História TWICE - perfectum imperfectum - 2Yeon - Capítulo 2


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Categorias TWICE
Personagens Personagens Originais
Tags Twice Nayeon Jongyeon
Visualizações 40
Palavras 988
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Verum tacitae



The truth untold - BTS  (Play)

Depois - Primeiro mês

  _Reage. Por favor. Precisamos de você. -A garota de cabelos castanho s sussurrou ao lado da cama da amiga, em prantos, tamanha angústia que circulava sua alma. Não suportava mais vê-la dormir dia e noite, chorar quando estava acordada e sequer sorrir.

Respirou pesadamente enquanto acariciava o rosto dela. Seu celular vibrou e ela o pegou no cos da saia, era uma mensagem de Samuel, companheiro de grupo do trabalho proposto pela professora de inglês cujo tema era Suicídio. Ele perguntava sobre a ordem da apresentação e imediatamente ela confirmou serem respectivamente Mina, Soyeon, Hui, Wendy, ela mesma e então Samuel. Encarou a tela alguns instantes. Seu papel de parede era uma foto do grupo de amigas, as mais íntimas, eram nove. A lembrança do quão feliz Jeongyeon era há um ano era assustadora se olhasse para ela atualmente. Era para ela estar fazendo aquele trabalho e encorajando todos, mas ao invés disso ela se tornou uma quase vítima do tema proposto pela professora.

_Querida, seus pais acabaram de me ligar. -O pai de Jeongyeon disse da porta e ela concordou.

Antes de se levantar, deu um beijo na testa de Jeongyeon e tocou sua testa na dela. Caminhou em direção ao pai da amiga e o abraçou, murmurando palavras de consolo. Ele a agradeceu por ter ido e disse que a esperava em breve, pedindo que desse um recado aos outros. Ela concordou e foi embora da casa. O pai de Jeongyeon olhou mais uma vez para a filha e enxugou as lágrimas que insistiam em cair, prometendo nunca mais deixar alguém machuca-lá daquela forma.

Na calçada, enquanto caminhava, Sana olhou para trás algumas vezes, lutava para não pensar no quanto queria brigar com a outra amiga por ter feito aquilo com Jeongyeon. Aquilo não ficaria da forma que estava. Não desejava o mal dela e sim que ela acordasse e percebesse o quanto estava errada e que fosse só um pouco quase tarde demais.

Mais tarde naquele dia, Sana estava com Jihyo, com os cabelos de pontas loiras e Chaeyoung que tinha os cabelos longos e ruivos, em um café no centro de Seul, o assunto sempre surgia, mesmo que tentassem, era difícil. Sempre surgiria. Jihyo suspirou e bebeu um gole de seu cappuccino enquanto observava os olhos de Sana enquanto ela relatava o que havia visto mais cedo.

_A Irma dela esta em Mônaco e de lá precisará passar no Brasil para resolver problemas em carros de formula um. Ela tentou conseguir férias antecipadas ou licença mas foi impossível. Os engenheiros estão em falta e ela é uma das poucas que sabe operar a função dos carros. -Sana disse enxugando a lágrima insistente. _O que me deixa mais brava é como aquela idiota não se importa. Ela não se importa. Ela fez tudo o que fez e agora simplesmente cospe em tudo.

Jihyo e Chaeyoung se olharam com um ar cúmplice mas não adiantaria argumentar com Sana, ela já havia se decidido em relação a outra amiga que deveria estar com o namorado em outra parte de Seul.

_Ela sairá dessa. Jeongyeon é a mais forte. Ela mesma diz isso. -Jihyo disse segurando a mão de Sana.

_Eu espero.

E a noite se seguiu. Chaeyoung não disse muitas palavras, só conseguia pensar na visita que recebeu na última noite e não contou para ninguém, aguardando o momento certo, não queria estragar tudo e possivelmente, independentemente do que aconteceria, seria apenas para o bem de Jeongyeon.

E lá se foi mais uma dia. Árduo, lento, tão doloroso para Jeongyeon que agora, após o efeito do remédio receitado pela médica, sentia aquele embargo no peito enquanto se encarava no espelho. Passou a mão nos cabelos e se assustou com suas próprias orelhas. A marca de batom em sua testa a fez sorrir brevemente, era a indicação de que Sana esteve ali. Sentia-se extremamente mal por não conseguir estar mais presente com as amigas sempre mas não conseguia reverter aquilo.

Ha poucos meses havia recebido o diagnóstico de depressão após passar dias na cama, dormindo e quando não dormia, chorava sem parar por horas. No fundo sabia o motivo mas odiava admitir uma vez que já era suficientemente ruim que seus amigos soubessem o que havia acontecido e agora simplesmente precisava seguir em frente mas não sabia como. Não conseguia se livrar do colar com um pingente de Estrela e da promessa que foi feita. O perfume ainda estava em sua estante e a falta dela gritava cada vez mais. Voltou para a cama, se sentou e olhou a noite já completamente reinando.

_Oh, você acordou. -A voz de sua mãe se fez presente. _Pedi pizza. O que acha? -A mulher sorriu e Jeongyeon concordou. _Eu trarei para você.

_Eu irei descer. -Ela disse e sua mãe sorriu tão largo que poderia ser enxergado a quilômetros.

Enquanto se levantava, pensou em tudo até aquele momento. Haviam momentos como aquele em que se sentia como si mesma outra vez mas então pensava nela e tudo acabava. Desceu as escadas e viu seu pai sorrir ao vê-la e ele foi até ela, a abraçando.

_Preciso de ar. -Disse e ela a soltou. _Diga-me que não é de frango ou prometo devorar cada mínimo pedaço.

_Seria uma honra de você devorasse tudo. Pedimos duas. -Seu pai disse e ela sorriu brevemente. _Isso foi um sorriso?

_Pode apostar. Eu estou me esforçando, papai. Terei de sair dessa uma hora, eu terei. Esse não é o meu eu. -Ela disse o abraçando outra vez.

Mas era só uma máscara. Havia aprendido a colocar aquela máscara incontáveis vezes e agora já era como uma parte sua que podia mostrar quando bem entendesse. Poderia estar no fundo do poço, não importava, iria se mostrar feliz e se isso fosse o bastante para os que estavam a sua volta ficassem bem, era o que importava.

Mas enquanto isso, morreria por dentro.



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