História Twice - Eu, você e ele - Sahyo (Kang Daniel e Park Jihyo) - Capítulo 8


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Categorias TWICE
Visualizações 131
Palavras 2.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, ouçam a musica num volume baixo durante o cap ok? Espero que gostem e um beijo na bunda

Capítulo 8 - Sunflower


August 14th, 2019

(Play - Sunflower do Swae Lee e Post Malone)

Chaeyoung ligou o som num volume baixo aproveitando que só Momo e Dahyun estavam em casa naquela noite. Já era tarde quando ouviu sons vindos do banheiro, ouviu a descarga e então uma tosse frenética. Se aproximou e viu Sana abaixada.

_Vai ficar tudo bem. -Chaeyoung acariciou as costas de Sana que vomitava sem parar. _Deus do céu, ela tá vomitando sangue, JIHYO UNNIE VEM AQUI! -Praticamente berrou.

Jihyo saiu da cozinha, deixou o celular jogado sobre a mesa de vidro e subiu as escadas de três em três degraus, seu corpo agia por impulso e quando chegou e viu Sana tossindo, segurando firme na borda da privada e com os lábios sujos de sangue, imediatamente puxou do rolo de papel varias tiras e limpou seus lábios.

_Traga água para mim, meu celular e um remédio que se chama Pepsamar, a caixa está na parte dos remédios da bancada da direita. -Jihyo pediu e imediatamente Chaeyoung foi pegar. Sana vomitou mais, contorceu-se de dor no estômago e sentiu Jihyo limpando sua boca novamente. _Mantenha a calma pra diminuir os sintomas.

Sana ficava ainda mais nervosa com a presença de Jihyo e sua dor aumentava. A líder prendeu seus cabelos num coque e quando ela começou a tossir, tirou sua blusa e Sana estava sem roupas de baixo, Jihyo engoliu em seco e massageou a barriga dela como deu.

Chaeyoung voltou em minutos com o remédio e a água, também levou toalhas de papel para que Jihyo pudesse limpar os lábios de Sana.

A japonesa ficou de frente para o a privada por mais quinze minutos antes de se encolher no chão do banheiro. Jihyo se ajoelhou ao lado dela, colocou uma mecha dos cabelos atrás da orelha e Dahyun se aproximou do lugar ao lado de Momo. Por suas expressões, estavam dormindo pesado antes da voz de Chaeyoung as despertar.

_Beba... hum? -Jihyo disse entregando um comprimido para a japonesa. _Isso.. -A viu colocar na boca e levou o copo até os lábios para a ajudar, sempre com todo cuidado e carinho do mundo. _Bom, você vai melhorar, ok? -Entregou o copo para Chaeyoung sem sequer perceber, abraçou Sana de lado e sentiu as mãos dela em seu braço, o suor frio dela indicava que algo a deixava tremendamente nervosa para que aquilo acontecesse.

Devido ao momento, Jihyo decidiu não incomoda-lá com perguntas e para todas a melhor cura foi as duas permanecerem abraçadas até que Sana finalmente estivesse melhor e pudesse ir para seu quarto.

_Como se sente? -Jihyo perguntou assim que ela deitou.

_Bem melhor, obrigada. -Falou com um sorriso fraco. _Desculpe incomodar você.

_Pare. Você sabe que não incomoda. -Jihyo sorriu apenas com os lábios, um sorriso sincero. _Vou ler alguns dos relatórios que fiz para JY e... volto para deitar com você.

_Você deve descansar, amanhã será um dia cheio. -A voz de Sana saiu ainda mais fofa do que poderia ser.

_Não vou deixar você sozinha aqui, não terei paz para dormir. -Acariciou o rosto dela. _Eu... já volto, ok? -Sussurrou e beijou o canto da boca dela, se segurando tanto que precisou sair dali às pressas.

Sana suspirou, seu coração batia a mil e o nervosismo tomava conta.

