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História Two friends and a secret! - Kaisoo - Capítulo 10


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Capítulo 10 - My boyfriend!


Fanfic / Fanfiction Two friends and a secret! - Kaisoo - Capítulo 10 - My boyfriend!

 

— Mark... É... — Kyung caminhou até a porta de saída dando a entender que não ficaria ali depois daquela declaração, o outro que chegara a porta da cozinha, ficara fitando seus movimentos, tudo que esperava era vê-lo abrindo a porta, não estava disposto a deixá-lo sair nervoso como estava. — Eu acho que você é um cara muito legal, e fico lisonjeado em saber que gosta de mim. Eu preciso ser honesto e dizer que gostaria de sentir o mesmo por você, mas, não penso em você dessa maneira.

 

 — Porque ainda gosta do Kai! — ele foi até a porta que o menor acabara de abrir, segurou a maçaneta e a fechou — Te deixo sair daqui amanhã, hoje não. Tá com medo de que eu tente algo? Não vou tentar. Eu te beijei antes porque você também quis. Eu quero, sinto vontade de te beijar quando estamos juntos, sinto sua falta quanto não esta comigo — fez uma pausa para levar a mão ao queixo do que curvara a cabeça e assim permanecia. Sentindo o dedo indicador engatilhado pedindo seu olhar, Kyung ergueu a cabeça percorrendo o olhar para todos os lados, menos em direção ao que lhe falava, a pedido do amigo, ele teve que mirar seus olhos, mesmo com toda timidez que apoderou-se de si. — Amanhã você pode sair por essa porta e viver sua vida sem peso na consciência, eu não posso exigir um sentimento que você não sente por mim. Eu vou estar aqui te esperando de braços abertos se um dia sentir o mesmo que eu.

 

Foram ao quarto e dormiram juntos. Mark sentia algo por Kyung e nunca tivera coragem de se expressar, a proximidade que tiveram nos últimos meses deu confiança para que ele entendesse que aquele era o momento de se abrir, mesmo sabendo que o outro ainda amava o castanho. Também, não ficou chateado com aquela negação, uma hora ou outra conseguiria conquistá-lo, quem sabe?! Por hora, preferiu deixá-lo livre. 

 

A ida a casa de praia no fim de semana foi rejeitada por Kyung, gostava de reunir-se com os amigos, mas ficara tristonho por rejeitar os sentimentos do outro. Mark não demostrava qualquer tristeza, pelo contrário, no dia seguinte tratou o menor melhor que antes, talvez por não querer dar a perceber que estava triste. 

 

 

Chamada: ON

 

Voz\ Soo: Manda?

 

Voz\ Kai: Vamos passar esse fim de semana na praia?

 

Voz\ Soo: Falei ontem ao Chen que não vou. Talvez outro dia. Divirtam-se!

 

Voz\ Kai: Também não vou sem você. Meu not travou, já tentei formatar e não consigo, o cd deve tá com defeito, pode vir dar uma olhada? Preciso dele pra estudar.

 

Voz\ Soo: Atualiza a BIOS!

 

Voz\ Kai: Já tentei de tudo, não sou bom com isso, vou levar aí pra você ver.

 

Voz\ Soo: Não, eu vou!

 

Voz\ Kai: Então, eu vou te pega...

Chamada: OFF

 

 

Kyung terminou de regar os cactos que tinham um cantinho especial em sua casa, vestiu a camisa que estava em uma das cadeiras da cozinha e foi ao quarto pegar tudo que era necessário para levar consigo. A cada 15 dias, ele repetia a mesma coisa como se fosse um ritual, alguns botões floresciam e era aquele o momento exato em que desenharia em sua face um riso, esse que não surgiu. 

 

 

                                     ...

 

 

 — Pega lá! — chegando a casa do castanho, não esperou pelo convide de sentar-se, ele tomou assento parecendo bem despreocupado.

 

 — Tá de carro? — perguntou. Esquecendo-se do pedido, Kim sentou-se defronte ao outro.

 

 — Sim! — respondeu apontando em direção do quarto como se quisesse lembrá-lo do not.

 

 — Eu estava indo te pegar, assim teria a oportunidade de te levar. — girando um anel prata de pedra azul no dedo anelar, Kim demostrava-se tristonho, Kyung já havia sentido essa tristeza antes de chegar, e como sempre, não estava enganado, ele realmente passara os dias triste, não era fácil ficar distante do menor.

 

Sentimentos profundos! Sentimentos esses que renderam a forte ligação de sentir alegrias e tristezas, prazer e dor... Ocorria também quando estavam separados, em seus aposentos, descansando, ou realizando alguma atividade, e de repente surgia um sentimento de tristeza, depressão, vazio, desânimo, etc. Sentiam também sensações físicas, como calor, frio, desconforto, aperto no peito... O sentimento repentino que brotava sem explicação podia ter várias explicações. Apenas uma era a correta: ligação!

