História What? - Capítulo 49


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avenged Sevenfold, Taylor Momsen, The Neighbourhood, The Pretty Reckless
Personagens Jesse Rutherford, Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, Taylor Momsen, The Rev, Zach Abels, Zacky Vengeance
Tags Comedia Romantica, Fofinho, Jesse Rutherford, Romance, Synyster Gates, Taylor Momsen
Visualizações 65
Palavras 7.578
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Haaaa olha quem voltooou, para matar a curiosidade de voces???
Preparem esses corações <3

PARA QUEM QUER OUVIR COM A PLAYLIST
É só descer até as notas finais <3

comentemm, Por favoorzinho kk <3
Incentiva demaiiiis, tanto que saiu capitulo seguiiido <3
<33

Fatos sobre a fanfic para vocês conseguirem se situar e não se perder.
- Sempre prestem atenção nas datas, por que a fanfic sempre vai e volta no tempo. <3
- Se tiverem mais de quatro comentários eu vou postar o próximo no dia seguinte, se não o próximo capitulo saira dentro de 3 a 4 dias <3
A fanfic já está totalmente terminada, então eu simplesmente irei acompanhando a história com vocês <3
Acho que é só isso mesmo, espero que gostem do Capitulo.
Até as notas finais.

Capítulo 49 - Good Things Start Now


Fanfic / Fanfiction What? - Capítulo 49 - Good Things Start Now

No Capítulo Anterior…

Senti lágrimas escorrendo pelos meus olhos, enquanto Brian colocava a cabeça sobre a minha perna, e conversando com minha barriga continuava a acaricia lá.

Me afastando um pouco, peguei na barra da camisa e a dobrando até acima da barriga a deixei exposta para Brian.

— Já está tão grandinha — Falou baixinho enquanto passava a mão na minha barriga com cuidado quase exagerado.

— Aposto que os próximos meses vão passar voando — Comentei olhando-o com atenção.

— Eu estou rezando para que demorem, quero aproveitar isso. — Falou a voz novamente vindo distante.

Eu abri um sorriso.

— É seu filho Brian — Comentei, e isso fez ele levantar o olhar para mim — seu pelo resto da vida...

Isso fez Brian piscar e abrir um sorriso, logo depois voltando a se concentrar na minha barriga.

Quinta- Feira, 16 de Outubro de 2016, Los Angeles, Califórnia.

As caixas já estavam no carro, e não tem nada meu mais nessa casa. Continuei andando e olhando ao redor, lembrando-me das poucas coisas que tinha vivido ali.

Brian acabou indo na terça-feira para HB, disse que queria arrumar a casa para quando eu chegasse, e como ficaria no quarto dele, acho que isso pode até ser uma boa ideia. Tive tempo de arrumar a casa e passar esses dias três dias sozinha, era o que eu estava precisando, mesmo que Brian tenha me importunado muito para chamar Gena, achei que não ia precisar e realmente não precisei.

Ela já tinha me ajudado muito, e não queria abusar da nossa amizade. Tinha falado com Jesse também, como Brian tinha ido mais cedo, podia aproveitar para vê-lo antes de ir. Parando em baixo da escada vi a fileira de caixas todas com coisas de Jess.

Ao olhar para o relógio percebi que ele estava atrasado. Tinha dito a Brian que só iria amanhã, o que na verdade é mentira, sabia que assim que acordasse no dia seguinte o carro dele já estaria na garagem para me ajudar com as coisas, mas não preciso de ajuda. A maioria das caixas só tem roupas, já que não adiantaria para mim levar qualquer outra coisa.

Escutei um barulho de porta sendo aberta, e ao caminhar em direção ao corredor acabei dando de cara com Jess.

— Boa tarde — Falei sorrindo e caminhando na direção dele.

— Boa tarde, — Disse tirando o casaco — desculpa a demora é que acabei me enrolando no estúdio.

— Não tenho hora para ir então, sem problemas — Falei sorrindo. — Como você está?

— Bem, — Respondeu sorrindo e passando a mão pelos cabelos — e você? Vai se mudar para HB então.

Comentou e eu confirmei com a cabeça.

— Todo mundo que conheço está lá, então não tem como fugir — Falei sorrindo, dei espaço para ele e juntos fomos caminhando até a sala.

O que pensei em dizer não tinha nada haver com aquilo, mas não importava sabia que faria tudo o que pudesse para proteger os sentimentos de Jesse, já tinha magoado ele demais.

— E você vai morar aonde? — Perguntou de supetão, e eu me atrapalhei com a pergunta.

Tentando pensar em uma desculpa rápida acabei demorando demais.

— Haaa — Jesse falou como se tivesse entendido uma equação simples. — Vocês voltaram?

Me perguntou, e eu limpei a garganta me sentindo desconfortável com isso. Nós paramos no meio da sala de frente um para o outro conversando. Com os braços cruzados em frente ao peito eu o respondi.

— Não, nós não voltamos — Disse seria e ele cerrou os olhos levantando uma sobrancelha.

— Tem certeza disso? Por que não me parece muito confiante — Revirei meus olhos e soltando os braços falei a verdade.

— Ele me convidou para morar com ele, mas não é nada além disso. Vou precisar de ajuda com o bebê, e ele é o pai. — Falei e no final dei de ombros.

— Fico feliz que pelo menos Brian está agindo certo dessa vez — Comentou dando um passo para trás, limpei a garganta me sentindo desconfortável.

E dando a volta nele fiquei de frente para a fila de caixas de baixo da escada.

— Coloquei as suas roupas aqui, e os objetos lá — Falei então apontando para uma pilha maior — Eu não vou precisar de quase nada, então... Você pode fazer o que quiser com essas coisas.

— Ainda fico impressionado quando você dá uma de perfeccionista — Comentou sorrindo, para a fileira de caixas empilhadas.

— Você sabe que gosto de tudo bem arrumado. — Respondi a ele voltando a olhá-lo — Eu até te ajudaria a levar as caixas para o carro, mas tive que levar as minhas e não quero testar a sorte, mas do que já estou.

Isso fez Jesse levantar uma sobrancelha.

