História Twice - Eu, você e ele - Sahyo (Kang Daniel e Park Jihyo) - Capítulo 16


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Categorias TWICE
Visualizações 102
Palavras 5.211
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem o volume de GOT mas é para um bem maior. Escrever tira a ansiedade das minhas costas e eu ando um pouco ansiosa demais ultimamente... espero que gostem e ouçam as músicas, ok? Obrigada.

Capítulo 16 - Fifteen


(Play Eyes Closed - Rose Cover)

September 6th, 2019

Não é suave.

Jihyo sentiu seu corpo na cama King Size, estava mais rígido que o normal e sabia que aquilo faria mal quando fosse dançar.

É diferente demais. Você sabe que é.

Sentiu sua calça ser tirada aos poucos, beijos quentes em sua pele ficavam frios e isso causou o arrepio, não de amor, paixão, sim de medo, terror. Não queria, mas precisava, precisava estar lá.

Está mentindo para si mesma, isso é a pior mentira!

As mãos dele percorriam de seus seios até seu centro, a vontade de chorar a consumia com cada mísero toque que ele lhe dava. Ele sentia a tensão forte do corpo dela. Quando tirou sua própria calça, notou o nervosismo iminente em Jihyo que mexeu as pernas mesmo que tentasse disfarçar. Ele pensou que era por sua causa, mas Jihyo sabia que não era.

Não.. Não..

Jihyo chorou por dentro, sentia seu outro eu interno se encolher em um canto.

_Está tudo bem? -A voz grave dele soou quando ajeitou seu corpo sobre o dela. Jihyo entreabriu as pernas malmente e o sentiu se posicionar ali.

_Estou.. -Sua voz saiu quase inaudível por conta do medo dele perceber o quanto não queria aquilo.

Ao sentir ele a penetrar, fechou os olhos, imaginou que fosse Sana ali, mesmo que ela não tenha feito aquilo diretamente, imaginou ser ela com todas as forças possíveis. Sabia que era doloroso, que seria doloroso para Daniel mas não conseguia evitar.

Podia sentir o perfume dela, podia sentir sua pele suave, seus beijos no pescoço. Pensou tanto sobre ela que conseguiu materializar a japonesa. Daniel sentiu que Jihyo relaxou, aumentou a velocidade com que a invadia e sentiu as unhas em suas costas, os gemidos fracos pareciam o inebriar.

No grito silêncio quando atingiu seu limite, Jihyo disse silenciosamente "Sana". Seus lábios se moveram mas som algum saiu. Daniel continuou até que também se viu em seu máximo.

Jihyo sentiu o peso dele sobre si, os beijos cheios de carinho pareciam desastrosos por cair na real de não ser Sana. Rezou para que ele dormisse logo e pudesse sair um pouco.

A camisinha, você se esqueceu.

Jihyo prendeu a respiração.

Quando se ergueu, observou Daniel dormir e acariciou seu rosto com os olhos cheios de lágrimas. Se levantou e envolveu seu corpo em um robe de seda e pegou o telefone antes de ir para a varanda.

Se apoiou no parapeito e conferiu o grupo das meninas. Havia uma foto de Sana encostada em Eunha no dormitório delas, Yuju estava ao fundo e fazia um sinal de coração para a câmera. A outra era de Momo e Jeongyeon lado a lado vestidas de prisioneiras. A terceira foto era Nayeon descabelada no meio de Jeongyeon e Momo.

Mais fotos de Sana apareceram, as meninas estavam zoando ela por conta de um bolo que deu errado.

Chaenggie: você só sabe fazer peixe cru.

Sannie: sei que você ama.

Nayeonnie: ela tem muito o que aprender ainda, é só um bebê. Todos concordamos que meu bolo é melhor.

Momoring: Tudo que você faz, Nayeon, pra você é bom, pros outros depende.

Nayeonnie: me poupe, você sabe que tudo que eu faço é ótimo.

Jihyo sorriu ao ver outra foto de Sana. Dessa vez era uma selfie em que ela fazia bico. Estava tão fofa que Jihyo sentiu seu coração se aquecer e acelerar como nunca, o que a fez observar a foto até sentir que já havia se drogado o bastante.

