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História Turn my heart into a home - Capítulo 36


Escrita por:


Notas do Autor


Nova postagem e fim da fase dark... pertinho do fim :)

O capítulo passado e esse atual foram realmente desafiadores, quase não fluiía, no fim saiu,
Esse conta com temas fortes considerel bem pesado a escrita :( tenta mostrar como Karofsky era uma mente perturbada.
Obs.: Nao aguento mais escrever Karofsky Karofsky Karofsky Karofsky Karofsky Karofsky Karofsky Karofsky arf (MORRA!!!)

Tudo vai dar certo pessoal!
:***

Capítulo 36 - Em seus olhos cor de mel estou em casa


Fanfic / Fanfiction Turn my heart into a home - Capítulo 36 - Em seus olhos cor de mel estou em casa

 

Dave sentou-se num dos banquinhos perto da baia de armários na pequena cozinha da cabana suspirando com a arma nas mãos. Ele tinha chegado até ali e agora? O fato é que depois que convenceu Azimio a vir para Nova York ele sentiu um frisson porque veria Kurt, mas agora a realidade começava a pesar. Ele era um foragido, ele sequestrou Hummel e matou Azimio com um tiro no peito e deixou o corpo para congelar ou ser comido por ursos. Ele não era um tolo iludido, Karofsky sabia como aquela situação terminava, a polícia inteira devia estar atrás dele nesse exato momento. Ele não poderia ficar naquela cabana com Hummel para sempre. Kurt estava doente e grávido de 9 meses, a opção viável era se saciar com Kurt e depois o matar. Teria que ser rápido.

Na cama na outra parede da cabana o garoto se moveu. Kurt acabou vencido pela febre e exaustão e estava encolhido tremendo. Ele estava em um estado de sono febril.

Karofsky se levantou se aproximando lentamente olhando para o rosto corado do garoto. Hummel era tão bonito que lhe doía. Ele fazia Dave lembrar de quando era criança e derrubava passarinhos das árvores no quintal de casa, ele amava os bichinhos frágeis, cuidava de suas asas quebradas, mas sempre terminava os esmagando com uma pedra, arrependia-se em seguida. Deprimia-se por dias a finco até derrubar outro passarinho e começar o ciclo de novo.

Ele ergueu a mão grande e delicadamente retirou uma mecha úmida de cabelos da testa de Kurt, a pele estava tão quente e ele parecia tão delicado que Karofsky sentiu a necessidade de lhe tocar a barriga, foi o momento exato que uma contração séria enrijeceu os músculos do abdômen e Kurt gemeu arqueando o corpo.

Dave congelou admirado com aquele movimento brusco da barriga. Estranhamente ele se excitou com a imaginação de como aquele bebê foi parar lá e automaticamente seu pênis se tornou ereto e dolorido.

Kurt se encolheu quando o frio arrepiou seus mamilos, ele gemeu com sua mente nublada reclamando que Blaine deixou a janela aberta, mas em sua febre ele estava completamente alheio que o frio era Karofsky abrindo sua blusa e esfregando as mãos grossas contra seus mamilos e barriga.

Definitivamente Karofsky era um homem perturbado. Ele ergueu os olhos para o teto da cabana jogando a cabeça para trás e soltando um assovio nojento quando veio com um grosso jato esbranquiçado de esperma sobre a barriga de Kurt. Após o ápice ele pôs os olhos vidrados sobre a barriga salpicada de sêmen e isso lhe deu um prazer bizarro e destorcido. Ele sentia prazer em macular algo puro, definitivamente se tratava de uma mente doente. Ele voltou a olhar para Hummel decidido, precisava tê-lo por inteiro.

