História Turn The Page - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Designer, Moda, Reituki, Viviene Westwood
Visualizações 81
Palavras 5.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi manas!
Desculpem AINDA NÃO TER RESPONDIDO OS COMENTÁRIOS, mas fiquem sabendo que eu leio todos, amo todos, surto em todos e por causa disso, tem capítulo novo pra vocês. Espero que gostem, e pra galera que estava achando que tudo seria só flores, venho eu, andy, montada num unicornio provar que nem tudo são flores. ashauhsaush

Obrigada a Psy por corrigir o capítulo pra mim, você é um amor e to muito feliz por ce ter gostado! To meu crush tinha razão, no aguardo das reações dele uashaushaush

Boa leitura!

Capítulo 13 - Page thirteen - I had no choice


Fanfic / Fanfiction Turn The Page - Capítulo 13 - Page thirteen - I had no choice

Page thirteen - I had no choice.

Reita.

Ele não demorou a dormir, estava tão cansado que assim que nós deitamos, começou a murmurar algumas coisas que eu pouco entendia, mas talvez ele mesmo não estivesse entendendo nada, apenas balbuciava tais coisas e ria logo depois, seus olhos iam se fechando devagar conforme os longos bocejos deixavam sua boca.

Logo em seguida ele dormiu, nossas mãos estavam entrelaçadas e eu fiquei ali as encarando, sentindo meu coração doer com as palavras que ele me disse há pouco tempo atrás. Mordi meus lábios e suavemente, passei os dedos em cima da mão dele, a mão que ainda estava unida a minha.

Se ele soubesse o que estava acontecendo, se ele ao menos sonhasse que eu não era nada diferente dos homens com quem ele já saiu, certamente me odiaria.

Mas ele não estava errado.

Eu aceitei aquilo porque estava perdido. Não sabia para onde correr e quando ele apareceu foi minha única fonte de esperança. Só havia ele com quem eu pudesse contar, fez questão de deixar isso bem claro pra mim. O dinheiro que ele possuía podia pagar qualquer coisa e era desse maldito dinheiro que eu estava precisando. Mesmo com meu emprego de modelo, não era o suficiente para arcar com todas aquelas dívidas que vinha arcando e... aquela maldita proposta foi a minha salvação.

Aquele desgraçado disse-me que seria fácil, simples e logo eu ficaria livre.

No começo era tudo perfeitamente planejado, eu o seguia, dava uma de bom moço, contava historias maravilhosas do meu passado triste, mostrava o meu melhor lado e conquistava o coração do dono da Blackmoral. O resultado disso, era muito dinheiro na minha conta mais tarde.

O que me moveu para começar toda aquela teia de mentiras foi porque havia uma pessoa que eu amava precisando de um tratamento de saúde. Já fazia certo tempo que não conseguia patrocinar nada e dentro daquela proposta foi me prometido muito, muito dinheiro. Dinheiro o suficiente para que quando aquilo tudo terminasse eu pudesse ter minha filha de volta, sair daquela cidade com ela e virar a página.

Virar a página em outro lugar.

Muito lentamente, com o propósito de que ele não acordasse, eu comecei a desfazer o contato com nossas mãos, depositando a sua com muita suavidade em cima do travesseiro. O cobri até metade da cintura e me virei de costas, encarando o relógio, um despertador azul celeste dos anos 70. Fechei meus olhos por alguns minutos e tentei afastar todos os pensamentos que faziam minha cabeça doer.

Que porcaria, porque eu fui tão longe.

Porque eu fui tão longe!

Agora não tinha como eu voltar atrás, não tinha como reverter tudo, eu não era nenhum mutante, não nasci provido de nenhum super poder, nada disso, na verdade eu era somente mais um ser humano coberto de falhas e movido por um só propósito. Em outras palavras mais esclarecedoras, eu era um belo de filho da puta mentiroso.

Mas, sabia que estava perto, eu já estava ganhando a confiança dele, faltava pouco para que tudo aquilo acabasse e eu voltasse a ter a minha vida ridícula de sempre, e dessa vez, bem longe de Tokyo, bem longe do Japão.

Acabei pegando no sono por fechar os olhos e acordei com Takanori se remexendo suavemente ao meu lado. Julguei que ele estivesse acordado e calmamente fui me virando em sua direção.

