História Turning Tables - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Gray Fullbuster, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Angst, Flores, Nalu, Relacionamentos Abusivos, Relacionamentos Tóxicos
Visualizações 284
Palavras 1.352
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lírica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ω Boa noite gente, tudo bem? Aqui é a amiga da Feer-chan, ela me passou o login e senha para postar esse capitulo. Louca ela, só acho!
Ω Ela esta toda feliz com os comentários e pediu para avisar que ira responder a todos assim que conseguir sair da cama.
Ω Esse é o ultimo capitulo, eu particularmente amei!
Ω Musica: Give me love (Ed. Sheeran);
Ω As notas finais ela já havia deixado prontas!

Ω Aproveitem!

Capítulo 5 - Epílogo


Não o culpo.

Não, realmente não o culpo.

Eu tive todos os indícios que poderia me fod*r e mesmo assim continuei naquele barco, que pouco a pouco ia submergindo as profundezas de um oceano frio e escuro – talvez se tivesse tomado um pouco mais de coragem e começasse a nadar, em algum momento veria terra firme, mas não o fiz, achando que aquele homem seria meu príncipe encantado – meu herói -  sendo que o mesmo, era a causa da ruptura em meu barco – que já vinha fragilizado há tempos – então, porque imaginei que me salvaria? Não estava em seus objetivos – se é que ele tinha algum.

Eu deveria ter me salvado – talvez se o fizesse – acreditaria mais em finais felizes.

 

Agora - pensando bem - também não me culpo...

Quem nunca sonhou estar vivendo um conto de fadas? – sinto lhe informar que se nunca teve esse breve momento ilusório, um dia terá. Ou não – cada um é cada um, não é mesmo? Às vezes você tem mais pé no chão do que eu – estou até com inveja. 

Bom, eu ansiava aquele sentimento – o Amor - e aquele sonho - viver um conto de fadas – o que me deixaram parcialmente cega – como um cavalo que utiliza o artrolio, apenas vendo em frente, esquecendo, ou fugindo a tentação de olhar o que acontece a seu lado - e não sei – por um momento – acredito que ele chegou até mesmo a alimentar esse devaneio – como quando se sustenta um animal, sabendo que no final, ele vai para o abate.

 

Tomei minhas chances como únicas e a cada erro que cometia ou acreditava estar cometendo, me tornei submissa aos seus desejos – eu precisava dele por perto, como um coração ansioso por sua próxima condução elétrica acompanhada por suas batidas rítmicas e carregadas de sangue.

Eu deveria ser perfeita. Termo que – hoje – acho muito relativo.

Então, a culpa não foi de ninguém? Ou dos dois? Ou de ninguém? – me perco todas as vezes que fico pensando nisso – o que importa é que acabou não é mesmo?

Queria que fosse tão simples assim.

Mas eu o amei – O senti! Senti suas chamas vermelhas me queimando, e pouco a pouco se tornando azuis, até cessarem. – o que se faz mais difícil de esquecer.

Acho que ele também o fez um dia. Amou-me – a sua maneira. Prefiro acreditar que era recíproco até certo momento, enquanto um se importava com o outro.

Quem sou eu para julgar o que cada pessoa pensa sobre: o que é o Amor?

Para ele, aquilo era amar.

Não existem aqueles que acreditam que no “Akai Ito”? Sei de outros que acham que a verdadeira “alma gêmea” esta relacionada com evolução espiritual e que não vem para trazer necessariamente alegria, mas sim, um ensinamento – tendo em vista que lições normalmente não são muito agradáveis de concluir, precisamos de alguém que nos coloque no limite para chegarmos ao final (A evolução, nesse caso) – li isso em algum lugar. Achei interessante.

São teorias interessantes, não necessariamente, fatos.

Apenas, teorias.

 

Se você me perguntar o que acontecerá comigo, sinto lhe informar que não faço idéia – e também não dou a mínima. Cada dia será vivido e no momento, estou reconstruindo uma alma que foi parcialmente quebrada, juntando os pedaços de um castelo de vidro, tomando cuidado para não me cortar, tendo em vista que os cacos são muito afiados e delicados. 

 

Voltei a me olhar no espelho e com certeza, com o tempo, vou voltar a fazer outras coisas que nunca deveria ter parado.

O tempo! Esse sim é um que da pra confiar!

Uma vez me falaram que ele é o melhor remédio, não vou dizer que sou o tipo de pessoa paciente, até porque por vezes pensei em ligar para aquele homem depois que tudo acabou.

Deixei-me levar por um sentimento momentâneo – disquei seu numero, chamei, apenas para ouvir sua voz. Fui a lugares que sabia que ele estaria - tendo a sorte de nunca o encontrar – acho que é alguma mensagem do universo falando “zarpa logo garota, não é pra ser”.