 

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O frio do inverno era ainda mais rigoroso no alto da floresta. Delicados flocos de neve estavam caindo escondendo a lama sob um tapete branco. Perto da clareira Azimio Adams abriu os olhos. Ele olhou para o céu nevado tentando se lembrar porque ele estava deitado numa boça de sangue no meio da neve numa clareira, então uma dor absurda tomou seu peito e as lembranças de mais cedo lhe retornaram à cabeça. Dave Karofsky, seu amigo de infância, o havia escoltado até lá na mira de uma arma e atirou em cheio em seu peito.

Azimio usou toda a força que restava para se levantar, gritando quando a dor parecia que racharia seu peito ao meio. Ele se moveu pesado e lento, sua vista nublava a cada passo. Azimio podia sentir a vida esgotando de seu corpo. Nessas condições jamais conseguiria enfrentar Karofsky, mas havia Hummel grávido de uma criança inocente nas mãos daquele lunático. Azimio ergueu os olhos para os céus orando a seu Deus que lhe desse forças para chegar até a estrada e pedir ajuda. Ele seguiu lento e torto, tropeçando aqui e ali, deixando um rastro escarlate a manchar a neve branca e se foi floresta adentro, morro abaixo.

 

Ainda na cabana Kurt despertou num rompante de dor. Ele estava queimando de febre e tremendo de frio, sua blusa estava aberta e havia o que ele pensou ser respingos de sêmen ressecado sobre sua barriga, imediatamente Hummel ficou enojado e revoltado imaginando o que aquele tarado podia ter feito enquanto ele dormia.

Ele fechou a blusa, mas todas as preocupações foram varridas de sua mente quando ele sentiu uma dor insistente na lombar, havia uma cólica no baixo ventre se espalhando pela virilha e genitália. Repentinamente seu corpo se retesou numa contração dolorida que o fez ranger os dentes e encher os olhos de lágrimas. A coisa toda não durou 30 segundos, mas Kurt sabia por instinto que ele havia entrado em trabalho de parto.

–– Lady Hummel finalmente acordou! – gritou Dave da pequena cozinha.

–– O que você fez comigo? Você se aproveitou de mim? – perguntou Kurt ofegante ainda se recuperando da contração.

–– Eu sou um homem de palavra, Hummel. Nós temos um trato onde você se entrega para mim por vontade própria. Lembra-se? Eu apenas ejaculei na sua barriga inchada, mas isso foi tudo, por enquanto –– disse Karofsky com um humor esdrúxulo mexendo ovos no fogão à lenha como se estivesse num passeio de caça com amigos ao invés de ser o cara que mantinha uma pessoa grávida em cativeiro. –– Agora que seus bonitos olhos azuis de cristais estão bem abertos vou lhe dizer como eu quero as coisas – disse ele apontando a espátula para Hummel. –– Agora vamos nos sentar à mesa – ele apontou para a bancada de armários e os dois banquinhos e sorriu mostrando os dentes. –– Vamos tomar esse delicioso café da manhã. Depois podemos ter alguma diversão...

–– Eu preciso tomar um banho – Kurt o interrompeu falando com uma monótona e cansada.

–– Hun, é justo. Você está fedendo a mijo – Dave fez um ar de nojo e se voltou para terminar os ovos. Kurt o fuzilou com os olhos imaginando as mil formas dolorosas de tirar aquele sorriso doentio do rosto daquele monstro. –– Agora venha, sente-se comigo! – latiu o sequestrador, seu humor escorregava assustadoramente entre o doce e o agressivo.

Kurt não ousou o antagonizar. Ele obedeceu imediatamente indo se sentar no banquinho. Um prato de ovos com bacon e fatias de pão foi colocado a sua frente juntamente com um grande copo de suco de laranja concentrado.

–– Coma! – mandou Dave asperamente.

–– Você realmente matou Azimio? – Kurt perguntou baixo, Karofsky não notou, mas ele estava fazendo reconhecimento visual de todos os utensílios sobre a pia e fogão.

–– Ele não era mais necessário – Dave deu de ombros enchendo a boca de ovos. Kurt o achou nojento. 

