História Twins Souls - Capítulo 8


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Categorias Gravity Falls
Personagens Bill Cipher, Candy Chiu, Dipper Pines, Gideon Gleeful, Grenda, Mabel Pines, Pacifica Northwest, Personagens Originais, Soos Ramirez, Stanford "Ford" Pines, Stanley "Stan" Pines, Waddles, Wendy Corduroy
Tags Dipper, Gravity Falls, Mabel, Pinecest, Pines
Visualizações 291
Palavras 6.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal. Desculpe mas eu sumi por um tempinho.
Motivo: Meu computador explodiu. Sim, eu apertei o botão de ligar e só vi fumaça. Resultado; perdi minha placa de vídeo e mãe, e como meu computador é uma ferramenta de estudo e trabalho. São peças muito caras e alem disso eu acabei ficando sem acesso á minha memoria, ou seja, os capítulos que já havia começado já era e tive de começar tudo de novo.
Somando á isso, eu tive 4 trabalhos da faculdade para entregar. Então não tinha tempo, meios, condições ou cabeça para escrever nas ultimas 3 semanas, ainda estou correndo para recuperar meu computador. Então mil desculpas e espero que entendam.

Espero que gostem <3 Musica: Jason Walker - You Fill My Heart

Capítulo 8 - Após o sonho...


Fanfic / Fanfiction Twins Souls - Capítulo 8 - Após o sonho...

CAPITULO VII

 

A manhã de sábado nascia com um resplandecente sol. Iluminando e aquecendo aqueles abaixo dele. Afastando todas as nuvens, abrindo um límpido céu azul. Seus raios atravessavam as persianas de um quarto fechado e bagunçado. Com travesseiros, cobertas e lençóis caídos ao chão, pela falta de espaço e movimentação gerada por duas pessoas em uma cama de solteiro.  Nessa cama, Dipper e Mabel estavam deitados, juntos. Dormiam com sorrisos em seus rostos. Dipper estava abraçado a sua irmã. Deitados em conchinha.

Seus corpos estavam suados e quentes, sem qualquer roupa, apenas com os finos lençóis sobre eles. Noite passada foi algo inesquecível. Ambos colocaram todos seus sentimentos, desejos e angustias para fora. Vomitando as palavras que estavam entaladas em suas gargantas por anos e sentindo o desejo enclausurado em seus corações. Agora não havia mais segredos, amarras ou distancia entre eles. Havia apenas... Amor...

Mabel é a primeira á acordar, com leves resmungos e múrmuros, abrindo bem devagar seus olhos cansados e pesados, para que criem nitidez em meio à luz que a cegava pela manhã. Aos poucos ela começa a tomar consciência, ainda sim se assusta ao sentir um peso e um calor sobre seu corpo. Virando-se assustada para trás, vendo seu irmão que ainda dormia. O rosto da garota cora como nunca antes, aquilo era a realização de um sonho, mas ao mesmo tempo era difícil acreditar que tudo que havia acontecido noite passada foi pura realidade.

Ao pensar em tudo que havia dito e que escutou de seu irmão. Em pensar no corpo que a abraçava e no quão perto eles estavam. Do quanto aquelas mãos a tocaram e aquela boca a devorou, só a deixava mais envergonhada. Porem apesar de todos esses sentimentos conflitantes, ela também se lembra dos abraços e beijos. Quando estavam tão próximos que ela podia sentir as batidas do coração de seu irmão, tão aceleradas quanto as dela, mas ainda sim, reconfortante.

Então ela se vira, para poder ficar de frente para Dipper. O espaço entre seus rostos era praticamente nulo. O nariz da garota encostava-se ao nariz rosado de seu irmão. Ela soltava leves risos, não conseguindo segurar sua felicidade em tê-lo tão perto pela manhã. Era seu desejo mais profundo e secreto que agora se tornou realidade. Isso á deixava eufórica, querendo acorda-lo naquele momento. Querendo dizer aquelas palavras. Querendo dar um grande “Bom dia Bro-Bro!” de uma maneira que nunca havia feito antes.

Porem, ainda querendo fazer isso, ela também queria aproveitar aquele calmo momento onde apenas estar rodeada pelos braços de Dipper, sentindo-se segura, quente e amada era mais que o suficiente. Então ela sorri, vendo que seu irmão transmitia um sorriso bobo em seu rosto, murmurando enquanto ainda dormia.

Com um movimento delicado ela leva sua mão até o rosto dele, começando pelo queixo. Sentindo a barbicha, formada por poucos pelos duros e espalhados aleatoriamente pelo queixo do garoto. Ainda que bem rala, ele se orgulhava dela, assim como os pelos de seu peito, que não eram muitos, mas o tornavam “másculo”, algo que sempre tentavam tirar dele. Seguindo então para as bochechas, macias e redondas iguais as dela. Dipper ainda havia algumas marcas de sua briga com Natan, porem eram quase imperceptíveis agora, ainda sim Mabel se sentia culpada por aquelas manchas, causando certo peso em seu peito.  Indo até o rosado nariz que de lá, ela foi até o ponto mais distinguível de Dipper.

Retirando a franja do garoto, que ele usava para cobrir sua marca em sua testa.  Dipper por muitas vezes sentia vergonha dela, mas Mabel amava tal marca. O deixava único, especial e para ela, era como olhar para as próprias estrelas, como se seu irmão fosse seu guia, iluminando uma escura noite. Aquela constelação que deu seu apelido. Com seu dedo ela traçava as linhas entre as estrelas, tão próximas quanto podia desejar. Devagar e aproveitando cada segundo até chegar a ultima, formando a ursa maior.

É quando ela volta sua atenção para Dipper, que ela percebe aqueles olhos castanhos como os dela, abertos e vidrados sobre a mesma. Isso a envergonha ainda mais.

—D-Dipper!? H-Há quanto tempo está acordado?

Ele sorri, boceja e segura sua irmã para trazê-la mais próxima.

—Quando você começou a “constelar”.

