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História Twice - SAHYO feat. Kang Daniel - Eu, você e ele - Capítulo 20


Escrita por:


Notas do Autor


Ouçam Tutu do Camilo quando pedido 💜

Capítulo 20 - Dezenove



September 26th, 2019


_Sana? -Momo chamou ao entrar no quarto da amiga. _Sana? -Repetiu ao se aproximar dela.


Sequer se mexeu. Momo a olhou através da luz fraca do quarto, o cansaço do pós comeback e deixava zonza, tinha preocupação em excesso por Sana que não falava nada desde que chegaram, há três horas.


_Sannie? -Tentou de novo. Ela não se mexeu.


Sana olhava fixamente para o edredom, na porta, Jihyo a olhava ainda usando as roupas do stage, não havia se trocado porque ficou uma hora em reunião com JY e depois foi resolver questões da casa nova, o projeto de seu quarto precisava de um retoque final e ela foi opinar sobre.


_Eu sei que é difícil mas você precisa ser forte como sempre foi. -Momo tocou seu rosto. _As coisas não são simples ou como queremos, Sana. Eu sinto muito, mesmo, mas precisamos seguir em frente.


Sana continuou estática. Os cabelos rosas caiam lindamente por seus ombros, aquele blusão parecia apertado demais quando na verdade era a coisa mais larga que ela tinha no guarda roupas.


_Com licença. -A voz da mãe de Sana soou, ela tocou o ombro de Jihyo e entrou no quarto. _Filha. -Chamou e finalmente Sana se virou, a mulher cumprimentou Momo e Sana se jogou no abraço dela. _Oh, meu amor. Eu estou aqui, mamãe está aqui.


Momo se afastou um pouco da cena, ver a mais nova chorando daquele jeito era demais depois de tudo que havia abalado seu psicológico nos últimos dias, estava cansada de tantas lágrimas, brigas e desentendimentos.


_Eu quero ir pra casa. -Sana disse em Japonês a sua mãe. _Me leve de volta... por favor.. -O choro a fez tossir. Sua mãe a olhou com compaixão e acariciou seu rosto.


Jihyo engoliu em seco e permaneceu ali mesmo quando Momo lhe lançou um olhar chateado, bravo, quase que na intenção de a atingir.


_Desculpe.. -Sana disse.


_Não se desculpe, sabe que a culpa não é sua, está sobrecarregada e eu entendo. -Sua mãe sorriu atenciosa. _Quando seus compromissos cessarem, você ficará conosco novamente. Eu prometo que ficarei com você todos os dias.


No primeiro andar, Momo se sentou no sofá, Chaeyoung repassava algumas letras com Dahyun, Tzuyu e Nayeon estavam na varanda e pareciam discutir alguma coisa. Jeongyeon cantarolava da cozinha, com toda a certeza faria Cheese Kimbap e esse pensamento fez Momo sorrir mesmo que por um instante.


Os minutos se alastraram, ninguém havia dito nada e isso soava preocupante uma vez que durante o stage e as promoções, elas haviam rido juntas, tinham soado como família outra vez. Momo pensava que talvez aquilo fose uma fase ruim que elas superariam logo, afinal, toda familia tinha seus problemas. Ao ouvir o grito de Tzuyu com Nayeon, percebeu que talvez não fosse bem assim.


_Não precisa falar assim comigo. -Nayeon disse com o semblante cansado. Ela tambem usava as roupas do stage.


_Eu falo como quiser, oras. Por anos eu mantenho o tom de voz baixo, isso morre aqui. A partir de hoje eu não serei feita de idiota. -Tzuyu disse, mesmo brava, ainda tinh a lentidão e a calma na voz. Isso era uma característica sua.


As duas entraram na sala, Tzuyu foi até a cozinha e pegou a garrafa de gim na prateleira de vidro, virou uma dose em um copo minusculo e bebeu de uma só vez, sentiu o olhar de Jeongyeon e a viu negar com a cabeça.


_Okay.. -Nayeon ergueu os braços. _Essa coisa de... de relacionar com garota sendo que você é garota é um saco, um inferno, eu.. sequer poderia abraçar outra garota na rua ou poderia apresentar aos meus pais. -Riu tristemente. _Pra mim, já deu, se vocês me consideram homofóbica por isso, estão certas, vão em frente, chega. -Deu de ombros e se foi em direção as escadas.


_Por que não me contou que transou com ela? -Tzuyu questionou Momo e a viu bufar.


