História Twenty-Three Nights Of Pleasure - Capítulo 14


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Categorias Aaron Taylor-Johnson, Amber Heard, Bryce Dallas Howard, Henry Cavill, Tom Hardy
Personagens Aaron Taylor-Johnson, Amber Heard, Bryce Dallas Howard, Henry Cavill, Personagens Originais, Tom Hardy
Visualizações 29
Palavras 3.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Só mais 10 noites e declaramos fim! Dá até uma dor no peito em falar nisso.

Capítulo 14 - The Thirteenth Night


Fanfic / Fanfiction Twenty-Three Nights Of Pleasure - Capítulo 14 - The Thirteenth Night

Mirella me observava com um olhar de falcão e isso estava começando a me irritar. Por que diabos ela simplesmente não cuidava do trabalho dela e me deixava em paz? Já passava do meio-dia e, fora um cumprimento, logo de manhã, Collins sequer tinha falado comigo. Por que ela me olhava tanto? E ainda havia outra coisa. Por que ela tinha essa necessidade de marcar território? Quero dizer... tenha um pouco de amor próprio, Mirella. Se você acha que eu sou, ou pelo menos passei a ser concorrência, preocupe-se em seduzir seu homem, e não em me intimidar. E Mirella não era a única. Acho que começou com Vicent (ao menos foi o primeiro que percebi). Passou metade da manhã me encarando. Três vezes eu achei que ele queria me dizer algo, mas pareceu ter desistido no meio do caminho e voltou a fazer suas tarefas. Olhei ao redor e notei que os três mosqueteiros – Collins, Vicent e Mirella – tinham desaparecido para dentro da copa. Intervalo do almoço. A curiosidade cresceu em mim com uma voz inconveniente que se assemelhava muito a de Amadeo. Talvez eu parasse para almoçar agora, também. Fiz um sinal para Suz e ela levantou um indicador me pedindo um minuto. Esperaria por ela na copa. Empurrei a porta devagar, pois não queria chamar atenção. Queria ouvir o que eles estavam falando. Talvez fosse só impressão minha e todo aquele comportamento esquisito não tivesse nada a ver comigo. Mas eu queria ter certeza.

– Estou dizendo! Era ela! – a voz de Vicent era alta e clara. Em uma das cinco mesas da copa ele estava sentado ao lado de Mirella, Collins e mais três funcionários que também estavam almoçando. Outras duas mesas estavam ocupadas e observavam o discurso de Vicent com uma mal disfarçada atenção. – Juro por Deus! Era ela.

– Isso não faz sentido, Vicent. Devia ser alguém muito parecido – Mirella constatou.

– Era ela! Já disse! – bateu com a mão na mesa.

– Tá querendo dizer que Sophie virou stripper? – Collins estava descrente. Puta merda. Ele estava na boate? Alguém notou a minha presença e limpou a garganta para avisar ao grupo. Os olhares se levantaram em minha direção e eu senti que era ou correr para casa chorando, ou assumir o controle da situação. Há uma semana minha atitude seria bem diferente, mas agora eu estava pronta.

– Posso ajudar? – perguntei. Todos se entreolharam e se calaram. Sentei em uma mesa sozinha e abri meu sanduíche natural.

– Sophie– Collins foi o único que teve a decência de falar –, desculpa te incomodar no seu almoço – o resto dos ouvintes ficou atrás dele e eu conseguia sentir as atenções focadas em mim. – Mas será que você podia esclarecer algo para nós?

– Claro, Collins. O que foi? – coração, meu bem, pare de bater com tanta força. Te garanto que minhas células estão bem abastecidas de sangue. Se você bater só um pouquinho mais devagar vai ser perfeito, pode ser?

– O Vicent estava com uns amigos ontem em uma clube de striptease e ele ficou com a impressão de ter visto alguém muito parecido com você – ele sorria, constrangido. – Eu sei que é loucura, mas...

– Não te vi, Vicent – olhei para ele. – Por que não veio dizer “oi”? Ele tamborilou os dedos na mesa como se estivesse dizendo aos presentes “Eu não disse a vocês?”.

– Você quer me dizer que virou stripper? – Mirella se levantou. Se ela não estivesse tão distante, eu ficaria com medo que ela me desse um tapa.

– Não. Foi só por diversão.

– Você ficou nua na frente de um monte de homens por diversão? Dei de ombros e mordi meu sanduíche. – Certo. Qual a roupa que você estava usando, então?

