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História Twins (Taeten) - Capítulo 7


Escrita por: e pcybaekartt


Capítulo 7 - Seven.


" Amor é um sentimento de carinho e demonstração de afeto que se desenvolve entre seres que possuem a capacidade de o demonstrar. "



Paris, 10 de jun.


Taeyong estava inquieto, sua viagem de volta para casa foi tranquila, seus pais também não deram tanta importância ao vê-lo passar pela porta de entrada, estavam mais ocupados discutindo sobre bobagens, mas ele já estava acostumado com isso. Em seu celular haviam algumas mensagens do seu irmão e de amigos que fez na Coréia, alguns preocupados, outros apenas procurando perturbar o seu juízo.
O garoto nem mesmo avisou que estava voltando para casa, apenas duas pessoas sabiam, e uma delas era Chittaphon. Ah! Taeyong não estava suportando ouvir o seu nome, ele se arrependia de uma forma incomum de ter deixado que sua insegurança acabasse com as chances que teve de ser feliz, ou pelo menos tentar.


Aquilo já não importava mais, ele já estava na França, revivendo todos os seus pesadelos em relação ao amor. O seu cansaço era nítido, assim como seus olhos inchados pelo recém choro ao desembarcar. Por mais que ele tentasse, o rosto do tailandês não saía da sua cabeça, e ele já não queria mais ter que expulsa-lo do seu coração.
Após soltar um longo suspiro, o avermelhado largou suas malas no canto do quarto, procurando em suas roupas que haviam ficado algo confortável para vestir. Não estava com sono e também não queria deitar para descansar, em vez disso preferiu sair.


Tomou um banho e colocou roupas limpas, pegando apenas a sua carteira ao sair do seu quarto e descer as escadas de sua casa. Só então sua mãe se aproximou com um sorriso doce nos lábios, ignorando o fato de não ter falado nada ao vê-lo entrar.


— Você está tão lindo, bebê! Como foi de viagem? Como Taeyang está? - fez uma pausa para sorrir ao lembrar do filho. — Ainda está namorando com aquele garoto? Lembro de que uma vez ele me disse que brigaram, mas os dois formam um casal tão bonito.


Taeyong suspirou.


— Ele está bem. Não está mais namorando e antes que pergunte, eu não sei qual foi o motivo do término. 

Ele sabia. Sabia muito bem, lembrava perfeitamente de ouvir Chittaphon contar após um sexo bruto em sua casa. Mas ele não iria falar sobre ele.


— Oh! Que pena. Seu pai logo vem falar com você, ele está finalmente arrumando a lâmpada do banheiro, você sabe que ele é um saco para fazer o que eu peço, não sei nem porquê me casei... Não repita o mesmo erro que eu, case apenas com quem você ama.


O avermelhado não disse mais nada, apenas se despediu com um aceno e antes que a sua mãe falasse mais alguma coisa, cruzou a porta de casa e saiu sem rumo.


As ruas de Paris não pareciam diferentes de anos atrás, quando Taeyong conheceu o seu primeiro amor. Agora estava nítido em sua cabeça que havia sido sim o seu primeiro amor, mesmo que antes ele achasse ter sido apenas uma atração forte, tudo se esclareceu.
Passando pela praça principal de seu bairro ele lembrou que havia sido ali que o encontrou pela segunda vez, antes de lhe levar para turistar a cidade. Olhou para frente e viu um banco, olhou para o lado e viu os correios. Suas lembranças lhe invadiram como socos fortes em seu estômago, ele sentia saudades.


Motivado pela emoção, Taeyong entrou naquele local e pediu um envelope, folhas e uma caneta. A atendente demorou para lhe dar o que foi pedido, pois segundo ela se ele queria fazer una carta, que fizesse antes de ir até lá, mas ele insistiu, e assim ela permitiu.
Ao segurar a folha o garoto caminhou para uma das cadeiras vazias ali, seguindo até uma delas. Com o papel apoiado em sua coxa ele pensou no que escrever. Ficou alguns minutos se perguntando se deveria mesmo fazer, acabou desistindo, mas logo voltou a sua decisão anterior e começou.