E lá estava ele, com os olhos inchados de quem acabou de acordar, os cabelos bem bagunçados, um bico monumental adornando os lábios cheios e os olhos suavemente cerrados. Ele estava deitado de barriga pra cima segurando o iPhone nas mãos, provavelmente checando suas redes sociais, devia ser habito diário que fazia todas as vezes que acordado.

Aquele era o Takanori. O dono de uma das empresas mais desejadas do Japão, o designer mais famoso, mais adorado e mais aclamado, lembrava com perfeição, uma criança deitada na cama emburrada.

Ele era lindo. Lindo em todos os aspectos e eu sabia, sabia melhor do que qualquer pessoa na face desta terra, o quão ferrado eu estava.

- Tá chato, ai? - perguntei mansinho, sabendo que minha voz estava tão rouca devido ao sono.

- Esse pessoal sempre faz as mesmas perguntas no Twitter. - reclamou ele, rolando o dedo pela tela e eu vi inúmeras menções do nome dele. - Deixei isso pro meu secretário resolver, mas coitado... Olha só: "Porque não saiu nada da coleção especial de Natal?", "O que você pretende fazer pro ano novo?" - bufou alto, jogando o celular de volta em cima do criado mudo. - Eu estou desgraçadamente atrasado com as coleções, não tenho ideia do que vou fazer pro ano novo e o meu maior desejo nesse momento e mandar tudo pra puta que pariu! - arfou, passando as mãos pequenas no rosto, agora desprovidas de anéis, pulseiras, mas ainda tinha as unhas elegantemente pintadas.

- Você tem um tempo até voltar pra Tokyo? - sussurrei, me aproximando dele, e o puxando com suavidade pela cintura, o som de aprovação que saiu de seus lábios fez minha pele se arrepiar involuntariamente.

- Tenho. - arfou, virando o rosto de um jeito doce em direção ao meu. - Tenho alguns dias. Mas, provavelmente não vai dar tempo, só que pensei em fazer algo pra compensar toda essa minha incompetência.

- Você não é incompetente. Só estava frustrado. Ninguém tem bons resultados estando frustrado. - Eu beijei o topo de sua cabeça e ele sorriu.

- Não, minhas melhores coleções só saem quando estou à beira de ficar louco de tanta frustração... - ele comentou e eu arqueei o cenho. - Principalmente frustrações amorosas, mas a questão era que eu não estava frustrado quando sai de Tokyo... eu estava magoado. É diferente.

- Foi algo muito grave, né, o que fizeram com você. - eu perguntei, sabendo o quão ridícula era aquela frase. Porque eu estava fazendo a mesma coisa.

- Foi difícil. - ele respondeu dando de ombros e me mostrando que aquele assunto estava encerrado.

- O que pretende com a coleção, então? - perguntei, demonstrando um pouco de interesse no trabalho.

- Uma mente brilhante jamais revela seus segredos. - ele piscou pra mim, mordendo os lábios perfeitos. - E é coisa chata de trabalho.

- Eu gosto de saber das suas coisas chatas... - ronronei o beijando de leve.

- Piegas. - me condenou gargalhando em seguida.

Eu sorri leve, só esboçando um daqueles meus sorrisos que sabia ser sedutor porque ouvi isso de dezenas de pessoas. O sol vinha nascendo ainda, o relógio do meu criado-mudo apontava 6:15 da manhã, e lá fora o céu fracamente azulado começava a mostrar os primeiros raios de claridade.

- Vai fazer alguma coisa hoje? - murmurei, com a boca bem próxima a dele.

- Só mais tarde. - sussurrou, mordendo meu lábio inferior em seguida.

- Temos tempo, então? - o puxei para junto de mim e passei os meus lábios por toda extensão de seu pescoço, arrancando dele um gemido de pura aprovação.

- Depende... Pra quê...? - as mãos pequenas e muito macias, agarraram-se nos meus braços e não sei por que motivo eu sorri com satisfação.

Mordi seu queixo, subindo para as bochechas, fazendo uma trilha até a orelha, onde devagar comecei a sugar o lóbulo.

- O que será que está rondando essa cabecinha? - sussurrei, com a boca colada ali.