Isso a deixo mais encabulada, porem vendo que não tinha onde esconder seu rosto corado, ela toma coragem e diz:

—B-Bom dia Bro-Bro!

Dipper da um leve selinho em Mabel e devolve.

—Bom dia Sis.

Isso retira toda a vergonha da garota, fazendo seu rosto voltar ao tom normal. Eles se abraçam com toda força que tem. Para retirar todo espaço que havia entre eles por todos esses anos. Seus corpos compartilhavam o calor e suor que os faziam quase ser um, enquanto seus corações batiam no mesmo ritmo.

—Eu esperei por isso há tanto tempo. Eu te amo Mabel.

Ela coloca a cabeça sobre os ombros dele, levando sua mão até os cabelos curtos de seu irmão.

—Eu também Dipper. Eu também te amo. — Ela sentiu seu irmão tremer, e alguns soluços pareciam escapar do garoto. — Dipper?

Ele á abraça com mais força.

—Eu estou tão feliz Mabel... Fiquei com medo de tudo aquilo ter sido um sonho... Eu não queria acordar dele.

—Dipper... — Algumas lagrimas caíram do rosto da garota que o apertou mais forte, entregando todos os seus sentimentos para reconforta-lo. — Eu também... Estou muito feliz.

Eles mantiveram-se naquele abraço por um bom tempo. Até que toda duvida de se aquilo era real ou não, desaparecesse. Restando apenas o calor e amor entre eles. Até suas lagrimas secarem e seus sorriso voltarem. Eles poderiam fcar o dia todo naquela cama, apenas se amando.

Porem Mabel que tinha visão do criado mudo, pode enxergar o relógio digital que lá estava. Ela se assusta, separando-se rapidamente de Dipper enquanto exclamava.

—São nove horas!

Isso á faz saltar da cama, caindo no chão, levantando-se rapidamente para vestir desesperada sua camisola. Dipper ainda cansado esfregava seus olhos, sem entender muito do porque da agitação da garota.

—O que foi?

—Dormimos muito! — Pulando tentando vestir sua calcinha. — Se nossos pais já tiverem acordado e nos pegarem aqui, vai tudo... Nem quero pensar no que podia acontecer! — Ela correu para porta, destrancou e á abriu. — Se eles desc-

Porem ao sair para o corredor, Mabel tromba com sua mãe. Vestida com um roupão rosa e ainda com seus bobs no cabelo. A garota caiu para trás enquanto Agatha apenas perde o equilíbrio, mas não chega a cair. A mãe exclama assustada pelo encontro inesperado.

—Nossa! Cuidado Mabel!

Mabel congela, caída, suando frio, olhando para sua mãe, imaginando seu mundo desmoronar naquele exato segundo, sem conseguir se mover ou ao menos respondê-la, pois sua voz não saia de sua garganta que falhava. Dipper apenas vestia seu short, aproveitando que não estava sobre o alcance da visão de sua mãe. Agatha por sua vez continua.

—Vamos, eu te ajudo. — Estendendo sua mão para sua filha. Mabel leva alguns segundos para responder e ser ajudada. Puxando a para ergue-la. — O que você estava fazendo no quarto de seu irmão tão cedo?  E... — Olhando a garota de cima á baixo, toda suada, desarrumada, mas vestida com uma linda camisola rosa. — Que roupa linda! Por que está com ela?

Mabel apenas sentia suas pernas tremerem e seu coração acelerar com o medo de ser pega.

—É-É que e-estavá ca-calor e-eu comprei essa r-roupa. E-Então quis usá-la.

—É muito linda! — Olhando para cada detalhe, ainda que estivesse toda abarrotada. —E o que estava fazendo tão cedo no quarto do seu irmão?

Mabel corou com um leve pensamento malicioso.

—(Estreitando minha camisola.). É-É e-e-eu e-e-estav-

Dipper vendo que teria que intervir, se aproxima, soltando um bocejo, espreguiçando-se voltando á atenção de sua mãe para ele.

—Ela veio me pedir para leva-la no parque. — Colocando a mão sobre os ombros de Mabel.

—No parque? — Questionou a mãe.

—No parqu- — Estava Mabel prestes a questionar também, mas ela entra na conversa. — É! No parque! Eu e Sally vamos passear com alguns amigos. Ai eu vim pedir uma carona para meu Bro-Bro aqui. — Cutucando-o com o cotovelo.

—Mas por que tão cedo? — Questionou Agatha, bocejando.

—É-É-É que de lá nós vamos para o shopping! — Exclamou Mabel. — Por isso tenho de me arrumar e ir cedo.

Em meio ao cansaço a mãe deles sorri.

—Tudo bem, se vocês já têm planos, não vou atrapalha-los. Eu vou com o pai de vocês para o mercado comprar o que falta para o churrasco de amanhã. Não se esqueçam de que vocês vão ter de nos ajudar, pois vão ser muitos convidados. E sabe como seu pai fica nesses almoços da empresa.

Os gêmeos responderam com um sorriso e um uníssono “Ok”. Agatha então segue o corredor, descendo as escadas. Mabel suspira aliviada, quase desmaiando nos braços de seu irmão, achando que haviam escapados, mas a voz de sua mãe volta quase a matando do coração.

AH! Esqueci-me de dizer. Seu tio-avô ligou ontem. Ele queria saber quando vocês entram de férias para ele vir buscá-los. Liguem para ele depois.

Logo após, a mãe os deixa finalmente. Mabel apenas se virou para Dipper, ambos abriam um grande sorriso em sues rostos. Toda aquela confusão com Natan e seus sentimentos um pelo outro, os fizeram esquecer que em pouco mais de uma semana eles estariam de férias e que Stan viria para leva-los para mais um inesquecível verão na cidade tão amada por ele.

—Eu havia esquecido! —Comemorava Mabel, quase pulando de alegria.

—Eu também! E pensar que já faz dois anos que não vamos para lá!

—Pois é! Será que muita coisa mudou!? Como será que estão nossos amigos! Ahhh! Estou com tantas saudades! — Os olhos dela brilhavam ao lembrar-se de seus amigos que moravam em Gravity Falls.

