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História Twice - SAHYO feat. Kang Daniel - Eu, você e ele - Capítulo 21


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Capítulo 21 - Vinte


October 1st, 2019

Enquanto o vento frio preenchia as aberturas de seu agasalho, por alguma razão, Sana sentia que o inverno daquele ano seria um dos piores de sua vida. Observava a vista de Seoul do apartamento, pensava no que ainda estava por vir em sua carreira, pensava no quanto seu joelho doía por conta da prática, pensava em seus pais e em como queria estar com eles, pensava em Mina que hora ia para o Japão e hora voltava para a Coreia. Pensava tanto que sua cabeça já começava a doer.

Tentava jogar mas não conseguia se concentrar, os comprimidos a ajudavam a controlar a ansiedade e por mais que tentasse, a sentia devorar seu corpo de pouco em pouco.

Nos últimos dois dias, viu Daniel circulando com Jihyo na JYP pra cima e pra baixo, viu os dois juntos demais para o bem de todos ao redor. Estavam como carne e unha. A única coisa que a deixava menos raivosa era que Jihyo havia voltado para morar com elas por enquanto.

Enquanto se lembrava, respirou fundo e sentiu a brisa fria em seu rosto. A risada baixa de Chaeyoung soou enquanto ela cantava com Dahyun em japonês. Bufou. Ainda havia o comeback japonês e isso a cansaria duas vezes mais.

A exaustão emocional a devorava, precisava sumir, precisava ir para longe mas não havia como. Não podia enfraquecer. Ergueu os olhos para o céu na virada da tarde para a noite e orou para que tivesse mais forças. As mãos ficaram juntas na frente do rosto, os cotovelos estavam apoiados no parapeito de vidro, sua mente se desligou do que estava ao seu redor e se focou apenas no céu, no que pediria.

Jeongyeon cruzou os braços ao se apoiar na porta de vidro, olhou Sana com carinho, sentia ela se queixar internamente daquela dor e não havia nada que pudesse fazer para ajudar. Sentiu o sentimento de compaixão invadir seu corpo e se afastou com medo de sua própria fraqueza.

_Já vai? -A voz de Nayeon despertou Sana do transe em que estava.

_Sim. Daniel está me esperando com a mãe dele. -Jihyo disse. _Como estou? -Perguntou alegremente.

_Linda. Esse vestido ficou ótimo. -Nayeon disse sorrindo largo. _Aproveite a noite.

_Pode deixar. -Piscou.

As garotas se despediram dela que saiu deixando um rastro de perfume para trás. Sana suspirou profundamente e saiu dali em direção ao quarto.

Não conseguia se ver, não conseguia sentir, por mais que se mostrasse bem, que seus sorrisos disfarçassem, não conseguia esconder seu olhar e isso fez Momo ir imediatamente atrás dela no quarto, a japonesa mais velha se deitou ao lado da amiga e a abraçou apertado. Sana chorou baixinho, apertava a blusa de Momo.

Na porta, Tzuyu observava e engolia em seco enquanto trocava olhares dolorosos com Momo que sussurrava para Sana em japonês que uma hora tudo iria se ajeitar.

As horas passavam e a medida que passavam, pior Sana se sentia. Até meia noite e meia, Momo ficou abraçada a ela. Jihyo chegou dez e cinquenta e seis, passou por lá, trocou poucas palavras com Momo e viu Sana olhando fixamente pra o chão sem mover um músculo e apenas meia hora depois ela dormiu, era como se estivesse esperando Jihyo ir primeiro, Momo pensou consigo que talvez estivessem diante de um problema grave e não estavam se dando conta.

October 2nd, 2019

_Bom dia. -Chaeyoung disse bocejando, se sentou e conferiu as horas após ouvir a resposta das meninas. Oito e meia. Se ajeitou na cadeira e pegou a jarra com suco de morango. _Vocês... bateram morango com... leite de soja? -Cheirou. As meninas confirmaram, ela bebeu um gole e adorou.

