História Two Ghosts. - Capítulo 14


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Palavras 2.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente linda!
Postei mais um, olha que milagre hahahahahahahahaha.
Eu tentei escrever menor para que ficasse mais tranquilo de ler, mas acabei me empolgando.
Comentem seus feedbacks!
Até o próximo capítulo.

xx.

Capítulo 14 - Paparazzi.


Os dias passaram voando, nada de novo, nada de diferente. Sem notícias de Ross. Nem uma mensagem. Era dia 23, estava terminando de arrumar minha mala já que meu voo sai ao meio dia. Harry já está lá desde ontem à tarde e me acordou hoje cedo com uma ligação para que eu não perdesse o avião. Deixei tudo arrumado e chamei um uber para o aeroporto. Eu chegaria em Liverpool por volta das oito horas da noite e, provavelmente, Gemma me pegaria lá para, em seguida, pegarmos uma hora de estrada até Holmes Chapel. Seria um dia cansativo, mas sei que no final o feriado com a família de Harry seria maravilhoso. 

Chegando no aeroporto, passei no mc donald's para comer um lanche antes do voo. Quando acabei ouvi a primeira chamada e já me encaminhei para a fila de embarque. Ao sentar no avião enviei uma mensagem para Harry avisando que já havia embarcado e coloquei o celular em modo avião e em seguida meu fone. Conforme o avião foi subindo e o frio na barriga aumentando, o sorriso no meu rosto crescia. Quando tudo se acalmou eu fechei os olhos e agradeci ao universo por estar vivendo tudo isso de novo. Peguei meu livro, abaixei o volume da musica e comecei a ler. Era "Belo desastre" de Jamie Mcguire. Niall havia me dado esse livro anos atrás e essa era a terceira vez que eu o lia. Eu amo tanto Travis Madoxx e mais ainda tudo o que ele faz por Abby, é incrível!  Depois de duas horas de voo, duas horas lendo, eu já estava cansada, então deixei o livro de lado um pouco e fiquei olhando a janela, começou uma pequena turbulência, nada de grave, mas a senhora ao meu lado já começou a rezar 30 ave marias. Dei uma risadinha mesmo sabendo que era errado e lembrei do primeiro natal que fui passar na casa de Harry. Era nosso primeiro natal como namorados, eu estava ansiosa e não sabia como agir, o que falar e o que não falar. 

*Flashback on* 

- Para de balançar essa perna, amor, pelo amor de Deus! - Harry ria após colocar a mão em minha perna. 

- Eu estou ansiosa, Harry! 

- Eu estou vendo, mas não entendo. Você conhece meus pais, meu padrasto e minha irmã, por que todo esse nervoso? - Ele seguia rindo de mim e eu já estava ficando um pouco brava com ele.

- Porque eu de fato conheço a sua mãe, seu pai, seu padrasto, Gemma, mas não conheço seus primos, seus tios, não sei o que falar, o que não falar, como agir... 

 - É só você ser exatamente como você é, meu amor. - Harry entrelaçou nossos dedos e beijou a costa da minha mão. - Eu me apaixonei por exatamente isso que você é, todo o conjunto e eles também vão.

- Você é um fofo, Harry, mas e se uma tia sua me achar uma chata? E se seu tio fizer alguma piada clichê no meio da ceia e eu fizer cara feia? Aí eles vão me odiar muito, amor.

- Letícia, calma! - Ele ria - Você não vai fazer cara feia e mesmo se eles te acharem tudo isso que você acha que vai acontecer, eu, do fundo do meu coração, dou meu sincero foda-se para eles. O importante nós já temos: eu te amo, você me ama, meus pais te amam e minha irmã te ama, então está tudo certo. Fica calma, ok!? - Harry, beijou minha cabeça.

- Você é o melhor namorado do... - Fui interrompida por uma forte turbulência, acho até que era a maior que eu já tinha sentido - ai caralho. Pai nosso que estais no céu, santificado seja... - E passou.

- Eu não acredito que você começou a rezar o Pai Nosso - Harry começou a gargalhar.

- Para de rir imbecil - Eu bati nele. 

- Senhor passageiros, acabamos de passar por uma turbulência por conta dos ventos vindos do oceano, mas tudo já foi normalizado. - O piloto falou e eu pude ouvir uma senhora atrás de nós dizendo "amém". 

