1. Spirit Fanfics >
  2. Two Can Play This Game >
  3. In the Web of The Nephila

História Two Can Play This Game - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


:)
Lhes peço desculpas por qualquer erro na ortografia.

Capítulo 1 - In the Web of The Nephila


Era de manhã. A luz passava pelas cortinas meio abertas e batia diretamente no rosto da garota esparramada pela cama. Ela acordava aos poucos, incomodada com o brilho nos olhos e, no mesmo momento, o despertador toca, forçando a garota a levantar e sentir o cheiro da manhã. Isso mesmo, a manhã tinha cheiro, e era de café e bacon. Sua mãe a chamava, sabendo que a filha já estava acordada, ouvindo sons do banheiro e a porta a se abrir, ela descia rápido das escadas, agradecendo à mãe pelo café com um beijo na bochecha.

- Come rápido, você pode se atrasar, de novo ! - A mãe de Rachel colocava os pratos na mesa enquanto a garota sentava e mexia em seu celular.

- Relaxa,  tô sentindo que hoje vai ser um bom dia ! - Disse, enquanto comia a comida, animada. De fato, Rachel havia acordado bem, algo (além do sentido-aranha) lhe dizia que algo de bom iria acontecer.  - Terminei, é melhor eu ir logo. Tchau, mãe ! 

- Toma cuidado ! - Gritou a mãe, vendo a filha partir rapidamente após ter terminado e pego suas coisas. - Não sei o que faço com essa menina. 

Rachel corria pelas ruas como um trovão, correndo e sempre animada, em movimento. Seu coração batia rápido, ela entrara em um beco e olhava em volta antes de pular nas paredes e começar a correr nelas, como um desafio a gravidade. Antes, Rachel não sabia onde por tanta energia, e desde que ela ganhou seus poderes ela tem se tornado cada vez mais uma bomba energética. Ela adorava sentir o vento no rosto, o perigo de cada salto que ela dá de cada prédio, quanto mais alto e veloz, melhor. Já fazia dois meses que ela ganhou seus poderes e se tornou Nephila, substituindo o Homem-Aranha, que já havia desaparecido há mais de dois anos. No dia que ela descobriu seus poderes, ela ficou desesperada, apavorada até, mas quanto mais o tempo passava, cada salto que ela dava mais confiante o próximo era, mais ela sabia que estava fazendo a coisa certa. Talvez, ela tenha nascido para ser uma heroína, ela tinha até acabado de tecer e desenvolver o seu primeiro traje, inspirado na aparência das aranhas tecedeiras douradas, e a cidade passava mais ainda a conhece-la. 

Balançando-se discretamente pelas ruas e pulando os prédios silenciosamente, Rachel se aproxima de seu colégio, onde fazia o ano final do ensino médio. Ela aterrissa em um beco seguro, onde ela tira sua máscara e toma um suspiro longo antes de chegar ao colégio novamente. Chegando lá, não havia nada de novo. Ela falou com as mesma pessoas, assistiu ás mesmas aulas da quarta-feira e teve que aguentar a voz das mesmas patricinhas irritantes, e também teve que quebrar o crânio com questões de espanhol. Não havia nada de novo, mesmo nos tempos que ela se distraia, ela olhava inquietamente para o relógio, aguardando ansiosamente a hora de sair daquela prisão. Até que seu desejo foi realizado pelo sinal final. 

- Tchau Beth, te vejo depois Amy ! - Rachel gritou, correndo mais uma vez como um relâmpago solto, esperando pela melhor parte de seu dia: Heroísmo !

Rachel passava pelas pessoas como se elas nem existissem, tomando apenas cuidado para não esbarrar em ninguém. As pessoas olhavam a garota passar como vento, perguntavam-se "o que a faz ter tanta pressa ?". Mais uma vez, a jovem heroína entrava em um beco, olhando em volta com os olhos e seus sentidos atiçados, ela conseguia ouvir e sentir quase qualquer coisa em sua volta, e ela sentia que tudo estava segura.  Rapidamente, ela escalava as paredes e ao mesmo tempo tirava suas roupas, revelando seu traje por baixo delas. Dentro da mochila, ela tinha as suas luvas e o outro lançador de teias, ela sempre usava um por baixo das mangas de suas blusas e guardava o outro na mochila, ele tem uma aparência simples porém não deixam de ser avançados, servindo seus propósitos perfeitamente. Confiantes e úteis, feitos e construídos pela própria usuária. 

