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História Tune In The Puzzling Minds - Bang Chan - Capítulo 4


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Capítulo 4 - O Diabo Veste Azul Meia-noite


Bang entrou na sala olhando os alunos sentados, observando. A primeira pessoa que pregou os olhos foi a garota que sentava no canto direito da sala, a mesma garota que havia encontrado no meio do caminho para a escola. 

Ela o encarava profundamente, e Chan engoliu em seco, desviando o olhar.

— Se apresente. — Bang respirou fundo e começou a falar:

— Ah, oi, eu me chamo Bang Chan e acabei de chegar da Austrália, prazer em conhecê-los — Ele se curvou reverenciando.

— Pode se sentar ali, Chan — o professor apontou para uma carteira vazia, e ele logo reconheceu a pessoa que sentava no lugar da frente. Lee Felix, seu antigo vizinho.

— Quando disse que ia se mudar não sabia que viria para a Coreia também. — comentou Chris, se sentando.

— Surpresa! — o Lee sorriu.

— Escuta, quem é aquela ali? — Bang apontou para a garota que agora estava focada em algo em sua mesa.

— Quem? A da roupa extravagante? Kim ____. E já avisando, ela é louca — disse girando o indicador na frente de sua orelha.

— É… eu percebi.

— Mas por quê? — Lee semicerrou os olhos, abrindo um sorriso malicioso — vai me dizer que se interessou pela maluquinha?

— É claro que não. Não tenho tempo pra essas coisas. 

— Tem razão. Você nunca sai pra se divertir. Não duvidaria se dissesse que ainda é bv — provocou. Bang engoliu em seco — Cara, você não é bv, é? — questionou o amigo, curioso e indignado. — Se for, pode ficar tranquilo, eu arrumo alguém pra você bem melhor que a assustadora da Kim — Bang riu do amigo tagarela — Mas me fala, por que quer saber quem ela é?

— É que aconteceu uma coisa hoje no caminho pra cá… quer saber, deixa pra lá, não é nada. — falou tirando os materiais da mochila.

— E depois eu é quem sou o esquisito — disse o Lee virando-se para frente.


 

═════•⊱✦⊰•═════


 

As garotas estavam prestes a entrar na sala quando Shin parou Wonyoung na porta e entrou.

— Rufem os tambores, pois a rainha está prestes a entrar! — Bang riu e entrou na sala desfilando, terminando a encenação criada por Yuna.

— Até me curvo diante de vossa alteza — disse um garoto que sentava em uma das carteiras do fundo. Wonyoung o reconheceu como um dos amigos de Yuna, HueningKai.

— Pra quem não conhece, essa é a Wonyoung. — Apresentou Yuna. Ela conhecia bem toda a sala, o que não era uma surpresa, já que a garota sempre foi bastante extrovertida.

— Esse é o trabalho do professor, Yuna. — comentou uma garota.

— Ah, ela já estudou aqui antes, não tem porquê toda essa cerimônia!

— Mas você mesma já está fazendo cerimônia.

— Quieta, Won! Estou te ligando à turma, ok? — Bang riu e seguiu a amiga que se dirigia até seu lugar, sentando-se na carteira da frente.

— Oi, eu me chamo Chaeryeong, entrei na escola no ano passado, então não nos conhecemos ainda — cumprimentou a garota do lado.

— Oi! Acho que já sabe meu nome por causa da barulhenta aqui, né? — apontou para Shin que bateu em seu ombro, ofendida.

— A Chae é o anjo da sala, é proibido e impossivel ser malvado com ela. — comentou Shin.

— Pois é, ela roubou meu posto. — lamentou Myoui que havia acabado de sentar na carteira atrás de Chaeryeong.

— E desde quando você é um anjo? — Bang zombou.

— Ah, tadinha. A Mina é um amor sim! — Chaeryeong se virou abraçando a garota.

— Você que pensa, sabe de nada! — Disse Shin, risonha.

— Acabou a festa, Yuna. Sem conversa agora — o professor entrou alertando Shin, que virou-se para a frente.

— Por que só eu levo bronca se tinha um monte de gente conversando? — reclamou, tirando os materiais da bolsa.

— Porque você fala tão alto que parece que engoliu um megafone — respondeu Won, e sua amiga como resposta lhe fez uma careta.