—Sim! — Devolvia o garoto na mesma felicidade, porem mais contido. — Vamos ligar para ele mais tarde.

—Vamos! — Segurando a mão de seu irmão. — Juntos.

Dipper corou enquanto sua irmã sorria calorosamente para ele.

—Mabel...

—Então... Eu gostei da ideia do parque... Que tal nós irmos?

—Claro! — Respondeu sem hesitar. — Mas acho que precisamos tomar um banho primeiro...

—Sim... Verdade... — Levantando seus braços, ela podia sentir o cheiro desagradável do suor e até se envergonha por pensar que Dipper deveria ter sentido também. — Melhor você ir primei-

Mabel foi se afastar para dar certa distancia e seguir para seu quarto, quando sente que Dipper não soltou sua mão e a puxou para perto.

—Acho que podemos economizar tempo... Que tal irmos juntos?

Mabel avermelhou feito um tomate, afastando-se dele.

Você enlouqueceu!? Nossos pais estão em casa! Não podemos arriscar!

Ela foi para seu quarto bufando pela ideia idiota de seu irmão. Dipper sente que havia ido longe demais. Porem, antes da porta se fechar, Mabel diz:

—Deixe isso para quando estivermos sozinhos...

Foi o suficiente para colocar um grande sorriso no rosto de Dipper.

—Combinado!

—Agora pare de me olhar assim e vá tomar banho! Eu tenho algo para fazer enquanto isso.

A porta se fechou. Dipper então voltou para seu quarto, pegou sua toalha e direcionou-se para o banho com um grande sorriso em seu rosto. Ele haveria muito que “pensar” debaixo do chuveiro.

Mabel fechou a porta, virou, encostou-se a ela e deslizou até o chão. Começando a devanear em seus pensamentos, em seu irmão debaixo do chuveiro, da agua passando pelo corpo do mesmo. O corpo de Dipper não era nada de mais, não possuía grandes músculos ou algum musculo... E nem era esculpido como o de estatuas gregas, mas para ela era moldado de um jeito que parecia encaixar-se em seus maiores desejos e encaixar-se ao corpo dela.

 Mordendo seus lábios, ela sentia-se quente, excitada e sua respiração pesava. Cada vez que imaginava seu irmão, seu coração dava um soco em seu peito, fazendo-a ofegar. Suas mãos começavam a descer por seu corpo.  Ela começava cada vez mais desejar por aquilo, começando a se arrepender por ter parado muito cedo na noite anterior. Ela estava prestes a começar, quando sua sanidade volta de alguma maneira. Ela chacoalha a cabeça de um lado para o outro, tentando acordar desses sonhos carnais. Dizendo a si mesma.

—Calma Mabel... Pare com isso... Foi um começo... Não precisamos nos precipitar... Tudo ao seu tempo... Foco... Agora... Onde está meu celular?

Ela levantou-se, arrumou o cabelo que estava completamente bagunçado. Pegou o celular que estava em sua bancada, escrevendo uma mensagem, porem antes de clicar “enviar”, ela retrocedeu o dedo.

—O que estou fazendo...? Droga... Vamos acabar logo com isso...

Ela enviou a mensagem. Mabel sentiu um frio na espinha, de que não devia ter feito isso. Por alguns leves segundos de alivio, a mensagem não tinha sido visualizada.

—Ufa... Ela ainda deve estar dormindo... Isso deve me dar algum tempo para- —A mensagem foi visualizada — Droga...

Mabel pode sentir como se uma bomba explodisse á alguns quilômetros, e logo o estrondo chegaria. E não demorou nem um segundo para chegar, mais de dez respostas juntas com “áudios e chamadas”, Mabel não sabia nem que era possível fazer tudo isso ao mesmo tempo, mas era o que estava acontecendo. Seu celular chegou a travar por alguns segundos de tantas mensagens simultâneas. Ela revirou os olhos, enquanto seu celular vibrava e tocava freneticamente “Sev’ral Times” em sua mão.

—Eu me odeio... — Esfregando seu rosto enquanto criava coragem para apertar o botão “atender”. Respirando fundo. Finalmente apertando. — Oi amig-

—MAS QUE PORRA É ESSA!? COMO ASSIM!?

Era a voz de Sally que estourava para fora do celular. Parecia mais uma caixa de som do que um telefone. Mabel tentava criar coragem para argumentar.

—É-É isso mesmo eu e o Di-

—COMO ASSIM!?

—Eu e el-

—QUANDO!?

—Ont-

—ONDE!?

—No quar-

—NÃO ACREDIT-

—CALA A BOCA E DEIXA-ME FALAR! — Gritou Mabel já brava pelos cortes.

—LIGA A CAM AGORA! — Exigiu Sally sem nem levar Mabel em consideração.

—Eu vou me arrepender disso...

Mabel apertou o botão da câmera, em alguns segundos pode ver Sally, que obviamente havia acabado de acordar, pois ainda estava com seu moletom surrado e amarrotado de pijama e cabelos completamente desgrenhados. Mas seus olhos estavam arregalados de espanto, gritando ainda mais alto, obrigando Mabel á afastar o celular para não ficar surda.

—COMO ASSIM MABEL!? VOCÊ E O DIPPER TANSARAM!?

FALE BAIX-

—COMO FOI!? VOCÊ DISSE TUDO!? AI MEU DEEEEEUS! EU NEM ACREDITO! ME FALA! CONTE-ME TUDO! OS DETALHES! O TAMANHO! QUANTAS VEZES? DENTRO OU FORA!? VOCÊ USOU CAMISINHA!? Ai meu deus... Eu não acredito... ELE TIROU A PUREZA DA MINHA MABEL! EU NÃO SEI COMO VOU-

Mabel não teve escolha a não ser “mutar” sua amiga. Ainda que mutada, Sally não parava de falar, sacudindo seus braços freneticamente, indo de um lado para o outro do quarto, sumindo da frente da câmera enquanto ainda falava. Mabel apenas encostou o celular á sua frente, encarando e esperando Sally se acalmar. Ela apertou para o som voltar.