–– Era seu amigo de escola – disse o grávido observando uma grande panela de ferro no canto do fogão, era provavelmente ali que os visitantes da cabana esquentavam a água para o banho.

–– Não se preocupe, Hummel. Ele não sofreu. Eu tenho uma boa mira, o tiro foi certeiro no peito – o homem falou e exibiu a arma sempre no coldre à cintura para reforçar seu ponto.

 

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Enquanto isso na cobertura a angústia de Blaine só aumentava conforme o dia ia passando. Era para ele ser o príncipe do cavalo branco de Kurt, então porque ele ainda estava lá em seu palácio de mãos atadas?

–– Blaine, venha comer alguma coisa – Burt o chamou preocupado. –– Wes e Sam fizeram hamburguers...

–– Claro que fizeram! Minha casa está lotada quando era para ser um momento apenas da família. Todos parecem estar numa festa na cobertura! – gritou Anderson, mas arrependeu-se imediatamente assim que viu o homem grande que era Burt Hummel abaixar os ombros e murchar. Era nítido que o homem estava tão esgotado emocionalmente quanto ele próprio estava, Kurt era seu único filho, o garotinho dos olhos dele.

–– A cobertura está cheia, é verdade. Mas esses são os amigos de Kurt e têm o direito de estar aqui tanto quanto eu ou você – discordou o homem mais velho. –– O que você acha, Blaine? Que é o único que se preocupa com Kurt? Basta olhar para o rosto de cada um daqueles jovens lá embaixo e você verá a mesma dor estampada lá.

–– Eu sei, Burt! – disse Anderson. –– Isso aqui sou eu sendo um imbecil completo, eu costumo agir assim quando estou com medo ou pressionado. Eu não sei se você percebe, mas eu estou prestes a perder o amor da minha vida e minha filha de uma única vez. Eles estão aqui – disse Blaine tremendo de emoção e ergueu os dedos em garras. –– Eles estão escorrendo pelos meus dedos. Eu os estou perdendo...

–– Garoto! – Burt respirou fundo apertando os ombros do homem com firmeza. –– Tenha fé em Kurt, ele dará um jeito de proteger a si mesmo e Elise – afirmou o pai e algo nos olhos de Burt deu alguma fé a Blaine.

–– Blaine! Burt! – gritou Carole.

Os dois homens desceram as escadas num pé de vento. Blaine veio na frente derrapando no tapete da sala com o coração a mil por hora. Burt veio atrás na mesma pegada apesar da idade e de um ataque cardíaco pesarem nas suas costas.

–– O que aconteceu? – Burt perguntou primeiro.

–– O comparsa de Karofsky foi capturado e está no hospital! A polícia está aguardando para o interrogar e nós vamos correr pra lá – disse Nick já pulando do sofá jogando a colcha para o alto.

–– Eu fico com minhas orações! – disse Carole apoiada por Mercedes.

A corrida até o hospital geral onde Azimio tinha dado entrada foi feita em menos de 15 minutos. Blaine, Burt, Wes, Nick e Santana avistaram o agente do FBI, o homem que era responsável pelo caso acenou para eles e veio a seu encontro junto com um homem que Blaine achou que fosse um guarda florestal. 

–– E Kurt? – Anderson perguntou frenético. 

–– Vocês interrogaram o cara? – saltou Santana –– E quem é o guarda Ranger Smith aí? – ela meneou com a cabeça para o guarda florestal. 

–– Azimio Adams procurou o posto florestal perto de Green Mountain com ferimento a bala no peito – disse o agente do FBI.