— Ok meninas, silêncio — o professor se posicionou em frente da classe. — Bom dia, turma. Sei que vocês ainda estão alvoroçados por conta das férias, mas cheguei pra lembrar vocês que o ano já começou. Agora é dar duro, e muito mais do que antes, pois são mais matérias, mais professores que vão causar uma confusão no começo, mas logo vocês se acostumam. 

O professor correu os olhos pelos alunos, parando em Won.

— Bang Wonyoung, sabe que a senhorita deveria ter ido até a secretaria para entrar junto comigo, não é?

— Perdão, senhor Choi — respondeu com um sorriso envergonhado.

— Sei que já conhece a maioria, mas se apresente para a sala.

Bang se levantou da cadeira, juntando as mãos na frente do corpo.

— Olá, eu me chamo Bang Wonyoung, já estudei aqui antes, mas minha família acabou se mudando, felizmente estou de volta, espero que todos nós possamos nos dar bem — sorriu se sentando novamente.

— Podemos começar a aula então.


 

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O sinal tocou anunciando a chegada do intervalo, mas Bang estava imerso demais em sua escrita para notar que todos estavam se levantando para deixar a classe.

— Parece estar bastante concentrado, nem ouviu o sinal tocar — Bang levantou o olhar, pousando na dona da voz parada em sua frente.

— Chaeyoung? — perguntou surpreso.

— Quando você entrou na sala eu tomei um susto! Mas é bom saber que voltou pra Coreia, e vai ser divertido ter você na escola. — ela sorriu.

— É melhor pra família viver aqui. Wonyoung tem suas amigas e minha mãe se sente em casa.

— Como é que elas estão?

— Wonyoung alegre como sempre, minha mãe… está bem na medida do possível.

— Sinto saudade delas, será que posso visitá-las?

— Pode aparecer por lá quando quiser, tenho certeza que a Won vai adorar te ver. 

— Não vai sair pra comer? — Ele suspirou.

— Vou. Eu só estava tentando terminar este conto.

— Pretende voltar a frequentar o Bond of Hope? — Questionou passeando os olhos pelo caderno do garoto.

— Sim, ainda esse fim de semana se eu conseguir — Chaeyoung sorriu animada.

— Podemos ir juntos se quiser. Ainda vou lá toda semana, e as crianças nunca esqueceram de você!

Bang fechou seu caderno, com um leve sorriso no rosto.

Depois do acidente de sua mãe, passou a visitar um hospital para crianças especiais, onde costumava contar histórias ou cantar músicas junto com Son Chaeyoung, uma amiga que conheceu no hospital. Gostava de levar um pouco de distração para as crianças que possuíam deficiência e necessitavam de tratamentos, o que normalmente significava ter uma vida dentro de um hospital. E tudo aquilo o lembrava de sua mãe.

— Também não me esqueci delas.

— Ah, e antes que eu me esqueça, estou terminando de escrever um poema para um recital que vou participar, será que você pode me ajudar com o final?

— Claro, quando for lá em casa pra visitar minha mãe e Won, eu ajudo você — Colocou seu caderno embaixo da mesa.

— Obrigada, agora vamos, senão vai acabar perdendo todo o seu tempinho livre — Ele se levantou de sua cadeira e seguiu para fora da sala.

Chris caminhava junto com Son, que contava alegremente sobre os acontecidos no hospital durante o tempo que Bang esteve fora, estava concentrado em suas palavras, até uma voz interromper a conversa:

— Deveria ter prestado atenção no uniforme que usava, mas não vou negar que foi uma ótima surpresa — Ambos, Son e Bang, viraram na direção da garota.

O som de seus saltos cor azul meia-noite cessaram. Ela apoiava seu braço direito em cima do seu esquerdo, coberto pela manga longa de seu vestido da mesma cor dos sapatos. Em seu rosto, um sorriso pretensioso se destacava, pronto para se desfazer em uma nova frase.

— Você fica realmente bonito nesse uniforme, Bang Chan — desferiu seu nome enquanto deslizava seu indicador pelo peitoral do garoto, que segurou sua mão, tirando-a de seu corpo.

—  Kim ____! Por que não vai importunar outra pessoa, uh? — a garota se virou, olhando para Son.