 —AINDA NÃO ACREDITO! EU SEMPRE DESEJEI ISSO PARA VOCÊS!  QUE ROUPA É ESSA!? AI EU NÃO-

Mabel a silenciou novamente, esperando que sua amiga abaixasse a voz ou acabasse desmaiando por não parar para respirar. Levou alguns bons minutos até a garota se acalmar.

—Posso te desmutar agora? Ou vou ter de esperar mais? — Com braços cruzados.

Sally acenou com a cabeça, confirmando. Mabel apertou o botão novamente. E logo a voz voltou.

ME DIGA TUD-

—PRIMEIRO! — Gritou Mabel, cortando-a. — Fale baixo! Meu pai ainda deve estar dormindo e do modo que você está gritando, até minha mãe que está no andar de baixo deve escutá-la! Então abaixe a voz! Entendido?

—Sim capitã! Agora... ME DIGA! Tuuuuuuuuuuuuuuudo!

Mabel abaixou a cabeça.

—E-Eu não sei nem por onde começar...

—Vamos pelo básico então... Eu te guio... VOCÊS TRANSARAM!? Ele tirou a pureza da minha princesa!? — Levando as mãos até os cabelos, desacreditada. — Minha princesinha foi maculada! Como isso foi acontecer!?

—Sally! Presta atenção! Nós n-

—Como isso pode ter acontecido antes de eu poder fazer!? Como Dipper pode fazer isso comigo!? AAAHHHHHH QUE MUNDO CRUEL! O ditado estava certo! “Os primeiros sempre serão os últimos...”

Mabel revirou os olhos.

—SALLY! Foco! — A amiga voltou a dar atenção, saindo de seus delírios. — Nós não fomos longe... Não fizemos nada para falar a verdade...

—Nada!? Como assim!?

Mabel corou.

—Q-Quer dizer... Nós não... Não transamos...

—Você mandou a mensagem “Dormi com Dipper” e você vem me dizer que vocês não transaram!? — Seu tom era como se fosse uma bronca.

—Não! Eu não estava pronta...

—Então vocês não... — Gesticulando com as mãos, enfiando o indicador no “ok”.

—Não!

—Nem... — Sacudindo a mão para cima e para baixo, forçando a língua contra as bochechas para descrever melhor.

—NÃO! —Mabel só se envergonhava mais com as mimicas de Sally.

—Imagino que muito menos... — Língua ente um “V” de seus dedos.

—Já disse que não! Não fizemos nada disso!

—Então o que vocês fizeram!?

—Bom... Nós... É... Nos beijamos... Ele... Apertou meus seios... E os beijou também... —Ainda que vermelha de descrever aquela cena constrangedora para sua amiga, ela ainda conseguia sorrir, pois se lembrava das sensações que havia sentido na noite anterior. — E eu pude senti-lo... Ele me apertava... O corpo dele é tão quente... Me faz tão feliz... Eu pude dizer tudo... Ele me perdoou por eu ter sido fraca... Por não ter contado para ele... E ele passava pela mesma coisa... Ele sentia o mesmo e não conseguia dizer... E eu pude acordar e vê-lo logo ao meu lado! Eu nunca me senti tão feliz!

Sally abriu um grande sorriso.

—Mabel... — Mabel havia devaneado um pouco. Mas Sally a voltou a realidade. — Após tantos anos, após eu acompanhar esse seu segredo... Sendo seu ombro, aquela que você podia contar tudo e chorar, que segurou todas suas caídas e recaídas... Que te aconselhou e te deu forças.  — A voz de Sally saia séria e ao mesmo tempo reconfortante.

—Sally...

—Estou mais do que feliz por você! — Uma lagrima escorreu pelo rosto dela. — Depois de te ver sofrer tanto tempo com isso... Ver você finalmente sorrindo e que finalmente seu sonho se tornou realidade... É tudo para mim.

—Obrigada...

—Te ver sorrir é o agradecimento que preciso... — Limpando seu rosto no moletom. — Agora... Tirando esse papo sentimental de lado... QUERO MAIS DETALHES!

—O que!? Eu já disse tudo que fizemos!

—Vocês podiam ter ido mais longe!

—Eu não iria conseguir. Só de pensar eu... Eu...

—Se sente excitada?

—Envergonhada!

—Eu não esperava isso de você.

—Eu também! Quer dizer... Eu nunca fui tímida. Mas... Perto dele. É diferente, entende? E ainda mais agora... Escondendo tanta coisa por tanto tempo... Não precisamos nos apressar, não é?

—Você esta certa. Vocês ainda tem muuuuuito a fazer. E quando fizerem... GRAVEM!

—Que!? Não! SUA TARADA!

—Sou mesmo! E quero imagens!

—Nunca...

—Qual o problema? Eu já te vi pelada.

—Você sabe que não é esse o problema.

—Não se preocupe, eu não vou me apaixonar pelo Dipper. Apesar de ele ser tão parecido com você... Isso pode ser um problema... E por falar nele. Onde ele está?

—Ele está no banho.

—E você?

—No meu quarto... — Estranhando a pergunto.

—E o que você esta fazendo no seu quarto!? Quando você podia estar junto com ele no banho!

—Você também não... — Esfregando sua mão no rosto. — Chega... Ok? Vamos mudar de assunto.

—MUDAR DE ASSUNTO!? Eu ainda nem comecei! Precisamos falar de certas coisas mocinha! — Contado nos dedos. — Como lubrificação, preservativos, posições e-

Porem ela é interrompida por batidas no quarto de Mabel. Ela levantou-se e deixou Sally falando sozinha.

—EI! Volte aqui!

Mabel atendeu a porta, ao abrir, viu seu irmão, com uma toalha azul enrolada na cintura.

—Eu já terminei. Então se quiser ir.

Mabel se perdeu um pouco naquela visão.