Rachel sorria e ria, colocando a máscara ansiosamente e jogando a mochila na parede e colando-a com suas teias logo em seguida. Ela pula do prédio como se fosse algo normal (e era, pra ela), começando a balançar-se nas teias, realizando giros e manobras para se locomover melhor no ar, ficando mais veloz a cada balanço. Rachel sempre foi assim, desde antes de seus poderes, sempre foi animada e excêntrica, com visões positivas sobre tudo ao seu redor. Ela tinha suas inseguranças, mas ela cresceu em um ambiente triste, e com isso ela se adaptou para ser a luz na escuridão para muitos, principalmente para sua mãe. Ela batalhava e guerreava sempre para dar seu melhor e agradar ao máximo, com a responsabilidade aumentando a cada sucesso. Quando ela ganhou seus poderes, ela viu a oportunidade de ser algo mais, algo maior que ela mesma, ela tinha ganhado algo muito grande para apenas ignorar. Ela tinha um dever a cumprir, mesmo que isso signifique arriscar sua vida. Antes, isso era algo que lhe causava medo, lhe deixava de pernas trêmulas.  Ela era, de muitas formas, a única coisa que importava para sua mãe, e se um dia Rachel saísse e nunca mais voltasse ? O que iria acontecer ? Essas perguntas eram o motivo de várias noites mal dormidas. Perguntas que não tem lugar na cabeça de Rachel, não agora.

Balançando-se pela cidade, Rachel procurava atentamente por qualquer tentativa de crime, olhando atentamente por alguns minutos no topo de cada prédio, até ouvir algo do outro lado da rua. Propulsionando-se com suas teias, ela rapidamente pode ter uma visão de cima do que estava a acontecer. Se tratava de um possível arrombamento de um prédio, haviam cinco homens, todos mascarados e armados. Três asseguravam a segurança do ato e dois se encontravam na porta dos fundos do prédio, no processo de arrombamento. Nephila comemorou mentalmente, ela não podiam esperar para bater em mais gente má. Discretamente, ela desceu do prédio e andou calmamente até um deles, que não estava cumprindo bem sua função de ficar de guarda.

- Vocês perderam a chave ? Posso ajudar se quiserem - Nephila disse, cutucando um dos arrombadores no ombro, assustando-o e alertando os outros, que começaram a ameaçar instantaneamente. - Acho que isso é um não 

- É aquela garota, do YouTube, a Nephila ! Atirem, agora ! - Exclamou um dos três que estavam na porta, e todos começaram a atirar. Nephila deu um salto rápido, desviando dos tiros facilmente e, enquanto estava no ar, ela toma uma das armas dos agressores usando suas teias e a joga novamente com força, atingindo-os diretamente no rosto. Ela lançou outra teia no rosto do mesmo agressor, e quando chegou ao chão, ela puxou a teia usando sua força superior, fazendo-o cair de tudo com a cabeça e desmaiar. Os tiros não paravam, ela pulava de um canto ao outro e desviava de todos eles sem nenhum arranhão, deixando seus adversários irritados.

- Uau ! Essa é a primeira vez que vocês pegam numa arma ?! - Ela riu, desferindo um chute certeiro no rosto de um agressor e lançar uma lata de lixo em outro, terminando este mesmo com um gancho de direita. - Olha isso, uma garota bate mais forte que vocês ! - Ela continuava a rir e caçoar dos criminosos, como se fosse um jogo. Até agora, ela conseguiu desacordar três deles com pouco esforço. Um dos dois últimos arrombadores chega perto o suficiente para tentar bater com a coronha de sua arma na nuca de Nephila, a mesma bloqueia com sua mão sem nem mesmo olhar. - Que feio, você bate em mulheres ? - Ela toma a arma dele e lhe dá um chute na barriga, afastando-o. 