_Não achei que tivesse necessidade. -Momo murmurou.


Chaeyoung e Dahyun olharam para elas e Jeongyeon surgiu na porta da cozinha, não havia muito o que ser feito, era mais para ser observado e sentido.


_Essa coisa está nos arruinando. -Tzuyu disse com os olhos cheios de lágrimas. _Eu vou arrancar isso de mim nem que eu vá para uma igreja e ore vinte e quatro horas por dia, sem cessar, apenas pedindo pra que Deus tire esse maldito fardo das minhas costas porque EU NÃO AGUENTO MAIS! -Se levantou e foi para o quarto.


Momo esfregou o rosto, pegou o celular no cós da calça e se lembrou dos rumores de seu namoro com Heechul. Riu balançando a cabeça e bufou. Não havia cabimentos. Nada daquilo fazia sentido. Precisava ser Hetero ou.. não teria relevância. Estava decidida a jogar o jogo do mundo, se não perderia até mesmo sua própria mente.


_Você comeu? -A mãe de Sana perguntou se ajeitando na cama ao lado dela. _Está pálida, eu vi seu stage e a maquiagem cobriu bem isso, só que agora, está totalmente clara na minha frente e sabe que não admito mentiras, Sana.


_Eu não comi. -Sana disse com receio. _Não consigo comer nessa época, me sinto mal, pesada, sinto que não posso performar direito.


Jihyo ainda estava ali, era a líder e por isso, antes de chegar, a mãe de Sana pediu que ela ficasse ali caso a filha dissesse algo duvidoso. Por mais que odiasse, lá estava Jihyo tendo que ouvir que ela estava mal e aquilo se resumia unica e exclusivamente ao dano psicologico que vinha causando a ela. Sem reação, Jihyo decidiu que deveria sair dali, desceu as escadas, começou a chorar ao chegar no primeiro andar e olhou as meninas que ainda estavam ali.


A líder se abaixou, escondeu o rosto e chorou ao máximo, não conseguia segurar por mais que tentasse. Seu corpo doía, sua mente estava cansada, o torcicolo ainda doía e depois de tudo, ainda não tinha coragem de largar tudo por Sana e dentro de si, por mais que ainda a quissesse, decidiu deixa-la ir de vez.


Não seria fácil, mas precisava. O primeiro passo imediato foi ligar para Daniel que ja estava de volta dos negócios da empresa, marcou um jantar com ele na mansão em Hongdae, subiu e se arrumou, estava um pouco tarde e mesmo assim, precisava ir. Olhou para Sana uma última vez e se despediu de sua mãe, suas coisas estavam em sua mochila e antes de sair, deu tchau as meninas que em seus quartos pareciam mais perdidas que a própria Jihyo.


Jihyo pediu que o manager a levasse em sua Mercedes, durante o trajeto, sentia-se decidida mas um incomodo persisitia em seu corpo, não a deixando pensar com clareza. O carro logo parou em frente a mansão e ela o agradeceu, pediu que a buscasse dali há tres horas, quase de madrugada. Tomou cuidado para não ser vista e entrou na propriedade as pressas. Daniel sorriu para ela ao aparecer usando o terno rosa, Jihyo mal o deixou respirar e o beijou com toda urgência possivel. Sentia-se mal, presa, uma total idiota, mas tinha que vencer aquilo que sentia por Sana.

_Você tomou isso? -Jeongyeon perguntou Sana ao erguer uma caixa de comprimidos que tinha dois espaços vazios. A viu assentir. A mãe dela havia acabado de sair e as garotas se preocuparam. Jeongyeon saiu do quarto e mostrou o remedio para Nayeon que arregalou os olhos.

_É próprio para acalmar, dar sono, é tarja preta.

_Ela tomou dois. -Jeongyeon disse e Nayeon foi até a cozinha e pegou leite em um copo grande, subiu correndo e entrou no quarto de Sana.

_Beba. Agora. -Disse e a viu erguer o rosto já sonolento.

_Não quero. Odeio leite puro. Me deixa em paz. -Cobriu o rosto.

As garotas abaixaram a cabeça e saíram do quarto.

_Não sei o que fazer. -Nayeon disse andando de um lado para o outro.

_Onde está a caixa? -Jeongyeon perguntou.

_No quar- Porra! -Nayeon gritou e subiu correndo, Chaeyoung e Dahyun foram atrás. _Sana!

A japonesa se descobriu irritada.