— Ta e cadê o Brian quando você precisa dele? — Perguntou ríspido me olhando sério.

Eu revirei meus olhos.

— Ele está em HB, foi mais cedo por que tinha coisas a fazer. E eu não sou uma criança, sei me cuidar sozinha. — Disse cruzando os braços e Jesse soltou uma risada.

— Você sempre fala isso, já pensou que pedir ajuda não signifique que você é uma criança, apenas que precisa de ajuda? Porque se algo tivesse acontecido, e poderia ter acontecido aposto que depois você ia querer ter tido ajuda — Jesse falou aquilo olhando em meus olhos, eu abaixei o olhar me sentindo culpada.

— Se o seu objetivo era fazer eu me sentir mal, você conseguiu — Resmunguei.

— Você sabe que não era isso que eu queria, só quero que você entenda que às vezes é melhor você ter ajuda do que acabar acontecendo algo grave... — Falou dando de ombros e esticando as mangas da camiseta. — Podia ter me avisado, vinha mais cedo ajudar.

— Você não tem essa obrigação... — Respondi a ele que caminhava em direção às caixas, e parou no meio do caminho me olhando sério.

— Na verdade eu tenho sim. — Eu arqueei uma sobrancelha surpresa com aquilo.

— Por que teria? — Perguntei me inclinando na direção dele, querendo entender aquilo.

— Eu fui horrível, Taylor — Ele comentou franzindo a sobrancelha — Eu não deveria de ter te tratado daquele jeito, nem ter falado aquelas coisas. Acabei com o que era para ser um momento memorável na sua vida... — Abaixou o olhar, podia ver que ele realmente se culpava por aquilo — Eu fui um tremendo babaca.

— Não, Jess... — Falei me aproximando dele — Eu não te condeno pela reação que teve, eu no seu lugar não faço a menor ideia do que faria.

— Provavelmente algo menos estúpido — Resmungou e foi caminhando em direção às caixas alcançando uma. — E também não é só isso Taylor, desde o início eu fiz tudo errado.

— Jesse, Para! — Falei ríspida e isso fez ele virar o olhar em minha direção, tinha os olhos arregalados de surpresa — Está colocando o peso de tudo sobre os seus ombros, e não tem o por que de fazer isso. EU também tenho metade da culpa, eu fui atrás e provoquei tudo que aconteceu.

Piscou enquanto me encarava confuso.

— Por quê? Por que depois de tudo que te fiz passar você ainda quer me fazer sentir bem? — Perguntou com a testa franzida enquanto colocava a caixa no lugar para se virar em minha direção.

— Por que é a verdade. Jess já ouviu aquele ditado “Quando um não quer, dois não brigam”? — Perguntei franzindo a sobrancelha e ele revirou os olhos, com a minha resposta continuei — Aqui está uma situação em que isso se aplica. Fui eu que mesmo tendo um namorado, te coloquei dentro da minha casa. Fui eu que escolhi não ter a minha fossa e sair com você. Acha mesmo que eu não sabia para onde as coisas estavam indo entre nós dois? — Perguntei apontando para nós — Eu tenho tanta culpa quanto você.

— Tudo bem você conseguiu me convencer sobre isso, mas não pode tirar a minha razão sobre o quanto fui um babaca com você no dia do ultrassom — Resmungou de braços cruzados e cara fechada, eu abri um sorriso.

— Tem certeza? Por que eu tenho bons argumentos para esse dia também. — Isso fez ele revirar os olhos e bufar.

— Eu entendo que não foi culpa propriamente minha, entendo que foi a minha raiva falando... Mas podia ter me controlado, podia ter sido melhor na frente da doutora, eu sei que podia. — Disse e via que acreditava mesmo naquilo, antes mesmo de ele terminar de falar eu já negava com a cabeça.

— Se for metade de como é com a doença que eu tenho, quase certeza que você não podia ter controlado. — Respirando fundo e olhando para o chão comecei a falar, algo que nunca tinha contado para ninguém — Quando acontece os meus ataques, eu sinto como se estivesse dormindo. Eu não vejo, penso ou sinto nada do que acontece, mas é como se eu só tivesse que abrir meus olhos e acordar, e quando eu tento fazer isso. — passei a negar com a cabeça, havia anos que não tentava acordar quando tinha meus ataques — Eu me sinto presa em um vazio infinito, como se estivesse trancada dentro de mim mesma. O que eu acho é que pode parecer que podemos ter o controle, mas na verdade não temos.

Eu sorri para ele. Com o olhar sofrido ele me encarava diretamente nos olhos — Sinto muito mesmo Tay.

Fiquei de pé me aproximando dele, e colocando as mãos na lateral de seus braços encarei-o profundamente nos olhos.

— Eu também sinto muito mesmo Jess — Isso fez ele abaixar o olhar e abrir um sorrisinho. Suspirei me afastando dele — EU tenho que ir, já está ficando tarde e vou ter que descarregar o carro ainda.

Caminhei até o sofá pegando a minha bolsa e a colocando sobre o ombro, logo depois voltando a ficar de frente para Jess, que já caminhava em direção ao corredor.

— Eu levo você até o carro — Ele disse enquanto parava para me esperar na porta do corredor, e assim que cheguei ao lado deles fomos caminhando em silêncio para fora da casa.

Aproveitei essa brecha e abri minha bolsa procurando por uma coisa que tinha que devolver. Assim que a achei levei-a em direção a Jess.

— A minha cópia da chave da casa — Disse e paramos perto da porta, ele encarou a minha mão por algum tempo antes de pega-la.

— Há! Claro — Falou guardando ela no bolso enquanto eu dava um passo à frente abrindo a porta e saindo para a garagem.

Jesse e eu caminhamos até o carro e enquanto ele abria o portão, eu abria a porta do automóvel.

— Espero que você vá ao chá de bebê — Falei abrindo um sorriso.

— Não tenho certeza que Brian vai me querer lá. — Disse rindo divertido.

— Brian não tem que querer nada — Disse para ele sorrindo travessa.