–– E foi um verdadeiro milagre aquilo – falou o guarda. –– Nem sei como, mas o homem conseguiu chegar até o posto. Ele desfaleceu bem aqui nos meus braços, uma pena – disse ele mostrando uma grande mancha de sangue seco na farda e fez um ar consternado. –– Antes de perder os sentidos o homem me olhou bem nos olhos e disse: “Vim do alto das montanhas. Kafkofsky, ou qualquer coisa assim, está mantendo Hummel na cabana de caça! Salvem o bebê!” – dramatizou o guarda florestal e arregalando os olhos completou. –– Ele falou isso e pow, caiu morto, o pobre diabo! Parecia que estava só esperando dar esse recado... – ele ia dizendo, porém, todos já tinham saído correndo o deixando falando sozinho. –– Bem que me disseram que o povo de Nova York é mal educado – comentou ele para si mesmo.

 

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Azimio não havia resistido a perda drástica de sangue e acabou vindo a óbito na mesa de cirurgia. Os médicos contariam depois que o homem se foi sorrindo.

Milagrosamente ele havia conseguido alcançar o posto florestal antes que o último sopro de vida lhe deixasse e usou sua derradeira força para pedir ajuda. Partiu encontrando um propósito na vida e finalmente redimido.  

 Já havia um helicóptero no posto florestal aguardando a ordem para decolar, o plano era cercar a cabana sorrateiramente e surpreender o sequestrador, o helicóptero daria suporte no caso de uma possível fuga. 

Blaine, Nick, Wes, Santana e Burt seguiram o comboio que ia para Green Mountain. O som das sirenes ia cortando caminho pelo trânsito enrolado de Nova York.

Blaine encostou a testa no vidro do carro vendo o asfalto passar veloz. A floresta nacional Green Mountain ficava a 3 horas de distância. Seus pensamentos estavam em Kurt e no que ele poderia estar sofrendo enquanto eles estavam a caminho.

 

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Kurt respirou fundo. Eles terminaram de comer quando a próxima contração rachou sua barriga por aproximadamente 30 segundos particularmente dolorosos. Sentado no outro banco Dave soltou um estalo com a língua contra os dentes pensando que o tempo estava se esgotando.

–– É uma pena, Hummel – disse ele realmente chateado. –– Eu pensei que teríamos tempo, mas parece que a coisinha quer vir ao mundo. É hora de começar o jogo.

–– O que? – Kurt se encolheu no banco, ele mesmo ainda não estava pronto.

–– Tire a roupa. Eu quero transar com você antes que a menina nasça – disse Dave, o brilho perigoso nos seus olhos dizia que ele concluindo as coisas com Hummel.

–– Você disse que me queria por inteiro – falou Kurt engolindo o medo e estufando o peito. Seus olhos claros encararam o molestador. –– Eu farei isso. Te darei o melhor sexo da sua vida e em troca você não machuca minha filha, esse será o trato – disse ele.

Dave sorriu. Ele era quem dava as ordens ali, mas ele queria tanto aquele garoto que não se importou em concordar, no fim quando se saciasse no corpo de Hummel ele lhe colocaria uma bala entre aqueles bonitos olhos e teria a última palavra no jogo.

–– Será à sua maneira, princesa – falou Karofsky e se aproximou. Suas mãos tocaram o rosto de Hummel se deliciando daquela pele tão macia e perfeita, febril e alucinante. –– Seja meu!

–– Eu quero tomar um banho primeiro. Eu quero você me lambendo bem lá em baixo e estou… fedendo a urina como você lembrou – falou Hummel. Ele sentiu vontade de vomitar e chorar, mas a vida de Elise estava em risco.

O lado libidinoso e sádico de Karofsky se aflorou com a ideia de pôr a língua em Kurt. Ele assentiu com a cabeça e ligeiro encheu aquela panela com a água da bica na pequena pia, a cabana era equipada com um sistema de cisterna alimentado pela chuva. 

–– Eu fodi com sua barriga enquanto você dormia – falou Dave colocando bastante lenha no fogão e sentindo aquele prazer estranho em humilhar Hummel. –– Pensou na situação? Meu esperma grosso sobre a barriga que carrega a prole daquele idiota? Ele nunca foi homem para você. Eu sou maior que ele, não sou? – Karofsky se aproximou e Kurt tremeu enojado.

