História Turtle - TWICE - Capítulo 3


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Categorias TWICE
Personagens Mina, Nayeon, Sana, Tzuyu
Tags Romance, Sana, Satzu, Twice, Tzuyu
Visualizações 32
Palavras 1.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiramente, venho aqui de cara limpa me desculpar pelos títulos de bosta dos capítulos. É o que minha criatividade permite ;--;

Eu também queria agradecer pelo apoio, peço que continuem com ele a :)

Capítulo 3 - Tímida


Acordo com a notificação mais gratificante da minha vida até então: meu primeiro salário acaba de ser depositado em minha conta no banco.

Estou tão feliz que mando uma mensagem à Mina e Tzuyu perguntando se elas querem ir ao cinema. Tzuyu responde imediatamente um "sim", mas Mina nem visualiza. Até complemento com "eu pago" na mensagem de Mina, porém sem sucesso.

Tento falar com Myoui há quase um mês, mas a mesma não responde. Tzuyu diz que as duas não conversam mais e que ela some após as aulas. Em compensação, virei oficialmente amiga de Na Yeon e Tzuyu, o que me ajuda a lidar bem com a "perda" de Mina. Não é como se a vida estivesse dando errado por completo.

Tzuyu diz para irmos às quatro da tarde, o único horário livre para ela. Me pergunto o que ela está fazendo de tão importante.

Assisto programas de entretenimento na televisão até dar o horário marcado. Visto roupas simples e fico pronta em cinco minutos. Meu coração bate rápido e um bilhão de possibilidades passa pela minha cabeça. E se Tzuyu desistir de ir e me deixar esperando por horas? E se eu acabar fazendo ou falando algo que ela não goste? E se... Ah, não sei. E se acontecer alguma coisa?

Alguma coisa tem que acontecer, seja ela boa ou ruim.


[...]


Tzuyu passa as mãos pelos cabelos e anda em círculos, nervosa. Sinto que está a ponto de chorar de raiva ou quebrar a primeira coisa que ver pela frente, o que espero que não seja eu. Se chama de idiota umas quinze vezes por minuto, o que me deixa incomodada. Tzuyu não tem culpa por ter perdido o horário da última sessão do filme que queria ver, e a vontade de gritar isso para ela é grande. Tão grande que quando passa perto de mim enquanto anda, a puxo pelo braço até a mesma se sentar no mesmo banco que eu.

ㅡ Escuta, você não tem culpa de nada do que aconteceu. Não é como se o mundo estivesse a acabar, podemos fazer alguma outra coisa ㅡ digo, na tentativa de acalmá-la. Não consigo fazer nada além de a obrigar a ficar sentada. Avisto uma sorveteria a três lojas de distância.

Agradeço infinitamente a quem a construiu ali e principalmente a quem inventou o sorvete, já que logo descobri que este é o doce preferido dela.

Ainda nervosa, ela se senta em uma das mesas da loja enquanto eu escolho dois sabores que sei que ela gosta. Caso não dê certo com um, tento o outro. De certa forma foi bom ter perdido o filme, gastei muito menos dinheiro. Minha carteira também agradece pela sorveteria existir.

A garçonete entrega os doces em nossa mesa, e percebo que ela se parece com Na Yeon. Seus olhos são grandes e o formato de rosto é o mesmo, a diferença está em seus dentes, não tão grandes, e em seu nome, que está escrito na etiqueta de identificação em seu uniforme. Son Chae Young é uma funcionária bonita e visivelmente carismática. E quem sou eu para reparar nisso, não?

Tzuyu consome seu sorvete de chocolate, me contando que era apelidada de "chocolate" na época da escola por causa de sua pele. Sorri e joga a cabeça para trás quando as crises de riso aumentam, reparo então o quão bonito é seu sorriso e o quão suave é sua voz. Posso ficar a ouvindo falar por horas, mas percebo que estou quieta demais para quem deu a ideia do passeio e resolvo agir.

ㅡ Ei, posso experimentar um pouco de seu sorvete? ㅡ pergunto, sorrindo.

