbado.

-Meu coração sempre vai te encontrar, mas porque você me deixou, você morreu,o que,eu estou ficando louco, você não existe mais...-ele está confuso,minha chance.

-Shiu! Hoje eu estou aqui,mas só hoje,agora,meu amor, senti tanto a sua falta Vid.-ele me olhou nos olhos e um brilho veio até mim, aquele olhar que eu tanto amei.

-Eu te chamei tanto,te esperei tanto,desacreditei da minha crença,por você,pra te ver, não podia ser em melhor momento.

-Sei que está com uma garota, que não existe amor entre vocês,como pode fazer isso comigo, com a gente.-virei de costas pra ele,que me abraçou e se ajoelhou em minha frente, abraçando minhas pernas 

-Ela não significa nada pra mim Luíza,se quiser eu termino com ela.Seu cheiro continua o mesmo,esse cheiro que eu guardo num vidro de perfume seu que ficou na minha mochila.

-Quando você me deu a notícia que iria pra Portugal,eu procurei tanto por ele.-eu fiquei abismada,ele ficou com meu perfume,e ainda o guarda até hoje.

-Dizem que as primeiras coisas que esquecemos são o cheiro e a voz,mas seu cheiro eu guardo conigo,e a sua voz,ah sua voz,eu tenho até hoje gravada numa fita,eu escuto quando sinto saudades.

-Eu acredito em você-ele me pegou,golpe baixo.Nós vivíamos gravando mensagens de amor e até bobagens em fitas,e ele ainda as têm.Eu também guardo algo dele,uma filha,nossa filha.Me ajoelhei em sua frente.-eu também guardo algo que me lembra você.

-O que?-ele me olhou ansioso.

-Uma filha.Nossa filha David.-eu já chorava também,tomada pelo sentimento forte que ali estava presente.

-Eu sou um monstro mesmo.-ele caiu no choro de novo e eu não entendi.-eu deixei vocês duas morrerem,sua mãe não me disse isso.Uma filha,nossa filha,meu anjo.-ele me abraçava desesperado,eu entendi,eu estou morta, e sendo assim,nossa filha também, que se dane tudo,abracei ele mais forte que tudo.

-Eu nunca me esqueci de você,sempre te amei, e sempre vou te amar-ele segurou meu rosto com suas mãos,e me olhou como sempre, apaixonado, entregue a esse sentimento tão forte que chegava a ser palpável.-eu sempre serei teu,minha alma é sua,minha vida é sua,sua.

E me beijou.Eu juro, não era minha intenção me deixar levar,mas a saudade era mais forte,e me entreguei.Seu beijo era o mesmo,doce,e sua língua era velha conhecida da minha, que logo saiu de encontro com a sua.Suas mãos passeavam por meu corpo numa urgência que as minhas também tinham,agarrando sua camiseta e puxando pra cima.Nos separamos por segundos pra tirar a parte de cima das roupas, feito isso nos atracamos um ao outro com voracidade.

Nossos corpos precisávamos um do outro, do calor da pele,do toque.Era uma sinfonia de gemidos e juras de amor,uma saudade que seria matada agora,uma saudade de anos, e que eu iria aproveitar com vontade.Nos deitamos no tapete da sala e tiramos calça com roupas intimas junto, não queríamos perder tempo.

-Luiza,eu sempre imaginei esse momento,rezei pra que se repetisse,mas não seria possível,mas...-coloquei meus dedos sobre sua boca.

-Agora estou aqui, só hoje,me ame de novo David,eu preciso de você,agora.-chorei,pois era a mais pura verdade,eu tentei dizer que era ódio o que sempre foi amor.

E ele me beijou novamente,me penetrando devagar,e eu quase morri de prazer, soltando um gemido longo.Era delicioso o jeito como ele me invadia,e agora ele era um homem, não mais aquele garoto que eu me lembrava, que homão da porra.Sua velocidade aumentava mais e mais,me deixando louca,em êxtase.

-Como eu senti falta disso.-sua voz saia rouca,me fazendo soltar um gemido alto.Ele me segurou e se sentou no tapete, comigo em seu colo,sem sair de dentro de mim, que homem meu senhor.

Ele sugava meus seios,apertava minhas costas,mordia meus ombros e puxava meu cabelo.Eu já podia sentir o orgasmo chegando, então aumentei a velocidade segurando em seus ombros largos,como ele está gostoso,um corpo de deixar babando, que isso nego!

-Vamos amor,geme meu nome Luiza,eu sei que você está gozando, posso sentir.-e pronto, gritei seu nome e fiquei mole em seus braços, recebendo seu jato quente dentro de mim.

Estávamos suados,grudentos,mas nem ligamos,aquele momento era maior que isso.Nos olhavamos realizados,mas uma realidade era certa,ele não se lembraria de nada amanhã,sempre foi assim,desde quando era guri,bebia e no dia seguinte não lembrava de nada,por isso não bebia quase nada.

-David-alisava seu rosto, tirando os cachos que estavam grudados por ali-eu te amo muito,sempre,pra sempre.-o abracei e chorei,pois isso não se repetirá de novo,e eu ficaria com a lembrança de tudo,pois amanhã o máximo que vai acontecer com ele vai ser uma ressaca.

Nos levantamos e ele já estava grogue,precisava agir rápido.Coloquei as roupas nele e me enxaguei no chuveiro,me vesti em tempo recorde e peguei minhas coisas pra viagem.Descemos o elevador e eu enfiei uma touca no cabeção dele,pois de táxi alguém poderia reconhecer ele.Ataquei o primeiro táxi que eu vi e entramos.Dei o endereço de David,e rezei pra ele permanecer acordado,mas não deu certo.

Tive que pedir pro taxista me ajudar a colocar ele no sofá da sala dele e fomos direto pro aeroporto.Chegando lá,ele me ajudou com minha malinha e eu dei uma gorjeta gorda pra ele esquecer algumas coisas da viagem,ele me garantiu que não falaria nada,pois nada de estranho havia acontecido, glória.

Fiz o check in e aguardei a chamada do vôo, que não demorou muito e assim segui meu rumo.Entrei no avião e mandei uma mensagem pra minha mãe dizendo que já estava a caminho.Desliguei o telefone e quando o avião levantou vôo, no céu escuro da noite,eu me lembrei do que aconteceu à horas atrás, seguindo o mantra:nada aconteceu, sua vingança ganhou mais um ponto, importantíssimo por sinal.



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