– Mirella... – Vicent começou.

– Shhh, Vicent! Cale-se! – ordenou. – Ela diz que estava na boate. Eu digo que você viu alguém parecido com ela e a senhorita eu-amo-chamar-atenção está se aproveitando da situação. Então, Sophie, se era você, como era a roupa? Eu sorri.

– Camiseta de botão com um nó amarrado na barriga e uma saia. Mas eu tirei essa parte. Você sabe como funciona, não é? Então, na maior parte do tempo, acho que eu estava com uma roupa íntima vermelha, com cinta liga. E não que seja da sua conta, mas eu consegui 117 euros de gorjeta. Ela ficou vermelha e eu fiquei em êxtase. Peguei o que restava do sanduíche e resolvi que hoje seria um bom dia para comer na minha mesa. O clima estava tenso demais e eu resolvi sair enquanto ainda estava por cima.

– O que aconteceu com você, Sophie? – Collins perguntou no meio da tarde.

– Como assim? – eu sabia exatamente o que ele estava perguntando, mas precisava de um tempo para pensar na resposta.

– Parece que você foi abduzida e substituída por outra pessoa – sorriu.

– Sei lá – mordi o lábio, pensativa. – Você trabalha e trabalha e trabalha. E aí um dia você olha pra cima e pensa “O que diabos eu estou fazendo com a minha vida?”. Acho que é algo assim: cansei de ser quem eu era e agora estou experimentando algo novo.

– Mas não é você.

– Quem disse?

– Não sei. Não parece você.

– É quem eu sempre quis ser, Collins. Só isso. Ele sorriu.

– Sabe? Gosto mais da versão abduzida da Sophie. Ela é mais divertida. Ele tinha um sorriso lindo e charmoso. Ele gostava mais de mim assim. Ótimo!

– Acho que gosto mais dela também – toquei seu braço carinhosamente. Ele não se afastou. Em vez disso, respirou fundo e disse: – Você está me devendo um cinema. Ou jantar. Qualquer coisa.

– É verdade.

– Posso te ligar mais tarde?

– Não sei se é o certo pois a sua "namoradinha" nos fuzila com o olhar!

– E eu, Sophie? – Vicent apareceu sabe-se lá de onde. – Também posso te ligar mais tarde? Revirei os olhos e Collins riu alto.

– Por favor, não faça isso, Vicent – brinquei.

– O que é que você tem que eu não tenho? – ele deu um tapa brincalhão no braço de Collins e eu me afastei.

– Mirella está espalhando por aí que você seguiu o Vicent – Suz sentou ao meu lado com pressa.

– Ah, chega disso – expirei cansada. Estava cheia de coisa para fazer.

– É sério. Ela disse que você mentiu sobre esse negócio de ter ficado com uma mulher e que seguiu o Vicent e se apresentou no clube pra ele ver.

– Eu juro a você que tem dias que isso aqui parece a quinta série. Essa gente não tem trabalho pra fazer, não?

– Não a Mirella. Depois que ela confirmou esse encontro com a Benoit ela é a nova queridinha do chefe.

 – Argh... – enfiei a testa nas mãos.

 O fato é que os números das vendas do livro de Harry simplesmente não batiam. Cansei de contar e recontar, puxei o telefone e disquei o número do departamento de contabilidade. Eles que resolvessem o problema. Mal tinha solicitado o relatório completo das vendas e a ligação caiu. Olhei para o fone, sem compreender.

– Nós vamos ter um problema, Sophie? Mirella estava atrás de mim com a mão no gancho. Ela tinha desligado minha ligação? Ela ficou louca!

– Você perdeu o juízo? Eu estava no telefone com a contabilidade, Mirella. Alguns de nós trabalham aqui, sabe? Empurrei a mão dela sem qualquer cortesia e comecei a discar o número mais uma vez. Ela empurrou o botão do gancho, impedindo-me de completar a ligação.

– Você quer dizer que você trabalha e eu não? Você é quem fica por aí espalhando histórias suas, que deveriam ser privadas, e beijando mulheres no local de trabalho.

– Você sabe que a editora não liga para as relações pessoais dos funcionários. Se não fosse assim, você ficar pendurada no Collins metade do dia seria um problema.

– Mas ainda assim. Há coisas que são completamente inapropriadas e eu sei que você está fazendo só para me pirraçar.

