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História Twenty-one Roses - (Jeon Jungkook) - Capítulo 23


Escrita por: Sinkyhu

Notas do Autor


Chegueiiii
Agora é a vez do JK, e aqui tem uma grande explicação!

Qualquer semelhança com O Príncipe Vermelho é mera coincidência 👀


Boa leitura! :3

Capítulo 23 - A Promessa;;


Fanfic / Fanfiction Twenty-one Roses - (Jeon Jungkook) - Capítulo 23 - A Promessa;;

Acordei assustado, ardendo de ódio pela mulher maldita que nos atirou no chão num ato de fúria. Minha cabeça doía intensamente, como se os martelos dos construtores da cidadela estivessem batendo contra mim. Eu estava em meu quarto, e aquilo me trouxe um grande alívio. A única coisa estranha era que a cama parecia um tanto maior do que já era.

Senti uma mão em minha bochecha e a senti com certa frieza. Não era da pestinha com total certeza, o que me deixou desconfiado de imediato e virei meu rosto em direção a esta, me assustando com a mulher que estava diante de mim.

Sim, era uma vampira, mas totalmente diferente das que eu já vi. Parecia um monstro, por mais irônica que fosse tal comparação. Os olhos vermelhos tinham um tom diferente e perigoso, a pele era tão seca que abria rachaduras como uma terra branca e árida. A boca tinha rastros de sangue seco, o que dizia que não tinha o mínimo cuidado consigo mesma. E não era apenas a parte física que me assustava, algo nela e sua alma parecia sr errado e cheio de intenções perversas.

Pensei em gritar, mas notei que meus pulmões falharam e saiu apenas um som fraco e cansado que feriu minha garganta.

 

E então eu me lembrei.

 

Coma vampírico. Eu devia ter batido a cabeça com uma força muito chocante, e logo fui transportado para alguma memória profunda que provavelmente me esqueci.

Eu realmente não me lembrava daquele momento, mas a situação me foi imediatamente familiar: quando eu ainda não tinha a pestinha e tinha minha saúde completamente afetada em certos períodos do ano. Eu ficava péssimo e à beira da morte várias e várias vezes, e meus pais frequentemente ordenavam que curandeiras de outros reinos tentassem fazer algo por mim. E aquela mulher horrenda devia ser uma delas.

A porta se abriu e vi minha mãe entrando de modo abrupto e desesperado. A visão dela me surpreendeu, pois fazia tempo que não a via com um olhar tão esgotado a devastado. Aqueles anos foram sem dúvidas os mais difíceis e assustados para ele, principalmente pelo estresse de não encontrar uma humana e as incertezas sobre como eu estaria nos próximos minutos que se seguiam.

— Como ele está, Maeve?

— Sabe que não minto jamais para vossa Graça e serei sincera — Até sua voz me assustava. — O Príncipe Jungkook está péssimo. O corpo rejeita o sangue mestiço de modo intenso e teimoso, por mais que eu esteja tentando há horas que consiga ingerir algo decente.

Minha mãe ficou ainda mais pálida do que uma vampira deveria ficar:

— Não há nenhum humano próximo de seu reino?

— Sinto muito senhora, mas é impossível que haja humanos puros no antigo território de Gales. 

Minha matriarca conteve um grito, agarrando os próprios belos e longos fios lisos e escuros em desespero e correndo de um lado para o outro no quarto. Enquanto esta estava distraída, vi Maeve sorrir amplamente revelando os dentes afiados e amarelados, como se algo em si estivesse completamente satisfeito com o sofrimento que causou com suas notícias.

A mais alta suspirou profundamente e soltou os cabelos, caminhando em minha direção com seu belo vestido e acariciando meu rosto:

— Não desista, filho. Faça o que precisar ser feito, mas lute por você! — Implorou, inconsolável. — Iremos achar alguém, apenas nos dê mais tempo!

E assim vi seus olhos cheios de lágrimas vermelhas, o que era perigoso para mim. Ciente disso, saiu correndo entre os corredores, me deixando sozinho de novo com a curandeira horrenda.

Ela logo estalou os dedos três vezes de modo bem marcante, olhando para um enorme saco de linho que provavelmente havia trago consigo para ficar aqui, e logo vi o mesmo mexer-se estranhamente, e se abrindo lentamente. Mas a mulher segurou meu rosto e me fez olhar para si antes que eu pudesse ver o que havia dentro.

