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História Tulipas e Violetas - Capítulo 16


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Notas do Autor


Oi gente, mil perdões pela demora, mas aqui está tudo um caos!!!

Espero que gostem e continuem comentando porque eu amo ler tudinho o que vocês me mandam....

Boa leitura!

Capítulo 16 - The Party


Fanfic / Fanfiction Tulipas e Violetas - Capítulo 16 - The Party

Regina

Normalmente, eu odiava trabalhar nos sábados, mas após o encontro perfeito com Emma, não havia nada que pudesse tirar o sorriso bobo e apaixonado que estava grudado em meus lábios.

Era estúpido, realmente, afinal havia sido apenas uma noite fora de duas mulheres casadas, nada fora do comum, mas para mim havia sido tudo. Cada momento ao lado de Emma, era um momento único que ela fazia ser o mais especial possível.

Nunca imaginei Emma Swan ser o tipo de mulher romântica, que leva flores e café na cama, mas como eu estava enganada. No sábado de manhã, acordei para ir para o trabalho e a mesa estava posta, repleta de coisas deliciosas que minha esposa sabia que eu amava. Ela já havia saído para o trabalho, pois aparentemente tinha algumas reuniões urgentes no período da manhã e ela ficaria ocupada o resto do dia, e mesmo assim se deu ao trabalho de acordar mais cedo e preparar toda essa surpresa para mim.

Fui trabalhar com um sorriso no rosto e um brilho no olhar, que até mesmo Ethan comentou. Mas o que eu poderia fazer? Estava feliz!

– É aqui que a confeitaria da segunda mulher mais linda da cidade? – escutei a voz de Zelena abrindo a porta do meu escritório, que ficava no andar de cima da confeitaria.

– Segunda mulher mais linda? – perguntei sorrindo e ela piscou em minha direção.

– Sim, a primeira sou eu – deu de ombros se sentando em minha frente – Como você está?

– Estou ótima, perfeita na verdade – Zelena me olhou desconfiada e revirou os olhos logo em seguida – Me diga, a que devo o prazer da sua visita?

– Vou visitar meus pais na Irlanda e meu vôo sai no final da tarde – comentou – Volto semana que vem, então resolvi passar aqui e ficar uns minutinhos com você – concordei com a cabeça e me levantei para servir café para nós duas – Obrigada. Agora me fala, por que está com esse sorrisinho bobo no rosto?

– Ah, Zee, ontem a Emma me levou pra jantar – falei suspirando – Foi o melhor primeiro encontro da minha vida.

Falei totalmente sem pensar e só percebi quando minha melhor amiga franziu o cenho. Ela permaneceu me encarando por alguns segundos e eu abaixei a cabeça. Me sentia mal por não contar a verdade para a ruiva, mas o que eu poderia fazer? Era o acordo que eu tinha feito.

– Primeiro encontro? – perguntou desconfiada e eu não conseguia levantar o olhar para encará-la – Regina?

– O meu casamento... – comecei me sentindo envergonhada, rezando para que Zelena não me odiasse para sempre – O meu casamento é arranjado. Um contrato entre o meu pai e o pai dela.

A fotógrafa continuou me encarando com uma expressão ilegível, eu não fazia ideia do que poderia estar passando na cabeça de Zelena e isso me assustava extremamente.

– Me desculpa, Zee, mas eu não podia te contar – praticamente implorei segurando as mãos pálidas da ruiva por cima da mesa – Poucas pessoas sabem e eu não podia arriscar que mais pessoas soubessem.

– Então, é tudo mentira? – ela questionou com uma voz fina e magoada.

– Em partes sim, mas nós estamos tentando – confessei – Nós duas queremos que dê certo e estamos indo aos poucos. Ontem foi o nosso primeiro encontro oficial e eu, meu Deus, Zelena, eu estou perdidamente apaixonada por ela.

– Regina, vocês se casaram há meses, por que só agora? – ela parecia estar realmente confusa.

– Nós não nos dávamos bem. É complicado – suspirei passando a mão em meus cabelos – Me perdoa, eu realmente não podia te contar, eu queria, queria muito.

– Eu não vou mentir e dizer que não estou chateada porque eu to, mas eu entendo – falou triste – Obrigada por me contar, é um assunto delicado e muito importante que você decidiu compartilhar comigo e eu me sinto honrada. Não vou pedir para que me conte os motivos, faça isso quando estiver pronta, ok?

