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História Two Ghosts - Capítulo 19


Escrita por: Phu_Daddy

Notas do Autor


Boa leitura ❤️🙂.
Espero que gostem.

Capítulo 19 - Pêsames


Quando acordo Gabriel não estava mais ao meu lado, ouço umas conversas baixas vindo do primeiro andar, e também vejo que o sol não tinha saído por completo ainda, devia ser por volta de uma 6:00 a.m, me levanto da minha cama, escovo meus dentes e lavo meu rosto, me olho no espelho, havia voltado a ficar com uma aparência boa, aparentemente Gabriel me dava esse gás, tomo um banho rápido e visto uma roupa simples. Ga me entrega um copo com água, acho estranho e pergunto o por que dessa água, ele fala que nada, só trouxe, rio mas tomo, deixo do lado da minha cama e volto pro espelho para arrumar meu cabelo, ele ficou na minha cama me olhando, não dei muita importância.

– Fui buscar Marina e minha mãe hoje cedo, não falei nada pois imaginei que você estivesse bem cansada e precisava descansar – corta o silêncio.

– Ah sim… Achei que também queria descansar hoje – faço uma carinha de desapontada. – A final, como está indo as coisas? 

– Normais, nada além de muito exausto, vou do trabalho pra casa da casa pra faculdade, da faculdade pra casa e assim vai, não tenho muito tempo livre – responde ainda me olhando.

– Claro, mas a faculdade está fácil? Vou poder falar que meu futuro marido é um doutor renomado? – brinco.

– Claro – sorri. – Entra – fala assim que alguém bate na porta.

– Nella? Tá bem? – um Luiz muito sorridente aparece na fresta da porta.

– Tudo sim.

– A sim… O que aconteceu a noite passada com vocês? Deu pra ouvir lá do quarto do Pe.

– Eu que pergunto, vocês estavam animados ontem em – rimos.

Luiz não tinha visto Gabriel ali ainda, falo para ele entrar e assim que o faz leva um susto, fica envergonhado e pede desculpa, se senta na ponta da cama.

– Marina e Maria Estão fazendo o café da manhã, e um tal cara perguntou de você e falou que era para falar que se chama Phelipe, que aliás era a sua cara Gabriel – fico surpresa pois tinha me esquecido de Phelipe.

– A sim… – fico sem jeito.

– O que meu irmão quer com você? – pergunta com um sorriso no rosto que vai se desmanchando por não receber resposta. – Vocês ficaram?

– Não, claro que não.

– Então o que? 

– Rolou um clima, você estava com aquela azeda, queria te causar um pouco de ciúmes que fosse.

– Vamos tomar café da manhã? Depois vocês discutem isso – Luiz pega na minha mão e vamos, Ga vem logo atrás.

Comemos todos juntos, minha tia dorme um pouco e volta pro hospital, até que tentei a segurar mas ela não quis ficar, Pedro foi pra casa do Luiz com ele, Josh me manda uma mensagem dizendo que estava vindo para me fazer companhia, Gabriel estava fazendo massagem em mim.

Me sento novamente no sofá no meio de Gabriel e Josh, por conta de os dois não conseguirem ficar no mesmo lugar sem brigar dei a ideia de assistirmos um filme juntos para que eles não ficassem discutindo, e funcionou, ao menos por um tempo. Não demorou muito para Gabriel ter que voltar para sua casa, precisava estudar para uma prova que teria, também para minha tia voltar do hospital bem cansada e eu me oferecer para ir em seu lugar, para que ela descansasse ao menos um pouco, Joshi me leva lá, Pedro também foi, em questão de minutos um médico aparece e nos fala que meu tio não havia progredido nenhum pouco, estava em um coma que seria difícil sair, sairia apenas com um milagre, com essas palavras digamos que bem desnecessárias voltamos pra casa, Joshi nos deixa lá, afinal não mudaria em nada ficarmos no hospital, não iriamos conseguir ajudar em nada. 

