História TWICE Next Door - Capítulo 3


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jihyo, Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Tzuyu
Visualizações 27
Palavras 1.358
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Drama (Tragédia), Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse cap tá meio bosta, admito. Prometo melhorar no próximo ^-^

Obrigada pelo apoio sz

Capítulo 3 - Um novo emprego


Acordo cedo com os berros da minha mãe para a chamada matinal. Ela faz isso desde que eu e Jeongyeon éramos crianças para saber se nós permanecemos em casa durante a noite, de preferência dormindo. Nunca ousamos desobedecer a essa regra, do jeito de "durona" que a mãe é, desconfio que ela possa nos matar ou nos bater até que a gente entre em estado vegetativo. Ao ver que todas estamos lá, ela nos manda arrumar as camas, trocar de roupa e descer. Durante o trabalho, olho de soslaio para a janela e vejo as meninas entrando na mesma van preta que as trouxe. Bate uma pontada de desespero ao pensar que elas estariam indo embora. Tento ignorar esta sensação e descer.

Chego à cozinha com Jeongyeon e vejo minha mãe sentada à mesa de jantar com uma expressão de "precisamos conversar". Me sirvo de um pedaço pequeno de pão e uma caneca com café até a metade.

ㅡ É o seguinte, vocês precisam arrumar trabalho ㅡ começa ela ㅡ O dinheiro está em falta e não aguento mais ver as duas em casa. Uma vive saindo, outra fica o dia inteiro no sofá, assim não dá! Vocês têm 10 dias para arrumar um emprego que pague razoavelmente bem ou estão fora desta casa!

Penso em quem poderia contratar uma garota magricela de 19 anos que mal terminara o ensino médio e nem começara a faculdade que nunca trabalhou na vida. Acredito que não tenho chance nem em loja de conveniência, mas tento parecer calma ao ouvir o discurso da mãe sobre a importância de trabalhar e como ela não queria duas "putas desempregadas" em casa.

Meu celular vibra em meu colo. É uma mensagem de Momo me dizendo para encontrá-la no parque mais próximo de lá. Sem pensar duas vezes, interrompo o discurso e minto:

ㅡ Começarei a procurar agora mesmo.

Corro até o meu quarto, pego uma bolsa pequena, guardo meu celular, fones de ouvido, dinheiro e identidade e a amarro na cintura. Pego o primeiro casaco que vejo pela frente e desço as escadas com pressa. Calço um par de tênis branco e antes de sair, consigo visualizar Jeongyeon sendo empurrada pela mãe e algumas palavras ditas pela mesma: "Está vendo? Seja como Myoui, sua merdinha irresponsável!"

Vou andando pelas ruas cobertas do que antes era neve; agora ela derrete no telhado das casas e cai, até o lugar. Não é tão longe, dura apaixonadamente 25 minutos de caminhada.

ㅡ Mina? É você? ㅡ diz alguém na rua. Logo me viro e a reconheço. É Minatozaki Sana, uma colega minha de quando eu morava em Osaka ㅡ Uau, que legal te reencontrar por aqui! O que faz? Também vai ao parque?

ㅡ Vou sim, o que fará lá? ㅡ digo abraçando-a.

ㅡ Lá será o ensaio fotográfico do meu grupo preferido! Aqui ㅡ ela balança a bolsa grande e rosa que carrega ㅡ tem todas as minhas coisas temáticas do Twice. Eu tenho de tudo, desde camiseta e pôster a fotos exclusivas tiradas por mim mesma.

Seu jeito de stalker me assusta, mas não tenho coragem de dizer isso a ela. Não quero acreditar que minha amiga tenha se tornado uma fã maluca e perseguidora de k-idols. Tento não mostrar desconforto ao ouvir suas palavras e continuar a seguir meu caminho. Durante a caminhada, Sana conta sobre como foi a vida no Japão depois que eu me mudei. Conta até como ela tentou uma audição para uma empresa de entretenimento em Seul, mas que não passou por não falar bem o idioma. Eu apenas balanço a cabeça e nem presto muita atenção.

Logo chego lá junto de Sana e consigo ver um homem expulsando um grupo grande de pessoas rente a uma faixa amarela usada como cerca. Vejo também Momo em um canto, quando ela me vê com a amiga, vira o rosto e finge que não me conhece. Enquanto Sana se junta ao grupo, me sento em um banco próximo da faixa de segurança e aprecio o lugar. Incheon é realmente uma cidade bonita. Os restos de neve agora são quase inexistentes e o sol começa a aparecer, mas ainda está frio.