— Bom, nesse caso vai ser um prazer aparecer la para irrita-lo — Disse rindo.

Assim que nos acalmamos o silêncio se espalhou ao nosso redor, e nossos olhares se grudaram um no outro. Abri um casto sorriso para ele, e momentos depois dei um passo à frente.

Calmamente passei meus braços pelos ombros dele, e as mãos pela minha cintura. E em silêncio nos grudamos em um abraço sincero.

Jesse é mais importante para mim do que acha que é. E queria muito que ele visse isso, pudesse sentir isso. Depois de um bom tempo abraçados, eu me forcei a me afastar, sabendo que não poderia ficar lá para sempre.

E então segurando seu rosto no lugar levei meus lábios a sua bochecha, dando um beijo demorado.

Quando me afastei fiz questão de olhar nos olhos dele, para lhe dizer aquilo.

— Obrigada por tudo, acho que você nunca vai conseguir entender o quão foi importante para mim ter você. — Não esperando por nenhuma resposta abri um doce sorriso, e estão entrei no carro fechando a porta.

Dando a partida eu tirei o carro da garagem, e a cada segundo a casa ia ficando cada vez mais distante.

———

Encostei o carro na garagem de Brian, e me surpreendi ao ver o portão aberto. Estranhando aquilo, não toquei a campainha, entrei e estacionei o meu carro na minha antiga vaga, que estava vazia.

Desliguei o carro e peguei a caixa de Petal que estava ao meu lado, finalmente saindo do carro. Caminhando com a caixinha em mãos e a bolsa nos ombros, segui para a entrada da casa.

Mais uma vez a porta estava aberta, o que isso deveria significar? Engolindo em seco empurrei-a lentamente entrando na casa.

Passei pelo Hall até chegar aos pés da escada. A casa estava incrivelmente silenciosa e vazia, pensei se deveria subir e procurar por Brian nos quartos, mas tinha medo. Minha cabeça me pregava peças criando teorias horríveis do que tudo isso poderia significar. Odiando a mim mesma por ainda ter ciúmes dele, emburrada resolvi procurar pelo primeiro andar.

Fui até a cozinha e voltei até a sala, mas tudo ali continuava completamente vazio. Resolvi então procurar na área de festas, ele ficava bastante por ali.

Assim que passei pela pequena porta de vidro, me deparei com meus melhores amigos espalhados pelo jardim, mas se não fosse só isso sentados no sofá branco como leite, estavam meus pais e Sloane. Conversando com Brian perto da porta estavam os pais dele e sua irmã.

Arregalei os olhos para todas aquelas pessoas, trancando a respiração, só tinha um jeito de Brian ter conseguido colocar todos na mesma casa.

— Olha só quem finalmente chegou — Escutei o homem de olhos castanhos falar, ele vinha caminhando em minha direção com um sorriso no rosto.

— Ainda bem, já estava cansando de esperar — Valary que estava mais perto de mim se meteu na frente de Brian passando os braços pelos meus ombros me abraçando.

Eu ri achando aquilo engraçado e retribui o abraço da loira.

— Eu estou tão feliz por vocês — Val sussurrou em meu ouvido, e eu abri mais ainda meu sorriso.

— Obrigada — Respondi sussurrando e ela se afastou, Brian veio com um sorriso safado em minha direção.

— Gostou da surpresa? — Perguntou indicando o resto das pessoas, levantei uma sobrancelha o olhando espantada.

— Primeiramente, como você descobriu que eu viria hoje? — perguntei, Brian abriu um sorriso sapeca.

— Digamos que tem um passarinho loiro solto por aí que adora me dar boas dicas — Me respondeu com um olhar espertinho no rosto.

— Meu ex-namorado e minha melhor amiga não podem entrar em um complô contra mim, isso é inaceitável. — Resmunguei olhando indignada para ele.

— Bom, a não ser é claro que a sua melhor amiga saiba mais do que você precisa do que você mesma — Escutei a voz que reconheceria em qualquer lugar dizer atrás de mim, e me virando vi Gena parada com um sorriso sincero no rosto.

— Gena? — Perguntei espantada e fui em direção a ela — O que você ta fazendo aqui?

— Eu ajudei Brian a organizar a surpresa então, não poderia perdê-la por nada. — Falou fazendo uma careta.

— Você não presta — Falei séria para ela que sorrindo me deu um beijo na bochecha se afastando.

Me virei de frente para Brian, e com uma sobrancelha levantada perguntei para ele.

— Alguém sabe do porque estão aqui? — Ele balançou a cabeça negando.

— Nunca contaria nada sem você. — Respondeu me provocando enquanto levantava uma sobrancelha para mim e abri um sorrisinho — Acho melhor você ir cumprimentar todo mundo, conversamos depois — Ele se afastou, e respirando fundo caminhei em direção a minha família sentada nos sofás.

Assim que fui entrando no campo de visão deles, se levantaram para me cumprimentar.

— Sabe querida, as pessoas não veem problema em usar relógios hoje em dia, assim nunca se atrasam — Comentou sarcástica, e tive que me segurar para não revirar meus olhos para ela.

— Desculpe mamãe, mas é uma festa surpresa, eu não sabia que estariam esperando por mim. — E assim me inclinei na direção dela, lhe dando um casto e rápido beijo no rosto.

Passei para o meu pai, o abraçando.

— Fico muito feliz que tenha voltado atrás com Brian, sempre soube que você cairia na real. — Disse sorrindo para mim, e mais uma vez me segurei para não revirar meus olhos, sabendo como deveria lidar com eles, abri um enorme sorriso e segui adiante.

E então finalmente cheguei à pequena loira, e abrindo o maior dos sorrisos me joguei em cima dela a abraçando apertado.

— Ai meu deus — Ela disse se assustando com a minha reação, mas retribuiu o abraço — você pode pelo amor de deus me explicar o que estamos fazendo aqui? — Sussurrou no meu ouvido e pude escutar confusão em sua voz.

— Logo, logo você vai descobrir — Sussurrei de volta enquanto meu sorriso só se expandia no rosto.

Me afastei dela, que me olhava curiosa.