Depois de quase uma hora ele finalizou, respirou fundo e ergueu o papel, precisando suspirar outra vez naquele dia para então começar a ler suas próprias palavras.


Junho 10. 2020


Oi, você sabe quem eu sou.

Não quero justificar nada, apenas te dizer o que acho que você precisa saber. O amor nunca pareceu fácil para mim. Talvez tenha sido graças ao péssimo exemplo que eu tive desde que entendo o provável significado dessa palavra, ou sei lá, é o que chamam de sentimento. Aos oito anos eu presenciei o primeiro divórcio dos meus pais, aos dez vi minha mãe entrar em outro relacionamento, e ainda no mesmo ano, vi ela sair. Aos quinze anos vi meus pais reatarem o casamento, mas até lá vi os dois entrarem e saírem de vários outros relacionamentos que nunca deram certo, alguns eu até torcia para acabar, outros não quis aceitar o fim.


Quando a notícia do retorno do casamento se espalhou, eu ouvi que o amor verdadeiro nunca morre, que os dois procuraram se encontrar em outras pessoas, mas que não foi possível porque só se encontrariam um no outro. Isso poderia ser verdade, talvez se estivéssemos em um romance clichê da netflix, mas estamos na vida real, e eu sabia muito bem que todas essas frases bobas não diziam a verdade. Se estamos falando de realidade, eles precisam saber que o amor dos dois acabou a muito tempo, e é claro que existe um carinho, por isso ainda estão juntos, apenas como amigos.


Eu não vou dizer que nunca estive curioso para entender mais sobre o amor, eu cresci em Paris, a cidade mais romântica do mundo, estava óbvio  que em algum momento eu iria me interessar em saber. E foi aí que eu percebi que o amor sequer era real. Começando pela minha primeira indignação, eu achei que talvez o amor não estivesse perdido, conhecia alguém que jurou ter encontrado o amor verdadeiro, então logo em seguida, em vez de flores no aniversário de namoro, ganhou um par de chifres para simbolizar o amor verdadeiro. Ok, não parecia o fim, mas foi o suficiente para me convencer de que o amor não passava de um conto de fadas. Afinal, vai saber se a Cinderela não se divorciou depois do fim da história, talvez seu feliz para sempre seja melhor sozinha.

Eu nunca tive medo do amor, eu apenas nunca acreditei, até você chegar.

Sua expressão denunciava que você estava perdido no meio daquela multidão, eu me ofereci para te ajudar e então você confessou o que eu já sabia, estava perdido, era a sua primeira vez na França. Você me contou que era o seu aniversário de dezoito anos, e eu percebi que eu era apenas meses mais velho que você, mesmo que fizesse dezenove ainda naquele ano. Você disse que chegou naquele lugar junto com os seus amigos, mas que não fazia ideia de onde encontra-los, eu disse que não sabia como te ajudar, mas que poderia esperar com você, seus olhos diminuíram quando você sorriu e agradeceu, vendo você sorrir pela primeira vez eu senti o meu coração acelerar, pensei que teria uma parada cardíaca, naquele momento eu jurei que não tomaria mais energético nenhum. Você não parava de sorrir enquanto me contava animadamente sobre a sua vida, eu gostei de saber sobre você. Entendi quase tudo, você é tailandês e ganhou a viagem de presente de aniversário, seus pais te mimam demais e não foi difícil os convencer. Você repetiu a cada cinco minutos que era o seu aniversário, e eu te parabenizei em todas elas. Você tinha um cheiro gostoso, e inconscientemente eu te disse isso, você sorriu e me disse que era o seu hidratante de morango, sussurrando ao dizer que havia comprado na seção infantil. Talvez você tenha achado que eu acharia bobo, mas eu achei fofo.

