História Twice - Namo - Safety - Capítulo 36


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Categorias TWICE
Tags Namo Twice
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Palavras 3.682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - Capítulo 34


_Sem comer de novo? -A voz de Chaeyoung cortou o ar gélido.

_Momo? - Nancy se aproximou dela no gramado, ergueu o braço e chamou as outras garotas. _Momo?

_Deus, ela está pálida. -Chaeyoung passou as mãos nos cabelos totalmente aflita. _Preciso... chamar alguém.

_O treinador, Chae. Rápido. -Nancy falou tocando a testa da japonesa.

Momo encarou o céu cinzento, sentia seu estômago parecer apertar-se, contorcer os músculos até quase sumir dentro de si. A voz de Nancy ecoava, segundos depois ouviu a voz de Mina, quando viu que estava perdendo os sentidos, ouviu a voz de Sana, depois sentiu seu corpo ser erguido e a voz grossa do treinador soar. Ele parecia pedir que alguém ficasse, algo assim.

Da janela da sala de aula, Nayeon percebeu a movimentação estranha na quadra e se levantou imediatamente. Aquela quarta feira foi exclusiva para que os membros dos grupos do colégio realizassem suas preparações e planejamentos mais importantes para os campeonatos que se aproximavam. Uns assistiam aos outros treinando e etc, por sorte, Momo não estava sozinha.

_Senhorita, esta é uma atividade avaliativa. -O professor de Nayeon disse e a mesma engoliu em seco. Os presentes na sala a olharam brevemente.

_Peço permissão para me retirar.

_Não posso permitir durante a atividade, senhorita. Por favor, queira se sentar. -Ele disse educadamente e sem opção, Nayeon se sentou e voltou a observar pela janela.

Sana abriu a porta da sala dos professores e o treinador colocou Momo sobre o sofá, Chaeyoung pegou água no bebedouro, Nancy correu até as serviçais e pediu álcool e um lenço.

Sana sabia exatamente o que estava causando aquilo e por isso saiu em direção à sua sala para pegar o energético que tinha na mochila.

Na sala, Nayeon sentia um nervosismo cruzar seu corpo, sentia que precisava sair, sentia que algo não estava certo e por isso mal conseguiu se concentrar em sua atividade.

Momo respirava pesadamente, sentia sua visão sumir aos poucos, mal ouvia com clareza, apenas se viu bebendo algo quente com gosto de taurina. Quando sentiu seus sentidos voltando, a dor em seu estômago era insuportável.

_Momo, o que você tem? -O treinador perguntou visivelmente preocupado. O jogo contra outro colégio seria no sábado e precisavam de Momo.

_Isso é falta de descanso. -Chaeyoung disse. _A donzela precisa de repouso mas só quer saber de correr pela cidade como se estivesse em uma maratona.

_Ultimamente você tem falado mais do que devia, sabia? -Mina falou, ela é Chaeyoung se estranharam na segunda durante o intervalo e ali não seria diferente, exatamente como Sana previu. _Ela passou mal, isso acontece.

_Fica na sua.

_Fica você na sua, fale quando pedirem. -Mina a encarou.

_Eu também não me lembro de pedir para você falar. -Chaeyoung a enfrentou.

_Fora, as duas. -O treinador disse. Mina saiu pisando duro, Chaeyoung foi logo atrás e as duas seguram direções opostas.

Sana sentia todo o peso da sua suposta parcela de culpa sobre tudo aquilo que estava acontecendo entre as garotas. Talvez, no fim, seria melhor se ficasse sozinha de vez.

_Você tem se alimentado direito? -O treinador perguntou a Momo, sua voz despertou Sana do devaneio.

A japonesa concordou malmente, o energético que Sana colocou em sua boca agora estava em suas mãos, segurava a lata como se segurasse a cura para sua obsessão com a magreza que tanto desejava "obter".

O treinador observou o uniforme colocado no corpo dela, Momo estava visivelmente bem mais magra que antes.

_Ótimo. -Ele sorriu fraco e bagunçou os cabelos dela.

