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História Two friends and a secret! - Kaisoo - Capítulo 8


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Capítulo 8 - I didn't put faith!


Fanfic / Fanfiction Two friends and a secret! - Kaisoo - Capítulo 8 - I didn't put faith!

 

 — Jongin, por que não voltou pra casa? — Kyung foi até a casa do maior, saíram da faculdade separados. À noite, ele ligou algumas vezes, mandou mensagens, e não foi atendido. Algo estava errado, pois ao chegar no quarto, notou que Jongin não tirava os olhos do celular. Então, se estava com o aparelho em mãos, por que não lhe atendeu? Ele tocou a campainha, o castanho também não desceu para abrir a porta. Kyung usou a segunda chave que tinha em mãos para entrar. Ambos tinham chaves, um da casa do outro.

 

 — Porque eu não quis. Sou obrigado a ir a sua casa todos os dias? Não queria ficar separado de mim? Tem sua chance agora, faça bom proveito. Vá embora! — o mais baixo começou a fitar o semblante pesado que Jongin assumiu em seu rosto. Não precisava ser um amigo íntimo para perceber que ele estava aborrecido. 
 


Kyung deu de costas para o que estava deitado. Admirou o quarto no qual já tinha perdido as contas das inúmeras vezes que ali entrou, fitou-o como se fosse a primeira vez: era grande, arejado. A decoração, vigente e de bom gosto, amalgamava papéis de parede que deixavam o cômodo aconchegante, imprimindo assim a personalidade do castanho.

 

 — Por que tá com raiva? — interrogou observando uma das paredes laterais em que havia um mural com fotos de ambos juntos; baladas, viagens, almoços, colégio, campus, aniversário...

 

 — Eu não estou com raiva. Volte pra sua casa. Não quero ver você, dê o fora da minha casa. — negou por não querer admitir aquele ciúmes. Jongin o fitou com desprezo e Kyung podia bem imaginar os pensamentos que estavam cruzando a mente dele, aquele olhar lhe dizia que algo tinha feito de errado.

 

 — Jongin, fiz... — foi até ele acariciando sua face.

 

 — SAIA DA MINHA CASA! — gritou rejeitando o carinho. Soo, se afastou assustado, o castanho nunca tinha usado aquele tom. 

 

 — Queria saber como estava, mas a julgar pela sua rudez, entendi que não deveria ter vindo aqui. — Kyung foi a casa do castanho tendo certeza de que aquela noite, ele não iria ao seu encontro, resolveu ir até ele para passarem a noite juntos, percebeu que sua presença era indesejável. Trancou a porta e voltou pra sua casa.

 

Impossível dois bicudos se beijarem: duas pessoas de temperamentos fortes normalmente não se entendem, alguém tem que ceder para poder chegar numa boa conversa feito dois adultos, na verdade, Jongin parecia uma criança birrenta. Antes, o menor estava disposto a saber o que estava acontecendo, depois de sentir farpadas, desistira.

 

Para ambos foi como se passassem aquela dormida em falta do seu edredom favorito, as meias quentes que aqueciam seus pés no frio, seus travesseiros Buddemeyer de pluma branca. Foi uma péssima noite, as vezes dormiam cada um em sua casa, mas, não naquelas circunstâncias.

 

Na manhã seguinte, Kyung teve que aceitar a carona do amigo para ir ao campus, já que o castanho não foi lhe buscar. Sentavam lado a lado. Kim usou uma segunda cadeira, sentando-se atrás do casal de amigos, aquela foi uma das suas piores escolhas. Assistiu até o fim da aula os papos baixinho dos dois, tudo que ele queria era ouvir aquela conversa, os sussurros não permitiu que sua audição acatasse nadinha. 

 

             

   

Mensagem: Kai\ Soo

"Desça! Preciso falar com você, sem demora"

 

 

Jongin andava inquieto e nervoso, na frente do campus. Não tinha mais aquela carta consigo, mas as palavras estavam decoradas em suas lembranças, fixas; ou então, o que era ainda pior, eram-lhe murmuradas ao ouvido, com a própria voz do Kyung. Aguardou por o retorno de uma mensagem que não foi visualizada.

 

 — Ei, viu o Soo? — perguntou ao Park que saía abraçado, gargalhando com o rosado. Todos pareciam estar muito bem, metade dos seus amigos estavam bem arranjados na vida amorosa, um dos que vivia de incertezas era o Jongin. Não podia mentir pra si mesmo: desejava alguém ao seu lado, era hora de deixar aquela vida de pegar e largar. Ou parava quieto com alguém, ou ficaria sem, o problema agora era saber se ainda tinha chance com o alguém ao qual havia escolhido.