– Sua egocêntrica maluca! Olha, se você e o Collins têm problemas no relacionamento de vocês, isso não é problema meu. Tenha um pouco de amor-próprio, Mirella, e pare de arrumar confusão com colegas de trabalho por causa de homem. Isso é ridículo. Eu tentava falar baixo para evitar que nossa discussão se tornasse excessivamente pública. Ela me acompanhou e nós duas falávamos cada vez mais baixo, com um tom cada vez mais ameaçador.

– Escuta aqui, sua vadiazinha.

 – É o quê?

– Você me ouviu. Eu tenho bastante amor-próprio, obrigada. O que eu não tenho é paciência pra gente do seu tipo, que precisa aparecer o tempo todo.

– O que eu preciso, Mirella, é descobrir o que há de errado com os números das vendas de Malkovich. O resto da minha vida não lhe diz respeito. Agora, largue o meu telefone e saia de perto de mim ou você vai ver do que essa vadiazinha aqui é capaz. Ela se afastou sorrindo.

– Você mudou, Sophie. E eu vou fazer você se arrepender de ter mudado.

Estava com a chave na mão quando o telefone tocou. O número era desconhecido. Atendi.

– Nossa! Esse era o último número seu que eu tinha. Bom saber que não se livrou dele.

– Brian? Ah, não. Não, não, não, não, não.

– Oi, So. Como você está? Merda. Merda. Merda.

– Bem e você?

– Tudo certo. Muito trabalho, sabe como é...

– Brian, o que você quer? – era melhor acabar com aquilo de uma vez.

– Nada. Só liguei porque fiquei preocupado com você.

– Por quê?

– Eu te vi ontem, So. Olha, eu sei que você me viu também. Eu fiquei preocupado. Você está precisando de alguma coisa, dinheiro... sei lá? Queria que você soubesse que estou aqui. Sabe? Apesar de tudo. Gosto de pensar que, se você precisar, sabe que pode contar comigo. Eu comecei a rir como uma louca.

– Pode ficar tranquilo, Brian. Tranquilíssimo. Eu não fiz um show de striptease porque preciso de dinheiro. Fiz pra me divertir.

– Tem certeza? Quero dizer... Ah, ótimo. Mas um que não acreditava que eu era capaz de fazer coisas como aquela.

– Escuta, Brian. Eu não te devo satisfações. Você acha que eu fiz aquilo porque precisava do dinheiro. Eu já te disse que não é por causa disso. Você não acreditou. Ótimo. Se era só isso que você tinha pra dizer, nosso assunto acabou.

– Calma. Sophie... O que há com você? Falta de paciência, meu bem. Eu estava mudando minha vida. Estava me tornando a pessoa
que eu sempre quis ser, mas temia tentar. E agora todo mundo estava questionando cada uma das minhas atitudes, não acreditando que eu sou capaz de mudar. Ah, para o inferno com toda essa gente! Cansei. Ele ainda estava falando: – Será que a gente podia marcar um dia pra continuar a conversar? Tomar um café... Continuar a conversar. Eu não sabia nem porque eu ainda estava conversando. – Podemos? – ele perguntou.