Seus cabelos estavam tingidos de rosa, assim como os seus lábios e suas bochechas estavam, você provavelmente não lembraria de mim no dia seguinte, mas eu tinha certeza que não esqueceria fácil de você, e também não queria. Passamos mais de uma hora conversando, até que você me disse ter visto seu amigo passar, e então foi embora. Você me falou tanto de você, mas esqueceu de me dizer seu nome.

Eu achei que não te veria mais, mas você cruzou o meu caminho mais uma vez, eu não quis me aproximar, tive medo de você não lembrar de mim como eu lembrava de você, mas você veio até mim, mais uma vez estava sozinho, daquela vez porque você preferiu. Você finalmente me disse seu nome, era um tanto difícil, mas era perfeito. Você me perguntou se eu estava viajando e eu disse que morava ali, seus olhos brilharam, você logo me perguntou se eu podia te mostrar os pontos turísticos, e eu não podia, mas mesmo assim eu fui, porque eu senti que não suportaria te ver desapontado por isso. Nós fomos em diversos lugares, o seu preferido foi o museu, você me disse que gostava de arte, eu fiquei feliz ao ver sua animação, queria te dizer que você era a arte mais bonita daquele lugar, mas não tive coragem.

A noite eu te levei para jantar no meu restaurante favorito, você gostou. No fim da noite eu te beijei, você correspondeu, e eu te achei ainda mais lindo quando você me olhou com um sorriso tímido nos lábios e as bochechas coradas. Tão fofo.
No caminho pra casa eu te levei para ver a Torre Eiffel, seu rosto ficou tão iluminado ao vê-la, você parecia querer morar naquele lugar. Nos despedimos logo depois, você disse que eu não precisava te levar no hotel, afinal não era muito longe, e eu concordei, perguntei se te veria em breve e você apenas sorriu. Eu pensei que aquilo fosse um sim, mas não, eu não vi mais você desde aquele dia, não em Paris.

Depois de alguns anos eu voltei a te ver, mas como o namorado do meu irmão. Eu sei que ele não te contou sobre mim, não nos damos bem. Te vi em una foto quando minha mãe me contou que ele estava namorando você, de verdade? Eu nem quis acreditar. Mas precisei.

Eu fingi por anos que não sabia de você. Até que ele ligou e disse que vocês tinham terminado, mas esqueceu de me dizer depois que vocês voltaram.
Quando eu te vi parado na porta da casa dele, não te reconheci de primeira, você não mudou tanto, mas está diferente daquele garoto de fios rosados e piercing no nariz, tinha um na sua sobrancelha também, não tinha? Eu te achava lindo. Mas agora você está insuperável.

Eu soube que era você depois de te olhar mais atentamente, apenas no outro dia, acredita? Você nem me deu chances de te olhar, fodemos a noite inteira com as luzes apagada, caso o contrário você saberia que eu não era ele, Taeyang é certinho demais para tatuagens. Me desculpa por demorar a te reconhecer, e tudo bem se você não lembrar de mim.

Eu não acreditava no amor, nem de longa data e nem amor à primeira vista, mas talvez eu estivesse apaixonado por você. Talvez eu tenha te amado desde que tínhamos dezoito anos. Talvez isso seja um adeus.

                                                Eu te amo.


Mais uma vez Taeyong se perguntou se deveria enviar, mas quando notou já estava assinando e dando o endereço do tailandês, não queria se arrepender, mas provavelmente não teria respostas, então apenas se permitiu.
Ao terminar todo o processo saiu daquele lugar, olhando em volta mais uma vez antes de continuar o seu caminho para lugar nenhum, sua cabeça estava longe. Ele queria voltar no passado e insistir mais pelo garoto antes de simplesmente ir embora. No fundo Taeyong sabia que tinha feito certo, Chittaphon precisava de espaço. E tudo bem, uma hora iria passar.

Uma hora ele deixaria de amar Taeyong, e ele também faria o mesmo. Pelo menos pensava assim, só pensava.



Notas Finais


oiiiiii, chegou a 1k!!!!!!!! tô feliz real


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