– Obrigada – dei a volta na mesa e a abracei com força, me sentindo mil vezes mais leve por ter tirado esse peso das minhas costas – Zee...

– Sim? – ela perguntou sem me soltar e eu respirei fundo – Pode me contar.

– Eu nunca estive com uma mulher antes.

Zelena me soltou e olhou no fundo dos meus olhos, eu senti minhas bochechas ficarem vermelhas mas ela não comentou isso, apenas me fez sentar no sofá que havia no escritório e se sentou ao meu lado.

– Amor, entenda uma coisa: não existe uma forma certa de transar com uma mulher – ela disse pacientemente – Cada mulher é diferente, tem coisas que uma mulher pode gostar e a outra não, então você tem que aprender o que a sua gosta. Não existe um manual explicando como dar prazer a uma mulher. Converse com a Emma, descubra o que ela gosta e o que ela não gosta, vai com calma que você aprende. Não precisa de pressa, na hora você vai saber o que fazer.

[...]

Estar apaixonada por Emma Swan e ser correspondida era a melhor sensação do mundo inteiro. Minha esposa conseguia ser a mulher mais perfeita que eu já havia visto em toda minha vida, mas apenas uma coisa estava me irritando e eu pretendia faze-la mudar a força.

Emma estava se esforçando ao máximo para não me pressionar de maneira alguma, incluindo não querendo dormir na mesma cama. Era uma tortura ir para a minha cama toda noite sozinha sabendo que a mulher da minha vida estava dormindo há poucos metros de mim.

– Vamos terminar de assistir Orange Is The New Black? – ela perguntou ao se sentar ao meu lado no sofá. Maitê reclamou com um miado preguiçoso por ter sido acordada de seu sono da beleza – Faz dias que não assistimos.

– Vamos – dei de ombros enquanto ela colocava a série na televisão.

Fiquei observando Emma assistir a série e a forma que ela sempre me puxava para perto, para que eu pudesse ficar encostada em seu ombro. Não importava onde estivéssemos, ela sempre iria arrumar alguma forma de me tocar, seja uma mão na parte inferior das minhas costas ou então entrelaçando nossos dedos.

Me ajeitei em seus braços e ela depositou um beijo em minha cabeça me fazendo sorrir. Se de ficar na sala dessa forma já era uma das melhores coisas do mundo, imaginava como deveria ser dormir uma noite inteira nos braços de Emma.

Suspirei lembrando que não estávamos dormindo no mesmo quarto pois Emma sempre recusava. Sempre me dava boa noite no corredor e seguia para o seu próprio quarto. Talvez ela não quisesse mais o nosso casamento, talvez ela só quisesse a minha amizade como no começo ela havia pedido. Talvez...

– O que foi que você está com essa carinha triste? – ela perguntou pausando a série e eu respirei fundo sem tirar os olhos da tela. Laura Prepon é realmente uma deusa.

– Nada – murmurei ajeitando minha cabeça em seu ombro enquanto Maitê andava em círculos no meu colo tentando encontrar uma posição boa para voltar a dormir.

– Amor, eu te conheço – ela disse erguendo meu queixo para que pudesse olhar em meus olhos – Me fala.

– Por que você não quer dormir comigo? – perguntei e Emma franziu o cenho. Meus olhos já estavam enchendo de lágrimas. Maldita TPM.

– Quem disse que eu não quero, Gina?

– Ninguém, mas toda noite você me dá um beijo na testa e vai pro seu quarto – minha voz embargou e Emma arregalou os olhos preocupada – Você não quer ficar comigo mais?

– Gina, o que? É claro que não! – exclamou assustada – De onde você tirou isso?

Não respondi, olhei para frente novamente tentando segurar as lágrimas. Eu nem sabia exatamente o por quê eu estava tão emotiva, mas quem é que tenta racionalizar a TPM de uma mulher?

– Gina, me escuta – Emma se levantou um pouco, ficando de frente para mim – O que eu mais quero é passar a noite toda abraçada com você, mas eu não quero te pressionar a fazer algo que você não está pronta, entende? Mas se você quiser, podemos começar a dormir juntas. Você quer?

Afirmei com a cabeça rapidamente e Emma sorriu de maneira carinhosa ao me ver concordar. Era tudo o que eu queria e ela nem precisou pedir duas vezes.

– Então, essa noite você se muda pro meu quarto, pode ser?