Hummel se encostou na bancada deixando que o outro o tocasse aqui e ali. Dave o beijou no pescoço apertando seu corpo contra o dele. Kurt sentiu a ereção dura esfregando em sua coxa, ele também sentiu o coldre da arma contra a barriga, o primeiro passo era afastar Karofsky daquela arma.

–– Eu fiquei olhando depois. Sua barriga fez essa coisa e se moveu, foi incrível, Hummel – Dave dizia agora sussurrando no pé do ouvido de Kurt.

–– Eu posso lhe dar mais! – falou Hummel com uma voz quase incerta. –– Eu posso fazer você vir de verdade, assim como eu faço com Blaine.

–– Eu quero provar você com a minha boca! – Dave arregalou os olhos, suas pupilas dilataram e ele estava perdido num mundo de pensamentos eróticos. Karofsky havia sido pego em seu próprio jogo doentio. E Kurt usaria isso a seu favor.

Hummel apertou o pau duro de Dave com força. –– Primeiro deixe-me cuidar de você. E oh! Eu quase havia esquecido que você é dos grandes – fingiu Kurt, mas estava tremendo, Dave não pareceu reparar que era de asco.

–– Oh, Deus! Eu sou maior que ele? – perguntou Karofsky. –– Vamos! Diga, que sou maior, seu pervertido! Ahhh! – gemeu ele.

Kurt não respondeu, ele passou os olhos pela panela no fogão e viu as pequeninas bolhas subindo, mais um segundo e estaria em ebulição.

A ideia de Hummel de joelhos engolindo seu pau com aquela barriga grande era obscena demais para Dave e ele se foi de vez perdido na sua tara e nada mais parecia capaz de o trazer de volta a não ser ejacular na boca do rapaz. Ele desejou isso desde o primeiro dia que colocou os olhos no garoto de rostinho feminino e atitude arrogante. Com mãos trêmulas Karofsky abriu as calças, ele removeu o coldre o apoiando sobre a bancada. E era isso, ele havia caído na armadilha de Kurt.

Hummel sentiu o coração disparando e a respiração ficou pesada. Esse era o seu agora ou nunca, aquele momento que pode mudar tudo para o bem ou para o mal. Ele olhou para a panela, a água borbulhava furiosamente agora, Karofsky estava com o olhar de tesão esquecido do mundo com as calças arriadas.

Kurt se moveu rápido para um homem com 9 meses de gravidez e em trabalho de parto latente iniciado, mas não rápido o suficiente, antes que pudesse chegar na panela o cano na arma estava em sua barriga. Karofsky havia sido mais rápido que ele.

–– Quão ingênuo é você, Hummel? – ele perguntou posicionado o dedo no gatinho e empurrando o cano contra o umbigo do grávido. –– Você é um péssimo ator. Eu vi seu olhar de nojo, sua puta. Eu soube desde o primeiro momento.

Kurt viu tudo acabado. Ele começou a chorar se esvaziando desesperançado. 

–– Por favor, não...

–– Quieto! Eu vou te matar sim, mas antes eu vou te ter! E vai ser à minha maneira agora! – e dizendo isso Karofsky ergueu a mão com a arma afastando da barriga de Kurt preparando uma coronhada. Esse milésimo de segundos deu ao Hummel a única chance que teria. Depois, quando contasse aquela história ele não saberia dizer de onde vieram as forças ou a coragem, ele apenas fechou os olhos e fez. Ele empurrou Karofsky, o homem cambaleou incerto para trás atrapalhado pelas calças aos pés, seu pênis ereto balançou cá e lá e finalmente aquele corpanzil guinou vencido para força da gravidade indo diretamente contra a panela no fogo.