Jihyo se viu presa em um desejo absurdo de Sana, não de sexo mas muito além disso. Pela culpa, caiu em um choro compulsivo e se sentou no sofá cama da varanda onde caiu no sono.

Na manhã seguinte, Daniel acordou primeiro e procurou Jihyo na cama, um tanto assustado, procurou nos lugares óbvios e a encontrou no sofá cama. O celular estava em mãos e por ironia ou não, conseguiu ouvir uma musica um tento estranha soando nos fones.

_É um anjo.. -Ele sussurrou ao observá-la dormindo. Jihyo ouviu aquilo, seu coração doeu tanto que precisou se aguentar ao máximo.

Aguardou ele se afastar, abriu os olhos e se colocou de pé. Foi até ele e a partir dali, fingiu tão bem que pareceu ser outra pessoa.

Você já teve seu gosto de perfeição.

Jihyo suspirou, tomou café em silêncio junto dele. Os assuntos vinham mas iam rápido demais e isso a estava cansando.

_Vamos para o Japão hoje. -Ela disse brevemente.

_Mas... pensei que iriam só depois do comeback. -Ele parecia decepcionado.

_Eu também. Mina precisa de apoio, temos promoções por lá, preparações e aulas de japonês para as seis coreanas perdidas. -Jihyo sorriu fraco e ele a acompanhou. _Prometo que voltarei logo por você.

_Eu sempre irei esperar por você. -Ele disse segurando sua mão, Jihyo beijou a mão dele e tocou em seu rosto.

(Play Thinking of You da Katy Perry)

Após o café, Jihyo o acompanhou até o quarto para juntar suas coisas e então ir embora. A medida que pegava suas roupas, Jihyo parecia mais fraca, mais triste, cabisbaixa, isso incomodou Daniel profundamente mas ele deixou passar por não querer irritá-la. Imaginou ser algum dos tantos compromissos.

Ele se aproximou quando ela, de repente, parou e o olhou com um meio sorriso. A beijou brevemente, Jihyo sentiu nojo de si mesma por deixar aquilo chegar onde havia chegado. Era apenas o início do maldito mês e já havia arruinado tudo. Quebrou o beijo com um selinho e pegou suas coisas indicando o caminho.

Daniel tirou a quatro por quatro da garagem e junto de Jihyo foi para o centro novamente. Durante o trajeto, notou que ela observava a rua, os olhos vagos enquanto mantinha a mão no rosto e o cotovelo na porta diziam que algo estava a incomodando.

_Entregue. -Ele disse sorrindo. Jihyo o olhou, beijou seus lábios e agradeceu por tudo. _Me ligue quando chegar no Japão, tenha uma ótima viagem, meu amor.

_Obrigada. -Ela sussurrou e desceu do carro com suas coisas. O esperou ir e então foi direto para o elevador, a roupa branca pesava demais.

Quando atingiu o andar, andou rapidamente para o apartamento e entrou totalmente exausta. Encostou na porta e soltou suas coisas, caiu em um choro semelhante ao da noite anterior.

Nayeon, Jeongyeon e Momo eram as únicas ali e então presenciaram aquilo. As três estavam paradas lado a lado, Nayeon se aproximou da amiga que abaixou no chão enquanto chorava compulsivamente, a abraçou apertado, sussurrou que tudo ficaria bem mesmo que tivesse infinitas dúvidas sobre aquilo.

Jihyo esfregou seus cabelos e negou com a cabeça, olhou para o chão com as vistas embaçadas, ergueu o olhar e viu o porta retratos com uma foto de Sana e Mina, as duas estavam abraçadas e sorridentes. Aquele sorriso de Sana era seu fim.

_Venha aqui. -Momo disse ajudando a líder a se manter de pé. _Senta. -Puxou uma das cadeiras para ela e foi pegar suco de morango na geladeira.

_Jihyo, hey, olhe para mim. -Jeongyeon a chamou, a líder estava estática, soluçava enquanto infinitas lágrimas escorriam em suas bochechas. Os olhos estavam ainda menores e carregados de dor. _Calma...

_A..A-A pílula. Me dê a pílula. -Jihyo apontou para a caixinha rosa de remédios, sempre deixava duas pílulas reservas.

Nayeon prontamente pegou e a entregou, com a mão trêmula Jihyo a pegou e levou até a boca. Engoliu e então voltou a chorar ainda mais.