– Não – respondi, seca, e desliguei. Não achei que era possível isso acontecer: a pessoa simplesmente encher o saco. Mas aparentemente era. E o meu saco, o singelo e imenso saco que eu carreguei a vida inteira, estava, indubitavelmente, cheio. Saí do banho e ouvi meu celular desesperado, chamando minha atenção. Ainda estava usando o roupão e secando o cabelo com a toalha. Ah, se fosse Brian, de novo, eu ia jogar essa merda de celular pela janela! Mas antes ia atender e mandar ele se foder. É, isso aí! Ele me traiu na nossa cama e eu nunca mandei ele se foder. Devia ter feito isso. Então, de repente, eu estava muito chateada comigo mesma por não ter sido mais vocal em
minha fúria contra meu ex e me peguei desejando que fosse ele ao telefone. Sim. Só para que pudesse mandá-lo tomar no meio daquele cu arrogante. A tela, no entanto, mostrava o nome de Brian. E era isso. Finalmente, tinha chegado a hora.
Eu ia mandar ele se fuder.  Atendi e fiz o que eu mais queria Mas meus olhos ainda estavam vasculhando o
apartamento de Henry quando a porta do seu banheiro abriu e ele saiu do banho. Nu. Não tinha toalha em volta da sua cintura. Não tinha roupão de banho. Não tinha roupas vestidas de qualquer jeito. Ele estava nu em pelo e, por Deus, ele era uma delícia. Seus músculos eram torneados. Seu abdômen era completamente dividido, os braços fortes, as coxas grossas, os ombros largos. E entre suas pernas... Se flácido aquilo já era daquele tamanho, eu conseguia imaginar como rígido. Ele usava uma toalha para secar os cabelos molhados e arrepiados. Henry andou pela casa e eu saí do quarto em direção à sala. Da janela da sala dava para vê-lo melhor. Henry abriu a geladeira e pegou uma garrafa de isotônico. Estava de costas para mim e eu podia ver sua bunda linda. Mordi meu lábio segurando o sorriso. Queria morder aquela bunda. Ele bebeu o isotônico direto da garrafa e me ocorreu que, talvez, ele tivesse acabado de chegar da academia. A imagem de Henry suado não melhorou minha situação. Henry se virou e me viu. Deu mais um gole no isotônico antes de guardá-lo na geladeira e se aproximou da janela, estreitando os olhos e levantando um indicador para mim como quem diz “você disse que não ia mais olhar”. Eu dei de ombros em resposta com a cara mais cínica que consegui. Estava levemente consciente do meu lábio ainda preso entre os dentes. Henry apontou para mim e depois gesticulou para o próprio peito com uma cara de pidão. Ele queria que eu tirasse o robe. Andei de um lado para o outro considerando as possibilidades, sem tirar os olhos dele. Ele se aproximou ainda mais e se apoiou contra a janela. Eu podia vê- lo quase que por inteiro. Lembrei, sem querer, da música de Gloria Gaynor e comecei a pensar que a Mãe Natureza deveria, sim, ter feito um homem daqueles para cada mulher no mundo. Seria o mais justo. Ele desceu a mão pelo abdômen e se acariciou rapidamente. Eu senti minhas coxas encharcando. Estava a poucos metros de distância dele. Tão perto e tão longe... Henry umedeceu os lábios e eu notei que ele estava ficando duro. Ela já tinha me visto nua, não tinha? Algumas vezes. Então... Desamarrei o nó do cinto que me envolvia e deixei o robe escorregar pelo meu corpo. O sorriso de satisfação que ele me ofereceu fez com que meu corpo tremesse em uma parte particularmente deliciosa. Henry tinha a língua sobre o lábio inferior e massageava seu pau cada vez mais duro, dobrando de tamanho. Passei as pontas dos dedos nos meus mamilos e desci minhas mãos até alcançar minhas coxas. Deixei minhas unhas brincando na parte interna das minhas pernas e fui me aproximando dos meus pelos. Do outro lado das janelas, Henry começava a estabelecer um ritmo lento e calmo. Para cima e para baixo, continuamente. Subi a mão esquerda de volta para o meu seio e senti meu mamilo rígido. Os dedos da minha mão direita escorregaram para dentro dos meus pelos e agora era eu quem me massageava. Ele não tirava os olhos de mim. Estava indo mais rápido. Esfreguei o polegar contra o meu clitóris enquanto enfiava dois dedos dentro de mim. Eu queria fechar os olhos e imaginar que era Henry quem estava me tocando. Mas o prazer que eu sentia em observá-lo era tão intenso que eu não me permiti desviar o olhar. Eu vi seu abdômen se contrair, ele tremeu e hesitou. Empurrei meu polegar com mais força contra o meu corpo e assisti Henry gozar, derramando seu líquido branco contra a janela. Agora, só faltava eu. Apertei meu seio esquerdo com força e fechei os olhos por um segundo. Quando voltei a observá-lo, ele estava sentando no aparador baixo contra a janela e me assistia sorrindo. Enfiei mais um dedo dentro de mim e, com a outra mão, belisquei meu clitóris agressivamente. Eu só precisava de mais alguns segundos e sabia disso. Fechei os olhos de novo. É agora. Gozei contra minhas mãos e senti um alívio arrebatador tomar conta do meu corpo. Fiquei sentada contra a janela, quase um reflexo perfeito de Henry , que ainda me observava do outro lado. Abaixei o rosto e sorri. Ficamos ali sentados por alguns minutos, um esperando o outro levantar primeiro. Quando terminei de me lavar e me vestir, encontrei Henry parado no meio da sua sala de estar. Estava vestido, infelizmente, e fez uma mímica que eu interpretei como “Estou com fome. Quer ir comer alguma coisa?”. Eu respondi com uma mímica que eu esperava que ele tivesse entendido como “Vem pra cá que eu te preparo um sanduíche”. Dez minutos depois, ele estava na minha porta.