Foi um milésimo de segundos onde o tempo pareceu congelar. Dave Karofsky foi lavado completamente pela água fervente. Então o mundo irrompeu no grito medonho que veio de Karofsky, tão alto e tão forte e tão horripilante que atravessou a clareira e espantou os animais da floresta aos arredores.

A panela vazia caiu no chão de tábua com um baque e rodopiou até bater contra uma parede, a arma ele lançou pelo outro canto. Karofsky caiu de joelhos, a dor se alastrou por seu corpo como ácido derretendo sua pele. Kurt deu um passo atrás. Lá estava o homem que infernizou sua vida no chão se debatendo alucinado e gritando. O que Kurt não esqueceria era ao rosto desfeito de Karofsky, sua face raivosa dilacerou-se em bolhas e feridas abertas.

Kurt correu destravando a porta. Ele foi tomado por uma arfada de vento frio, mas ele não parou. Ele não olhou para trás. Ele escorregou pela neve até que uma forte contração que veio acompanhada de uma dor alucinante e fez seu corpo se dobrar. Quando se foi ele voltou a andar, dessa vez amparando a barriga, havia um peso em sua vagina indicando que Elise ia nascer, mas ele dificilmente conseguiria fazer isso sozinho no meio do nada.

 

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O grupo treinado da SWAT juntamente com o FBI e guias locais subiram pelas encostas da floresta, curiosamente Santana vinha à dianteira, ninguém entendia como ela conseguia avançar tão rápido em terreno tão acidentado e íngreme calçando saltos agulha e vestindo tubinho, Nick tinha feito uma nota mental para falar com a prima de sua cunhada, a secretária latina seria uma boa aquisição para a turma de espiões. Blaine e Wes vieram em seu encalço. Nick e Burt ficaram para trás, Nick debilitado pelo resfriado, Burt pela idade. 

O primeiro grupo que cercou a cabana pode ouvir os gritos desesperados vindo de lá de dentro, eles entraram pela porta deixada aberta. Uma agente chegou a soltar um gritinho horrorizada com a massa purulenta que havia se tornado aquele homem. Santana não pareceu impressionada. Mas todo o rosto, cintura e virilha de Karofsky virou uma ferida aberta.

Wes achou que ia vomitar nunca tendo vista nada parecido. Ele lembrou de nunca deixar nada líquido perto de Kurt. Já Blaine se desesperou, ele não viu Kurt. Onde estava seu marido? Sem se importar com o bando de policiais ou com os ferimentos do homem moribundo Anderson avançou num rompante puxando o grande corpo pesado de Karofsky, era medonho de ver.

–– Onde está Kurt!? Onde ele está!? – gritou ele sacodindo a massa de bolhas que era Dave, mas o homem estava fora da razão, seu mundo era feito de dor. –– Diga o que fez com ele!

–– Eu vou matar... Hummel – finalmente Dave falou numa voz baixa e raspada e desabou mole.

Burt chegou com Nick e viu a comoção. Ele ouvia os gritos desolados de Blaine perguntando onde estava Kurt. O coração de Burt caiu de decepção, ele tinha tanta esperança de encontrar seu menino.

Anderson foi contido e arrastado para longe do homem. Paramédicos acudiram Karofsky, mas alguns dos socorristas já estavam meneando com a cabeça negativamente, Nick ouviu um deles dizendo que ninguém sobreviveria àquelas queimaduras, visivelmente era mais de 60% do corpo comprometido. Sinceramente Nick desejou que ele morresse.

–– Ele está vivo! – falou Anderson assim que se livrou das mãos que o continham –– Kurt, está vivo! Vamos! – ele gritou, Karofsky e sua ameaça deram a Blaine a garantia que seu marido estava vivo. –– Vamos todos! Santana, os guias com os cães vão na frente! Ele está vivo! – comandou ele e saiu correndo na frente sem esperar que o seguissem.