ㅡ Claro. Abra a boca ㅡ diz ela, também sorrindo e enchendo uma colher com o doce. Abro a boca e ela coloca a colher nela, rindo. Meu coração bate rápido, e eu não entendo bem o motivo. Parte de mim quer levar isso como uma brincadeira, mas a outra pensa que Tzuyu pode ter algum interesse diferente de uma simples amizade em mim.

Quando a mesma pergunta se pode pegar um pouco do meu, arregalo os olhos na hora. Ela passa o dedo indicador pelo meu sorvete e depois o lambe, olhando fixamente para mim. A colher que eu segurava caiu de minha mão e sinto meu rosto esquentar. A parte iludida do meu cérebro grita para mim que Tzuyu está completamente dando em cima de mim e que eu devia provocá-la do mesmo jeito. Tzuyu percebe minha reação e ri.

ㅡ Não precisa ficar assim! Ninguém nunca te provocou dessa forma? ㅡ diz ela, sorrindo.

ㅡ Termine logo seu sorvete ㅡ respondo, rindo discretamente e engolindo o resto do meu.


[...]


ㅡ O que foi? ㅡ diz Tzuyu quando eu a puxo para um abraço.

Está anoitecendo e estamos aguardando o metrô na estação. Visitei aquele lugar umas duas vezes na vida, sempre soube que era bem mais rápido que o ônibus porém mais caro. Só estou aqui pois Tzuyu disse que ia pagar.

ㅡ Vivo abraçando as pessoas que gosto ㅡ respondo, o que não é mentira. Sou tão melosa quanto Mina com algumas pessoas.

Duas idosas que passam pela estação nos olham e sussurram entre si. Percebo desprezo e reprovação em seus olhares. Faço menção de me soltar, mas Tzuyu não deixa, afagando meus cabelos e me puxando mais para perto de si.

Momentos como este agora já são comuns entre mim e Tzuyu. Já nos confundiram com namoradas várias vezes, mas nem me importo. Qual é o problema em abraçar e beijar minha amiga? Não é como se eu fosse um E.T. por ser íntima dela.

Entramos no veículo lotado que acaba de chegar e me seguro em uma barra de ferro, pouco acima da minha cabeça. As portas automáticas se fecham e o metrô anda em toda a velocidade, me fazendo segurar a barra tão forte para não cair que minhas mãos doem. Percebo que uma mão se aproxima da cintura de Tzuyu, desce um pouco e aperta sua nádega esquerda, coberta por uma saia mais ou menos curta. A mão pertence a um homem de uns quarenta anos, de terno preto, parece que acaba de sair de um escritório. Fico tão irritada com esse ato que, discretamente, me aproximo do homem e chuto seu tornozelo. Logo volto ao meu lugar e encaro a janela, fazendo de conta que não vi nada do que havia acontecido. Tzuyu solta uma risada baixa e me olha, piscando para mim.

Se não fosse Tzuyu ali, eu nunca teria tido coragem de fazer algo parecido e ainda rir depois.


[...]


Em plena meia noite, me pego deitada no sofá da sala conversando com Na Yeon pelo aplicativo de mensagens. Nós duas sabemos que amanhã devemos acordar cedo para trabalhar, mas na conversa falamos de uma coisa: amor.

Ela conta que seus flertes com seu colega de trabalho começaram a dar certo, e eu apenas acompanho o assunto. O fato de eu não namorar já não me afeta mais. Conto o que fiz hoje, sobre a ida ao cinema mal sucedida com Tzuyu. Falo também um pouco sobre minha amizade com a mesma, o que deixa a outra desconfiada.

"Você gosta dela SIM, e ela de você. O que está esperando? Namore logo com ela" digita Na Yeon.

"Não gosto dela, e mesmo se eu gostasse, sou tímida ao extremo para essas coisas"

"Ah, entendi, Sana tímida tímida tímida. Faça com que ela te peça em namoro, então. Tenho que ir dormir, boa noite, Sana tímida!"

Olho com cara de tacho para o celular. Não nego completamente meu amor por Tzuyu, mas também não concordo com Na Yeon. Deve ser só carência mesmo.

Bem, isso é assunto para outra noite.


Notas Finais


•-•


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