— Ah! Son Chaeyoung! Eu nem notei que estava aqui. — Ela deu dois passos na direção de Son, ficando próxima de seu rosto — Deve ser porque você continua sendo invisível demais para alguém notar que você existe — Sorriu após terminar a frase.

— Deixa ela em paz — ele colocou a mão entre as duas garotas, fazendo Kim se afastar — E pode fazer o favor de ficar longe de mim? Você é mesmo doida — Bang colocou a mão nas costas de Son e voltou a andar, se distanciando.

— Wow, é mesmo bonito — Kim cruzou os braços analisando o rapaz que andava para longe dela.

— O que é bonito? — Hye apareceu do lado da garota a fazendo dar um leve pulo.

— O que você é, algum tipo de fantasma? — Kim respirou fundo com a mão sobre o peito.

— Perdão, foi sem querer. — ela sorriu. — Mas o que é tão bonito? 

— Eu quero ele pra mim — Ignorou a fala da garota, ainda olhando o rapaz se distanciar. Olivia olhou na mesma direção que a garota, notando que ela olhava para o novato.

— O aluno novo? Como assim você quer ele? — Hye perguntou curiosa e confusa.

— Ele é bonito, e eu gosto de coisas bonitas.

— Mas ele não é como um objeto que você acha bonito e pode ter! — exclamou. Kim descruzou os braços e se virou na direção de Olivia, com a expressão fria.

— Quem disse isso? — Hye recuou arrependida.

— E-eu só estou tentando dizer que-

— Descubra mais sobre ele, deve ter alguma coisa que eu possa usar pra me aproximar — interrompeu ignorando a fala da garota.

— Tudo bem... — Olivia respondeu desanimada, desistindo de tentar convencer a amiga.


 

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Lee estava sentado em uma mesa aleatória na sala vizinha, aguardando seu amigo terminar de guardar suas coisas.

— Changbin, aquele filme é horrível! Os efeitos são tão ruins que parece que foi feito nos anos 90.

— Eu gostei — o garoto jogou a mochila por cima de um de seus ombros se aproximando de Lee.

— Krampus consegue ser melhor do que esse filme — desceu da carteira e, juntos, seguiram para fora da sala.

— Os efeitos podem até ser ruinzinhos, mas o romance dos protagonistas foi lindo! A mulher sofria de Alzheimer e não lembrava do marido e mesmo assim ele visitava ela todos os dias até ela morrer, como não acha isso lindo? 

— Você é mesmo gay — Lee deu leves tapinhas no ombro do amigo.

— Você que é hétero demais, e chato, porque o filme é bom sim!

— Bang Chan! — gritou e correu ao avistar o amigo ultrapassar o portão da escola. — Tá indo pra casa? 

— Sim, vou me arrumar pra ir pra loja, por quê? — Bang olhou para o lado de Felix, onde Changbin estava.

— Chan, esse é o Changbin. Changbin, esse é o Chan — os apresentou. — Chan trabalha em uma conveniência aqui perto. E ele vai nos dar umas bebidas de graça hoje, não vai? 

— Ah, eu sabia que não deveria ter te contado. Beleza, mas só porque não nos vemos há um tempo — Lee sorriu e passou o braço pelo pescoço do amigo animado.


 

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— E você sabia que a Mina estuda lá também? — Ao atravessar a porta de sua casa, Bang pôde ouvir a voz de sua irmã — Oi Chan! — disse ao notar a presença de seu irmão. — Felix! — Ela correu para abraçar o ruivo que entrou atrás de seu irmão, com um garoto ao seu lado.

— E aí? Como foi sua aula hoje? — perguntou para a garota que o soltou.

— Não podia ter sido melhor! — Ela desviou seu olhar para o rapaz ao seu lado. — E você é…?

— Changbin — sorriu.

— Muito prazer, Changbin. Eu me chamo Wonyoung, sou a adorável irmã mais nova do Chan — seus lábios formaram um sorriso juntamente com seus olhos.

— Wow, ela é confiante, né? — ele riu.

Chris andou até a cama de sua mãe e se sentou, pegando em sua mão.

— E como foi a sua manhã?

