História Twice - Namo - Safety - Capítulo 24


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Categorias TWICE
Tags Namo Twice
Visualizações 181
Palavras 1.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Capítulo 22



27 de setembro / manhã seguinte

Nayeon se equilibrou em um dos pés sobre o trilho enquanto caminhava com Momo em uma linha férrea abandonada nos extremos de Gangnam. A japonesa passou a mão nos cabelos, sentindo o frio contra o rosto e os raios solares tocarem sua pele. Olhou para Nayeon ao seu lado, era tão linda que parecia irreal, ainda mais aquela luz.

De mãos dadas e dedos entrelaçados, olharam ao redor. As laterais eram cobertas de matinhos, pequenos trevos cresciam ao redor dos trilhos e mais adiante, havia um túnel coberto de folhas. Momo olhou novamente para Nayeon, sentiu o frio da aliança dela em sua mão e a segurou instintivamente quando ela escorreu do trilho. Riram juntas, se olhando em seguida. O tempo parecia parado. Passarinhos cantavam e ao longe era possível ouvir o som dos automóveis que passavam por Gangnam, pessoas ocupadas, pessoas estressadas. Nayeon se sentia sortuda por poder estar ali aquele instante, ao lado de quem fazia seu coração bater mais rápido mesmo que ainda deixando um rastro de medo.

Medo. Em poucas vezes durante a vida havia sentido medo. Medo de escuro, medo de cair de bicicleta e tantas coisas normais entre crianças, porém agora era diferente. Sentia o sol em seu rosto, sol de outono, e assim também sentia a mão de Momo sobre a sua, o olhar dela em seu rosto, tal como o sol. A aquecendo. A noite o sol deixaria a lua brilhar, a noite ele iria embora. Se perguntou quando a noite chegaria para Momo e se ela chegaria, a forçando a ir embora. Não queria ficar sozinha. Não queria ficar sem ela.

_Eu amo olhar para você. Sinto como se toda a existência valesse a pena. -Momo disse baixinho entre um sorriso.

Nayeon sorriu e a fez parar de andar, ficando frente a frente com ela. Passou suas mãos pelo tórax de Momo indo até sua nuca e a olhou nos olhos. Os olhos profundos dos quais nunca iria se esquecer. Sentiu seu medo se dissipar quando ela envolveu seu corpo com os braços, a aproximando ainda mais. Suas respirações suavam juntas no ar. Dividiam o olhar entre seus lábios e olhos, cada vez mais perto. Como da primeira vez, aquelas borboletas, tão clichês, bateram suas asas quando seus lábios se encontraram. Por segundos que soaram eternos, tão longos que Nayeon prendeu o ar nos pulmões ao sentir a pontinha da língua dela em seus lábios, pedindo passagem.

"Por favor, não vá. Não vá. Não ouse ir."

Pensou tão profundamente que temeu ser proibido dizer isso em voz alta. Tinha medo. Tinha tanto medo.

O beijo ficou urgente, quase desesperador. A mais nova a puxou contra si ainda mais e sentiu aquele ardor na barriga ao fazê-lo. Não conseguia evitar não sentir tais coisas intensas estando próximo a Nayeon.

_Hum... -Nayeon murmurou entre o beijo. _Momor-

A japonesa sugou seu lábio inferior e a soltou, colando suas testas. Segurou o queixo dela e só então se deram conta de que estavam ofegantes, como se a bolha houvesse estourado e elas acordassem de um transe.

_Eu te amo. -Momo sussurrou, deixando um beijo no pescoço dela. _Eu amo seu beijo, amo seu toque -Momo colocou as palmas das mãos dela em seu rosto, beijando-as em seguida. _É como se você já tivesse se tornado uma parte de mim. Por isso não vou conseguir seguir em frente sem você.

Elas se olharam brevemente e suspiraram.

_Então não siga sem mim. Simplesmente não.. me.. -Nayeon engoliu em seco. _Não me deixe.

Momo sorriu segurando o rosto dela e beijando a pontinha do seu nariz.

_Eu prometo que só irei quando você me pedir para fazer isso. -A japonesa respirou fundo e a beijou brevemente.

Nayeon negou com a cabeça, afirmando que aquilo nunca aconteceria. Que nunca iria pedir para que ela fosse.

Mas não tinham controle algum do amanhã.

O amanhã era incerto, a Deus pertencia, certo? Buscava em sua mente as palavras de sua mãe sobre o amor. Aquilo a fazia temer ainda mais o amanhã, como se sem o amor, o próprio amanhã não existisse.

Olhou para si mesma e para Momo. Havia amor ali. Ainda assim, ele seria forte o bastante para enfrentar a incerteza do amanhã?

Não sabia responder. Não queria responder. Queria apenas amá-la. E iria fazer isso enquanto podia.

Mais tarde naquele dia, se lembrando da noite anterior no prédio junto de Momo, Nayeon constatou que deveria ir na festa na próxima noite. Precisava de mais tempo com ela, precisava ver aquele rosto sempre que pudesse e mesmo que parecesse um grude, aquilo era mais que necessário para que se tranquilizasse e tentasse manter em mente que o que fazia um relacionamento eram as duas pessoas que o compunham e não incertezas que existiam, não pessoas exteriores.

Deitou a cabeça no travesseiro e suspirou, não conseguia pensar em nada além do dia seguinte. Não conseguia tirar da cabeça a ideia de que não saber sobre o amanhã a deixava louca e que isso era um problemas. Havia se esquecido de que promessas podem sim ser quebradas.

Se sentou abruptamente. Se levantou e foi para o primeiro andar, de pijamas, torcendo para que estivesse sozinha, mas estava errada. Se passavam das nove da noite e estava de pijama, com os pais e um homem de cabelos grisalhos que tinha uma cicatriz no rosto. Nunca havia o visto em toda a sua vida e ele parecia próximo de seu pai pela forma como se tratavam.

_Oh, Nayeon. Que bom que está aqui. -Taejong disse sorridente.

Nayeon foi até lá e pediu desculpas pela vestimenta. O homem aparentou ser gentil e contou como conheceu Taejong entre risadas e piadinhas. Quando olhava para ele, Nayeon sentia como se a terra estivesse girando mais rápido, como se o seu tempo estivesse acabando. Pediu licença e foi para o quarto se deitar. Ao encostar a cabeça no travesseiro, pensou em Momo outra vez. Queria vê-la. Céus, estava tão desesperada assim? Virou para o lado da janela e observou a noite.

Iria até ela. Sim, iria.

Se levantou e foi para o closet se trocar. Vestiu uma calça jeans e uma cacharrel branca, all stars e bateu um pouco de perfume. Sentia seu coração na boca e antes que entendesse o que fazia, já estava descendo as escadas e se despedindo do pai e do amigo dele.

Caminhou apressadamente até a casa da japonesa. Caminhou, caminhou, caminhou, caminhou. Sentiu vontade de chorar por alguns instantes e quando deu por si estava parada na porta da casa da japonesa, não havia tocado a campainha, não havia feito nada e ela saiu segurando o celular e fechando a jaqueta.

_Amor? -Momo sorriu tão brilhantemente que parecia ter diamantes nos dentes. _O universo é magnífico, não é?

Nayeon voltou a si e riu da forma com que ela havia guardado o celular no cos da calça.

_Por que diz isso? -Nayeon perguntou cruzando os braços timidamente.

_Porque, inacreditavelmente -Momo riu, em êxtase, desacreditada. _ eu estava indo te ver.



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