 

 — Eu? — o orelhudo levou uma das mãos tocando o próprio peito — Quem estuda na sala dele é você.

 

 — Nem olhe pra mim, também não vi! — o rosado abraçou novamente o outro, passando por Jongin — O que quer com ele? — na curiosidade, ele voltou interrogando.

 

 — Saiu! — não dando atenção a pergunta do rosado, Jongin virou-se procurando o dono daquela voz.

 

 — Pra onde? Com quem? — ao encontrar caminhou até o Chen.

 

 — Pra onde, eu não sei. Saiu com o Markyto. — respondeu com ironia e nem sabia que o outro estava tendo uma queda por o menor. — Com quem é o fica hoje? Êh, pressa da gota, hein? — sorriu. Tamanha era a pressa do castanho que o Jongdae pensou que ele ia dar uns pegas.

 

           

                ...

 

 

"Será que ele tá chateado? Como ousa a dar ousadia a um cara com quem se pegou na balada? Que se dane, fique com raiva então". Kim foi a casa do menor, não o encontrando ligou. Mensagens e ligações foram perdidas, ele não atendeu. Assim como não era possível encontrar respostas para suas perguntas, também, não tinha como saber onde o Kyung se encontrava. 

 

Enquanto retornava a sua casa, tinha os pensamentos que só um homem com a vida sexual ativa poderia ter, se perguntava se Kyung estava em um motel ou transando no quarto do amigo, como se os pensamentos não bastassem para lhe atribular a mente, imaginava a cena odiando e tentando expulsar aqueles pensamentos atormentadores. Se a noite passada parecia ter formigas na cama, essa foi a pior, nem o olho conseguira pregar.

 

​Dias após dias tudo se repetia. Jongin não conseguia mais falar com o menor, quando Soo ligava, ele estava no banho ou fora do alcance do aparelho, quando o castanho ligava, o mais baixo parecia muito ocupado para atendê-lo. Tentava falar com ele na saída da faculdade, também não podia, Kyung era o primeiro a sair. 

 

 

Mensagem: Kai\ Baeky\ Suho 

"Quero os dois aqui, pra ontem"

 

Mensagem: Suho\ Baeky\ Kai

"Ei, bicho, eu tô na cama. Vou aí amanhã cedinho"

 

Mensagem: Kai\ Baeky\ Suho

"Perguntei se tá na cama? Tire esse corpo preguiçoso daí e venha"

 

Mensagem: Baeky\ Suho\ Kai

"Tô na cama também. E nem amanhã vou, do jeito que você é tarado, é capaz de querer fazer sexo sanduíche. Marminino! Espera, pegou um virgem e não tá conseguindo meter... rsrsrs. Pega um pote de margarina e passa no trem aí. Só tem um problema, o cheiro vai ficar uma maravilha. rsrsrsrs! Fui dormir, não enche. Resolva essa marmelada sozinho"

 

Mensagem: Kai\ Kaeky\ Suho

"Se foder, Baeky. Se não quiser que eu espalhe aquela parada aqui e amanhã na faculdade, vá pegar o Suho e venha agora"

 

Mensagem: Baeky\ Suho\ Kai

"Vou porque eu quero, tenho mais nada coberto, viado. Se fosse segredo, ele não estava dormindo aqui"

 

O rosado deixou o Park na cama e foi pegar o Junmyeon para saber o que era tão urgente. Tinha que ser algo de suma importância para tirá-los da cama aquela hora.

 

A campainha soou impaciente. Jongin abrira a porta onde do lado exterior agora tinha um Suho lhe olhando seco. Convidou-os a entrar carregando uma expressão ensimesmada, ele caminhou até uma das poltronas sinalizando para que os amigos tomassem assento e sentou em outra ao lado deles.

 

 — Vai falar ou ficar nos olhando? — o rosado bocejava se jogando desajeitado no assento.

 

 — Anda, Kai. Eu quero voltar e dormir. — Junmyeon se apressava, queria voltar para o conforto da sua cama e agora se deparava com um Kim Jongin neutro como se não conseguisse falar o que tinha em mente.

 

 — Quero a ajuda de vocês. — ele virou o rosto para o lado oposto, os rapazes lhe fitavam incrédulos. Aquele não era o Kim que conheciam, nunca precisou pedir ajuda aos amigos. — Eu... É que... acho que peguei pesado com o Soo e por isso ele tá me evitando. 