_Época de comeback, essas coisas. -Dahyun ouviu a voz de Jeongyeon no alto falante do celular de Jihyo. _Me tranquiliza saber que você cuida dela... eu não poderia pedir uma líder melhor.

_Eu só...

_Eu sei, Jihyo... não se preocupe, ok? Isso é íntimo seu.

Jihyo viu que Dahyun ouvia a conversa de longe mesmo sem querer, afinal, foi acordada e agora estava lendo ao lado de Momo que estudava algumas baterias que planejava comprar. A líder cruzou um dos braços e se voltou para Jeongyeon no telefone.

_Cuide das garotas aí e amanhã nos vemos.

_Pode deixar. Cuide-se e cuide das garotas. Amamos vocês. -Jeongyeon disse antes de desligar.

Jihyo bufou e foi até Dahyun e Momo, as beijou e pediu desculpas, desejou boa noite antes de subir e ir até seu quarto primeiro. Conferiu o que JY pediu e separou em uma pasta branca antes de ir para o quarto de Sana.

_Hey.. -Disse ao abrir a porta e a ver olhando para o teto através da luz do abajur que emitia uma luz roxa fraca.

Sana sorriu e ao pensar que ela se deitaria na outra cama, se surpreendeu com ela pedindo espaço na sua. Imediatamente cedeu e teve o perfume de Jihyo preenchendo suas vias respiratórias como o calor do corpo dela preencheu seu edredom.

_Tem certeza que está bem? -Jihyo questionou se deitando de lado e ficando frente a frente com a japonesa.

_Absoluta. Muito obrigada. Você e Chae me salvaram.

Jihyo sorriu e se ajeitou, ficando mais próxima dela. Numa imersão divina, a japonesa fechou os olhos alguns instantes, sentiu a respiração dela em seu rosto, sentiu o corpo dela mais próximo do seu e ao se movimentar um mínimo centímetro, seus narizes estavam colados e Jihyo sentia seu mundo se resumir a Sana.

_Jihyo... -Sussurrou próximo dos lábios dela.

A líder a viu abrir os olhos e precisou de muito auto controle para não a atacar de vez. De repente, Sana segurou seu rosto e brincou com o nariz no seu, a fazendo sorrir nervosamente.


_Eu...


_Eu sei. -Jihyo sentiu vontade de chorar. _Eu também.


_Me perdoa.. -Sana murmurou, não conseguia se conter, estava na borda do abismo e pularia, pularia para uma imensidão desconhecida.


Ao tocar seus lábios nos dela, o tempo parou imediatamente, tudo parecia congelar e Jihyo chorou.


Sana deixou ela guiar o beijo caso realmente quisesse e ela o fez. Adentrou sua boca com a língua, a música que ressoava era a única testemunha do que Sana estava sentindo. Sua mão no rosto de Jihyo a guiou até o fim daquele pecado capital não registrado.


A líder sentiu o toque da língua dela na sua como se estrelas se chocassem, a boca macia causava arrepios em seu corpo, o toque extremamente delicado em sua pele a fez se arrepiar. As descobriu, se ajeitou de modo a poder ter mais daquele beijo, mais daquele momento. Sua consciência não funcionava quando a beijava e por isso a beijaria para sempre.


Sana sentiu seus pulmões queimando e precisou a afastar, não diferente, Jihyo ofegava e tinha os lábios avermelhados. O gosto da boca de Sana estava na sua, agora era inevitável e aquilo nunca aconteceu, jamais aconteceu.


Sana a olhava esperançosa, com medo, assustada, indefesa e após dois minutos de silêncio, Jihyo a beijou mais uma vez. Beijou com mais cuidado ainda, enroscou os dedos nos cabelos louros, moveu sua cabeça ora para a direita e ora para a esquerda, suas línguas se amaram como dois amantes ligados de corpo e alma, o som do beijo ecoava em meio a música e Jihyo sentia seu estômago repleto de asinhas que trancaria ali para jamais saírem enquanto Sana sentia faíscas pelo corpo.