- Viu? Eu não sou a única que recorre a Deus quando pensa que vai morrer. - Eu cochichei para Harry apontando para trás. 

- Você é louca, é isso que você é! - Harry riu olhando para mim e negando com a cabeça. - Mas, o que você estava dizendo antes de todo esse apelo a Deus? 

- Aí eu já nem lembro mais... 

- Você dizia que eu era o melhor... - Harry aproximou seu rosto do meu. 

- Ah sim, o melhor namorado do mundo todo! - Eu disse, puxando seu rosto para mais perto e selando nossos lábios. 

*Flashback off* 

Dei risada sozinha lembrando desse episódio e certeza absoluta que a senhora ao meu lado me achou uma louca desvairada. O voo não foi tão demorado quanto eu imaginei que fosse ser, acabei dormindo, depois acordei, comi um lanchinho do avião, li meu livro, ouvi música e logo ouvi que estávamos pousando. Desci do avião e logo recebi mensagem de Harry. 

"Estou no carro dentro do carro da minha mãe, no estacionamento. É bem de frente com a porta de saída." 

"Estou pegando a mala e já vou" 

Peguei minha mala e fui em direção ao estacionamento, passando no meio de uma aglomeração de gente que esperava seus familiares. Uma garota até me reconheceu, mas ficou de longe tirando fotos minhas enquanto eu andava em direção à saída. Acenei para ela e segui para o carro. Ao sair, Harry acendeu os faróis e eu fui em direção, colocando minha mala no porta-malas e entrando ao seu lado. 

- Oi meu amorzinho! - Eu falei sorrindo e o abraçando. 

- Oi, princesa, como foi o voo? 

- Tranquilo, nem vi a hora passar. - Falei, dando de ombros e colocando o cinto. 

- Dona Anne está fazendo a sua comida preferida para a janta de hoje. - Ele falou rindo e ligando o carro. 

- Ela ainda lembra minha comida preferida?

- Ela praticamente te adotou com filha, obvio que ela lembra.. - Ele sorriu.  

- Ela é uma linda, é isso que ela é. - Eu sorri. 

Harry e eu fomos para a casa dele, conversando, brincando, cantando e rindo. Harry é uma pessoa leve e eu amo esses momentos com ele. Depois de uns vinte e cinco minutos em que estávamos na estrada Harry começou a ficar estranho, mais calado. 

- Styles, o que foi? Você ficou quieto de repente... - Perguntei colocando a mão em sua perna. 

- Tem um carro com paparazzi nos seguindo desde o aeroporto. - Ele falou olhando pelo retrovisor. 

- Tá, e como você sabe que são paparazzi? - Falei olhando para trás. 

- Olha direito para lá, Letícia. - Me virei para olhar e vi uma câmera na mão do passageiro. - Coloca os pés no chão. - Harry mandou, com uma voz firme e eu o obedeci, já que estava com os pés no banco. Em seguida ele acelerou o carro.

- Harry, vai devagar está nevando! - Eu falei com o tom de voz mais alto e olhando para trás em seguida, vendo que o carro que estava nos seguindo também havia acelerado. Harry acelerou mais um pouco. - Styles, eu tô falando sério, diminui essa merda! - 120km/h e a neve aumentando. 

Em seguida o carro deslizou. Fechei os olhos e apertei a perna de Harry. Escutei-o falando algo, mas não entendi o que. O carro girou, não sei quantas vezes e parou. Escutei uma batida, mas mantive os olhos fechados. Quando, depois de uns 15 segundos, tudo parecia calmo, abri meus olhos e fui direto para Harry. Eu não sentia nada, a não ser a dor no peito que veio por conta do susto e o desespero para saber se o homem ao meu lado estava bem. Harry estava paralisado e ofegante. 

- Você está bem? - Falei e meu primeiro movimento foi virar seu rosto para o meu para ter certeza de que nada estava errado. - Meu Deus, Harry, onde você estava com a cabeça? - Eu falei o puxando para abraçá-lo. - Você está bem? Se machucou? 

- Eu to bem, eu to bem, fica calma. - Harry falou soltando o cinto e me abraçando. - Me desculpa!

- Esta tudo bem, estamos bem. - Soltei meu cinto e beijei seu rosto, o apertando cada vez mais forte. Olhei para trás e vi um carro amassado. - Ai meu Deus. - Abri a porta do carro e corri em direção ao carro amassado. Olhei de relance para o carro de Anne e estava tudo certo.