Nancy chegou com o álcool em mãos e o treinador umedeceu um lenço com o líquido e passou perto das narinas da japonesa que inalou e começou a se sentir ainda melhor, com menos tonturas. A fraqueza era evidente em Momo, o treinador notou o tremor em suas mãos ao segurar a lata de energético, notou que suas pernas pareciam petrificadas e ela mal as mexia.

_Eu vou ficar bem. -Disse baixinho, quase inaudível. _Prometo.

_Eu sei que vai. -O homem disse e suspirou antes de sorrir para ela e se levantar.

Momo fez um esforço enorme para se sentar, tremia tanto que mal conseguia apoiar as mãos no sofá. Os cabelos pintados de preto ainda mais escuro no dia anterior estavam bagunçados e a franja chegava até seus olhos abundantemente. Sana ajeitou os fios e colocou uma mecha de seu próprio cabelo atrás da orelha.

O treinador pediu licença e disse que voltaria logo, deixando as duas sozinhas ali com Nancy que observava tudo de longe.

_Momo? -Sana chamou ao vê-la sonolenta. _Hirai! -Disse e a japonesa sorriu fraco, quase desmaiando de vez. Colocou uma mão em sua própria nuca e então olhou na direção da porta. _Momo, por favor, não faça mais isso. Quantas vezes eu preciso dizer que isso não é saudável, que vai apenas foder sua saúde!

_San-

_Não. Eu não sou de muita fala mas você está implorando. -A olhou nos olhos. _Já estou cansada de problemas no nosso círculo de amizades, sei que tenho grande parcela de culpa nisso mas no seu caso, não. Eu quero é impedir que você vá parar em um maldito hospital por não conseguir mais comer. -Sana segurou sua mão. _Pelo amor de Deus, você agora tem Nayeon, se não for fazer por você ou por mim e as meninas, faça por ela, por seus pais. Simplesmente... faça.

A japonesa olhou a amiga se levantar e sair como se estivesse pesando sua fala excessiva, mais que o normal, porém sempre necessária.

Nancy olhou para Momo e a reverenciou antes de sair, deixando-a sozinha de vez com os pensamentos de que sabia o quão errada estava. O enjoo, as náuseas, a dor no estômago pareciam aumentar a cada movimento que fazia e nesse meio tempo o sinal para o último horário tocou, Momo se entregou ao desmaio e a lata caiu de sua mão.

Nayeon saiu da sala tão rápido que sequer percebeu para onde estava indo. Ajeitou a mochila no ombro e trombou em ninguém menos que Chaeyoung que apenas apontou a sala dos professores. Nayeon viu Sana entrar lá e sair chamando a atenção do treinador do time que estava com Tzuyu, Dahyun e Nancy. As demais garotas esperavam perto da esquina das salas.

_Momo! -Nayeon chamou ao ver a namorada ser retirada pelo treinador nos braços.

_Precisamos informar aos pais dela imediatamente. -Um dos coordenadores da escola disse e foi buscar os dados de Momo assim que a levaram para o estacionamento dos professores.

_Aqui! -Um garoto, Park Shinyu, que era da turma de Momo entregou sua pasta de trabalho que ficou com o professor e Zuny apareceu com a mochila dela.

Nayeon seguiu atrás do professor, Sana e Dahyun trocaram um olhar de pesar que não passou desapercebido por Tzuyu que suspirou e sentiu o braço de Sana em sua cintura ao se aproximar dela, Dahyun já estava na frente, parecia explicar algo a Nayeon que concordou e a observou se afastar.

O treinador colocou Momo no banco de trás e Nayeon entrou ao lado dela, a japonesa estava sonolenta, ficou nos braços de Nayeon que a abraçou enquanto sussurrava que tudo ficaria bem. Sana se sentou ao lado de Nayeon e Tzuyu foi junto do treinador na frente.

Momo contraiu a barriga com dor, tanta que suava frio. O uniforme do time parecia prender sua garganta, o frio não existia para ela a partir daquele momento.