– Lave as mãos e sente – ordenei.

– Nossa. Mandona. Gostei – brincou, e me deu um beijo na bochecha. Sei que já disse isso milhares de vezes, mas era impressionante como me sentia à vontade perto daquele homem. Mesmo depois de uma experiência que deveria ter sido constrangedora.

– E então? – perguntei. – Como vai a vida?

– Bem. Estou com uns prazos meio apertados no trabalho. Mas nada que não dê pra resolver. O que é isso? – quis saber, apontando para o sanduíche.

– Estou te alimentando de graça. Você vai comer, sem perguntar, e vai gostar – sorri, ameaçadora. Ele mordeu um grande pedaço do sanduíche e mastigou em silêncio, observando-me com um temor fingido e exagerado. Eu ri e comecei a acompanhá-lo na refeição.

– E você? Como anda o trabalho? – perguntou.

– Desagradável – confessei. – Tem uma mulher inconveniente que fica me cercando.

– Cercando?

– É. Ultimamente parece que, para todo lado que eu me viro, ela está lá me observando. É desagradável.

– Por que você não manda ela parar?

– Pretendo fazer isso. Logo. Porque se eu esperar, pode acabar sendo tarde demais.

– Tarde demais porque você vai matar ela? – brincou.

– Tarde demais porque ela vai virar minha chefe – expirei. – E aí, acabou a paz.

– Por que você acha que ela vai virar sua chefe?

– Porque ela conseguiu um encontro com Amelie Benoit. É uma escritora que...

– Eu conheço Amelie Benoit – ele disse antes de dar mais uma mordida.

– Conhece? – perguntei, espantada.

– Claro – ele pareceu ofendido com o meu espanto. – Só porque eu ganho a vida com pornografia não quer dizer que eu sou um iletrado, Sophie. A mulher é um fenômeno na literatura internacional. Já li dois livros dela. Não é meu estilo favorito. Mas ela tem um... je ne sais quoi. Eu ri da familiar expressão francesa.

– Ouais – respondi brincando. – Ela está escrevendo um novo livro e as editoras estão desesperadas por uma chance. Se Mirella conseguir fisgá-la para a Manuscrito, ela consegue uma promoção na certa.

– Achei que você já tivesse conseguido a promoção que queria.

– Foi mais uma promoção simbólica com um bom aumento no salário. Não foi uma promoção para um cargo hierarquicamente superior, entende?

– E como Mirella conseguiu esse encontro?

– Não sei. Mas vai ser no mesmo dia da apresentação do Ballet Kirov. Estou achando isso uma coincidência muito grande.

– Ela é arrogante? Essa Mirella?

– Um pouco. Ou muito... Por quê?

– Pessoas arrogantes gostam de se gabar. Se você puxar assunto ela vai acabar te dizendo exatamente onde e quando vai ser o encontro. Aí você descobre se é no ballet ou não.

– Como você sabe tanto sobre a natureza humana? – brinquei, exagerando.

– Mangá – ele respondeu. – E jogos de video game. Eu ri alto. Ele continuou. – É impressionante a quantidade de conhecimento que você encontra nesses lugares – sorriu. – Você gosta do Kirov?

– Admiro o trabalho de Baryshnikov. Ele é um dançarino e coreógrafo espetacular.

– Sophie! – ele ofereceu um brinde com o copo de suco. – Você é uma mulher de muitos conhecimentos.

– Ah, meu bem – bati meu copo contra o dele. – Você não faz nem ideia – pisquei.

– Vou dar uma pesquisada por aí. De repente, eu conheço alguém que conhece alguém que conhece a Benoit.

– Eu agradeço. Mas é quase impossível conseguir um encontro não oficial com essa mulher.

– Vou ver o que eu consigo.

.– Vou ficar te devendo uma se conseguir.

– Duas! – lembrou. – Vai ficar me devendo duas.

– Por que duas?

– Porque você já me deve uma da aposta que você perdeu na festa NH – piscou o olho. – E, por sinal, acho que vou pedir seu número de telefone, agora. Nunca fui muito bom com mímicas e os últimos dias têm sido um desafio. Eu não consegui parar de sorrir enquanto procurava minha bolsa para lhe entregar um cartão. Henry passou os braços pela minha cintura e me deu um beijo em cada bochecha antes de ir embora agradecendo pelo sanduíche. Fiquei enrolando na cama e pensando nele até conseguir dormir.


Notas Finais


Até o próximo!!


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