Sua resposta foi um gemido tão lânguido que fez uma chama de desejo intenso correr por todo meu corpo, tão forte, tão potente que uma fisgada inesperada entre minhas pernas foi o bastante para que quase perdesse a sanidade.

Não, não estava no contrato ir para a cama com Takanori. De forma alguma, ele mesmo me deixou claro que eu não poderia tocá-lo. A ideia era somente uns beijos, ganhar sua confiança para que depois fosse novamente destruída.

Acontece que eu estava quase mandando tudo pro inferno e contando a verdade. Porque realmente, realmente eu cheguei a pensar que Takanori não passava de um mimado ridículo, cheio de frescuras e uma vagabunda da pior espécie. Mas, eu estava enganado, me enganei no momento em que nos sentamos naquele dia junto à piscina, e que ele muito bêbado, me contou toda a historia de sua vida.

Tudo havia saído do controle, porque eu me apaixonei.

Fui pra cima dele, deixando-o deitado de barriga pra cima, os cabelos espalhados em cima do travesseiro, suas mãos ainda segurando meus ombros e o olhar semicerrado fixo nos meus. Era sexy a forma como seus lábios estavam entreabertos e o brilho que deixava seus olhos só me dizia o quanto ele queria aquilo.

Tanto quanto eu.

Me acomodei no meio de suas pernas, deixando-as levemente afastadas e arfei ao sentir o quão quente sua pele já estava e o quão macia ela era. Devagar, comecei a subir a blusa que ele vestia, e o peito magro, mas suavemente trabalhado foi surgindo diante dos meus olhos. Eu lambi meus lábios e sorri, assim que ele me ajudou a tirar a camisa, vi mais nitidamente as tatuagens que ele tinha nos braços.

Os dois eram fechados por muitos símbolos, os quais eu sabia fazer parte das coleções dele, das coisas que ele escrevia. E era muito claro a forma como tudo que o Taka criava não era apenas para vender, não era somente para fazer marketing, não era nada disso. Takanori tirava suas ideias do fundo da alma e elas eram tão profundas que ele fazia com que fossem mais do que acessórios.

Sua marca era seu estilo de vida.

Eram como se ali em sua pele branca, houvessem sido desenhado com tinta permanente, pedaços de sua alma. E aquilo - na minha visão - era perfeito.

Ele percebeu que eu fiquei parado, encarando-o e isso o fez piscar algumas vezes e morder os lábios.

- O que foi? - perguntou, manso.

- Estou te olhando. - confessei o óbvio e ele riu baixinho.

- E gosta do que está vendo? - gemeu, passando as pontas das unhas nos meus braços, fazendo com que minha pele se arrepiasse mais uma vez.

Eu me inclinei e passei a morder e chupar toda a extensão da pele de seu pescoço, arrancando dele gemidos baixos e arfares libidinosos. Foi quando ele ondulou o quadril contra o meu e pela segunda vez naquela manhã senti uma fisgada forte no meu intimo.

Suas mãos, desceram dos meus braços, arranhando minhas costas - me fazendo gemer em aprovação a cada arranhão - e descendo cada vez mais em direção a minha cueca. Eu queria que ele tirasse logo, porque estava começando a ficar excitado demais com aqueles toques suaves.

Então, de repente suas mãos pararam ali e me encarou de forma decidida, e aquele olhar, aquela segurança vinda dele fez com que meu coração batesse mais acelerado. Era como se ele estivesse tomando as rédeas daquela situação.

- Senta. - pediu, me empurrando de leve.

Eu obedeci, e no processo me desfiz da última peça que ainda vestia, me sentei, apoiando as costas na cabeceira de madeira da cama e tentei controlar um pouco da minha respiração. Estava ficando vez mais difícil, meu sexo pulsava agora livre de qualquer prisão, mas almejando um pouco de atenção. Meu corpo estava todo arrepiado e eu percebi que se ele não viesse logo pra perto de mim, eu o puxaria com força.

Mas não foi preciso.

Porque Takanori estava mesmo muito decidido em me deixar louco, insano por ele. Ficou de joelhos ali na minha frente, passou as mãos pelos cabelos, deixando que os dedos escorressem pelo rosto, se demorando nos lábios onde uma risada completamente safada surgiu ali.