Como iriam viajar juntas, as demais estavam de volta para arrumarem suas coisas e então seguirem para o aeroporto. Jihyo se negou a deixar que Sana a visse chorar e por isso saiu dali às pressas e entrou no banheiro.

_O que vai ser dela? -Jeongyeon questionou e viu as meninas negando.

Sana entrou em casa rindo junto de Chaeyoung, Dahyun e Tzuyu. As quatro pararam imediatamente quando viram as expressões das outras.

_Está tudo bem? -Sana questionou com a voz ainda mais fina.

_Sim. -Momo sorriu forçado. _Me abraça? -Pediu em japonês e abriu os braços para ela que se aproximou sorridente. _Eu te amo tanto, sabia? Você é minha alegria.

_Eu também amo você, Momoring. -Sana sussurrou e a apertou mais.

_O que aconteceu? -Tzuyu questionou a Nayeon no canto.

_Jihyo chegou. Não para de chorar e subiu correndo. -Esfregou o rosto. _Eu não sei de mais nada, Tzuyu. Eu te juro.

A taiwanesa viu Sana ser mimada por Momo e soube que era uma 'distração sincera' que durou cerca de meia hora até finalmente irem se arrumar para a viagem. Jihyo desceu as escadas com os cabelos molhados e maquiagem para disfarçar o que estava estampado em seu semblante.

Sana desceu as escadas logo depois, usava uma blusa com um unicórnio de óculos escuros estampado e uma calça da adidas, os tênis amarelos eram a quebra do visual. Jihyo sentiu seu coração ir a mil quando ela passou perto.

_Hey.. -Sana disse baixinho. _Está bem?

A líder sorriu em concordância e a viu sorrir de volta. Aqueles malditos cabelos louros eram seu fim, os olhos chamativos pareciam fazer Jihyo entrar em um universo só dela.

_Estão sentindo? -Dahyun disse ao descer as escadas. _O ar condicionado está ligado?

_Sim? O aquecedor para o chuveiro também. -Jihyo falou e a viu correr para a dispensa.

_Desliguei a chave. -Dahyun disse e suspirou, pegou um aparelhinho dentro de uma caixa branca e saiu pelo apartamento. _Estamos com monóxido de carbono pelo ar. Ou o ar condicionado está péssimo ou há álbum vazamento nos canos do apartamento.

_E isso significa? -Sana franziu o cenho.

_Que devemos deixar as janelas escancaradas e chamar os técnicos para explicar o que está havendo. -Dahyun disse pegando o telefone e entrando em contato com os Staffs. _Não é paranoia, ok? É que é realmente perigoso. -Disse as meninas antes de sair dali falando com o Staff.

Sana e Jihyo se entreolharam e foram abrir as janelas, a japonesa aproveitou para ir até a varanda e se apoiou no parapeito. Jihyo se aproximou, seu corpo tremia de pensar em tocar em Sana, vê-la tão fofa e não poder abraçá-la era um martírio.

_Eu não quero que me prive de nada, Hyo. -Sana falou olhando cidade afora.

_Eu não entendi... -Jihyo a olhou.

_Eu não quero que esconda as coisas de mim por medo de me machucar. Compartilhe comigo como faz com as outras, como sempre foi, gosto de saber que somos todas confidentes, não tenha medo de me ferir. -A japonesa sorriu de canto e tocou sua mão na dela, segurou e a beijou. Jihyo suspirou e sorriu de volta. Precisava daquele abraço para se sentir completa e por isso puxou Sana para junto de seu corpo e mergulhou no calor que ela emitia, no perfume suave, concentrou-se nos braços ao seu redor e então ela as afastou gentilmente.

Jihyo se prendeu nos olhos dela, o sorriso que Sana carregava apenas com os lábios se converteu em exibição dos dentes brancos e ela soltou aquela típica risada abafada. Olhar para Jihyo lhe causava isso.

_Pare com isso. -A japonesa a empurrou levemente pelo ombro.

_Garotas, vamos? -Nayeon chamou e elas se despertaram do transe.

_Acho que estou com afta. -Chaeyoung disse baixinho. _Que saco.

_Antisséptico bucal. -Jeongyeon sorriu e bagunçou os cabelos dela.

