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História Two friends and a secret! - Kaisoo - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Say goodbye to the past!


Fanfic / Fanfiction Two friends and a secret! - Kaisoo - Capítulo 9 - Say goodbye to the past!

 

Naquela noite, Byun deitou-se em sua cama inquieto, era muito de se disponibilizar a ajudar os amigos, aprontava mil e uma arte quando precisava dar um empurrãozinho até mesmo contra a vontade do destino. Mas, o que lhe deixava intrigado, pensativo, era: ajudaria o amigo a reconciliar-se com o menor, ou deixaria as águas correrem e o destino tomar seu próprio rumo? 

 

Amava demais o menor e temia jogá-lo no fogo, ao tentar ajudar. Na manhã seguinte, ele saiu de casa antes do orelhudo acordar, foi até a casa do Suho falar que havia desistido de ajudar. O rosado conhecera o Kim antes de todos os outros e em seu pensar, Jongin não suportaria manter uma relação séria. Mesmo com a desistência do rosado, Suho garantiu que pelo bem de ambos, ele faria o que tivesse ao seu alcance. Ainda não tinha um plano, pois nunca foi bom nisso, a pessoa que elaboraria um plano genial havia caído fora. Junmyeon daria o melhor de si, para uni-los.

 

 — Ele chegou? — o castanho perguntou ao adentrar os portões do campus.

 

 — Ainda não! — Byun respondeu mantendo a cabeça curvada, não sabia como falar que havia desistido.

 

 — Cabelo vermelho, camisa e jaqueta preta, acabou de descer do carro, vindo em nossa direção. — para que não fosse ouvido pelos outros amigos que não sabiam sobre o gostar do castanho por Kyung, Suho sussurrou em tom surpreso por vê-lo com tonalidade diferente, ele não costumava pintar os fios, enquanto falava, ele desviou o olhar para um grupo de estudantes que conversavam ao lado.

 

 — Uaaau! Sou eu quem vai te dar uns pegas hoje. Adorei seu cabelo, ficou lindo, gostosão. — o rosado deu passos até o menor que estava distante, não era sempre que costumava abraça-lo, naquela manhã, Baeky o abraçou apertado fazendo com que o menor o afastasse em meio as risadas e brincadeiras que tiveram ali.

 

O que Jongin queria naquele momento era elogiá-lo, falar o quanto tinha amado sua tonalidade, o quanto ele estava lindo. Não se atreveu, ele ficou irado ao ver o Mark entrando com o braço envolvendo os ombros do Kyung.

 

 — Seu celular quebrou? Você não tem mais casa? — Jongin, subia as escadas para entrar quando arrependeu-se por não demostrar o quanto estava chateado e voltou.

 

 — Não! — enfiando uma das mãos entre o bolso da jaqueta, o mais baixo retirou o celular levantando-o até a altura dos olhos do castanho — Tenho, é que preferi não ficar lá e me livrar de... — percebendo que machucaria o maior, ele não completou, tudo que diria era: pessoas inconvenientes. Estava magoado e com razão, se tinha algo que não suportava era ser tratado aos gritos, com indelicadeza.

 

 — De? — ele fitou o Mark, o menor, e depois percorreu os olhos até onde se encontrava o braço do amigo: ombros do Soo. Kyung não respondeu, ficaram se entreolhando, o mais baixo carregava a mesma expressão facial que o castanho. A pedido do Kim, eles se afastaram dos amigos para conversar.

 

 — Seja rápido, tenho que entrar para a primeira aula. — o menor exigiu.

 

 — Vamos entrar no segundo horário, o que tenho pra falar e perguntar levará um longo tempo. E terminaremos essa conversa em sua casa ou na minha. Você escolhe. — deu alguns passos ao achar que aquele lugar ainda não era o adequado. — Você vem ou não? — estando de costas pro menor, Kim fitou-lhe por cima do ombro.