— Se me dão licença, vou ir cumprimentar o resto do pessoal. — Falei e me afastando deles, caminhei até Papa Gates, que estava em pé perto de Brian, os dois conversavam tranquilamente, um com o outro.

Assim que Papa desviou o olhar de seu filho para mim que andava até eles, vi os olhos do homem brilharem e um sorriso se abrir em seu rosto. Ignorando o que quer que Brian falava, contornou-o vindo em minha direção de braços abertos.

Fazia meses que não via o Papa, provavelmente mais de um ano, era tão estranho estar ali com todos os meus amigos e pessoas que considerei minha família depois de tanto tempo.

Assim que nos encontramos no meio do caminho, nos unimos em um abraço apertado, e eu descansei minha cabeça no peito de Papa fechando os olhos.

— Eu sabia que ele não conseguiria ficar muito tempo longe de você. — Ele me falou enquanto acariciava meus cabelos tranquilamente.

— Não foi bem assim que aconteceu — O respondi enquanto ria e me afastava de Papa.

— Com Brian nada nunca acontece como deveria — Falou levantando uma sobrancelha para mim, e ri concordando.

— Tenho que terminar de cumprimentar os outros, mas prometo que sento para conversar com o senhor assim que puder. — Disse sorrindo a ele.

Estar ali me fazia perceber a saudade que vinha sentindo de todos eles, sempre fiz parte desse mundo, essa sempre foi minha vida. E estar ali envolta de todas essas pessoas que conheço e amo, me fez sentir como se a vida que vivia com Jesse tivesse sido uma fantasia.

— Senhor está no céu, — Papa falou levantando uma sobrancelha igual Brian também levantava, e eu ri sabendo que ele estava destinado a se tornar seu pai. — pode ir, depois conversamos.

Contornando papa, segui até onde Kenna e Suzi conversavam perto da piscina.

— Olá — Disse sorrindo me aproximando por trás, as duas me olharam com sorriso, mas assim como todos ali os olhos estavam cheios de uma curiosidade velada.

— Tay — Kenna disse sorrindo e vindo à minha direção, nos abraçamos apertado, era literalmente impossível alguém conseguir tirar o sorriso no meu rosto naquele momento.

— Oi pequena — Disse a apertando em meus braços.

E me soltando de kenna caminhei até Suzi, que com o mesmo carinho do resto da família me abraçou apertado.

— O que aconteceu? — Kenna perguntou franzindo a testa — Vocês voltaram?

Soltei uma risada, e tocando levemente na menina de cabelos lilás a respondi.

— Prometo que não vai demorar para você descobrir o que aconteceu — Disse e lhe lancei uma piscadela.

— Isso é injusto, eu deveria de ser a primeira a ficar sabendo o que é — Falou com convicção, franzindo a testa.

— Não tiro a razão de você, até por que te devo uma — Falei me aproximando dela — Mas eu não posso contar agora, vai ter que esperar ta?

Pedi sorrindo, a garota revirou os olhos.

— Não pareço ter nenhuma outra opção — Resmungou em minha direção, conversei mais um pouco com elas, mas logo já estava indo cumprimentar o resto das pessoas.

Caminhei até Matt e Val que estavam com as crianças, e tentei não demorar ao cumprimentá-los.

Achei legal Brian ter convidado Ben, Mark e Jamie desde que tinha me mudado para LA tinha falado apenas por telefone com eles, então adorei matar as saudades. E finalmente criei a coragem que precisava para ir até a mesa onde Zacky e Johnny estavam, cumprimentei-os com um baita sorriso no rosto, e ainda com eles conversei um pouco com a mulher de Johnny, mas então ao chegar à vez de Meaghan, nem olhei na cara dela passando completamente reto.

Não conseguia acreditar que aquela mulher estava realmente ali, como Gena conseguia se quer estar na mesma casa que ela? Se estivesse no lugar de Ge, provavelmente não conseguiria nem ficar na mesma cidade.

Não sei qual é a romântica história por detrás do relacionamento de Meaghan e Zacky, e sinceramente nem ligo. Ela transou com um homem casado e só isso para mim já a estragava. Mulher que trai Mulher não merece nenhuma consideração.

Fui caminhando de cabeça erguida até perto dos sofás, onde Brian estava.

— Teria sido uma surpresa bem melhor se não tivesse convidado à cobra — Resmunguei no ouvido dele por trás, isso fez ele virar o rosto me procurando enquanto contornava o sofá para me sentar ao lado dele.

— É complicado dizer ao seu melhor amigo que ele não pode trazer a namorada, quando você convida toda a família do outro — Me respondeu levantando uma sobrancelha para mim e apontando na direção de Matthew.

— Ta, até que faz sentido — Disse colocando os joelhos para dentro do sofá e me aconchegando ao lado de Brian, que passava o braço sobre o encosto. — mas Gena não merecia estar tão perto dessa víbora.

— Com isso eu concordo, mas ela deixou bem claro para mim que não ia ter problema — Brian respondeu me olhando nos olhos e ao encará-los de volta me perdi na imensidão de castanho, e fiquei ali apenas o olhando.

— E então vocês voltaram, ou não? — Val perguntou se sentando no sofá a nossa frente com um enorme sorriso esperançoso.

Foi inevitável não rir, e percebi que Brian também ria.

— Eu estou trabalhando fortemente nisso, mas ela não me quer de volta. — Brian falou debochando.

— Em minha defesa eu não preciso mais dele como namorado... — Falei sorrindo, olhando para o homem ao meu lado, trocamos olhares travessos sabendo que isso provocaria curiosidade em todos.

— Ta, mas se vocês não voltaram por que estamos aqui? — Papa perguntou aparecendo no nosso campo de visão. Eu abri um sorriso virando o olhar para Brian.

— Não me digam que me fizeram vir até aqui para nada — Mamãe resmungou antes que pudéssemos responder qualquer outra coisa

— Você quer contar agora? — Perguntei em alto e bom som, Brian abriu um sorriso de canto e antes de me responder levou o olhar as pessoas ao nosso redor.