_Aproveitem parte do dia livre, hoje a noite precisamos ajustar algumas coisas para o comeback japonês. -Jihyo disse saindo da mesa e indo para a cozinha lavar seus talheres. _Vou sair e volto em duas horas.

_Ok. -Momo falou e bebeu um gole de seu chá. _Sannie, o que acha que irmos fazer compras?

Sana balançou a cabeça negativamente e pediu licença antes de ir para o quarto, deixou seus talheres na mesa e silenciosamente, Jihyo foi até lá e os recolheu sob os olhares pesarosos das meninas. Momo suspirou e sorriu de canto antes de fazer a mesma coisa que Jihyo. Na cozinha, as duas estavam lado a lado, o silêncio desconfortável se instalou, alguém precisaria quebra-lo. Momo assumiu a responsabilidade.

_Como está Daniel? -Perguntou com um embargo na garganta. Por sorte, a viu sorrir.

_Ele está bem. Está com alguns trainees hoje. Obrigada por perguntar. -A líder limpou a bancada. _Quando Tina voltará?

_Já era para ela ter chegado, o que é estranho. -Momo disse e sorriu sem mostrar os dentes. Aquele corte de cabelo a deixava mais adulta e Jihyo gostava disso. Após enxugar as mãos, Jihyo tirou um cabelo de cílio que estava próximo do olho da japonesa e a mostrou. _Obrigada.

_Por nada. -Jihyo disse e esperou Momo terminar para abrir os braços e a abraçar. _Sinto sua falta.

_Eu sei. Também sinto a sua. -Beijou o ombro dela. _Eu amo você, muito, não esqueça disso. E desculpe por toda a briga, é que eu... me preocupo com todas.

_Eu sei disso, e nem dá para ficar brava com você. -Jihyo gargalhou baixinho. _Você é tudo que eu poderia querer na minha vida, Momo, sério, acho que... o universo queria que fôssemos amigas.

_Ele é um cretino não cretino. -Momo a olhou nos olhos. _Obrigada.

_Obrigada. -Jihyo a abraçou de novo.

Naquele gesto, as duas se encontraram outra vez, não precisava dizer muita coisa ou tentar esclarecer o que já havia acontecido. Momo sabia o que se passava dentro dela apenas pelos olhos reveladores e isso já era mais que suficiente para que finalmente a deixasse sozinha com seus pensamentos internos, com suas decisões e apenas a apoiasse quando finalmente tivesse um veredito.

Momo sabia qual era e honestamente, doeria muito quando ela dissesse em voz alta.

_Mina? -A voz de Chaeyoung soou alta na sala de estar. _Céus, como eu senti sua falta.

_Eu vivo sentindo sua falta. -Mina disse calma. Bagunçou os cabelos de Chaeyoung e deu um selinho nela. Dahyun fingiu se derreter e Nayeon riu alto. _E eu... trouxe isso! -Mina abriu a sacola e mostrou parte da fantasia de Chaeyoung. _Mãos de tesoura.

_Woah! Você conseguiu. -Chaeyoung sorriu animada.

_Na verdade... eu consegui. -Kai, irmão de Mina disse aparecendo na porta carregando inúmeras sacolas. _é bom ver você, Chaeng... e vocês, garotas. -Ele as reverenciou entrando no apartamento.

_KAI! -Dahyun gritou e correu até ele. _Você está ótimo, emagreceu!

_Aigoo! Engordei três quilos e você diz que emagreci? -Ele abraçou Dahyun. _É bom ver você, Hyun.

_Pensei que não te veria nunca mais. -Momo falou em japonês. O cumprimentou com um toque de mão e um abraço.

_Está ficando mais forte. -Kai disse a Momo enquanto gargalhava.

_Kai-ah! -Jihyo brincou e o abraçou.