_Professor, vá para o Gangnam Medical, por favor. -Nayeon falou e ele estranhou devido ao preço absurdo do lugar mas mesmo assim dirigiu rapidamente até lá.

Ao chegarem, o homem desceu e contornou o carro para pegar Momo nos braços.

Nayeon desceu em seguida, tremia nervosamente quando disse seu nome a recepcionista que, obviamente, sabia quem era o pai de Nayeon e imediatamente encaminhou Momo para o atendimento.

A japonesa apagou de vez. O desmaio se prolongou por minutos a fio. Nayeon pediu a Sana que ligasse para os pais de Momo como fizeram da escola e avisassem que estavam no hospital em questão, depois Sana ligaria para os pais de Nayeon e explicaria o ocorrido.

Após uma hora, o médico e amigo do pai de Nayeon, Hwang Chansung, apareceu com o resultado dos exames primordiais de Momo.

_Oh, Nayeon! -Ele sorriu para ela e a abraçou brevemente.

_Como ela está? -Perguntou ansiosa e ele leu a ficha novamente.

_O exame de sangue indica falta de algumas vitaminas, suas plaquetas estão perto da média de nível baixo e considerando o tempo frio eu julgaria isso normal se não fosse a probabilidade de anemia ferropriva. -Ele analisou bem. _Hirai Momo... hum...Eu vou pedir exames gerais. -Ele olhou para Nayeon.

_Há mais alguma coisa? -Questionou completamente desnorteada.

Chansung percebeu o desespero de Nayeon e encheu as bochechas de ar.

_Olhe, eu não posso mentir, ela está com vitaminas baixíssimas e são as principais que evoluem a anemia para um quadro mais grave podendo complicar os glóbulos vermelhos ao ponto de desenvolver nela um tipo grave de leucemia. -Chansung disse e viu Nayeon fechar os olhos e passar as mãos no rosto. Os olhos dele pousaram na aliança de Nayeon que era similar à da garota que viu e concluindo seu pensamento, tocou o ombro dela. _Fique com ela no quarto até que acorde, sim? Quando ela despertar, irei até lá aplicar algumas vitaminas que a ajudarão e passarei recomendações que você se certificará de manter em dia para mim, está bem?

_Muito obrigada.. -Nayeon o reverenciou. _Muito obrigada, mesmo.

_Não agradeça. -Ele sorriu e pediu licença antes de sair pelo corredor.

Nayeon respirou fundo e trocou um olhar com Tzuyu antes de a abraçar e juntas irem para o quarto de Momo. Sana falava com alguém no telefone na entrada do hospital e sentia seu sangue ferver.

Momo tinha os cabelos caindo por seus ombros e um cateter que transportava o soro estava em seu braço. Nayeon acariciou sua testa sob a franja, contornou seu rosto pálido e beijou a pontinha de seu nariz. Seu coração se acalmava quando sentia a pele dela sob a sua, sua mente encontrava paz quando entrelaçava seus dedos aos dela e por isso não hesitou em obter isso.

Tzuyu observava tudo com os olhos sôfregos, se perguntava se Sana realmente a amava como dizia ou se só assumia responsabilidade por tê-la levado para a cama. Aquilo, de qualquer forma, a machucava.

_Nabongs? -Momo a chamou ao acordar e viu o rosto de Nayeon sereno a observando. A blusa do uniforme da escola com a de frio sobre ela a deixava com um ar diferente.

_Oi, amor. -Nayeon sorriu e apertou as bochechas dela.

Momo sentiu o soro caindo em sua veia, o desespero causado pelo nervosismo a atacou e então, num súbito susto, tentou tirar o cateter.

_Hey, não. Você precisa disso. -Nayeon disse segurando a mão dela.

_Isso é ruim! -Momo disse com a voz fraca.

_Tzuyu, chame aquele médico alto para mim, por favor. -Nayeon pediu e a taiwanesa imediatamente foi atrás do homem. _É preciso, você está fraca.

_Não.. -Momo resmungou.