_Vamos orar antes de sair, sabem que eu odeio essa rota por causa dos ventos fortes. -Jihyo falou e todos concordaram. As meninas fecharam os olhos e juntas rezaram para a proteção desde a saída de casa até a chegada no hotel em Tóquio.

_De dois em dois, Jeongyeon e Tzuyu, Chaeyoung e Dahyun, Nayeon e Momo, eu e Sana. -Jihyo disse ao ler a mensagem do manager. _Sempre em direção ao primeiro portão, máscaras e bonés e... vamos lá. -Sorriu largo.

A saída foi tranquila, durante o trajeto na van, Jihyo e Sana estiveram lado a lado e a japonesa encarava pela janela as ruas movimentadas até chegarem ao aeroporto. Antes de sair, Sana e Chaeyoung colocaram máscaras, as demais estavam com bonés brancos.

Fizeram o check in e se encaminharam para a sala de espera para o embarque.

_Plano de hoje. -Jihyo chamou as garotas. _Vamos chegar -olhou para todas. _direto para o hotel, depois direto para o estúdio. A divisão de quartos ficou por andar.

_Por que JY não nos colocou no mesmo andar?

_Há turistas demais por lá, estamos quase no fim do ano. -Jihyo estava lendo as instruções no celular. _As divisões dos quartos é a mesma que as dos pares do voo. Huh.... -Rolou a página. _Ficaremos dois dias com Mina e a maior parte do tempo devemos praticar.

_Ok. -As garotas disseram.

_Ok.. Um, dois, três... twice twice jalja! -Jihyo disse e elas juntaram mas mãos para enfim erguer como uma equipe prestes a entrar em campo.

Quando dada a voz de embarque, seguiram para o voo. O avião era um Boeing 737 da Korean Airlines com capacidade para duzentos passageiros.

Sana colocou os fones de ouvido sem fio, deixou que o próprio aplicativo selecionasse as musicas e caminhou através do corredor para dentro do avião.

_Eu sempre me lembro daquela cena de premonição em que o avião explode. -Dahyun disse fazendo Chaeyoung rir junto de Jeongyeon. _Imagina... que horrível.

_Para. -Jihyo disse séria. _Fica brincando mas se acontecer você vai ser a primeira a se borrar.

_Deixe disso, avião não cai assim. -Momo falou se sentando na janela. _Boa viagem. -Falou colocando os fones.

Nayeon revirou os olhos quando se sentou ao lado dela. As demais se ajeitaram em suas poltronas, Sana ficou na janela e Jihyo foi na beirada por não gostar de observar a altitude.

A japonesa sentiu seu coração disparado com o perfume de Jihyo, o calor da mão dela perto da sua dificultava tudo e por mais que sua mente dissesse não, seu corpo mais uma vez a traiu.

_Mas sério... mais de dois mil metros de altitude, ventos a trezentos por hora.. Chae, é física. -Dahyun disse. _Não se lembra das aulas do colégio?

_Claro que me lembro, mas não sou Newton, eu só quero chegar até o Japão. -Disse olhando a pista do aeroporto.

_Sei. -Dahyun notou o semblante triste dela. _Hey, por que não me abraça até chegarmos? -Chaeyoung concordou e aguardou a decolagem para poder ficar à vontade com Dahyun.

Sana viu Jihyo olhar para sua aliança de noivado. Haviam detalhes prateados no ouro, corações minúsculos eram o charme da aliança e precisava admitir que Daniel tinha bom gosto. Sorriu fraco ao imaginar Jihyo de véu e grinalda, o vestido longo marcando suas curvas, estaria deslumbrante caminhando até o altar mas... não seria Sana a recebê-la.

Esse pensamento gerou um pânico imediato na japonesa que se sentiu zonza.

_Senhorita, está bem, deseja alguma coisa? -Uma aeromoça perguntou se aproximando de Sana que tirou um dos fones.

_Ahn... pode me trazer água, por favor? -Sana murmurou e sorriu fraco. Imediatamente a moça foi e retornou com água e uma aspirina embalada a vácuo que deduziu ser necessária. _Muito obrigada. -Sana abriu o plástico e engoliu o remédio, bebeu a água e agradeceu a moça.

_Hey, você quer sair? Está suando! -Jihyo disse preocupada. _Sannie..