_Céus, você ainda é vivo? -Jeongyeon desceu as escadas.

A última a cumprimentar Kai foi Tzuyu que gentilmente o abraçou e começaram a falar sobre os animes que estavam assistindo e o quanto ela estava atrasada. Mina aproveitou para ficar com Chaeyoung, aos poucos entrelaçaram os dedos, devagar se abraçaram com carinho, Chaeyoung acariciava os cabelos de Mina, brincava com sua mão e fazia piadinhas sobre coisas aleatórias apenas para vê-la sorrindo. Notou um nervosismo por parte dela e afagou seus ombros. Kai observava enquanto conversava com as meninas e quando Chaeyoung pensou que estaria ferrada, ele sorriu e piscou para ela.

Nesse meio tempo, Jihyo saiu, Sana sequer apareceu e Kai deu falta dela e as garotas o enrolaram com uma desculpa de cansaço. O homem sorriu frustrado, gostava das garotas como se fossem suas irmãs e por isso se preocupava tanto.

_Posso falar com você? -Ele se aproximou de Chayoung quando as meninas foram preparar algo para comer. Ela concordou e engoliu em seco. Foram para a varanda e ele observou a vista antes de sorrir e começar. _Obrigada por tudo que tem feito por minha irmã, Mina realmente gosta de você.

_Não precisa agradecer. -Chaeyoung sorriu de canto.

_Eu aprecio a forma como vocês se cuidam, mas há algo sobre o qual preciso te questionar. -Ele assumiu uma postura séria e ela afirmou. _Você gosta dela como gosta de Jihyo e as outras ou você gosta da minha irmã de outro jeito? Não se ofenda, sei que isso é meio.. presunçoso mas, eu preciso saber.

_Não posso mentir para você. Eu gosto de Mina como... como você gosta de Hara. -Ela disse e o viu sorrir.

_Eu já imaginava, mas precisava ouvir de você. Saiba que tem todo o meu apoio. -Ele bateu em seu ombro de levinho. _Mas nossos pais... se eles souberem disso, acabou para vocês.

Chaeyoung sentiu um baque forte.

_Co-Como assim? -Franziu o cenho.

_Desculpe a franqueza.. -Ele ficou sem graça e suspirou. _Meus pais são extremamente conservadores, você sabe disso, rezam todos os dias para que Mina e eu possamos nos casar, ter filhos e etc. Até nomes para nossos cônjuges eles dizem... é bizarro. -Ele se arrepiou e balançou a cabeça. _Ou seja, eles não apoiam Hera e eu, é triste, mas real e..

_Kai, eu sinto que há algo que você quer dizer mas está enrolando. -Chaeyoung foi quem assumiu a postura séria.

_Eles odeiam homossexuais. -Disse diretamente e viu Chaeyoung travar o maxilar. _Diversas vezes já se pronunciaram contra, detestam ver casais gays em público e já arrumaram confusão por isso, principalmente minha mãe.

_Ok.. sua mãe é e sempre vai ser sua mãe e a de Mina, isso eu não posso mudar, mas o pensamento dela eu posso. -Chaeyoung cruzou os braços. _O que eu sinto por sua irmã, não é nem de longe passageiro, paixonite, ou qualquer baboseira que adolescentes inventam, que isso fique claro, ok? -Disse e tocou o ombro dele. O rapaz confirmou. _Eu lutarei por Mina, lutarei por nós, se eu tiver que enfrentar seus pais eu vou enfrentar, se tiver que enfrentar o mundo, eu vou enfrentar, nem que eu precise aprender japonês. -Os dois riram. _Eu amo sua irmã. -Chaeyoung disse e de trás da cortina, Jeongyeon ouvia tudo com o coração meio aliviado e meio apertado.

_Eu a ajudarei a enfrentar tudo que precisar, contanto que nunca desista Chaeng, por Deus, Mina te ama, é só olhar para ela quando estão juntas. Como irmão mais velho, eu lhe imploro, nunca desista. -Ele segurou as mãos dela.