Ah?... Ah! Sim! Eu vou agorinha!

—Tudo bem com você?

—Tudo. Por quê? — Pegando sua toalha e voltando para porta.

—Você está um pouco vermelha.

—Eu. Não é nada...

Então a voz de Sally estoura no quarto.

—NÃO ME ABANDONE AQUI!

Mabel foi até o celular.

—Desculpe Sally, conversamos mais tarde. Tenho de ir tomar um banho, pois eu tenho um encontro no parque hoje e ele é o garoto dos meus sonhos. — Falando mais alto, para Dipper escutar. — Então não posso me atrasar.

Ta ta bom, me abandone vai...

—Não fique assim...

—Não se preocupe... Mas antes... Me passe para o Dipper.

—O que!?  — Assustada pelo súbito pedido.

—É isso mesmo. Quero falar com ele.

—Éééé...

—Mabel... Passe-me logo.

—Ok...

Mabel foi até a porta. Entregando o celular para Dipper e logo após correu para o banheiro.

—Sally? — Questionou estranhando.

Sally que estava em uma cadeira de rodinhas, virou-se para trás na câmera. Colocando o capuz de seu moletom. Dando um ar sério. Enquanta tentava imitar um sotaque italiano.

—Então. Você é o rapaz que levou minha principessa Mabel para cama?

Dipper pode apenas rir, enquanto confirmava.

—Acho que sim...

—Eu não riria se fosse você garoto. Você não sabe no que se meteu. — Virando-se. Acariciando seu pug em seu colo. O cachorro olhava para câmera com seus olhos vesgos e língua de fora. — Você acha que pode fazer isso com minha bambina e não assumir as responsabilidades? É bom você estar pronto para as consequências e se você ousar bater em minha piccola Mabel com uma misera pétala de flor. Acredite... Você dormirá com os peixes. Capisce?

—Entendido. — Tentando segurar o riso.

—Que bom que estamos entendidos. E você foi avisado. — Desmontando o figurino, colocando seu cachorro no chão. — Vai Joshua, sei que você quer ir brincar. Mamãe já vai. — Aproximando-se da câmera, quebrando o gelo com um sorriso. — Que bom que tudo deu certo Dipper. Estou muito feliz por vocês.

—Obrigado.

Dipper entrou em seu quarto com o celular em mãos, mantendo a conversa.

—Você não sabe quanto tempo ela tem sofrido com tudo isso. — Isso pesou o peito do garoto. — O quanto ela chorou e o quanto ela queria te contar tudo isso e não podia. Eu a escutava sempre. E dava forças para ela nunca desistir. Pois sabia que algum dia ela teria coragem para te contar a verdade. E depois que eu percebi que você sentia o mesmo... Eu queria tanto contar para você e para ela. Mas... Senti que isso não deveria partir de mim.

—Sally...

—Posso ter sido uma idiota por ter deixado isso se prolongar mais. Porem... Eu não iria me perdoar se algo desse errado. E eu senti que era ela que devia tomar essa decisão. Então pude apenas aguardar e ajudar vocês enquanto pude.

—Obrigado por isso Sally. Obrigado por cuidar dela...

—Por nada. Agora... É sua vez Dipper. Você sempre á protegeu quando crianças e até agora. Está na hora de toma-la por inteiro. Ela precisa de você. E eu sei que você precisa dela.

Dipper sorriu confiante.

—Eu não vou mais solta-la.

—Assim eu espero. Cuide bem dela. Como sempre fez. Capisce?

Capisce.

Sally devolveu com um ultimo sorriso e antes de desligar disse.

—E EU NÃO QUERO UM NETINHO TÃO CEDO! Use a porra da camisinha!

Desligando logo em seguida. Dipper corou ao pensar nisso. Mas logo voltou a realidade. Ele escutou a porta do banheiro se abrir. Significando que Mabel havia acabado de sair do banho. E ele ainda estava de toalha. Então ele correu para se arrumar. Colocando uma blusa xadrez vermelha, uma calça jeans, um tênis preto e seu clássico boné.

Assim saiu de se quarto. Desceu as escadas para esperar sua irmã. Indo até a cozinha onde sua mãe tomava uma xicara de café e segurava seu jornal com a outra mão. Dipper questiona a falta de um membro da família.

—Pai ainda não acordou?

—Ele ficou trabalhando até tarde ontem. Coitado. Só deve acordar na hora do almoço. — Tomando um gole de seu café. Voltando seu olhar para seu filho. — Você está bem bonito!

—Obrigado.

—Que bom que você e sua irmã estão se dando tão bem. Pensei que depois daquela historia com aquele “Natan”, as coisas poderiam ficar meio estranhas, mas não é o que parece.

—Sim. Não vai ser um idiota daqueles que vai separar os gêmeos Pines!

Hahaha. Você parece seu tio-avô Stanley falando. Que bom que você tem a determinação dele.

Dipper foi até a geladeira. Abrindo para ver o que havia. Ainda tinha metade de uma grande jarra de Mabel juyce. Ele deu com os ombros e pegou a jarra, colocando-a a mesa.

—Se continuar bebendo isso regularmente vai acabar com uma diabetes. — Disse a mãe enquanto tomava seu café amargo.

—Não tenho escolha. É uma promessa que fiz.

—Você é quem sabe...

—Ele vai ficar bem!

Uma voz vinda da porta. Tomando a atenção. Era Mabel com sua tiara rosa, vestida com seu clássico suéter de estrela cadente. Que agora devido a seu crescimento ele foi alargado virando um suéter ombro a ombro. Uma calça jeans clara, rasgada nos joelhos e um sapato preto. Com o detalhe que ela usava uma meia rosa e outra roxa. Parte de suas loucuras.

—Ele precisa de muita energia hoje. Não é Bro-Bro? — Cutucando ele, com aquela “piscadela”.

Dipper continuou tomando o suco. Mabel engajava em mais uma conversa com sua mãe, como sempre fazia. Dipper apenas escuta sem prestar muita atenção, até que a conversa fica distante e ele se perde em seus próprios pensamentos.