_Estou bem, sério. -A japonesa falou entre um sorriso. _Eu só preciso descansar um pouco.

Jihyo segurou a mão dela e entrelaçou seus dedos por impulso. Quando o piloto anunciou a decolagem, apertaram seus cintos e sentiram as manobras na pista antes do avião começar a correr para decolar.

Sana apertou a mão de Jihyo ao sentir que já não estavam em terra firme e prendeu a respiração. Tinha medo da decolagem, tinha medo de ficar presa no vácuo, tinha medo de não ter aquela mão para apertar.

_Eu estou aqui. -Jihyo sussurrou. _Bem aqui, não se preocupe. -Assim que o avião se manteve no ar, os passageiros se ajeitaram melhor e Jihyo soltou seu cinto, ergueu o braço do meio da poltrona e arredou seu corpo para abraçar Sana que tinha os olhos fechados e lutava para não chorar.

_Sana não está bem. -Dahyun murmurou. _Odeio vê-la assim, e pior, por causa de Jihyo.

_Se falarmos alguma coisa ela vai nos reportar. -Chaeyoung falou. _Mas que se foda, eu vou falar quando tiver a oportunidade.

O voo seguiu tranquilo a partir daí. Sana dormiu no abraço de Jihyo, Nayeon observava Momo olhando pela janela, sua mente processava os detalhes de seu rosto, a franja caída nos olhos estava grande e então se lembrou da gravação do MV onde ela aparece sem franja e fica ainda mais linda. Não consegue parar de olhar e é pega por ela.

_Será que da para parar? -Momo disse alto e várias pessoas olharam para elas.

_Que diabo... estou olhando pela janela, não posso? -Nayeon se enfureceu.

_Garota, não me faça de idiota, se quer dizer algo, fale agora e me deixe em paz porque você sabe que odeio que me encarem!

_Que porra, Momo, eu só estou olhando a vista, me deixe. -A empurrou, Momo rebateu, as duas começaram a trocar tapas e empurrões.

_SHHHH, que droga, vocês vão acordar ela! -Jihyo se ergueu com cuidado para não acordar Sana e deu um tapa em cada uma delas. _Saco, calem as malditas bocas.

_Essa imbecil começou. -Nayeon disse virando o rosto para Momo.

_Imbecil é você sua escrota. -Momo aumentou o volume dos fones e se virou.

Sana abriu os olhos e viu Jihyo discutindo com Nayeon.

_Vê se você cresce, que saco, você é a mais velha, me dê paz! Um dia de paz, desde o debut uma coisa que eu não tenho é paz porque vocês não me dão paz! -Jihyo estava realmente brava.

O câmera man da JYP filmava tudo com o celular de longe e colocaria nas filmagens do reality, Sana pensava consigo.

Nayeon abaixou a cabeça e ficou calada até Jihyo se ajeitar na poltrona outra vez. Sana se espreguiçou e sorriu para ela.

_Te acordamos.. desculpe. -Pediu e ela negou voltando a se ajeitar em Jihyo. _Sannie... -Jihyo sussurrou e beijou a testa dela, ficou com os lábios ali por alguns segundos até que sentiu a respiração dela pesada outra vez.

Sana só acordou quando chegaram em Tóquio. Animada, a japonesa foi a primeira a sair com Jihyo no seu encalço. Os kanjis pelo aeroporto faziam os olhos de Sana brilharem, ela cumprimentava algumas pessoas em sua língua e finalmente se sentia em casa.

_É bom estar aqui, você sabe, podemos falar como devemos. -Momo disse ao lado dela, envolveu a cintura de Sana com o braço e beijou seu rosto. _Você poderia ser minha namorada por um dia, huh? O que acha?

_Acho uma ótima ideia. -Sana sussurrou.

Claro, era uma brincadeira por conta de uma musica mas as garotas levavam muito ao pé da letra e por isso, Jihyo sentiu um embargo na garganta.

Foram diretamente para a Van, o câmera man filmava tudo com o iPhone e mantinha JY informado do lugar e tudo o mais.

_Para onde quer ir hoje à noite, namorada? -Momo perguntou já dentro da van.

_Nagiri, preciso comer os temakis de Takaha. -Sana disse animada e sorriu para Momo.

_Eu levarei você, amor. -Momo ergueu a mão e entrelaçaram seus dedos. _Mas pensando bem, se fosse realmente verdade, seríamos um casal incrível.