- Que merda, só uma garota e nem você consegue cuidar dela ! - Grita o último deles - Chega disso, menininha. Eu vou cuidar de você. - Ele joga sua arma no chão e pucha uma faca de dentro de sua jaqueta, posicionando ela e preparando-se para tacar. O outro criminoso que levou o chute na barriga se recompõe e também puxa um faca.

- Ok, ok. Vou facilitar pra vocês, tá ? Sem as mãos ! - Nephila disse, rindo e piscando por baixo da máscara, colocando as mãos por trás das costas. - Podem vir ! 

Os dois últimos criminosos correm até Nephila, confiantes de sua vitória. O primeiro tenta acerta-la no rosto com a faca, com um movimento rápido que é facilmente evitado pela heroína, que simplesmente move sua cabeça pra fora do caminho da faca. Ela ri, desviando os ataques do segundo, que era mais lento mas parecia ser mais forte, ele parecia ser atrapalhado mas claramente sabia o que estava fazendo, pois foi o único que chegou perto de acertar Nephila, que simplesmente lhe deu um chute reverso, que pegou em cheio e o fez desmaiar logo em seguida. A heroína riu enquanto o outro via o parceiro falhar e ficar ainda mais com raiva. Ela ouviu as sirenes da polícia, enão teria que terminar aquilo o mais rápido possível. Quando o último dos criminosos tentou lhe acertar novamente, Nephila, prestes a levar uma facada, fez um ângulo de 120 graus com o braço, bloqueando o movimento do criminoso, e lhe deu um chute diretamente na virilha, fazendo-o gritar de dor. Por último, ela deu mais um chute reverso, finalizando o último do grupo de arrombadores com êxito. Ela riu, esticando seus braços diante da vitória, mas foi interrompida pelas sirenes, que se aproximavam.

- Ok, surra dada, lição aprendida ! - Ela salta para um dos prédios próximos, onde se esconde na escuridão e assiste os policiais chegarem e prenderem os criminosos. Ela lança sua teia e a usa para propulsionar-se no ar, dando-lhe velocidade suficiente para começar a balançar-se nas teias de novo, vendo que seu trabalho já estava completo. 

Ela viajou nas alturas por mais algumas horas, detendo assaltos simples e alguns roubos de baixo calão, também ajudou duas senhoras a atravessarem a rua, concluindo seu dia dando informações a um viajante perdido. A tarde já estava chegando ao fim, o sol colocava-se em seu local de descanso mais uma vez, deixando o céu numa mistura de vermelho alaranjado e azul. Ela sentou-se na beirada de um prédio, dando um suspiro de cansaço e sentindo orgulho de seu trabalho, finalmente tirando sua máscara e passando a mão em seu rosto. No final de tudo, ela sentia-se bem com tudo aquilo. Ela havia pego sua mochila novamente antes de ter seu descanso no prédio, isso permitiu com que ela sentisse seu celular vibrar. Checando, viu que era apenas uma mensagem de sua mãe, perguntando quando voltaria para casa. Ela respondia com um sorriso no rosto, e logo após ela desligar o celular, ela sentiu algo, algo que lhe tomou o sorriso.

Havia algo ali. Alguma coisa espreitando-se nas sombras. Ela não sabia o que era mas, de alguma forma, essa coisa fugia e era pego pela sentido aranha ao mesmo tempo, como se tentasse esconder sua presença. O coração da garota disparou, ela colocou a máscara lentamente, respirando fundo e preparando-se para cada ataque. Lentamente, ela se levantou da beirada, cerrando os punhos e pensando desesperadamente no que fazer. Ela fechou os olhos, tentando se acalmar, até que uma voz errante e arrastada, ao mesmo tempo que era monstruosa e intimidadora, veio das sombras até o ouvido da garota, arrepiando-a.

 

- Quem é você ?


Notas Finais


:D
Não sou muito de escrever cenas de luta, mas fiz o meu melhor !
Existem diferenças nos poderes da Rachel pros poderes do Peter Parker, mas isso será mostrado no capítulo 3 !


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...