_Momo, não me deixe brava com você. -Nayeon pediu. _Acha que não sei por que raios está aqui? -Disse e a viu abaixar a cabeça.

_Com licença. -O doutor Chansung entrou no quarto com Tzuyu logo atrás. _Olá, mocinha. -Ele sorriu para Momo e pegou pequeno aparelhinho. Furou o dedo dela e aguardou um bipe. _Humm.. muito bom. Ahn, Anne! -Ele chamou e uma moça entrou no quarto. _Traga para mim uma bandeja da sala de exames com coisas que os pacientes amam. -Ele piscou para ela que imediatamente se foi.

O médico explicou para Momo exatamente o que explicou para Nayeon, como ainda era menor ele precisava ver seus pais e Momo contou sobre a rotina deles.

Quando a enfermeira voltou, segurava uma bandeja com biscoitos, chás e pequenas porções de geleia de pêssego. Nayeon pegou um dos biscoitos e deu Momo que custou a segurar, tremia tanto que Nayeon colocou em sua boca.

_Aigoo, não precisa disso. -Momo falou com a voz fraca entre as mordidas.

_Precisa sim, moça. -Nayeon falou tentando soar brava. _A partir de hoje você vai comer comigo estando perto de você, todo santo dia.

_Nayeon! -Momo resmungou e olhou para o doutor que preenchia algumas coisas na segunda ficha. _E não precisava ter me trazido para cá, poderia ter me deixado lá, eu iria melhorar logo.

_Você perdeu o juízo? Cabeça oca, você desmaiou! Eu só não fiquei louca porque já imaginava o que causou isso e vi que eu não estava errada. -Nayeon abriu um dos potinhos de geleia. _Agora, coma.

O doutor recebeu uma notificação da recepção e pediu licença antes de se retirar. Ele deixou uma ficha com Nayeon e avisou que voltaria para aplicar as vitaminas em Momo.

_Ele vai... aplicar? -Momo disse e viu Tzuyu olhando para si com olhos desconfiados.

_Sim. Aplicar. -Nayeon sorriu se lembrando de quando estavam no hospital assim que se conheceram, sabia o pavor de Momo. _É a recompensa por ter feito isso, agora não reclame.

_Você é tão generosa. -Momo ironizou.

_Eu sei. -Nayeon piscou para ela. _Coma, não me enrole, Hirai.

Momo pegou a geleia e virou de uma só vez. Assim que sentiu, de fato, a comida em seu estômago, a dor veio forte e logo cessou, aos poucos, a medida que comia, sua cor voltava ao normal.

_Aqui está. -O médico voltou com uma bandeja com duas injeções.

Momo segurou a mão de Nayeon e suou frio. O medo parecia a cegar de tal modo que se esqueceu até mesmo de Tzuyu ali e a mesma não deixou de perceber o nervosismo da capitã ao ver as injeções.

_Capitã... tem medo de injeções? -Tzuyu perguntou baixo e viu Nayeon sorrir diabólica.

_Se você contar, principalmente para Sana ou Chaeyoung, juro que você não vai jogar os regionais. -Momo disse tentando soar ameaçadora mas totalmente em vão.

O médico preparou a primeira injeção com ferro e zinco, coisas essenciais que estavam em falta para ela. Se aproximou e pediu que Momo tirasse a blusa do uniforme que era de mangas longas para que pudesse aplicar no braço esquerdo.

Nayeon segurou sua mão e a viu fechar os olhos ao sentir a primeira picada, deixou que ela apertasse o quanto quisesse e ao fim da primeira, Momo suava frio.

_Bela fobia de agulhas. -Chansung brincou e pegou a segunda. _Eu recomende que se prepare porque irei receitar mais três doses dessa. -Tocou na injeção e se aproximou para a aplicar.

Momo ficou branca de pavor, Tzuyu a olhava segurando o riso e o medo de ser tirada dos regionais.