_Eu não vou. -Chaeyoung sorriu largo e o abraçou.

Prometeu a si mesma que iria fazer o impossível pelo amor que sentia, algo lhe dizia que não poderia ser tão difícil.

Em uma loja de luxo, de máscara cirúrgica e boné, Jihyo procurava algo ideal de presente para Daniel. Tentava se concentrar nos gostos dele, no que já conhecia, no que sabia que ele iria amar, mas sua cabeça não queria ser racional.

Percorreu os dois andares da loja, pensava em coisas aleatórias para se desviar do que realmente gostaria de pensar e por fim, acabou cedendo ao seu instinto de pensar diretamente em Sana. Não conseguia evitar, as caixas de som da loja não ajudavam, o tempo não ajudava, ficar com Daniel não estava ajudando e isso machucava. Estava cansada de se machucar.

Bateu os olhos em uma vitrine repleta de vestidos rose, os modelos eram estupendos, imaginou como seria ver Sana com um daqueles, de preferência o primeiro que era justo e beijaria as curvas dela. Sem controlar seu impulso, decidiu que levaria para ela.

Saiu da loja com o vestido e foi as cegas para o carro. Entrou, estava transtornada por dentro, seu coração batia forte, isso acontecia quando algo não estava certo ou como um aviso de que nada ficaria certo. Aquele certo era repleto de incertezas que fizeram Jihyo ir para casa.

Dirigiu rápido, seu corpo tremia, já era a segunda vez que ficava daquele jeito em menos de dois dias. Sentia-se péssima, mas não conseguia fingir tanto tempo, não dava. Quando estacionou em frente ao prédio, desceu com a sacola na mão, o suor escorreu por seu rosto sendo que o tempo estava frio. Batia o pé quando aguardou o elevador subir, ao chegar no andar, respirou fundo e foi em direção a porta.

Abriu e viu Chaeyoung deitada no sofá com Mina abraçada a ela, a japonesa dormia com o braço envolto na mais nova que sorriu ao ver Jihyo. O silêncio a fez sorrir aliviada. Foi para o segundo andar após beijar Chaeyoung na testa e trêmula, se aproximou do quarto de Sana e Jeongyeon. A japonesa estava acordada, encarava o teto e então viu Jihyo na porta e sorriu de canto antes de se virar para a parede. A líder tirou o boné e a máscara, foi até lá e puxou o edredom, se ajeitou ao lado de Sana a envolvendo com um braço.

Jeongyeon dormia com os fones no ouvido. Jihyo abraçou Sana apertado, a japonesa tremeu com o contato do corpo dela, o perfume de Jihyo era viciante. A líder suspirou e beijou o rosto da japonesa, os cabelos rosas cheiravam tão bem que ficava ainda pior para Jihyo manter o controle.

_Por que você insiste? -Sana questionou baixinho.

_Eu tenho medo. -Jihyo sussurrou. _Mas eu fujo e o próprio vento me traz de volta pra você.

_Amanhã ele te levará de novo. -A japonesa suspirou e entrelaçou seus dedos aos dela. _Eu não quero ficar sem você, Jihyo, mas não quero ficar à deriva enquanto você sente medo.

_O que eu posso fazer, Sana? Eu já expliquei um milhão de vezes. -Bufou e a apertou mais. _Eu amo você mas-

_Por favor, saia. -Sana disse imediatamente. _Saia agora. -Tirou o braço dela de seu redor. _E nunca mais repita que me ama, porque se me amasse, não faria o que faz, ao menos iria me respeitar. A melhor coisa que vou fazer vai ser dar uma chance a Eunha.

_Eunha? Ficou louca? Eu faço isso acabar em dois tempos! -Jihyo praticamente gritou ao se levantar.