— Foi tranquila, filho. Me conte da sua — ela olhou na direção dos dois rapazes parados na porta — Podem entrar, meninos! — os dois entraram e se curvaram, cumprimentando-a.

— Oi oi! — Shin saiu do banheiro do quarto, indo até sua amiga.

— Ah, gente essa aqui é a Yuna, minha amiga — ela sorriu acenando para os presentes no local.

— A minha? Foi normal, tirando essa garota estranha que eu encontrei no caminho e depois descobri que também é da minha sala. Eu não quero contar os detalhes, mas ela não é normal.

— A Kim, né? — Felix riu.

— Quem? Kim ____? Ah, eu gosto dela — comentou o moreno ao seu lado.

— Gosta dela, porque ela nunca fez nada pra você! — Lee retrucou.

— Espera aí, você disse Kim ____? — Won, que estava calada ouvindo a conversa, se intrometeu.

— disse.

— Kim ____? A dançarina? — o ruivo assentiu.

— Você conhece ela, Won? — Chris questionou a irmã que estava de boca aberta.

— Se eu conheço ela? — a garota riu, de maneira irônica.

— Wonyoung é tipo, muito fã dela — a amiga de cabelos platinados comentou.

— Eu não sou fã, eu sou súdita de Kim ____! Ela é uma das melhores dançarinas do país. Vocês sabiam que ela já treinou com Kang Seulgi?

— Essa é a Kim que você sempre fala? — o irmão perguntou.

— Sim!

— Won, sabe aquele show de talentos anual que tem na escola? — ela assentiu — pensei que podíamos apresentar uma música de Red Velvet esse ano. E se a Kim treinasse a gente? Já pensou se ela consegue até convidar a Seulgi? — as duas gritaram eufóricas.

— Bang Chan — Won olhou para o irmão com um sorriso que quase dizia “posso tirar proveito de você?”

— Não! Não mesmo, sem chances! — seu sorriso desmanchou.

— Por favor, Chan!

—  Eu não gosto dela.

— Mas ela gosta de você — Lee piscou para o amigo.

— Por favorzinho, Chan. Eu juro que nunca mais te peço nada na vida. Não pode fazer esse esforço pra sua irmãzinha que você ama tanto? — falava com um biquinho nos lábios, fingindo tristeza. Chris revirou os olhos, suspirando.

— Tudo bem, eu posso tentar — as duas gritaram mais uma vez. — mas eu não garanto nada!

— Eu confio em você, se conversar não der certo, você pode tentar seduzi-la.

— Wonyoung! — pronunciou seu irmão, indignado.

— O que foi? Olha eu não vejo nada demais em você, mas as garotas estão sempre falando sobre como você é bonito. Yuna é uma delas — Shin deu uma cotovelada na amiga, constrangida. Chan riu.

— Disse que vou tentar, ela não parece ser das mais fáceis de conversar.

— É bom ser legal com ela! — a mais nova alertou o irmão.

— Boa sorte com o anjo das trevas — Lee se dirigiu ao amigo.

— E onde é que está a Yoon-sook? — Bang questionou ao notar a ausência da mulher que havia ficado para cuidar de sua mãe.

— Ela saiu pra comprar alguma coisa quando eu cheguei, eu disse que podia tomar conta da mamãe enquanto isso.

— Você é nova demais pra isso, devia ter me ligado! 

— Ei, eu já vou fazer 15 anos, não sou mais uma criança! — cruzou os braços e olhou para o irmão, irritada, esse que se aproximou e abraçou a garota.

— Sei disso. Ainda não consigo acreditar que você já vai virar uma adolescente birrenta — Won se soltou dos braços do mais velho e colocou as mãos na cintura.

— Ô Christopher, tá lembrado que você tem 18 anos e não 38, né?

— Wonyoung? Cheguei! — Ouviram a voz da senhora Oh vindo da cozinha.

— Okay, então eu já vou indo — Chris deu um beijo na testa de sua irmã e um no rosto da mãe, saindo acompanhado dos dois rapazes.

— Não esquece de falar com a Kim! — Won gritou, fazendo seu irmão suspirar.


 

Algumas pessoas são chamadas de anjos. Eu diria que todos somos... mas não se esqueça que anjos também caem do céu, prontos para amargurar a alma pura daqueles que ainda sobrevoam o paraíso.

 



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