_O QUE DIABO VOCÊS QUEREM? SACO! -Bufou. _Eu estou cansada, me deixem em paz.

Nayeon suspirou aliviada ao ver a caixa no mesmo lugar, pegou para se certificar e a levou consigo para fora.

A noite se alastrou, em Hongdae, Jihyo se sentou na cama com o lençol cobrindo seu corpo, sentia-se um pouco melhor. Observou Daniel dormindo, ele era lindo, definitivamente o tipo perfeito de homem. Voltou a se deitar ao lado dele, o braço forte a abraçou automaticamente e ela beijou seu rosto antes de voltar a cochilar até a hora de ir para casa.

¨¨¨¨¨¨

September 27th, 2019

_Sannie... -Momo sussurrou no backstage da segunda perfomance.

O sorriso forjado estava lá, quase perfeito, tanto que era convicente demais. Ela pediu ajuda de Momo com a roupa e o microfone na orelha, sorriu largo e a abraçou antes de aguardarem a apresentação que estava acontecendo. Jihyo sentia a massagem da staff e fazia caretas de dor, a noite passada mão ajudou uma vez que foi brincar de lutinha com Daniel, isso apenas piorou sua dor.

_Prontas? -Jihyo perguntou ao se levantar. As garotas concordaram. Olhou para Sana que desviou o olhar imediatamente e se encaminhou para perto do palco.

A apresentação foi rápida, Jihyo sentia o cansaço, Sana andava como se nada estivesse acontecendo até chegar no banheiro onde desmoronou e por sorte, Momo a seguiu até lá e a abraçou. A mais velha segurou Sana, com firmeza, tanta que temeu a machucar. O choro ficou alto, Nayeon ouviu e foi até e viu a cena. As duas se seguravam, Momo trocou um olhar com Nayeon e o desviou imediatamente.

Uma tensão se instalou entre as garotas ao longo do dia. Sana mal falava, não queria conversa com ninguém e quando chegou, tomou mais comprimidos.

Os dias se seguiram assim, depois dos compromissos, voltavam para casa e mal se falavam. Sana tomava comprimidos para dormir e por fim, aquilo acabaria virando um hábito.

Mina decidiu participar de um compromisso com elas e notou a tensão que foi quebrada apenas durante o programa, depois tudo voltou a como estava antes. A japonesa pediu para voltar para a casa de seus pais em Daegu e deixou as oito sozinhas novamente. Cada um teria um compromisso individual, as aparições em programas poderiam ser uma chance de reconciliamento mútuo mas estavam apenas piorando graças a farça que projetaram em suas cabeças.

Sana, de todas, era a pior. Sequer perguntava as coisas as meninas, ignorava Jihyo como se ela sequer existisse e vez ou outra abraçava Momo como se ela fosse seu resgate.

De tudo, os fansigns foram os momentos mais torturosos porque a alegria que transmitiam era verdadeira com os fãs mas não parecia entre elas. No fim do primeiro dia de fansign, Jihyo tentou falar com Sana sobre o lightsick mas ela sequer se virou para olha-la, colocou os fones e saiu em direção ao carro da empresa. O segundo dia foi mais tenso por causa de uma discussão entre Nayeon e Momo que quase saiu com crise de pânico de Nayeon. O terceiro dia foi o estopim. Sana e as garotas estavam bem ao extremo diante de todos, um passo para fora do lugar do fansing e a japonesa foi a primeira se isolar novamente. Vestiu uma blusa maior, colocou os fones num volume alto e ignorou todas até chegarem em casa.

Por quatro dias, seguiram se ignorando em casa, a primeira a se sentir extremamente incomodada foi Chaeyoung que surtou no sábado e afirmou que se continuassem daquela forma, deixaria o grupo e iria viver no Japão com Mina.