— Não sei, acho que podemos esperar um pouco mais. — Disse e isso causou uma comoção nas pessoas perto de nós, foi inevitável não sorrir.

— Vocês que não pensem que vão se livrar tão fácil assim — Papa falou ríspido, e ainda com um sorriso no rosto virei o olhar em direção a Brian, que me olhou no mesmo instante.

Fiquei de pé e fui até onde o resto da galera estava.

— Vocês se importam de se juntarem a nós por um momento? — Perguntei sorrindo e vi Zacky e o resto da mesa se levantar para vir junto de todos.

Ao me virar para voltar ao meu lugar, pude ver Brian e Gena voltando da cozinha, cada um vinha com uma garrafa de champanhe em mãos, e sorrindo caminhei até perto dos dois.

— Champagne? — Perguntei sorrindo para ele, que me olhou retribuindo.

— Tem até sem álcool para nós dois — Falou sorrindo e piscando.

— Você vai querer falar alguma coisa? — Perguntei a Brian assim que me pus ao seu lado.

— Acho melhor você falar — Me respondeu tranquilo, e limpei a garganta me virando em direção ao monte de pessoas que haviam se colocado ali.

— Bom, acho que vou começar pela primeira notícia; Eu estou me mudando para a casa de Brian, por que... — Anunciei aquilo com um sorriso, tentava conter minha animação, mas estava tão feliz, e tão ansiosa para que tudo acontecesse. A minha frente à expressão deles se transformaram em mais confusão do que estavam antes, e rapidamente eu continuei não dando tempo de ninguém fazer pergunta nenhuma — Eu estou grávida.

Anunciei aquilo quase gritando de animação, e com o maior sorriso que podia ter em meu rosto. Ao meu lado Brian estourou a champanhe, enquanto apenas Gena, Val e Matt comemoravam a notícia.

Todos estavam estáticos nos olhando, entendia a confusão de todos ali, e sinceramente tinha vergonha. Como eu poderia olhar nos olhos de todos que estão aqui, e lhes dizer que trai Jesse, ficando com Brian e por coincidência do destino descobri estar grávida dele. Não tinha como na vida alguém ter mais sorte que eu.

— Que isso gente, nós estamos felizes, podem ficar também — Brian falou olhando indignado para todo mundo, e isso gerou uma reação em cadeia, nossos amigos se levantaram sorrindo e vindo nos cumprimentar.

Foi uma sessão de abraços e felicitações, taças de champagne foram entregues, e perguntas silenciosas foram feitas, não sabia como devia agir com esse fato, tornar o que aconteceu o mais normal possível, ou tentar nunca mais falar sobre isso. Não sabia qual dos dois deveria assumir. Tentei agir o mais naturalmente possível, e perguntas como “Brian é o pai?”, surgiram mais de uma vez nas conversas que tivemos.

E Brian sempre a respondia do mesmo jeito, com um sorriso orgulhoso no rosto e um “Sim, sou eu”. Nossos amigos sempre olhavam para aquela reação com a mesma cara, a de espanto. Por que quem imaginaria não é?

Finalmente os abraços acabaram e nossos amigos foram se espalhando. Logo éramos apenas nós dois e nossas famílias esperando. Olhei para Brian engolindo em seco, sabia o quanto minha mãe conseguia ser deselegante, principalmente na frente dos outros e por causa disso queria conversar em um lugar privado.

— Você quer entrar e conversar com eles? — Me perguntou sério, e soltei um suspiro.

Não tem como negar, que não importa quando, onde ou como nós sempre vamos ser ligados assim, sempre entendendo e sabendo do que outro quer ou precisa.

Engolindo em seco confirmei com a cabeça.

Brian colocou a mão na minha cintura, fazendo com que assim eu desse alguns passos à frente com ele.

— Vocês podem, por favor, vir com a gente? — Perguntou mansamente, e sem contestarem todos nós seguiram para dentro da casa.

Brian e eu íamos mais a frente.

— Aonde que eu levo todo mundo? — Me perguntou com um olhar desespero no rosto.

— Para a sala? — Perguntei, enquanto passávamos pela porta de vidro entrando na casa.

— Acho que não vai ter lugar para todo mundo... — Comentou e mordi meu lábio inferior tentando bolar uma solução rápida.

— A cozinha? — Perguntei levantando uma sobrancelha.

— Acho que é o jeito. — Me respondeu, e não demorou nada para chegarmos até a enorme porta, e Brian abriu e junto dele esperei todos entrarem e se sentarem.

Mamãe e papai conversavam entre sussurros gritados, Papa Gates estava tremendamente quieto, Kenna e Suzi conversavam com sorrisos no rosto, e minha irmã estava quieta observando tudo, como sempre fazia.

— Acho que vocês devem ter algumas perguntas para fazer — Comentei enquanto andava cozinha adentro e atrás de mim, Brian fechava a porta.

Todos passaram a falar ao mesmo tempo, e no meio do monte de vozes falando juntas, pude escutar as perguntas que temia ter que responder. Limpei a garganta respirando fundo e levantei a mão, sabia que não adiantaria de nada gritar.

Aos poucos eles foram se calando.

— Quem tem perguntas pode levantar a mão, por favor? — Pedi respirando fundo, e assim metade das pessoas na sala levantou a mão. — Papa.

Chamei apontando para ele.

— Esse filho é do Brian? — Perguntou franzindo a testa, parecia realmente confuso.

— É pai, o filho é meu — Ele respondeu sorrindo. Eu entendo totalmente o porquê todos estavam confusos, Brian não costuma dar indícios de que ficaria feliz com essa notícia, mas aqui estava ele.

— Desculpa, mas eu não estou conseguindo entender o que está acontecendo. Nem sabia que você tinha terminado com aquele garoto bonito — Minha mãe disse apontando para mim, fechei meus olhos enquanto terminava de escutar as palavras saírem de sua boca — e agora você aparece do nada grávida do Brian?

— Você nos deve uma explicação descente, Taylor — Meu pai se pronunciou. — Não te criamos para você acabar tendo um filho fora do casamento. — Meu pai dizia tudo àquilo rispidamente, apontando para mim com a testa franzida, parecia verdadeiramente indignado. Sabia que papai pensava de um jeito diferente, e suspeitava que ele teria essa reação.