A japonesa tocou o pescoço dela, desceu com a mão por sua clavícula, sentia Jihyo buscar mais naquele beijo, a maneira como beijava era diferente de tudo que já provou antes e queria mais, precisava de mais daquilo. A líder chupou sua língua e por fim mordiscou seu lábio inferior antes de quebrar o beijo com vários selinhos.


_Humm... -Jihyo estava com a mão no seio de Sana que ficou roxa de vergonha.


_Desculpe. -Falou baixinho e segurou o queixo dela, tocou seus rostos, acariciando a pele dela com a sua, se aninhando a ela. _Me desculpa. -A líder disse baixinho.


_Não tem o que se desculpar. -Sana sussurrou, seu polegar parou no lábio inferior dela, deslizou por ele antes de sentir um beijo de Jihyo em seu dedo.


Das outras vezes em que "ficaram", Sana apenas se recordava de beijos em banheiros de hotéis, beijos na van quando voltavam para pegar algo, e a maior parte era quando as garotas não estavam porque simplesmente elas jamais poderiam saber.


_Eu tenho medo. -Jihyo ouviu Sana dizer e se encolher novamente na cama, seus olhos ficaram tristes de repente. _Eu não queria que isso acontece com você namorando Daniel, eu rezei tanto para que... eu não fizesse isso.


_Está arrependida? -Jihyo questionou e a viu afirmar. _Eu não quero deixar você à mercê de culpa, à mercê de coisas que sei que farão você perder o sono e ter essas crises de gastrite a ponto de vomitar sangue. -Acariciou os cabelos dela, a olhava com tanta ternura que Sana, querendo ou não, se sentia imensamente segura. _Amanhã, as garotas estarão todas aqui, iremos trabalhar normalmente e isso ficará no invisível. Jamais existiu. Está bem?


Sana olhou para ela e concordou malmente com a cabeça antes de fechar os olhos e se encolher ainda mais. A abraçou e ficou ali, seus pensamentos a mataram até que caísse no sono.


August 15th, 2019


Na manhã seguinte, Jihyo abriu os olhos ao ouvir a voz de Jeongyeon a chamar. Ao ver que Sana não estava ali, sentiu o baque da culpa, sentiu a força invisível se tornar palpável em sua frente.


_Bom dia, anjo. -Jeongyeon sorriu e beijou seu rosto.


A partir dali, Jihyo se encontrava em um estado lastimável entre culpa e dúvida. O dia seria cheio por conta da agenda de gravação e de fotografias, precisava ajudar, organizar e fazer tudo que lhe era proposto. Na coreografia, ajudou as garotas a se posicionarem melhor e Sana, que já havia aprendido a coreografia toda, praticava incansavelmente usando as típicas calças pretas e blusa branca. Descalça, a japonesa executava os movimentos com mais agilidade, sempre prestando atenção no espelho da sala de dança.


_Um, dois, três.. -Jihyo contou e s música soou, a coreografia era aparentemente simples e após quatro repetições, ela resolveu que deveria parar.


Durante a tarde, gravaram mais cenas e praticaram até as sete. As oito, Jihyo veria Daniel mas decidiu desmarcar, não tinha condições de vê-lo tão cedo e por isso o ligou e pediu desculpas. Pôde ouvir a voz da mãe dele ao fundo e sentiu tanta culpa que começou a chorar pouco depois de desligar o telefone.


Precisou se recompor antes que Jeongyeon entrasse no quarto, respirou fundo e a olhou.


_O que foi? -Jeongyeon questionou e apesar de tentar disfarçar, Jihyo sabia que seria em vão. _Oh meu amor... -Abraçou a líder. Jihyo não aguentou e chorou mais ainda.