– Pode – sorri e nós voltamos para a posição que estávamos antes com Maitê em minhas pernas e eu encostada em seu ombro.

– Sexta-feira nós temos um jantar na casa da minha tia – ela comentou após alguns minutos de silêncio – Minha prima mais nova consegue ser bem inconveniente, então, ignora ela por favor. Os outros dois filhos da tia Fiona são incríveis, mas a Felícia... eu não sei, ninguém da família gosta dela.

– Por algum motivo específico?

– Ela já aprontou muita coisa com a minha tia e nem os irmãos suportam ela – Emma respirou fundo – E ela é muito amiga de uma ex minha.

– Devo me preocupar? – perguntei tentando fazer uma brincadeira, mas saiu mais sério do que eu queria.

– Jamais – negou firmemente com a cabeça – É uma história complicada. Helena, a minha ex, foi uma pessoa muito cruel, não só comigo. Ela se aproveitou da influência dos meus pais e depois de conseguir o que ela queria, simplesmente terminou tudo e saiu do país. Eu conheci ela através da Felícia, as duas frequentavam a mesma academia e viraram amigas e em um dos aniversários dela, Helena foi convidada e nos conhecemos.

– Seus pais ajudaram ela como?

– Eles conseguiram um emprego para ela como editora-chefe da Vogue – contou me fazendo arregalar os olhos – Pois é. Mas ela perdeu o emprego um tempo depois e virou uma jornalista determinada a manchar a minha imagem. Inclusive colocaram ela para cobrir o evento do hotel, no sábado. Até agora não sei como ela conseguiu, mas aposto meu rim que tem dedo da Felícia nisso.

– Ela vai estar na festa?

– Sim, mas não se preocupe, ela não vai conseguir fazer nada. Eu já falei com o meu pai – me garantiu – Nós não conseguimos trocar a jornalista, mas eles já estão avisados que se ela tentar qualquer coisa que passe dos limites, ela perde o emprego. Helena gosta de confusão, mas ela não colocaria o próprio emprego na reta.

– Eu confio em você, Emma. Vem, vamos deitar – me levantei e estiquei a mão para que ela pegasse e seguimos para o quarto da loira, que agora seria nosso.

[...]

O resto da semana passou tranquilo, Emma me fez ir em algumas lojas para experimentar sapatos já que o vestido ficaria sob a responsabilidade de Belle novamente. No domingo, passamos o dia todo limpando o apartamento, minha esposa não queria nem chegar perto da vassoura, mas era me ajudar ou eu deixaria que ela limpasse tudo sozinha.

Naquela madrugada, tive uma crise respiratória e de dores agudas nas articulações, mas dessa vez não foi necessário ir até um hospital. Alguns remédios caseiros que minha mãe me ensinou a fazer e mais alguns analgésicos me fizeram dormir bem rápido enquanto Emma me ajudava da forma que podia.

Na quarta-feira, Zelena resolveu me ligar enquanto eu procurava uma roupa para poder ir no jantar da tia de Emma, pois de acordo com a ruiva eu não tinha senso algum de moda e precisava de seus “milagres”.

Meu bem, sem mim você iria com aqueles seus vestidos rodados – Zelena disse e eu tinha certeza que havia ouvido seu revirar de olhos – Você precisa estar gostosa pra aquela garota que a Emma disse que vai estar ver a beldade que você é.

– A Felícia? Mas elas são primas, Zelena – falei confusa tirando algumas peças do guarda-roupa – Que tal o vestido que você me deu? Aquele azul turquesa?

Muito simples, escolhe outro – falou entediada e eu revirei os olhos – E outra, não importa o que elas são. Felícia é amiga da jararaca da Peabody, Ruby me contou sobre isso. Não deixe aquela garota te botar pra baixo. E pega aquele vestido vermelho vinho que a Mary te deu, aquele é perfeito para a ocasião, meu anjo.

– Certeza? – Zel murmurou um “uhum” no telefone e eu separei o vestido – Ok, no dia eu vejo o que pode combinar com isso. E eu não vou deixar que aquela rata me coloque pra baixo, fique tranquila. Obrigada, Zee, eu te amo.

De nada, babe. Quero detalhes de tudo, por favor.

Após minha melhor amiga desligar o telefone, decidi dar banho em Maitê, pois não havia mais nada para fazer em casa. Todas as roupas estavam lavadas e penduradas secando no varal, a casa estava limpa e o jantar seria somente mais tarde, já que Emma ficaria presa em uma reunião grande parte da noite. Ou seja, meu dia seria um tédio.