_As vezes eu me lembro do Sixteen, de quando eu saí. -Momo disse quebrando o gelo e atraindo a atenção de todas. _Pensei que meus sonhos tinham acabado ali mas me dei conta de que se eu me entregasse, jamais conseguiria então eu só segui praticando até conseguir. Penso nisso em situações como essa e imagino se eu não fosse parte disso, do Twice. Eu teria debutado no itzy? Ou seria da black label? Estaria no Japão estudando ou trabalhando no estúdio da minha irmã? Quem sabe.. por Deus, em momentos como esse eu gostaria de estar em Kyotanabe comendo bolinhos de arroz e ouvindo o meu vizinho tocar flauta de bambu. Eu memorizaria os outros mil kanjis antigos e plantaria arroz, longe de estresse e preocupação, só.. dança e arroz. -Sorriu e então gargalhou. _Só que depois olho para vocês e me arrependo da minha imaginação porque eu não sou nada sem vocês. Com vocês eu sou Hirai Momo, Momoring. -As meninas sorriram. _E eu me sinto um nada sem vocês, eu sou nada sem vocês, na verdade. -Encarou o chão. _Quando penso sobre essa sociedade opressora eu me lembro que com vocês sou mais forte e consigo superar todos os meus medos e mesmo que o meu eu idiota tente me colocar para baixo eu ainda tenho vocês lá por mim. Não aguento mais ficar assim, bem nas câmeras e mal por trás delas, que é onde devemos ser verdadeiras. -O suspiro longo fez as meninas pensarem sobre a atual situação com um olhar mais claro. _Eu quero ser verdadeira assim como quero que vocês tambem sejam. -Momo disse isso mais para Jihyo e Sana que para as demais.

_O que fazer numa sociedade dessas? Me diga, por favor. -Jihyo começou, tinha a voz grave, um desespero súbito percorreu seu corpo. _O que eu faço com o que sinto por você? -Olhou para Sana. As meninas as olharam. _O que eu faço com isso? -ergueu o dedo que continha a aliança. _O que eu faço com meus pais conservadores? O que eu faço com o meu medo? -Engoliu em seco e se colocou andando em circulos. _O que eu faço com a vontade de desistir de tudo isso? eu não tenho clarezas, verdades, nada a dizer que vocês já não saibam, tudo que eu mais queria agora eram respostas que eu sei que jamais virão! -Bateu em suas coxas com raiva. _Eu me odeio por isso, eu me odeio por fazer você se sentir assim, eu odeio colocar vocês nessa situação só que... não tem volta.

_Há volta. -Sana foi para a frente dela, sentia-se fraca, a voz era mais séria e menos fina que o de costume e de certa forma, soou um alívio para todas as meninas. _Mas não vou soar desesperada, mesmo que eu esteja, Jihyo eu... eu estou abrindo mão de mim por você, porque sei que em todos os momentos você abre mão de você por nós. Só.. -Se deu por vencida. _vá em frente, faça o que você sabe que é o certo em nome da empresa e da sua família. Eu livro você disso, eu tiro esse julgo de você. Apenas seja feliz, se case, tenha filhos e... continue a líder impecável que é. Prometo que farei o mesmo.

Jihyo desabou, as garotas abaixaram suas cabeças, Momo saiu chorando para a varanda e Sana, com toda a força emocional do mundo, abraçou Jihyo e sentiu-se enjoada por estar "terminando" aquilo.

_Me perdoe.. por favor. -A líder pediu.

_Está tudo bem. -Sana a ergueu e a abraçou apertado. _Calma. Ficará tudo bem.

E ficaria.

Depois da tempestada, vem a bonança.

Sana pensou sobre isso dois dias depois enquanto ouvia Justin Timberlake sozinha na sala de dança da empresa. Criava movimentos aleatórios e sentia seu corpo mole por causa do rémedio para ansiedade. As apresentações a consumiam, o tempo era curto, não conseguia dormir direito, não conseguia comer direito, sua mente borbulhava e então ouvia Jihyo.

_Hora de ir. -Soou e parecia coincidência. A líder desligou o som e cruzou os braços caminhando lentamente até ela. _Você precisa descansar mais.

_Sinto que preciso praticar mais. -Disse com a voz ainda mais fina.

_Mas agora, descansar. -Jihyo disse bagunçando os cabelos dela. Sana sorriu largo, se perderam nos olhos uma da outra até Chaeyoung bater palmas avisando que iriam logo.

Sana saiu ao lado de Jihyo, colocou os airpads e a playlist de animes começou a tocar. Jihyo franziu o cenho ao vê-la cantarolar em japonês. Momo pegou um dos fones de Sana e as duas começaram a cantar juntas.

_Me sinto uma estrangeira na minha própria terra. -Dahyun disse enquanto ouvia as duas.

_Você sabe o que isso significa? -Sana perguntou Momo ao mostrar uma palavra na tela do telefone. Ela balançou a cabeça negativamente.