Conforme o tempo passava, aquele ditado que me falaram aonde ele “curaria” as feridas mais profundas, acabou se tornando um fato.

Então sim, o tempo é o melhor remédio.

 

 

Agora, mesmo quando em uma multidão e me sinto sozinha, não deixo me abalar. A solidão nunca foi um problema, na verdade ela poderia ser muito útil em dias que não conseguia ouvir a voz de um ser humano.

Minha própria companhia é agradável.

 

E a dor? Vocês devem estar se perguntando... Ela aprendeu a se virar sozinha e quando voltar, se voltar, eu vou estar mais forte e não irei ignorá-la. 

 

“Akai Ito”? “Alma gêmea”? – não, eu não acredito. Deixei de acreditar ha algum tempo, e, por favor, não me fale que realmente existe e que preciso ser mais otimista, porque uma coisa eu posso lhe afirmar: existem pessoas que encontram o amor da vida delas logo que nascem – e mesmo para estes, o sol também se põe no paraíso, seja com brigas ou a morte. Ah! Quer saber de mais? Existem os infortunado que morrem sem nunca terem saboreado o gosto agridoce do amor.

Sim! Agridoce... Porque se alguém lhe falar, algum dia, que o amor tem um sabor maravilhosamente agradável, como aquela sua sobremesa favorita – saiba que essa pessoa mentiu.

 

Obrigada - de alguma forma, desabafar tudo isso dessa forma foi muito mais produtivo que dias de terapia – não que eu tenha parado de ir a meu psicólogo, ele realmente é muito útil. É como um incentivo para não parar de colar os cacos espalhados por todo meu sistema.

Então, obrigada! Por ter ouvido, resumidamente, minha experiência do a m o r – e de alguma forma, ter removido esse veneno que circulava em minha corrente sanguínea – diria que você teve um poder curativo muito eficaz: como uma flor.

Qual era o nome mesmo? Ah sim!

Um dente de leão.

 

 

- Lucy, por favor, ande logo com isso. – ouvi Gray me chamando, fechando meu caderno, satisfeita. O fitei, abrindo um sorriso tão grande, que eu poderia dizer que havia um cabide em minha boca, agradecendo por ter aquele melhor amigo, e ao mesmo tempo, recebendo um olhar cortante de sua namorada, Juvia – nem da pra acreditar que ele começou a namorar, acho que fiquei congelada por mais tempo do que imaginei.

- Aonde vamos? – ouvi, sentindo o aroma adocicado da primavera nas minhas costas. Olhei para trás, percebendo que dessa vez ele não estava tão animado como sempre.

- Conheço bem esse olhar – comentei, dando um pequeno murrinho em seus ombros, relacionamentos não são fáceis. – Vai ficar tudo bem.

Ele acenou, fazendo com que aqueles cabelos únicos balançassem com perfeição, enquanto o mesmo abria um sorriso singelo – Acho que não nos apresentamos – tinha razão.

 – Natsu Dragneel.

- Lucy Heartphilia. – sorri, dessa vez sem a desculpa de estar bêbada ou algo do tipo, apenas estava difícil de tirar o cabide de meus lábios, simples assim – É um prazer conhecê-lo.

- Hey, Luce! – falou, e pela primeira vez me irritei com alguém por falar meu nome de forma errônea.

- É Lucy. – deu de ombros.

- Sabe qual flor você me lembra? – pisquei algumas vezes, curiosa. Seria muito da minha parte estar realmente interessada em saber?

- Qual?

- Um Girassol – parecia radiante com o que havia acabado de falar, como se tivesse guardado aquilo há tempos, o que me fez pensar se não era isso o que ele queria falar quando havia me entregado aquelas rosas:  “Você parece um girassol”.

Não nego que isso me fez rir mentalmente – era bem a cara do garoto, não duvido nada que ele o faria se tivesse um pouco mais da minha atenção naquele dia. 

- O que significa? – perguntei, tendo certeza que o rosado não me desapontaria na resposta.

– F e l i c i d a d e.

“Give a little time to me

We'll burn this out

We'll play hide and seek

To turn this around

All I want is the taste that your lips allow

My, my, my, my, oh, give me love – Ed Sheeran.”


Notas Finais


Ω Espero que tenham gostado dessa fanfic.

Ω E vocês? Tem alguma experiência que gostariam compartilhar?
Ω Comentem, gostaria saber do que todos vocês acharam! E a todos que vieram desde o inicio, não tenho palavras para agradecer e expressar como fiquei feliz !

Ω Até uma próxima.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...