Pude ver Papa Gates e o resto da sala olhar para os meus pais de cara fechada, entendia a reação deles, assim como sabia como lidar com meus pais. Não deixando ninguém tomar a frente da resposta eu falei rapidamente.

— Tudo bem, vou contar a vocês a história desde o início. — Falei me sentia envergonhada. — Mas antes de começar, tenho que lhes contar uma outra coisa, só que é sobre mim mesma. — Disse apontando para a família de Brian, eles são os únicos ali naquela sala que não sabem — Eu tenho uma doença... — Expliquei a eles rapidamente o que acontecia comigo e no final da conversa Papa me olhava preocupado.

— Por que você nunca me contou nada disso? — Perguntou ríspido a Brian, que ao meu lado tomava fôlego para responder ao pai, só que fui mais rápida.

— Por que ele não sabia. — Disse soltando o ar, me sentia cansada de ter essa conversa. — A questão é que como vocês sabem eu acabei me envolvendo com Jesse, e tudo aconteceu rápido demais, não tive tempo de respirar ou superar tudo que já tinha acontecido com Brian. Nós éramos amigos e eu achei que podíamos ser algo mais, pelo menos quis que fossemos. — Falei respirando fundo, queria que todos entendessem a situação, e que principalmente não me julgassem — O tempo passou e parecia que tudo estava indo bem... Até que tudo desandou. Eu e Jesse brigamos feio em uma noite, e ao sair da casa dele eu acabei tendo um dos meus ataques.

“Acordei no dia seguinte, e como sempre não me lembrava de quase nada... — Parava de falar gradativamente, sentia Brian me tocar e a eletricidade que seu toque espalhou pelo meu corpo me fez travar, ao olhar para ele percebi que Brian queria falar.”

— Você não se lembrava de absolutamente nada — Ele afirmou aquilo olhando em meus olhos, e respirando fundo abaixei o olhar, ele voltou a olhar para frente — Nós dois bebemos demais, e acabou acontecendo, nós não tínhamos como prever nada disso. Isso foi há quase três meses atrás.

Depois de ter terminado de contar, Brian tirou a mão da minha pele, e senti falta do seu toque, queria mais daquilo.

Piscando voltei a olhar para frente, voltando a contar a história.

— Fui sincera com Jess, e nos resolvemos nos mudar... Tudo voltou a ir muito bem, e então descobri que estava grávida — Falei sorrindo, acho que não tinha como dizer que estou grávida sem sorrir. — Quando fomos fazer o ultrassom, a médica anunciou que o tempo de gravidez caia exatamente na semana em que estive com Brian.

Disse confirmando com a cabeça, e deixei para que Brian terminasse de contar.

— Então ela veio me procurar para dar a notícia e... Depois de ter tido um surto, — Brian explicava com calma, e ao terminar ele voltou o olhar em minha direção, e olhando nos olhos castanhos continuei ouvindo atenta — eu soube que o bebê era meu, por que percebi que essa é a minha segunda chance, e sei que não posso e nem vou abrir mão dela, dessa vez tenho que fazer por merecer, e eu vou.

Sorri boba para ele não acreditando no que ouvia, e voltando a olhar para frente terminei de contar a história.

— Nós fizemos o teste de paternidade, e Brian é realmente o pai. — Anunciei e todos no cômodo nos olhavam com carinho ou com sorrisos em seu rosto, menos claro meus pais, que me olhavam sérios. Sei o quão boa essa notícia é, e sinceramente não me importo nenhum pouco com o que meus pais estão pensando.

Kenna sorria e ao escutar eu anunciar com todas as palavras ela deu pulos de alegria, o sorriso ia de um canto ao outro do rosto. Vindo em nossa direção ela ria feliz.

— Eu sabia que a história de vocês não podia ter acabado, sabia que Deus daria um jeito de juntar vocês — Disse animada, enquanto pulava em cima do irmão o abraçando, pensei em respondê-la, mas não queria lhe tirar a felicidade — Estou tão orgulhosa de você.

Escutei ela dizer baixinho a ele, abri um sorriso. A minha frente Papa e Suzy vinham em nossa direção, e Sloane estava bem atrás deles.

Papa veio reto em mim me olhando no fundo dos olhos, quando chegou perto passou novamente os braços por mim me abraçando.

— Eu disse que ele precisava disso, sabia que quando ele tivesse aí perceber que estava errado — Na época em que Brian e eu ainda estávamos juntos, Papa sempre me dizia que se quisesse um futuro com ele, tinha que tomar uma atitude, e me dizia para engravidar sem que seu filho soubesse, e não posso mentir dizendo que essa ideia não passava pela minha cabeça, porque pensava nisso quase todos os dias.

— Eu nunca teria coragem de provocar algo assim — Falei me soltando do seu abraço — nunca faria algo que Brian não fosse querer. — Comentei olhando dentro dos olhos castanhos gentis a minha frente, que me lembravam muito os de Brian.

— E aqui estamos nós — Falou piscando e soltei uma risada.

— Mas não fui que provoquei — Disse brincando, e Kenna esperava atrás de seu pai para me cumprimentar.

— Acho que é por isso que ele te ama tanto — Papa falou olhando nos meus olhos, e com um doce sorriso no rosto se afastou dando espaço a filha mais nova.

Kenna tinha um sorriso tão gigante que quase parecia sair do rosto.

— Eu sabia! Eu sabia! Eu sabia! — Ela repetia pulando enquanto me abraçava, ria me divertindo com a sua reação.

Logo já tinha cumprimentado Suzi e Sloane também, que também pareciam radiante por mim. Meus pais continuavam sentados quietos, sabia que eles não dariam o braço a torcer tão fácil assim, isso se eles chegassem a se quer aceitar essa coisa toda.

Ao nos cumprimentarem foi se formando uma rodinha, onde o assunto era a minha gravidez, e embora achasse aquilo maravilhoso, não conseguia tirar os olhos de minha mãe, que me olhava com raiva.