E aquele era um lado do Taka que estava terrivelmente fascinado em conhecer. Era aquele Taka, ou melhor o Ruki, que arrastava os homens, era aquele ali que fazia com que caras brigassem por ele. Ele era sensual quando queria ser, era manhoso quando queria ser, era tudo.

Quando ele queria ser.

 Isso definitivamente era ter controle sobre tudo.

Os raios da manhã agora adentravam pela janela de vidro sem qualquer vergonha e iluminavam a pele leitosa com rabiscos de tatuagem que apenas o deixavam ainda mais desejável. As mãos pequenas de unhas perfeitas escorreram pelo corpo, a cintura fina, o peito levemente trabalhado, o abdômen trincadinho, a barriga lisinha.

Tudo bem cuidado.

Tudo perfeito para fazer o que quisesse com a sanidade de um homem.

Eu entendi porque Kai havia feito aquilo, afinal.

As mãos passaram pelos quadris, onde os ossos marcavam e as pernas de proporções delicadas faziam com que ele lembrasse uma perfeita escultura humana. Abaixou a cabeça, seus olhos indo para o próprio corpo, como se estivesse me mostrando tudo que ia me dar.

Como se estivesse me mostrando tudo que eu em breve teria.

Mordi meus lábios, fascinado com aquela imagem. Descaradamente, Takanori estava se oferecendo pra mim. Um gemido baixo escapou dos meus lábios.

- Vem logo aqui... - sussurrei, a passando a mão por meu próprio corpo, parando em meu sexo, onde já sem a paciência de antes comecei a me masturbar, apenas querendo deixar tudo ainda mais quente.

A luz do sol, apenas iluminou mais seu rosto quando ainda de cabeça baixo, encarando o próprio corpo, o mesmo sorriso safado foi desenhado em seus lábios, agora este mesmo sorriso continha também um grande toque de luxuria.

A luxuria a qual eu cheguei a salivar.

Então, com aquela lentidão torturante, ele começou a tirar a cueca, exibindo-me o perfeito corpo, o sexo pulsante, as pernas brancas. E ele veio engatinhando em minha direção.

Engatinhando sim, porque se Takanori queria me matar, tinha que ser daquela forma, acabando com todas as minhas forças, engatinhando, com o mesmo sorriso cheio de luxuria e os olhos carregados de desejo.

No momento em que ele começou a sentar sobre mim e começou a se encaixar - por conta própria, ditando a velocidade até que estivesse sentado completamente -, eu senti o quão apertado era, e o quão intenso era aquele momento. Vi quando jogou a cabeça para trás, mordeu os lábios sensualmente e fechou os olhos, esboçando na face o puro deleite. E aquela foi a minha deixa para que lambesse todo seu pescoço.

O gemido que ele liberou foi o que faltava para que cravasse os dentes ali mesmo e lambesse mais uma vez. Minhas mãos correram para seus quadris e comecei a tocar toda parte macia, enfiando as unhas, apertando, com a intensão de arrancar mais e mais gemidos tais como aquele.

E consegui.

A medida com que ele se sentava, o sorriso em seus lábios se alargava e só fazia com que meu coração alterasse ainda mais as batidas.

E quando ele finalmente se sentou por completo, nossos rostos estavam próximos, tanto que as respirações se chocavam ali uma a outra, vi uma fina camada de suor cobrindo sua pele e sabia que a mesma camada cobria a minha. Eu sabia o quanto ele estava excitado.

- Dói...? - sussurrei, um pouco preocupado, beijando sua bochecha suavemente avermelhada, sabia que não estava nenhum pouco diferente da minha.

- Um pouco. - confessou, tornando a fechar os olhos.

- Quer deitar...? - mordi o canto de seus lábios. - Machuca menos.

- Não. - respondeu-me decidido - Quero assim...

E sem me dar tempo sequer de pensar ele ditou o primeiro movimento. E uma descarga elétrica correu por todo o meu corpo, arrepiando se possível ainda mais a minha pele, fazendo-me apertando sua cintura fina com força entre as duas mãos.

- Ah, porra... - eu soltei de repente, salivando, pois aquele simplesmente movimento praticamente me fez ver estrelas.

- É do tipo que fala palavrões...? - ele riu, a voz potente e rouca muito próxima ao meu ouvido. - Que feio pro menininho doce de Kanagawa.