— É o seguinte, principezinho — ditou com firmeza —, logo irá morrer como um mortal qualquer por sua doença estúpida. E tenho certeza de que sua cova será bem funda!

Tentei gritar de novo e me soltar dela arranhando suas mãos. Mas minha garganta falhou miseravelmente mais uma vez e senti o pó abaixo de minhas unhas, me deixando ainda mais chocado.

 

Se não quiser morrer de modo miserável, eu sei como lhe ajudar! — Murmurou e ergueu com outra mão um enorme jarro. — Tenho aqui uma poção que trabalhei desde que soube de sua doença, e sei que lhe manterá vivo por mais um ano se beber um pouco todo dia de sua desprezível vida!

Ergui minha mão em direção ao objeto com a força que me foi pedida, porém a malvada afastou aquilo de mim com uma agilidade surpreendente, gargalhando novamente de meu fracasso como se fosse um espetáculo. Se eu estivesse bem… Eu pegaria aquilo dela com uma agilidade chocante e faria questão de nunca mais vê-la ou ordenar a meu pai que a proibisse de entrar em Hikant de novo!

Quis chamar por minha noiva, mas sabia que naquela memória eu sequer imaginava sua chegada no castelo e seus belos fios que me hipnotizaram. Tudo seria mais fácil se a pestinha estivesse ali!

— Eu tenho condições para lhe fornecer sua cura, garoto! — Virou-se para trás. — Venha, querida.


 

Uma garota apareceu em minha linha de visão. Devia ter sete anos ou algo próximo daquilo, e era tão linda quanto Hikari, mas o mesmo sorriso assustador e olhar estranho da que estava ao seu lado. Tinha uma rosa amarela que pareceu estar em seu cabelo alguma desventura da viagem até meu reino, e logo a jogou no chão e pisou com irritabilidade até as pétalas estivessem despedaçadas. Jogou os fios longos para o lado e pareceu satisfeita com meu estado:

— Esta é Mina, minha filha — Apresentou com orgulho. — E como pode ver, dei toda a minha beleza a ela para que se tornasse ainda mais bela do que já nasceu. 

Meu estômago se revirou no mesmo instante. Era idêntica mesmo a Mina, mas numa versão menos e com o ar maléfico ainda mais evidente. Então sua beleza, em parte, era… Um feitiço?

— Eu não fiz todo esse investimento por nada. Em nosso lar temos tanto dinheiro quanto seus admiráveis nobres, mas minha filha quer ser uma princesa, e me disse que não se importa com os meios para que seu sonho se concretize, contando com que o tenha permanentemente — Olhei novamente a garota que sorria mimada e repleta de egocentrismo. — Eu admirei sua personalidade forte, e irei dar a ela o que quer com esse custo sujo como tanto aprecio.

— O que quer dizer com isso? — Perguntei baixo.

A mais nova foi mais rápida, agarrando meus fios com força me surpreendendo com sua frieza. Uma garota daquela idade deveria agir daquele modo? Com certeza havia algo de muito errado com Mina, que com o passar dos anos aprendeu a encobrir com cuidado suficiente.

 

Prometa que se casará comigo quando crescer, e minha mãe lhe salvará! 

 

Que pedido cruel! Aquilo era impossível, eu deveria me casar com a pestinha, uma humana pura que garantiria minha saúde! Mas naquela época, eu ainda tinha quatro anos, e precisava de mais um ano para que minha noiva chegasse das águas marítimas naquela estranha tarde. Eu tinha que lutar! Eu tinha que batalhar para continuar vivendo até que tudo desse certo!

 

Mesmo que para continuar vivo, eu devesse prometer algo do qual jamais iria cumprir!

 

— Então, qual é sua decisão? — A mulher perguntou.



 

— E-Eu… — Respirei profundamente com a dor que Mina me causava. — Eu prometo!


 

A garotinha me soltou e a mulher me deu a bebida de imediato, e logo senti que fazia realmente o efeito dito. A menor voltou para dentro de onde havia saído e Maeve se ergueu, pegando seus “pertences”:




 

Ela volta daqui há alguns anos, e espero que esqueça da humana que lhe arrumarem quando esse dia chegar!


Notas Finais




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