_Viu? Você não me ama, se amasse, iria querer a minha felicidade. -Sana disse começando a chorar. _Eu sim amo você PORQUE INDEPENDENTE DE TUDO EU AINDA TORÇO PELA SUA FELICIDADE, MESMO QUE SEJA COM ELE! -Berrou e saiu da cama.

As meninas imediatamente apareceram e Jeongyeon tirou os fones ao ver as duas de pé. Jihyo andava de um lado pro outro.

_EU NÃO VOU SER FELIZ COM ELE. -Jihyo rebateu.

_ENTÃO POR QUE INSISTE EM FICAR COM ELE? -Sana respondeu no mesmo tom. O rosto avermelhado assustou Momo que se preocupou com a respiração desregulada dela. _Você gosta de me ver sofrer, é a única explicação. Eu sou uma idiota, uma imbecil, uma... besta! UMA OTÁRIA POR TER ACREDITADO EM VOCÊ! -Sana a empurrou. _Eu fui pra cama com você, deixei você me usar e me fazer seu brinquedo, mas agora acabou. ENTENDEU? ACABOU! -Sana gritava, Nayeon a olhava em choque. _Sai daqui, Park Jisoo. SAÍ DAQUI!

_Eu não vou sair. -Jihyo a encarou, com o rosto praticamente grudado no dela.

_Suma da minha frente. Se você não tem coragem, eu tenho de tirar você da minha vida nem que seja na força da minha voz. -Sana disse com raiva, aquele tom fino desapareceu. _S u m a!

_NÃO! -Jihyo gritou, tentou abraçar Sana e sentiu o tapa estalado em seu rosto.

_SANA! -Tzuyu gritou.

Jihyo tocou seu próprio rosto e olhou desacreditada para a japonesa que chorava copiosamente. O que sentiu era um misto de decepção e dor.

_Não precisava disso. -Jihyo falou. _Continue, sei que está louca de vontade de fazer isso.

_Sua- Sana foi pra cima de Jihyo e Momo entrou no meio, agarrou a japonesa pela cintura e a afastou de Jihyo.

_Sai. -Tzuyu falou puxando Jihyo consigo.

_Hey, ficou louca? Calma! -Momo deitou Sana e se colocou sobre ela. _CALMA! -Prendeu a japonesa que chorava amargamente. _Você ia bater nela!

_É o que ela merece. -Sana disse chorando.

Jeongyeon estava paralisada, olhava para as duas como se fossem duas estranhas.

_Calma. -Tzuyu falou com Jihyo que chorava sem parar. _Se acalme... vem aqui. -A abraçou com jeito e deixou que ela apertasse seu braço enquanto chorava alto.

Mina e Chaeyoung estavam de pé prestes a subir por causa da confusão e ao verem Jihyo, a ajudaram imediatamente a se sentar no sofá com Tzuyu agarrada a ela.

_Eu amo essa idiota... amo. -Sana falou enquanto sentia o abraço de Momo. _Me ajuda.. me ajuda a acabar com isso.

_Shhh.. fique calma. -A mais velha disse. _Vai passar, Sannie.

_Eu.. eu preciso terminar com ele. -Jihyo tossiu ao falar. _Pre-Preciso. -Os olhos vermelhos tinham tanta dor que Mina começou a chorar junto dela. Tzuyu, Dahyun e Nayeon estavam na mesma situação.

Fizeram de tudo para segurar Jihyo na sala enquanto Momo e Jeongyeon velavam o sono praticamente forçado de Sana no quarto. Elas precisariam ir para a empresa em poucas horas, Jihyo estava na varanda com o semblante de choro, recusou todas as ligações de Daniel, recusava a falar com as garotas e por um momento, pensou em se jogar da varanda.

"Não seja idiota. Vá até lá de novo e a convença."