- Não é o menininho que está aqui agora. - eu rebati, ondulando meu próprio quadril contra o dele, agora o pegando de surpresa.

Foi a vez dele gemer, jogou a cabeça para trás e arranhou meus ombros.

Quando tombou novamente a cabeça contra meu pescoço, os lábios voltaram para minha orelha. Eu estava amando aquele joguinho, aquela tortura deliciosa que sinceramente nunca tinha feito com mais ninguém. E não conseguia nem medir as sensações que tal tortura estava causando em mim.

- Então me mostra o homem que você se tornou. - gemeu tão sensual ao pé do meu ouvido que me fez revirar os olhos e abrir a boca involuntariamente.

E aquilo foi o que bastava para que eu reassumisse o controle. Comecei a controlar os movimentos, segurando-o pelos quadris, com força e vontade, mas sabendo perfeitamente que aquele empenho só o estava deixando mais excitado, o sorriso dele era minha maior prova.

Nossos lábios se uniram num beijo intenso e tão molhado que não foi novidade quando minha pele se arrepiou pela milionésima vez. Nossas línguas se tocavam fora das bocas, numa dança terrivelmente sensual.

Mas nada disso era tão sensual quanto Ruki rebolando no meu colo, me demonstrando que tudo aquilo que tinha me mostrado há pouco tempo antes agora estava sendo desfrutado por mim. Ele era tão delicioso quanto prometera ser.

E eu estava ficando cada vez mais louco.

Quando nossos lábios se afastaram milímetros ele colou nossas testas e me proferiu uma obscenidade, que fez com que minha mão involuntariamente escorresse por sua costa e lhe desferisse um tapa  na coxa. Ele riu daquilo e apenas empinou o quadril pra mim, nessa, eu lhe respondi com outra obscenidade fazendo-o gemer alto.

E nós ficamos ali, trocando palavrões, caricias, enquanto nossos corpos se moviam cada vez mais intensamente. Com a mão direita eu comecei a dar atenção a seu sexo, sabendo que eu já estava muito perto do ápice e não queria ir sozinho.

A todo o momento eu o lembrava sussurrando contra sua boca, o quão gostoso ele era, ouvindo rir e gemer mais.

- Eu quero te lamber inteiro. - provoquei, passando a língua por ser pescoço. – Quero. Quero te deixar todo gozado, Chibi...

- Lambe... Deixa, Rei-chan... Eu quero...

Rei-chan.

É.

Por aquela eu realmente não esperava. Não estava esperando por aquele apelido carinhoso, ainda vindo acompanhado por aquela voz deliciosa, como uma suculenta cereja em cima do bolo.

Cravei os dentes nele, no segundo em que senti o orgasmo bem próximo. Tão próximo que apenas intensifiquei os movimentos, e ele percebendo isso, foi jogando o quadril contra o meu cada vez mais, gemendo cada vez mais provocante.

Até que gozamos praticamente juntos, eu deitei a cabeça no vão de seu pescoço, senti seus braços passando em volta dos meus ombros e suspirei, percebendo que ele estava tão cansado quanto eu.

O segurei pela cintura e o coloquei deitado ao meu lado, nos cobrindo novamente até a cintura, deixando que nossos pés ficassem descobertos, porque estava quente demais. Estávamos suados, melados. Mas, completamente satisfeitos.

Comecei a beijar todo seu peito enquanto ele passava as mãos pelos cabelos e lambia os lábios ainda conseguindo ser terrivelmente obsceno. Me inclinei em sua direção e roubei seus lábios num beijo lento e sensual, fez suas pernas se abrirem novamente.

Ah, aquilo só podia ser brincadeira. Takanori queria mesmo me matar.

E sinceramente, se fosse pra morrer daquele jeito, no meio das pernas dele, ouvindo seus gemidos, eu estava muito bem disposto.

- Mais, chibi...? - gemi contra sua boca.

- Mais, Rei-chan... - respondeu envolvendo a coxa ao redor da minha cintura, ondulando o quadril lentamente.

Eu estava ficando duro de novo.

- Então vai ter mais. - eu avisei, antes de atacar seu pescoço novamente.