 

 — Para de balela! Ajuda com o que? Já ficaram as facas e pauladas antes e nunca precisou de nós. — depois de trocar olhar com o Suho, Baeky sentou-se mirando o castanho.

 

 — Já, e era fácil de resolver. Agora é diferente. Eu... Vocês sabem, néh? — era difícil terminar de falar, difícil porque se abrir com os amigos sobre o menor, era algo que nunca fizera, nem precisou antes. 

 

 — Aaah, minha nossa senhora da biciletinha, minha nossa senhora da eterna beleza, não deixe esse ser maléfico, sem coração, ser a causa das minhas olheiras amanhã. — depois do seu show dramático, Byun ficou de pé se aproximando do outro a ponto de sacudir-lhe pela camisa. — Ninguém sabe de nadinha, desembucha.

 

 — Calma, histérico! — fez uma pausa — Eu tô gostando dele. O problema é que fiz aquela besteira no acampamento e tratei ele mal aqui. Ele parece não querer ver minha cara, já liguei, mandei mensagens, fui a casa dele e nada.

 

 — Hahahaha! — gargalhou vitorioso. — Repita tudo que você falou, do inicio ao fim. Minhas orelhas estão entupidas de cera. — o rosado aprofundou o indicador no meato acústico (ouvido) fazendo movimentos como se quisesse ouvir em alto e bom som. Suho que curvou a cabeça, sorriu silenciosamente.

 

 — Minha paciência tá no limite, pra mim te arrastar daqui e te açoitar lá fora, não custa muito. — se arrependeu por chamar os amigos que mais riam do que tentavam ajudar.

 

 — Eu te ajudo! — Byun parecia sério, só parecia, pois entre a fala crispava os lábios para controlar os risos. — Mas, antes eu necessito desesperadamente de te falar uma frase que te define. — não era o momento pra irritar o castanho, ele estava agitado, o problema era que, ao se tratar de Baeky, podia se esperar qualquer coisa — O mundo não gira, ele capota! — soltou seu veneno. Cismado, Suho fitou o castanho, esperando que ele colocasse o rosado para fora, ao invés disso, ele curvou a cabeça, suspirando. 

 

 — O que podemos fazer? — Suho perguntou.

 

 — Se eu soubesse, não tinha chamado vocês aqui. — encontrando coragem para enfrentar os olhares dos dois, Kim sentou-se, agora mais relaxado, havia se livrado de um peso que não conseguia mais carregar só, tinha que dividir com alguém que realmente pudesse o ajudar. 

 

 — Tá gostando pra valer ou ele será um dos seus passatempo? — o rosado fez uma expressão duvidosa.

 

 — Já te pedi ajuda pra ficar com alguém? Por que eu chamaria vocês aqui a essa hora se fosse pegas por diversão? Não faça mais perguntas idiotas. Parece que nessa cabeça oca só tem merda. — Kim, se sentia ridículo por pedir ajuda, teve que colocar seu orgulho de lado para conquistá-lo, aos poucos estava vendo o menor se afastando de si.

 

 — Vamos pensar em algo. Sinceramente, não me veio nenhuma ideia na cabeça. — movimentou a cabeça para o lado do amigo — E você Suho, alguma ideia? — o amigo fez uma cara frustrada negando com a cabeça. 

 

— Vamos embora. Quando pensarmos em algo, te falamos. — se despediram.

 

 

                     ...

 

 

 — Preste atenção, ou deixe que eu dirijo. Não quero morrer, ainda tenho muitos sonhos para realizar. — enquanto estava em posse do volante, Byun ficou displicente. 

 

 — Não botei fé! — ele falou baixinho, parecia não querer ser ouvido.

 

 — Em que? — Suho já estava de olhos fechado quando as palavras do amigo chamaram sua atenção lhe fazendo abrir os olhos e roçar os dedos nos mesmos, estava com a visão embasada pelo sono.

 

 — Pense! — engrenou a marcha e jogou em neutro no sinal vermelho — Kai, nunca namorou, deu um fora no Soo, vive transando com qualquer um que esbarra nas ruas, festas... Por que ele ia querer algo sério com uma pessoa que ele deu um fora? Sei não! Eu acho que não vou colocar a mão nisso. — voltou a dirigir.

 

 — Já estamos dentro. Ele não é doido de vacilar, nosso pescoço também tá a prêmio. — a confiança que tinha o Junmyeon, não tinha o rosado. Baeky tava muito duvidoso, talvez até ajudasse, mas seria contra a sua vontade.  

 

 



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