Engoli em seco e a turminha agora se dirigia para sair do cômodo. E ao olhar para o lado encontrei Brian com o semblante preocupado, tentei abrir um casto sorriso e toquei em seu braço.

— Vai com eles, só vou conversar rapidinho com meus pais e já vou. — Disse a ele, sabia que tinha o olhar mais seguro no rosto, mas isso não fez Brian acreditar em mim, e nem tirar aquele olhar do seu rosto.

— Eu acho que devo ficar — Falou firme se aproximando de mim.

— Brian... — Falei seu nome arrastado, sabia que a conversa que teria com eles não seria nada boa, e não queria que Brian escutasse o que sabia que ia escutar.

— Você sabe que não vai adiantar nada tentar me fazer sair — Me respondeu com um olhar doce e seguro, e eu acenei com a cabeça confirmando que ele poderia ficar.

As palavras de Jesse me vieram à cabeça, eu tinha que começar a aceitar mais ajuda e apoio, tem certas coisas que não preciso lidar sozinha, e às vezes nem devo.

A porta foi fechada atrás de Kenna, e ficamos só nós quatro no lugar. Brian colocou a mão em minhas costas me levando para me sentar de frente para eles. O silêncio se instalou ao nosso redor enquanto minha mãe me encarava séria.

— Eu quero comemorar a minha gravidez então se vocês puderem agilizar a bronca, tenho coisas para fazer — percebi o olhar no rosto de minha mãe endurecer.

— Eu nunca pensei que tivesse criado uma puta — Cuspiu as palavras no meu rosto, olhando-a nos olhos me inclinei para frente ao respondê-la.

— É por que você não me criou — Ela riu jogando a cabeça para trás. — Você quer mesmo que eu fale das coisas que já vi você fazer? — Perguntei aumentando o tom de voz e erguendo uma sobrancelhas — Das diversas vezes em que vi você levar homens para cama em LA?

— Você é tão ingrata. — Foi a vez dela se inclinar em minha direção, e com a boca cheia e olhando em meus olhos, ela continuou falando coisas que achava que iriam me machucar — Sinto nojo de você, onde já se viu andar de mãos em mãos como se fosse um objeto e ainda querer vir jogar mentiras na minha cara. — Seus olhos pegavam fogo de raiva, ao lado dela meu pai permanecia quieto e com a última coisa que falei sua expressão tinha se neutralizado. — Tenho vergonha de você, mas do que tive quando você desistiu, e jogou toda a sua vida e carreira pela janela, só para poder dar um nome melhor ao que só sabia fazer, se drogar e ser depravada como sempre foi.

— Aquela não era a minha vida, e muito menos a minha carreira. — A respondi duramente, estava cansada de sempre ser tratada do mesmo jeito por eles — Eu nunca quis ser atriz, e você nem se deu ao luxo de me perguntar. — Falei começando a me estressar, ao meu lado senti Brian pegar na minha mão, como uma dose de morfina eu me vi ficando mais calma — Eu não ligo se vocês não se orgulham de mim, não ligo para o que pensam ou o que sentem por mim.

“Vocês são meus pais, e a única coisa que tinham que fazer da vida de vocês é me proteger, mas nem isso souberam como fazer, então não apontem a porcaria do dedo podre na minha cara, porque tenho certeza que vamos ser pais bem melhores do que vocês um dia fingiram ser”

Ficando de pé, afastei a cadeira fazendo um barulho enorme, e pegando Brian pela mão, sai o puxando para fora do cômodo, abri a porta e parei, me virando para trás querendo olhar nos olhos azuis de minha mãe.

Que me olhava horrorizada, papai continuava quieto e impassível ao seu lado.

— Eu não queria vocês aqui, e não quero que façam parte da vida do meu filho. — Disse cada uma das palavras pausadamente para eles verem que tinha sim a intenção de dizer tudo aquilo — Mas acho que isso não vai ser nenhum problema para vocês também... — Comentei dando de ombros e antes de me virar para puxei Brian junto comigo. Os deixando ali.

Saímos da casa, e só foi colocarmos os pés na área de festas que Val já veio correndo para cima de mim me puxando para onde as mulheres estavam sentadas.

E pude escutar Brian ser chamado por Matt, e soube que não precisaria me preocupar com ele. Mas ao olhar em sua direção, vi ele me lançar um olhar preocupado, tinha certeza que queria me perguntar se eu estava bem.

Mas já não me afetava pelos meus pais, querendo esquecer-se deles, me foquei em minha feliz gravidez.

Passamos a tarde inteira conversando todos beberam e no final da festa eu, Brian, Gena e Papa éramos os únicos sóbrios. Matt e Val acabaram saindo mais cedo então não contavam.

Todos já tinham ido e estava levando Gena ao carro.

Caminhávamos lado a lado conversando sobre essa mudança para a casa de Brian, sentia que podia morrer conversando com Ge e o assunto nunca acabaria.

— Eu não entendo —começou dizendo parecia indignada — agora você pode ter tudo Taylor. Pode ter a sua família, se você aceitasse Brian de volta juro que não dou nem um dia para ele lhe pedir em casamento.

Suspirei, me sentia como Gena em 90% do tempo ao lado dele. Mas os outros 10% são momentos de clareza onde eu percebo o quão confusa estou, onde vejo que tenho que arrumar todos os meus sentimentos antes de começar algo tão grande.

— É difícil de explicar Ge. — disse querendo dar fim àquele assunto.

— Bom, já que quer trocar tão bruscamente de assunto assim… — Fez uma pausa, eu estranhei a olhando. chegamos ao seu carro. — eu tenho que te contar uma coisa…

— Pode falar — Disse curiosa.

— Bom não é nada demais é só que depois que passei aqueles dois dias com Jesse nós acabamos se tornando acho que amigos... — Ela falou e eu a olhei espantada. Não esperava por uma notícia dessas. — Eu só não queria fazer disso grande coisa sabe? Estamos conversando como amigos… ele é um cara legal e precisa de uma ajuda para colocar a cabeça no lugar.