_Seriamos. -Sana sorriu timidamente. _Você fala minha língua, é linda, gosta de tudo que eu gosto e tem cara de quem beija bem.

As meninas olharam as duas e riam das expressões de conhecimento de Momo que se divertia com a raiva de Jihyo. Iria maltratar a amiga de vez para que a ajudasse a se decidir.

_Quer saber se é só a cara ou um fato eu beijar bem? -Momo perguntou entre o riso e as meninas pararam para olhar, as duas se olhavam profundamente, Momo envolveu a nuca de Sana com uma mão e a puxou para perto de si.

_Woah... -Chaeyoung murmurou quando Momo tocou a boca de Sana com um selinho e a soltou.

_Louca! -Sana disse passando a mão nos lábios.

_Não somos namoradas por um dia? Namoradas se beijam. -Momo riu.

_Aish... mudei de ideia. -Sana disse e deu um tapa leve nela.

Jihyo sequer as olhou até chegar ao hotel, Momo seguia com brincadeiras daquele tipo com Sana e isso a estava deixando em chamas de fúria. Assim que a Van parou, Jihyo desceu e foi pegar sua reserva e das garotas, passou as informações para a equipe que vinha em outros carros.

_Bom, sem sair do hotel até eu mandar as mensagens -Disse coçando a testa _e descansem, vocês sabem, amo vocês. -Deu as costas e foi em direção ao elevador. Sana bufou e foi atrás.

Os rapazes do hotel levariam as malas para elas e cada dupla foi para seu quarto. Jihyo evitou olhar para Sana no elevador e a japonesa manteve os olhos fixos nela através do reflexo do espelho.

Quando chegaram em seu andar e foram para o quarto, Sana a viu ir direto para a parte onde havia a cama de casal King Size e se jogar nela. Já haviam ficado naquele hotel e por isso conheciam bem o ambiente.

Sana se aproximou e deitou no espaço vago da cama. Passou a encarar o teto e observou os detalhes do lustre central, ouviu a respiração de Jihyo e a olhou de soslaio. A líder estava de olhos fechados, parecia pensar sobre algo e nisso, sua voz soou.

_Quer trocar de quarto com Nayeon? -Perguntou e Sana bufou.

_Não, estou bem aqui. Você quer trocar com Momo? -Sua voz saiu irritada, aquele tom fino não intimidava tanto Jihyo mas mesmo assim podia sentir a falta de paciência dela.

_Não. -Disse seca. _Vamos ficar aqui por uma hora, melhor dormir.

_Eu não quero mais dormir.

_Pois então não durma.

Sana fez um som com a boca que demonstrava sua irritação, por sorte o rapaz chegou com as malas e imediatamente a japonesa foi pegar suas coisas para tomar banho. Os olhos de Jihyo a acompanharam pelo quarto, novamente aquele mundo de cremes para o cabelo, a toalha de personagens animados e um vestido florido folgado. Sana não ajudava e por isso Jihyo via seu controle ir para o espaço.

No chuveiro, Sana amaldiçoou quem quer que tenha sido o responsável pela porta de vidro que possibilitava quem estava fora ter uma visão de quem estava no banho.

_Droga. -Jihyo murmurou. A medida que o tempo passava, a líder sentia necessidade de ser tocada por ela e não só a tocar.

Se levantou bruscamente, estava desconcertada por seus pensamentos a traírem. Queria poder sumir dali mas ao mesmo tempo eu queria estar se desfazendo nos braços de Sana e por mais que tentasse tirar isso de sua cabeça enquanto andava em círculos pelo quarto, a vontade apenas aumentava.

De onde estava, se virasse seu corpo mais um centímetro no quarto de pintura branca, seria possível ver Sana através do vidro e do box que felizmente estava aberto. E foi isso o que Jihyo fez, se virou e observou o corpo dela, seu corpo reagiu como se estivesse perto de uma droga forte demais para que não a usasse.

Sana olhou para o lado após enxaguar os cabelos e viu Jihyo a olhando com os lábios entreabertos, os cabelos curtos estavam um pouco desgrenhados e aquele semblante despertava desejos absurdos na japonesa.