Não havia nada para fazer na confeitaria, pois eu havia deixado tudo nas mãos do meu gerente e estava de folga. Sem razões para ir até lá.

Respirei fundo e foquei no pequeno corpo de Maitê, que tentava a todo custo se desvencilhar das minhas mãos. A pobrezinha odiava banho como a maioria dos gatos. Esfreguei seus pelos com o shampoo que havia comprado para ela e após enxaguá-la, enrolei ela em uma toalha rosa e a levei para o meu quarto.

– Agora o bebê da mamãe tá cheirosinha – falei secando seus pelinhos negros enquanto ela me encarava com uma cara de tédio – Quem é o bebê da mamãe, ein? Quem? É você, Ma, é você sim.

Maitê miou e saiu de perto de mim, indo deitar no meio da cama ainda molhada, mas não repreendi ela por isso. Estava deitada tão bonitinha.

[...]

Um dia antes da festa anual, era o jantar na casa de Fiona Blanchard, tia de Emma. Eu estava nervosa, era a primeira vez que eu encarava ser frente os familiares de Emma. No casamento não tivemos tempo, quase não conheci os parentes e agora conheceria eles praticamente de uma vez só, pelo menos os que Emma tem mais contato.

Zelena havia passado horas no telefone comigo para me ajudar a fazer a maquiagem e o cabelo, a roupa já havíamos escolhido no meio da semana, mas faltava o resto. Minha esposa não pôde me ajudar, pois ela estava trabalhando o dia todo e voltaria para casa apenas para me buscar e eu estava tremendo da cabeça aos pés.

Me olhei no espelho que havia no quarto, ajeitando mais uma vez o vestido vermelho vinho que era extremamente colado ao corpo, mostrando bem cada curva que havia nele e coloquei o blazer preto por cima. Zelena tinha razão, ela consegue fazer alguns milagres. Calcei um dos meus saltos pretos e desci as escadas ao ouvir Emma abrindo a porta da frente.

– Gina, cad... – as palavras da loira morreram em seus lábios assim que seus olhos se encontraram com os meus e ela paralisou, me encarando boquiaberta. Era fofo a forma que ela ficava sem palavras quando me via.

– Ficou bom? – perguntei passando a mão no tecido do vestido e ela apenas concordou com a cabeça ainda de boca aberta – Não vai dizer nada?

– Desculpa, por um momento esqueci como formular uma frase coerente – murmurou piscando rapidamente – Regina, você está divina.

– Obrigada – respondi sentindo as bochechas esquentaram – Você está linda também, Emma. Como Sempre.

– Que isso. Acabei de sair de uma reunião e nem vou ter tempo pra me trocar – ela revirou os olhos enquanto eu analisava o jeans preto que ela usava junto com a camisa florida e a jaqueta marrom de couro. Sim, ela estava linda.

– Está perfeita assim – falei descendo os últimos degraus e estendendo minha mão para que ela a segurasse, o que Emma fez em um piscar de olhos.

– Obrigada, mas agora vamos – ela me puxou porta à fora – Ethan está nos esperando lá embaixo, impaciente como sempre – falou apressada e eu apenas revirei os olhos rindo – Já aviso de antemão, se a Felícia me tirar do sério, eu meto a mão nela – ela comentou assim que chegamos ao térreo do prédio.

– Amor, sem violência – falei ao nos aproximarmos do carro – Boa noite, Ethan.

– Boa noite, senhorita Mills. Está maravilhosa como sempre – elogiou ao abrir a porta e Emma sorriu convencida.

– Eu disse que estava – revirar os olhos era inevitável e foi exatamente o que fiz – Não revire os olhos para mim, madame.

– Como quiser, senhora – respondi irônica e me ajeitei no banco com a loira ao meu lado – A casa da sua tia é longe?

– Não muito, ela mora perto da casa dos meus pais.

Concordei e, exatamente como Emma havia dito, Fiona não morava longe, então não demoramos para chegar, infelizmente, né? Já que por mim, poderíamos ficar pra sempre dentro do carro que eu não iria me importar.