Jihyo se levantou, dando ouvidos a sua mente, subiu as escadas, foi novamente até o quarto de Sana e a viu sozinha. Momo havia dormido no canto da cama, Sana encavava o chão e ao ver Jihyo ia gritar quando a líder se aproximou rápido e tampou sua boca.

_Vem comigo. Por favor. Eu resisto a um tapa, se preciso eu resisto a uma surra, só.. me escuta.

Sana negou mas ao ver que ela não daria trégua, acabou indo atrás de Jihyo pela casa até o quarto vazio. A líder fechou a porta e a viu se sentar na cama de braços cruzados.

_Eu sei que está brava, sei que sou uma péssima pessoa por tudo isso mas acredite quando digo que eu quero tentar, Sana.

_Você disse que tem medo, como acha que vai mudar de ideia tão rápido? Idiota. -Sana revirou os olhos. _Se acha que vou pedir desculpa pelo tapa, está certa, desculpe, foi errado mas eu realmente quero me deitar. -Se levantou.

_Namore comigo, Sana. -Jihyo soltou sem mais nem menos. Num ato súbito, tirou a aliança de noivado do dedo e a mandou longe. _Seja minha, de vez, eu... eu vou tentar.

_Não. -Sana disse. _Louca. -Foi pegar a aliança. _Sinceramente, Jihyo, o garoto não merece isso e nem você, portanto, chega.

_Eu quero você. -Jihyo disse convicta, estava cara a cara com ela.

_Desista. Acabou. -Sana disse e sentiu a respiração dela em seu rosto.

_Eu não vou desistir. -Jihyo sussurrou em Japonês.

Sana a olhava profundamente nos olhos, de repente desviou a atenção para os lábios de Jihyo, seu coração estava acelerado de novo, seu corpo tinha a sudorese forte e precisava de um autocontrole inexistente em qualquer lugar naquele exato momento. Mandou tudo pro espaço quando Jihyo pousou as mãos em sua cintura.

_Você deveria desistir. -Sana disse envolvendo o pescoço dela.

Sentiu os lábios da líder nos seus como se fosse a primeira vez, agora havia uma concentração de sentimentos ainda maior naquele gesto e isso mexeu com ambas que suspiraram profundamente antes de se separarem para que os olhares se encontrassem.

_Amanhã você vai ir correndo para ficar com ele, eu sei. -Sana sussurrou tocando suas testas.

_Não vamos deixar amanhã chegar. -Jihyo falou segurando o rosto dela. _Deita comigo, não precisa dizer nada, pode me bater se quiser, mas fique comigo.

_Temos que ir para a JYP, Jihyo. -Sana falou tirando as mãos dela de seu rosto e segurando. A olhou nos olhos e permaneceu assim por mais alguns minutos, em silêncio.

Jihyo a beijou outra vez, o toque dos lábios, o gosto da boca dela, tudo era perfeito naquele beijo. O calor que subiu por seu corpo a fez despertar do transe, era como um alerta de perigo.

Sana quebrou o beijo e chorando se afastou de Jihyo, saiu do quarto e fechou a porta. No corredor, Tzuyu estava escorada na parede de braços cruzados e ao ver Sana com a boca rosada, soube exatamente o que havia acontecido.

_Você se questiona quando você realmente vai aprender? -A taiwanesa disse com firmeza, eram raras as vezes que Tzuyu ficava daquela forma. _Você surtou, chegou a agredir Jihyo e agora fica com ela de novo? Honestamente, o questionamento está em quando você começará a se valorizar e não em quando ela deixará Daniel por você. Aprenda que não se pode ter tudo, não se pode ter duas coisas e muito menos duas pessoas. Se ela fica com ele e você, óbvio que ama um e apenas gosta do outro, é uma mentira e você está colaborando pra isso. Da próxima vez que você fizer algo parecido com o que fez hoje, eu mesma vou me certificar de esfregar isso na sua cara. -Bufou e saiu andando.

Sana engoliu em seco, mas o fato era que talvez nunca aprenderia.



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