 

 — Não precisava, estou preferindo usar meu carro. Pode pegá-lo, por favor? — a vontade de abraçar o mais alto parecia ter se agarrado a voz presa, pigarreou entre uma fala e outra para livrar-se do nó que se formou na garganta. 

 

 — Vamos ao meu quarto! — levantou-se tomando visão dos olhos crescidos do outro — Soo, vamos! Não tem nada com o que se preocupar, certo? — o mais baixo pegou uma pequena pasta preta que estava ao seu lado, contendo not, pen drive, cd... o acompanhou.

 

 — O problema é com o leitor, tem que trocar. — começara a tentar formatar o objeto prata, ao perceber o defeito, usou o pen drive para iniciar a configuração. — Seu not não era azul? 

 

 — Pedi pra Suho me trazer esse, o meu tá guardado. Queria ficar com você esse fim de semana, você não aceitou o convite, essa foi a única forma de te fazer vir aqui. — fez caras e bocas, esperando que o menor pilhasse.

 

 — Só falta as últimas configurações, você sabe como funciona o resto do processo. Fique com o pen drive aí, pode precisar dele. — Kyung não ficou bravo, apenas preparou-se para sair.

 

 — Soo, não faz isso! Eu tô com saudades. Sinto muito por tudo que aconteceu e... Para, vai quebrar meu quarto todo assim. — Kim levantou-se se aproximando enquanto com passos contrario, Soo tentava se afastar tateando a mesa, o rosto triste do mais alto deu lugar ao riso no momento em que o menor derrubou o pequeno som que estava sobre a mesa. 

 

 — Vou... Eu... preciso... de... — ridiculamente a gagueira chegou com tamanha ousadia fazendo com que ele se calasse, poderia tentar o quanto quisesse, seu nervosismo dominou-lhe a voz. 

 

Para o mais alto não existia nada mais lindo que ver aquela gagueira se formando entre o nervosismo, ele sorriu largo ao deixá-lo sem saída, uma parede foi tudo que o menor sentiu tocando suas costas antes do outro encostar posicionando um dos braços na mesma em formato L, também tocou seu quadril.

 

 — Eu quero você, gosto de você, preciso de você. — com o corpo levemente afastado, Kim colou sua testa contra a do outro — Olha nos meus olhos e diz que não sente mais nada por mim? — tudo que precisava no momento era daquele olhar tímido mirando os seus, estavam tão próximos, mas o olhar, não recebera. — Diz? — sussurrou. Kyung sentiu a cálida respiração chegar aos seus lábios como um atrevido convite de: beije-me!

 

 — Jongin... eu vou... — Kim, deslizou o dorso dos dedos vagarosamente, do ombro até chegar na mão que estava pressionada como se tentasse resistir tocá-lo.

 

 — É assim que quero andar com você. — direcionou os olhos aos dedos que agora encontravam-se entrelaçados — Me dá uma chance? — Kyung se assustou com os lábios tocando os seus, ele os crispou, mas ficou quieto, seu corpo não obedecia sua vontade de sair correndo, ficara congelado, ambos tinham agora o coração descompassando. — Deixa eu te beijar, vai?! — sua voz soou desesperada como se estivesse morrendo de sede e lhe implorasse por água.

 

Sua boca deslizou entre a boca e o pescoço do outro numa ânsia para beijá-lo. A ponta da sua língua quente percorreu do pescoço ao queixo onde espalhou beijos antes de encostar as testas e grudarem as pontas dos narizes novamente. Um pedido mudo de permissão, aos olhos que agora fitavam os seus, fez com que o menor aos poucos relaxasse os lábios.

 

Kim sorriu ladinho. Desentrelaçando os dedos sua mão direcionou-se a nuca para acariciar os fios alheio. Com os olhos abertos olhando os outros fechados, ele deu inicio a um beijo excitante, provocante, num movimento sincronizado, mordiscando de vez em quando. Quando por fim a língua do menor perdera a timidez, Jongin fechou os olhos aprofundando o beijo, as línguas se entrelaçaram como duas estranhas se conhecendo. Kim explorou cada cantinho da boca do menor sem medo de um depois. 

 

Tocou seu corpo sentindo as pequenas mãos passearem por seu pescoço, e assim, juntos foram até a cama mantendo os olhos fechados, com um pouco de dificuldade, chegaram e sobre ela lançaram os corpos. — Aceito! — não precisou de muito esforço e o menor já estava entregue a uma louca paixão.