Quando chegamos em frente ao local, notei que a mansão da família Blanchard era quase tão grande quanto a dos Swan’s. Uma mansão estilo vitoriana que dava um ar majestoso, me senti na Inglaterra entrando no palácio da rainha Elizabeth. Era totalmente diferente da casa dos pais de Emma, que preferiam mais uma mansão comum, grande e branca como qualquer outra pessoa. Era nítido o quanto Fiona gostava de esbanjar sua riqueza.

O portão de ferro preto se abriu assim que Ethan se aproximou com o carro e o segurança que estava ali parado apenas balançou a cabeça.

– A sua família inteira é rica assim? – perguntei observando o enorme jardim da casa e Emma sorriu.

– Praticamente – deu de ombros – Minha tia é uma estilista muito famosa aqui em Los Angeles – explicou e eu respirei fundo – Não tem porque se preocupar com nada, vida. Minha tia já te adora.

– Chegamos – o nosso motorista anunciou ao abrir a porta do carro e eu sorri em agradecimento para ele, que piscou em minha direção – Estarei esperando na cozinha dos funcionários, se precisarem, me chamem.

– Claro, Ethan. Obrigado – minha esposa agradeceu.

Assim que desci do carro, dei alguns passos em direção à entrada da casa e acabei esbarrando em alguém. Quando olhei para cima para ver quem era, meu olhos se arregalaram.

– Daniel! – falei surpresa e Emma imediatamente olhou em nossa direção ao ouvir o nome do rapaz, que estava com o corpo praticamente colado ao meu – Há quanto tempo.

– Realmente, Regina, faz um bom tempo – sorriu charmoso, mas o que antes me atraía, agora fazia meu estômago embrulhar – Como você está? Fiquei sabendo sobre a confeitaria. Meus parabéns, você merece – o rapaz acariciou meu braço esquerdo sem tirar o sorriso do rosto, era fixo.

– Com licença, minha esposa não é touchscreen pra você ficar colocando a mão – Emma se aproximou interrompendo com uma expressão nada agradável e Daniel se encolheu, retirando a mão de meu braço – Agradeço. Vamos, querida, minha tia já deve estar lá dentro com os meus pais.

– Vamos sim – falei carinhosamente olhando a loira e me virei para o motorista – E obrigada, Daniel. Estou muito feliz.

Emma e eu seguimos para a entrada da casa de mãos dadas, a loira carregava um bico nos lábios e parecia estar extremamente brava, mas não havia motivos para isso. Foi um acidente e Daniel que se jogou para cima de mim com aquele sorrisinho dele. Na porta, fomos recebidas pelo mordomo, que carregava um sorriso simpático no rosto e nos levou até a sala principal onde todos estavam. Encontrei meus sogros estavam sentados de frente para Fiona no sofá de dois lugares enquanto a anfitriã estava na poltrona. Os primos de Emma estavam no outro sofá, cada um com um celular na mão.

– Boa noite, família – a loira cumprimentou e todos nos olharam com sorrisos alegres, com exceção de uma das meninas que estava na sala, que nos olhou com nojo. Então, essa é a Felícia.

– Emma, que bom que chegou – a mulher dos cabelos negros e compridos, que eu reconheci como Fiona, se levantou com os braços abertos e nos abraçou com força – E você é a Regina. Minha querida sobrinha, que esposa maravilhosa que você arranjou.

– Obrigada – agradeci envergonhada e Emma riu concordando com a tia.

– Estes são os meus filhos e primos da Emma – ela apontou para os três no sofá – Essa é a mais velha, Nadia – a garota era uma cópia idêntica de Fiona e se levantou para me abraçar. Seus cabelos negros e lisos iam até a metade de suas costas, os olhos eram extremamente pretos e chegavam a brilhar.

– Muito prazer, Regina. Bem vinda à família – ela murmurou em meu ouvido e eu apertei ela em meus braços.

– O garoto ali com cara de antipático é o Félix – Fiona completou assim que Nadia me soltou.

– Mamãe, assim você fere meus sentimentos – ele reclamou fazendo drama e me abraçou com força também – Seja bem vinda à família, lindona.

– Obrigada, Félix.

– E a mais nova, Felícia – a tia de Emma apontou para a menina que estava sentada no sofá. Ela sequer fez esforço para esconder seu descontentamento pela minha presença, era obvio o quanto ela não gostava de mim, mas a pergunta era porque? Era a primeira vez que eu estava vendo ela – Felícia, cadê a educação que eu te dei? Levante-se daí e cumprimente sua prima direito. E a Regina também.

