História TWICE - Michaeng - Moon;you - Capítulo 1


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Categorias TWICE
Personagens Personagens Originais
Visualizações 24
Palavras 962
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prólogo


Janeiro, 2007

_Gosto da forma como as letras se encaixam. -A pequena Chaeyoung,de cabelos curtos e óculos de armação redonda, disse ao reverendo, escrevendo "amor" em hangul.

O homem, alto, usando uma túnica e um colar com uma cruz e como sempre os óculos redondos pequenos próximo a ponta do nariz, sorriu impressionado pela forma como a garota falava e escrevia no pequeno quadro branco. A pequena mão segurava o pincel com maestria, traçando com precisão cada uma das letras, as unindo simetricamente.

_Reverendo Charles! -Chaeyoung se virou ao mesmo tempo que o reverendo. Seus lábios se contraíram num sorriso quando seus olhinhos viram Myoui Mina cruzar a sala ao que ela corria em direção ao reverendo.

Mina era sua melhor amiga, desde que entendia que estava ali, na verdade um pouco depois, afinal, havia chegado ainda bebê e agora, com oito anos, já entendia o suficiente para saber que assim como ela, Mina já estava ali a muito tempo e também que ela tinha um sonho: que uma família venha, me olhe e sinta que deva me levar.

Chaeyoung corou quando viu que Mina a olhava ao parar perto do reverendo.

_Eles estão aqui? -O reverendo perguntou se abaixando um pouco para ficar na altura da garota de cabelos longos. Mina afirmou, sorridente e olhou para a amiga sentada no banquinho de mal jeito e com um quadro branco no colo. Sabia que ela gostava de fazer aquilo mesmo já sendo tão inteligente. Piscou para ela, como havia aprendido e o reverendo pegou sua mão e olhou para Chaeyoung. _Você deveria ler mais sobre Shakespeare. Eu garanto que irá amar. Logo voltaremos. -O homem sorriu gentilmente.

Chaeyoung concordou com a cabeça e se levantou, colocando o quadro branco no banquinho e indo na saída oposta, para a biblioteca do orfanato. O lugar era rústico, como uma casarão americano. Chaeyoung caminhou pelas prateleiras baixas procurando algo sobre William Shakespeare, o qual o reverendo tanto amava. Estava um tanto desinteressada naquele momento, sua mente insistia em ficar com a amiga, Mina. Ela estava tão feliz que imediatamente soube que havia uma possibilidade de alguma família ter caído nos encantos da pequena. Mas se Mina fosse levada então, Chaeyoung ficaria sozinha. Deixou as pequenas mãos sobre um volume grosso e sua expressão caiu.

Não demorou muito até Mina ir correndo até ela é pegar suas mãos. Foi tão rápido que mal pôde processar.

_Uma família me encontrou! -Ela disse animada. _Eles irão me levar.

Chaeyoung fez todo esforço que conseguiu e abriu um sorriso enorme, a abraçando e a parabenizando por isso, dizendo o quanto estava feliz pela amiga.

_Eles irão me levar...agora. Há algo como... uma coisa chamada.. algo que leva tempo.. -Mina disse levando uma mão até a cabeça enquanto a outra segurava de Chaeyoung, que sorriu com a confusão dela.

_É um processo. Processo de adoção. -Chaeyoung disse baixinho.

_Isso! Você é tão inteligente, céus, Chae.

_O reverendo me deu alguns jornais. Vi algo assim... eles.. irão levar você agora, agora? -Chaeyoung perguntou, olhando dentro dos olhinhos dela, que ficaram úmidos.

_Sim. O processo levou tempo, eu não tinha tanta certeza de que eles fossem me levar. -Ela deixou uma lágrima rolar. _Vou sentir tanto sua falta, Chaeng. -A pequena chorou, abraçando a amiga. Chaeyoung afundou o rosto no ombro dela, o cheirinho natural da amiga era um ponto de paz. Sentiria muita falta daquilo.

_Eu também vou sentir sua falta. -Disse por fim, baixinho, queria eternizar aquilo para sempre. Rezou, como o reverendo havia ensinado, para que um dia se encontrassem novamente.

_Podemos fazer uma promessa? -Mina perguntou, a soltando. Chaeyoung franziu o cenho mas a olhou, desconfiada, vendo a amiga tirar algo do bolso. _Eu encontrei isso nas doações. Achei interessante, e bom... -Ela ergueu dois colares, um com uma metade e outro com outra e juntos, formavam uma lua. Chaeyoung observou bem, sorriu fraco e encarou Mina novamente. _Eu guardei para um momento como esse. Quero que você use uma metade e eu vou usar a outra. E um dia, quando a gente se encontrar outra vez, vamos juntar as duas. Todas as noites, me promete que vai olhar a lua e se lembrar de mim.

_E se não tiver lua? -Chaeyoung questionou baixinho.

_Olha para sua metade do colar.

Chaeyoung pegou o colar e o olhou, sua metade era de cor prata e a de Mina era dourada. A outra se apressou em colocar a parte dourada nela e pediu para que a amiga colocasse a parte prateada nela. Chaeyoung ajeitou os óculos e fez o que ela pediu, sempre calada.

_Agora..eu prometo que vamos nos encontrar um dia e durante esse tempo afastadas, eu nunca, nunca mesmo irei esquecer de você. -Mina disse dando um beijo no colar e erguendo o dedinho. _Você é minha lua.

Chaeyoung sorriu fraco e repetiu as mesmas palavras, beijou o colar e uma última vez, a testa de Mina. Prometeram que iriam se encontrar e juraram de dedinho. Aquilo para Mina era tão sagrado quanto às orações antes de dormir. O reverendo, junto de uma mulher sorridente se aproximaram da porta e viram as duas abraçadas, Chaeyoung os viu e disse a Mina.

_Eu amo você. -Mina disse baixinho e acenando, correu para os braços da mulher que se abaixou para abraçá-la. Chaeyoung acenou de volta e a mulher também acenou.

Lentamente se afastaram, Mina, ao lado da mulher, olhou para Chaeyoung e com os olhos úmidos murmurou outra vez, tampando a boca com uma mão, um eu amo muito você.

Chaeyoung sorriu e fez o mesmo, vendo ela sumir no lugar. Esperou alguns segundos antes de ir para o sótão, chorou enquanto sentia o metal do colar no pescoço, tão frio quanto o sentimento que rondava seu coração.



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