A faixa de segurança marca um grande espaço. Há uma rede em um canto e em outro há uma parede lilás, provavelmente para tirar foto. A van está estacionada a uns 150 metros do lugar e em frente algumas cadeiras, mesas e produtos para cabelo em cima. Tripés com câmeras e fotógrafos estão espalhados pela área marcada, a maioria vestidos de preto ou cores neutras com máscaras brancas.

Percebo que as meninas mudaram a aparência. Da Hyun agora está ruiva, Chae Young e Na Yeon com os cabelos curtos, Jihyo retocara a cor castanho escura e Momo tem os cabelos em um tom entre o castanho claro e bronze. Usam roupas brancas com detalhes em lilás e um grande casaco preto em cima, que tiram para as fotos. Consigo também avistar Sana, com os cabelos pretos presos, blusa de lã cor-de-rosa larga, saia justa branca, meia calça bege, sapatos e meias brancas e um casaco grande de inverno nas mãos. Ela discute com um dos funcionários, provavelmente na esperança que ele a deixe ficar perto das garotas. Admiro sua determinação para certas coisas.

Há uma coisa que me intriga: por que Momo fingiu que não me conhecia? Talvez fosse por causa das fãs, que ficariam com ciúmes, ou por causa do manager que poderia brigar com ela por conversar com uma mera civil. Por um segundo chego a pensar em ciúmes, mas certamente Momo não sente a mesma coisa que sinto por ela. Nem eu sei o que sinto.

Para me animar um pouco, pego os fones de ouvido e escolho uma música. Minha bateria está quase no fim, mas não o usaria para nada. O ensaio dura aproximadamente quatro horas e meia, e durante esse tempo paro para pensar sobre algumas coisas, entre elas o emprego que eu seria obrigada a arrumar. A primeira ocupação que pensei é trabalhar no caixa de alguma loja. Sei fazer contas matemáticas e sou organizada o suficiente para cuidar de um caixa. Jeongyeon certamente escolheria trabalhar em uma loja de conveniência, por ser perto de casa e não exigir muito esforço. Posso trabalhar então arrumando prateleiras de mercado. Que seja, aceito o que vier.

Quando o grupo acaba com as fotos, ando até o ponto de ônibus mais próximo. De vez em quando aparecem cartazes de "procura-se trabalhadores". Por sorte, encontro um. Diz que em uma livraria a dois quarteirões do parque precisam de alguém para arrumar as estantes. Talvez este seria meu dia de sorte.

Vou até lá e peço informações sobre a vaga. A funcionária que me atende diz que posso fazer um teste amanhã e mandar alguns documentos. Sorrio, agradeço e saio, me sentindo satisfeita por ter feito alguma coisa. Onde será que Jeongyeon está? O que Momo estaria fazendo? Sana fora expulsa do parque pela manifestação?

Recebo uma mensagem no celular e tenho dúvidas se conseguirei responder, já que só restam 10% de bateria. É Momo alegando que precisa conversar comigo sobre um assunto sério em sua casa. Me preocupo e tento me apressar. Chego à sua casa em aproximadamente vinte minutos.

Antes mesmo de eu bater em sua porta, Momo a abre. Tiro os sapatos, entro e consigo ver as quatro garotas sentadas na sala de estar em volta da TV assistindo a um filme e rindo. Sigo a outra até o segundo andar, me acomodo no mesmo lugar que o dia anterior e pergunto o que ela quer conversar.

ㅡ Vou bem direto ao ponto. Sabe, eu acho que gosto de você, Mina ㅡ diz ela, se virando para mim e encostando a cabeça na parede. Fico na mesma posição que ela e me aproximo, perguntando:

ㅡ O que quer dizer?

Ela dá um leve sorriso, segura o lado do meu rosto não encostado na parede com a mão e me puxa para frente, encostando nossos lábios e fechando os olhos. Me desepero por alguns segundos, porém tento parar de pensar e aproveitar o momento pelos poucos segundos restantes. Não é como se eu nunca quisesse ter feito isso, e seus lábios tem gosto de molho apimentado.

ㅡ Isso ㅡ finaliza ela, sorrindo.


Notas Finais


scrr


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