 

Kurt não podia ir muito longe. As contrações que atravessavam seu corpo eram cada vez mais fortes e menos espaçadas. A chuva começou a cair fina e gelada. Ele havia dado tudo de si na fuga. Quando a nova contração veio ele se deixou cair contra o tronco de uma árvore grossa, deslizando para a lama e gritou alto implorando por Blaine. Sua barriga virou como uma pedra dolorosa e ele teve vontade de abrir as pernas e empurrar, todavia, ainda não era o momento, sequer seu corpo teria forças para colocar aquele bebê para fora.

–– Eu sinto muito... Eu não aguento mais... – disse Hummel apertando a barriga, meio falando com Elise, meio com ninguém, meio com ele mesmo. Sua vista escureceu e tudo que ele desejou foi estar nos braços de Blaine olhando dentro daqueles olhos cor de mel que tinham a força de o esquentar.

Vencido Kurt fechou os olhos, outra contração o fez entortar novamente. –– Blaine!!! – ele gritou.

–– Aqui! Eu estou aqui! – disse o marido vindo em seu socorro. Ele derrapou pela lama saindo ao lado de Kurt. 

–– Oh! Blaine!? Estou sonhando!? – Kurt abriu os olhos ao ouvir aquela voz que tanto amava e lá estavam os olhos cor de mel que tinha o gosto de casa.

–– Eu vim. Estou aqui. Seu pai está aqui também...

–– Blaine, Elise está nascendo. Mas eu não posso mais, amor. Eu fiz tudo que eu podia para nos manter seguros, mas eu não posso mais fazer isso sozinho – sussurrou Kurt muito cansado.

–– Você não está mais sozinho! Eu tenho você, Baby – Blaine se emocionou apertando Kurt, ele jurou que nunca mais ia os deixar ir novamente.

–– Lá estão eles! – Santana gritou seguida pelo grupo restante.

Dali por seguinte Kurt viu um borrão. O pai chorando, Nick e Wes se abraçando, Santana chorando? Os policiais comemorando. O voo de helicóptero e Blaine, sempre Blaine e seus olhos cor de mel.

 

O centro cirúrgico estava pronto. Doutora Karen e sua equipe estavam de prontidão. A cesariana de emergência alterou os planos de Blaine assistir o parto ou cortar o cordão umbilical, mas ele não se importou, tudo o que queria era que aquela mulher passasse pelo corredor e lhe dissesse que sua família estava bem. Então quase hora depois Karen veio. Já estavam lá todos os amigos. Ela suspirou.

–– Elise nasceu com 2,8 kg e apesar de tudo é um bebê saudável – disse Karen e todos explodiram numa grande comoção.

Burt chorou abraçando Carole dizendo que se tratava de uma lutadora assim como Kurt e Beth, Wes e Nick se abraçaram, Santana abraçou Brittany, Sam e Mercedes se beijaram, Tina, bem, Tina apenas sorriu.

–– Ela ficará na UTI neonatal apenas por precaução, coisa de 2 dias – informou a médica.

–– E Kurt!? – Blaine se antecipou.

–– Exausto, febril e desidratado – disse Karen. Mas é um rapaz valente. O parto ocorreu bem e você pode vê-lo assim que ele for transferido para o quarto, apenas Blaine e os avôs. Os demais podem vê-lo amanhã – disse ela sorrindo.

 Quando Blaine entrou no quarto e viu Kurt dormindo protegido seu coração se encheu de amor. Ele esteve por um triz de perder sua família, mas incrivelmente hoje tinha sido um daqueles dias raros onde tudo termina bem. Anderson sentou do lado do marido velando seu sono, eles seriam felizes daqui pra frente.


Notas Finais


Desculpem os erros!
Desculpem o cap tardio (mas foi o deu para agilizar) :)
Desculpem o capítulo pesado, mas agora passou. Viloes eliminados (obrigada pelas sugestões de sofrimento do Karofsky) (ácido trem... essas coisinhas básicas)
bjs!


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