 

 — Odeio perder aulas, mas vou deixar essa passar. — murmurou acompanhando o outro. Por não querer ser ouvido por estudantes que ainda adentravam a facul, ele abriu a porta do carro o convidando para entrar.

 

 — Por que não atendeu minhas ligações? Tá fugindo de mim por que falei que gosto de você? O que tá rolando entre você e Mark? Tá dormindo com ele? — a conversa começara mais como interrogatório do que troca de palavras.

 

 — São muitas perguntas, então para que terminemos mais rápido e eu possa pegar a primeira aula, pergunte tudo que quer saber. — retrucou sem desviar o olhar.

 

 — Responda! — exigiu depois de suspirar profundo. Kyung não quis ser irônico, mas foi o que pareceu ao ponto de vista do que franziu a testa.

 

 — Não atendi porque estava ocupado e não quis atender. Bem, depois te liguei e você não atendeu. Não estou fugindo porque não há do que fugir. Você disse que gosta e eu te disse que gostei... Não, eu ainda gosto de você. — o castanho desenhou um riso — Mas, eu decidi esquecer, e vou porque...

 

 — Essa é a única explicação que não quero ouvir. Apenas me responda a próxima pergunta. — o menor ficou pensativo: qual era mesmo a próxima?!

 

 — O que tá rolando entre eu e o Mark? Nada! Ora, Jongin, eu não sou do tipo que ao ter uma desilusão corro para mim atirar nos braços de outro. Eu o beijei na festa porque eu e ele queria, isso não significa que estamos juntos. Quanto a dormir com ele... Quer saber se estamos transando? Não estamos! Eu não corro a procura de noites que me trarão prazeres momentâneos. 

 

 — Me desculpe se te ofendi com essa pergunta, eu pensei besteira quando fui a sua casa e não te encontrei. Sinto muito! Desculpe por ter te tratado mal quando foi a minha casa. Me perdoe! Soo, sei que esse não é o momento, hora, nem lugar certo para falar sobre isso, sei também que te magoei quando se confessou a mim, agi como um mlk quando todos ficaram sabendo e te abandonei sozinho quando deveria ficar ao seu lado e enfrentar todos. Eu tive medo, fui egoísta ao pensar só em mim e em manchar minha...

 

 — Já passou! — interrompeu por não querer continuar naquele papo.

 

 — Por favor, me ouça. — segurou calmamente na mão do que tentava sair do carro. Kyung baixou o olhar dando-se liberdade a ouvi-lo. — Desculpe-me por ter te decepcionado, sei que disse que nunca falharia contigo, acabei falhando e agindo errado com uma pessoas importantíssima em minha vida. Você é a pessoa que sempre esteve  ao meu lado nos momentos bons, runs, felizes... Apesar de tudo, quero que saiba que me arrependo muito do que fiz. Eu sou humano, falho, as vezes ponho tudo a perder e problematizo o que é simples. Eu só quero ficar bem com você e, portanto, admito que errei. Então, deixe-me te mostrar que podemos ser felizes juntos, me dê a oportunidade de te provar o quanto gosto de você? 

 

— Não precisa me provar, eu sei que gosta, e já somos felizes. Vou repetir e espero que dessa vez, você grave "Nada vai estragar nossa amizade nem o gostar com que eu zelo por ela. Amo nossa amizade e isso é o que importa". Eu fiquei aborrecido com tudo que aconteceu, pois esperava mais de você. Te prometo que apesar de magoado, tento não recordar o que aconteceu. Jongin, aprendemos com determinadas situações, elas nos abre os olhos, nos fazem conhecer melhor as pessoas, além disso, essas pequenas experiências, nos deixam mais fortes, mas experientes. Tenho que entrar! — Kyung ouviu tudo, não perdeu nenhuma palavra dita por Kim, mas fez questão de expulsá-las assim que ele se calou. Ele o amava e sabia que aquele amor não havia saltado para fora do seu peito.

 

 — Não se apresse, te prometo que pegaremos a primeira aula — tentou sair do carro novamente, um toque mais firme do castanho, em seu braço o fez permanecer — Não me referi a gostar da nossa amizade, me referi a gostar de você como home...