—(Hmmm... Esse suco não está ruim... Tirando o fato de eu ter de desviar dos dinossauros de plástico... Mabel juyce...  Como será o gosto do suco da Mabel?)

Após pensar aquilo e escutar seus próprios pensamentos enquanto olhava para sua irmã logo á sua frente, ele acaba perdendo a postura e engasgando. Mabel prontamente corre para trás de seu irmão para ajuda-lo a desengasgar.

—Eu falei para você não tomar... — Disse a mãe convencida. — É a segunda vez essa semana. Não quero um certificado de óbito por “Engasgamento com dinossauros de plástico.”

Mabel apertou ate Dipper tossir. E conseguir respirar. Não havia dinossauros dessa vez. Foi apenas um engasgo comum, seguido pelas tosses.

—Vá com calma Bro-Bro. Preciso de você vivo. Ainda mais agora.

*Cof-Cof* Eu estou bem... — Segurando o engasgo.

—Bom mesmo! Temos um longo verão vindo! Temos de estar com por cento!

Eles se olharam, Mabel possuía um sorriso levemente malicioso. Dipper desviou o olhar corado, fingindo não ter pegado aquela indireta. Ainda que sua mãe estivesse lá, eles não conseguiam tirar os olhos um do outro. Como se fizesse parte de um transe em que seus olhares se encontrassem a cada momento.

—Que bom que vocês estão empolgados para o verão. Espero que vocês se divirtam muito de volta a casa dos seus tios-avôs.

—Sim! Vai ser o melhor verão de todos! Eu já posso sentir! — Mabel acaba se empolgando e ergue-se comemorando com punhos para o alto.

—Você realmente está bem animada. E você filho? A Pacífica ira com vocês?

Ao mencionar a garota loira, os gêmeos se encaram. Mabel sente que realmente faltava algo. Algo que ela havia deixado passar. Fazendo a sentar-se, cabisbaixa. Dipper termina seu suco. Respondendo.

—Ainda não sei. Ela está ocupada com a gerencia. Tudo depende dela.

—Entendo. Bom, espero que tudo de certo para vocês.

—Pode acreditar que vai. — Dipper se levantou. Puxando sua irmã. — Vamos Mabel. Você não que se atrasar não é?

Ela o acompanha.

—Até mais queridos. Se divirtam.

—Vamos sim mãe. — Respondeu o garoto.

—Ah! E já que vão no parque, levem o Waddles. Ele está muito agitado, melhor leva-lo para sair um pouco.

—Ok. — Respondeu Dipper. Ele foi até o fundo pegar e colocar o porco na coleira.—Pronto para umas voltas amiguinho?

O porco gruiu alegre e afobado, quase derrubando Dipper após a porta do celeirinho se abrir.

—Vamos com calma!

O garoto leva o porco até á frente. Mabel já estava no carro de cabeça baixa. Dipper suspira com pesar. Colocando Waddles no banco de trás e entrando.  Ele ligou o carro e rapidamente começou a dirigir, afastando-se da casa deles. Criando espaço. Até parar em um semáforo. Onde Dipper começa.

—O que foi? Por que esse desanimo tão de repente?

 Mabel estava de cabeça baixa.

—E a Pacífica?

—O que tem ela?

—Vocês... Como ficarão vocês agora? Eu não quero ser uma amante... Mas também não quero fazer isso com ela. Você á está traindo e-

—Nós terminamos.

—Terminaram!? — Levantou a cabeça assustada. — Quando?

—Ontem... Pacífica foi me buscar na escola... Tive alguns contratempos com Natan. Mas ela me ajudou. Na volta... Nós terminamos.

—M-Mas por quê!? Querendo ou não... Você ainda a ama, não é?

Dipper mantinha-se serio e concentrado no caminho a frente. Mas a respondia.

—Sim...

Mabel abaixou a cabeça, sentindo que foi a justa causa de isso ter acontecido.

—Foi por minha causa, não é?

—Não se culpe. Pacífica é uma garota linda, genial, um pouco mimada e mandona, mas de bom coração. Não á como alguém não se apaixonar por ela. E apesar dela ter todas essas qualidades, e eu realmente ama-la. Há um problema.

—Problema? — Levantando a cabeça em duvida.

Dipper sorri para sua irmã.

—Sim. Ela não é você.

—Dipper...

—Mabel... Eu te amo. Á muito tempo. E isso apenas cresceu junto conosco. Eu não me arrependo das coisas que fiz. Pois elas me levaram até esse momento em que estamos juntos.

Mabel corava ao mesmo tempo em que sorria com o discurso de seu irmão.

—Mas... Ela...

—Ela sabe...

SABE!? — Assustada. — Você contou á ela!?

            —Esse meu sentimento por você... Acabou que não ficou tão despercebido com o tempo...

            —Dipper... Então ela...

            —Sim... Ela disse que já desconfiava.

            Mabel abaixou a cabeça mais uma vez, rindo de si mesma.

            —Até ela havia percebido... E eu não... Como pude ser tão cega? Eu sou uma idiota boboca! — Martelando sua própria cabeça com as mãos. Derramando algumas lagrimas.

            —Não diga isso. Não era seu dever saber. Apenas aconteceu. Não vamos mais nos culpar pelo o que já foi. Ok? — Levando a mão até os ombros de sua irmã.

            Devagar seus olhares se encontram e um sorriso é o resultado.

            —Tudo bem. —Limpando seu rosto em suas mangas. — Mas depois eu preciso ligar para ela... Preciso garantir que ela não vai voltar a ser minha arqui-inimiga de novo.

            —Acho que isso não será um problema.

            Nessa troca de sorrisos eles se animam. Até que Waddles corta o gelo e o silencio, como se soubesse que pudesse intervir. Colocando sua cara entre os dois e lambendo o rosto de Mabel.

            —Hahahaha! Calam meu bebê! Eu não me esqueci de você. Vem cá. — Ela abraça o “pequeno” porco. — Calma que já já estaremos no parque.