_Pronto. Agora você ficará aqui por mais alguns minutos até que eu assine sua alta, passe os medicamentos e o pedido de mais três injeções. -Ele sorriu e cumprimentou Momo e as garotas antes de se retirar.

Nayeon olhou para Momo como se dissesse "bem feito". As duas pareciam conversar com os olhos, a japonesa sentiu o carinho de Nayeon em seu rosto e sorriu fraco, pedindo desculpas baixinho.

Do lado de fora do hospital, Sana estava sentada na recepção, seu coração acelerado revelava a raiva que havia passado ao ouvir tudo que ouviu na ligação de minutos atrás. O frio penetrava sua pele através do moletom azul e do tecido grosso da blusa de baixo e nem assim conseguia doer como o que havia ouvido.

_Hey... -Taejong cumprimentou a recepcionista. _Jannet, onde está a paciente Hirai Momo?

Ela lhe passou a informação e o homem foi em direção ao quarto, antes cumprimentou Sana e a agradeceu por ligar.

Sana reparou as feições semelhantes às de Nayeon, os cabelos lisos penteados para trás e raspados nas laterais, ele parecia não sentir frio porque sua blusa social estava dobrada até a linha dos cotovelos, exibindo inúmeras tatuagens.

_Deus do céu, quase infartei. -O homem disse ao chegar na porta do quarto e ver as garotas ali.

_Taejong. -A voz de Chansung cortou o ar e os dois se cumprimentaram com um toque forte de mão. _Quanto tempo.

_Graças a Deus, meu caro, não quero nem pensar em cair duro por aí qualquer dia desses. -Ele brincou.

_Estive comentando isso com as garotas. -Ele disse.

_Bom e, tratando-se da mocinha aqui, eu me encarregarei da ficha dela. -Taejong disse sorridente e Nayeon estendeu para o pai. Ele correu os olhos e olhou para Momo como se buscasse entender o porque daquilo se ela sempre soava tão saudável e ainda por cima jogava futebol. _Eu vou pedir a Soohe que pegue todo o necessário para mim, acrescente tudo em meu nome, está bem?

_Como quiser. -Chansung falou. _É bom ver você.

_Bom te ver também e já ia me esquecendo, daremos uma festa de fim de ano na empresa, leve Cat e as garotas eu.. mandarei os convites com os dados por e-mail, ok?

_Apareceremos. Muito obrigada e-Ele se aproximou de Momo. _melhoras. Nayeon, cuide bem dela. -Tocou o ombro das duas e se voltou para Taejong, explicou o que devia fazer e pediu licença para assinar a alta.

_Eu já posso me levantar. -Momo disse saindo da cama. Nayeon foi chamar uma enfermeira para tirar o soro e Taejong se aproximou dela e tocou seu rosto.

_Tem certeza de que está bem, Momo? Pode ficar quanto tempo quiser, querida, não se preocupe com isso.

_Eu estou bem, juro, e além do mais eu tenho treino. Preciso estar boa até sábado. -Ela disse e sorriu fraco.

_Olhe lá, Momo, não queremos complicações com sua saúde, poxa, precisamos de você forte, bem, descansada e com todas as vitaminas. -Ele segurou suas mãos.

Taejong sorriu, Momo soava como uma segunda filha para ele, como se aquela criança que se foi a anos estivesse de volta e ele pudesse cuidar, não por ser namorada de Nayeon mas por ser alguém que sua filha evidentemente amava, sua esposa amava e ele, consequentemente, acabou amando.

Para Taejong, não importava se ela era uma garota, se as duas estavam sujeitas a preconceitos, se poderiam ser julgadas e etc, o que importava é que as protegeria, que faria tudo ao seu alcance para que estivessem bem porque o amor falava mais alto que qualquer coisa e imediatamente, ele sentiu urgência em conhecer os pais daquela garota que tanto alegrava de ter conhecido.

Após a alta assinada, Taejong ajudou Momo a chegar no carro enquanto Nayeon explicava sua mãe o ocorrido. Os pais da japonesa a aguardavam em casa, ansiosos e aflitos por não terem ido até o hospital.

