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História Two friends and a secret! - Kaisoo - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Não sobrou nada daquela noite?


Fanfic / Fanfiction Two friends and a secret! - Kaisoo - Capítulo 5 - Não sobrou nada daquela noite?

 

Pelas ruas frias de Seul, ele caminhou voltando ao lar, de braços cruzados sentindo o frio bater na pele impiedosamente ignorando a camisa de mangas finas que usava. Sentia-se despido com tamanha ousadia do vento atravessando suas vestes com deliberado atrevimento. Encolheu o corpo o fazendo oscilar tremido. Era noite quando adentrou as portas de casa jurando para si mesmo que havia apagado da mente e coração todo sentimento que tinha por Kim Jongin. 

 

— Olha só pra você?! Virou criança? Nem o celular levou, e por falar em celular, apaguei uma mensagem do seu amigo. Mas, tenho ela detalhada. "Oi, Soo! Estive em sua casa, você não estava, quando chegar... Bla, bla, bla..." — Jongin puxou na mente o que dizia a mensagem que Mark havia mandado e que havia sido apagada por ele. Lembrou do fim da mensagem que dizia: "quando chegar em casa, me ligue. Bjs!" Só não quis falar o resto.

 

 — De quem? — perguntou ao vê-lo descendo as escadas. Enquanto Kim, falava, havia subido.

 

 — Mark! — desdobrou um edredom, colocando sobre o corpo do outro que sentara sobre o sofá, encolhendo-se. — Onde foi? Por que saiu quando eu te chamei pra conversar?

 

 — Não queria falar naquele momento. Sobre o que quer conversar? — o primeiro pensamento que lhe veio a cabeça foi, mentir. Decidiu ser realista.

 

 — Sobre nós, sobre o que aconteceu no acampamento, na faculdade... Sobre seus sentimentos. — estava sentado ao lado do menor, levantou-se para sentar-se no chão, entre as pernas daquele que não demostrava sentimentos.

 

 — Converso contigo, estou disposto a levar qualquer tipo de papo que queira. Menos sobre esse assunto. Passou, Jongin! Não sobrou nada daquela noite e eu quero pedir a você que não tente mais voltar nesse assunto. Se está com medo de que eu esteja chateado, não se preocupe. Eu não estou! Se está preocupado com vestígios sentimentais, não se preocupe. Não existe! Alias, existe sim, existe o sentimento e o zelo por nossa amizade. Me desculpe se deixei você confuso, tá? Você estava coberto de razão, eu estava confundindo tudo, mas já passou.

 

  — Não sobrou nada daquela noite? — movimentou a cabeça para o lado direito procurando o olhar que se desviou dos seus. — "Às vezes isso dói tanto. Dói não ter encontrado coragem antes para me abrir com você. Eu sei que deve está achando tudo isso muito ridículo. Me perdoe! Você sempre foi meu amigo, confidente... Mas, eu nunca te vi como um simples amigo..." — recitou partes da carta. Kyung arregalou os olhos se perguntando: como o castanho lembrava-se de tudo.

 

 — Pare! Falei pra não tocar mais nesse assunto. — se não interrompesse, era capaz dele recitá-la por completa.

 

 — Paro! Paro quando me falar que magia usou pra esquecer um sentimento de uma hora pra outra. Me diga, e prometo não tocar mais nesse assunto. Não li apenas o papel, você me disse com sua boca que gosta de mim. — Jongin acabara deixando a cabeça do menor confusa, se o pediu pra esquecer, por que fazer questão de voltar ao assunto?! Seria melhor um pedido de desculpas, se achasse que era o caso.

 

 — Eu... eu... — poha, isso lá era hora do menor gaguejar?! Indignado por aquele interrogatório, ele colocou-se de pé. — Não tem magia nenhuma. A explicação simples é: eu estava confuso. — queria falar mais, temeu deixar visível que mentia.

 

 — Confuso? Não parecia confuso quando disse que gosta de mim. Eu não estou pedindo nada de mais, só quero que se abra comigo. Me fale o que está sentindo, por favor? Quando começou? Qual o tamanho dos seus sentimentos por mim? — enquanto falava, se colocou de pé dando passos até o pequeno, queria ouvir uma confissão olho a olho.

 

 — Imensurável! Nenhum sentimento é maior do que o amor que sinto por nossa amizade. — queria ser o mais eloquente possível, queria falar bonito, queria impressioná-lo com romantismo, mas percebera que aqueles sentimentos não cabia mais em seu coração. — Falta poucos dias para a colação. Já preparou sua beca?

 

 — Não mude de assunto! — subiram ao quarto — A colação não é importante agora. Me responda as perguntas que fiz.