_...não é tão simples. -Uma porta se bateu com força. _Que saco, você fala como se eu estivesse cometendo um crime.


_E não está? Esconder isso não é um crime? Você pode admitir para sua família que não te vê a anos mas para nós que convivemos todo dia com você, você simplesmente esconde as coisas? -A voz de Nayeon soou.


_Talvez porque eu sei exatamente o que vocês pensam sobre isso. -A voz de choro de Momo ressoou. _Eu quero ficar quieta, Nayeon.


_E eu quero saber quem diabos é essa garota, Momo! -Nayeon berrou.


Jihyo permaneceu no abraço de Jeongyeon, Sana e as demais estavam ouvindo tudo da sala.


Nayeon começou a bater na porta do quarto de Momo e a gritou, gritou tanto que sua voz deu uma leve falhada.


_Me deixa em paz! -Momo berrou. _Saco.


_Hirai, abra a maldita porta.


_Ou o que? Vai me encher de comentários homofóbicos como os que faz? Vai me pisar como faz com os gays que encontra?


Sana sentiu uma fincada no peito, Jihyo se petrificou, Jeongyeon sentiu a tensão dela e a abraçou com ainda mais força, deixando que chorasse ainda mais. Encostou a porta do quarto e rezou para que Nayeon não fosse ali ou aquilo tudo poderia tomar outra rumo.


_Ah, quer saber, que seja, eu odeio toda essa merda de fanservice, odeio, eu não gosto de garotas, detesto pensar que gays existam sim e se eu apoio, apoio pelos onces que eu sei, muitos são, mas não é por isso que vou deixar de amar alguém, de querer cuidar de alguém e O QUE EU ESTOU TENTANDO FAZER COM VOCÊ É ISSO!


_Não, você está tentando me forçar a dizer as coisas para você quando eu não tenho a mínima obrigação de fazer isso. -Momo falou. _Agora suma da minha reta, me deixe em paz e não fale comigo, Nayeon.


A mais velha chutou a porta e saiu às pressas pro primeiro andar, pegou o celular e ligou para os managers, pediu que fosse para a mansão que tinham em Hwanjoo. Em poucos minutos eles chegaram e nesse meio tempo ela pegou tudo que precisava e sequer deu tchau antes de ir.


Jihyo se encontrava sentada em sua cama, Jeongyeon lhe deu água e acariciou seu rosto.


_Quase sete meses... -Jeongyeon ouviu ela dizer. _Nunca me senti tão feliz como quando estou com ele.


_Mas.... -Jeongyeon disse, sentia que ela queria lhe falar alguma coisa mas não conseguia.


_Eu beijei Sana ontem à noite. -Disse e Jeongyeon fez uma expressão de dor e virou brevemente o rosto.


_Aish... -Murmurou. _E vocês... dormiram juntas, não foi?


_Sim mas não fizemos nada além de beijar... você sabe, Sana ainda é virgem.


_Quer dizer que se não fosse você transaria com ela?


Jihyo a encarou nervosamente, não havia resposta, pela primeira vez na vida não soube responder algo tão simples.


_Jihyo... -Jeongyeon segurou as mãos dela. _A coisa toda da notícia vazar mexeu com você, as garotas também dicaram com medo de isso prejudicar você e até o grupo, os fãs ficaram loucos, mas... não deixe isso bagunçar o que você e Daniel vem construindo nesses meses.


Jihyo concordou e parou para pensar, olhando por aquele lado, ela estava certa. Se resolvesse manter algo com Sana como o que tiveram no passado, arruinaria tudo que tinha com Daniel e seria horrível para si mesma, para sua imagem e para o nome de sua família.


Jeongyeon a viu sorrir conformada e a abraçou como se quisesse a confortar por saber que aquele sorriso não significava nada de verdade.


A líder do Twice se levantou e foi até Momo, conversaria com ela e a ajudaria enquanto dentro de si mesma estavam as piores dúvidas.




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