Ao entrarem na van, uma música em espanhol ressoava, o manager abaixou mas Jihyo pediu que deixasse alta, obrigando Momo e Sana a tirarem o fone para aproveitarem a batida. Jeongyeon ria baixinho da forma como Jihyo olhava para Sana enquanto a mesma fazia gracinhas fingindo saber cantar a música. Pelo visto, haviam voltado ao normal.

Chaeyoung, por outro lado, se enfiou em seu próprio mundo, provavelmente pensava em Mina e a queria por perto. Tzuyu olhava para Nayeon que não estava muito falante aquele dia e pensava em como fazer para ficar com ela mais uma vez. As mensagens no telefone dela pareciam de alguém interessante o bastante e isso a fez respirar frustada.

Em casa, Sana entrou primeiro, seu humor parecia enfraquecido e lá foi ela para o rémedio, os dias escuros ainda estavam presos a ela. Jihyo colocou a playlist de pop latino que Jackson criou pra tocar.

(Play TUTU - Camilo)

_Vamos tentar dançar? -Sana disse animada para Momo que concordou. _Prometo que será só uma e vamos dormir. -Falou olhando para Jihyo que sorriu em afirmação.

Sabia que seria um perigo ver Sana daquele jeito mas devia alimentar seus demônios ocultos, precisaria deles lá na frente.

A batida lenta soou a princípio, Sana dava passos lentos, remexia o quadril de forma suave, era para enlouquecer, sua arma no momento seria aquela. Quando o refrão começou com uma batida mais forte, Sana rebolou para valer, Chaeyoung abriu a boca com a malemolência do corpo das japonesas que pareciam combinar os movimentos.

Sana usou Momo de "polo" e remexeu todo o corpo como se descesse se apoiando nela. Momo, pra não perder a corrida, incitou movimentos sexuais com Sana e a viu rir. Jihyo olhava com lascívia, era perigoso demais para seu próprio bem. Durante a segunda parte, Sana empinou o quadril pra trás e Momo rebolou atrás dela, quebrando o quadril para frente e para trás.

_Uah.. -Dahyun murmurou cutucando Nayeon que parou de olhar para o celular e as observou de boca aberta.

Sana ficou de frente para Momo e incitou movimentos vai e vem enquanto agarrava o pescoço dela. Era quente, Momo admitia, mas era mais engraçado por sentir o olhar de Jihyo. Iria ousar, mesmo com todas as palavras, sabia que ela jamais deixaria Sana fácil assim e então, a levaria a loucura com o ciúmes.

Momo desceu as mãos pelo corpo dela sem deixar de remexer ao som da música e quando subiu, ergueu a blusa de Sana e as meninas murmuravam eufóricas. A sincronia as levaria a um show erótico.

Sana a sentiu agarrando seu corpo e incitando mais um vai e vem extremamente quente, firmou as mãos nos ombros dela e olhou em seus olhos, viu que apesar da brincadeira, tinha uma pitada de desejo ali e honestamente, aquela noite, aproveitaria.

Para finalizar, Sana rebolou juntinho de Momo e quando a batida parou, as duas estavam com as testas coladas.

_Calor... -Chaeyoung disse subindo correndo.

_Inferno. Pouca vergonha. -Nayeon disse mordendo o lábio com um sorriso malicioso.

_Vou tomar banho. -Sana disse rindo para Momo.

A japonesa mais velha a seguiu, antes notou o olhar de Jihyo em sua direção e ela parecia desconcertada.

_Deus do céu.. vou ligar para um daqueles garotos. -Dahyun disse se abanando.

Tzuyu riu baixinho do sofá e viu Jeongyeon fechando a porta.

_O que eu perdi? -Disse sorridente. Tzuyu bateu no sofá para que ela sentasse ali.

No banheiro do corredor, Sana colocou a banheira para encher e começou a tirar a roupa, não ouviu a porta ser aberta graças ao som da água e então só sentiu os braços quentes ao redor de sua cintura e pelo perfume, gelou da cabeça aos pés.

_Louca. -Sana sussurrou. _Se nos pegam...

_Não vão dizer nada. -Sussurrou e a virou, a beijou com tudo, sem dar Sana tempo de responder. As língua lutaram por domínio e como no momento inicial, Momo venceu. A japonesa sentiu um embrulho no estômago quando sua língua se enroscou de vez na de Sana. Gentilmente quebrou o beijo.

_Desculpa.. -Disse e fez uma careta. _Seu beijo é muito bom mas sinto que-

_Estou beijando minha irmã. -As duas disseram e riram. _Fomos irmãs na outra vida, tenho certeza. -Momo falou entrelaçando seus dedos. _Mas seu beijo também é bom.