Uma semana se passou, uma semana com minha tia totalmente devastada e meu primo também, por vê-la nesse estado, tomei todas as responsabilidades da casa, estava tentando ser forte, não podia deixa-los na mão nesse momento, Maria estava me ajudando muito. Também fazia uma semana que Gabriel havia "sumido" novamente, não conversamos mais, nem nos vimos, assim como nos 6 meses, mas eu realmente não estava com cabeça pra pensar em quem nem ao menos se importava comigo, mas ao contrário do irmão, Philipe esteve ao meu lado por essa semana tão difícil, em todos os momentos, claro pois ao contrário de seu irmão Philipe era um homem, já Gabriel era apenas um muleque. Uma semana em pura angústia para que no início da outra semana recebermos a notícia de óbito de meu tio, Philipe que havia me levado até o hospital, já que eu havia recebido uma ligação de hospital pedindo que alguém da família fosse até lá. No momento em que tive que dar a notícia para minha família foi uma das piores da minha família, e como sabia que não conseguiria fazer isso pedi para que Maria me ajudasse, Philipe estava ao meu lado também estava ao meu lado, minha tia, Pedro e Luiz estavam sentados na nossa frente esperando que falássemos, ao receber a notícia minha tia caiu aos prantos, Pedro a abraça, também chorando, Luiz coitado não sabia o que fazer, respirei fundo, segurando ao máximo meu choro que estava empurrando para sair, eu precisava ser forte, eles precisavam dessa base, ao menos era assim que pensava.

Tive que resolver a funeral e o enterro, não foi nada fácil pois cada passo dado mais notava que isso era real, e mais uma vez Philipe estava ao meu lado, me ajudando, me ajudando a entender as papeladas e documentos, eram coisa bem complexas, mas que no final consegui resolver com seu ajuda.

No dia do funeral acordei mais cedo que o normal, fiz um café e me arrumei, minha tia acordou uma hora depois seguida por Pedro, pegamos um Uber até o local ja que aparentemente ninguém conseguiria dirigir, logo na entrada da funerária conseguíamos ver todos, familiares, amigos de família e tals… Maria com seu namorado, Joshi, Carlos, Luiz, Mila, Gabriel e Sabrina também estavam lá, desço do carro sem olhar para ninguém, não queria que chorar ali. 

Fui a primeira a entrar na sala onde estava o caixão de meu tio, me arrependo amargamente por essa decisão, me arrependo de ter o olhado ali, arrependimento… Essa é a única coisa em que conseguia pensar, não suportava a ideia de ver alguém naquele estado mas estava vendo, eu estava vendo meu tio ali, o cara que alegrou minha vida, a pessoa que me ensinou a viver, que me amou, que me levou pro caminho certo, estava vendo o homem que me criou… O meu pai alí, não consegui aguentar, soltei todo o meu ódio e indignação com a vida em meu choro, implorava em pensamentos que voltasse, não suportaria mais um segundo sem sua presença, não poderia viver sem ele, ele era a minha vida, o queria ali imediatamente, pego em sua mão, agora gelada, e o imploro isso, que volte. Ver seu corpo, apenas seu corpo, sem vida, sem alma, seu pálido corpo ali, com seu terno preferido, flores por volta fez com que minha ficha caise, pela primeira vez desde que sai daquele carro levantei minha cabeça e vi todos, algumas pessoas chorando outros com cara de tristeza, minha tia chorando ao lado do caixão e meu primo segurando sua mão, também chorando, quando Sabrina chegou ao meu lado e disse "meus pêsames" foi a gota d'água, sai da sala batendo o pé, putasa, não aguentava mais receber os sentimentos de pessoas, de qualquer pessoa, noto que todos me olharam, mas eu realmente não liguei, quando estava chegando na saída principal esbarro em alguém.

– Desculpa – digo rápido com minha voz ainda embargada por conta do choro, e minha cabeça baixa, apenas sigo reto, não queria ouvir mais um pêsame.


Notas Finais


Comentem e favoritem pfvr ❤️😻.
Desculpem qualquer erro.


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