 

 — Aceita me dá uma chance? — perguntou ao pausar o beijo.

 

 — Sim! — tão fácil quanto tirar doce de uma criança.

 

 — Seus lábios são macios como a seda. — usou de galanteio antes de voltar a beijá-lo. — Espera, aceita namorar comigo? — os sussurros pararam assim que ele entendeu o que o outro falara, parecia estar aéreo. Kyung assentiu acompanhando o riso daquele que agora gargalhava. 

 

 — Tá fazendo o que? Não vou transar com você. — afastou o corpo do seu. Kim não perdia tempo, logo arrancou a camisa fora, desabotoando a jeans. Ele sorriu entendendo a posição do mais baixo. Ficaram se beijando por um longo tempo, a formatação chegou ao fim aguardando por configuração, o menor estava muito distante para se dar conta de um detalhe desnecessário.

 

Algumas horas depois, ele voltou ao not, durante esse tempo, Kim ligou para os amigos para dar a notícia. Não tinha como negar a felicidade estampada na face, Kyung também estava muito feliz, mesmo que tentasse se convencer de que expulsaria aquele sentimento, parecia não ser possível.

 

 

Mensagem: Baeky\ Soo

"Esqueceu do quanto foi humilhado por culpa desse filho da puta? Tu é burro, Soo? Vai se foder, caray! Tanta inteligência pra nada".

 

 

                                  ...

 

 

 — Ajudou o Kai a se aproximar do Soo? — três entre os amigos não ficaram nada feliz com as novas; Baeky, Mark e Sehun. Sehun por não querer ver ambos juntos, aliás, não queria vê-lo namorando sério com ninguém, Mark por gostar do menor. Já o rosado desejava que ambos fossem feliz "separados", assim que soube sobre, foi a casa do Suho. Diferente do Baeky que enviou uma mensagem a qual não foi visualizada, Chany preferiu marcar uma hora para conversar com os dois.

 

 — Não muito! Só entreguei meu not a ele, o resto ele mesmo resolveu. Eu fiquei feliz por eles, você não? 

 

— Você é uma cobra, amigo da onça. Assim como eu, você também acompanhou de perto o que, Kai deixou acontecer com ele. — deu as costas e entrou no carro voltando para casa. Suho deixou claro que daria uma força, o problema é que, Byun não esperava que funcionasse. 

 

No mesmo dia em que a notícia rolou, o orelhudo procurou Soo e Jongin para conversar. Como um pai, ele perguntou ao mais baixo se estava certo do que estava fazendo, ele afirmou que sim. Para o Kim Jongin, ele deixou um dito: "se por ventura passasse por a cabeça dele magoar o pequeno, que fizesse as malas e fosse embora antes de machucá-lo, pois garantiu que se o visse derramando uma única lágrima, o procuraria até o fim do mundo".

 

 

Eles passaram a noite trocando carinhos, risadas, relembrando momentos passados. No dia seguinte voltaram juntos a casa do menor, depois de se banharem saíram pra passear. O sábado e domingo resumia-se em cafeteria, lanchonete, sorveteria e baladas onde os amigos faltavam pedir socorro diante do grude e melação do casal. A palavra perfeita para eles era: felicidade! E estavam pouco se importando para as caretas que faziam os colegas, estavam unidos e isso bastava. 

 

           

 

      ✨Dias depois✨

 

 

 

— Aaah, Soo, só um pouquinho, vai, amor? Umh, diz que sim? — em apenas 17 dias de namoro e Jongin estava a perigo, louco por sexo, agora encontrava-se sobre o corpo do menor implorando por uma transa.

 

 — Não, Jongin! — de tanto insistir o maior, Kyung ficara bravo, os pedidos insistentes dele estava deixando-o impaciente. Muitas das vezes ele fazia uma pausa nos estudos para acalmar o maior com beijos, já que ele não o deixava estudar, beijos na curvatura do pescoço, era o que não faltava ao menor, muito menos carinho enquanto estudava.

 

 — Tudo bem! — falou num tom brincalhão. — Vamos a festa na casa do Chany, certo? — deitou sobre a cama.

 

 — Quando é mesmo? — ele acariciou o rosto do namorado.

 

 — No domingo! — abraçou o pequeno, Kim estava com o corpo queimando e tinha que se controlar, era sua vez de dar tempo ao menor.

 

 — Logo no domingo? Olha a pilha de livros, temos que estudar.

 

 — Daremos um jeito, amor. — esquecendo-se de qualquer outro assunto, ele voltou a encher o menor de carinho. Suas investidas por sexo continuaram até que o baixinho pulasse para fora da cama. 

 

 



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