 

 — Já respondi. Amizade! Aquela confusão boba, já passou. — ele foi ao banho deixando o castanho intrigado com aquele sentimento evaporar-se do nada. Dias atrás, Jongin não queria saber sobre o que ele sentia, inexplicavelmente aquele bilhete passou a deixar sua mente inquieta. Kyung voltou pra cama, depois de um boa noite, virou-se para dormir. Não pegou no sono de imediato, mas dormiu antes do castanho.

 

Passou dois meses e eles não voltaram a falar sobre, Kim parecia ansiado ao notar que Kyung estava seguindo sua vida muito bem, parecia ter esquecido o acontecido. Também, passou a sair mais com o Mark, essa era a parte que mais atormentava o castanho, talvez fosse ciúmes de amigo.

 

 

                               ...

 

 

— Nos reunimos lá! — o rosado afirmou. Era sexta feira, saíam da faculdade, tinham o fim de semana livre para curtirem. Marcaram de irem a um clube, todos voltaram as suas casa para se arrumarem.  

                       

 

                        ...

 

 

  — Que venha o primeiro gole. Hoje só saio daqui carregado! — com um copo de bebida na mão, Park levou ao alto exclamando.

 

 — Se cair, eu não te levanto! — em tom brincalhão, Jongdae, virou o copo na boca. Pousou-o sobre a mesa servindo-se mais uma bebida.

 

 — Se cair, do chão não passa! — o orelhudo sorriu mostrando os dentes. Em uma segunda mesa estavam Kyung e Mark, também bebiam.

 

 — Vem aqui! — Mark apoiou os cotovelos sobre a mesa curvando o corpo para chamar o menor com o dedo indicador. — Tá molhado aqui. — passou o polegar no canto da boca alheia. 

 

 — Eu tô bebendo! Cê queria o que? — os lábios do menor se moveram em um leve sorriso.

 

 — Te beijar! — brincou. Kyung curvou a cabeça tentando evitar o sorriso lateral que surgiu desenhando o canto da sua boca. — Posso?

 

 — Não! — sorriram largo, o menor fitando em direção aos amigos, Marky, olhando para aquele que movia a boca tentando desfazer o sorriso.

 

 — Solta o som aí, filho! — o rosado entrou gritando, como se fosse dono do local, o som estremecia o local e ele ainda não estava satisfeito. Possivelmente ninguém ouviu aquela ousadia do que sorriu ao falar.

 

 — Vamos dançar! — Kim, entrou abraçado com uma morena, ao se aproximar do menor, o convidara.

 

 — Depois! Tô com os pés doendo, ficamos tanto tempo em pé. — rejeitou educadamente. Jongin arrastou a morena pra dançar, puxando a fila, os outros cada um ajeitaram-se com seus pares enquanto o menor ficara bebendo com o amigo.

 

 — Quando estivermos bêbados, não vamos conseguir pisar na linha. — depois de secarem alguns copos, Mark convida o menor pra dançar, eram os únicos parados. Caminharam até a pista esbarrando em alguns corpos suados.

 

Jongin começou a assistir os dois dançando e pareciam que conversavam com os rostos muito próximos, os lábios de cada um falando na orelha do outro. Uma música bem suave começou a tocar, a luz ambiente foi reduzida, então, Kyung e Mark seguiram o ritmo dançando literalmente com os corpo colados.

 

Mark com um empurrão da bebida, cria coragem para fazer algo que tinha vontade desde tempos atrás, afastou o rosto que estava junto ao do outro, encostando os lábios lentamente aos alheios, Kyung, concedeu passagem permitindo um beijo demorado.

 

Jongin, não ficou pra trás, agarrou a morena e a beijou de olhos abertos fitando os beijos do menor. Estava em negação e sabia disso. Se convenceu de que aqueles ciúmes eram relacionados a amizade, por outro lado, nunca havia sentido ciúmes dos outros amigos.

 

 — Cansado. Vou sentar um pouco. Dance com outro parceiro, quando eu descansar, volto. — abandonou a morena para sentar-se sobre a cadeira alta do balcão onde pediu uma bebida e de lá continuou assistindo aos beijos. Perdeu a vontade de curtir aquela comemoração no exato momento em que viu o menor pisar na pista com outro, a final, ele havia rejeitado o convite que Jongn lhe fez mais cedo. Também, não tinha como culpar o menor por nada, nunca tiveram um romance, Kyung era solteiro, estava livre e desimpedido. 

 

Não voltou a dança com a moça que ele nem sabia mais onde se encontrava, não tinha olhos pra ninguém, a não ser pro menor. — Nos vemos em casa! — era cedo quando Kyung passara por o castanho se despedindo. Olhando os dois atravessarem as portas, abraçados, Kim não respondeu. Sentou-se numa outra cadeira e ficou a pensar naquela negação do menor ao receber seu convite: por acaso a amizade deles estava esfriando? Não! Kyung só estava vivendo sua vida, e na mente do mais baixo, ninguém estragaria aquela amizade. 

 

 



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