 

***

Naquela manhã transamos três vezes. Duas na cama e a terceira no chuveiro, enquanto tomávamos banho juntos para voltar para Kanagawa. E por pouco não aconteceu uma quarta vez, em cima do balcão da cozinha, enquanto tentávamos tomar café.

E tudo que aconteceu naquela manhã foi o bastante para me deixar ainda mais confuso do que antes. Havia uma razão para eu estar com Takanori. E aquela razão não tinha nada a ver com o fato de eu gostava dele. Porque, a principio, eu realmente não tinha interesse nele, de fato, existia sim uma grande admiração profissional por quem Ruki era.

Quando eu era um moleque ainda, aquela admiração se tornou sim uma espécie de paixonite, mas logo acabou ficando esquecida no passado quando eu conhecia a Kayumi. Até porque também achava que não levava jeito com homens.

Só que depois que aconteceu tudo, eu descobri que tanto um quanto o outro faziam meu tipo.

Eu estava preocupado demais. Porque sabia que logo, logo aquela farsa na qual estava metido iria cair por terra e toda a verdade apareceria de vez.

Enquanto eu levava Takanori de volta para Kanagawa senti meu celular vibrando no bolso varias e várias vezes, mas sabia que eram mensagens, e acima de tudo sabia de quem eram as notificações. Por hora tentei ignorar, tentei não pensar que logo eu estaria frente a frente com ele.

Takanori tagarelava animado do meu lado, tirando fotos de alguns pontos da viagem e colocando em seu Instagram, e até pediu para que nós tirássemos uma foto juntos.

Eu pisquei algumas vezes um pouco preocupado com aquele pedido, não sabendo dizer se era uma boa ideia, pois Kai estava de olho em tudo. Mas, que se danasse o Kai e tudo que ele pensasse, eu estava quase terminando.

A foto que tiramos foi simples, somente a metade de nossos rostos um ao lado do outro, eu fazendo um sinal com a mão e ele esboçando aquele bico terrivelmente delicioso que tinha.

Assim que ele postou começou a receber tantos likes que antes de chegarmos em Kanagawa já tinha mais de 30 mil likes, fora a quantidade de comentários, aos quais ele lia gargalhando.

E nesse momento eu me deixei levar um pouco. Evitei pensar em toda aquela merda na qual estava metido e fiquei apenas ali, o ouvindo ler os comentários, acrescendo algumas palavras fazendo-o rir mais ainda.

Até que chegamos na porta da casa de seus pais. Assim que estacionei o carro, ele tirou o cinto e respirou fundo.

- Obrigado. - disse por fim e eu senti meu coração falhar uma batida. A mão dele foi em direção ao pino da porta. - Eu te ligo mais tarde.

- Espera. - coloquei a mão em sua coxa e ele me encarou. - Eu que te agradeço por tudo...

Ele sorriu e seu rosto corou. Aquilo fez com que um suspiro amargurado saísse de meu peito.

Eu era muito filho da puta.

- Vou te ver mais tarde? - perguntei.

- Eu te ligo. - avisou. - Se quiser, podemos sair, ou você vem aqui em casa.

- Ok... - me inclinei e beijei seus lábios que foi prontamente respondido. - Até mais.

Ele saiu do carro, carregando nas mãos o casaco, o celular e a bolsa. Assim que atravessou o portão, virou-se em minha direção e acenou levemente. Eu sorri doce.

E assim que ele entrou em casa, coloquei as duas mãos no rosto, respirando fundo, sentindo meu coração quase sair pela boca de tanto nervoso e puxei o celular do bolso.

E lá estavam.

13 mensagens dele.

E dizia para que nós nos encontrássemos dali há 1 hora.

Atirei de qualquer jeito o celular no banco traseiro e acelerei o carro até aquela porcaria de restaurante que ficava no coração de Kanagawa.

 

***

O restaurante era absurdamente caro, tinha um nome esquisito italiano de alguma coisa gourmet. Eu nunca me dava ao trabalho de tentar pronunciar aquele nome, porque tudo sempre me levava à frustração. Assim que estacionei o carro, fui em direção ao hall de entrada, passando por um garçom que fez uma profunda mesura ao meu ver.

Fui caminhando até o balcão e falei meu nome, avisando de uma reserva. Rapidamente o mesmo gentil garçom da mesura me levou até uma parte muito vazio do amplo lugar, onde haviam poucas. E quase nenhum delas ocupada.