Ao terminar, se enrolou na toalha e criou coragem para sair sob os olhos dela. Jihyo saiu andando em direção às portas de vidro que davam para uma pequena varanda e suspirou ao se apoiar no parapeito.

Sana deixou a toalha cair e pegou o vestido, o deixou sobre uma cadeira com veludo nude e pegou um sutiã de renda branco. Os vestiu de costas para Jihyo e não notou que ela observava mais uma vez e aos poucos foi mandando para o inferno toda repressão e se aproximou da japonesa.

_Ahh.. -Sana gemeu ao sentir ela a abraçar pela cintura e beijar seu pescoço. _Jihyo-ah! -A repreendeu. _Me solte. -Pediu mas as mãos dela já estavam em seus seios por baixo do sutiã que mal fora totalmente colocado.

Jihyo ignorou e virou Sana de frente para si, a beijou com delicadeza, demorou até ela se entregar ao beijo mas quando o fez, abraçou Jihyo com urgência, seu corpo tremia, o fato de já estar praticamente nua ajudou Jihyo e muito. A líder empurrou Sana na cama assim que quebrou o beijo bruscamente.

_Jihyo, não faça o que você não quer. -Sana disse ofegante. _Veja sua consciência.

_Cala a boca. -Jihyo tirou sua própria blusa e avançou sobre ela. Abriu as pernas de Sana e se encaixou entre elas, apertou a coxa esquerda da japonesa e deixou um tapa estalado. _Eu quero que você só abra a boca para gemer meu nome. Esqueça o que tem lá fora, concentre-se em mim porque eu sei que você também me quer.

Sana apertou os olhos ao sentir a pressão da coxa dela em seu centro, os braços estavam acima de sua cabeça e não teve tempo de protestar porque Jihyo começou a beijar seu corpo como se beijasse sua boca. A língua quente passava por sua pele, os mamilos se enrijeceram com o toque, seus sentidos estavam totalmente ligados à Jihyo.

A líder a olhou e beijou seu sexo, sentiu o gosto de Sana se espalhar por sua boca e fechou os olhos para apreciar. Lambeu de baixo para cima até focar no clitóris inchado da japonesa que gemeu abafado. Jihyo se agarrou nas coxas de Sana e investiu com tudo, sua língua fez a japonesa ir do céu ao inferno em segundos, as ondas de prazer por seu corpo eram deliciosas e por mais que fosse errado, era bom demais para considerar parar.

Colocou as mãos nos cabelos de Jihyo e rebolou no rosto dela, queria mais, muito mais e por isso praticamente implorou com o gesto de forçar a cabeça dela ali.

_Oh... -Sana se mexeu nervosamente, praticamente ergueu-se na cama e Jihyo intensificou tanto que não demorou até sentir o corpo dela se desfazendo em um orgasmo forte.

Os gemidos dela eram sôfregos, se misturavam ao ar, Jihyo estava viciada naquilo. Quando Sana começou a se acalmar, voltou seu rosto para próximo do dela e a beijou apaixonadamente. Não era um beijo por ter acabado de proporcionar um dos melhores orais que Sana teria na vida mas sim um beijo que escancarava o que realmente sentia.

A japonesa sentiu seu próprio gosto e não demorou até sentir as mãos deslizando por seu corpo. Ah, como estava louca por Jihyo.

_Você está bem? -Jihyo sussurrou olhando em seus olhos.

_Huhum. -Sana passou os braços pelos dela.

As respirações se misturavam. Jihyo a olhava com tanta intensidade que era impossível não se render à ela por completo.

_Tira tudo. -Sana falou olhando para baixo. _Quero você toda pra mim.

A líder sorriu e a atendeu, tirou tudo sem sequer sair de cima dela e voltou a se posicionar entre as pernas dela.

_Você é muito gostosa, sabia? -Murmurou beijando o pescoço de Sana. Ela fechou os olhos e se agarrou aos cabelos dela, sentia tanto desejo misturado a paixão que era quase impossível pensar corretamente.

_Olha quem fala. -Sana gargalhou baixinho. _Deus do céu.. -Murmurou quando sentiu dois dedos em seu sexo entre os pequenos e grandes lábios. _Eu quero sentir você em mim. -Sana sussurrou e a beijou outra vez, Jihyo entendeu o que ela queria e tocou seus sexos. A medida que a beijava, se movimentava contra o sexo de Sana.