Sana sorriu timidamente.

_Huh... que estranho. Por que eu não podia me apaixonar por você? Sei que já disse isso mas podia tanto ser você, ou Eunha ou até mesmo Jinyoung.

_Acho que você deveria dar uma chance a Jinyoung. -Momo falou acariciando o rosto dela. No corredor, Jihyo ia pegar uma garrafinha de água e parou para ouvir a conversa.

_Jinyoung? -Sana bufou.

_Ele é um cara bacana, sério na medida, e o melhor: também é da JYP. Você não precisaria se preocupar com nada demais se seu namoro viesse a tona.

_Eu nem sei se gosto de.. -Sana fez uma careta.

_Nunca vai saber se não experimentar. Eu não sou lá muito afim, mas nunca se sabe... -Momo deu de ombros. _Dê uma chance ao garoto, sei que Eunha é a fofura em pessoa mas seria ainda mais complicado, por isso.. tente Jinyoung.

Sana pensou sobre aquilo, decidiu que consideraria pensar um pouco mais. Jihyo travou o maxilar, coçou a nuca e saiu dali.

Momo deixou Sana tomar seu banho e foi se deitar, não queria ter que encarar Nayeon mesmo após aquele momento na sala, seu coração não a obedeceria e sua mente menos ainda. A proximidade era um perigo.

Já Sana, ficou o banho todo pensando sobre tentar com Jinyoung sendo que seu coração e mente eram de Jihyo, mesmo que decidisse acabar com aquilo, mesmo que repetisse um bilhão de vezes, sempre seria ela.

Quando saiu envolta na toalha, as meninas já descansavam em seus quartos, ao entrar no seu, viu Jeongyeon dormindo serenamente e silenciosamente foi pegar um blusão fino e uma calcinha, depois desceria pra jogar. A exaustão se foi graças ao banho e então aproveitaria o mínimo de tempo livre possível.

Ao chegar na sala, uma das músicas latinas ainda tocava baixinho, a luz da cozinha fornecia uma iluminação fraca para a sala e na penumbra, Sana viu Jihyo sentada na varanda com um roupão repleto de carácteres chineses.

Engoliu em seco e foi pegar o iPhone 8, se sentou no sofá e iniciou o jogo. Encolhida ali, viu Jihyo ir até a cozinha e pegar um copo d'água, ela foi e se sentou no outro sofá, Sana viu que ela parecia nervosa, relutante, parou o jogo e se levantou.


_Devia descansar, amanhã será puxado. -Jihyo disse bebendo um gole. O cabelo curto estava cheio, aquele seria o modelo dos próximos stages e Sana babava em como ficava bem nela.


_Você está certa. Deveria ir também. -Disse e sorriu de canto _Boa noite, Jihyo-ah.


Jihyo sorriu de canto e a viu passando, não se aguentou e se levantou, segurou o braço de Sana e a puxou para um beijo. De volta a estaca zero e honestamente, para Sana a estaca era boa demais para ser zero.


A língua quente de Jihyo brigava com a da japonesa, as mãos firmes apertavam seus seios e lá estava Sana entregue novamente. As respirações ofegantes se mesclavam a música que tocava e Jihyo sorriu por dentro ao pensar que estava louca de vez. Quebrou o beijo e através da luz fraca viu Sana com um semblante tão sexy, de pura entrega, que não conseguia se controlar.


_Desculpa.. desculpa.


_Até quando você vai ficar se desculpando quando sabe que é exatamente isso que queria? -Segurou seu rosto. _Você é uma idiota completa.


Jihyo sorriu em meio ao choro.


_Esse sorriso lindo... -Sana sussurrou e encostou suas testas. _Fique comigo, Jihyo.


_Você me mandou ficar com ele.


_E desde quando líder recebe ordens? -Disse num fio de voz. _Eu quero que você seja a minha namorada, noiva, esposa...


_Não dá.. -Jihyo se agarrou a ela e chorou mais intensamente. Era sempre a mesma coisa.


_Eu sei. Por isso, paramos aqui outra vez, como antes. -Sana disse e se desvencilhou dela. _Boa noite, Jihyo. -Sorriu fraco e foi em direção as escadas.


Sozinha, Jihyo ainda mantinha a mão que tocava o rosto dela no ar. Nunca pensou que poderia se perder tanto por alguém.




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