 

 — E gostava de mim como mulher? — ironizou soando brincalhão.

 

 — Preciso desenhar? — aproximou na tentativa de dar um beijo que foi parado com uma virada de rosto do menor. — Poxa, por favor acredite em mim, eu gosto de... — mesmo que ele quisesse, não podia terminar sua confissão, o menor saiu sem se deixar ser parado.

 

 — Esqueça esse sentimento. Se desejar guardar o gostar por nossa amizade, guarde. Senão — suspirou — enterre os dois sentimentos juntos. — nem ele mesmo acreditou que falara tais palavras. Tudo que mais zelava era a amizade de ambos, se ver falando aquelas palavras lhe deixou com o coração doído.

 

Enquanto Kim o fitava com uma expressão desacreditada, o outro se distanciava adentrando as grandes portas da faculdade. Era impossível dele acreditar que pela primeira vez na vida, não conseguia aquele a quem agora desejava, nunca em circunstância alguma recebeu um não de qualquer que fosse a pessoa que ele escolhia para passar uma noite, ser rejeitado por alguém que dizia gostar de si, o deixara frustrado.

 

 

                     ...

 

 

 — Baeky, Soo ficou na sala? — deixou um suspiro cansado escapar. Naquele dia, ele não entrou, passou todo o tempo no carro pensando em tudo, desde o acampamento até a facul.

 

 — Ele saiu antes de mim. — Baeky fitou o estacionamento onde estava o carro do Mark vendo que não estava no local de outrora.

 

— Acho que cochilei — acompanhou o olhar do rosado, deduzindo que o menor havia saído com o amigo. — Já pensou em alguma coisa? — apoiou o corpo no carro.

 

 — Vou ser sincero, acho que você não é homem pra ele e vai vacilar no momento que aparecer um rabo de saia ou um par de calças. Eu não posso te ajudar. Se precisar de mim em qualquer outra coisa, te ajudo. Nessa não.

 

 — Ajudar em que? — o castanho nem chegou a replicar, o orelhudo chegara interrogando. 

 

 — É... que... Eu estava falado pro Kai, que não posso acompanhar ele até o shopping. Ele pediu minha ajuda com uma... uma... nova camisa. — nervoso, Byun, inventou qualquer desculpa — Falei que não posso ajudar hoje porque vamos ao cinema. — Park protegia o menor como uma fera, se soubesse sobre o assunto, seria o primeiro a atrapalhar e não deixaria o castanho se aproximar do outro.

 

Tarde e noite, o castanho voltou a casa do menor, abriu e entrou, foi aos quartos, cozinha, varanda... Analisou todos os cômodos: a cama estava intacta, tudo estava do mesmo jeito de quando estivera no lar, principalmente sua bola de basquete que havia deixado num suporte ao lado da escrivaninha. Kyung sempre a tirava daquele cantinho, odiava quando o castanho a deixava ali, mas até isso não havia sido mexido. 

 

Na volta pra casa ele se atirou sobre o sofá revendo no celular as fotos de ambos que estavam em uma pasta separada. Sentiu seu coração inquieto, sua cabeça dar voltas... Parecia que tudo lhe fazia lembrar dele: música, aroma, a camiseta dele que o menor costumava vestir quando estava em sua casa, o chocolate preferido dele que Kyung costumava comprar, tudo, exatamente tudo fazia-o lembrar.

 

 — Kai! — uma voz distante o chamou, fazendo-o despertar do cochilo repentino que dera enquanto fitava a tela do celular. Levantou-se confuso, curvando a cabeça esperando ouvi-la novamente. E ouviu. Foi até a porta atender o visitante.

 

 — Entra! — falou desanimado, não apenas pelo sono, sentia falta do mais baixo.