_Tzuyu-ah, ouviu isso? -Nayeon disse com o ouvido na porta do quarto.  _Elas... -Tzuyu encostou o ouvido na porta e olhou para Nayeon.

_Estão transando? -Tzuyu disse rindo.

_Eu não vou dizer nada.

_Eu amo você. -Sana disse no calor do momento mas sabia que era verdade, Jihyo sentia que era. _Eu.. ahh... ohh, merda. -Apertou os olhos e fincou as unhas na pele de Jihyo.

Os gemidos ecoaram, Jihyo não se conteve e isso atiçou Sana ainda mais, parecia nunca se cansar.

_Mas é bom.. -Nayeon sussurrou olhando para Tzuyu.

_Você... você quer? -Tzuyu sinalizou indiretamente. _Quer...

_Quero? -Nayeon franziu o cenho mas já sabia a resposta.

_Quer transar comigo? -Tzuyu soltou e a viu suspirar. Ela era sempre tão calma, Nayeon não imaginou que pudesse ouvir isso de Tzuyu.

_Huhum.. -Murmurou a olhando de cima a baixo. _Agora?

_Agora. Vamos no meu quarto.. -Tzuyu disse calma como sempre. _Jeongyeon vai jantar hoje com os outros, podemos aproveitar.

_Vocês pegaram cama de casal? -Nayeon questionou e ela afirmou. _Ótimo. -Sorriu maliciosa e viu Tzuyu piscar. As duas continuaram ouvindo o que Sana e Jihyo faziam e planejavam em suas mentes o que fariam à noite.

_Eu também amo você, Sana. -Jihyo sussurrou beijando o queixo dela. _Muito, mesmo que não pareça.

Sana a encarou, o êxtase do prazer ainda a dominava, seu corpo só queria aquilo: o contato do corpo de Jihyo.

_Eu sei. Eu entendo seus motivos, só que é difícil para mim porque não sei o que pensar. Você diz que quer ser correta com ele, claro, eu não sou boba, eu percebo isso, mas então você me leva para a cama e... me enche de esperanças. -Sana disse sentindo a carícia dela em seu rosto. _Eu preciso de uma verdade Jihyo, algo definitivo. Eu amo sentir seus beijos, amo ter você assim mas preciso que você me diga a verdade.

Jihyo se viu em uma encruzilhada novamente, por mais que já tivesse esclarecido -ou tentado- nunca parecia o bastante.

_Honestamente -Sana voltou a falar. _as vezes acho que você só gosta do fato de eu ceder às suas investidas e deixar que você use e abuse de mim.

_Sana eu não estou usando você, muito pelo contrário, eu amo você, de verdade, mas é complicado, entenda por favor. -Jihyo saiu de cima dela.

_Jihyo você está noiva, noiva! Isso significa que o tempo está passando e logo você vai se casar, terá filhos com ele e eu vou continuar presa nisso porque sei que você vai continuar vindo até mim e isso sim faz tudo ser complicado. -Sana esfregou os cabelos. _Sério.. eu não entendo.. por Deus, eu não entendo.

Jihyo olhava para baixo, depois voltou a olhar para Sana que se levantou e foi se vestir.

_Seja minha namorada, Sana. -Jihyo pediu baixinho.

_Ficou maluca, Jihyo? -A japonesa disse enfurecida, lágrimas de raiva surgiram. _Porra, que droga pensa que está dizendo?

_Enquanto estamos aqui, como Momo brincou, seja minha namorada por esses dias. -Se levantou abruptamente e a encarou, se aproximou aos poucos. _Eu amo você. -A líder começou a chorar quando tocou sua testa na dela.

_Eu seria sua namorada, noiva, esposa, tudo.. -Sana sussurrou com dor. _Você é tudo que eu mais quero, mas não assim. -Se afastou dela e acabou de se vestir, por fim, pediu licença e saiu do quarto deixando Jihyo chorando para trás.

Aqueles malditos contos de fadas se converteram em um livro de perdição que fez Sana começar a mergulhar em um lento e doloroso arrependimento que quando chegou no elevador, sentiu náuseas fortes.

Sabia que era algo terrível não conseguir negar Park Jihyo mas estava decidida a tentar, mesmo que não funcionasse de verdade. 



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