A que estava ocupada era somente uma, num canto da janela de vidro a qual mostra a bela visão dos prédios de Kanagawa. Eu respirei fundo quando vi a pessoa sentada ali.

Ele trajava como sempre um terno negro, combinando com suas calças e a gravata com alguns detalhes em vermelho e azul. Seus cabelos estavam bem diferentes da ultima vez que nos encontramos. Agora estavam maiores, presos num rabo de cavalo alto, contendo algumas trancinhas dos lados.

Mas, a cara de cretino dele continuava a mesma.

Em seus lábios havia charuto e ele soltava a fumaça lentamente, enquanto em uma de suas mãos repousava uma taça de vinho tinto.

Eu agradeci ao garçom e caminhei sozinho em direção a mesa, a puxando uma cadeira a frente dele. Assim que notou minha presença, ele não voltou o rosto em minha direção, somente abriu um sorriso deixando que suas covinhas aparecessem bem mais.

- Como estamos? - questionou-me, com a voz arrastada devido ao charuto.

- Saímos essa noite. - eu declarei, respirando fundo e deixando bem claro a ele que não tinha medo daquela presença por mais autoritária e mandona que ele tivesse. Puxei do meu bolso, o maço de cigarros, levei um aos lábios e acendi.

- Que bom. - respondeu, colocando a ponta do charuto na boca. - Sinal que está dando certo. Não que o Ruki seja difícil, é só falar meia dúzia de palavras e ele já se derrete inteiro.

Eu levei o cigarro aos lábios e respeitei fundo com aquela afirmação dele. Fechei minha mão em punho em baixo da mesa e olhei ao redor. O garçom vinha voltando com o vinho e encheu ambas as taças antes de sair depressa.

- Agora me diga como ela está. - eu perguntei.

- Ah... - ele coçou o queixo e soltou mais fumaça do nariz e da boca. - Sem nenhum avanço ainda. Mas, tenha paciência, estou pagando os melhores médicos.

Eu só aceitei fazer aquilo com Takanori porque realmente não havia outro jeito, eu não tinha escolha. Eu tinha uma filha, fruto do meu envolvimento com Kayumi, assim que a menina nasceu, ela rejeitou a criança e deixou inteiramente sob minha responsabilidade. Até ai, eu não tinha mesmo do que reclamar, Hana era uma criança doce, pequena, mas muito frágil.

Nascera de parto prematuro e por este fato, veio com muitos problemas, pois havia tido mal desenvolvimento. Quando nasceu, ficou muito tempo internada, mas no fim teve alta finalmente.

Só que os médicos deixaram bem claro que ela teria muitos problemas de saúde. Agora Hana tinha 4 anos e apresentou um grave problema cardíaco que eu não sabia mais o que fazer. Paguei muitos médicos para que descobrissem o que era e como poderia curá-la, mas sem muito sucesso.

Ela precisava de um transplante de coração e colocando na fila de espera, demoraria muito até que surgisse algum doador.

Então Kai surgiu, dizendo que pagaria todo o tratamento dela e até um transplante se caso eu o ajudasse a trazer Ruki de volta. E Deus, eu estava tão transtornado, tão aflito, que não pensei duas vezes.

Não pensei duas vezes em fazer aquela loucura para ter minha filha ao meu lado de novo. Hana era minha vida, a melhor parte de tudo de ruim que eu fiz, a melhor parte de toda vida triste que tive no passado.

Eu estava disposto a lutar por ela e não importava o que tivesse de fazer.

Só, que eu achava que não seria tão intenso da forma que estava sendo. Não pensava que ia acabar me envolvendo tanto assim.

- Você já conseguiu um doador? - perguntei, soprando a fumaça do cigarro para cima, encarando-o pelo canto dos olhos.

- Ainda não. - respondeu ele seguro. - Mas não se preocupe, ela está sendo muito cuidada e tem pessoas muito competentes ali.

- Está demorando demais. - eu comentei.

- Vai demorar o tempo que eu quiser que demore! - disse-me de repente, olhando-me friamente nos olhos.

Eu cerrei os olhos.

- Por que está fazendo isso com ele? - perguntei, encarando-o com a mesma frieza.