A garota revirou os olhos e se levantou com muita má vontade. Felícia caminhou em minha direção e me olhou de cima à baixo com desdém. Emma apertou minha mão com força, mas eu permaneci impassiva, apenas esperando o próximo passo dela.

– É, até que é bonitinha – falou e se afastou, deixando um clima pesado na sala após isso.

– Vamos jantar? – Fiona perguntou de repente com um sorriso amarelo e todos concordaram. Olhei para Emma ao meu lado que parecia cada vez mais brava.

Seguimos para a sala de jantar em silêncio, os pais de Emma lançavam alguns olhares não tão discretos em minha direção enquanto Félix e Nádia permaneciam com uma carranca, pelo visto eles não se davam muito bem com a irmã.

– Regina, não ligue para o que a Felícia diz – Nadia disse ao parar ao meu lado enquanto observávamos todos se ajeitarem na mesa – Ela é a caçula mimada.

– E muito puxa saco da Peabody – Féliix comentou cruzando os braços – Aquela ratazana de esgoto portadora de leptospirose fez a cabeça da Felícia quando Emma terminou com ela. As duas continuam amigas até hoje, mas mamãe proibiu a entrada da peste bubônica aqui em casa.

– Se ela falar algo, nos diga. Sabemos como lidar com a nossa irmãzinha – Nádia piscou em minha direção e seguiu para a mesa, se sentando ao lado de minha sogra – É tão bom ver a família reunida assim, não é? – no mesmo momento, Felícia entrou na cozinha bicuda – Com exceção de alguns.

– Nádia! – Mary repreendeu a sobrinha e Félix soltou uma risada alta – Se comporte.

O jantar foi servido e mesmo com o clima pesado por conta da garota Blanchard, tudo correu suavemente e sem nenhum tumulto. Fiona e Mary implicavam uma com a outra por causa de qualquer coisa enquanto David e Nádia conversavam sobre negócios, já que a menina estava estudando moda e pensando em assumir os negócios da mãe quando chegasse a hora.

– Ah, mamãe! – Felícia disse de repente, atraindo a atenção de todos na mesa. A garota sorriu diabolicamente antes de continuar a falar – Amanha não almoçarei em casa. Helena chegou hoje para o evento amanhã e me pediu que almoçasse com ela. Precisamos colocar o papo em dia – ela disse com um sorriso cínico e eu senti Emma endurecer ao meu lado.

– Felícia, se retire da mesa, por favor, antes que eu te arranque daqui pelos cabelos – Fiona disse entredentes e todos a olharam surpresos, me deixando confusa por um momento – Anda logo antes que eu perca a pouca paciência que me resta.

Felícia tentou retrucar, mas recebeu uma encarada mortal da mãe e se calou, se levantando da mesa logo em seguida.

– Ah, como eu queria pisar no pescoço daquela galinha – Fiona murmurou irritada batendo o garfo no prato com força – Quem vai querer café?

[...]

No sábado foi um verdadeiro pandemônio, uma correria de um lado para o outro. Precisei levantar cedo e correr para confeitaria para deixar tudo nos conformes já que passaria o dia no spa com as meninas nos arrumando para o evento.

Me encontrei com Zelena e Nádia na entrada do salão de beleza que estava fechado para nos atender e entramos lado a lado, totalmente preparadas para sermos paparicadas o dia todo. Lá dentro se encontravam minha mãe, que havia chegado de manhã com meu pai, e minha sogra fazendo as unhas. As duas estavam cada uma com uma taça de vinho extremamente relaxadas.

– Já estão confortáveis? – Nádia perguntou rindo e se sentou na cadeira que uma das moças lhe indicou – Cadê a mamãe?

– Sua mãe está vindo com Graham – respondeu Mary observando suas unhas da mão esquerda, que estavam pintadas de rosa pink – Emma, Rose e Ruby foram direto para o hotel ajudar a organização. Você sabe como a sua prima é paranóica com essas coisas e quer que seja tudo perfeito.

– Puxou o tio David, certeza – disse a morena – Venha, Gina, se sente.

Concordei com a cabeça e me virei para chamar Zelena, mas a ruiva já estava atacando a garrafa de champanhe que estava ali para podermos tomar.

– Zelena, por favor, são uma da tarde. Não vá ficar bêbada antes da festa.

– Me deixa – rebateu virando a taça cheia e eu revirei os olhos. Deus, nos ajude – Bota uma música aí, gente.