 

 — Vamos tomar banho juntos e dar um jeito nessa juba. — era Sehun, referia-se aos seus cabelos bagunçados. Segurou a mão do castanho carinhosamente para subirem ao quarto, estava com saudades dos pegas, sua chegada ali não era em vão, matar as saudades, era o nome da sua visita.

 

 — Sehun, eu tô noutra. Tô gostando de uma pessoa. — o amigo lhe soltou a mão — Eu ia falar com você, mas acabei dormindo no carro. Nunca foi nada serio entre nós, mas me sinto na obrigação de falar com você porque não quero que me procure mais. Quero dizer, como amigo sim, sexo não.

 

 — É sério? — como se não desse importância ao que o outro dizia sentir, Sehun sorriu minimamente.

 

 — Sim! — não o convidando para sentar-se, ele respondeu firme.

 

 — Quem é? Já tá namorando? — perguntou simplista.

 

 — Não! Quanto a pessoa em questão, não gostaria de falar, pelo menos não nesse momento.

 

 — E quer namorar? — arqueou uma sobrancelha.

 

 — Vai depender dele. — foi até a cozinha para tomar agua, o outro o acompanhou.

 

 — Kai, no dia que você namorar alguém, eu... — fez uma longa pausa — me visto de mulher, coloco saltos, batom vermelho e saiu andando nas ruas durante 1... 30 minutos. — falaria uma hora, se arrependeu — 1 hora! — o desafio foi além, ele conhecia a sede do castanho. — Só quando eu ver que é sério. — acrescentou.

 

 — Fechado. Se ele ainda me quiser, se eu conseguir quebrar o coração dele, se ele me dê uma chance, eu mesmo escolho a roupa. — na verdade, Kim, parecia bem confiante. 

 

 — Tem cerveja? — Junmyeon acabara de chegar. Kim abriu três cervejas, uma delas ficou sobre a mesa, Sehun saiu não acreditando que o Jongin havia se apegado a alguém. 

 

 — Baeky nos abandonou, e não sou bom nessas coisas. Vamos passar o fim de semana na casa da praia, isso é tudo que pensei. No sábado pela manhã, eu venho pra casa com os outros, ficarão vocês dois, o resto é com você. 

 

 — Tá perfeito! — ele sorriu brindando com a garrafa de cerveja. 

 

 

                             ...

 

 

 — Existe a possibilidade de eu me apaixonar por você de novo? Quantas vezes o ser humano se apaixona pela mesma pessoa? — disse o Mark com os olhos brilhando. Juntos eles assistiam um filme na sala, até já haviam esquecido da TV enquanto conversavam. Kyung estava muito bem, obrigado! Em companhia de Mark, ele acabara esquecendo seus problemas, com as risadas do amigo.

 

 — Vou fazer um café! — pô! O menor mudou de assunto na hora, todavia, ele deixava o amigo risonho quando fugia das investidas, e mais uma vez, Mark se encontrava desenhando um riso na face.

 

 — Soo, diga adeus ao passado e se dê uma chance de sentir o que a vida lhe reserva. — ele deu passos até o outro cômodo, chamando o olhar do outro. — Me dê um sinal de que você também sente o mesmo que eu. Vai, por favor! Me dê um sinal de que isso que eu sinto por você, de que esse sentimento que bate aqui no meu peito, é recíproco. Diga que você quer ficar comigo, que você também se apaixonou por mim, diga que você não se imagina sem mim... Aiish! Me desculpe, fiz você se machucar? — ambas as xícaras vazias que o menor tinha em mãos, caíram ao chão transformando-se em cacos. Era muito tímido pra receber uma confissão repentina, apesar do beijo que trocaram antes, para o Kyung, não passaria daquilo.

 

Por não saber o que falar, ele ficou em silêncio enquanto juntamente com o Mark, catavam os cacos do piso. Agora ele se via na mesma posição em que esteve o castanho ao receber uma declaração. O que fazer quando um dos seus melhores amigos se confessa a você?! De uma coisa ele tinha certeza absoluta: não agiria como o Kim agiu. 

 

 



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