- Vocês estão bem? - um dos caras do carro perguntou.

- Nós estamos, mas e vocês? Alguém se machucou? - Eu perguntei e senti Harry chegando logo atrás de mim.

- Não se preocupe, estamos bem. - O outro homem falou.

- Qual o problema de vocês? - Harry falou agressivamente. - Sair seguindo os outros assim.

- Você também não devia ter acelerado daquele jeito Harry, o que você estava pensando? E vocês, huh? O que vocês querem? Uma foto nossa para qualquer tabloide? - Eu gritava com todos os homens ali presentes. Eu estava com a adrenalina lá no alto e morrendo de medo. - NÓS TODOS PODÍAMOS ESTAR MORTOS!

Todos eles mantinham os olhos presos em mim. Eu respirei fundo e senti como aquele chão estava molhado, meus pés deslizavam e a neve caía em nossas cabeças. Olhei para trás e vi um carro vindo em nossa direção, devagar e observador.

- Está tudo bem? - O moço perguntou ao abrir a janela de seu carro e observando o acidente.

- Sim, aparentemente estamos todos bem. Obrigada por perguntar... - Eu falei o olhando. Ele sorriu e foi embora. Voltei os olhos para os homens a minha frente. - E agora? O que vamos fazer?

- Moça, olha, nosso carro bateu na árvore, mas acho que não foi tão feio porque já tinha girado várias vezes na pista. Vocês podem nos processar por termos seguido vocês e é um processo feio e que, se realmente acontecer, a coisa pode ficar bem feia para nós e nós não podemos perder o emprego. - O senhor falava realmente calmo. - Eu posso dar a minha palavra que nenhuma foto de vocês dois na noite de hoje será publicada, em troca de vocês nos deixarem dar meia volta e irmos embora. - Eu o olhava séria, sem saber a reação de Harry, sem olhar para trás.

- O senhor me da a sua palavra, mas e se eu acordar amanhã e estiver em todos os sites nossas fotos e ainda uma notícia desse acidente? - Eu perguntei calma.

- Aí a senhora pode ligar para o meu chefe e pedir, pessoalmente, minha demissão. - Ele falou e estendeu sua mão para que eu apertasse. Apertei sua mão e dei as costas para ir para o carro.

- Espera - A voz de Harry ecoou. - eu quero o cartão de memória da câmera.

O homem então foi até o carro batido e trouxe com ele a câmera, tirando o cartão de memória e pondo na mão de Harry que apertou sua mão e seguiu até o carro. O resto da viagem foi um silêncio mórbido. Harry não falava nada e minha respiração era a coisa mais alta que se podia ouvir dentro do carro. Ao estacionar o carro na garagem, Harry respirou fundo e apoiou a cabeça no volante, começando a chorar em seguida. Eu não sabia o que fazer, então, sem reação, chorei também. Coloquei as pernas no banco e a mão em suas costas.

- Está tudo bem agora, ei... - Falei o olhando e secando minhas lágrimas. - Olha para mim, Harry. Está tudo bem agora! - O puxei para mim e o beijei. Suas lágrimas molhavam meu rosto e isso me desesperava.

- Me desculpa. - Ele falou parando o beijo. - Eu não queria que fosse assim, me perdoa...

- Shhhhhh... Está tudo bem agora, nós estamos em casa. Vamos entrar, tomar um banho, jantar e descansar, ok!?

Harry concordou comigo, saímos do carro, pegamos minha mala e entramos em casa. Anne percebeu que havíamos chorado e demorado mais do que deveríamos, então contamos tudo o que havia acontecido. Anne brigou com Harry do jeitinho dela, do jeitinho calmo de Anne. Beijou nossas cabeças  e nos mandou para o banho. Quando terminei de me arrumar desci para encontrar as meninas para jantar. Harry veio em seguida. Comemos minha lasanha preferida no mundo todo e em seguida fui para o quarto. Vou dormir com Harry como sempre fiz, então deitei na cama e esperei ele chegar. Ele deitou e me abraçou, fechei os olhos e fiquei apenas sentido seu cheiro e fazendo carinho em suas costas. Ele não devia ter feito o que fez, mas estava tão assustado quanto eu. Seu toque me acalmava, seu cheiro me acalmava, sua presença me acalmava.

- Boa noite, Hazz. - Eu falei baixinho.

- Boa noite, Lê. 



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