Minha mãe balançou a cabeça e trocou olhares com Mary rindo. As duas balançaram a cabeça juntas assim que Nádia colocou uma música no celular e começou a cantar junto com a ruiva.

Me sentei ao lado de minha mãe e a manicure sentou-se em minha frente, já pegando minha mão para poder começar seu trabalho. Não demorou muito para Graham chegar ao lado de Fiona, que não perdeu tempo e, assim como Zelena, foi direto na parte do álcool.

– Felícia não veio, mamãe? – Nádia perguntou cinicamente e Fiona revirou os olhos – Ah, verdade, ela está macumunada com a mulher do capeta.

– Nádia! – Mary e a irmã disseram ao mesmo tempo, fazendo eu e minha mãe prender o riso.

– Ai credo, não pode nem falar a verdade mais aqui – reclamou e virou-se para a manicure sentada em sua frente – Tá vendo, Michelle? Elas me odeiam.

– Desculpa, tia Mary e tia Fiona – Graham interrompeu com sua famosa carinha de nojo – Mas a Di tá certíssima. A paquita do Satã fez tudo isso de propósito e nada me tira dá cabeça que foi a Felícia que arrumou o emprego pra ela na festa.

– E como ela poderia fazer isso Félix? Todo o pessoal da imprensa é verificado antes – Minha sogra disse confusa.

– Não sei, tia Mary, mas eu conversei com o Félix e ele me disse a mesma coisa – deu de ombros – Você sabe que a Felícia é muito influente na cidade. E ela usa o nome da tia Fiona pra conseguir as coisas.

– É, mamãe, eu e o Félix já falamos isso várias vezes para a senhora – Nádia pontuou e Fiona respirou fundo.

– Crianças, agora não é hora pra isso – minha mãe interrompeu a conversa com seu sorriso conciliador – Vamos aproveitar esse dia de princesa que temos e nos preocuparemos com isso depois.

– Tia Fora nao

– Tia Cora não passa frio nunca, tá sempre coberta de razão – Zelena comentou fazendo todos rirem – E vamos de álcool pelo resto da tarde.

[...]

A hora havia chegado e eu estava mais nervosa do que estava no jantar com a família de Emma. Na festa, estariam pessoas famosas e influentes, políticos e empresários, pessoas da alta sociedade de Los Angeles estariam em peso naquela festa. Seria bem mais complicado do que o desfile de Ruby, dessa vez o foco estaria todo na família Swan, família a qual eu faço parte agora.

Respirei fundo tentando me manter calma – o que era impossível – e desci do carro com a ajuda de Graham, que me fez entrelaçar o braço no dele. Os flashes vieram imediatamente em nossa direção, focando principalmente em mim.

– Acho que vou entrar em todas as festas com você – Graham sussurrou em meu ouvido enquanto sorríamos para as fotos que os paparazzis pediam – Você está divina, Regina. Emma vai cair para trás.

– Senhora Swan! Senhora Swan! – uma repórter chamou do meio da multidão então Graham e eu nos aproximamos dela – A senhora está ciente de que é uma das socialites mais comentada nos sites de fofocas em Los Angeles?

– Não fazia ideia – respondi sinceramente, já que nunca fui muito de acompanhar sites e revistas de fofocas, mas Graham não parecia nem um pouco surpreso.

– Pois acredite, todos estão impressionados com a beleza rara que a senhora possui e em como combina com a sua esposa – ela disse com um sorriso carinhoso e eu retribui. Se todos os repórteres fossem assim como ela, eu estaria feliz.

– Ok. Ok, deixem minha nora respirar – escutei a voz da minha sogra vinda de trás de mim e ela carregava um sorriso brincalhão no rosto – Vamos, querida, estão nos esperando lá dentro.

Os seguranças abriram as portas automaticamente assim que nos aproximamos. Não precisávamos passar pela fila, nossa entrada era preferencial então não tinha porque esperar. Mary entrou na frente ao lado de minha mãe e Fiona, eu e Graham logo atrás de braços dados e Zelena e Nádia atrás de nós.

A cerimonialista principal veio até nós e nos guiou até a mesa correta. A nossa mesa seria a primeira, de frente ao palco, cada cadeira continha um nome e nos sentamos de acordo com a plaquinha. Nádia ficaria na mesa ao lado com Félix, Felícia e os avós de Emma, Ruth e Albert. As primeiras mesas eram reservada para família e amigos, e as de trás seriam os demais convidados.