— Acho legal vocês estarem conversando — Comentei ela abria a porta de seu carro e agora olhávamos nos olhos uma da outra — Acho que não tem mais ninguém que vai entender Jesse como você e ele realmente precisa de alguém agora.

Falei abrindo um sorriso. Era estranho, não sentia ciúmes ou achava aquilo esquisito. Na verdade até gostava dessa amizade dos dois. Gena sempre sabe como te colocar para cima, e sabia que ela seria ótima para Jess neste momento.

Sorrindo ela me abraçou.

— vou sentir sua falta — Resmungou, o bom de morar em LA tinha sido o quão perto fiquei de dela e perderia isso agora.

— Me manda mensagem quando chegar em casa —Disse mandona me afastando da porta, enquanto ela entrava no carro rindo.

— Pode deixar, namorada — Ela brincou comigo, antes de dar a partida e sumir pela rua.

O vento estava frio e me abracei um pouco mais no casaco enquanto fazia o caminho de volta para a casa.

Ao chegar à porta, ela estava aberta e ao entrar para o Hall uma fileira de caixas com as minhas coisas estava se colocando ali.

Chocada fiquei olhando para aquilo, e não demorou em Brian aparecer na porta segurando mais caixas.

—Há! você voltou — Falou rindo. — Essas eram as últimas caixas que tinham no seu carro, já vou levá-las lá para cima. — falou fazendo uma pausa enquanto colocava a caixa no chão e então voltou a me olhar nos olhos com um baita sorriso no rosto. — Eu só queria te mostrar uma coisa antes…

— Tudo bem — Falei sorrindo, e um enorme se abriu no rosto dele e pegando em minha mão Brian me puxou para o corredor e logo estávamos subindo as escadas.

Saímos no corredor dos quartos, e ao invés de me levar para o seu quarto, ele me levou para a porta de um dos que não era usado.

Brian me colocou parada na frente dela e então com a mão no trinco me olhou sério.

— Está preparada? — Perguntou de brincadeira e eu soltei uma risada.

— O que foi? Você vai me dar um quarto só para mim é isso? — Perguntei curiosa, e Brian soltou uma risada logo depois abrindo a porta e acendendo a luz.

Fomos entrando devagar, mas claro ao olhar o que tinha ali foi instantâneo, levei a mão ao coração e a outra a barriga enquanto uma lágrima escorria pelo meu rosto. Reconheceria aquele berço em qualquer lugar.

No meio do cômodo o lindo e caro berço de madeira estava colocado. Acima dele um lindo penduricalho estava pendurado, combina com o berço polido, e girava tranquila e silenciosamente.

— Sua avó me fez jurar que um dia teria um filho com você, me fez jurar que nosso bebê dormiria nesse berço. — Brian contou logo atrás de mim. Eu me lembrava daquele jantar, vovó costumava dizer que tínhamos a energia que ela e o vovô tinham, então pouco antes do nosso aniversário de três anos, ela o fez prometer todas essas coisas.

— Mas eu vendi esse berço depois que ela faleceu —Disse me virando para olhar para Brian, as lágrimas corriam silenciosas Brian tinha um pequeno sorriso no rosto, e antes de responder colocou as mãos nos bolsos da calça.

— Vendeu para mim. — Anunciou sério, e eu me queixo caiu enquanto o olhava sem acreditar. Aos poucos ele foi levantando o olhar, e assim que os olhos castanhos se encontraram com os meus azuis ele terminou de explicar. — você sabe que nunca tinha concordado em vendê-lo.

— Eu não acredito, Brian — Falei sincera. Não conseguindo me conter de felicidade, taquei o foda-se para todos os avisos que foram gritados em minha cabeça, e para tudo que me dizia que não deveria fazer aquilo.

E dando dois passos largos passei meus braços pelo forte peito de Brian, apoiando minha cabeça em seu peito, e fechando os olhos foi impossível não me sentir emotiva.

— Obrigada! Obrigada! Obrigada! — Repetia para ele, apertando-o em meus braços, podia ver que Brian se surpreendeu com a minha reação, por que levou algum tempo até me abraçar com vontade também, fungando disse a ele — Tinha me arrependido horrores de tê-lo vendido e agora estava ali.

Aquele berço tinha sido do meu avô e ou meu tataravô. Gostava de imaginar que mamãe não tinha dormido ali. Mas o mais importante eu dormir nesse berço também. Me soltando de Brian caminhei de volta até a frente do berço e o olhando com esmero fiquei quieta por alguns instantes.

— Muito obrigada mesmo, Brian — Falei, e até eu pude ouvir, gratidão e nostalgia em minha voz enquanto tocava a velha e perfeita Madeira com cuidado.

Gostava de pensar que agora sim as coisas começariam a andar por um caminho diferente. Tudo ao meu redor parecia me dizer isso.

— Bom, quero te mostrar o seu quarto também — Brian falou brincando.

E me virando para ele caminhei em direção a porta, assim que passei por ele, gentilmente colocou a mão em minha cintura me guiando para fora do quarto.


Notas Finais


Playlist do Capitulo: https://www.youtube.com/watch?v=rYEDA3JcQqw&list=RDEMTPfPURSbYpb0YHCKyIG37Q



Mais um capitulo que chega ao fim amoras
E como sempre eu quero saber o que vocês acharam então não se esqueçam de comentar tudo que pensaram enquanto estavam lendo.
TRAILER 1 DA FANFIC: https://www.youtube.com/watch?v=iz1gzfJx5N8&feature=youtu.be
TRAILER 2 DA FANFIC: https://youtu.be/fGK6O4-fyNI
Não se esqueçam também de favoritar a fanfic para continuar acompanhando os próximos capítulos.

Minhas Fanfics:

Carved for Devil
https://spiritfanfics.com/historia/carved-for-devil-10543782
TRAILER: https://youtu.be/NYuDdGWVNKc


Puppet
https://spiritfanfics.com/historia/puppet-9646970
TRAILER - https://www.youtube.com/watch?v=rWVAkljOgOU&feature=youtu.be


Beijinhos
Momsen <3


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