- Não somos amigos, eu não vou te contar. - rebateu. - Mas tudo o que precisa saber é que o Ruki tem algo que eu quero muito.

- Você está brincando com os sentimentos dele!

- E você está fazendo o que?! - gargalhou em puro deboche. - Não seja hipócrita!

- Eu não tenho escolha! - arfei, tirando o cigarro dos lábios e atirando-o no cinzeiro preto logo a nossa frente, mas metade das cinzas caíram na mesa.

- Eu quero as ações da Blackmoral, mas para isso preciso estar casado com o Takanori, então é muito simples. - disse, como se estivesse explicando algo para uma criança. - Você aparece na vida dele, todo perfeito com essa cara lisa e cínica que você tem, fala umas coisinhas, ele acredita, vocês ficam juntinhos, ai você da um pé na bunda dele! - essa parte ele disse com uma gargalhada maldosa que me engolir um grunhido. - Ai ele volta pra mim, esquece toda aquela merda e eu viro um dos donos da maior empresa de joias, acessórios e roupas do mundo.

- Porque você não se importa com o que ele é? - eu perguntei, incrédulo com toda aquela revelação que da primeira vez que ouvi não havia sido tão chocante assim.

- Porque eu não preciso me importar, são negócios Akira, cada um se importa com aquilo que lhe interessa. - deu de ombros, atirando o charuto no cinzeiro e encarando suas unhas. - É assim que funciona a vida.

Eu respirei fundo passando a mão por meu rosto, arrumando a faixa no lugar, sentindo um aperto muito forte no meu peito ao me lembrar da imagem de Takanori em meu colo, dizendo coisas tão intimas, sendo tão ele, estando tão entregue.

Mesmo que eu houvesse dito que não era como os caras com quem ele saia, tudo que estava fazendo era implantando mais mentiras na vida do Taka, fazendo com que ele deixasse de acreditar nas pessoas por causa de uma burrice minha. Porque eu aceitei a primeira proposta que me surgiu na frente por medo!

Depois, fui bombardeado pela imagem dele acenando pra mim no portão, eu sabia que ele estava confiando em mim, sabia que toda a confiança dele estava agora decaindo sobre mim e... Eu era apenas uma víbora, uma grande mentira que estava prestes a atirá-lo no abismo.

Que porcaria.

- Vocês já se beijaram? - perguntou-me, olhando pelos cantos dos olhos, enquanto colocava a taça de vinho ao seu lado na mesa.

- Sim. - respondi depressa, tirando outro cigarro do maço e o acendendo, evitando encara-lo.

- Bom. - ele balançou a cabeça. - Você não o tocou... Né?

Então veio as memorias de mais cedo, os beijos, os gemidos, os sussurros, as caricias.

Não... eu não ia permitir que Kai brincasse com Takanori assim. Mas, havia minha filha nas mãos dele.

- Não. - menti. - Está tudo conforme o combinado.

Então, ele sorriu, um sorriso cheio de maldade, enquanto pegava a taça e levava aos lábios mais uma vez. Traguei a fumaça do cigarro com força, tentando manter a calma.

Eu tinha que ser racional. Pelo menos por hora, enquanto ele tinha controle sobre a Hana, eu tinha que pensar muito antes de agir, mas não dava, simplesmente não conseguia negar que estava apaixonado por Takanori e não queria vê-lo sofrer.

- Certo. - disse ele por fim. - Passe o ano novo com ele assim que o ano começar, você inventa uma desculpa e termina com ele da pior forma possível, porque eu quero que ele entenda que não há outra pessoa com quem ele possa contar além de mim.

Eu somente o encarei, respirando profundamente, enquanto voltava a traguear o cigarro.

- Vamos comer? - me convidou, fazendo parecer que estávamos falando de algo muito idiota como dois homens que discutem futebol. - Estou morto de fome.

Eu não respondi, somente abri o cardápio sem vontade de comer nada, ainda tinha em mente a visão de Takanori saindo do meu carro, a foto que nós tiramos e a legenda que ele colocou sendo algo tão simples.

R&R.

Eu estava ferrado.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Então é isso! HAHAHAHA
Eu to rindo, mas não se preocupem porque é de puro nervoso! <3

Até o proximo manas!


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