Permanecemos sentados na mesa esperando os anfitriões, que estavam ainda com o pessoal do cerimonial ajeitando os últimos detalhes. De acordo com Mary Margaret, era porque os dois eram perfeccionistas e precisavam de tudo nos conformes.

– Emma puxou ao pai – ela comentou – Desde pequena ela é assim.

– Dá pra perceber – falei rindo e minha sogra concordou. Logo, os dois entraram no salão de braços dados e acenando para os convidados que conheciam. Ruby e Rose estavam logo atrás com meu pai e Félix – Eles gostam da atenção, não é?

– Adoram os holofotes – concordou – Emma deve ter puxado isso da tia ali – apontou com a cabeça na direção de Fiona, que mostrou-lhe a língua e fez careta – Agora David pegou o amor pelas camêras com a filha. Eu que lute pra aguentar.

– Mary, quem está te ensinando esse tipo de gíria dos jovens? – minha mãe perguntou rindo e todos apontaram para Ruby que estava se aproximando.

– O que tem eu? – ela perguntou sentando ao lado de Zelena e lhe dando um selinho apaixonado – Não posso sair por cinco minutos que vocês já começam a falar mal de mim.

A morena revirou os olhos, ganhando um tapa no braço de Mary Margaret. Emma não se sentou, ficou parada em pé atrás de mim com as mãos em meus ombros fazendo uma leve massagem. Ela se inclinou um pouco, ficando com a boca na altura do meu ouvido esquerdo.

– Você está muito gostosa, Gina – sussurrou, me fazendo arrepiar inteira – Esse seu vestido está perfeito.

Senti minhas bochechas corarem e olhei para o meu vestido. Era um vestido preto colado ao corpo que não chegava nem na metade das coxas, a alça era extremamente fina, apenas uma linha para segurar o vestido todo. Já Emma usava um vestido azul turquesa que ia até seus joelhos, dando um ar totalmente profissional à ela, deixando-a ainda mais gostosa. Deus, como eu estava molhada só de sentir seu corpo próximo ao meu.

– Se você se comportar, eu deixo você tirar ele quando chegarmos em casa – sussurrei de volta e depois a olhei com um sorriso inocente, como se nada tivesse acontecido. Antes que Emma pudesse formular uma resposta, me virei para os meus pais para puxar assunto – Então, papai, como foi o vôo de vocês?

– Foi tranquilo, hija – respondeu – Os meus dias favoritos são aqueles que eu posso ver a minha pequena. E hoje tive a oportunidade de conhecer todo o hotel, David fez um belo tour comigo – contou e meu sogro concordou – É um belo lugar, estão de parabéns.

– Senhor Swan – a cerimonialista chegou chamando pelo homem e todos olhamos na direção dela – Está na hora do seu discurso, estão todos esperando.

Meu sogro concordou com a cabeça e se levantou após dar um beijo na esposa. Desejamos a ele uma boa sorte e ele seguiu a mulher até o palco, onde já estava o microfone o esperando. As conversas cessaram assim que o viram subir no palco e todos se viraram para prestar atenção no que ele diria.

– Boa noite – começou com um sorriso simpático, idêntico ao de Emma – Muito obrigado por estarem aqui hoje nesta noite especial. Hoje não é especial apenas para mim, mas para toda a minha família. Estamos comemorando hoje os 25 anos deste hotel, 25 longos anos de trabalho duro e muito suor que nos trouxeram até aqui. Agradeço a cada um dos meus funcionários, sem eles nada disso seria possível e à todos os nossos hóspedes, que nos permitem continuar em pé. Me sinto muito feliz por saber que todo o meu trabalho gerou frutos e que eu posso dar à minha única filha e à minha esposa uma vida de conforto e luxo, coisa que nem todas as famílias podem. Por isso que, todo o dinheiro arrecadado hoje, irá ser doado – todos aplaudiram e ele sorriu – Todo esse dinheiro irá para instituições que ajudam famílias carentes e em necessidade. Hoje eu também anuncio aqui a minha aposentadoria, passando assim o cargo de presidente do Império Swan à minha bela filha, Emma Swan. A nova presidente, que eu tenho certeza que fará de tudo para que esse negócio prospere cada vez mais.


Notas Finais


É isto e ate a próxima 💘

Comentem aí e me deixem feliz...

ninguém perguntou mas ta aí meu twitter: @lanaparrilx


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