            E assim aconteceu. Eles chegaram ao parque. Era curioso para Dipper, pois á uma semana atrás, ele estava nesse mesmo parque. Em outro encontro, com outra garota que ele poderia jurar que amava. Mas ele não teve muito tempo para refletir. Mabel desceu do carro segurando o porco que ansiava para esticar as pequenas pernas.

            Devido ao dia ensolarado e belo. O parque estava cheio. Famílias fazendo seus piqueniques e churrascos, casais que esbanjavam seu amor em seus encontros, pessoas que curtiam um passeio de bicicletas, outras que com a mesma ideia passeavam com seus cães, velhinhos sentados em bancos, jogando migalhas de pão para os patos e pombos, tudo que deixava aquele lugar mais animado e agradável.

            Os olhos de Mabel se enchem com o calor do momento. Mas ao mesmo tempo sente uma pressão, um pesar em todas aquelas pessoas a sua volta, com se olhassem para diretamente. Causando um leve desconforto.

            —Tudo bem? —Disse ele ao ela esbarrar enquanto andava para trás.

            —T-Tudo. Só não esperava que estivesse tão cheio.

            —Deve ser por que as crianças já devem ter saído de férias. Esse é o primeiro sábado de verão para ela.

            —Verdade... Melhor irmos para um lugar reservado, não acha?

            Dipper corou com algumas possibilidades que passaram por sua cabeça, ao ligar essa frase com ações futuras.

            —S-sim. Podemos sim.           

            Mabel solta Waddles da coleira. O porco comportado os segue á uma distancia fixa. Ainda que parando para rolar na grama e cheirar tudo. Os gêmeos caminham pela beira do grande lago, vendo aquelas lindas pontes que conectavam um lado ao outro com uma ilha no meio.  Pontes essas que eram cheias de casais se beijando, abraçando e até mesmo pedidos de casamento eram feitas nesse lugar. Mabel olhava para eles e depois voltava a olhat para seu irmão.

Ela corava em pensar tais coisas. Fazendo-a andar mais devagar, ficando levemente para trás. Dipper quando percebe, para e segura na mão dela. Fazendo-a olhar para ele.

—Algum problema.

—N-Não... Não é nada...

Dipper sorri. Mantendo seus dedos entrelaçados enquanto eles caminhavam. Mabel sentia o calor da mão de seu irmão ao mesmo tempo em que seu coração batia mais rápido. Ela olhava para os lados. Algo á incomodava, apesar de não querer desfazer aquele momento.

Até que eles chegam a uma parte mais afastada, com mais arvores, aonde menos pessoas iam, porem não deixava de ser um lindo ponto, ainda mais para amantes. No alto de uma leve colina eles sentam-se encostados em uma arvore. Com uma visão privilegiada do parque. Dipper já esteve nesse mesmo lugar antes, com Pacífica. Mas agora era diferente.

Mabel deitou-se sobre o peito de Dipper e eles aproveitavam a sombra fresca. Waddles foi brincar com a permissão de Mabel. Lá de cima eles sentiam a brisa refrescante enquanto podiam se abraçar tranquilos.

Dipper beijou a cabeça de sua irmã.

—Que dia lindo não é?

—Sim...

Mabel olhava para Waddles, o porquinho brincava com uma família que fazia um churrasco lá embaixo. Provavelmente querendo alguns hambúrgueres. Junto a ele, duas crianças brincavam com o porco penetra. Uma de cabelos loiros e outra de cabelos castanhos. Respectivamente uma garota e um garoto, provavelmente irmãos. Mabel sorria com aquela cena. Há fazia lembrar de quantas vezes já havia vindo nesse parque com sua família e o quanto eles cresceram.

Voltando a olhar para seu irmão. Dipper olhava para o céu, como se sonhasse. Mabel acaba por pensar em se um dia poderia ser sua família junto á seu irmão. Mais tal pensamento além de faze-la avermelhar, é descartado no mesmo instante. Tudo aquilo era completamente fora de qualquer parâmetro que eles poderiam chegar.

Então ela deleta tais pensamentos e abraça com amis força seu irmão. Dipper devolve na mesma moeda.

—Mabel... Ainda teremos milhares de dias como esse. E eu quero viver cada um deles...

—Eu também...

Seus rostos se aproximaram e seus lábios se juntaram. Agora para um beijo molhado. Suas línguas dançaram em meio a suas bocas. Dipper levou as mãos até os quadris de Mabel, enquanto ela tocava o peito do garoto. Ofegantes e excitados eles separam-se.

—Eu te amo Dipper.

—Também te amo Mabel.

Seus olhos pareciam presos um ao outro. Aproveitando a visão daqueles que amavam. Até que Mabel deixa escapar uma risada.

—O que foi? Algo no meu rosto?

—Não, só uma coisinha aqui.

—Onde?

—Aqui.  —Apontando.

—Na minha boca? O que tem nela?

—Eu. — Ela o puxou para mais um beijo. Ainda mais quente e sufocante.

No fim ela se levantou rapidamente, tomando o boné do garoto. E colocou em si.

—Sabe que eu adoro seu boné, não é? — Se exibindo com a peça.

Aé?

—Sim. E aposto que você não me pega.

Dipper vai levantando-se em posição de bote. Com um sorriso maléfico.

Aé? Uma aposta? E o que eu ganho no fim?

—Você não vai ganhar, afinal eu sou a GÊMEA ALFA! Gritou e logo correu para o meio das arvores.

—Eu vou te pegar!

Dipper começo a correr logo atrás. Ambos estavam cheios de energia, excitados, animados e felizes. Correndo com sorrisos estampados em seus rostos. Porem, Dipper nunca foi dos atletas, já Mabel, praticava muitos exercícios, mesmo que não fosse boa em nenhum deles. E aos poucos ele vai ficando para trás, ofegante.

—O que foi Dipper? Já cansou? — Parando, pulando para mostrar que ainda tinha energia, mesmo que estivesse cansada. — Assim você nunca vai ser o Alfa!