_Com licença. -Taejong disse ao entrar na casa, a cultura japonesa era tão evidente que se sentiu imensamente bem quase que instantaneamente.

Momo pediu que ele a deixasse no sofá e o agradeceu.

_Muito obrigada, senhor Im. -A mãe de Momo disse o reverenciando.

_Ah, deixe disso, senhora. -Ele a reverenciou. _O importante é que ela fique bem logo. -O homem viu o pai de Momo abraçar a filha e a tratar como se fosse quebrar a qualquer momento. _Muito prazer, Im Taejong.

_O prazer é todo meu, Hirai Mizuko. -Ele estendeu a mão, os dois se reverenciaram. _Muito obrigada por todo o cuidado com nossa filha, seremos eternamente gratos e devedores.

_Vocês não devem absolutamente nada, o maior bem que recebo é ter alguém como sua filha presente com minha filha. -Taejong sorriu largo. _Vocês fizerem um ótimo trabalho como pais.

_Digo o mesmo ao senhor, sua garota é de ouro. -A mãe de Momo disse sorrindo.

Nayeon, Tzuyu e Sana estavam próximas e cumprimentaram todos com reverências breves. Taejong entrosou em uma conversa com os pais de Momo que o ofereceram chá e típicos bolinhos de arroz.

Sana, Tzuyu, Momo e Nayeon ficaram na sala juntas, Sana estava tão estranha que Momo se segurava para não perguntar o que raios havia acontecido.

Durante duas horas, Taejong permaneceu ali. Quando a tarde virou noite, Nayeon pediu para ficar mais um pouco e Taejong levou Tzuyu em casa a pedido de Sana. Os pais de Momo foram convidados por Taejong para almoçarem lá no domingo e ao dizer isso a Han-a pelo telefone, a mulher surtou de alegria.

No quarto da japonesa, Momo e Sana aguardavam Nayeon subir depois de tanta conversa e risada com os sogros.

_O que está havendo? -Momo perguntou para Sana em japonês.

_Recebi uma ligação. -Sana disse brevemente. _Dahyun.

_Dahyun? -Momo estava surpresa. _O que ela queria?

_Ela queria me avisar. -Sana disse e esfregou o rosto. _Ela disse que Lucas está obcecado, que pode vir até nós a qualquer momento. O que mais me doeu foi ela dizer que precisa ficar ao lado de Yuta para se garantir porque se sair de lá, pode acabar morta.

_Dahyun está envolvida com drogas, não está?

_Com o traficante delas. -Sana esfregou o rosto. _Momo, eu não posso transparecer o quanto isso me preocupa, ainda mais que você sabe, Tzuyu é filha de milionários, Nayeon tem dinheiro até não poder mais, eu posso me defender, você também, mas e elas? Sequer conseguem fugir direito.

Momo sentiu um arrepio em sua espinha, de repente, todos os fantasmas passados estavam de volta.

_E tome cuidado com Kyulkyung, ela surgiu muito de repente, eu particularmente não confio nela.

_Entendo. -Momo suspirou. _Eu não confio nela totalmente, mas aparentemente Nayeon confia ou está começando a confiar. As duas trocam mensagens todo dia, essas coisas.

_Estou preocupada, Momo. Preocupada como nunca estive.

As duas se entreolharam e o celular de Nayeon começou a tocar, no visor, Momo viu o nome: Kyulkyung.

Na porta de casa, Tzuyu se despediu de Taejong que arrancou o carro com uma buzina.

_Shh... -Um garoto saiu dos fundos da casa. _Wo... aí... nì... -Ele sussurrou. _Wo.. aí... nì... -Sorriu e outro garoto apareceu.

Tzuyu engoliu em seco e olhou entre um e outro. Um se colocou atrás dela, ele tinha cabelos alaranjados, a agarrou e tapou sua boca. Ela sentiu um produto forte contra seu nariz e o respirou no susto, desmaiou e foi levada por eles em um Porsche que tinha o logo das peças do pai de Nayeon. 



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