—Eu... Eu... Eu vou...  — Ele parou ofegante, apoiando-se em uma arvore. E com determinação voltou a correr. — EU VOU SER O GÊMEO ALFA!

—Ferrou. — Indagou Mabel.

Ela tentou virar-se para voltar a correr, mas era tarde, Dipper a alcançou e em um pulo a derrubou. O boné que estava em Mabel saiu voando. Eles rolaram jutos pela grama até que pararam com Dipper por cima de Mabel. Ele segura ela pelas mãos para prendê-la.

—E agora? Quem é o alfa?

—Sou eu! Você vai ver! Eu vou sair daqui e- — Mabel tenta se soltar, mas Dipper a segura com força contra o chão. — Dês de quando você ficou tão forte?

—Estou a praticamente dezessete anos sozinho não estou?

—Idiota! — Rindo pela bobagem de seu irmão.

—Desista. Stan me ensinou muitas maneiras de prender uma mulher. (Isso talvez tenha soado mais errado do que eu pensava...).

Mabel levantou a sobrancelha.

Aé? Senhor pegador. E como vai me impedir de chamar ajuda? — Ela puxa ar de seus pulmões. —  SOCORROOO! Garota linda, gentil e doce em apuros! Socorro! Waddles!

Dipper ri.

—Assim...

Abaixando-se para deixa-la. Mabel se assusta brevemente da maneira da qual ele a calou. Mas rapidamente o acompanha em mais um longo beijo. Ficando até boba, mas quando percebe que Dipper aliviou seus braços, ela rapidamente o empurra, virando o jogo e parando em cima dele, prendendo-o.

—Você baixou a guarda. E agora o jogo virou.

—E o que fará comigo?

Mabel deixa escapar um sorriso maléfico. Levando suas mãos até as costelas de Dippe, fazendo cocegas. O garoto não se controla, rindo e se contorcendo com a tortura.

—Não v-v- hahaha- va- haha-le — Gargalhando sem controle.

—Na guerra e no amor vale tudo! E estamos nos dois casos aqui! Agora renda-se!

—N-Nu-nu-nca! HAHAHAHAHAHA!

—Admita que eu sou a Alfa! Ai eu irei parar!

Após mais alguns intermináveis segundos de tortura, quando suas lagrimas de riso já começavam a escorrer, o garoto diz.

—V-Vo-vo-c-cê.. HAHAAHA!

—Não escutei direito... Fale mais alto!

Aumentando a intensidade das cocegas. Aumentando ainda mais as gargalhadas e desespero do garoto.

HAHAHAHA! O-Ok v-vo-VOCÊ É A ALFA HAHAHA!

Mabel então finalmente para. Soltando seu irmão que ainda gargalhava pela sensação dos dedos cutucando seu corpo.

—Golpe baixo isso...

—Vale tudo. Lembra-se? — Estendendo a mão para ajuda-lo a se levantar.

Dipper segura a mão da garota para receber a ajuda. Porem um vulto salta do meio das arvores, cm um alto gruído, sobre Dipper, derrubando ele novamente ao chão. Era Waddles que ao escutar o pedido de Mabel, correu para salva-la.

—Waddles! Você está muito atrasado! Se fosse um crocodilo albino da mongolia, eu já teria morrido!

O porco fungava o rosto de Dipper, vendo que ele não era ameaça.

Hahaha. Sou eu Waddles, não se preocupe.

O porco lambe o rosto de Dipper, deixando-o sair. Mais uma vez, Mabel estende a mão para seu irmão e o ajuda a se levantar, porem, dessa vez ela o puxa para um abraço.

—Não se preocupe, não deixarei você cair mais.

O garoto sorri. Devolvendo o abraço.

—Eu também não.

Waddles por sua vez pega o boné de Dipper que estava no chão e o leva até seu dono.

—Obrigado Waddles! — Pegando o boné da boca do porco.

—Viu? Eu o treinei muito bem.

—Sim, deve estar mais treinado que a dona.

—Ei!

—Brincadeira. — Dipper colocou o boné na cabeça de Mabel. — Vamos gêmea alfa. Já está escurecendo.

Foi quando ela percebeu o céu alaranjado sobre eles. O dia parecia ter voado como nunca antes. Aqueles simples momentos foram tão belos que ela havia perdido a noção do tempo. Sorrindo então, ela segura nas mãos de seu irmão.

—Vamos.

Voltando pelo mesmo caminho. O numero de pessoas havia reduzido. Mas ainda havia vida naquele parque que logo iria fechar pelo horário.

Eles chegaram ao carro. Colocando Waddles atrás e cada um sentando nos respectivos bancos. Mabel abraçou Dipper, dando um beijo na bochecha dele.

—Eu adorei nosso primeiro encontro Bro-Bro!

Dipper sorriu, levemente corado.

—Ainda não acabamos. Você deve estar com fome não é?

—Eu... Bem... — A barriga de Mabel ronca como um dragão. — Acho que isso responde sua pergunta.

—Eu também. Ao menos não preciso me preocupar em matar um dragão para ter minha princesa. Por que pelo visto você o comeu.

Há-há-há. Muito engraçadinho Sr.Dipsauce. O que vamos comer então?

—Não sei. Alguma ideia? — Ligando o carro.

—Nenhuma. Só quero algo beeem pesado. Por que estou morrendo de fome.

—E você Waddles?

O porco grui de volta.

—Certo. Ele disse que quer batata frita.

—BATATA! — Comemorou a garota, quase desmaiando de fome.

—Ok então. Vamos para a lanchonete.

—Lembre-se, nada de bacon no pedido do Waddles.

—Pode deixar.

 

Dipper ligou o rádio e eles foram cantando as musicas da rádio até chegarem á lanchonete, onde por lá, terminaram seu encontro e finalmente voltaram para sua casa. Terminando a noite em meio ao corredor que separava os quartos. Com um ultimo selinho, para separa-los e cada um ir para seu respectivo quarto.

 

 


Notas Finais


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